Levítico 16 – terça, 31.07.2012
by Jeferson Quimelli
O Dia da Expiação – Yom Kippur
1 Falou o SENHOR a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão, tendo chegado aqueles diante do SENHOR.
2 Então, disse o SENHOR a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório.
3 Entrará Arão no santuário com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto.
4 Vestirá ele a túnica de linho, sagrada, terá as calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com o cinto de linho e se cobrirá com a mitra de linho; são estas as vestes sagradas. Banhará o seu corpo em água e, então, as vestirá.
5 Da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto.
6 Arão trará o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa.
7 Também tomará ambos os bodes e os porá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação.
8 Lançará sortes sobre os dois bodes: uma, para o SENHOR, e a outra, para o bode emissário.
9 Arão fará chegar o bode sobre o qual cair a sorte para o SENHOR e o oferecerá por oferta pelo pecado.
10 Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o SENHOR, para fazer expiação por meio dele e enviá-lo ao deserto como bode emissário.
11 Arão fará chegar o novilho da sua oferta pelo pecado e fará expiação por si e pela sua casa; imolará o novilho da sua oferta pelo pecado.
12 Tomará também, de sobre o altar, o incensário cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados de incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu.
13 Porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, para que a nuvem do incenso cubra o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra.
14 Tomará do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do propiciatório; e, diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com o dedo.
15 Depois, imolará o bode da oferta pelo pecado, que será para o povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho; aspergi-lo-á no propiciatório e também diante dele.
16 Assim, fará expiação pelo santuário por causa das impurezas dos filhos de Israel, e das suas transgressões, e de todos os seus pecados. Da mesma sorte, fará pela tenda da congregação, que está com eles no meio das suas impurezas.
17 Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer propiciação no santuário, até que ele saia depois de feita a expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.
18 Então, sairá ao altar, que está perante o SENHOR, e fará expiação por ele. Tomará do sangue do novilho e do sangue do bode e o porá sobre os chifres do altar, ao redor.
19 Do sangue aspergirá, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificará, e o santificará das impurezas dos filhos de Israel.
20 Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar, então, fará chegar o bode vivo.
21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso.
22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.
23 Depois, Arão virá à tenda da congregação, e despirá as vestes de linho, que havia usado quando entrara no santuário, e ali as deixará.
24 Banhará o seu corpo em água no lugar santo e porá as suas vestes; então, sairá, e oferecerá o seu holocausto e o holocausto do povo, e fará expiação por si e pelo povo.
25 Também queimará a gordura da oferta pelo pecado sobre o altar.
26 E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em água e, depois, entrará no arraial.
27 Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as suas peles, a sua carne e o seu excremento se queimarão.
28 Aquele que o queimar lavará as suas vestes, banhará o seu corpo em água e, depois, entrará no arraial.
29 Isso vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós.
30 Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR.
31 É sábado de descanso solene para vós outros, e afligireis a vossa alma; é estatuto perpétuo.
32 Quem for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas;
33 fará expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo altar; também a fará pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.
34 Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés.
A casa de Deus também precisava de expiação para que fosse purificada (Lv 14:53) dos pecados e impurezas, uma vez por ano, o que era para ser feito no Dia da Expiação (cap. 16). Quando os israelitas ofereciam seus sacrifícios expiatórios, seu mal era removido deles (Lev. 4) e deixados no santuário. Ofertas pelo pecado, também levava impureza para o santuário e seus sacerdotes (ver Lev 6, 10). Esta “contaminação” representa o peso da responsabilidade que Deus carrega quando Ele perdoa, ou seja, liberta as pessoas de sofrer as conseqüências que por direito lhes pertence (compare 2 Sam 14:9). Que direito ele tem de fazer isso? Ele é misericordioso, e Ele também é justo.
O Dia da Expiação provia uma segunda fase de expiação, além do perdão. Através do sacrifício, que afirmava que a expiação já havia sido dada, esta fase expurgava a “contaminação” da casa de Deus, a qual representava Sua santa administração. Para receber o benefício, o Seu povo mostrava contínua lealdade a Deus, humilhando-se e se abstendo de trabalho (compare 23:26-32).
Agora entendemos Daniel 8:14, onde o santuário celestial de Deus deve ser “justificado”. O julgamento do final dos tempos (compare Dan 7) defende a reputação de Deus, afirmando que o sangue de Cristo salvou as pessoas certas, isto é, aqueles que mostram lealdade a Ele (Ap 14:12). O julgamento não tem como objetivo determinar quem pecou (porque todos pecaram, Rm. 3:23), mas aqueles que se mantiveram aceitando a graça de Deus. Assim, Deus mantém misericórdia plena e da justiça, os dois lados do amor (Sl 85:10).
Roy Gane
Andrews University
Levítico 15 – segunda, 30.07.2011
by Jeferson Quimelli
1 Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão:
2 Falai aos filhos de Israel e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo seminal do seu corpo será imundo por causa do fluxo.
3 Esta, pois, será a sua imundícia por causa do seu fluxo: se o seu corpo vaza o fluxo ou se o seu corpo o estanca, esta é a sua imundícia.
4 Toda cama em que se deitar o que tiver fluxo será imunda; e tudo sobre que se assentar será imundo.
5 Qualquer que lhe tocar a cama lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
6 Aquele que se assentar sobre aquilo em que se assentara o que tem o fluxo lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
7 Quem tocar o corpo do que tem o fluxo lavará as sua vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
8 Se o homem que tem o fluxo cuspir sobre uma pessoa limpa, então, esta lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imunda até à tarde.
9 Também toda sela em que cavalgar o que tem o fluxo será imunda.
10 Qualquer que tocar alguma coisa que esteve debaixo dele será imundo até à tarde; e aquele que a levar lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
11 Também todo aquele em quem tocar o que tiver o fluxo, sem haver lavado as suas mãos com água, lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
12 O vaso de barro em que tocar o que tem o fluxo será quebrado; porém todo vaso de madeira será lavado em água.
13 Quando, pois, o que tem o fluxo dele estiver limpo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação; lavará as suas vestes, banhará o corpo em águas correntes e será limpo.
14 Ao oitavo dia, tomará duas rolas ou dois pombinhos, e virá perante o SENHOR, à porta da tenda da congregação, e os dará ao sacerdote;
15 este os oferecerá, um, para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto; e, assim, o sacerdote fará, por ele, expiação do seu fluxo perante o SENHOR.
16 Também o homem, quando se der com ele emissão do sêmen, banhará todo o seu corpo em água e será imundo até à tarde.
17 Toda veste e toda pele em que houver sêmen se lavarão em água e serão imundas até à tarde.
18 Se um homem coabitar com mulher e tiver emissão do sêmen, ambos se banharão em água e serão imundos até à tarde.
19 A mulher, quando tiver o fluxo de sangue, se este for o fluxo costumado do seu corpo, estará sete dias na sua menstruação, e qualquer que a tocar será imundo até à tarde.
20 Tudo sobre que ela se deitar durante a menstruação será imundo; e tudo sobre que se assentar será imundo.
21 Quem tocar no leito dela lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
22 Quem tocar alguma coisa sobre que ela se tiver assentado lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
23 Também quem tocar alguma coisa que estiver sobre a cama ou sobre aquilo em que ela se assentou, esse será imundo até à tarde.
24 Se um homem coabitar com ela, e a sua menstruação estiver sobre ele, será imundo por sete dias; e toda cama sobre que ele se deitar será imunda.
25 Também a mulher, quando manar fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua menstruação ou quando tiver fluxo do sangue por mais tempo do que o costumado, todos os dias do fluxo será imunda, como nos dias da sua menstruação.
26 Toda cama sobre que se deitar durante os dias do seu fluxo ser-lhe-á como a cama da sua menstruação; e toda coisa sobre que se assentar será imunda, conforme a impureza da sua menstruação.
27 Quem tocar estas será imundo; portanto, lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde.
28 Porém, quando lhe cessar o fluxo, então, se contarão sete dias, e depois será limpa.
29 Ao oitavo dia, tomará duas rolas ou dois pombinhos e os trará ao sacerdote à porta da tenda da congregação.
30 Então, o sacerdote oferecerá um, para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto; o sacerdote fará, por ela, expiação do fluxo da sua impureza perante o SENHOR.
31 Assim, separareis os filhos de Israel das suas impurezas, para que não morram nelas, ao contaminarem o meu tabernáculo, que está no meio deles.
