Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 36 – terça, 22.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2012, 6:04
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1 São estes os descendentes de Esaú, que é Edom.

2 Esaú tomou por mulheres dentre as filhas de Canaã: Ada, filha de Elom, heteu; Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, heveu;

3 e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.

4 A Ada de Esaú lhe nasceu Elifaz, a Basemate lhe nasceu Reuel;

5 e a Oolibama nasceu Jeús, Jalão e Corá; são estes os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.

6 Levou Esaú suas mulheres, e seus filhos, e suas filhas, e todas as pessoas de sua casa, e seu rebanho, e todo o seu gado, e toda propriedade, tudo que havia adquirido na terra de Canaã; e se foi para outra terra, apartando-se de Jacó, seu irmão.

7 Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado.

8 Então, Esaú, que é Edom, habitou no monte Seir.

9 Esta é a descendência de Esaú, pai dos edomitas, no monte Seir.

10 São estes os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.

11 Os filhos de Elifaz são: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.

12 Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú, e teve de Elifaz a Amaleque; são estes os filhos de Ada, mulher de Esaú.

13 E os filhos de Reuel são estes: Naate, Zerá, Samá e Mizá; estes foram os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

14 E são estes os filhos de Oolibama, filha de Aná, filho de Zibeão, mulher de Esaú; e deu a Esaú: Jeús, Jalão e Corá.

15 São estes os príncipes dos filhos de Esaú; os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú: o príncipe Temã, o príncipe Omar, o príncipe Zefô, o príncipe Quenaz,

16 o príncipe Corá, o príncipe Gaetã, o príncipe Amaleque; são estes os príncipes que nasceram a Elifaz na terra de Edom; são os filhos de Ada.

17 São estes os filhos de Reuel, filho de Esaú: o príncipe Naate, o príncipe Zerá, o príncipe Samá, o príncipe Mizá; são estes os príncipes que nasceram a Reuel na terra de Edom; são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.

18 São estes os filhos de Oolibama, mulher de Esaú: o príncipe Jeús, o príncipe Jalão, o príncipe Corá; são estes os príncipes que procederam de Oolibama, filha de Aná, mulher de Esaú.

19 São estes os filhos de Esaú, e esses seus príncipes; ele é Edom.

20 São estes os filhos de Seir, o horeu, moradores da terra: Lotã, Sobal, Zibeão e Aná,

21 Disom, Eser e Disã; são estes os príncipes dos horeus, filhos de Seir na terra de Edom.

22 Os filhos de Lotã são Hori e Homã; a irmã de Lotã é Timna.

23 São estes os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.

24 São estes os filhos de Zibeão: Aiá e Aná; este é o Aná que achou as fontes termais no deserto, quando apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.

25 São estes os filhos de Aná: Disom e Oolibama, a filha de Aná.

26 São estes os filhos de Disã: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.

27 São estes os filhos de Eser: Bilã, Zaavã e Acã.

28 São estes os filhos de Disã: Uz e Arã.

29 São estes os príncipes dos horeus: o príncipe Lotã, o príncipe Sobal, o príncipe Zibeão, o príncipe Aná,

30 o príncipe Disom, o príncipe Eser, o príncipe Disã; são estes os príncipes dos horeus, segundo os seus principados na terra de Seir.

31 São estes os reis que reinaram na terra de Edom, antes que houvesse rei sobre os filhos de Israel.

32 Em Edom reinou Belá, filho de Beor, e o nome da sua cidade era Dinabá.

33 Morreu Belá, e, em seu lugar, reinou Jobabe, filho de Zerá, de Bozra.

34 Morreu Jobabe, e, em seu lugar, reinou Husão, da terra dos temanitas.

35 Morreu Husão, e, em seu lugar, reinou Hadade, filho de Bedade, o que feriu a Midiã no campo de Moabe; o nome da sua cidade era Avite.

36 Morreu Hadade, e, em seu lugar, reinou Samlá, de Masreca.

37 Morreu Samlá, e, em seu lugar, reinou Saul, de Reobote, junto ao Eufrates.

38 Morreu Saul, e, em seu lugar, reinou Baal-Hanã, filho de Acbor.

39 Morreu Baal-Hanã, filho de Acbor, e, em seu lugar, reinou Hadar; o nome de sua cidade era Paú; e o de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Me-Zaabe.

40 São estes os nomes dos príncipes de Esaú, segundo as suas famílias, os seus lugares e os seus nomes: o príncipe Timna, o príncipe Alva, o príncipe Jetete,

41 o príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom,

42 o príncipe Quenaz, o príncipe Temã, o príncipe Mibzar,

43 o príncipe Magdiel e o príncipe Irã; são estes os príncipes de Edom, segundo as suas habitações na terra da sua possessão. Este é Esaú, pai de Edom.

 

http://biblia.com.br/joaoferreiraalmeidarevistaatualizada/genesis/gn-capitulo-36/

 

 

Texto do Blog de hoje (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/36/):

Blog da Bíblia

Para o leitor moderno Gênesis 36 pode parecer espaço perdido na Escritura. Por que tantos detalhes a respeito de uma linha da família (Esaú e os edomitas), que não leva a nada? Na verdade, este capítulo pode informar aos crentes atuais, os crentes adventistas, especialmente, sobre as atitudes adequadas para com os outros dos filhos de Deus que não vivem e acreditam como nós.

 É verdade que um dia a Babilônia e suas filhas adúlteras serão julgadas e destruídas (Apocalipse 17 e 18). Da mesma forma, a linhagem da família de Esaú se opôs ao povo de Deus e  em última instância enfrentou julgamento e destruição (Isaías 34:5, e todo o livro de Obadias).

Mas observe a atitude de Deus para a linha de Esaú família nesse meio tempo. Deus prometeu a Abraão uma multidão de nações (Gênesis 17:4). Antes do nascimento de Jacó e Esaú, Deus disse a Rebecca que duas nações estavam em seu ventre (Gênesis 25:23). Mais tarde, Deus instruiu os israelitas, "Não abominarás o edomita, pois é teu irmão." (Deuteronômio 23:7, ACF). Na verdade, Deus disse aos israelitas durante sua peregrinação no deserto para não lutar com o povo de Esaú, não desejar  qualquer terra que Deus deu a eles, e pacificamente comprar deles alimentos e água, porque eles eram irmãos de Israel (Deuteronômio 2 :2-5).

 Gênesis 36 lembra Israel precisamente quem são seus irmãos separados. Gênesis 36 nos lembra que temos irmãos e irmãs desconhecidos que também são os filhos de cuidados de Deus. Gênesis 36 chama a atenção para as palavras de Jesus: "Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco." (João 10:16)

Douglas Tilstra

Diretor de Liderança exterior e Educação

Universidade Adventista do Sul

 

Comentários bíblicos selecionados:

1-43 O capítulo contém uma contabilidade concisa dos descendentes de Esaú e está inserida aqui para mostrar o cumprimento da promessa de “muitas nações”, dada à Sara e Abraão (17:5-6, 16), mesmo fora da linha da promessa. Esta lista contém setenta nomes e assinala um movimento político abrangente de uma extensa família (36:1-8) para uma organização tribal (vs 15-19) e finalmente a uma monarquia (vs 31-39), o que lembra a própria história de Israel. Deut. 23:7 lembra as futuras gerações que os edomitas são irmãos e não deveriam ser abominados, mesmo embora  em períodos subseqüentes Edom e Isarel tenham se tornados amargos inimigos (Obadias; Sal. 137:7-9) (Andrews Study Bible).

