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“Então me disse: Esta é a maldição que sai pela face de toda a Terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma” (v.3).
Semelhante ao tempo em que Israel saiu do Egito, levando consigo os costumes e práticas pagãs daquele reino, os hebreus retornaram para Canaã com Babilônia no coração. Havia a necessidade urgente de uma reforma espiritual entre o povo, segundo o que estava escrito nas Escrituras Sagradas. Aquele rolo voante de tamanho incomum contendo uma maldição, simbolizava a urgência e a abrangência da mensagem. Ao cometerem ofensas uns contra os outros (furtar) e contra Deus (jurar falsamente), estavam transgredindo a Lei de Deus e trazendo sobre si mesmos a maldição da desobediência. Como uma continuação da anterior, a sétima visão esclarece melhor a razão da maldição e o desejo de Deus de remover a iniquidade e a impiedade do meio de Seu povo.
A primeira maldição foi proferida contra Caim após assassinar o seu irmão (Gn.4:11). Em direta oposição à Lei de Deus, Caim rejeitou o apelo divino e seu ato criminoso deixou bem claro de que o caráter do Senhor revelado nos dez mandamentos sempre foi conhecido até mesmo pela primeira família da Terra. Zacarias viu a maldição proveniente da quebra da Lei divina, algo que precisava ser visto por todos antes que suas obras testificassem o mesmo teor do primeiro homicida. Existe uma medida limite para a iniquidade, e o Senhor põe sobre ela uma “tampa de chumbo” (v.7), segurando os ventos da impiedade “entre a terra e o céu” (v.9), até que se complete “o número dos que foram selados” (Ap.7:4).
O caráter santo de Deus manifestado em Sua santa Lei foi por séculos transmitido de geração em geração pelos lábios de Adão. Foi quando Enoque experimentou a paternidade pela primeira vez, quando seu coração ficou enternecido pelo amor de seu filho e por seu filho, que pôde melhor compreender o amor de Deus contido em Suas palavras. Tornou-se fácil para ele rejeitar a impiedade que já se instalava na geração antediluviana a fim de desfrutar da constante companhia de seu Pai do Céu. A obediência era tão-somente fruto de um relacionamento baseado no amor e na confiança. Enoque experimentou, mesmo em uma terra já manchada pelo pecado, o gozo que Adão e Eva sentiram quando caminhavam lado a lado com o Criador no Éden.
Por algum motivo as gerações após Noé foram abandonando a antiga educação das primeiras gerações de Adão, esquecendo-se do Criador e do propósito de replicar as Suas leis. Mesmo pela renovação da aliança com Abraão, Israel se deixou corromper com os pecados do Egito e houve a necessidade de gravar em tábuas de pedra o que haviam apagado de seus corações. Através da manifestação gloriosa de Deus, os dez mandamentos foram entregues a Moisés contendo os princípios que devem nortear a vida do cristão, e o povo foi instruído novamente a retornar ao método de ensino da família de Adão (Dt.6:4-9). Como Enoque olhou para seu filho e nele viu um símbolo do amor de Deus, precisamos olhar para o Filho de Deus a fim de compreendermos o amor divino contido em Sua Lei. Precisamos trazer à lembrança que foi por nossos pecados, ou seja, a quebra da Lei de Deus (1Jo.3:4), que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl.3:13).
Não haverá desculpas para os transgressores no Dia do Senhor. Antecipando a Sua aparição, Cristo revelará diante de toda a Terra as tábuas de Sua Lei em tamanho que todos possam ler, e não haverá um impenitente sequer que olhando para si não admita: “Isto é a impiedade” (v.8). As mesmas vestes de pureza com que Josué foi vestido lhes foram oferecidas com constantes rogos, e todas as oportunidades rejeitadas passarão como um filme em suas mentes perturbadas pela certeza da iminente maldição. Não se arrependeram nem confessaram a Jesus as suas iniquidades e terão de suportar por um tempo a terrível angústia que palavra alguma pode descrever. Mas este tempo ainda não chegou, amados. Louvado seja Deus por Sua longanimidade que espera, quem sabe, pela minha e pela sua inteira entrega! Existem três mensagens angélicas sendo erguidas bem alto com palavras que possam “ler até quem passa correndo” (Hc.2:2).
Qual tem sido a nossa resposta frente a este tempo estendido de graça? Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos encontrados por Jesus como Enoque, andando com Ele porque O amamos. E disse Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).
Nosso Pai amado, quantas advertências mais terás que nos dar, e quanto tempo mais a impiedade se prolongará por causa de nossa demora em entender que precisamos entregar o nosso coração por inteiro ao Senhor? Ajuda-nos a levantar nossos olhos e contemplar o Teu Filho, e, por Seu amor, sermos transformados! O andar de Enoque Contigo é tudo o que precisamos; um andar guiado pelo Espírito Santo! Continua iluminando a nossa vida com a Tua Palavra. Dá-nos a perseverança dos santos! Dá-nos a mente de Cristo! Nós Te amamos, nosso Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Zacarias5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
2 Comentários so far
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Excelente comentário!
Comentário por Silvio Fernandes 17 de julho de 2024 @ 7:22A lei desde o principio tendo a sua validade, muito antes de ser escrita em tábuas de pedra. Que a lei esteja em nosso coração por meio da Graça e da Misericórdia de nosso Deus. Que o nosso andar seja Jesus por meio do ES através de nós
Comentário por afonsohcrodrigues 17 de julho de 2024 @ 10:03