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“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v.2).
O capítulo de hoje inicia relatando que havia “na igreja de Antioquia profetas e mestres” (v.1). Eram homens de Deus separados por Ele para uma obra especial. No entanto, não era uma obra apenas local, ela precisava avançar. E sob a direção do Espírito Santo, dois homens foram escolhidos para fazer a primeira viagem missionária: Barnabé e Saulo. Por duas vezes Lucas escreveu que aqueles homens estavam jejuando (v.2 e 3). Na primeira vez ele disse que eles serviam e jejuavam, e na segunda, que jejuavam e oravam. A prática do jejum deve fazer parte da comunhão do cristão, principalmente dos líderes da igreja de Deus. É fácil? Não mesmo, meus irmãos! Porque o jejum mexe com o nosso apetite. E quando relembramos que foi através do apetite que o pecado entrou no mundo, percebemos que não se trata de algo fácil e tampouco algo inofensivo.
Em 2016, um japonês, chamado Yoshinori Ohsumi, ganhou o prêmio Nobel de medicina. O pesquisador revelou ao mundo os benefícios do jejum, de como faz bem à saúde o jejum praticado sistematicamente e como pode prevenir diversas doenças, como Alzheimer e Parkinson; além de promover excelentes benefícios ao funcionamento do cérebro, e de ser tão importante para o nosso corpo quanto o é o exercício físico. E tendo conhecimento de que é através da nossa mente que o Espírito Santo fala conosco e nos revela a Sua vontade, vejamos o que Ellen White escreveu há mais de cem anos:
“Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (The Review and Herald, 11 de Fevereiro de 1904).
Meus irmãos, a rica mensagem de saúde que temos em mãos tem sido tão ignorada que Deus tem feito as ‘pedras’ clamarem. Vivemos em um mundo extremamente afetado por doenças que nossos avós e até nossos pais nunca tinham ouvido falar. Barnabé, Saulo e os demais companheiros compreenderam que o jejum não apenas os fortalecia fisicamente e intelectualmente, mas, sobretudo, espiritualmente. “Enviados, pois, pelo Espírito Santo” (v.4), eles viajaram até chegar em Salamina e de Salamina a Pafos, também na companhia de João Marcos, onde iniciaram a sua missão já se deparando com forte oposição.
Naquele lugar, “o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente”, mostrou interesse em “ouvir a palavra de Deus” (v.7). Contudo, seu mágico pessoal, uma espécie de feiticeiro particular, se opôs ao interesse do procônsul, procurando afastá-lo da fé. Então, Saulo, pela primeira vez chamado de Paulo, “cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos” (v.9), disse o que nenhum cristão teria coragem de dizer não fosse pelo poder do Espírito. Palavras fortes, de dura exortação e de juízo que, prontamente, se cumpriram. E se o procônsul ainda tinha alguma dúvida quanto à doutrina que pregavam os apóstolos, a cegueira de Elimas o fez crer e ficar “maravilhado com a doutrina do Senhor” (v.12).
Recebendo a liberdade de falar em Antioquia, Paulo dirigiu àquela atenta congregação uma palavra de exortação. E a primeira coisa que pediu foi silêncio. Logo após, disse: “ouvi” (v.16). Porque para que possamos ouvir, amados, primeiro precisamos nos calar. E isto requer constante disciplina e esforço. Quando jejuamos, enviamos uma mensagem ao nosso cérebro de que ele vai precisar trabalhar de forma diferente e sob a expectativa de algo novo, ele se aquieta. O jejum é como colocar uma mordaça na ‘boca’ da mente e ativar a melhor captação de som de seus ‘ouvidos’. O jejum, portanto, também é um dos meios de Deus de nos ajudar a ouvi-Lo melhor.
Deus nos chamou para uma missão tão especial quanto a de Barnabé e Paulo, e a de Israel no deserto. Ele chama homens e mulheres segundo o Seu coração, que têm prazer em fazer a Sua vontade. Que não temem chamar o pecado pelo nome ainda que ameaçados e perseguidos. Que exaltam a Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5). Que por entenderem ser “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), fazem o possível para preservar a saúde do corpo e da mente. Há uma frase de Charlene Kaemmerling que diz: ”Os cristãos estão perdendo seu poder e influência […] porque estão perdendo sua característica de ‘separados’”.
Você e eu fomos separados por Deus para uma obra grandiosa, que pode ser a última grande obra, e a porção adicional do azeite só será concedida mediante incessante busca e humilde entrega. Lembremos de Daniel e seus amigos na corte babilônica, como a firme decisão desses jovens foi honrada por Deus com saúde e inteligência incomparáveis (Dn.1). Jejuemos e oremos conforme a orientação de Jesus e Sua Palavra (Mt.6:5-8, 16-18; Is.58), e ainda que perseguidos e mal compreendidos, seguiremos em frente transbordantes “de alegria e do Espírito Santo” (v.52).
Nosso Pai, bendito sejas, Senhor, porque nos deixastes preciosas orientações em Tua Palavra! Graças Te damos pela obra maravilhosa do Espírito Santo, que deseja falar conosco todos os dias! Mas como ouviremos, Pai, se nossos ouvidos estiverem como que impedidos? Paulo e Barnabé perceberam a importância de silenciar a mente com jejum. E acredito que os três dias de Paulo sem enxergar e sem comer foram dias em que ele foi fortemente impactado pelo trabalho do Espírito Santo em seu coração. Ajuda-nos, Senhor, para que, muito além de abstinência de alimentos, o nosso jejum resulte em serviço para Ti e para nossos semelhantes. Capacita-nos a vivermos uma vida cristã coerente! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos, jejuemos e oremos!
Feliz sábado, chamados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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