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Texto bíblico à Juízes 12
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Em vez de agradecer a Jefté por derrotar os opressores de Israel, os efraimitas ficaram com inveja do sucesso que Jefté obteve sem eles. Previamente, aprendemos que os efraimitas tinham um senso exagerado de auto-valorização (Jz. 8:1) e desta vez seu orgulho ferido os levou a um confronto desnecessário.
Jefté afirmou corretamente que a tribo de Efraim não tinha o direito de ficar chateada com ele, pois não o haviam ajudado quando pediu apoio em sua contenda anterior com os amonitas. Jefté apresentou uma defesa razoável e justa por suas ações. Mas ele não apelou para que Deus fosse juiz entre Gileade e Efraim como fez com os amonitas (v. 3).
Não sabemos qual foi a resposta dada por Efraim. Sabemos apenas que Jefté ajuntou o exército gileadita e foi à guerra contra Efraim.
Enquanto Gideão havia aplacado os efraimitas com palavras (Jz 8:2-3), Jefté escolheu punir seus irmãos israelitas por sua arrogância. Os efraimitas não foram apenas derrotados na batalha, eles foram abatidos aos milhares a sangue frio (vs. 5-6).
É tentador pensar que os efraimitas receberam o que mereciam. A questão, entretanto, não é o que mereciam, mas se era vontade de Deus que eles fossem punidos. Como Jefté, muitas vezes somos rápidos em condenar nossos irmãos quando eles nos prejudicam. Com facilidade deixamos Deus lidar com os “amonitas” em nossas vidas, porem queremos nós mesmos rapidamente acertar as contas com o nosso irmão ou irmã que nos ofendeu.
Quando seguidores de Cristo brigam, Satanás ganha. Quando permitimos que o orgulho governe nossos corações, não importa quão certo pensemos estar, somos um tropeço para o testemunho de Jesus. Nossa entrega pessoal diária do eu não só protege nossos corações do pecado, mas também nos impede de nos tornarmos uma arma que Satanás possa usar para atacar a nossos irmãos e irmãs.
Justo E. Morales
Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – rev GASQ/JDS
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Se você se sente incomodado ao ler Juízes 11, talvez se sinta um pouco melhor em saber que este trecho da Bíblia tem incomodado também a muitos por muitos séculos. Entretanto esta passagem pede uma melhor compreensão dos fatos e traz tantos conselhos e advertências importantes, como anotadas em comentários bíblicos, que não poderíamos deixar de registrá-los:
30 fez Jefté um voto ao Senhor A ignorância da Lei de Deus por parte de Jefté era muito grande, tendo-se em vista passagens como Lv 18.21; 20.2-5; Dt 12.31; 18.10. Se de fato ofereceu sua única filha em holocausto (oferta queimada), como o sentido literal do texto indica, pode-se afirmar, com certeza, que não agradara a Deus. O sacrifício humano, que se encontra em passagens como 2 Rs 3.27; 16.3; 17.17; 2 Cr 33.6; Jr 7.31; 32.35, revela que tal costume pagão não era desconhecido entre os hebreus. Louvamos o zelo de Jefté; condenamos seu voto temerário. Desde a Idade Média há intérpretes que argumentam que Jefté jamais teria sacrificado sua filha única, mas que somente a consagrara à virgindade perpétua. As frases “esse será do Senhor” e “jamais foi possuída por varão” (39) são as mais proferidas em prol dessa opinião (Bíblia Shedd).
O registro do voto precipitado de Jefté é uma das mais difíceis passagens das Escrituras. O relato é muito breve para permitir conclusões definitivas sobre o que aconteceu. … Aqui, como em outros lugares, deve-se verificar o que diz a Bíblia e evitar a tentativa de harmonizar as afirmações com o conceito pessoal sobre a história. Deve-se tomar a Bíblia como se lê. Sempre que possível deve-se conceder o benefício da dúvida às pessoas e não julgá-las sem justa causa (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Vol. 2, p. 388, 389).
Voto O voto de Jefté foi feito sob a pressão das circunstâncias, estando ele no limiar de um empreendimento perigoso. Infelizmente, era em tempos de perigo ou crise que votos como esse eram feitos, quando o estresse emocional contribui para o perigo de fazer promessas precipitadas (CBASD, Vol. 2, p. 389).
31 O Espírito de Deus veio sobre Jefté para que Israel fosse salvo da destruição. Entretanto, a presença do Espírito não garante infalibilidade ou onisciência. Aquele que recebe o Espírito permanece um agente moral livre, e espera-se que faça o devido progresso no conhecimento e crescimento espiritual. Jefté, ignorando o que era correto, precipitadamente votou uma coisa errada. … O único julgamento possível no caso de Jefté é o de condenação (CBASD, Vol. 2, p. 389).
34 A tragédia daquele voto precipitado aprofunda-se ao verificarmos que a linhagem de Jefté ficou cortada, provocando o fim da família, o que é considerado uma das mais funestas maldições entre os hebreus(Bíblia Shedd).
