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“Eis que esta é a lei do templo; sobre o cimo do monte, todo o seu limite ao redor será santíssimo; eis que esta é a lei do templo” (v.12).
O tema do santuário é um estudo revelado em toda a Bíblia como um monumento do plano da salvação. As cerimônias ali realizadas, os objetos sagrados e todas as leis que regiam aquele santo lugar eram sombra do verdadeiro. A manifestação da glória de Deus certamente era algo que provocava a reverência e o temor, de forma que cada pecador que entrasse no pátio do santuário deveria sentir o impacto de seus pecados em contraste com a gloriosa presença do Senhor. Novamente, Deus revelou a Sua glória a Ezequiel. E, prostrado “rosto em terra” (v.3), o profeta foi levantado pelo Espírito Santo (v.5) e acompanhado pelo próprio Jesus.
A visão do templo deveria promover o arrependimento da nação, vergonha “das suas iniquidades” (v.10). A presença do santuário e a sua estrutura arquitetônica não faria sentido se não houvesse a “lei do templo” (v.12). Nenhum lugar, por mais simples que seja, prospera sobre o fundamento arenoso da desobediência. Tudo no santuário velava pela obediência e pelo respeito. Cada ato sacerdotal, cada palavra ali proferida, cada cerimônia realizada, em idoneidade com as palavras do Senhor, eram uma evidência do caráter fidedigno do Deus que não muda (Ml.3:6).
A obediência à lei de Deus não é sinônimo de salvação, mas, certamente, é o resultado dela. Foi assim na vida de Noé, Abraão, José, dentre tantos outros homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor e à Sua Palavra. Foi assim na vida de Jesus, que nos deixou exemplo “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl.2:8). Foi assim na vida dos apóstolos, que nos deixaram um legado de fé prática e confiança plena no poder de Deus. Foi assim na vida dos reformadores e pioneiros que dedicaram a vida em resgate das verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12). E deve ser assim na vida de todos os que buscam a plenitude do Espírito, pois Deus outorgou o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (At.5:32).
Creio que uma das maiores provas de que a observância da lei deve ser o resultado da salvação está nos rituais de sacrifício. Se o cumprimento da lei fosse o suficiente, não precisaria haver “holocausto ao Senhor” (v.24). A função principal da lei é a de revelar os nossos pecados e a necessidade que temos de um Salvador que faça “a purificação e a expiação” (v.20) das nossas iniquidades. Anule a lei, e, consequentemente, você estará afirmando que não há pecado (Leia 1Jo.3:4). E, se não existe pecado, não precisamos da graça. E, sem a graça, para que um Salvador? Percebem, amados?
Assim como o Senhor revelou as medidas do altar do holocausto (v.14-16), objeto que representa o sacrifício de amor de Cristo por nós, necessitamos aceitar a Jesus como nosso Salvador pessoal, “a fim de [podermos] compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que [sejamos] tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef.3:18-19). Em outras palavras, amados, a plenitude de vida em Deus, uma vida de fidelidade e obediência, provém do conhecimento do amor de Cristo, e este, manifestado na cruz.
Muito em breve toda a Terra resplandecerá por causa da glória do Senhor (v.2), e os que insistiram na prática do pecado serão consumidos por Sua ira (v.8). Mas os que creram em Jesus e seguiram os Seus passos, confiantes nos méritos do Salvador, não farão parte da turba do desamor (Mt.24:12), mas irão amar como Ele amou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
Senhor, nosso Deus misericordioso, nos envergonhamos das nossas iniquidades e de tudo quanto praticamos em desacordo com a Tua Palavra. Nós Te louvamos por Tua paciência em nos esperar, por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento, por Tua graça que nos salva e por Teu amor que nos transforma! Este conhecimento de Ti é libertador e queremos prosseguir em Te conhecer até alcançarmos a Tua plenitude. Que ao contemplarmos a glória do caráter de Cristo, possamos com o rosto em terra reconhecer, todos os dias, que Ele é o nosso Salvador pessoal e apresentá-Lo a outros pelo poder do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel43 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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