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“Não és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina” (v.12).
Acusada de cometer injustiças, Judá tornou-se culpada perante Deus. A nação que deveria ser um exemplo de retidão diante das demais, mostrou-se perversa e violenta, cercando os justos com contendas e atitudes opressoras. O que sucedeu a Judá foi tão terrível, uma obra tão pavorosa, que seria difícil de acreditar sendo apenas contada (v.5). Apesar de não se tratar de um nome hebraico, alguns sugerem que o significado do nome do profeta está relacionado com uma palavra hebraica que denota “abraço”. Habacuque, portanto, não foi enviado para declarar um desfecho, mas para comunicar uma saída. A disciplina viria, seria, contudo, para correção e não para destruição. O Pai desejava abraçar novamente o Seu filho.
Como um filho rebelde, Judá escolheu andar por caminhos tortuosos e aprender à duras penas que longe do Senhor a vida não faz sentido. Fundada “para servir de disciplina” (v.12), Babilônia seria para o povo de Deus a prova de que não há lugar melhor do que aquele em que o Pai está. Semelhante à parábola do filho pródigo, Judá desejava andar longe do Pai. Seguindo os desejos de seu próprio coração corrupto, acabou em terra distante. Julgando-se ser rico o bastante, tornou-se miserável ao extremo. O clamor apavorado do profeta (v.2) revela o caos que a nação enfrentava e o desejo sincero de um filho de Deus de entender o propósito divino para tal litígio.
Quando decidimos seguir os desejos de nosso próprio coração enganoso, estamos declarando a Deus que não queremos viver debaixo de Seu abrigo, mas desfrutar do que Ele mesmo nos dá de forma egoísta e dissoluta, e em “terra distante” (Lc.15:13). Como um Pai amoroso, Deus não nos impede de partir, mas nunca Se cansa de nos esperar. E é esse amor paciente que tem aguardado os últimos pródigos retornarem ao lar, antes que Cristo volte “para executar juízo” (v.12).
A resposta para o profeta está em seus próprios questionamentos. Deus é Eterno, Ele sabe o fim desde o princípio. Deus é Santo, não pode comungar com a impiedade. Deus é Rocha, a Sua justiça é imutável e perfeita. Deus têm olhos puros, não habita onde reina a iniquidade. Assim como o pai do pródigo permitiu que ele partisse, Deus permitiu que Seu povo seguisse o caminho que ele mesmo escolheu e experimentasse o quão terrível é estar longe do Pai e de casa.
Muitos estão a consumir tudo o que Deus lhes deu até que, sobrevindo as dificuldades da vida, se veem sem nada. Então, ao invés de voltar para a casa do Pai, vão atrás de pessoas que os colocam em situação ainda pior. Mas aquele que cai em si, reconhecendo a sua inanição espiritual e volta para o lugar do qual jamais deveria ter saído, por mais miserável que seja a sua condição de retorno, há um Pai de amor que o aguarda. E, semelhante ao provável significado do nome do profeta, Deus não espera que Seu pródigo filho faça todo o trajeto de volta sozinho. Ele corre ao seu encontro e o abraça!
Assim como a disciplina de Deus para Judá não foi para a morte (v.12), as dificuldades da vida também não o são. Suas escolhas podem ter lhe levado para uma terra distante do Pai, mas saiba que Ele o espera para correr ao seu encontro com abraços e beijos de um amor que é eterno (Jr.31:3). Você ainda se encontra sob as mazelas de Babilônia? Aceite hoje o convite do Pai: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Volte, amado(a) irmão(ã), para os braços do Pai! Volte, para a nossa alegria e regozijo! Porquanto, “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc.15:32). Aleluia!
Pai amado e misericordioso, sabemos que o Senhor não tem prazer na morte do perverso, mas em que este se converta e viva. Semelhante ao tempo de Habacuque, há uma Babilônia hoje e muitos dos Teus filhos ainda estão dentro de suas fronteiras do engano. Pai, faze soar a voz celestial atraindo-os para Ti! Que o Teu santo e bom Espírito entre nos becos e valados desta Terra, e todos tenham a oportunidade de Te conhecer e saber que só o Senhor é Deus e que logo voltará. Usa-nos como Tuas testemunhas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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maravilha!
Comentário por Silvio Fernandes 5 de julho de 2024 @ 6:32