Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 18 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de agosto de 2024, 0:45
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Após quinze anos de igreja, minha vida passou por uma mudança de 180°. Através de uma jornada espiritual e do projeto Reavivados Por Sua Palavra, meus olhos foram abertos para a beleza do conhecimento de Deus e de Cristo. Entre as muitas formas que Jesus usou para Se apresentar, uma delas foi marcante para mim. Através de cartas diárias minhas para Ele e dEle para mim, uma delas me foi apresentada pelo Espírito Santo como uma mensagem especial e muito importante para os nossos dias. Ela diz assim:

“A Minha obra de intercessão no santuário celestial ainda não está completa. Tenho intercedido junto ao Pai por todos os crentes e como tem sido difícil para Mim o veredito de alguns!

Filhinha, a Minha luta tem sido para que vocês não Me louvem apenas com os lábios, porque para estes, quando Eu voltar, com o coração partido, terei que dizer: ‘Nunca vos conheci’!

Vocês precisam Me buscar e Me louvar com todo o vosso coração! Se vocês Me louvam com o coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sentem por alguém, esse louvor é maldito, e para Mim não tem valor algum!

O Meu povo necessita compreender que precisa buscar o coração de uma criança, precisa almejar ser como criança. Precisa buscar um coração puro, rápido para amar, rápido para perdoar!

Assim como um dia Eu disse: ‘Deixai vir a Mim os pequeninos’, Eu direi naquele Grande Dia: ‘Vinde, benditos de Meu Pai’! Não será diferente, pois virão a Mim todos aqueles que aceitaram tornar-se como criança!

Por isso, filhinha, busque este ideal e leve esta mensagem para quantos Eu colocar em seu caminho!

Eu te amo! Volto logo!

Com lágrimas de amor, Jesus”.

A pergunta que não calava no coração dos discípulos era esta: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (v.1). O desejo por assumir um lugar de destaque no reino de Cristo, certamente inquietava-os e foi o principal motivo de discussão entre eles durante os três anos e meio em que andaram com Jesus, mesmo diante da resposta que deveria ter sido suficiente para encerrar este assunto. “Chamando uma criança” (v.2), Jesus declarou, em outras palavras, a Sua primeira fala no sermão da montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Jesus não se referiu à imaturidade de uma criança, mas a humildade em reconhecer que necessita de ajuda, que não consegue andar sozinha.

Mas Cristo foi além, e despertou Seus discípulos à responsabilidade de jamais servirem de pedra de tropeço aos Seus pequeninos. Como crianças de Jesus, Ele espera que vivamos em conformidade com os Seus ensinos e busquemos a comunhão do Espírito. Como pecadores, não estamos livres de falhar, contudo, Ele nos deixou escrito o caminho por onde devemos andar e espera que estejamos sempre dispostos a dEle aprender, com humildade e inteireza de coração. Aquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9), espera que vivamos de forma digna ao nosso chamado. E isso só pode acontecer se permitirmos que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nós.

Os anjos que assistem à presença de Deus face a face, são os que têm cuidado e guardado os pequeninos de Deus para a salvação, como está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb.1:14). Deus não deseja perder um pequenino sequer de Seu redil e vai em busca daquele que porventura tenha se extraviado. Mas Ele também nos chamou à responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e de como devemos agir em situações de conflito. Vejamos a ordem estabelecida por Jesus para tentar sanar um conflito entre irmãos:

1. “Vai argui-lo entre ti e ele só” (v.15). Ou seja, não divulgue o pecado do seu irmão, mas procura primeiro resolver o problema com ele;
2. Se caso ele “não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas” (v.16) para que fique provado o seu desejo pela paz;
3. “Se ele não os atender, dize-o à igreja” (v.17).

Quando eu era criança, lembro-me do costume que havia em estar “de bem” ou “de mal” de algum coleguinha. Mas também me lembro de como era curto o intervalo entre um “tô de mal” e uma nova brincadeira. As crianças são rápidas para perdoar e resolvem seus atritos com facilidade, enquanto nós adultos, considerados “maduros”, estabelecemos uma linha divisória entre nós e aqueles que não perdoamos. O nosso maior problema não é ter que conviver com eles, mas com os maus sentimentos que permitimos tomar conta de nosso coração. Observem que o verso que todos usamos para afirmar que Jesus está no meio de nós, está dentro do contexto do perdão: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles” (v.20).

Muitos há que pensam estar reunidos em nome de Jesus, enquanto conservam um coração governado pelo orgulho e pela vaidade. A pergunta de Pedro e sua tentativa de parecer mais misericordioso do que os outros com a “perfeita” quantidade de perdões, foi subjugada pelo Matemático do amor com “setenta vezes sete” (v.22). Não há como ser levado a sério como cristão se o amor e o perdão não fizerem parte de nossa caminhada. Ambos são dons de Deus que precisamos pedir todos os dias. “Se do íntimo” (v.35), não vivermos o perdão, estamos nós mesmos amarrando ao nosso pescoço “uma grande pedra de moinho” (v.6).

Amados, todos temos uma conta que, por nossos próprios esforços, seria impossível de pagar. Mas Jesus assumiu a nossa dívida e decidiu nos perdoar. Qual será, pois, a nossa reação diante de tão grande sacrifício de amor? Sufocar aqueles que nos fizeram mal pelo ódio? Ou conceder-lhes um lindo sorriso de perdão da criança que permitimos que Jesus nos transformasse? Raiva ou compaixão? Ódio ou amor? A escolha é nossa.

Por isso que o nosso relacionamento com Cristo é imprescindível. Podemos até achar que estamos muito distantes de ter o caráter de Jesus, mas se Ele prometeu estar conosco todos os dias e a perseverança é uma das características dos salvos, então não desista e não desanime. Porque estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Mas, lembre-se: aquele que não se tornar como criança, jamais entrará no reino dos céus (v.3).

Nosso Pai de amor, como é difícil termos que lidar com nossa natureza má e tendenciosa a pecar. Muitas situações mancham o nosso coração com mágoa, raiva e orgulho. Tem misericórdia de nós, Pai! Purifica o nosso coração! Pedimos pelo Espírito Santo como nosso companheiro e instrutor constante, para que sempre olhemos para nosso próximo tendo em vista que cada um tem uma história de vida que muitas vezes não conhecemos. Dá-nos o coração de compaixão e o olhar sensível do nosso Salvador para que, qual crianças, sejamos rápidos para amar e rápidos para perdoar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, crianças de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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