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Comentário devocional:
A resposta de José à Sra. Potifar é, na minha opinião, o ápice de uma teologia da sexualidade no Pentateuco e talvez de toda a Escritura. Lemos no v. 8 que a Sra. Potifar se oferecia a ele “dia após dia” (v. 10); talvez um dos primeiros casos registrados de assédio sexual na história.
No verso 9, José raciocina que Potifar e ele são iguais na casa, exceto por UMA coisa: Potifar dorme com a Sra. Potifar e José não. Esta única coisa diferencia Potifar de José. José reconheceu este elemento como o verdadeiro ideal de Deus para a expressão sexual. Prazer e filhos não são o objetivo principal da expressão sexual. Eles são deliciosos bônus. O propósito da expressão sexual é promover e manter um sentido de unicidade entre marido e mulher. Ceder aos avanços da Sra. Potifar não só violaria a confiança de seu marido em José (e nela!), mas seria subverter a singularidade ordenada por Deus entre marido e mulher. José, assim, prova-se moralmente superior a Judá, quando confrontado com a mesma tentação de permissividade sexual fora do casamento.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Southern Adventist University
Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/39
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 39
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Caminho a Cristo, caps. 12-13
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Deus nunca falha! Quem se consagra a Ele vencerá ainda que tudo conspire contra… Haja o que houver, quem se posiciona ao lado de Deus certamente vencerá qualquer injustiça, provação, tentação ou pecado!
José evitava o pecado, mesmo enfrentando fortes provações; diferentemente, seus irmãos nem enfrentavam tentações, entretanto, debandavam para absurdas perversões (como exemplificado por Judá, no capítulo anterior).
José inspira-nos superando tudo o que conspira contra ele. Sua fé em Deus é um alicerce que o sustenta quando os vendavais da vida mostram sua carranca agressiva querendo nossa morte.
Observe estes importantíssimos pontos:
• Quando um jovem permite que Deus atue em sua história, aquilo que parecia o fim pode ser o começo para um propósito muito maior: a transformação do caráter (vs. 1-2);
• Quando um jovem perde seu lar e a companhia de sua família, mas dispõe-se a ser guiado e moldado por Deus, experimentará sucesso e prosperidade no que fizer, será elogiado e reconhecido e, provavelmente, promovido (vs. 3-6);
• Quando um jovem coloca-se à disposição de Deus tornando-se um instrumento Seu aqui na Terra, hostes satânicas se levantam para colocar obstáculos tentando desviá-lo do caminho certo; a vida poderá não ser nada fácil, mas haverá forças divinas à disposição para resistir até a mais forte tentação (vs. 7-12);
• Quando a isca satânica se vê desmascarada e derrotada frente à força de um jovem que se consagra a Deus, ela “arma o barraco”, esperneia, chora, faz-se de vítima, mente criativamente e acusa injustamente (vs. 13-19); Satanás não quer perder!
• Quando um jovem consagra-se a Deus não ficará intocável diante das injustas acusações nem superpoderoso para evitar atos injustos dos incrédulos. Perseguição, prisão e martírio serão tão reais quanto a perseverança na fé (v. 20);
• Quando um jovem é fiel a Deus, até nos piores lugares ele será uma bênção aos outros, os quais serão beneficiados com sua presença (vs. 21-23).
Nossa sociedade carece de jovens de fibra espiritual. Precisa-se de jovens como José, que resolutamente…
1. …sejam dedicados a Deus custe o que custar;
2. …sejam ousados para repudiar e desprezar o pecado, mas respeitar as pessoas;
3. …digam NÃO ao sexo pervertido, sujo e degradante;
4. …não reclamem, esmoreçam ou se vinguem diante das injustiças.
Quem se dispõe? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1 Retorna ao enredo de 37:26. José chegou agora ao Egito (Andrews Study Bible).
2-6 Enquanto as circunstâncias de José mudam, Deus nunca muda. Ele está sempre com Seus filhos (Jos. 1:5; Is. 41:10; Jer. 1:8, 19; Mat 28:20) e os habilita para grandes desafios (Andrews Study Bible).