32 Esta é a lei daquele que tem o fluxo, e daquele com quem se dá emissão do sêmen e que fica por ela imundo,
33 e também da mulher passível da sua menstruação, e daquele que tem o fluxo, seja homem ou mulher, e do homem que se deita com mulher imunda.
Levítico 15 fornece instruções sobre impurezas causadas por secreções genitais:
secreções masculinas anormais (versículos 2-15)
secreções masculinas normais (versos 16-17)
secreções normais femininas com masculinas (versículo 18)
secreções femininas normais (versos 19-24)
secreções femininas anormais (versos 25-30, compare Lc 8:43-48)
Em Levítico 18:19 e 20:18, a proibição de relações sexuais com uma mulher menstruada está incluída entre as leis morais permanentes (Ez 18:6). O pecado deliberado de incorrer nesta proibição resultava na pena divina de “ser cortado” [excluído] (Lv 20:18), sem remédio ritual disponível. A impureza temporária mencionada em Levítico 15:24 resultava de um acidente quando o período de menstruação de uma mulher começava sem ela o saber. O fato de que isso poderia acontecer era o suficiente para excluir sacerdotes do sexo feminino, o que poderia desastrosamente contaminar o santuário caso alguma se tornasse impura enquanto oficiava.
Algumas impurezas do sexo masculino e feminino aconteciam automaticamente e algumas impurezas graves requeriam sacrifícios expiatórios para purificação.
Estes fatos foram mal interpretados por muitos cristãos no sentido de que os seres humanos pecam automaticamente. Mas eles não entenderam a diferença entre pecados e impurezas físicas. Atos de pecado são atos, e, portanto, não são automáticos. Eles envolvem escolha (Tiago 4:17), mesmo que a pessoa não perceba no momento que a escolha é errada (Lv 4). Permaneceremos em nosso estado de pecado até que nossos corpos sejam transformados pela Segunda Vinda de Cristo (1 Co 15:51-54), mas Deus é poderoso para guardar-nos de atos de pecado (Judas 24).
Roy Gane
Andrews University
[Importante: Amanhã, terça, leremos Levítico 16, que trata do Dia da Expiação – Yom Kippur – , capítulo visto pelos judeus como o centro da Torá (Pentateuco)]
Levítico 14 – domingo, 29.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Disse o SENHOR a Moisés:
2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote;
3 este sairá fora do arraial e o examinará. Se a praga da lepra do leproso está curada,
4 então, o sacerdote ordenará que se tomem, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo.
5 Mandará também o sacerdote que se imole uma ave num vaso de barro, sobre águas correntes.
6 Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes.
7 E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.
8 Aquele que tem de se purificar lavará as vestes, rapará todo o seu pêlo, banhar-se-á com água e será limpo; depois, entrará no arraial, porém ficará fora da sua tenda por sete dias.
9 Ao sétimo dia, rapará todo o seu cabelo, a cabeça, a barba e as sobrancelhas; rapará todo pêlo, lavará as suas vestes, banhará o corpo com água e será limpo.
10 No oitavo dia, tomará dois cordeiros sem defeito, uma cordeira sem defeito, de um ano, e três dízimas de um efa de flor de farinha, para oferta de manjares, amassada com azeite, e separadamente um sextário de azeite;
11 e o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que houver de purificar-se e essas coisas diante do SENHOR, à porta da tenda da congregação;
12 tomará um dos cordeiros e o oferecerá por oferta pela culpa e o sextário de azeite; e os moverá por oferta movida perante o SENHOR.
13 Então, imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta pelo pecado e o holocausto, no lugar santo; porque quer a oferta pela culpa como a oferta pelo pecado são para o sacerdote; são coisas santíssimas.
14 O sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
15 Também tomará do sextário de azeite e o derramará na palma da própria mão esquerda.
16 Molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda e daquele azeite aspergirá, com o dedo, sete vezes perante o SENHOR;
17 do restante do azeite que está na mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito, em cima do sangue da oferta pela culpa;
18 o restante do azeite que está na mão do sacerdote, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se; assim, o sacerdote fará expiação por ele perante o SENHOR.
19 Então, o sacerdote fará a oferta pelo pecado e fará expiação por aquele que tem de purificar-se da sua imundícia. Depois, imolará o holocausto
20 e o oferecerá com a oferta de manjares sobre o altar; assim, o sacerdote fará expiação pelo homem, e este será limpo.
21 Se for pobre, e as suas posses não lhe permitirem trazer tanto, tomará um cordeiro para oferta pela culpa como oferta movida, para fazer expiação por ele, e a dízima de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares, e um sextário de azeite,
22 duas rolas ou dois pombinhos, segundo as suas posses, dos quais um será para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto.
23 Ao oitavo dia da sua purificação, os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR.
24 O sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa e o sextário de azeite e os moverá por oferta movida perante o SENHOR.
25 Então, o sacerdote imolará o cordeiro da oferta pela culpa, e tomará do sangue da oferta pela culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
26 Derramará do azeite na palma da própria mão esquerda;
27 e, com o dedo direito, aspergirá do azeite que está na sua mão esquerda, sete vezes perante o SENHOR;
28 porá do azeite que está na sua mão na ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e no polegar da sua mão direita, e no polegar do seu pé direito, por cima do sangue da oferta pela culpa;
29 o restante do azeite que está na mão do sacerdote porá sobre a cabeça do que tem de purificar-se, para fazer expiação por ele perante o SENHOR.
30 Oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, segundo as suas posses;
31 será um para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto, além da oferta de manjares; e, assim, o sacerdote fará expiação por aquele que tem de purificar-se perante o SENHOR.
32 Esta é a lei daquele em quem está a praga da lepra, cujas posses não lhe permitem o devido para a sua purificação.
33 Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão:
34 Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra da vossa possessão,
35 o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.
36 O sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que venha para examinar a praga, para que não seja contaminado tudo o que está na casa; depois, virá o sacerdote, para examinar a casa,
37 e examinará a praga. Se, nas paredes da casa, há manchas esverdinhadas ou avermelhadas e parecem mais fundas que a parede,
38 então, o sacerdote sairá da casa e a cerrará por sete dias.
39 Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa,
40 ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo;
41 e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão, fora da cidade, num lugar imundo.
42 Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa.
43 Se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,
44 então, o sacerdote entrará e examinará. Se a praga se tiver estendido na casa, há nela lepra maligna; está imunda.
45 Derribar-se-á, portanto, a casa, as pedras e a sua madeira, como também todo o reboco da casa; e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo.
46 Aquele que entrar na casa, enquanto está fechada, será imundo até à tarde.
47 Também o que se deitar na casa lavará as suas vestes; e quem nela comer lavará as suas vestes.
48 Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se tiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.
49 Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo,
50 imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes,
51 tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes.
52 Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o estofo carmesim.
53 Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará expiação pela casa, e será limpa.
54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, e de tinha,
55 e da lepra das vestes, e das casas,
56 e da inchação, e da pústula, e das manchas lustrosas,
57 para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.
Alguém somente poderia passar pela purificação ritual após ter parada a fonte de impureza física.
A purificação não curava (exceto no caso milagroso de Naamã, 2 Reis 5), mas apontava para a maior cura, a vida imortal, quando os humanos terão novamente acesso completo à santa presença de Deus.
A purificação seguinte à doença de pele enfatizava a gravidade da doença, envolvendo um longo processo com várias etapas para restaurar o acesso à vida normal em casa, na comunidade. Após cada etapa, a pessoa era declarado “puro”, o que significava: puro o suficiente até aquele ponto do processo. Na primeira fase, uma ave viva era mergulhada no sangue de um pássaro morto e depois libertada, simbolicamente carregando impureza (compare com os dois bodes em Lev 16). Os rituais no oitavo dia incluíam a aplicação do sangue de uma “oferta pela culpa” e óleo na orelha direita, polegar, dedão do pé purificando, assim, a pessoa como um todo para a vida renovada com Deus (compare Lev 8:23-24).
Nossa restauração à pureza de coração que nos permite ver Deus (Mt 5:8) é também um processo, e exige a “oferta pela culpa” (Is 53:10 usa a mesma palavra hebraica) de Cristo. Ele nos permite experimentar as fases do processo (Marcos 8:23-25) para que possamos compreender a grandeza da Sua obra de como Ele nos limpa com Seu sangue e água (João 19:34, 1 João 5:8; e “com hissopo” – Sl 51:7; Lev 14:4-7) a partir da “lepra” terminal do pecado.
Roy Gane
Andrews University
Levítico 13 – sábado, 28.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão:
2 O homem que tiver na sua pele inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, e isto nela se tornar como praga de lepra, será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, sacerdotes.