35 prostras por completo Quando Jefté viu sua filha, o pleno significado de seu voto precipitado o prostrou (CBASD, Vol. 2, p. 390).
39 lhe fez segundo o voto por ele proferido Este é um dos mais perturbadores versos na Escritura. Jefté claramente ofereceu sua filha como holocausto, sacrifício completamente queimado (não queimado até a morte, Lev. 1). … ele não previu a consequência de seu voto. Por causa de tal limitação humana, Jesus mais tarde advertiu contra fazer votos (Mat. 5:33-37). Mesmo que sua filha atendesse às especificações de seu voto, Jefté não devia sacrificá-la. Um animal deveria substituir um ser humano (Gên. 22:13; Êx. 13:13,15), que não era uma vítima apropriada para um sacrifício queimado (Deut. 12:31). Mas Jefté aparentemente supôs que seu caso era excepcional e que Deus mesmo havia escolhido a vítima. Ele foi motivado por uma piedade equivocada em vez de rebelião contra Deus. Alguns intérpretes argumentam que Jefté não poderia sacrificar sua filha porque a Bíblia não o condena (comparar com 2 Rs 16:3; 21:6) e porque ele aparece na lista do NT dos heróis da fé (Heb 11:32). Eles dizem que ele deve tê-la dedicado a Deus para que servisse no santuário, como Ana dedicou Samuel (1 Sam. 1:22). Mas a dedicação de vivos não explica a tristeza de Jefté (contrastar com a alegria de Ana; 1 Sam. 2:1), a virgindade da filha (Samuel teve filhos; 1 Sam. 8:1-5), ou o registro explícito de que ele fez como havia votado. A Bíblia não precisa condená-lo porque sua condenação é óbvia: ele literalmente cortou completamente sua linha potencial de descendentes com sua própria mão. Como outros heróis em Heb. 11 (incluindo Gideão e Sansão), ele foi usado por Deus para fazer algo grande através da fé mesmo sendo defeituoso (Andrews Study Bible).
Comentário adicional:
Por volta de 1.200 d.C., o Rabbi Kimchi, seguido por vários escritores, disseminou o ponto de vista de que Jefté não sacrificou a filha. Ele disse que as palavras “oferecerei em holocausto” (Jz 11:31) se aplicariam somente se quem encontrasse Jefté fosse um animal sacrifical. Ele interpreta o v. 39 como Jefté tendo construído uma casa para sua filha onde ela ficaria isolada dos homens o resto da vida, em celibato sagrado, para que todos os momentos fossem dedicados ao Senhor. As virgens de Israel a visitavam anualmente e lamentavam o ocorrido.
Há contra a interpretação de Kimchi o fato de que os costumes daquele tempo não incluíam o tratamento de mulheres como freiras. Virgindade perpétua e não ter filhos eram vistos como os maiores dos infortúnios. Não há lei nem costume em todo o Antigo Testamento que, pelo menos, sugira que uma mulher solteira fosse vista como mais santa, mais dos Senhor ou mais dedicada a Ele do que uma mulher casada. Isso não fazia parte da lei dos sacerdotes nem nazireus. Débora e Hulda, profetizas, são mencionadas como mulheres casadas. Além disso, se a filha fosse permanecer solteira em harmonia com um costume desconhecido, o caso não seria tão trágico como retratado aqui. E ela não precisaria de dois meses para chorara a virgindade porque teria o resto da vida para fazer isso. Todos os intérpretes judeus e cristãos até o tempo de Kimchi mantiveram a intenção natural da passagem, a saber, que Jefté sacrificou sua filha ao Senhor, uma coisa que Abraão quase fez com seu filho, sob circunstâncias diferentes.
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Se você se sente incomodado ao ler Juízes 11, talvez se sinta um pouco melhor em saber que este trecho da Bíblia tem incomodado também a muitos por muitos séculos. Entretanto esta passagem pede uma melhor compreensão dos fatos e traz tantos conselhos e advertências importantes, como anotadas em comentários bíblicos, que não poderíamos deixar de registrá-los:
30 fez Jefté um voto ao Senhor A ignorância da Lei de Deus por parte de Jefté era muito grande, tendo-se em vista passagens como Lv 18.21; 20.2-5; Dt 12.31; 18.10. Se de fato ofereceu sua única filha em holocausto (oferta queimada), como o sentido literal do texto indica, pode-se afirmar, com certeza, que não agradara a Deus. O sacrifício humano, que se encontra em passagens como 2 Rs 3.27; 16.3; 17.17; 2 Cr 33.6; Jr 7.31; 32.35, revela que tal costume pagão não era desconhecido entre os hebreus. Louvamos o zelo de Jefté; condenamos seu voto temerário. Desde a Idade Média há intérpretes que argumentam que Jefté jamais teria sacrificado sua filha única, mas que somente a consagrara à virgindade perpétua. As frases “esse será do Senhor” e “jamais foi possuída por varão” (39) são as mais proferidas em prol dessa opinião (Bíblia Shedd).
