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Comentário devocional:
Para o leitor moderno Gênesis 36 pode parecer um desperdício de espaço na Escritura. Por que tantos detalhes a respeito dos descendentes de Esaú (edomitas)? Na verdade, este capítulo nos ensina as atitudes adequadas que devemos ter com os demais filhos de Deus que não vivem e acreditam como nós.
É verdade que um dia a Babilônia e suas filhas adúlteras serão julgadas e destruídas (Apocalipse 17 e 18). Do mesmo modo, a linhagem da família de Esaú se opôs ao povo de Deus e enfrentou, por fim, o julgamento e destruição (ver Isaías 34:5, e todo o livro de Obadias).
Mas observe a atitude de Deus, nesse meio tempo, para a genealogia familiar de Esaú. Deus disse aos israelitas durante sua peregrinação no deserto que não lutassem com o povo de Esaú, não desejassem qualquer parte da terra que Deus havia dado a eles e pacificamente comprassem deles alimentos e água, porque eram irmãos de Israel (Deuteronômio 2:2-5).
Gênesis 36 lembra a Israel precisamente quem são seus irmãos separados. Este capítulo nos lembra que temos irmãos e irmãs desconhecidos que também são filhos de Deus, e recebem os Seus cuidados. Gênesis 36 chama a atenção para as palavras de Jesus: “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco.” (João 10:16)
Douglas Tilstra
Diretor de Liderança exterior e Educação
Southern Adventist University
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/36
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 36
Comentário em áudio
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: Caminho a Cristo, caps. 12-13
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1-43 O capítulo contém uma contabilidade concisa dos descendentes de Esaú e está inserida aqui para mostrar o cumprimento da promessa de “muitas nações”, dada à Sara e Abraão (17:5-6, 16), mesmo fora da linha da promessa. Esta lista contém setenta nomes e assinala um movimento político abrangente de uma extensa família (36:1-8) para uma organização tribal (vs 15-19) e finalmente a uma monarquia (vs 31-39), o que lembra a própria história de Israel. Deut. 23:7 lembra as futuras gerações que os edomitas são irmãos e não deveriam ser abominados, mesmo embora em períodos subseqüentes Edom e Israel tenham se tornados amargos inimigos (Obadias; Sal. 137:7-9) (Andrews Study Bible).
1 descendentes. Com essa genealogia de Esaú, começa uma nova seção no Livro de Gênesis (2.4).
Esaú, que é Edom. “Edom”, que deriva da palavra hebraica “vermelho”, era outro nome para Esaú (25.25; 25.30). O termo era também apropriado para a terra de Edom, com formações de arenito e solo avermelhado (Bíblia de Genebra).
2-3 Somente um nome (Basemate) das três esposas de Esaú coincide com as listas anteriores (26:34; 28:9). Talvez as esposas tinham mais de um nome (Andrews Study Bible).
6-8 Edom é ligado ao país montanhoso de Seir (Deut. 2:4-6, 12, 22; Jos. 24:4). O movimento de Esaú relembra outros movimentos de divisão na história patriarcal (Gên. 12:5; 13:5-6; 31:18). Ao sair de Canaã, ele também remove a si mesmo da terra da promessa (Andrews Study Bible).
O retorno de Jacó a Manre confirmou a decisão de Esaú de mudar-se permanentemente para Edom. Separados em espírito, Jacó e Esaú iriam separar-se também geograficamente (Bíblia de Genebra).
7 Reconhecendo o lugar de primazia que deveria proporcionar espaço suficiente a Jacó em Canaã, Esaú procurou mudar-se daí […] tendo em vista a riqueza de que Jacó era herdeiro em virtude da primogenitura (Bíblia Shedd).
8 idumeu. O uso do nome “idumeu” para designar os filhos de Esaú perdurou até o tempo de Cristo. Herodes, o Grande, era idumeu. A extensão das terras pertencentes a Edom (monte Seir) compreendia desde as margens meridionais [ao sul] do Mar Morto até o Golfo de Acaba, ou seja, uma distância de cerca de 160 km. É região de topografia irregular, contendo algumas montanhas, cujos picos atingem a mais de 1000 metros de altura (Bíblia Shedd).
9-14 Esta genealogia enfoca os doze filhos de Esaú (VS. 2-8), sem contar Amaleque, o filho da concubina de Elifaz, Timna (v. 12) (Bíblia de Genebra).
12 Amaleque era neto de Esaú. Foram seus descendentes que sempre se opuseram a Israel, em todas as circunstâncias, através de séculos, até Hamã, personagem relatado no livro de Ester, que era descendente do rei Agague (Et 3.10; I Sm 15.8ss) (Bíblia Shedd).