3 O sacerdote lhe examinará a praga na pele; se o pêlo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará e o declarará imundo.
4 Se a mancha lustrosa na pele for branca e não parecer mais profunda do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então, o sacerdote encerrará por sete dias o que tem a praga.
5 Ao sétimo dia, o sacerdote o examinará; se, na sua opinião, a praga tiver parado e não se estendeu na sua pele, então, o sacerdote o encerrará por outros sete dias.
6 O sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; se a lepra se tornou baça e na pele se não estendeu, então, o sacerdote o declarará limpo; é pústula; o homem lavará as suas vestes e será limpo.
7 Mas, se a pústula se estende muito na pele, depois de se ter mostrado ao sacerdote para a sua purificação, outra vez se mostrará ao sacerdote.
8 Este o examinará, e se a pústula se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é lepra.
9 Quando no homem houver praga de lepra, será levado ao sacerdote.
10 E o sacerdote o examinará; se há inchação branca na pele, a qual tornou o pêlo branco, e houver carne viva na inchação,
11 é lepra inveterada na pele; portanto, o sacerdote o declarará imundo; não o encerrará, porque é imundo.
12 Se a lepra se espalhar de todo na pele e cobrir a pele do que tem a lepra, desde a cabeça até aos pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote,
13 então, este o examinará. Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha; a lepra tornou-se branca; o homem está limpo.
14 Mas, no dia em que aparecer nele carne viva, será imundo.
15 Vendo, pois, o sacerdote a carne viva, declará-lo-á imundo; a carne viva é imunda; é lepra.
16 Se a carne viva mudar e ficar de novo branca, então, virá ao sacerdote,
17 e este o examinará. Se a lepra se tornou branca, então, o sacerdote declarará limpo o que tem a praga; está limpo.
18 Quando sarar a carne em cuja pele houver uma úlcera,
19 e no lugar da úlcera aparecer uma inchação branca ou mancha lustrosa, branca que tira a vermelho, mostrar-se-á ao sacerdote.
20 O sacerdote a examinará; se ela parece mais funda do que a pele, e o seu pêlo se tornou branco, o sacerdote o declarará imundo; praga de lepra é, que brotou da úlcera.
21 Porém, se o sacerdote a examinar, e nela não houver pêlo branco, e não estiver ela mais funda do que a pele, porém baça, então, o sacerdote o encerrará por sete dias.
22 Se ela se estender na pele, o sacerdote declarará imundo o homem; é lepra.
23 Mas, se a mancha lustrosa parar no seu lugar, não se estendendo, é cicatriz da úlcera; o sacerdote, pois, o declarará limpo.
24 Quando, na pele, houver queimadura de fogo, e a carne viva da queimadura se tornar em mancha lustrosa, branca que tira a vermelho ou branco,
25 o sacerdote a examinará. Se o pêlo da mancha lustrosa se tornou branco, e ela parece mais funda do que a pele, é lepra que brotou na queimadura. O sacerdote declarará imundo o homem; é a praga de lepra.
26 Porém, se o sacerdote a examinar, e não houver pêlo branco na mancha lustrosa, e ela não estiver mais funda que a pele, mas for de cor baça, o sacerdote encerrará por sete dias o homem.
27 Depois, o sacerdote o examinará ao sétimo dia; se ela se tiver estendido na pele, o sacerdote o declarará imundo; é praga de lepra.
28 Mas, se a mancha lustrosa parar no seu lugar e na pele não se estender, mas se tornou baça, é inchação da queimadura; portanto, o sacerdote o declarará limpo, porque é cicatriz da queimadura.
29 Quando o homem (ou a mulher) tiver praga na cabeça ou na barba,
30 o sacerdote examinará a praga; se ela parece mais funda do que a pele, e pêlo amarelo fino nela houver, o sacerdote o declarará imundo; é tinha, é lepra da cabeça ou da barba.
31 Mas, se o sacerdote, havendo examinado a praga da tinha, achar que ela não parece mais funda do que a pele, e, se nela não houver pêlo preto, então, o sacerdote encerrará o que tem a praga da tinha por sete dias.
32 Ao sétimo dia, o sacerdote examinará a praga; se a tinha não se tiver espalhado, e nela não houver pêlo amarelo, e a tinha não parecer mais funda do que a pele,
33 então, o homem será rapado; mas não se rapará a tinha. O sacerdote, por mais sete dias, encerrará o que tem a tinha.
34 Ao sétimo dia, o sacerdote examinará a tinha; se ela não se houver estendido na pele e não parecer mais funda do que a pele, o sacerdote declarará limpo o homem; este lavará as suas vestes e será limpo.
35 Mas, se a tinha, depois da sua purificação, se tiver espalhado muito na pele,
36 então, o sacerdote o examinará; se a tinha se tiver espalhado na pele, o sacerdote não procurará pêlo amarelo; está imundo.
37 Mas, se a tinha, a seu ver, parou, e pêlo preto cresceu nela, a tinha está sarada; ele está limpo, e o sacerdote o declarará limpo.
38 E, quando o homem (ou a mulher) tiver manchas lustrosas na pele,
39 então, o sacerdote o examinará; se na pele aparecerem manchas baças, brancas, é impigem branca que brotou na pele; está limpo.
40 Quando os cabelos do homem lhe caírem da cabeça, é calva; contudo, está limpo.
41 Se lhe caírem na frente da cabeça, é antecalva; contudo, está limpo.
42 Porém, se, na calva ou na antecalva, houver praga branca, que tira a vermelho, é lepra, brotando na calva ou na antecalva.
43 Havendo, pois, o sacerdote examinado, se a inchação da praga, na sua calva ou antecalva, está branca, que tira a vermelho, como parece a lepra na pele,
44 é leproso aquele homem, está imundo; o sacerdote o declarará imundo; a sua praga está na cabeça.
45 As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo!
46 Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.
47 Quando também em alguma veste houver praga de lepra, veste de lã ou de linho,
48 seja na urdidura, seja na trama, de linho ou de lã, em pele ou em qualquer obra de peles,
49 se a praga for esverdinhada ou avermelhada na veste, ou na pele, ou na urdidura, ou na trama, em qualquer coisa feita de pele, é a praga de lepra, e mostrar-se-á ao sacerdote.
50 O sacerdote examinará a praga e encerrará, por sete dias, aquilo que tem a praga.
51 Então, examinará a praga ao sétimo dia; se ela se houver estendido na veste, na urdidura ou na trama, seja na pele, seja qual for a obra em que se empregue, é lepra maligna; isso é imundo.
52 Pelo que se queimará aquela veste, seja a urdidura, seja a trama, de lã, ou de linho, ou qualquer coisa feita de pele, em que se acha a praga, pois é lepra maligna; tudo se queimará.
53 Mas, examinando o sacerdote, se a praga não se tiver espalhado na veste, nem na urdidura, nem na trama, nem em qualquer coisa feita de pele,
54 então, o sacerdote ordenará que se lave aquilo em que havia a praga e o encerrará por mais sete dias;
55 o sacerdote, examinando a coisa em que havia praga, depois de lavada aquela, se a praga não mudou a sua cor, nem se espalhou, está imunda; com fogo a queimarás; é lepra roedora, seja no avesso ou no direito.
56 Mas, se o sacerdote examinar a mancha, e esta se tornou baça depois de lavada, então, a rasgará da veste, ou da pele, ou da urdidura, ou da trama.
57 Se a praga ainda aparecer na veste, quer na urdidura, quer na trama, ou em qualquer coisa feita de pele, é lepra que se espalha; com fogo queimarás aquilo em que está a praga.
58 Mas a veste, quer na urdidura, quer na trama, ou qualquer coisa de peles, que lavares e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez e será limpa.
59 Esta é a lei da praga da lepra da veste de lã ou de linho, quer na urdidura, quer na trama; ou de qualquer coisa de peles, para se poder declará-las limpas ou imundas.
Algumas doenças de pele davam a quem as sofria uma aparência de decadência associada à morte (Nm 12:12). Portanto, esta condição fazia o indivíduo ritualmente impuro, o que significava que seu contato com as coisas sagradas era proibido. Os sacerdotes eram responsáveis pela distinção entre as condições pura e impura da pele, porque eles eram os guardiões da santidade, e esse diagnóstico requeria alguma experiência.