1 descendentes. Com essa genealogia de Esaú, começa uma nova seção no Livro de Gênesis (2.4). Esaú, que é Edom. “Edom”, que deriva da palavra hebraica “vermelho”, era outro nome paraEsaú (25.25; 25.30). O termo era também apropriado para a terra de Edom, com formações de arenito e solo avermelhado (Bíblia de Genebra).

2-3 Somente um nome (Basemate) das três esposas de Esaú coincide com as listas anteriores (26:34; 28:9). Talvez as esposas tinham mais de um nome (Andrews Study Bible).

6-8 Edom é ligado ao país montanhoso de Seir (Deut. 2:4-6, 12, 22; Jos. 24:4). O movimento de Esaú relembra outros movimentos de divisão na história patriarcal (Gên. 12:5; 13:5-6; 31:18). Ao sair de Canaã, ele também remove a si mesmo da terra da promessa (Andrews Study Bible).

O retorno de Jacó a Manre confirmou a decisão de Esaú de mudar-se permanentemente para Edom. Separados em espírito, Jacó e Esaú iriam separar-se também geograficamente (Bíblia de Genebra).

7 Reconhecendo o lugar de primazia que deveria proporcionar espaço suficiente a Jacó em Canaã, Esaú procurou mudar-se daí […] tendo em vista a riqueza de que Jacó era herdeiro em virtude da primogenitura (Bíblia Shedd).

8 idumeu. O uso do nome “idumeu” para designar os filhos de Esaú perdurou até o tempo de Cristo. Herodes, o Grande, era idumeu. A extensão das terras pertencentes a Edom (monte Seir) compreendia desde as margens meridionais [ao sul] do Mar Morto até o Golfo de Acaba, ou seja, uma distância de cerca de 160 km. É região de topografia irregular, contendo algumas montanhas, cujos picos atingem a mais de 1000 metros de altura (Bíblia Shedd).

9-14 Esta genealogia enfoca os doze filhos de UEsaú (VS. 2-8), sem contar Amaleque, o filho  da concubina de Elifaz, Timna (v. 12) (Bíblia de Genebra).

12 Amaleque era neto de Esaú. Foram seus descendentes que sempre se opuseram a Israel, em todas as circunstâncias, através de séculos, até Hamã, personagem relatado no livro de Ester, que era descendente do rei Agague (Et 3.10; I Sm 15.8ss) (Bíblia Shedd).

Filho de uma concubina. Mais tarde um amargo inimigo de Isarel (Êx. 17:8-16), a nação não estava incluída na linhagem edomita (Deut. 25:17-19) (Andrews Study Bible).

15 “Príncipes“, refere-se a capitães tribais (Bíblia Shedd).

15-19 Esta lista mostra a transição dos descendentes de Esaú de uma família a uma estrutura tribal (Bíblia de Genebra).

20-30 Esta genealogia apresenta os habitantes aborígenes do monte Seir, os quais os filhos de Esaú destruíram (Dt 2.22) e, em outros casos, com os quais se casaram (VS. 22, 25) 15-19 Esta lista mostra a transição dos descendentes de Esaú de uma família a uma estrutura tribal (Bíblia de Genebra).

21 Os horeus eram antigos habitantes de Edom, subjugados por Quedorlaomer (Gn 14.6) e não por Esaú. Descendiam de Seir. Mediante casamento com a filha de Aná, chefe horita, Esaú teria formado relações muito amigáveis com essa tribo (Gn 14.6) (Bíblia Shedd).

28 O nome Uz aparece no drama de Jó, “na terra de Uz” (Jó 1.1) (Bíblia Shedd).

31-39 A lista mostra a transição de Edom de uma estrutura tribal para uma estrutura destinada ao reinado (Bíblia de Genebra).

31-43 Faz distinção entre reis e príncipes no fato de que os primeiros detinham autoridade e exerciam domínio sobre maior extensão territorial do que os segundos (Bíblia Shedd).

35 Sua cidade indica que, [do mesmo modo] como Saul elevara sua cidade nativa, Gibeá, à categoria de capital, também estes reis Edomitas elevavam as respectivas cidades nativasà categoria de capitais enquanto estivessem exercendo o reinado (Bíblia Shedd).

43 A última linha estabelece um vínculo com o v.1, identificando Esaú como o pai de todos os edomitas (Andrews Study Bible).

 

 



Gênesis 35 – segunda, 21.05.2012 by Jeferson Quimelli
21 de maio de 2012, 10:04
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1 Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão.
2 Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes;
3 levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei.
4 Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém.
5 E, tendo eles partido, o terror de Deus invadiu as cidades que lhes eram circunvizinhas, e não perseguiram aos filhos de Jacó.
6 Assim, chegou Jacó a Luz, chamada Betel, que está na terra de Canaã, ele e todo o povo que com ele estava.
7 E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus se lhe revelou quando fugia da presença de seu irmão.
8 Morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho que se chama Alom-Bacute.
9 Vindo Jacó de Padã-Arã, outra vez lhe apareceu Deus e o abençoou.
10 Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó. Já não te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome. E lhe chamou Israel.
11 Disse-lhe mais: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.
12 A terra que dei a Abraão e a Isaque dar-te-ei a ti e, depois de ti, à tua descendência.
13 E Deus se retirou dele, elevando-se do lugar onde lhe falara.
14 Então, Jacó erigiu uma coluna de pedra no lugar onde Deus falara com ele; e derramou sobre ela uma libação e lhe deitou óleo.
15 Ao lugar onde Deus lhe falara, Jacó lhe chamou Betel.
16 Partiram de Betel, e, havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata, deu à luz Raquel um filho, cujo nascimento lhe foi a ela penoso.
17 Em meio às dores do parto, disse-lhe a parteira: Não temas, pois ainda terás este filho.
18 Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim.
19 Assim, morreu Raquel e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém.
20 Sobre a sepultura de Raquel levantou Jacó uma coluna que existe até ao dia de hoje.
21 Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder.
22 E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e se deitou com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube. Eram doze os filhos de Israel.
23 Rúben, o primogênito de Jacó, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom, filhos de Lia;
24 José e Benjamim, filhos de Raquel;
25 Dã e Naftali, filhos de Bila, serva de Raquel;
26 e Gade e Aser, filhos de Zilpa, serva de Lia. São estes os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã.
27 Veio Jacó a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque.
28 Foram os dias de Isaque cento e oitenta anos.
29 Velho e farto de dias, expirou Isaque e morreu, sendo recolhido ao seu povo; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.

Blog da Bíblia 

Embora a história de Jacob vá continuar no restante de Gênesis (seu funeral ocupa a maior parte do capítulo final), o foco muda da sua história para a história de seu filho, José. Mas antes do foco mudar de Jacó, lemos de três grandes perdas em sua vida e duas interações significativas entre ele e Deus. 
A primeira perda é a morte de Débora, um membro amado ao longo da vida toda da família de Jacó (v. 8). A perda final é a morte de Isaque (vs. 28-29). 
Entre essas duas derrotas, Raquel é a grande perda de Jacó, ao dar à luz Benjamin (vs. 16-20). 
Uma dor de cabeça adicional é violação de Bila por Ruben. 
De modo semelhante aos crentes de hoje, Jacó sofreu os sofrimentos e tragédias tão comuns a todos os que vivem neste planeta caído.
Contudo, no meio do sofrimento e da perda, Deus se lembra a Jacó (e a nós) que Ele nunca se esqueceu do filho, de quem sempre cuidou. Deus lembra Jacó de Sua presença com a escada em Betel e chama Jacó a voltar para lá (v.1). No caminho, Deus provê proteção sobrenatural (v.5), sem dúvida, necessária após os eventos do capítulo 34. Uma vez em Betel, Deus aparece a Jacó novamente, renova as promessas da família, e lembra Jacó do seu novo nome, Israel (vs. 9-12).
Deus é fiel, apesar das incertezas da vida, das perdas que sofremos, ou até mesmo os nossos pecados que trazem dor para nós e nossas famílias.
Douglas Tilstra
Diretor de Liderança exterior e Educação
Universidade Adventista do Sul
Em breve os comentários bíblicos selecionados.


