Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 4 by Jeferson Quimelli
3 de setembro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Há duas orações que o crente deve fazer.

A primeira é esta: “Salva-me, Senhor, a despeito de mim.” Esta oração é o cerne do evangelho. Não importa o quão bom ou ruim sejamos, todos nós somos pecadores, todos nós falhamos, e todos nós temos de ser salvos de nós mesmos.

A outra oração que os crentes precisam orar é esta: “Usa-me, Senhor, a despeito de mim.” Sempre dependeremos de Deus para tornar em bênçãos os nossos fracos esforços. Mas às vezes quando fazemos esta oração nós não nos comprometemos pessoal e queremos que Deus abençoe os nossos esforços de qualquer maneira.

Para que sejamos salvos por Deus não temos que fazer nada a não ser confessar que precisamos de um Salvador. Mas, para sermos usados por Deus para abençoar os outros, incluindo nossas próprias famílias, temos que estar dispostos a trabalhar juntamente com Deus. Temos que estar dispostos a esvaziar o lixo e distrações em nossas vidas e nos tornarmos recipientes vazios.

Deus não precisava de Moisés para realizar seus planos. E Ele não precisa de nós. Deus convida a todos para executarem a Sua vontade, mas Ele não depende de ninguém, assim como não precisava de Moisés. Todo líder deve estar atento ao perigo de perder sua vocação ao longo do caminho.

Andy Nash
Escola de Jornalismo e Comunicação
Southern Adventist University

 

Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/4
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Êxodo 4
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Parábolas de Jesus, cap. 2



Êxodo 4 – Comentários pr Heber by Jeferson Quimelli
3 de setembro de 2015, 0:45
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Não há situação tão complicada que Deus não possa intervir providenciando solução; nem sofrimento tão intenso que Ele não possa agir com precisão!

Após duas desculpas vistas no capítulo anterior, neste capítulo Moisés continua a justificar sua indisposição perante o Senhor. Observamos estas desculpas/escusas/justificativas sintetizadas por Erwin W. Lutzer:

1. “Eu serei rejeitado”;
2. “Eu não tenho nenhum talento natural”;
3. “Eu não quero ir”.

É comum pensarmos que fazer o que Ele pede seremos derrotados, humilhados e ignorados quando ainda não aprendemos depender de Deus. Nossa grande ignorância nos faz julgar que Deus Se equivoca quando nos solicita algo, ou cremos ter confundiu o endereço.

“Manda outro” – Moisés falou a verdade após Deus combater suas quatro escusas. É normal darmos desculpas esfarrapadas quando temos medo de falar a verdade – até sermos desmascarados!

Deus revela-Se mestre em derrubar objeções/escusas humanas. Isso porque Ele não desiste de nós quando revelamos desinteresse nEle e em Seus planos, até mesmo ao dizermos diante dEle que não queremos fazer Sua vontade! Imagina se Deus não insistisse conosco?

A atitude de Moisés não era humildade. Ellen G. White observa que “estas escusas a princípio procederam da humildade e retraimento; mas depois que o Senhor prometera remover todas as dificuldades, e dar-lhe afinal o êxito, qualquer nova recusa e queixa a respeito de sua inaptidão, mostravam falta de confiança em Deus. Isto envolvia o receio de que Deus fosse incapaz de habilitá-lo para a grande obra […], ou de que houvesse Ele cometido um erro na escolha do homem”.

Contudo, Moisés rendeu-se. Antes, porém, de ir, Deus ainda corrigiria algo:

Outrora, Moisés cedera aos caprichos da esposa midianita; agora, quase morreu. Então, prontamente Zípora circuncidou o filho (vs. 24-25). Isso ensina-nos da impossibilidade de ser verdadeiramente alguém espiritual fora de casa sem antes ser espiritual na própria família. Portanto, antes de FAZER o que Deus quer, é necessário SER o que Ele quer.

Sintaticamente, Deus…

• …Lida pacientemente com a indiferença das pessoas (vs. 1-10);
• …Auxilia àqueles que não creem que quando Ele chama Ele capacita (vs. 11-14);
• …Embora infalível, age por meio de pessoas falíveis (vs. 14-17);
• …Instrui Seus instrumentos o quê falar e como fazer (vs. 18-31).

Para Deus não há obstáculos intransponíveis. Siga Suas instruções! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Êxodo 4 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
3 de setembro de 2015, 0:30
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1-9 Em resposta aos terceiro questionamento de Moisés, Deus apresenta três sinais com a intenção de autenticar o ministério de Moisés. Contudo, estes sinais sugerem que atrás do conflito entre Faraó e Israel existe um conflito espiritual (Andrews Study Bible).

2-3 bordão. Um bordão enquanto símbolo de autoridade e uma serpente estão intimamente associados com Faraó e seu poder (Andrews Study Bible).

6-7 lepra. O termo bíblico descreve uma doença de pele que não é, necessariamente, a mesma lepra como  conhecida hoje (Hanseníase). A imediata surpresa devida ao milagre surpreenderia a audiência, tendo em vista que a lepra  era uma doença de longa duração e geralmente associada com punição divina (Num. 12:10; 2 Reis 15:5) (Andrews Study Bible).