Os sintomas não são aqueles da lepra moderna chamada Doença de Hansen. De fato, este diagnóstico de “lepra” bíblica também podia se referir a condições de superfície em decomposição em roupas e casas. Devido à “Queda” em pecado (Gn 3), não só os seres humanos se deterioravam, mas também as coisas em seu ambiente. A ênfase em Levítico sobre os problemas do nosso mundo podem soar deprimente. Mas o fato de que Deus insistiu em permanecer separado da decadência dá esperança: isto nos diz que o mal físico não faz parte do Seu plano original, e, portanto, não é permanente.
Uma pessoa aflita com doença de pele impura deveria morar separadamente, de tal modo que outras pessoas não fossem infectadas. O objetivo principal era evitar a propagação de impureza ritual, que poderia afetar o santuário de Deus e as coisas santas associadas. Em outros lugares na Bíblia, Deus poderia atacar alguém com a “lepra”, como punição por um pecado grave (Nm 12, 2 Reis 5, 2 Crônicas 26), mas não há nenhuma indicação disto em Levítico 13.
Só porque alguém sofre fisicamente isto não prova que Deus está punindo aquela pessoa (compare João 9:1-3).
Roy Gane
Andrews University
Levítico 12 – sexta, 27.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Disse mais o SENHOR a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; como nos dias da sua menstruação, será imunda.
3 E, no oitavo dia, se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio.
4 Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação.
5 Mas, se tiver uma menina, será imunda duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue.
6 E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da congregação;
7 o sacerdote o oferecerá perante o SENHOR e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; esta é a lei da que der à luz menino ou menina.
8 Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará, então, duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa.
Deus criou os seres humanos para que se multiplicassem (Gn 1:28). Então por que o parto causa impureza? Após a “queda” (Gn 3), todos os seres humanos são mortais e sujeitos à morte por causa do pecado (Rm 6:23). Quando o Criador de toda a vida imortal habitou entre os mortais, Ele mostrou que Sua santa natureza é diferente. Certas coisas, chamadas de “impuras”, estavam associados com o ciclo nascimento-morte. Estas incluíam sangue, sêmen e outros fluidos de órgãos reprodutivos, pele se deteriorando e, por fim, cadáveres. Estas coisas não eram, necessariamente, impuras em si, mas porque pertenciam a uma categoria que enfatizava o estado físico de pecaminosidade que termina em morte. Portanto, a impureza deveria ser separada das coisas sagradas. Agora que o templo terreno não existe mais, o ritual de purificação é desnecessário. No entanto, o registro do sistema ainda nos ensina sobre a nossa natureza em relação à de Deus.
Após o parto, a mãe sangrava por várias semanas, então ela era impura.
Talvez porque uma menina podia nascer com sangue em sua área genital, para que a mãe iria levar a impureza do bebê duas vezes mais tempo do que se tivesse um menino. A ênfase aqui na impureza do sexo feminino aqui não quer desvalorizar as mulheres abaixo dos homens, que poderiam também ter muitas impurezas (Lv 15).
Para completar sua purificação, a mãe tinha que oferecer sacrifícios, incluindo uma “oferta pelo pecado.” Isto é melhor traduzida como “oferta de purificação”, porque ela não havia cometido um ato de pecado e não precisava de perdão.
Roy Gane
Andrews University
Levítico 11 – quinta, 25.07.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
1 Falou o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo-lhes:
2 Dizei aos filhos de Israel: São estes os animais que comereis de todos os quadrúpedes que há sobre a terra:
3 todo o que tem unhas fendidas, e o casco se divide em dois, e rumina, entre os animais, esse comereis.
4 Destes, porém, não comereis: dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas: o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; este vos será imundo;
5 o arganaz, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; este vos será imundo;
6 a lebre, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; esta vos será imunda.
7 Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo;
8 da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. Estes vos serão imundos.
9 De todos os animais que há nas águas comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nos mares e nos rios; esses comereis.
10 Porém todo o que não tem barbatanas nem escamas, nos mares e nos rios, todos os que enxameiam as águas e todo ser vivente que há nas águas, estes serão para vós outros abominação.
11 Ser-vos-ão, pois, por abominação; da sua carne não comereis e abominareis o seu cadáver.
12 Todo o que nas águas não tem barbatanas ou escamas será para vós outros abominação.
13 Das aves, estas abominareis; não se comerão, serão abominação: a águia, o quebrantosso e a águia marinha;
14 o milhano e o falcão, segundo a sua espécie,
15 todo corvo, segundo a sua espécie,
16 o avestruz, a coruja, a gaivota, o gavião, segundo a sua espécie,
17 o mocho, o corvo marinho, a íbis,
18 a gralha, o pelicano, o abutre,
19 a cegonha, a garça, segundo a sua espécie, a poupa e o morcego.
20 Todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés será para vós outros abominação.
21 Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes comereis.
22 Deles, comereis estes: a locusta, segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie, o grilo, segundo a sua espécie, e o gafanhoto, segundo a sua espécie.
23 Mas todos os outros insetos que voam, que têm quatro pés serão para vós outros abominação.
24 E por estes vos tornareis imundos; qualquer que tocar o seu cadáver imundo será até à tarde.
25 Qualquer que levar o seu cadáver lavará as suas vestes e será imundo até à tarde.
26 Todo animal que tem unhas fendidas, mas o casco não dividido em dois e não rumina vos será por imundo; qualquer que tocar neles será imundo.
27 Todo animal quadrúpede que anda na planta dos pés vos será por imundo; qualquer que tocar o seu cadáver será imundo até à tarde.
28 E o que levar o seu cadáver lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; eles vos serão por imundos.
29 Estes vos serão imundos entre o enxame de criaturas que povoam a terra: a doninha, o rato, o lagarto, segundo a sua espécie,
30 o geco, o crocodilo da terra, a lagartixa, o lagarto da areia e o camaleão;
31 estes vos serão por imundos entre todo o enxame de criaturas; qualquer que os tocar, estando eles mortos, será imundo até à tarde.
32 E tudo aquilo sobre que cair qualquer deles, estando eles mortos, será imundo, seja vaso de madeira, ou veste, ou pele, ou pano de saco, ou qualquer instrumento com que se faz alguma obra, será metido em água e será imundo até à tarde; então, será limpo.
33 E todo vaso de barro, dentro do qual cair alguma coisa deles, tudo o que houver nele será imundo; o vaso quebrareis.
34 Todo alimento que se come, preparado com água, será imundo; e todo líquido que se bebe, em todo vaso, será imundo.
35 E aquilo sobre o que cair alguma coisa do seu corpo morto será imundo; se for um forno ou um fogareiro de barro, serão quebrados; imundos são; portanto, vos serão por imundos.
36 Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem águas, será limpa; mas quem tocar no cadáver desses animais será imundo.
37 Se do seu cadáver cair alguma coisa sobre alguma semente de semear, esta será limpa;
38 mas, se alguém deitar água sobre a semente, e, se do cadáver cair alguma coisa sobre ela, vos será imunda.
39 Se morrer algum dos animais de que vos é lícito comer, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde;
40 quem do seu cadáver comer lavará as suas vestes e será imundo até à tarde; e quem levar o seu corpo morto lavará as suas vestes e será imundo até à tarde.
41 Também todo enxame de criaturas que povoam a terra será abominação; não se comerá.
42 Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés, entre todo enxame de criaturas que povoam a terra, não comereis, porquanto são abominação.
43 Não vos façais abomináveis por nenhum enxame de criaturas, nem por elas vos contaminareis, para não serdes imundos.
44 Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.
45 Eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.
46 Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas águas, e de toda criatura que povoa a terra,
47 para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se podem comer e os animais que se não podem comer.
Vida santa inclui alimentação. Se as pessoas introduzem impureza (representando a mortalidade) em seus corpos, eles rejeitam a santidade (envolvendo a vida).
Deus não diz por que alguns animais são puros e permitidos para serem comido, enquanto outros não. O fato de que alguns são impuros sugere que os animais impuros estão associados à morte. Em qualquer caso, o Senhor espera que as pessoas confiem e obedeçam, mesmo quando eles não saibam as razões específicas. No entanto, ele fornece a razão geral: para estar em harmonia com Sua natureza santa (Lv 11:44-45).
Algumas partes de Levítico 11 tratam da impureza ritual temporária de um animal morto, que deveria ser removido para que não afetasse nada santo que estava associado com o santuário terrestre. Estas instruções não têm aplicação hoje.
Mas as distinções básicas entre animais puros e impuros nunca dependeram da existência de um santuário terrestre (cf. Gn 7-8). Daniel, vivendo na Babilônia, longe do templo destruído, entendeu que comida impura entraria em conflito com sua própria santidade (Dan 1). Como Daniel, os cristãos devem ser santos em todas as áreas da vida (1 Pedro 1:15-16).