2 O Senhor era com José do mesmo modo como nosso Senhor Jesus prometera estar conosco (Mt 28.20). Sabemos que Ele cumpre Sua promessa. Nosso dever e nosso privilégio é reconhecer e corresponder ao companheirismo que o Senhor nos proporciona. No caso de José, tal correspondência está evidente em seu espírito serviçal, alegre e criterioso (v 4; cf Cl 3.23), sua fidelidade absoluta (vv 5, 6) e sua resistência em face da tentação (vs 7-15). Constraste-se com este procedimento de José o que se menciona de Judá no capítulo anterior (Bíblia Shedd).
O benefício da presença de Deus foi experimentado até mesmo na escravidão, fora da terra da bênção (Bíblia de Genebra).
próspero. Uma das palavras chave deste capítulo (vs, 2-3; 23), sempre ligadas à bênção especial de Deus. A rápida ascensão de José na casa de Potifar se deve ao reconhecimento do mestre de que este escravo é diferente (Andrews Study Bible).
4 servia.O termo hebraico aqui denota serviço pessoal, como Josué servia a Moisés (Êx. 24:13) ou Elise servia a Elias (1 Reis 19:21) (Andrews Study Bible).
7-10 O texto bíblico sugere um longo período de sedução e o firme comprometimento de José de fidelidade e integridade moral. A longa resposta de José ao convite da mulher reconhece que o pecado não destrói apenas as relações humanas mas – e principalmente – é uma afronta a Deus (Sal. 51:4) (Andrews Study Bible).
7 cobiçá-lo. Olhava com desejo para ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 pecar contra Deus. Todo pecado é contra Deus em primeiríssimo lugar (v. Sl 51.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O adultério era considerado um grande pecado no antigo Oriente Próximo (20.9), porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus (cf 2Sm 12.13; Sl 51.4) (Bíblia de Genebra).
11-19 Outra recusa deixa a roupa de José (note novamente a importância da roupa na narrativa de José) na mão da mulher de seu mestre, que rapidamente cria uma história plausível visando punir aquele que a recusou (Andrews Study Bible).
12 pegou. O termo hebraico aqui implica violência (Deut. 9:17; 22:28; 1 Reis 11:30) (Andrews Study Bible).
14 este hebreu. Isto é, um descendente de Héber (ver Gn 10:21; 14:13). Geralmente era assim que os descendentes de Jacó se referiam a si mesmos como um povo, e que os outros se referiam a eles (ver Gn 39:17; 40:15; 41:12; 43:32; Êx 1:15, 16. 19; 2:6; etc.). Originalmente, um “judeu” era um descendente de Judá, mas após o cativeiro o termo perdeu sua estrita aplicação tribal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 460.
17 servo. Clara calúnia racial (Andrews Study Bible).
20 Mesmo que Potifar pareça furioso, a punição surpreende, tendo em vista que a lei bíblica exigia que estupradores convictos fossem sumariamente executados (Deut. 22:23-27). Potifar parece não acreditar em sua mulher, mas para manter as aparências colocou José na prisão. O foco agora muda para a prisão (o que reflete claramente um ambiente egípcio, tendo em vista que o Egito tinha prisões antes de outros povos ao redor), o próximo local das experiências positivas e negativas de José (Andrews Study Bible).
Embora a ira de Potifar fosse incidente sobre José, sua ação posterior indica que ele duvidou da acusação de sua esposa. Uma tentativa de estupro da esposa de um senhor por um escravo certamente resultaria em sentença de morte, mas a punição de José (aprisionamento com os prisioneiros do rei) foi relativamente suave (Bíblia de Genebra).
[Potifar] Queria tão somente preservar o nome da família. Tudo se ajustava, perfeitamente, nos planos providenciais de Deus com relação a José e ao seu povo escolhido (Bíblia Shedd).
A leniência de Potifar sem dúvida reflete sua confiança na integridade de José e, em contraste, seu pouco respeito pelo relato do episódio contado pela esposa. O castigo de José, no entanto, parece a princípio ter sido severo, pois ele sofreu mais coisas do que a narrativa de Gênesis deixa implícito. Segundo o Salmo 105:18, seus “pés” foram apertados “com grilhões” e ele foi posto “em ferros”. CBASD, vol. 1, p. 460, 461.
21 Há um paralelismo muito estreito entre o comportamento de José e o de Cristo, quando diante de situações adversas e de falsas acusações, ambos as recebiam sem murmurações, como expressões da vontade de Deus (cf Is 53.7). Como Cristo, José não sofrera por erro algum cometido, mas sim, em virtude da retidão da conduta (Bíblia Shedd).