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Comentário devocional:
Neste capítulo nós nos despedimos de Abraão e somos apresentados a Jacó, cujos filhos se tornaram os líderes das doze tribos da nação de Israel. É através da nação de Israel que Deus cumprirá Sua promessa feita a Abraão de fazer a sua família uma grande nação e abençoar todo o mundo através dessa nação (Gn 12:1-3). Em última análise, Jesus nasceria da família de Abraão e seria a maior bênção e cumprimento final da promessa de Deus a Abraão (Mt 1:1-17; Gl 3:16-17).
Mas antes da história dos filhos de Jacó e da formação da nação de Israel, devemos ouvir a história de Jacó, cujo nome é mudado para Israel. Temos de aprender de sua experiência de vida e acompanhar sua jornada desde o engano e maldade (Gn 25:29-34; 27:36) até chegar a príncipe com Deus (Gn 32:28). Deus transforma o caráter de Jacó e, finalmente, muda seu nome como prova da transformação.
A história de Jacó é realmente a história de cada filho de Deus. É a história de transformação de cada homem e mulher que um dia entrará na Nova Jerusalém, através de uma das doze portas que levam os nomes dos doze filhos de Israel (Ap 21:12). É a história de cada pessoa que, pela fé, se torna um membro da família de Abraão, Isaac e Jacó/Israel (Gl 3:29; Mt 8:5-13).
Durante estes próximos dias tente ler a história de Jacó como se fosse a sua própria história.
Douglas Tilstra
Diretor de Liderança Exteriores e da Educação,
Southern Adventist University
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/25
Tradução: JAQ/GASQ
Texto bíblico: Gênesis 25
Comentário em áudio
Leitura da semana do Crede em Seus Profetas Caminho a Cristo, caps. 8-9
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Nesta vida, nada é perfeito. Muitas vezes precisaremos tomar rumos nunca dantes sonhados. A morte de um membro da família altera o curso da vida radicalmente. Decisões nunca planejadas serão tomadas que poderão chocar alguns.
Abraão casou-se outra vez após a morte de Sara. Além de ter Isaque com Sara – sua esposa, e Ismael com Hagar – a escrava da esposa –, Abraão teve mais seis filhos com Quetura/Cetura. Essa informação pode ser novidade para muitos e pode chocar a alguns; todavia, Deus não ocultou isso de nós (vs. 1-3);
Abrão morreu após ter vivido 175 anos. Antes, porém, de morrer, dividiu seus bens para que não houvesse brigas por herança entre seus oito filhos. Seria muito bom e sábio da parte de todo pai se assim procedesse antes de morrer (vs. 5-6).
Maduro pelas vicissitudes da vida, pelas vitórias divinas alcançadas, realizado com o filho da promessa e mais sete filhos, fortalecido na fé e moldado pela dependência de Deus, Abraão “morreu numa velhice feliz, idoso e saciado de dias, e foi reunido à sua parentela. Isaac e Ismael, seus filhos, enterraram-no na gruta de Macpela” junto a sua esposa (vs. 7-11, BJ).
Ismael tornou-se uma grande nação, conforme Deus prometeu (17:20). Embora tenha-se desviado devido à forte influência idólatra da família egípcia de sua mãe, “em seus últimos dias arrependeu-se de seus maus caminhos, e voltou ao Deus de seu pai” (Patriarcas e Profetas, p. 174). Ele morreu com a idade de 137 anos e deixou doze filhos que foram doze chefes de clãs (vs. 12-18).
Por ter-se arrependido antes de morrer, Ismael estará no Céu juntamente com seu pai Abraão! Se arrependermos o quanto antes, também estaremos e, os conheceremos lá!
Isaque orou durante 20 anos para que sua esposa tivesse filhos e Deus atendeu a sua súplica. Lição: Nunca desista de orar, certamente Deus irá compensar-te!
Ainda neste capítulo uma nova saga começa: a dos dois irmãos gêmeos que competiam entre si antes mesmo de nascer. No ventre de sua mãe eles já mostraram seu destino e Deus revelou o futuro desses dois filhos de Isaque. Logo na juventude, o visionário Jacó almejou a primogenitura que pertencia ao relapso Esaú e, o duelo avançou… (vs. 19-33).