Uma fonte de água era imune a impureza de carcaças de animais (Lv 11:36), porque era uma fonte de pureza. Da mesma forma, quando Jesus estava aqui na terra, Ele poderia livremente entre em contato com pessoas impuras, porque Ele é a fonte da pureza, vida e cura. Ele também pode manter-nos moralmente puro quando levamos Seu toque de cura a um mundo poluído.
Roy Gane
Andrews University
Comentários bíblicos selecionados:
1-47 A distinção entre limpo e impuro era conhecida antes do Sinai (Gên. 7:2; 8:20). Aqui ela é dada enquanto parte das regulamentação da alimentação e saúde de Israel. Veja também Deut. 14:3-21. As leis de Lev. 11 sobre animais limpos e imundos [não limpos] introduzem a segunda principal seção de Levítico, na parte que trata com sacrifício, expiação e justificação. A colocação dos itens alimentares nesta seção sugere que santidade não é somente um estado espiritual. Passagens bíblicas mostram que existem dois tipos de impureza: a permanente ou natural (veja por exemplo Gên. 7:2, 3; Lev. 11:13-19; compare com Deut. 14:12-18; Lev. 20:25-26), e a adquirida ou temporária/cerimonial (veja, por exemplo, Lev. 11:40; 12:1-8; 15:1-33). A impureza de animais não limpos para servirem de comida em Lev. 11 não é contagiosa. Nenhuma provisão é feita na Bíblia para remover este tipo de impureza (Andrews Study Bible).
2 animais que comereis. Este capítulo trata das impurezas dos animais enquanto que os capítulos 12-15 se referem a impurezas de origens humanas (Andrews Study Bible).
Os princípios apresentados neste capítulo foram estabelecidos por Deus para proteger aqueles que O amam e escolheram servi-Lo, contra o uso de alimentos nocivos que podem prejudicar o organismo. Em alguns exemplos, não é possível identificar os animais aqui nomeados. Nota-se que há dúvida quanto a isso. No entanto, algum grau de incerteza não chega a ser um problema intransponível para o cristão que propõe em seu coração não contaminar o templo de Deus e que deseja fazer tudo para a Sua glória (1Co 10:31). Para essa pessoa, os princípios aqui apresentados são suficientes (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
3 unhas fendidas. Esta passagem estabelece as diferenças entre os animais permitidos (“limpos”) e proibidos (“imundos”) de acordo com sua estrutura física, comportamento ou modo de se moverem, de maneira que o povo facilmente os identificasse. Comparar v. 9, com respeito aos peixes (“barbatanas e escamas”) e v. 20, sobre insetos voadores (“anda sobre quatro pés”) (Andrews Study Bible).
4 vos será imundo. Todo animal foi criado “bom” (Gên. 1). Mas aqui “imundo” ou “impuro” significam que aos humanos não é permitido comê-los (Andrews Study Bible).
As criaturas listadas aqui como “imundas” são, do ponto de vista higiênico, impróprias como alimento (DTN, 617; T2, 96; ver Gn 9:3) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
6 a lebre. Científicamente falando, a lebre não rumina porque não é equipada para isso, mas mastiga o alimento de tal modo que parece estar mastigando […] mas é imunda porque não tem as unhas fendidas.
rumina. Não se considera aqui o problema da precisão científica, pois as Escrituras usam a linguagem do povo de sua época. No modo de pensar das pessoas da época, a lebre ruminava. Quando dizemos que o sol “se põe”, ninguém considera ser um erro científico, pois estritamente falando, o sol jamais se põe. […] A Bíblia não deve ser criticada por usar expressões comuns à época de sua escrita (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 o porco. De todos os animais proibidos pela lei, o porco era considerado o mais imundo (ver Is 65:3; 66:17). Não cabe aqui discutir extensamente como é noviço ingerir a carne de porco. Para o cristão, é suficiente enfatizar a atitude de Deus em relação a isso. Deve haver algo muito nocivo sobre o uso da carne de porco ou Deus não falaria como Ele falou. Ele criou o porco e sabe tudo sobre esse animal, e, por saber, proíbe seu uso como alimento. Cristo não tinha os porcos em alta conta ou não teria permitido a destruição de dois mil deles (Mt 8:31, 32; Mc 5:13). […] Dois homens foram curados mental e fisicamente, mas à custa de dois mil porcos. Cristo valorizou mais as pessoas; os homens, no entanto, pensavam o contrário. Embora muitos possam considerar a carne do porco como aceitável na dieta, Deus a desaprova para esse fim. Deus não muda (Ml 3:6); e é certo que os porcos não mudaram sua natureza. É bom seguir o conselho divino (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
13 Das aves. Nenhuma regra geral é dada para distinguir as aves limpas das imundas. As vinte mencionadas levam a inferir que todas as outras são permitidas. Alguns comentaristas creem que a lista de vinte não pretende ser exaustiva, mas refere-se apenas àquelas aves conhecidas dos hebreus. O quebrantoso e a águia marinha. Estas aves são predadoras e, portanto, inaceitáveis como alimento (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
14 segundo a sua espécie. Esta expressão indica todos os membros dos tipos básicos, dos quais somente um é mencionado (ver v. 15, 16, 22) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
22 Os insetos aqui mencionados eram usados como alimento nos tempos antigos, assim como ainda o são hoje no Oriente. Eram preparados de várias formas. Geralmente eram lançados ainda vivos em água fervente, com sal, e a cabeça, asas e pernas eram tiradas. Depois eram assados, tostados, cozidos ou fritos para uso imediato, ou então eram desidratados, defumados, e armazenados. Eram comidos com sal, especiarias e vinagre. Em alguns mercados orientais, hoje, locustas secas são vendidas por peso ou porções amarradas em maço (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
23 todos os outros insetos que voam. O fato de muitos insetos serem transmissores de doenças é motivo para o cuidado escrupuloso que se deve ter após o contato com eles (v. 23-25) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
36 fonte ou cisterna… será limpa. Tal fonte de pureza não poderia ser contaminada. Este princípio explica do porque Jesus podia tocar pessoas impuras sem se contaminar (Mat. 8:3; Lucas 8:43-48); Ele era uma fonte de pureza (Andrews Study Bible).
39 Se morrer algum dos animais que vos é lícito comer. A proibição contra tocar um cadáver se aplica também à carcaça de animais cuja carne podia ser comida (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
40 quem do seu cadáver comer. Daqui se infere que alguém poderia comer a carne de um animal que morresse por si mesmo. A lei proibia estritamente que se usasse a carne de um animal despedaçado por feras no campo (Êx 22:31). Os sacerdotes não podiam comer nada que morresse por si mesmo ou que fosse despedaçado por outros animais (Lev 22:8). No entanto, podia haver casos em que a carne era comida, talvez por ignorância ou por necessidade econômica. Como essa atitude se tornava uma questão de impureza cerimonial, havia um ritual de purificação. A proibição contra ingerir o que havia sido despedaçado por feras se devia, sem dúvida, ao fato de o sangue permanecer na carcaça, sem ser escoado (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
44 sereis santos, porque Eu sou santo. Os israelitas deveriam imitar a santidade de Deus, que não se mistura com impureza. Daniel e seus amigos obedeceram a esta ordem divina evitando uma alimentação impura, mesmo quando estavam longe do templo, e Deus, em resultado, os abençoou (Dan. 1:8-20). A distinção básica entre animais permitidos e proibidos, que Noé conhecia muito antes de Israel existir (Gên. 7:2, 8; 8:20), é atemporal, ao invés de ser limitada a regulamentações cerimoniais destinadas a proteger a santidade do santuário/templo (Andrews Study Bible).
Há uma íntima ligação entre a santidade e os hábitos de alimentação; portanto, santidade inclui obediência às leis de Deus que se relacionam ao ser físico (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
COMENTÁRIO ADICIONAL A LEVÍTICO 11
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 817-819.
