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Esta curta resposta de Bildade encerra o que os três amigos de Jó tinham a dizer, pois Zofar não tenta responder. O discurso parece ser o esforço elaborado de alguém que sentia a necessidade de dizer algo, mas não sabia como refutar a linha argumentativa de Jó. Longe de aceitar o desafio de Jó e de lidar com a dificuldade envolvida na prosperidade dos ímpios, Bildade evita completamente o assunto e se limita a tocar brevemente em dois velhos e surrados temas: o poder de Deus e a pecaminosidade universal do ser humano. Ele não lança nova luz sobre nenhum desses temas. Repete em grande parte o que Elifaz já havia dito em discursos anteriores (ver Jó 4:17; 15:14) (CBASD, vol. 3, p. 635).
2 o domínio. Jó reconhecera plenamente a sabedoria de Deus (Jó 23:13). Contudo, Bildade podia fazer estas declarações facilmente porque não estava passando por uma experiência de sofrimento. Jó estava passando por um teste pessoal de sua confiança em Deus (CBASD, vol. 3, p. 635).
4-6 As novas provas pedidas por Jó (24.25) não foram alistadas (Bíblia Shedd).
4 Como, pois, seria justo[…]? Nem Bildade, nem seus amigos, nem Jó podiam responder a esta pergunta. Somente no tempo do evangelho é que os seres humanos receberam plena elucidação do princípio da justificação pela fé (ver Rm 3:23-25; Cl 1:25-27) (CBASD, vol. 3, p. 635).
5 não tem brilho. Bildade acredita que tanto a lua quanto as estrelas são imperfeitas quando contrastadas com Deus, o criador delas. Se assim é, quão pequeno deve parecer o homem! O que Bildade não sabia é que o ser humano, a despeito de sua fragilidade, é infinitamente mais precioso aos olhos de Deus do que as obras inanimadas da criação (CBASD, vol. 3, p. 635).
6. que é verme. Ver Jó 7:5. Estas palavras têm o objetivo de humilhar a Jó e de impressioná-lo com sua pequenez. Jó precisava ser encorajado, não ser conscientizado de sua fraqueza. Dessa forma, os amigos terminam sua defesa da tradição: falando de vermes! Em seu zelo por defender uma ideia, falharam em compreender a Deus e em solidarizar-se com o amigo que sofria (CBASD, vol. 3, p. 635).
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Comentário devocional:
Bildade retorna à fala sem responder aos argumentos de Jó nem trazer nada de novo. Ele acerta em destacar a posição elevada de Deus, tanto em poder como em santidade e pureza (v 2,3). Também acerta em afirmar que o homem, por si só, não pode alcançar justiça e pureza diante de Deus (v. 4). Mas erra ao afirmar que o homem é somente como vermes e larvas (v.6) [destacando o que afinal sobra do homem após sua vida].
Um enfoque exagerado na grandeza e soberania de Deus pode levar a um equívoco bíblico a respeito da posição do homem. Biblicamente os fiéis são “filhos e filhas de Deus”, “escritos nas palmas das mãos”, “a menina dos seus olhos” e defini-los como “vermes e larvas” está fora de sintonia com o conceito elevado da humanidade perante Deus.
Bildade mostra uma visão teológica incorreta ao demonstrar não entender corretamente a mensagem de esperança e restauração dada aos primitivos pais em Gên 3:15. Tampouco compreende o valor que o homem tem aos olhos de Deus. Somente após a vida de ministério de Jesus estas afirmações equivocadas de Bildade puderam ser refutadas com maior clareza.
Jó, porém, tinha um relacionamento com Deus que o permitia manter sua esperança num Salvador e no seu valor perante o Eterno. Ele só não sabia como este conhecimento prático e real se encaixava com seu quadro atual de sofrimento.
Querido Deus,
Os seres humanos são a coroa de sua criação, vermes de desgraça por causa de Adão, mas são Teus filhos por causa de Sua aceitação de Cristo, o segundo Adão. Obrigado por isso. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Trad e livre adap JAQ/JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/job/25/
Texto bíblico: Jó 25