Gênesis 34 – domingo, 20.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
20 de maio de 2012, 2:30
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
2 Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou.
3 Sua alma se apegou a Diná, filha de Jacó, e amou a jovem, e falou-lhe ao coração.
4 Então, disse Siquém a Hamor, seu pai: Consegue-me esta jovem para esposa.
5 Quando soube Jacó que Diná, sua filha, fora violada por Siquém, estavam os seus filhos no campo com o gado; calou-se, pois, até que voltassem.
6 E saiu Hamor, pai de Siquém, para falar com Jacó.
7 Vindo os filhos de Jacó do campo e ouvindo o que acontecera, indignaram-se e muito se iraram, pois Siquém praticara um desatino em Israel, violentando a filha de Jacó, o que se não devia fazer.
8 Disse-lhes Hamor: A alma de meu filho Siquém está enamorada fortemente de vossa filha; peço-vos que lha deis por esposa.
9 Aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas e tomai as nossas;
10 habitareis conosco, a terra estará ao vosso dispor; habitai e negociai nela e nela tende possessões.
11 E o próprio Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: Ache eu mercê diante de vós e vos darei o que determinardes.
12 Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa.
13 Então, os filhos de Jacó, por causa de lhes haver Siquém violado a irmã, Diná, responderam com dolo a Siquém e a seu pai Hamor e lhes disseram:
14 Não podemos fazer isso, dar nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso nos seria ignomínia.
15 Sob uma única condição permitiremos: que vos torneis como nós, circuncidando-se todo macho entre vós;
16 então, vos daremos nossas filhas, tomaremos para nós as vossas, habitaremos convosco e seremos um só povo.
17 Se, porém, não nos ouvirdes e não vos circuncidardes, tomaremos a nossa filha e nos retiraremos embora.
18 Tais palavras agradaram a Hamor e a Siquém, seu filho.
19 Não tardou o jovem em fazer isso, porque amava a filha de Jacó e era o mais honrado de toda a casa de seu pai.
20 Vieram, pois, Hamor e Siquém, seu filho, à porta da sua cidade e falaram aos homens da cidade:
21 Estes homens são pacíficos para conosco; portanto, habitem na terra e negociem nela. A terra é bastante espaçosa para contê-los; recebamos por mulheres a suas filhas e demos-lhes também as nossas.
22 Somente, porém, consentirão os homens em habitar conosco, tornando-nos um só povo, se todo macho entre nós se circuncidar, como eles são circuncidados.
23 O seu gado, as suas possessões e todos os seus animais não serão nossos? Consintamos, pois, com eles, e habitarão conosco.
24 E deram ouvidos a Hamor e a Siquém, seu filho, todos os que saíam da porta da cidade; e todo homem foi circuncidado, dos que saíam pela porta da sua cidade.
25 Ao terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos.
26 Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram.
27 Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada.
28 Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade e no campo;
29 todos os seus bens, e todos os seus meninos, e as suas mulheres levaram cativos e pilharam tudo o que havia nas casas.
30 Então, disse Jacó a Simeão e a Levi: Vós me afligistes e me fizestes odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferezeus; sendo nós pouca gente, reunir-se-ão contra mim, e serei destruído, eu e minha casa.
31 Responderam: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?
Blog da Bíblia
“Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na inveja, sendo destestáveis e odiando uns aos outros. Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens,não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, Ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. ” (Tito 3:3-6, NVI)

Imagine alguém tirando uma fotografia de você quando você olha o seu pior, talvez quando você se levanta de manhã, ou logo após uma lesão deixar o seu rosto ensanguentado e ferido, ou pior ainda, no exato momento que você dirige um sorriso cruel e desdenhoso em algum infeliz membro da família. A história de hoje mostra um retrato assim da família de Jacob. É, de fato, o retrato de uma família problemática muito carente da graça de cura de Deus. Não há heróis nesta história.
Dinah é atraída por mulheres pagãs da área. Não para ser para com eles como o sal da terra (Mateus 5:13), mas mais como a mulher de Ló que amou Sodoma e tornou-se numa estátua de sal (Gn 19:26) . Siquém é rude, exigente, e viola a mulher a quem ele é atraído, tanto quanto Sansão faria anos mais tarde (Gn 34:4 cf. Juízes 14:2). Como David, que era atormentado por seus pecados passados, e incapaz de defender a Tamar, sua filha depois de seu trágico estupro (II Sam. 13), Jacó é silencioso e passivo (v. 5) e, posteriormente, faz pouco mais do que ansiosamente repreender seu assassino filhos (v. 30). Hamor, como Labão, usa os acordos de casamento como um meio para fins gananciosos (vs. 21-23). Os filhos de Jacó perpetuam a tradição familiar de trapaça e engano na sua resposta a Hamor e Siquém (vs. 13-17). Além disso, assim como os líderes religiosos da época de Jesus, eles perverteram os emblemas da aliança de Deus (circuncisão, neste caso) para atender aos seus próprios interesses. Simeão e Levi, como Judas, usam o beijo de amizade para cobrir traição e assassinato. Não há heróis nesta história. Infelizmente, Deus nem sequer aparece nesta história, provavelmente porque Sua presença não é desejada e nem ser convidada.
A vingança que Simeão e Levi buscam é tão real à natureza humana que torna estranha a ausência de vingança que haviam experimentado nas mãos de Esaú, seu tio, ou iriam experimentar nas mãos de seu irmão José, anos mais tarde. E tão estranha a atitude de Deus, que “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades” (Sl 103:10, NVI).
Esta história sem heróis é realmente um retrato escuro. Entretanto, antecipa ao leitor o refrescante relato da vida de José, que vai quebrar a cadeia de pecados das gerações de Israel. Faz o leitor desejar por Jesus (prefigurado por José) que iria quebrar as correntes dos pecados das gerações para toda a humanidade.
Douglas Tilstra
Diretor de Liderança exterior e Educação
Universidade Adventista do Sul




Comentários bíblicos selecionados:


1-31 O estupro de Diná e o subsequente massacre da população masculina de Siquém pelos filhos de Jacó revelam profundos conflitos envolvendo as tensões entre pessoas nativas e não nativas, diferenças religiosas e o importante valor da honra familiar (Andrews Study Bible).
Este capítulo presta-se para admoestar-nos a propósito dos perigos do mundanismo nas vidas cristãs (Jo 17.16), principalmente depois de proferidos votos de consagração, como os assumidos por Jacó em Peniel  (Bíblia Shedd). 
A ameaça à comunidade da aliança em Siquém foi severa. A proposta de Hamor teria significado a assimilação da família de Jacó pelos povos vizinhos (vs. 8-10; Nm 25.1-2). A transição entre o ato de culto de Jacó (33.20) e o comportamento depravado no cap. 34 é marcante. Ao invés de morar em Siquém (33.18-19), talvez Jacó devesse ter cumprido o seu voto feito em Betel (28.22; 31.13; 35.1). Não há a menção de Deus neste capítulo e nem de separação de idolatria (35.1-5), um comentário triste a respeito da liderança espiritual de Jacó (Bíblia de Genebra).