O registro do voto precipitado de Jefté é uma das mais difíceis passagens das Escrituras. O relato é muito breve para permitir conclusões definitivas sobre o que aconteceu. … Aqui, como em outros lugares, deve-se verificar o que diz a Bíblia e evitar a tentativa de harmonizar as afirmações com o conceito pessoal sobre a história. Deve-se tomar a Bíblia como se lê. Sempre que possível deve-se conceder o benefício da dúvida às pessoas e não julgá-las sem justa causa (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Vol. 2, p. 388, 389).
Voto O voto de Jefté foi feito sob a pressão das circunstâncias, estando ele no limiar de um empreendimento perigoso. Infelizmente, era em tempos de perigo ou crise que votos como esse eram feitos, quando o estresse emocional contribui para o perigo de fazer promessas precipitadas (CBASD, Vol. 2, p. 389).
31 O Espírito de Deus veio sobre Jefté para que Israel fosse salvo da destruição. Entretanto, a presença do Espírito não garante infalibilidade ou onisciência. Aquele que recebe o Espírito permanece um agente moral livre, e espera-se que faça o devido progresso no conhecimento e crescimento espiritual. Jefté, ignorando o que era correto, precipitadamente votou uma coisa errada. … O único julgamento possível no caso de Jefté é o de condenação (CBASD, Vol. 2, p. 389).
34 A tragédia daquele voto precipitado aprofunda-se ao verificarmos que a linhagem de Jefté ficou cortada, provocando o fim da família, o que é considerado uma das mais funestas maldições entre os hebreus(Bíblia Shedd).
35 prostras por completo Quando Jefté viu sua filha, o pleno significado de seu voto precipitado o prostrou (CBASD, Vol. 2, p. 390).
39 lhe fez segundo o voto por ele proferido Este é um dos mais perturbadores versos na Escritura. Jefté claramente ofereceu sua filha como holocausto, sacrifício completamente queimado (não queimado até a morte, Lev. 1). … ele não previu a consequência de seu voto. Por causa de tal limitação humana, Jesus mais tarde advertiu contra fazer votos (Mat. 5:33-37). Mesmo que sua filha atendesse às especificações de seu voto, Jefté não devia sacrificá-la. Um animal deveria substituir um ser humano (Gên. 22:13; Êx. 13:13,15), que não era uma vítima apropriada para um sacrifício queimado (Deut. 12:31). Mas Jefté aparentemente supôs que seu caso era excepcional e que Deus mesmo havia escolhido a vítima. Ele foi motivado por uma piedade equivocada em vez de rebelião contra Deus. Alguns intérpretes argumentam que Jefté não poderia sacrificar sua filha porque a Bíblia não o condena (comparar com 2 Rs 16:3; 21:6) e porque ele aparece na lista do NT dos heróis da fé (Heb 11:32). Eles dizem que ele deve tê-la dedicado a Deus para que servisse no santuário, como Ana dedicou Samuel (1 Sam. 1:22). Mas a dedicação de vivos não explica a tristeza de Jefté (contrastar com a alegria de Ana; 1 Sam. 2:1), a virgindade da filha (Samuel teve filhos; 1 Sam. 8:1-5), ou o registro explícito de que ele fez como havia votado. A Bíblia não precisa condená-lo porque sua condenação é óbvia: ele literalmente cortou completamente sua linha potencial de descendentes com sua própria mão. Como outros heróis em Heb. 11 (incluindo Gideão e Sansão), ele foi usado por Deus para fazer algo grande através da fé mesmo sendo defeituoso (Andrews Study Bible).
Comentário adicional:
Por volta de 1.200 d.C., o Rabbi Kimchi, seguido por vários escritores, disseminou o ponto de vista de que Jefté não sacrificou a filha. Ele disse que as palavras “oferecerei em holocausto” (Jz 11:31) se aplicariam somente se quem encontrasse Jefté fosse um animal sacrifical. Ele interpreta o v. 39 como Jefté tendo construído uma casa para sua filha onde ela ficaria isolada dos homens o resto da vida, em celibato sagrado, para que todos os momentos fossem dedicados ao Senhor. As virgens de Israel a visitavam anualmente e lamentavam o ocorrido.
Há contra a interpretação de Kimchi o fato de que os costumes daquele tempo não incluíam o tratamento de mulheres como freiras. Virgindade perpétua e não ter filhos eram vistos como os maiores dos infortúnios. Não há lei nem costume em todo o Antigo Testamento que, pelo menos, sugira que uma mulher solteira fosse vista como mais santa, mais dos Senhor ou mais dedicada a Ele do que uma mulher casada. Isso não fazia parte da lei dos sacerdotes nem nazireus. Débora e Hulda, profetizas, são mencionadas como mulheres casadas. Além disso, se a filha fosse permanecer solteira em harmonia com um costume desconhecido, o caso não seria tão trágico como retratado aqui. E ela não precisaria de dois meses para chorara a virgindade porque teria o resto da vida para fazer isso. Todos os intérpretes judeus e cristãos até o tempo de Kimchi mantiveram a intenção natural da passagem, a saber, que Jefté sacrificou sua filha ao Senhor, uma coisa que Abraão quase fez com seu filho, sob circunstâncias diferentes.