Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 24 by Jeferson Quimelli
23 de setembro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Moisés escreveu todas as palavras do Senhor que se tornaram o livro da aliança. Este é o primeiro “livro” mencionado como tendo sido escrito, embora anteriormente, em Êxodo 17:14, Moisés tenha sido instruído por Deus a registrar os acontecimentos em Refidim e o ataque dos amalequitas. Como isso foi feito e que escrita foi usada? O fato de o alfabeto ter sido introduzido pela primeira vez na península do Sinai, cerca de 1600-1550 a.C., deu a Moisés acesso ao desenvolvimento mais recente na escrita. O alfabeto proto-Sinaítico foi um avanço na comunicação escrita, que poderia ser equivalente à invenção da imprensa ou à Internet. Moisés pode, de fato, escrever os cinco primeiros livros da Bíblia durante este tempo e por conta dessa inovação de linguagem única, a oportunidade para que Deus colocasse o Seu pacto por escrito não poderia ter sido melhor.

Moisés é convidado a subir até a montanha de Deus representando Seu povo. Hoje, a glória de Deus repousa em Seu santuário [celestial], enquanto Jesus intercede por nós. Somos convidados a trazer os nossos pedidos a Ele, para que Jesus, nosso intercessor divino, receba por nós o que Deus prometeu.

Qual será a sua resposta hoje? Você vai aceitar a vontade de Deus para sua vida e viver de acordo com Suas promessas?

Michael Hasel
Departamento de Arqueologia
Southern Adventist University

 

Também publicado em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/exo/24
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/24 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/exo/24
Tradução/adaptação: JQuimelli/GQquimelli/IBrossi
Texto bíblico: Êxodo 24
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, caps. 8-10



Êxodo 24 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
23 de setembro de 2015, 1:00
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1-18 Deus controla os termos da aproximação. Ele inicia tanto a aliança como o acesso a Ele mesmo. Note os estágios da revelação. O povo não deve ir além do sopé do monte. Os anciãos podem ir um pouco mais.Então Josué e Moisés se aproximam mais e, finalmente, Moisés segue à frente para falar com Deus. Ao fim do capítulo todos os israelitas podem ver a glória de Deus. Andrews Study Bible.

Subam ao monte. A narrativa histórica, temporariamente interrompida para dar lugar ao Livro da Aliança (20.22-23.33), é retomada, dando continuidade a 20.21. Bíblia de Estudo NVI Vida.

setenta dos anciãos. Representantes do povo, para comunicar à nação a natureza da Aliança. Bíblia Shedd.

Talvez representando os 70 descendentes de Jacó (v. 1.5; Gn 46.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O termo designa aqueles de certa categoria e posição oficial entre seus irmãos, os chefes das famílias (Êx 6:14, 25; 12:21). Eles representavam o povo como um todo, enquanto Nadabe e Abiú representavam o sacerdócio futuro (Êx 28:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 679.

as palavras. Os Dez Mandamentos (20.1). Bíblia de Genebra.

as palavras do Senhor e todos os estatutos. Ao retornar ao acampamento, Moisés anunciou a legislação registrada em Êxodo 20:22 a 23:33. CBASD, vol. 1, p. 679.

Moisés escreveu.Já é a segunda vez que ficamos sabendo que, no decurso dos acontecimentos do Êxodo, Moisés estava tomando nota escrita de tudo (17.14). Estes acontecimentos, que revelam a maneira de Deus agir e reger entre os homens, eram para ser ensinados e relembrados até o fim do mundo, afim de guiar aos homens (cf 13.8-9 e 14-15). Bíblia Shedd.

O Espírito da verdade que inspirou todos os profetas (ver Jo 14:26; Hb 1:1; 2Pe 1:20, 21) fez com que Moisés se lembrasse de todas as ordens que Deus havia lhe dado. CBASD, vol. 1, p. 679.

doze colunas. Apesar da estrita proibição de erigir colunas para adoração (ver 23:24), estas colunas não deveriam ser adoradas, mas servir como representantes das diferentes [12] tribos. Andrews Study Bible.

sacrifícios pacíficos. Representavam comunhão renovada com Deus e gratidão a Ele (ver com. de Lv 3:1). CBASD, vol. 1, p. 679.