1 ver, isto é, fazer amizades. Diná poderia contar, então, com quinze anos de idade (Bíblia Shedd).
O caminho certo é tornarmos nosso lar tão atraente que nossos filhos não se sintam tentados a desejar as alianças que são oferecidas por aqueles cuja única riqueza está na presente vida. Nossas Rutes não deixarão nossos campos se, de propósito, deixarmos cair mais espigas para elas recolherem (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).


2-4 Siquém, o filho de Hamor (33:9), estuprou Diná e decidiu se casar com ela, o que requereu negociações entre as duas famílias. O capítulo contém muitas falas planejadas para convencer a parte oposta (Andrews Study Bible).


2 Viu-a… tomando-a, a possuiu. Diná não consentiu na relação. Foi, portanto, um estupro. A palavra traduzida como “possuiu” é traduzida como “forçar” em 2Sm 13.12, 14, 22, 32. A sequência “viu…tomou…” lembra 3.6; 6.2 (Bíblia de Genebra).


7 em Israel. Ou contra Israel (Bíblia NVI).


9 A proposta da união pelo casamento era atrativa, desde que ela provia proteção e prosperidade, mas também significaria absorção pela cultura (e religião) caananita (Andrews Study Bible).


12 O preço da noiva é estabelecido pela família da noiva (24:53) como compensação (Andrews Study Bible).


13 violado. Surpreende-nos verificar que a palavra traduzida por “violado” (cf v 13 e 27) significa profanar e encontra-se, posteriormente, usada para descrever a corrupção e profanação do Templo (Sl 79.1). Os hebreus demonstravam o mesmo sentimento e designavam a mesma palavra, querendo expressar violação, quer da honra feminina, quer da deturpação do Santo dos Santos (Bíblia Shedd).
com dolo (enganosamente, desonestamente). Ecoa uma palavra chave das histórias de Jacó, incluindo o roubo da bênção de Esaú (27:35) e o trato de Labão com Jacó (29:25) (Andrews Study Bible).
Jacó colheu o fruto se seu engano; seus filhos copiaram seu dolo (27.35-360; porém, o alvo deles era matar (Bíblia de Genebra).


14 A diferença básica entre a família de Jacó e os hivitas consistia nas relações com Deus advindas da aliança. O sinal exterior dessa relação era a circuncisão; entretanto, a adoção do sinal desacompanhado da fé implícita na referida aliança não passaria de ato puramente carnal e mundano. A sugestão se revelava ainda pior, pelo fato de ter sido dada como pretexto para acobertar sentimentos de traição (Bíblia Shedd).


15 circuncidando-se todo macho. Os filhos de Jacó, cometendo um sacrilégio, esvaziaram o santo sinal da aliança do seu significado religioso (17.10-11) e abusaram dele com a intenção de cometer vingança (Bíblia de Genebra).


17 onde sua irmã. Ou, porque sua irmã (Bíblia NVI).


23 A motivação dos siquemitas também são reprováveis (Andrews Study Bible).


25 Provavelmente não estivessem sozinhos, mas tivessem arregimentado, também, os pastores e vaqueiros (cf Gn 14.14) (Bíblia Shedd).
mataram os homens todos. Sob a lei mosaica, o pecado de Siquém contra Diná não receberia esta punição, que foi excessiva (Dt 22.28-29) (Bíblia de Genebra).
Sob a liderança de Simeão e Levi, a população masculina é massacrada e a cidade é saqueada e pilhada, incluindo rebanhos, mulheres e crianças. Na bênção final de Jacó, os descendentes de ambos seria espalhada (49:7) devido a este ato (Andrews Study Bible).

saquearam. Pela sua desenfreada, infiel e precipitada vingança, Simeão e Levi perderam liderança e terra em Israel (49.5-7) (Bíblia de Genebra).
A traição desses dois irmãos foi totalmente injustificável. No seu leito de morte Jacó foi rebuscar o assunto e previu a dispersão deles em Israel. Embora Levi tivesse desfeito essa maldição, Simeão não parece ter feito nenhum esforço nesse sentido e logo se tornou como água absorvida delas areias do deserto (Mas veja Apocalipse 7.7). Que coisa terrível quando nossa conduta é tão comprometida que torna nossa fé repulsiva para aqueles que observam nosso comportamento (v. 30) (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

30 atraindo o ódio dos. Ou transformando-me em mau cheiro para os (Bíblia NVI).
serei destruído. Jacó demonstrou medo ao invés de fé obediente (cf. 35.5) (Bíblia de Genebra).





Gênesis 33 – sábado, 19.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
19 de maio de 2012, 2:30
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Levantando Jacó os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens. Então, passou os filhos a Lia, a Raquel e às duas servas.
2 Pôs as servas e seus filhos à frente, Lia e seus filhos atrás deles e Raquel e José por últimos.
3 E ele mesmo, adiantando-se, prostrou-se à terra sete vezes, até aproximar-se de seu irmão.
4 Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram.
5 Daí, levantando os olhos, viu as mulheres e os meninos e disse: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos com que Deus agraciou a teu servo.
6 Então, se aproximaram as servas, elas e seus filhos, e se prostraram.
7 Chegaram também Lia e seus filhos e se prostraram; por último chegaram José e Raquel e se prostraram.
8 Perguntou Esaú: Qual é o teu propósito com todos esses bandos que encontrei? Respondeu Jacó: Para lograr mercê na presença de meu senhor.
9 Então, disse Esaú: Eu tenho muitos bens, meu irmão; guarda o que tens.
10 Mas Jacó insistiu: Não recuses; se logrei mercê diante de ti, peço-te que aceites o meu presente, porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus; e te agradaste de mim.
11 Peço-te, pois, recebe o meu presente, que eu te trouxe; porque Deus tem sido generoso para comigo, e tenho fartura. E instou com ele, até que o aceitou.
12 Disse Esaú: Partamos e caminhemos; eu seguirei junto de ti.
13 Porém Jacó lhe disse: Meu senhor sabe que estes meninos são tenros, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forçadas a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos.
14 Passe meu senhor adiante de seu servo; eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente e no passo dos meninos, até chegar a meu senhor, em Seir.
15 Respondeu Esaú: Então, permite que eu deixe contigo da gente que está comigo. Disse Jacó: Para quê? Basta que eu alcance mercê aos olhos de meu senhor.
16 Assim, voltou Esaú aquele dia a Seir, pelo caminho por onde viera.
17 E Jacó partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez palhoças para o seu gado; por isso, o lugar se chamou Sucote.
18 Voltando de Padã-Arã, chegou Jacó são e salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã; e armou a sua tenda junto da cidade.
19 A parte do campo, onde armara a sua tenda, ele a comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.
20 E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel.
Blog da Bíblia