Filho de uma concubina. Mais tarde um amargo inimigo de Israel (Êx. 17:8-16), a nação não estava incluída na linhagem edomita (Deut. 25:17-19) (Andrews Study Bible).
15 “Príncipes“, refere-se a capitães tribais (Bíblia Shedd).
15-19 Esta lista mostra a transição dos descendentes de Esaú de uma família a uma estrutura tribal (Bíblia de Genebra).
20-30 Esta genealogia apresenta os habitantes aborígenes do monte Seir, os quais os filhos de Esaú destruíram (Dt 2.22) e, em outros casos, com os quais se casaram (VS. 22, 25) 15-19 Esta lista mostra a transição dos descendentes de Esaú de uma família a uma estrutura tribal (Bíblia de Genebra).
21 Os horeus eram antigos habitantes de Edom, subjugados por Quedorlaomer (Gn 14.6) e não por Esaú. Descendiam de Seir. Mediante casamento com a filha de Aná, chefe horita, Esaú teria formado relações muito amigáveis com essa tribo (Gn 14.6) (Bíblia Shedd).
28 O nome Uz aparece no drama de Jó, “na terra de Uz” (Jó 1.1) (Bíblia Shedd).
31-39 A lista mostra a transição de Edom de uma estrutura tribal para uma estrutura destinada ao reinado (Bíblia de Genebra).
31-43 Faz distinção entre reis e príncipes no fato de que os primeiros detinham autoridade e exerciam domínio sobre maior extensão territorial do que os segundos (Bíblia Shedd).
35 Sua cidade indica que, [do mesmo modo] como Saul elevara sua cidade nativa, Gibeá, à categoria de capital, também estes reis Edomitas elevavam as respectivas cidades nativas à categoria de capitais enquanto estivessem exercendo o reinado (Bíblia Shedd).
43 A última linha estabelece um vínculo com o v.1, identificando Esaú como o pai de todos os edomitas (Andrews Study Bible).
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A Palavra de Deus revela-nos grandes verdades, dão-nos elevadíssimas orientações e preciosíssimos conselhos práticos, tanto seculares como espirituais. Utilizando-a corretamente, amplia a percepção das coisas e alimenta nossa mente.
Observe com atenção o esboço do capítulo em questão:
1. Genealogia de Esaú em Canaã e seu afastamento desta terra (vs. 1-8);
2. Filhos e príncipes de Esaú até a terceira geração (vs. 9-19);
3. Filhos e príncipes de Esaú: Os Hereus de Seir (vs. 20-30);
4. Reis e príncipes de Edom (vs. 31-43).
Embora nota-se a família e descendência de Esaú prosperando, não se nota nenhum deles buscando a Deus; isso prova que prosperidade nem sempre está vinculada com fidelidade a Deus, apenas na cabeça dos ambiciosos e escrúpulos religiosos.
Percebe-se consagração, reavivamento e reforma em Jacó e sua família no capítulo anterior, mas no caso de Esaú e sua família não há nada de espiritualidade, mesmo obtendo grande prosperidade.
A conquista do Monte Seir revela grandeza de Esaú e sua realeza. Assim como Jacó teve seu nome mudando, Esaú também teve o seu, para Edom, que quer dizer avermelhado, devido à troca de sua primogenitura com um prato de lentilhas vermelhas – indiferença a algo tão nobre!
Negligência em buscar a Deus leva à indiferença aos princípios do Céu. O caminho trilhado por Esaú é uma advertência a quem não quer ir para o inferno.
Esaú foi pai dos edomitas, grande nação!
Esaú ficou sem a bênção da qual seu pai dera a Jacó, por engano. Contudo, Deus não o deixou na miséria. Ao dar-lhe vida, família e prosperidade, oferecia-lhe uma oportunidade de arrependimento; contudo, isso nunca aconteceu. O autor de Hebreus nos adverte:
“Cuidado com a síndrome de Esaú: desprezar o dom permanente de Deus para satisfazer um apetite passageiro. Vocês sabem que Esaú, mais tarde, se arrependeu daquele ato impulsivo e tentou, ora com lágrimas, ora sem lágrimas, recuperar a bênção de Deus – mas já era tarde demais” (Hebreus 12:16-17, AM).
Aplicações:
1. Insignificantes atitudes podem afetar a vida/família inteira;
2. Prosperidade não está sempre vinculada à fidelidade, pode ser oportunidade do pecador reconhecer Quem é o Abençoador;
3. Ninguém se perderá por falta de oportunidade ou de bênçãos, mas por falta de amor a Deus.
Precisamos relacionar-nos com Deus! – Heber Toth Armí.