8 tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo. Metade do sangue era atribuída ao povo e metade a Deus; o sangue aspergido sobre o altar simbolicamente ligava Deus aos termos da aliança, e o aspergido sobre o povo ligava este último da mesma forma (Hb 9:18-22). CBASD, vol. 1, p. 679-680.

Jesus proclamou o cumprimento desse simbolismo por ocasião da Última Ceia, quando ofereceu o cálice: “Isto é o Meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.28). Bíblia de Genebra.

Não é provável que Moisés aspergisse sangue em cada pessoa daquela grande multidão; ele deve ter feito isso sobre os líderes como representantes do povo. CBASD, vol. 1, p. 680.

9 Esta é quinta vez que Moisés sobe ao monte. Andrews Study Bible.

10 viram o Deus de Israel. Eles viram uma manifestação visível do Senhor, mas não a plenitude de Sua glória e poder. Mais tarde, Moisés foi privilegiado por ver a “bondade” e as “costas” de Deus (33.19-23), embora o caráter limitado da manifestação tenha sido enfatizado. Bíblia de Genebra.

Nesta passagem, fica claro que Deus não é uma força impessoal, mas uma pessoa real (ver também Êx 33:17-23; 34:5-7; Nm 12:6-8; Is 6:1-6; Ez 1:26-28). CBASD, vol. 1, p. 680.

pés. A descrição se concentra exclusivamente sobre os pés do Senhor, uma indicação do caráter parcial da manifestação divina. Bíblia de Genebra.

Esta é uma das poucas ocasiões em que humanos viram a Deus. Ver 33:11. … Comer e beber era importantes elementos rituais envolvidos na realização de alianças. Andrews Study Bible.

o céu na sua claridade. Ou seja, “claro como o próprio céu”. Pode-se pensar que essa elevada honra e esse grande privilégio teriam gerado nesses homens fé duradoura e obediência a Deus. Mas a trágica história registra que, pouco mais tarde, Arão se entregou ao pedido impulsivo do povo por um bezerro de ouro (ver Êx 32:1-6) e que Nadabe e Abiú foram mortos por oferecer “fgo estranho” (Nm 3:1-4). Uma experiência religiosa tida num dia não é proteção para o dia seguinte (Mt 14:28-33; Lc 13:25-27; 1Co 10:11-12). CBASD, vol. 1, p. 680, 681.

11 Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel. (ARA; NVI: “Deus, porém, não estendeu a mão para punir a mão para punir esses líderes do povo de Israel [porque subiram ao monte]). Deus não feriu esses homens com morte, pestilência ou cegueira, embora sua impiedade não lhes desse razão para pensar que pudessem ver a Deus e viver (ver Gn 32:30; Êx 33:20; Jz 6:22, 23; etc.). Nessa ocasião, eles viram a glória do Filho de Deus, a segunda pessoa da Divindade (PP, 312, 366). CBASD, vol. 1, p. 681.

12 Sobe a Mim … dar-te-ei. Um “padrão” foi mostrado a Moisés de tudo o que constituiria o culto de Israel (Êx 25:9; Hb 8:5), incluindo detalhes quanto ao material, forma e construção de cada objeto. Essas instruções estão registradas em Êxodo 25 a 31. CBASD, vol. 1, p. 681.

14 Esperai-nos aqui. Isso arma o cenário para o incidente do bezerro de ouro, no cap. 32. Bíblia de Genebra.

16 Mesmo Moisés teve de esperar até que Deus o chamasse. O sétimo dia significa completeza. Moisés teve de esperar pelo tempo [timing] perfeito de Deus. Andrews Study Bible.

Hoje, como naqueles dias, o preparo do coração e a contemplação do caráter e da vontade devem anteceder uma associação íntima com Ele (cf. At 1:14; 2:1). Sem dúvida, Moisés e Josué passaram esse tempo em meditação e oração. CBASD, vol. 1, p. 681.

17 O aspecto da glória. Esta visão nos faz lembrar da transfiguração de Cristo (Lc 9.28-36). Em ambos os casos, anciãos ou discípulos foram deixados ao pé do monte para cuidar do povo (Êx 24.14 e Lc 9.40). em ambos os casos era o ponto de partida para novas revelações religiosas: no Êxodo, o conceito de culto e de sacrifício que preparava o povo para a vinda de Cristo; no evangelho, o ensinamento de que Jesus deveria dar Sua própria vida para a salvaão do mundo (Lc 9.14-15). Em ambos os casos, também, os maiores fracassos aconteceram ao povo de Deus durante a ausência do líder espiritual (Êx 32.1-10 e Lc 9.41). Bíblia Shedd.