“…foi-me dado um espinho na minha carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: ‘Minha graça é suficiente para você, pois o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. ‘ Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando estou fraco é que sou forte. (II Coríntios 12:7-10, NVI)
Depois de lutar corporalmente com Jacá em Jaboque, Deus dá a Jacó um novo nome e um espinho na carne. Jacó se afasta mancando de seu encontro com Deus, com uma deficiência que o chama, durante o restante de sua vida, a viver como Israel (aquele que luta com Deus) e não como Jacó (aquele que trama/suplanta/engana). Jacó vai precisar de um lembrete. As próximos quatro ou cinco décadas, serão mais desafiadoras do que as duas anteriores passadas. Assim como Paulo precisava de seu “espinho” para lembrá-lo a confiar em Deus, Jacó vai precisar de seu próprio espinho.
Definidora como foi a experiência de Jaboque para Jacó, isto não apaga todas as suas velhas tendências. Assim como nós podemos experimentar nova direção com os nossos votos de batismo ou o nosso votos de casamento e, em seguida, passar a vida inteira aprendendo o significado de viver estes votos, Jacó tem à sua frente uma vida inteira nesta novidade de experiência de mudança de nome com Deus. Este capítulo e o próximo revelam os altos e baixos desse processo.
Como novo homem, Israel, ele se humilha perante Esaú (v. 3), faz restituição por seu furto de 20 anos antes (vs. 8-11), faz referências à sua noite de luta com Deus (v. 10), mostra consideração e proteção à sua família (vs. 13-14), e constrói um altar e declara Deus como o seu próprio, “O Deus de Israel” (v. 20). No entanto, como o velho, Jacó, os padrões profundamente arraigados vêm também à superfície. Ele exibe favoritismo na família (vs. 1-2), ele oferece presentes para Esaú mas nenhuma confissão de seu pecado contra ele (vs. 8-11), e promete se reunir a Esaú em Seir, mas em vez disto, dirige-se, em sentido oposto, a Siquém (vs. 14, 18-19). Velhos padrões são difíceis de se matar. Jacó recebeu o dom de Deus do manquejar – o seu espinho – seu lembrete para que confie em Deus. A história trágica de amanhã, no capítulo 34, parece ser uma indicação de Jacó esquecendo seu manquejar e pagando caro por isso.
Douglas Tilstra
Diretor de Liderança exterior e Educação
Universidade Adventista do Sul




Comentários bíblicos selecionados:


1-2 Os preparativos de viagem refletem as claras divisões e a hierarquia da família de Jacó (primeiro concubinas e filhos, seguidos por Lia e filhos, e, por fim, Raquel e José).
quatrocentos homens. Uma força de luta significante (Andrews Study Bible).

3-4 Jacó saudou a Esaú como um vassalo saúda seu patrono na cerimônia de uma corte real, com a consideração apropriada a um superior – observe as sete prostrações (prática comum no protocolo real do antigo Oriente Próximo, v. 3), a forma submissa de “um servo” (v.5) se dirigir ao seu “senhor” (vs. 10-11). Em contraste, Esaú saudou a Jacó como um irmão depois de uma longa separação (vs. 4, 9) (Bíblia de Genebra).


4 Os medos de Jacó mostram-se infundados. Deus não apenas trabalhou nele (32:22-32) mas também em Esaú  e o tinha abençoado (33:9). Lucas 15:20 descreve a uma cena familiar em linguagem comparável. Em hebraico, os termos que indicam o abraço dos irmãos soa similar a Jacó lutando com Deus (32:24-25) (Andrews Study Bible).


10 Jacó insistia em que Esaú aceitasse o presente porque era somente mediante tal aceitação que ele poderia certificar-se de que estava perdoado e que passaria a reinar a paz entre os dois (Bíblia Shedd).


12-16 Jacó não parece acreditar totalmente em Esaú, mas prefere depender da proteção de Deus (Andrews Study Bible).


17 Sucote significa “ramos”. Distava poucos quilômetros ao ocidente de Peniel e ao oriente do Jordão (Bíblia Shedd).


18 são e salvo, poderia ser traduzido por “em paz”. Pode ser que tenha referência ao voto que Jacó tinha feito (28.21) (Bíblia Shedd).
chegou… à cidade de Siquém. Ou chegou a Salém, uma cidade de Siquém (Bíblia NVI).
Jacó foi tentado pelas ricas pastagens de Siquém, sem pensar muito nem se preocupar com o caráter do povo dali, e mais tarde deve ter-se arrependido amargamente de sua decisão. Quantos pais crentes cometem engano semelhante! Primeiro, acampam-se perto do mundo, armando suas tendas com as portas naquela direção; a seguir, compram um lote de terreno, e por fim seus filhos contraem alianças que terminam em vergonha e desastre (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).


33.18 – 35.29 Esta seção final do “relato de Isaque”, como o final da seção do “relato de Abraão” (22.20-25.11), registra a transição dos patriarcados. Ela é estruturada de acordo com o itinerário de volta de Jacó à terra, destacando mortes em vários lugares (que, por sua vez, marcam a passagem da geração de Isaque) e importantes episódios no “relato”, tais como os pecados de Rúben, Simeão e levi (Bíblia de Genebra).


19 Siquém é, aqui, o filho de Hamor. Também era o nome da cidade onde Jacó comprara certa área de terra, subsequentemente outorgada a José que, ao que sabemos, foi ali sepultado (18 e Josué 24.32). A referida cidade ficava próxima ao sopé do monte Gerizim, cerca de 80 quilômetros ao norte de Jerusalém. Tinha sido o primeiro acampamento de Abraão dentro dos limites da Palestina (Gn 12.6), sendo, também, o local onde ficava o Poço de Jacó (cf Jo 4.6) e, ainda, o Carvalho de Moré, sob o qual, provavelmente, Jacó enterrara os deuses domésticos que Raquel furtara a Labão (35.4) (Bíblia Shedd).
cem peças de prata. 100 quesitas. Uma quesita era uma moeda de peso e valor desconhecidos (Bíblia NVI).


20 altar. A construção do altar é uma ligação importante com Noé, Abraão e Isaque (8:20; 12:7-8; 13:18; 22:9-10; 26:25; 35:7). Este é o primeiro altar que Jacó construiu (Andrews Study Bible).
O nome do altar em hebraico é El-Elehe-Israel e significa “Deus” (o Onipotente) é o Deus de Israel”. Este nome faz lembrar a nova relação estabelecida com Deus (cf 32.29) e marca o cumprimento do voto registrado em Gn 28.21 no sentido da glorificação a ser atribuída a Deus que se tinha manifestado tão poderoso em trazê-lo de volta, são e salvo, depois de vinte anos de ausência. Tenha-se em lembrança que também Abraão ali tenha erigido um altar ao Senhor (Gn 12.7) (Bíblia Shedd).





