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“Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (v.43).
Cheio do Espírito de Deus, Jesus iniciou o Seu ministério das águas para o deserto. Ali, tentado por Satanás, Sua missão foi exaltada pelo princípio ativo de Seu caráter obediente à Palavra e submisso ao Pai. Colocando em dúvida Sua origem divina, o inimigo tentou a Jesus não somente em Sua humanidade, mas O incitou a usar do poder divino a fim de atender Suas próprias necessidades e Se valer de Sua natureza celestial e eterna. Jesus, porém, não veio para ser servido ou provar a Satanás a Sua divindade, “mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). Sua obra incluía a vitória sobre o pecado, e, como nosso Substituto, o precioso Cordeiro de Deus cumpriu com perfeição o “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Como Aquele de quem até mesmo Seus familiares e amigos mais próximos desprezaram, Jesus prosseguiu em Seu santo ministério “para pôr em liberdade os oprimidos” (v.18). Suas palavras eram cheias “de graça” (v.22) e de autoridade, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). As pessoas reconheciam que havia algo de diferente e sublime na pessoa de Jesus Cristo, mas a influência espiritual de seus líderes havia alimentado no povo uma expectativa que não encontrava harmonia nos ensinamentos e no estilo de vida do Mestre. E, lembrando-se de Sua origem terrena, aqueles que antes se maravilharam das palavras de Cristo, “O levaram até ao cimo do monte […] para, de lá, O precipitarem abaixo” (v.29).
Foi um tempo de pânico para Satanás e os seus anjos. Finalmente, a profecia dada a Adão e Eva estava se cumprindo (Gn.3:15); o plano que dia após dia era relembrado através dos rituais do santuário estava prestes a ser consumado. E nunca houve tanto alvoroço por parte dos demônios, que temiam e tremiam diante dAquele que poderia subjugá-los com uma simples palavra: “Ah! Que temos nós Contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (v.34). Eles conheciam a origem de Jesus: “Tu és o Filho de Deus!” (v.41). Reconhecer quem Cristo é e crer que Ele é o Filho de Deus não pode, portanto, se resumir a um mero pronunciamento. Jesus precisa ser o meu e o seu Salvador pessoal. Como a “viúva de Sarepta” (v.26) e “Naamã, o siro” (v.27), que obedeceram aos profetas do Senhor, Deus deseja atender as nossas necessidades e curar as nossas enfermidades. Mas, para isso, precisamos dar o passo da fé, buscando fazer a vontade de Deus ainda que tenhamos que sair de nossa zona de conforto.
Constantemente, Jesus Se retirava “para um lugar deserto” (v.42) a fim de descansar nos braços de Seu Pai. Sua vida diária de oração e de santa consagração era o que O fortalecia para lidar com os mais diversos dilemas humanos e com as constantes e aterradoras ciladas do Maligno. Quanto necessitamos deste lugar deserto a cada dia! Nossa natureza carnal só pode ser vencida se estivermos cheios do Espírito. É a nossa submissão a Deus e entrega diária do coração que nos confere forças para resistir ao diabo e que nos habilita como cidadãos do reino celeste. A nossa vida aqui é o que define para onde estamos indo.
O ministério terrestre de Jesus era sempre uma evidência de que não vivia para Si mesmo, mas para a glória de Deus. E, assim, Ele anunciava “o evangelho do reino de Deus” (v.43), pregando, ensinando, curando e amando. Ele veio a este reino de trevas para que, com Ele, possamos em breve estar no reino de eterna luz. Que a nossa vida, cheia do Espírito Santo, faça Satanás e seu exército tremer e, mesmo que admirados ou rejeitados pelos homens, nossa missão consista em temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap.14:7), “pois para isso é que” fomos criados (Ec.12:13).
Pai nosso, Deus Todo-Poderoso, a nossa natureza carnal necessita ser constantemente subjugada pelo Teu Espírito. O nosso eu precisa morrer para que Cristo viva em nós. Se quisermos ser participantes da vitória de Cristo, precisamos também participar de Seus sofrimentos. A escola da dor é o que nos faz lembrar que precisamos de um Salvador e que o nosso lar não é aqui. Oh, Pai, nos ensina a andar Contigo e, pelo poder do Espírito Santo, dá-nos a vitória contra o maligno. Não queremos simplesmente saber quem é Jesus. Queremos conhecê-Lo e reconhecê-Lo como o nosso Deus e Salvador pessoal. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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