As leis dietéticas dadas por Deus não são, como muitos supõem, simplesmente negativas e proibitivas. Deus pretende que Seus filhos tenham o melhor alimento, o “trigo mais fino” (Sl 81:16; 147:14). Aquele que criou todas as coisas sabe o que é melhor para Suas criaturas. Ele criou tudo e, de acordo com o Seu conhecimento, dá conselhos e recomendações. “Nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84:11). O que Deus proíbe não é arbitrariamente, mas para o bem dos ser humano. As pessoas podem desdenhar dos conselhos divinos, no entanto, a experiência e os resultados demonstram Sua sabedoria. […]
Alguns insistem que Deus está mais interessado na alma do que no corpo, e que os valores espirituais são superiores aos físicos. Isso é verdade. Porém, deve-se lembrar que o corpo e o físico estão ligados intimamente. O que afeta um afeta poderosamente o outro, e não é fácil dizer onde começa um e acaba o outro. Embora concordemos que a dimensão espiritual seja de suprema importância, não pensamos que o corpo deve ser negligenciado. Esse pensamento era a filosofia de certos “santos” medievais que mortificavam o corpo em benefício do espírito, mas isso não é o plano de Deus. Ele uniu o corpo e o espírito para benefício de ambos. […]
O corpo tem alguma influência sobre o pensamento? Certamente. Todos sabem que bebidas alcoólicas afetam tanto o pensamento quanto as ações. Desvirtua o julgamento e tende a deixar o usuário irresponsável. A mente ébria não funciona como quando está sóbria, as faculdades não trabalham normalmente e todas as reações são retardadas. Se o ébrio dirige um automóvel, torna-se uma ameaça para os outros e um assassino em potencial (ver Lv 10:9) […]
As leis dietéticas de Deus não são regras arbitrárias que privam o ser humano da alegria de comer. Ao contrário, são leis seguras e sensíveis que, se seguidas, farão bem em manter saudável o corpo ou mesmo em recuperar a saúde. Em resumo, os alimentos que Deus aprova são os que as pessoas descobriram ser os melhores, e o desacordo não está nos alimentos aprovados, mas nos proibidos. […]
Os estatutos dietéticos foram dados a Israel no passado e adaptados às suas condições. A maioria dos judeus aderiu aos mesmos por mais de três mil anos. A condição física dos judeus testemunha o fato de que essas normas não são obsoletas ou ultrapassadas, uma vez que o objetivo delas é formar um povo singularmente livre das enfermidades que assolam a humanidade. Apesar das perseguições e provações que os judeus sofreram como nenhuma outra nação na face da terra e durante um longo período, pode-se dizer que, de modo geral, eles são um povo resistente. Esse fato pode ser explicado, pelo menos em parte, pela obediência às leis dietéticas em Levítico 11.
As leis comunicadas a Israel no Sinai lidavam com todos os aspectos de seu dever para com Deus e para com o semelhante. Essas leis podem ser classificadas como se segue:
1. Moral. Os princípios expressos no decálogo refletem o caráter divino e são imutáveis como o próprio Deus (ver Mt 5:17, 18; Rm 3:31).
2. Cerimonial. Essas leis dizem respeito ao sistema de culto que prefigurava a cruz, e, portanto, expiraram por ocasião da crucifixão (Cl 2:14-17; Hb 7:12).
3. Civil. As leis civis aplicavam os amplos princípios dos dez mandamentos à economia do antigo Israel como nação. Embora esse código tenha se tornado inoperante depois que o antigo Israel deixou de ser uma nação, e apesar de a nação não ter sido restaurada a não ser como o moderno estado não teocrático de Israel, os princípios fundamentais da justiça e da equidade ainda são válidos.
4. Saúde. Os princípios dietéticos de Levítico 11, em conjunto com outros regulamentos sanitários, foram dados pelo sábio Criador, a fim de promover a saúde e a longevidade (ver Êx 15:26; 23:25; Dt 7:15; Sl 105:37; PP, 378). Como se baseiam na natureza e nas exigências do corpo humano, esses princípios não poderiam de modo algum ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Israel como nação escolhida. Os princípios que contribuíram para promover saúde há 3,5 mil anos produzirão os mesmos resultados hoje.
O cristão sincero considera seu corpo o templo do Espírito Santo (‘Co 3:16, 17; 6:19, 20, ARC). Valorizar esse fato o levará, entre outras coisas, a comer e a beber para a glória de Deus, ou seja, regulamentar sua dieta de acordo com a revelada vontade de Deus (1Co 9:27; 10:31). Assim, para ser coerente, o crente deve aceitar e obedecer aos princípios ordenados em Levítico 11.
Levítico 10 – quarta, 25.07.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Um capítulo muito triste: a morte de dois sacerdotes que não diferenciaram o sagrado do profano
1 Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.
2 Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.
3 E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.
4 Então, Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.
5 Chegaram-se, pois, e os levaram nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito.
6 Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o SENHOR suscitou.
7 Não saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o óleo da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés.
8 Falou também o SENHOR a Arão, dizendo:
9 Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,
10 para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo
11 e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés.
12 Disse Moisés a Arão e aos filhos deste, Eleazar e Itamar, que lhe ficaram: Tomai a oferta de manjares, restante das ofertas queimadas ao SENHOR, e comei-a, sem fermento, junto ao altar, porquanto coisa santíssima é.
13 Comê-la-eis em lugar santo, porque isto é a tua porção e a porção de teus filhos, das ofertas queimadas do SENHOR; porque assim me foi ordenado.
14 Também o peito da oferta movida e a coxa da oferta comereis em lugar limpo, tu, e teus filhos, e tuas filhas, porque foram dados por tua porção e por porção de teus filhos, dos sacrifícios pacíficos dos filhos de Israel.
15 A coxa da oferta e o peito da oferta movida trarão com as ofertas queimadas de gordura, para mover por oferta movida perante o SENHOR, o que será por estatuto perpétuo, para ti e para teus filhos, como o SENHOR tem ordenado.
16 Moisés diligentemente buscou o bode da oferta pelo pecado, e eis que já era queimado; portanto, indignando-se grandemente contra Eleazar e contra Itamar, os filhos que de Arão ficaram, disse:
17 Por que não comestes a oferta pelo pecado no lugar santo? Pois coisa santíssima é; e o SENHOR a deu a vós outros, para levardes a iniqüidade da congregação, para fazerdes expiação por eles diante do SENHOR.
18 Eis que desta oferta não foi trazido o seu sangue para dentro do santuário; certamente, devíeis tê-la comido no santuário, como eu tinha ordenado.
19 Respondeu Arão a Moisés: Eis que, hoje, meus filhos ofereceram a sua oferta pelo pecado e o seu holocausto perante o SENHOR; e tais coisas me sucederam; se eu, hoje, tivesse comido a oferta pelo pecado, seria isso, porventura, aceito aos olhos do SENHOR?
20 O que ouvindo Moisés, deu-se por satisfeito.
No final do capítulo anterior (Lev 9:24) Deus mostrou que Ele aceitara o sacrifício e o ministério dos sacerdotes. Mas antes da oferta pelo pecado da comunidade ser concluída, dois sacerdotes queimaram incenso com fogo que homens haviam acendido ao invés de com o fogo divino no altar. Este afastamento das instruções de Deus deturpava Sua imagem perante o povo, levando as pessoas a supor que Seus ministros pudessem fazer os seus próprios princípios de adoração. Então saiu fogo da presença do Senhor e consumiu Nadabe e Abiú. Mesmo que suas mentes estivessem obscurecidas por álcool (Levítico 10:8-11), isto não era desculpa.
Moisés estava arrasado. Se os sacerdotes não pudessem concluir adequadamente seu serviço, como poderia Deus habitar entre os israelitas para protegê-los?
Moisés estava perturbado, mas mais ainda quando descobriu que os sacerdotes sobreviventes haviam queimado o restante da oferta pelo pecado para a comunidade. Eles deveriam tê-la comido (Lev. 6:26), para simbolicamente tomar culpa das pessoas sobre si, mostrando como Cristo carrega a culpa humana. Arão disse a Moisés que ele não se sentia digno de comer a oferta pelo pecado por causa do que havia acontecido com seus dois filhos.
Sacerdotes israelitas não morriam quando levavam a culpa de outros. Cristo morreu. Tendo assumido nossos pecados, como nosso Sumo Sacerdote, Ele foi consumido por estes pecados como vítima sacrifical por nós. Isso mostra que Cristo é nosso Substituto.
Roy Gane
Andrews University
Comentários bíblicos selecionados:
1 fogo estranho. Fogo não autorizado, fogo profano (Andrews Study Bible).
O primeiro fogo que acendeu a lenha do sacrifício de Arão como sacerdote, foi ateado por Deus [6.13]. Esta origem sobrenatural do fogo sobre o altar serve para nos ensinar que se um sacrifício pode ser feito pelo homem, é só a graça de Deus que o consome, que o torna aceitável, que faz dele um meio de expiação. Nenhum fogo feito pelo homem poderia ser usado no altar do Senhor, e por isso mesmo é que era tão importante que os sacerdotes conservassem sempre acesa a chama que veio a existir de maneira tão notável. O pecado de oferecer sacrifícios com “fogo estranho”, fogo ateado por homens e não por Deus, foi justamente o que provocou a morte de Nadabe e Abiú.