Gênesis 32 – sexta, 18.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
18 de maio de 2012, 2:00
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Também Jacó seguiu o seu caminho, e anjos de Deus lhe saíram a encontrá-lo.
2 Quando os viu, disse: Este é o acampamento de Deus. E chamou àquele lugar Maanaim.
3 Então, Jacó enviou mensageiros adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir, território de Edom,
4 e lhes ordenou: Assim falareis a meu senhor Esaú: Teu servo Jacó manda dizer isto: Como peregrino morei com Labão, em cuja companhia fiquei até agora.
5 Tenho bois, jumentos, rebanhos, servos e servas; mando comunicá-lo a meu senhor, para lograr mercê à sua presença.
6 Voltaram os mensageiros a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com ele.
7 Então, Jacó teve medo e se perturbou; dividiu em dois bandos o povo que com ele estava, e os rebanhos, e os bois, e os camelos.
8 Pois disse: Se vier Esaú a um bando e o ferir, o outro bando escapará.
9 E orou Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem;
10 sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos.
11 Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos.
12 E disseste: Certamente eu te farei bem e dar-te-ei a descendência como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar.
13 E, tendo passado ali aquela noite, separou do que tinha um presente para seu irmão Esaú:
14 duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros;
15 trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez touros; vinte jumentas e dez jumentinhos.
16 Entregou-os às mãos dos seus servos, cada rebanho à parte, e disse aos servos: Passai adiante de mim e deixai espaço entre rebanho e rebanho.
17 Ordenou ao primeiro, dizendo: Quando Esaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar: De quem és, para onde vais, de quem são estes diante de ti?
18 Responderás: São de teu servo Jacó; é presente que ele envia a meu senhor Esaú; e eis que ele mesmo vem vindo atrás de nós.
19 Ordenou também ao segundo, ao terceiro e a todos os que vinham conduzindo os rebanhos: Falareis desta maneira a Esaú, quando vos encontrardes com ele.
20 Direis assim: Eis que o teu servo Jacó vem vindo atrás de nós. Porque dizia consigo mesmo: Eu o aplacarei com o presente que me antecede, depois o verei; porventura me aceitará a presença.
21 Assim, passou o presente para diante dele; ele, porém, ficou aquela noite no acampamento.
22 Levantou-se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e transpôs o vau de Jaboque.
23 Tomou-os e fê-los passar o ribeiro; fez passar tudo o que lhe pertencia,
24 ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia.
25 Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem.
26 Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares.
27 Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.
28 Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
29 Tornou Jacó: Dize, rogo-te, como te chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali.
30 Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva.
31 Nasceu-lhe o sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa.
32 Por isso, os filhos de Israel não comem, até hoje, o nervo do quadril, na articulação da coxa, porque o homem tocou a articulação da coxa de Jacó no nervo do quadril.
Blog da Bíblia
Quando Deus entra na experiência humana, raramente é o que esperamos. Começando com Adão e Eva se encontrando com Deus depois do pecado, continuando com Caim conversando com Deus, Moisés na sarça ardente, o chamado de Jeremias para o ministério, ou os encontros de Deus com Jonas, Oséias, ou Zacarias, pai de João Batista – aparições de Deus geralmente surpreendem ou até mesmo desanimam as pessoas que se encontram com Deus em suas vidas diárias.
Claro que o melhor exemplo é o nascimento e vida de Jesus. Quando Deus entrou na experiência humana como um pobre criança camponesa, muito poucos notaram. À medida que crescia para a idade adulta, ele foi reconhecido, desdenhado e recebido oposição da maioria das pessoas que tinham uma boa razão para recebê-lo muito diferente.
Quando Deus entra em nossas vidas raramente é o que esperamos.
Jacó se encontrou com Deus em Betel 20 anos antes, em seu sonho da escada. Ele passou os próximos 20 anos lutando com Labão e as complicações das esposas infelizes. Agora, ele enfrenta retaliação certa do seu irmão furioso, Esaú.
Se alguma vez houve um tempo para Deus mostrar conforto e segurança, este parece ser o tempo. Quem poderia imaginar que Deus iria aparecer na vida de Jacob, neste momento, como um parceiro de luta? Não Jacó. De fato, durante a maior parte da longa noite de luta, Jacó provavelmente não tinha idéia de que ele lutava com Deus. Não foi senão quando quase próximo a amanhecer, quando Jacó estava quase totalmente esgotado e pronto para atirar-se sobre a misericórdia de Deus, que ele descobriu que tinha lutado (naquela noite e por toda a sua vida) não contra Esaú, nem Labão, nem qualquer outro oponente humano, mas contra o próprio Deus. As lutas de toda a sua vida entraram em foco e terminaram naquela manhã.
Ele estava pronto para receber um novo nome.
E você? Como Deus apareceu na sua vida? Quão bem você o tem reconhecido? Você tem entendido o que realmente foi lutar durante sua vida ou durante os tempos recentes mais difíceis?
 
Douglas Tilstra

Diretor de Liderança Exterior e Educação, Universidade Adventista do Sul

Comentários bíblicos selecionados:


1-32 Este é um capítulo chave na biografia de Jacó. Na luta com o Anjo de Deus, Jacó finalmente chega ao fim. Cheio de ansiedade e na perspectiva do encontro com Esaú, ele recebe encorajamento divino especial (Andrews Study Bible).

1 Esta palavra significa”duplo acampamento” ou “dupla hoste”, em referência a dois grupos de anjos, um que ia adiante dele e outro que o seguia (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
Do mesmo modo como os anjos lhe tinham aparecido por ocasião de sua viagem de exílio, aqui também, o Senhor lhe envia graciosamente Seus anjos para certificá-lo da presença divina, bem como da indispensável proteção em face do ameaçador encontro com Esaú (Bíblia Shedd).
Maanaim. Significa “dois acampamentos” e mais tarde se tornou cidade levítica em Gade (Jos. 13.26) bem como a capital temporária do reinado de Isbosete (2 Sam. 2:8-9). Note a forte ligação com Gên. 28:11-12, que marcou a saída de Jacó de Canaã (Andrews Study Bible).

3-8 Jacó fez tudo humanamente possível para preparar o caminho: o relatório que seus mensageiros trouxeram de volta, contudo, é confuso e aumenta a ansiedade de Jacó. A divisão do seu acampamento em dois é motivado pelo seu desejo de sobreviver e talvez como uma resposta à revelação divina em Maanaim (Andrews Study Bible).

4 Os mensageiros deviam traçar uma clara distinção entre “meu senhor Esaú” e “teu servo Jacó”. A tarefa deles era apaziguar Esaú, principalmente pela ênfase na humildade de Jacó – que era uma tácita admissão de seu erro – e no fato de que Jacó desistia de toda pretensão à herança. Ao salientar que estava voltando com grandes riquezas, JAcó não estava se gabando, mas deixando claro para Esaú que não retornara com o desejo de participar do patrimônio (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).

6 Se a inimizade de Esaú para com seu irmão havia se abrandado durante os anos, parece que ele nunca mencionou o fato para seus pais, e o resultado foi que Rebeca não tinha conseguido cumprir a promessa de mandar buscar Jacó (Gn 27:45). […] A razão de Esaú para encontrar Jacó com um grupo armado era, primeiro, impressionar o irmão com o devido respeito para com sua condição de superioridade; segundo, garantir um entendimento satisfatório; e terceiro, usar a força, se necessário, para salvaguardar seus próprios interesses. Em outras palavras, ele estava preparado para qualquer eventualidade (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).

9-12 A oração de Jacó clama pelas promessas divinas (v. 12) e expressa seus medos (Andrews Study Bible).

13-21 O presente de Jacó é muito grande e busca (1) sugerir a Esaú que Jacó não veio reclamar seu direito de primogenitura e (2) pacificar o irmão afastado (Andrews Study Bible).

22 O ribeiro do Jaboque ainda permanece como linha divisória na cadeia de montanhas de Gileade. Despeja suas águas no Kordão (no lado oriente) a 70 km ao sul da Galiléia e a cerca de 38 km ao norte do mar Morto (Bíblia Shedd).

24-29 De modo similar à sua saída de Canaã, Jacó se encontra sozinho novamente (28:11-22). Homem. O leitor é deixado a imagina a identidade do atacante. Os. 12:4 o identifica como “o Anjo”, enquanto Jacó o reconhece como “Deus” (v. 30) (Andrews Study Bible).
Pode ser que tal homem tivesse dado a Jacó a impressão de que se tratasse de espia vindo da parte de Esaú. Entretanto, no decorrer da luta ali travada, Jacó veio a compreender que aquele homem não era um simples mortal, pois se tratava de um emissário da parte de Deus (Bíblia Shedd).