8-9 A transformação de água em sangue como sinal antecipa a primeira praga (7:14-24). No pensamento egípcio o Nilo e suas águas eram divinos e a fonte de toda a vida (Andrews Study Bible).

10-12  nunca fui eloqüente… sou pesado de boca e pesado de língua. Um bom exemplo da típica “exagerada humildade” oriental, especialmente quando se recebe uma missão importante (1 Sam. 9:21; 18:23; 24:14; 1 Tim. 1:15). A fala elaborada de Moisés pode ser encontrada em todo o Pentateuco (Andrews Study Bible).

13-17 A recusa ao final lembra a reação de Jonas que também provocou a ira de Deus. Contudo, ao invés de punição, outro sinal da graça divina é dado. Aarão já está a caminho para encontrar Moisés para apoiá-lo e encorajá-lo. A descrição da ira divina não tem nada em comum com a ira irracional humana, mas destaca a graça divina (como é visível na sobrevivência miraculosa de Jonas na barriga do peixe) (Andrews Study Bible).

21 endurecerei o seu coração. Ao longo de Êxodo, o endurecimento do coração de Faraó é expresso de três maneiras diferentes: 1) Faraó endureceu seu próprio coração 2) O coração de Faraó foi endurecido (impessoal) e 3) Deus endureceu o coração de Faraó. O contexto de toda a história deixa claro que Faraó teve livre escolha em tudo que ele fez (10:1-11). Seja o que for que “endurecimento” signifique, está claro que Deus não destrói o poder de Faraó decidir em suas ações (Andrews Study Bible). [Citações bíblicas omitidas]

Deus não tem prazer algum com o sofrimento e morte do ímpio. Pelo contrário, Ele deseja que todos se arrependam e sejam salvos (Ez 33:11; 1Tm 2:4; 2Pe 3:9); […] Mas, assim como o sol afeta a matéria de diferentes formas, de acordo com sua natureza – derrete a cera e endurece o barro – assim é a influência do Espírito Santo sobre o coração humano. Ele produz efeitos diferentes, de acordo com a condição do coração (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).

24 numa estalagem. A tradução “estalagem” é incorreta. Não existiam estalagens no trajeto entre Midiã e o Egito. A palavra hebraica usada aqui tem o sentido de “um lugar para se passar a noite” (cf. Js 4:3; Is 10:29). É provável que o episódio tenha ocorrido próximo a um poço ou a uma fonte de água onde a família tinha parado para pernoitar (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).

24 E o quis matar. Alguns imaginavam que Moisés teve uma experiência semelhante à de Jacó em Peniel (Gn 32:24-32). Outros sugerem que uma doença repentina e grave o acometeu, que ele e Zípora reconheceram como punição de Deus por não cumprir uma de Suas ordens. Na verdade, um anjo apareceu a Moisés e o ameaçou, como se tencionasse matá-lo (PP, 255, 256) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).

25 Cortou o prepúcio de seu filho.Moisés regressou ao Egito com seus dois filhos (Ver Êxodo 4:20). Evidentemente, Gérson o mais velho, tinha sido circuncidado de acordo com as instruções de Deus a Abraão (Gn 17:10-14). No caso de Eliézer, o filho mais novo, esse rito tinha sido negligenciado (PP, 256). Por não crer na necessidade da circuncisão, Zípora tinha resistido à intenção de seu marido de circuncidar Eliézer no tempo indicado. A aparição do anjo tornou clara que sua oposição são desculpava Moisés de [não] realizar o rito. Agora que a vida do marido estava em perigo, ela achou necessário realizar a operação por si mesma.

esposo sanguinário. Estas palavras são uma clara expressão de reprovação. Elas mostram que Zípora realizou o rito com relutância, não como um desejo de obedecer a Deus, mas como necessidade, para salvar a vida do marido. Deve ter criticado Moisés por derramar sangue de seus filhos para cumprir com um costume étnico que ela considerava bárbaro (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).

24-26 Este enigmático encontro com o Senhor destaca duas questões importantes: a circuncisão é o sinal da aliança de Deus com Israel (17:10) e sua prática precisa ser iniciada na casa de um líder.Aparentemente, Moisés não circuncidou seus filhos em Midiã. A ação decisiva de Zípora salvou a vida dos membros de sua família. Assim como a marcação das ombreiras das portas com sangue durante o ritual da Páscoa [passover], marcou o ponto alto do Êxodo, a sangrenta circuncisão marcou o seu início (Andrews Study Bible).

26 O Senhor o deixou. Deus aceitou o ato tardio de Zípora e restaurou Moisés  (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 1).

31 creu. Palavra chave que descreve a resposta de fé aos sinais e promessas divinos (Gên. 15:6). inclinaram-se e O adoraram. O movimento corporal expressa atitude. Curvar-se sempre envolve “adoração” (Êx. 12:27; Gên. 24:26; 2 Cr. 7:3; 29:20; Neem. 8:6). O tema da adoração e serviço é central em Êx. 5-12 (Andrews Study Bible).