Há quem infira do verso 9 que Nadabe e Abiú cometeram sua ofensa fatal quando estavam sob influência de bebida inebriante, o que dá mais sentido a proibição absoluta aos descendentes de Arão de beberem qualquer bebida fermentada antes de entrarem para os seus deveres sagrados do Tabernáculo (Bíblia Shedd).
7 Como sacerdotes ungidos por Deus, Arão e seus filhos tinham a obrigação de colocar o serviço de Deus em primeiro plano, não podendo interrompê-lo, nem mesmo por causa de um enterro de algum entre seus filhos ou irmãos, Mt 8.21-23 (que aplica a vocação a cada crente) (Bíblia Shedd).
10 imundo. Não no sentido de sujo, mas sim de impureza cerimonial, Mq 2.10 (Bíblia Shedd).
19 Ao fazerem sua primeira oferta pelo pecado, Arão e seus filhos se omitiram de comer a parte que lhes pertencia, e assim fazendo, demonstraram uma aparente indiferença para com o seu dever de se identificarem com o ofertante no seu pleito diante de Deus, 4.3; 6.26; 7.26; 8.14. Esclarecendo sua atitude, Arão se defendeu nos seguintes termos: tais coisas me sucederam, isto é, estava se recordando dos acontecimentos daquele dia, da morte dos seus filhos, e estava na incerteza de se, naquela circunstância, poderia ser realmente considerado digno de cumprir sua missão sacerdotal, de ser mediador entyre o povo e Deus, quando membros de sua própria família tinham provocado a ira de Deus ao ponto de serem fulminados (Bíblia Shedd).
Levítico 9 – terça, 24.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Ao oitavo dia, chamou Moisés a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel
2 e disse a Arão: Toma um bezerro, para oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto, ambos sem defeito, e traze-os perante o SENHOR.
3 Depois, dirás aos filhos de Israel: Tomai um bode, para oferta pelo pecado, um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como holocausto;
4 e um boi e um carneiro, por oferta pacífica, para sacrificar perante o SENHOR, e oferta de manjares amassada com azeite; porquanto, hoje, o SENHOR vos aparecerá.
5 Então, trouxeram o que ordenara Moisés, diante da tenda da congregação, e chegou-se toda a congregação e se pôs perante o SENHOR.
6 Disse Moisés: Esta coisa que o SENHOR ordenou fareis; e a glória do SENHOR vos aparecerá.
7 Depois, disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, faze a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto; e faze expiação por ti e pelo povo; depois, faze a oferta do povo e a expiação por ele, como ordenou o SENHOR.
8 Chegou-se, pois, Arão ao altar e imolou o bezerro da oferta pelo pecado que era por si mesmo.
9 Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; ele molhou o dedo no sangue e o pôs sobre os chifres do altar; e o resto do sangue derramou à base do altar.
10 Mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado da oferta pelo pecado queimou sobre o altar, como o SENHOR ordenara a Moisés.
11 Porém a carne e o couro queimou fora do arraial.
12 Depois, imolou o holocausto, e os filhos de Arão lhe entregaram o sangue, e ele o aspergiu sobre o altar, em redor.
13 Também lhe entregaram o holocausto nos seus pedaços, com a cabeça; e queimou-o sobre o altar.
14 E lavou as entranhas e as pernas e as queimou sobre o holocausto, no altar.
15 Depois, fez chegar a oferta do povo, e, tomando o bode da oferta pelo pecado, que era pelo povo, o imolou, e o preparou por oferta pelo pecado, como fizera com o primeiro.
16 Também fez chegar o holocausto e o ofereceu segundo o rito.
17 Fez chegar a oferta de manjares, e dela tomou um punhado, e queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã.
18 Depois, imolou o boi e o carneiro em sacrifício pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que aspergiu sobre o altar, em redor,
19 como também a gordura do boi e do carneiro, e a cauda, e o que cobre as entranhas, e os rins, e o redenho do fígado.
20 E puseram a gordura sobre o peito, e ele a queimou sobre o altar;
21 mas o peito e a coxa direita Arão moveu por oferta movida perante o SENHOR, como Moisés tinha ordenado.
22 Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica.
23 Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo.
24 E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto.
Após o santuário e seus sacerdotes terem sido consagrados, eles estavam prontos para servir a Deus. Aarão e seus filhos oficiaram seus primeiros sacrifícios, que foram aceitos pela fogo divino (Lv 9; comparar 1 Reis 18:38-39). Em outras partes do antigo Oriente Próximo, divindades (representado por seus ídolos) eram trazidas para seus novos templos através de rituais realizados por seres humanos. Mas o Deus de Israel mudou esta prática. Ele passou a residir no tabernáculo (Êxodo 40:34-35) antes de quaisquer rituais terem sido realizados lá. Desta forma, ele enfatizou que sua presença real, viva, habitava entre o Seu povo. Ao contrário de um ídolo, Ele poderia chegar ou ir (compare Ezequiel 9-11), quando Ele desejasse.
Antes de realizar sacrifícios para o resto da comunidade, os sacerdotes tinham que oferecer sacrifícios por si mesmos, porque eles eram falhos como todos os outros. Assim, eles representavam as pessoas a Deus, ao mesmo tempo em que O representavam para o povo. Cristo, a quem seu serviço ritual apontava, é a única escada entre nós e Deus (compare João 1:51). Ele viveu entre nós e experimentou os tipos de tentações que enfrentamos, portanto Ele compreende perfeitamente nossas lutas. Mas ele não pecou, e por isso Ele não precisava de expiação para si mesmo (Hb 4:15; 7:26-28). Seu sacrifício é apenas para nós.
Roy Gane
Andrews University
Levítico 8 – segunda, 23.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Disse mais o SENHOR a Moisés:
2 Toma Arão, e seus filhos, e as vestes, e o óleo da unção, como também o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos
3 e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação.
4 Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação se ajuntou à porta da tenda da congregação.
5 Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse.
6 E fez chegar a Arão e a seus filhos e os lavou com água.
7 Vestiu a Arão da túnica, cingiu-o com o cinto e pôs sobre ele a sobrepeliz; também pôs sobre ele a estola sacerdotal, e o cingiu com o cinto de obra esmerada da estola sacerdotal, e o ajustou com ele.
8 Depois, lhe colocou o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim;
9 e lhe pôs a mitra na cabeça e na mitra, na sua parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa sagrada, como o SENHOR ordenara a Moisés.
10 Então, Moisés tomou o óleo da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o consagrou;
11 e dele aspergiu sete vezes sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a bacia e o seu suporte, para os consagrar.
12 Depois, derramou do óleo da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para consagrá-lo.
13 Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e atou-lhes as tiaras, como o SENHOR lhe ordenara.
14 Então, fez chegar o novilho da oferta pelo pecado; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do novilho da oferta pelo pecado;
15 e Moisés o imolou, e tomou o sangue, e dele pôs, com o dedo, sobre os chifres do altar em redor, e purificou o altar; depois, derramou o resto do sangue à base do altar e o consagrou, para fazer expiação por ele.
16 Depois, tomou toda a gordura que está sobre as entranhas, e o redenho do fígado, e os dois rins, e sua gordura; e Moisés os queimou sobre o altar.
17 Mas o novilho com o seu couro, e a sua carne, e o seu excremento queimou fora do arraial, como o SENHOR ordenara a Moisés.
18 Depois, fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro.
19 E Moisés o imolou e aspergiu o sangue sobre o altar, em redor.
20 Partiu também o carneiro nos seus pedaços; Moisés queimou a cabeça, os pedaços e a gordura.
21 Porém as entranhas e as pernas lavou com água; e Moisés queimou todo o carneiro sobre o altar; holocausto de aroma agradável, oferta queimada era ao SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés.
22 Então, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro.
23 E Moisés o imolou, e tomou do seu sangue, e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
24 Também fez chegar os filhos de Arão; pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles, e sobre o polegar da mão direita, e sobre o polegar do pé direito; e aspergiu Moisés o resto do sangue sobre o altar, em redor.
25 Tomou a gordura, e a cauda, e toda a gordura que está nas entranhas, e o redenho do fígado, e ambos os rins, e a sua gordura, e a coxa direita.
26 Também do cesto dos pães asmos, que estava diante do SENHOR, tomou um bolo asmo, um bolo de pão azeitado e uma obreia e os pôs sobre a gordura e sobre a coxa direita.
