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“E Ele, assentando-Se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (v.35).
Em Cristo, Deus incidiu sobre o mundo a revelação de Seu reino e de Seu caráter. Através de Sua vida, de Suas palavras e perfeita obediência, Jesus anunciou a chegada do reino de Deus a começar por Sua morte e ressurreição e pela dispensação dos dons do Espírito Santo na vida de Seus escolhidos. E um vislumbre do reino foi manifestado na ocasião da transfiguração. Levando “Consigo a Pedro, Tiago e João” (v.2), Jesus lhes revelou a glória do reino eterno. Aqueles discípulos haviam crescido ouvindo sobre como seria a libertação de Israel pelo Messias. De como o Cristo os libertaria do jugo romano e estabeleceria Seu trono em Jerusalém. Atordoado por tão sublime experiência, Pedro logo cuidou em sugerir edificar ali mesmo o que poderia ser a sede militar de Jesus e de Seu reino.
A aparição de Elias certamente os intrigou, como se fosse o cumprimento da antiga profecia: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Jesus, porém, desmistificou a profecia ao afirmar que “Elias já veio” (v.13), referindo-Se a João Batista (Mt.11:14). Aquele momento no alto do monte representava o começo e não o fim. Pedro, Tiago e João foram chamados por Cristo em momentos específicos de Seu ministério e foram ensinados a guardar em silêncio alguns destes momentos até o tempo oportuno (v.9). E o capítulo de hoje apresenta algumas situações que revelam o quanto os discípulos ainda precisavam aprender antes de assumir o posto de embaixadores do país celestial.
É quando a obra de Deus avança, quando subimos ao monte da comunhão para encontrar Jesus, que Satanás aguarda a nossa descida para tentar nos perturbar. Aquele pai estava sobremodo aflito e, frustrado pelo fracasso dos discípulos, foi em busca de seu último recurso. Jesus viu a sinceridade de seu coração e, mesmo em face da sua confissão de incredulidade, a cura do seu filho também simbolizava a cura de sua fé. As forças espirituais do mal precisam ser combatidas “por meio de oração [e jejum]” (v.29). Foi assim que Jesus venceu o inimigo no deserto. E para que sejamos vitoriosos com Ele, necessitamos nos desarmar do orgulho e da cobiça e nos revestir “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11).
A discussão dos discípulos “sobre quem era o maior” (v.34) só reforça o fato de que a jornada cristã é um processo diário de aprendizado e transformação. Jesus precisava desconstruir as ambições insensatas de Seus discípulos para então edificar em seus corações o fundamento do reino dos céus: Suas palavras ouvidas e praticadas com a simplicidade de uma criança. E da discussão sobre uma posição privilegiada no reino celeste, Jesus apontou o singelo ato de oferecer “um copo de água” (v.41) a um filho Seu como algo digno do galardão (v.41). Precisamos subir ao monte da comunhão com Deus e sair de lá com a provisão necessária para atender as necessidades de todos quanto o Espírito Santo colocar em nosso caminho. Pois aquele que não abre mão de tudo o que o faz tropeçar, acabará servindo de tropeço para outros e recebendo o destino fatal “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41).
Amados, precisamos ter sal em nós mesmos “e paz uns com os outros” (v.50) se quisermos entrar no reino dos céus. Necessitamos vigiar, orar e trabalhar a fim de que Jesus diga a respeito da nossa geração que de maneira alguma passaremos pela morte até que vejamos “ter chegado com poder o reino de Deus” (v.1). O reino que começou em Cristo ressuscitado se revelará no fim em Cristo glorificado. Jesus revelou aos discípulos a Sua morte e ressurreição (v.31). “E isto Ele expunha claramente” (Mc.8:32). Mas seus corações ainda endurecidos não compreendiam o significado de tal predição. Que possamos, contudo, compreender o que Jesus nos expõe com clareza: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). E, como os discípulos no Pentecostes, que cheios do poder do Espírito Santo, recebamos os últimos pequeninos que Jesus aguarda para a salvação.
Santo Deus, assim como o sal antigamente, além de ser usado para dar sabor, também servia como moeda, para purificar e para conservar, dá-nos do sal celestial, Teu Espírito em nós. Não há mais tempo a perder para ficarmos discutindo ou competindo uns com os outros! Reconhecemos, Senhor, que é tempo de arrependimento e santificação. É tempo de reconhecermos o imenso sacrifício de nosso Redentor e a nossa completa dependência de Sua graça e justiça. Ajuda-nos, Pai! Ensina-nos a Te servir e servir ao nosso próximo com amor! Queremos andar Contigo e Te conhecer cada dia mais! Continua falando conosco através da Tua Palavra, pois é maravilhoso ouvir a Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#Marcos9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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