25 O oponente desconhecido usou apenas a força de um ser humano em sua luta com Jacó. Pensando ter sido abordado por um inimigo mortal, Jacó lutou como o faria para salvar a própria vida. Mas, à medida que se aproximava a aurora, um único toque de força mais que humana foi suficiente para aleijar Jacó, e ele se deu conta de que seu antagonista era mais que humano (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).
O anjo poderia facilmente prevalecer sobre Jacó na pugna física ali travada. Transparece o fato de que o Senhor desejava que Jacó se Lhe rendesse de modo voluntário, corporal e espiritualmente, assim como se demonstrava predisposto a oferecer a Esaú suas riquezas. Mediante um golpe instantâneo, o Senhor o privara de qualquer capacidade de resistir. Assim Deus procede também para conosco. Deus há de elevar-nos até sua pessoa; isto, porém, Ele efetua tão somente depois de levar-nos aos extremos de nossas necessidades [capacidades]. Por causa da inveterada resistência que Lhe oferecemos, bem como da incapacidade que revelamos de sentir Sua mão paternal através da disciplina que nos é imposta, Ele tem de “tocar-nos” para reduzir-nos à impotência total, e, assim, fortalecer-nos na Sua graça ( 2 Co 12.9,10) (Bíblia Shedd).

28 O novo nome de Jacó (ver 35:10) marca uma mudança significante: o suplantador se tornou o superador e pode, agora, prover o nome certo para a nação do concerto. (Andrews Study Bible).
Não mais Jacó, “suplantador”, mas Israel, “Campeão com Deus”, pois que Jacó lutara (sarah) com Deus e com os homens, obtendo a vitória (Bíblia Shedd).
E sim Israel. Uma combinação de yisra[h], “ele luta” ou “ele governa”, de sarah, “lutar” ou “governar”, e ‘El, “Deus”. Sem a interpretação acompanhante dada pelo próprio Deus, o nome poderia ser traduzido “Deus luta” ou “Deus governa”. O significado pretendido e explicado por Deus, porém, é “ele luta com Deus”, “ele prevalece com Deus” ou “ele governa com Deus” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).

29 A revelação do nome de alguém era como um passo avantajado, no sentido de firmar-se uma amizade íntima e de estabelecer-se uma aliança mútua (Bíblia Shedd).

30 Jacó vê a face de Deus na absoluta escuridão da noite.Somente  as “costas” (Êx. 33.23), os “pés” (Êx. 24:10), a “forma” (Num. 12:8) de Deus podem ser vistas. “Peniel” (face de Deus) reflete a experiência de Jacó (Andrews Study Bible).
A minha vida foi salva. Isto é, “estou preservado e serei preservado”. Estas palavras ecoam a nova fé que Jacó encontrara. Ele tinha a certeza de que, o que quer que lhe acontecesse, contanto que fosse da vontade de Deus, uma mão divina o preservaria de todo o mal. Até as coisas que pareciam ser contra ele no momento em que ocorreram, demonstraram ser providenciais (Gn 42:36). Peniel foi o ponto decisivo na vida de Jacó (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).

31 Manquejava. Embora fisicamente manco, provavelmente para o resto da vida, mas com o espírito liberto, Jacó desfrutou as mais ricas bênçãos de Deus. Toda luta deixa cicatrizes. […] Até nosso Senhor Jesus Cristo leva as marcas do feroz conflito pelo qual passou quando esteve na Terra, e continuará a tê-las por toda a eternidade. Nossas marcas desaparecerão e erão esquecidas (2Co 4:17; Is 65:17). Ao passo que nossas cicatrizes são resultado da luta contra o eu, as marcas dos cravos nas mãos de Cristo sobrevieram através do conflito enfrentado com os poderes das trevas, em nosso favor (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).

32 articulação do quadril. …a frase diria “o nervo do quadril”. Os judeus ortodoxos se abstêm de comer essa porção de qualquer animal usado como alimento… Embora ela não seja mencionada em outra parte do AT, o Talmude judaico considera esse costume como uma lei cuja violação deve ser punida com açoites (Tratado Chulin, Mishnah, 7) (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.1).