Destaque mais lições deste capítulo… – Heber Toth Armí.
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1-11 Última menção de Abraão na história. Ele teve outra esposa, que parece ser descrita como uma concubina (v. 6). Seus filhos são suficientemente importantes para serem incluídos em uma breve genealogia, mas ao mesmo tempo são insignificantes para as bênçãos divinas e são mandados embora para proteger Isaque (Andrews Study Bible).
8-10 A descrição da morte de Abraão utiliza uma linguagem tradicional, enfatizando o avançado de sua idade. Seu corpo foi enterrado no sepulcro da família, aonde Sara já estava enterrada (23.19). A expressão “foi reunido ao seu povo” não denota movimento da alma, mas sim o inevitável destino pós queda da humanidade: todos iremos morrer. Isto é destacado fortemente no Pentateuco (25:17; 35:29; 49:33; Deut. 32:50) (Andrews Study Bible).
Esaú tinha 15 anos [tb Jacó] quando Abraão morreu (Bíblia Shedd).
9 Nascimentos e mortes unem as famílias (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
11 Beer-Laai-Roi. Isto é, poço daquele que vive e me vê (Bíblia NVI).
12-18 A genealogia de Ismael é incluída, marcando o cumprimento das promessas para Agar (16:10) e Abraão (17:20). Os doze filhos refletem as unidades tribais de Israel (35:22b-26) (Andrews Study Bible).
18 Havilá ficava, provavelmente, perto do Sinai, ao noroeste da Arábia. Sur era um povoamento fortificado, mantido pelo Egito com a finalidade de antepor uma barreira contra os nômades orientais. Toda a área fica, portanto, compreendida pela Arábia setentrional [norte] (Bíblia Shedd).
19-34 Como Sara, Rebeca era estéril e somente concebeu devido a intervenção divina e orações de seu marido Isaque após vinte anos de casamento (v. 26) (Andrews Study Bible).
20 Padã-Arã. Provavelmente na região noroeste da mesopotâmia (Bíblia Shedd).
22 lutavam. Forte expressão significando literalmente “batendo um no outro” (Deut. 28:33; Jz. 9:53). O tema do conflito progride desde o útero, passando pelo parto (Gên. 25:26), suas profissões diferentes (v. 27) e preferências opostas às dos pais (v. 28) (Andrews Study Bible).
23 A resposta divina antecipa o conflito entre os dois filhos de Isaque e destaca a proeminência da eleição divina sobre as tradições estabelecidas dos direitos do primogênito (Andrews Study Bible).
25 Esaú significa “cabeludo”. Em muitos aspectos ele era mais atraente e insinuante que Jacó, mas faltava-lhe uma coisa importante: a fé. Não era só o caso de ser ele um materialista (Hb 12.16) pois que, também Jacó assim se revelara na primeira fase de sua vida. O fato, porém, era que Esaú não depositava confiança nas promessas divinas, nem atribuía qualquer valor à aliança estabelecida com Abraão. Jacó, por outro lado, estava confiante e buscava tais promessas. Deus o abençoara e submetera-o à disciplina (Bíblia Shedd).
26 Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd).
29-34 Jacó tira vantagem da situação e ganha o direito de primogenitura trocando-o por um cozido, procurando forçar a mão de Deus. A rápida refeição de Esaú (marcada por quatro verbos em rápida sucessão [comeu, bebeu, levantou-se, saiu]), dado em troca do direito de primogenitura, mostra a tolice de Esaú (Heb. 12:16) (Andrews Study Bible).
30 Edom significa “vermelho”, associa-se ao fato de ser esta a cor de Esaú (25), bem como a cor do prato de lentilhas, pelo qual ele negociara seu direito de primogenitura (Bíblia Shedd).
31 O direito de primogenitura tinha referência a certos privilégios atribuídos ao filho mais velho: 1) Porção dobrada dos haveres paternos, depois da morte deste; 2) Direito de exercer o sacerdócio sobre a família; Em relação à família de Abraão, a primogenitura incluía mais este direito: 3) Ficar na linha genealógica direta do Salvador por vir. (Bíblia Shedd).
Tais privilégios nada eram na opinião de Esaú, e ele se sentia muito satisfeito em desfazer-se de tudo o que implicavam, se somente pudesse obter a satisfação imediata dos apetites (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).