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“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (v.18).
Mediante uma leitura repleta de símbolos, o verso acima expõe o objetivo final de toda a exposição profética: os salvos reinarão com Cristo no reino eterno. A certeza de tamanha promessa, portanto, deve despertar nossos sentidos a examinar com cuidado as profecias envolvidas aqui, já que elas apontam para um final que definirá o meu e o seu destino eterno.
Daniel não mais estava diante da incumbência de revelar o sonho de alguém, mas ele mesmo foi contemplado com um sonho que já trazia a sua devida interpretação. Os metais da estátua de Nabucodonosor agora tomaram forma de quatro animais surreais. Seguindo a mesma sequência de reinos, acompanhem comigo a explicação do pastor Henry Feyerabend:
“Babilônia, que foi representada pela cabeça de ouro da imagem, era o primeiro e o mais nobre de todos os reinos – dominante, como o rei da floresta; veloz e de longo alcance como a águia”. “O império Medo-Persa é representado por um urso […] Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2”. As três costelas na boca dão margem a duas linhas de interpretação: “Ciro acabara de absorver os três impérios – o da Babilônia, dos medos e dos persas. Pode ser também uma referência à Babilônia, Lídia e Egito, que foram castigados e oprimidos pelos persas”.
“Por que a Grécia foi comparada a um leopardo? […] Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre o Grande vencia as nações […] Com apenas 30 mil homens, Alexandre atacou Dario, com 600 mil. Como um leopardo ataca um leão ou urso, a Grécia conquistou a Pérsia. Esse leopardo tinha quatro cabeças. O império de Alexandre foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, que dominou a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, que dominou a Trácia e a Bitínia; Ptolomeu, o Egito; e Seleuco, a Síria” (Idem, p. 119).
“O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza real para descrevê-lo… Sua descrição – terrível, espantosa, muito forte e que fazia em pedaços outras nações, pisando-as aos pés, é uma descrição realista de Roma. Nenhuma outra nação poderia se encaixar nessa forma profética […] somos informados de que Roma seria dividida em dez reinos, os quais são simbolizados por dez chifres […] As dez divisões do império romano são identificadas como os Germanos, os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-Saxões e Lombardos” (Daniel Verso por Verso, p.117-121).
Dado o conhecimento de que os dez chifres foram dez divisões do império romano, o chifre pequeno também simboliza um poder. E o pastor Henry continua dizendo: “O décimo-primeiro chifre surgiu entre os dez. O papado fez sua aparição no território da Roma imperial, entre as nações da Roma dividida […] Por meio de guerra e diplomacia, o papado, que adotou o Credo Niceno, empenhou-se em destruir […]” três daquelas nações: os Hérulos (493 d.C.), os Vândalos (533 d.C.) e os Ostrogodos (538 d.C.) (Daniel Verso por Verso, p.122 e 123).
Tendo o seu cumprimento no decorrer da história, as profecias de Daniel nos apontam para um futuro e decisivo acontecimento: a segunda volta de Cristo, com o estabelecimento de Seu reino eterno. A descrição dada pelo profeta sobre o Ancião de Dias revela a autoridade e a majestade supremas e eternas de Deus ao sentar-Se como Juiz de toda a Terra e dar início a uma fase do julgamento que findará pouco antes do retorno de Jesus a esta Terra. Contudo, apesar de tão grande esperança, o pequeno e insolente chifre ainda traria muito sofrimento “aos santos do Altíssimo”, que lhes seriam entregues nas mãos “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v.25).
No Guia de Estudo Bíblia Fácil encontramos a seguinte explicação: “Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel, ‘tempo’ corresponde a ‘ano’ (ver Daniel 11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Apocalipse 11:3; 12:6, 14 e 13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais […] A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798 […] o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença […] Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos” (Guia de Estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.30).
O poder que cuidou “em mudar os tempos e a lei” (v.25) pode hoje não ter mais a supremacia sobre o governo terrestre, mas, certamente, a mudança que efetuou com relação às verdades das Escrituras, prosperou (Dn.8:12). Basta comparar o catecismo com o conteúdo da Bíblia e verificar o que o próprio papado declara: “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho” (Lucius Ferrari, Prompta Bibliotheca, 8 volumes, art. “Papa, II”).
“Aqui terminou o assunto” (v.28) por hoje. Sei que se trata de uma mensagem muito forte e que talvez envolva tudo o que você até hoje acreditava e seguia com sinceridade. Ou quem sabe você até já ouviu falar disso tudo, mas nunca havia dado a devida atenção. Se o seu coração ficou perplexo, não se preocupe, pois até o próprio Daniel ficou perturbado com tantas informações. O convite do Senhor a você e a mim, hoje, é que permitamos que o Espírito Santo continue nos dirigindo neste estudo e que o nosso coração esteja aberto às Suas preciosas verdades. Não esqueça de que o próprio Jesus afirmou que o Espírito seria enviado para nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Deus é amor (1Jo.4:8), mas Ele também é um Justo Juiz que muito em breve virá para “destruir e consumir até ao fim” o inimigo mentiroso e todo aquele que por ele se deixou ser enganado. Eis em suas mãos as verdades absolutas do Senhor. A escolha de segui-las, ou não, é toda sua.
Senhor, nosso Deus, as Tuas profecias confirmam o passado, nos ajudam a viver o presente pela fé e a olhar para o futuro com esperança. Ajuda-nos a compreendê-las e vivê-las, no sentido de estarmos em constante preparo e vigilância. Une o nosso coração ao Teu, de forma que nossas afeições estejam nas coisas lá do alto. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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