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“[…] encontrei logo o amado da minha alma […]” (v.4).
Conheci meu esposo em um passeio promovido pela igreja. A partir daí, surgiu uma bela amizade onde aos poucos foi se despertando o interesse um no outro. Nesse meio tempo, eu havia firmado um propósito com Deus de que só iria namorar com aquele que Ele me mostrasse que realmente seria o meu futuro marido. Enquanto isso, meu esposo também havia pedido em oração para casar com uma moça cristã. Foram seis meses como amigos, até que começamos a namorar. E entre namoro e casamento foram dois anos. Nós namoramos, noivamos e casamos certos de que estávamos dando passos firmes em direção à vontade de Deus. Apesar de jovens e até imaturos em muitos aspectos, eu posso afirmar que até aqui nos ajudou o Senhor, e posso dizer com propriedade que “encontrei logo o amado da minha alma” (v.4).
Porém, a procura pela pessoa certa nem sempre é tão bem-sucedida. Muitos têm buscado por alguém que satisfaça a sua lista de desejos antes de buscar a Deus, Aquele que deseja nos dar o melhor. A ansiedade provocada pela expectativa de ser feliz tem desvirtuado o verdadeiro sentido do casamento: fazer o outro feliz. E muitos lares são destruídos pela insatisfação pessoal e pela decisão prematura. O conselho dado no final do verso 5 deve ser seriamente considerado: “não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira”.
“E viveram felizes para sempre” é o sonho de todos que foram doutrinados pelo mundo encantado do faz de conta. Só que o príncipe acaba virando um “sapo” e a princesa uma “bruxa” na primeira decepção que acontece. Em certo sentido, a maturidade precisa ser desenvolvida antes do casamento, para que a certeza do passo seguinte motive a não deixar escapar com atitudes insensatas, aquela que poderia ser a pessoa certa, ou promova decisões acertadas quanto a relacionamentos que não dariam certo. Precisamos entender que todos estamos sujeitos a erros e que não existe a pessoa “perfeita” no sentido cinematográfico e sim no sentido de que perfeita é a pessoa que Deus escolheu para mim e para você.
A procura da esposa pelo seu amado, rodeando a cidade, “pelas ruas e pelas praças” (v.2), e o fato de tê-lo conduzido à casa de sua mãe (v.4), revelam a importância dada à aprovação dos pais para o início de um relacionamento, mesmo que muitos julguem ter encontrado o candidato ou a candidata perfeita. A opinião e os conselhos dados pelos pais ou pessoas com mais experiência devem ser levados em bastante consideração antes que seja marcado o “dia do seu desposório” (v.11), a fim de que este dia não seja um motivo de arrependimento, mas um “dia do júbilo do seu coração” (v.11).
Deus tem coroas de honra para aqueles que buscaram nEle a primazia do amor. Todo aquele que primeiro busca ao Senhor e não O deixa ir, não tomará parte em um casamento precipitado. Contudo, ainda assim, o nosso Deus é poderoso para transformar um suposto fracasso em vitória. Você pode ter iniciado mal, mas Deus tem o poder de renovar todas as coisas. Ore, clame, suplique! E Deus fará subir do deserto “toda sorte” (v.6) de bênçãos para o seu casamento e enviará anjos que como “valentes” (v.7) estarão ao seu redor, e os “temores noturnos” (v.8) não conseguirão destruir o que Deus criou para ser “até que a morte os separe”.
Se, contudo, o seu amor neste mundo não for correspondido, como Lia, olhe para o Céu e declare Àquele que nunca te rejeita: “Esta vez louvarei o Senhor” (Gn.29:35). Logo Ele voltará para nos buscar “no dia do júbilo do [Seu] coração” (v.11) e seremos felizes para sempre com o nosso eterno Noivo!
Nosso Deus, ajuda cada marido a amar sua esposa como o Senhor ama a igreja, e cada esposa a honrar seu marido como ao Senhor. E, acima de tudo, que nossa vida e nosso lar sejam um reflexo do Teu caráter em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Cantares3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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