27 E tudo isso pôs nas mãos de Arão e de seus filhos e o moveu por oferta movida perante o SENHOR.
28 Depois, Moisés o tomou das suas mãos e o queimou no altar sobre o holocausto; era uma oferta da consagração, por aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR.
29 Tomou Moisés o peito e moveu-o por oferta movida perante o SENHOR; era a porção que tocava a Moisés, do carneiro da consagração, como o SENHOR lhe ordenara.
30 Tomou Moisés também do óleo da unção e do sangue que estava sobre o altar e o aspergiu sobre Arão e as suas vestes, bem como sobre os filhos de Arão e as suas vestes; e consagrou a Arão, e as suas vestes, e a seus filhos, e as vestes de seus filhos.
31 Disse Moisés a Arão e a seus filhos: Cozei a carne diante da porta da tenda da congregação e ali a comereis com o pão que está no cesto da consagração, como tenho ordenado, dizendo: Arão e seus filhos a comerão.
32 Mas o que restar da carne e do pão queimareis.
33 Também da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias, até ao dia em que se cumprirem os dias da vossa consagração; porquanto por sete dias o SENHOR vos consagrará.
34 Como se fez neste dia, assim o SENHOR ordenou se fizesse, em expiação por vós.
35 Ficareis, pois, à porta da tenda da congregação dia e noite, por sete dias, e observareis as prescrições do SENHOR, para que não morrais; porque assim me foi ordenado.
36 E Arão e seus filhos fizeram todas as coisas que o SENHOR ordenara por intermédio de Moisés.
O tabernáculo, com o seu mobiliário e sacerdotes, estava fisicamente completo. Mas isso não era suficiente para que ele funcionasse como o palácio divino. Para estar apto para o Senhor, ele deveria ser feito santo, como Ele é santo. Toda a santidade vem de Deus, então somente Ele poderia consagrar o santuário, que refletia o superior santuário celeste “não feito por mãos humanas” (Hb 8:2, 5).
Esta consagração foi simbolizada por uma série de rituais, que incluiam o uso do óleo da unção e sacrifícios especiais, e foi presidida por Moisés enquanto representante de Deus.
Para ordenar os descendentes masculinos de Arão como a elite dos servos de Deus no seio da comunidade, Moisés colocou o sangue do sacrifício da ordenação em suas orelhas direitas e polegares das mãos e pés. Isso mostrava que cada sacerdote havia recebido graça divina que permitia ao sacerdote cumprir sua responsabilidade de vida ou morte para servir a Deus em benefício do seu povo.
Essa graça divina fluía, em última análise, do sacrifício de Cristo.
Hoje não há uma elite divinamente sancionada de sacerdócio cristão, além do sacerdócio de Cristo, através do Qual o povo de Deus deve aproximar-se dEle (Hb 4, 7-10). O “sacerdócio real” humano inclui todos os cristãos enquanto ministros de Deus (1 Pedro 2:9-10).
A surpreendente e maravilhosa graça de Deus [Amazing Grace] capacita homens e mulheres a obedecerem ao mandado de Cristo de ministrar para a salvação de outros (compare Mat. 28:19-20).
Roy Gane
Andrews University
Levítico 7 – domingo, 22.07.2012
by Jeferson Quimelli
1 Esta é a lei da oferta pela culpa; coisa santíssima é.
2 No lugar onde imolam o holocausto, imolarão a oferta pela culpa, e o seu sangue se aspergirá sobre o altar, em redor.
3 Dela se oferecerá toda a gordura, a cauda e a gordura que cobre as entranhas;
4 também ambos os rins e a gordura que neles há, junto aos lombos; e o redenho sobre o fígado com os rins se tirará.
5 O sacerdote o queimará sobre o altar em oferta queimada ao SENHOR; é oferta pela culpa.
6 Todo varão entre os sacerdotes a comerá; no lugar santo, se comerá; coisa santíssima é.
7 Como a oferta pelo pecado, assim será a oferta pela culpa; uma única lei haverá para elas: será do sacerdote que, com ela, fizer expiação.
8 O sacerdote que oferecer o holocausto de alguém terá o couro do holocausto que oferece,
9 como também toda oferta de manjares que se cozer no forno, com tudo que se preparar na frigideira e na assadeira, será do sacerdote que a oferece.
10 Toda oferta de manjares amassada com azeite ou seca será de todos os filhos de Arão, tanto de um como do outro.
11 Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao SENHOR.
12 Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite.
13 Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças.
14 E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica.
15 Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.
16 E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício, se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.
17 Porém o que ainda restar da carne do sacrifício, ao terceiro dia, será queimado.
18 Se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será atribuído o sacrifício; coisa abominável será, e a pessoa que dela comer levará a sua iniqüidade.
19 A carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; será queimada. Qualquer que estiver limpo comerá a carne do sacrifício.
20 Porém, se alguma pessoa, tendo sobre si imundícia, comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, será eliminada do seu povo.
21 Se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou de gado imundo, ou de qualquer réptil imundo e da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, ela comer, será eliminada do seu povo.
22 Disse mais o SENHOR a Moisés:
23 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Não comereis gordura de boi, nem de carneiro, nem de cabra.
24 A gordura do animal que morre por si mesmo e a do dilacerado por feras podem servir para qualquer outro uso, mas de maneira nenhuma as comereis;
25 porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se trouxer ao SENHOR oferta queimada, será eliminado do seu povo.
26 Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado.
27 Toda pessoa que comer algum sangue será eliminada do seu povo.
28 Disse mais o SENHOR a Moisés:
29 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quem oferecer ao SENHOR o seu sacrifício pacífico trará a sua oferta ao SENHOR; do seu sacrifício pacífico
30 trará com suas próprias mãos as ofertas queimadas do SENHOR; a gordura do peito com o peito trará para movê-lo por oferta movida perante o SENHOR.
31 O sacerdote queimará a gordura sobre o altar, porém o peito será de Arão e de seus filhos.
32 Também a coxa direita dareis ao sacerdote por oferta dos vossos sacrifícios pacíficos.
33 Aquele dos filhos de Arão que oferecer o sangue do sacrifício pacífico e a gordura, esse terá a coxa direita por sua porção;
34 porque o peito movido e a coxa da oferta tomei dos filhos de Israel, dos seus sacrifícios pacíficos, e os dei a Arão, o sacerdote, e a seus filhos, por direito perpétuo dos filhos de Israel.
35 Esta é a porção de Arão e a porção de seus filhos, das ofertas queimadas do SENHOR, no dia em que os apresentou para oficiarem como sacerdotes ao SENHOR;
36 a qual o SENHOR ordenou que se lhes desse dentre os filhos de Israel no dia em que os ungiu; estatuto perpétuo é pelas suas gerações.
37 Esta é a lei do holocausto, da oferta de manjares, da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da consagração e do sacrifício pacífico,
38 que o SENHOR ordenou a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao SENHOR, no deserto do Sinai.
Os versos 1 a 7 apresentam o procedimento para a oferta para expiação da culpa. A instrução de que a carne pertencia ao sacerdote conduz a uma lista de porções aos sacerdotes de outros sacrifícios. O sacrifício todo era oferecido ao Senhor, que atribuía parte dele ao sacerdote Seu servo, que oficiava o ritual. Assim, ministros de tempo integral ganhavam renda de seu trabalho, o que os ajudava a sustentá-los e às suas famílias (compare com 1 Coríntios 9:1-14).
Uma oferta de paz também era dedicada ao Senhor, mas era dividida entre Deus, o sacerdote, e o ofertante. Ao final das instruções quanto a estas ofertas são apresentados mais detalhes a respeito desses sacrifícios. Uma oferta de paz poderia ser motivada pelo desejo de demonstrar agradecimentos ao Senhor, ou para cumprir uma promessa a Ele ou, simplesmente, para expressar a devoção a Ele. Era sempre motivasa por uma ocasião feliz de louvor.
O sangue do animal sacrificado representava a sua vida e, portanto, não poderia ser comido. Até mesmo por cristãos não judeus (como ainda é hoje – comparar com Gên. 9:4; Atos 15:20, 29). Este sangue resgatava a vida do ofertante (Lev. 17:10 – 14).
Isso mostra que mesmo o nosso louvor a Deus só é aceitável através do sacrifício de Cristo! Hoje oramos ao invés de sacrificar animais (compare Sal. 141:2), e podemos ser abençoados através de outros tipos de ofertas, expressão concreta das nossas orações.
Roy Gane
Andrews University