18 Moisés  subiu ao monte e lá permaneceu quarenta dias. Igual tempo Jesus passou no deserto, antes de começar Seu ministério (Lc 4.1-2). Bíblia Shedd.

Após deixar Josué, Moisés entrou na nuvem e permaneceu ali por quarenta dias e quarenta noites (PP, 313). Durante todo esse tempo, ele não comeu (Dt 9:9; cf. 1Rs 19:8; Mt 4:2). A experiência de Moisés foi extraordinária. Ela ensina que a comunhão com Deus dá á alma força e refrigério. Sem isso o espírito se esmorece (ver Lc 18:1), o mundo penetra furtivamente em nós, nossos pensamentos e palavras se tornam terrenos (1Co 15:47), e não temos vida espiritual em nós mesmos nem podemos comunicá-la a outros. É em comunhão com Deus que se recebem os dons. Foi assim com Moisés; é assim com Moisés; é assim conosco. O fato de Moisés ter estado a sós com Deus sugere o valor da oração em secreto (Mt 6:6). Mesmo no rebuliço e na agitação de uma cidade grande, ficar a sós com Deus e em súplica silenciosa ajuda a enfrentar os problemas do dia a dia. CBASD, vol. 1, p. 681-682.



Êxodo 24 – Comentários pr Heber by Jeferson Quimelli
23 de setembro de 2015, 0:45
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Muitos fazem diferença entre Lei de Deus (Moral=Dez Mandamentos) e Lei de Moisés (mosaica=cerimonial). Entretanto, na Bíblia, Moisés não formulou nenhuma lei.

Dizer que uma é Lei de Moisés e, outra, de Deus, confunde a teologia bíblica, anula partes da revelação e rebaixa para segunda categoria muitos textos bíblicos, ao considerá-los irrelevantes no século XXI.

O Legislador do Universo, pensando no melhor para todo ser humano, instituiu leis diversas em Sua Constituição à nação israelita, que deveria influenciar cada cultura do Planeta Terra. Nada do que Deus revelou perderia qualquer valor (Isaías 40:8).

Há distinção nas leis divinas, mas diferente daquela que muitos fazem. Perceba neste capítulo a divina distinção das leis:

• Um grupo de leis foi ESCRITO por DEUS; enquanto que outro grupo foi ESCRITO por MOISÉS – Claro! Inspirado pelo Espírito Santo ele escreveu as Palavras do Senhor (vs. 4, 12);
• Um grupo de leis foi escrito em tábuas de PEDRA; em contraste, o outro grupo foi escrito num LIVRO (vs. 7, 12).

Ao primeiro grupo, denominou-se Lei Moral; ao segundo, Lei Cerimonial. Proponho uma observação atenta do leitor: A Lei Moral equivale aos Dez Mandamentos; a Lei Cerimonial é aquela relacionada a cerimônias de mortes de animais.

A primeira condena o pecado e declara-nos culpados perante Deus; a segunda manifesta a graça em símbolos impactantes.

Muitos desprezam ambos os grupos de Leis ao não dar a devida importância que merecem. A Palavra de Deus não caduca, quem caduca é quem pensa saber mais que Deus: Uns proclamam que a Lei Moral foi abolida; outros, que a Lei Cerimonial foi revogada.

O capítulo revela mais verdades maravilhosas:

1. Deus faz aliança com pecadores condenados à morte pela Lei Mortal, a fim de salvá-los. Cada ato divino revela compromisso fidedigno; o povo deve responder com sonoro compromisso (vs. 1-8);
2. Após leitura dos estatutos e compromisso de ambas as partes, a aliança na Mesopotâmia era confirmada com comida; o que não faltou na aliança sinaítica, entre Deus e os israelitas (vs. 9-12).

Deus quer relacionar-Se com seres humanos, Ele faz de tudo para que pecadores experimentem Sua glória (vs. 13-18). Embora a Lei moral condena, a cerimonial resolve o problema: Ela revela Cristo! São emblemas da graça!

“Senhor, capacita-nos para entender. Reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.