Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de outubro de 2024, 0:45
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Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, decidiu retornar ao seu antigo ofício, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.

Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando, “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Então, o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Mas uma voz de ordem lhes aqueceu o coração: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v.6). Sentiram como se obedecer-lhe fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), nem o barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.

O que se seguiu foi um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adiantou e, sozinho, arrastou a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, Pedro entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).

Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia oferecer a Jesus não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.

Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre foi assim. Aquele que Jesus havia chamado de filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhou ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas diferentes, amados. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor celestial da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho eterno a todo o mundo.

Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de segui-Lo? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.

Você ama a Jesus e deseja segui-Lo como Seu discípulo? Deseja praticar o genuíno amor? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Leia o sermão do monte. Lá você vai perceber que Jesus não se esquivou de falar a verdade, mas nos ensinou que o genuíno amor é manifestado na prática de Seus mandamentos. Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm.5:5) e você será um representante do bom Pastor na Terra, apressando o Seu breve advento.

Nosso amado Deus, acredito que a mudança operada na vida do Teu discípulo João é a mesma que desejas realizar em nossa vida. Que a nova oportunidade dada a Pedro representa o Teu convite para nós, a fim de que o amor que temos para Contigo seja manifestado na vida de nossos semelhantes. Muitos têm pregado pelo mundo afora um amor de alicerce arenoso, baseado apenas em emoções e sentimentos. Mas nós almejamos o genuíno amor, que emana da cruz, pois foi pela nossa transgressão à Tua lei que Jesus teve que morrer pelos nossos pecados. Na cruz, a verdade e a justiça se encontram e irradiam o brilho do amor incondicional de Deus por nós. Enche-nos do amor genuíno, que é o cumprimento da Tua lei. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pelo amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#RPSP #JOAO1


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