Gênesis 31 – quinta, 17.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
17 de maio de 2012, 2:30
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Então, ouvia Jacó os comentários dos filhos de Labão, que diziam: Jacó se apossou de tudo o que era de nosso pai; e do que era de nosso pai juntou ele toda esta riqueza.
2 Jacó, por sua vez, reparou que o rosto de Labão não lhe era favorável, como anteriormente.
3 E disse o SENHOR a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e eu serei contigo.
4 Então, Jacó mandou vir Raquel e Lia ao campo, para junto do seu rebanho,
5 e lhes disse: Vejo que o rosto de vosso pai não me é favorável como anteriormente; porém o Deus de meu pai tem estado comigo.
6 Vós mesmas sabeis que com todo empenho tenho servido a vosso pai;
7 mas vosso pai me tem enganado e por dez vezes me mudou o salário; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal nenhum.
8 Se ele dizia: Os salpicados serão o teu salário, então, todos os rebanhos davam salpicados; e se dizia: Os listados serão o teu salário, então, os rebanhos todos davam listados.
9 Assim, Deus tomou o gado de vosso pai e mo deu a mim.
10 Pois, chegado o tempo em que o rebanho concebia, levantei os olhos e vi em sonhos que os machos que cobriam as ovelhas eram listados, salpicados e malhados.
11 E o Anjo de Deus me disse em sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui!
12 Ele continuou: Levanta agora os olhos e vê que todos os machos que cobrem o rebanho são listados, salpicados e malhados, porque vejo tudo o que Labão te está fazendo.
13 Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai desta terra e volta para a terra de tua parentela.
14 Então, responderam Raquel e Lia e lhe disseram: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai?
15 Não nos considera ele como estrangeiras? Pois nos vendeu e consumiu tudo o que nos era devido.
16 Porque toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te disse.
17 Então, se levantou Jacó e, fazendo montar seus filhos e suas mulheres em camelos,
18 levou todo o seu gado e todos os seus bens que chegou a possuir; o gado de sua propriedade que acumulara em Padã-Arã, para ir a Isaque, seu pai, à terra de Canaã.
19 Tendo ido Labão fazer a tosquia das ovelhas, Raquel furtou os ídolos do lar que pertenciam a seu pai.
20 E Jacó logrou a Labão, o arameu, não lhe dando a saber que fugia.
21 E fugiu com tudo o que lhe pertencia; levantou-se, passou o Eufrates e tomou o rumo da montanha de Gileade.
22 No terceiro dia, Labão foi avisado de que Jacó ia fugindo.
23 Tomando, pois, consigo a seus irmãos, saiu-lhe no encalço, por sete dias de jornada, e o alcançou na montanha de Gileade.
24 De noite, porém, veio Deus a Labão, o arameu, em sonhos, e lhe disse: Guarda-te, não fales a Jacó nem bem nem mal.
25 Alcançou, pois, Labão a Jacó. Este havia armado a sua tenda naquela montanha; também Labão armou a sua com seus irmãos, na montanha de Gileade.
26 E disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me lograste e levaste minhas filhas como cativas pela espada?
27 Por que fugiste ocultamente, e me lograste, e nada me fizeste saber, para que eu te despedisse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?
28 E por que não me permitiste beijar meus filhos e minhas filhas? Nisso procedeste insensatamente.
29 Há poder em minhas mãos para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pai me falou, ontem à noite, e disse: Guarda-te, não fales a Jacó nem bem nem mal.
30 E agora que partiste de vez, porque tens saudade da casa de teu pai, por que me furtaste os meus deuses?
31 Respondeu-lhe Jacó: Porque tive medo; pois calculei: não suceda que me tome à força as suas filhas.
32 Não viva aquele com quem achares os teus deuses; verifica diante de nossos irmãos o que te pertence e que está comigo e leva-o contigo. Pois Jacó não sabia que Raquel os havia furtado.
33 Labão, pois, entrou na tenda de Jacó, na de Lia e na das duas servas, porém não os achou. Tendo saído da tenda de Lia, entrou na de Raquel.
34 Ora, Raquel havia tomado os ídolos do lar, e os pusera na sela de um camelo, e estava assentada sobre eles; apalpou Labão toda a tenda e não os achou.
35 Então, disse ela a seu pai: Não te agastes, meu senhor, por não poder eu levantar-me na tua presença; pois me acho com as regras das mulheres. Ele procurou, contudo não achou os ídolos do lar.
36 Então, se irou Jacó e altercou com Labão; e lhe disse: Qual é a minha transgressão? Qual o meu pecado, que tão furiosamente me tens perseguido?
37 Havendo apalpado todos os meus utensílios, que achaste de todos os utensílios de tua casa? Põe-nos aqui diante de meus irmãos e de teus irmãos, para que julguem entre mim e ti.
38 Vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca perderam as crias, e não comi os carneiros de teu rebanho.
39 Nem te apresentei o que era despedaçado pelas feras; sofri o dano; da minha mão o requerias, tanto o furtado de dia como de noite.
40 De maneira que eu andava, de dia consumido pelo calor, de noite, pela geada; e o meu sono me fugia dos olhos.
41 Vinte anos permaneci em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas e seis anos por teu rebanho; dez vezes me mudaste o salário.
42 Se não fora o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque, por certo me despedirias agora de mãos vazias. Deus me atendeu ao sofrimento e ao trabalho das minhas mãos e te repreendeu ontem à noite.
43 Então, respondeu Labão a Jacó: As filhas são minhas filhas, os filhos são meus filhos, os rebanhos são meus rebanhos, e tudo o que vês é meu; que posso fazer hoje a estas minhas filhas ou aos filhos que elas deram à luz?
44 Vem, pois; e façamos aliança, eu e tu, que sirva de testemunho entre mim e ti.
45 Então, Jacó tomou uma pedra e a erigiu por coluna.
46 E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras. E tomaram pedras e fizeram um montão, ao lado do qual comeram.
47 Chamou-lhe Labão Jegar-Saaduta; Jacó, porém, lhe chamou Galeede.
48 E disse Labão: Seja hoje este montão por testemunha entre mim e ti; por isso, se lhe chamou Galeede
49 e Mispa, pois disse: Vigie o SENHOR entre mim e ti e nos julgue quando estivermos separados um do outro.
50 Se maltratares as minhas filhas e tomares outras mulheres além delas, não estando ninguém conosco, atenta que Deus é testemunha entre mim e ti.
51 Disse mais Labão a Jacó: Eis aqui este montão e esta coluna que levantei entre mim e ti.
52 Seja o montão testemunha, e seja a coluna testemunha de que para mal não passarei o montão para lá, e tu não passarás o montão e a coluna para cá.
53 O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de Isaque, seu pai.
54 E ofereceu Jacó um sacrifício na montanha e convidou seus irmãos para comerem pão; comeram pão e passaram a noite na montanha.
55 Tendo-se levantado Labão pela madrugada, beijou seus filhos e suas filhas e os abençoou; e, partindo, voltou para sua casa.
Bíblia Blog
A história de Jacó deixando Labão e indo para casa após 20 anos no exílio é uma história de “retorno” em muitos níveis. Jacob está retornando para casa, para Canaã. Ele está retornando para enfrentar Esaú e sua traição contra o próprio Esaú. Ele está retornando a Betel e o lugar que ele conheceu Deus quando ele entrou em exílio. Ele está retornando para a terra cheia de todas as promessas de Deus para ele e sua família. Mais importante ainda, Jacó está retornando a Deus e entrar em uma profunda confiança nEle, mais do que nunca.
Esta história ainda é marcado pelo medo, trapaças, roubo, mentira, raiva,acusações, discórdia familiar, e a fuga à dificuldade. Esta ainda é uma família problemática. No entanto, é uma família problemática com nova direção. Jacó não é mais tão passivo sobre as necessidades de sua família. Ele está agindo sobre o que ele ouve de Deus. Ele convida a Raquel e Lia para fazer parte da decisão de partir para Canaã. Quando ameaçado por Labão, Jacob é franco mas respeitosa de seu sogro. Os dois homens experimentam uma medida de reconciliação. Jacó está finalmente livre da influência do mal de Labão. Jacó em breve será libertado do mal interno que poluiu tanto de sua vida.
Jacó deixa Labão para enfrentar Esaú. Pouco percebe Jacó que antes de enfrentar o seu pior medo imaginável ​​(um enfurecido Esaú), ele irá enfrentar um terror inimaginável em Jaboque (luta face a face com Deus). Será o encontro decisivo de sua vida, o encontro que o renomeia e define a nação de Israel. Ele vai moldar a obra de Deus para a vida de Jacob e para as vidas de todos os que seguem atrás dele na fé.
Douglas Tilstra

Diretor de Liderança exterior e Educação, Universidade Adventista do Sul


Comentários bíblicos selecionados:

1-55 Em cumprimento à sua promessa em 28.15, O Senhor levou Jacó de volta à Terra Prometida com grande riqueza às custas e Labão e acima da oposição do mesmo (v. 42). Deus permaneceu firme às suas promessas, apesar das maquinações de Jacó e da idolatria pagã de sua casa (v. 19; 28.20) (Bíblia de Genebra).

1-3 Jacó “ouvia”, “reparou”, e, então, Deus falou. Todos os sentidos dispararam o alarme da mudança da situação. Os filhos de Labão, que aparecem pela primeira vez na história, reclamam do estrangeiro (Andrews Study Bible).

3 Torna à terra. A partida de Jacó e seus filhos de padã-Arã prenuncia o êxodo das doze tribos de Israel do Egito; eles vão em resposta a um chamado de Deus para adorar na terra de Canaã (vs. 3,13; cf Êx 3:13-18); eles despojam o inimigo de sua riqueza (v. 9; cf Êx 12:35-36); eles são perseguidos por forças superiores e salvos por intervenção divina (vs 21-42; cd Êx 14:5-31). Estes exemplos do Antigo testamento, por sua vez, apontam para a peregrinação do Novo Israel, a igreja (1Co 10-1-4) (Bíblia de Genebra).

4 Então, Jacó mandou vir. Jacó finalmente começou a responder a Deus com pronta obediência (cf 12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).

4-15 Esta é a primeira vez que Lia e Raquel concordam com um plano de ação. O retorno a Canaã não é somente uma necessidade (devido à alteração das condições), mas também uma resposta à ordem de Deus, que (como sempre) é seguida de uma promessa divina (ver 12:1-2) (Andrews Study Bible).

7 dez vezes. O número dez significava plenitude; Jacó talvez esteja deplorando a magnitude da desonestidade de Labão (Bíblia de Genebra).

9 Deus tomou. Através de seu comportamento desonesto para com Jacó, Labão ficou sujeito à maldições da aliança (12.3; 27.29) (Bíblia de Genebra).

15 consumiu tudo o que nos era devido. Esta frase ocorre em contextos sociais semelhantes nos textos mesopotâmicos de Nuzi (c. 1500 a.C). legalmente, pelo menos parte da compensação recebida pelo pai quando cedia a filha em casamento deveria ser dada à própria filha (Bíblia de Genebra).

17-21 Note a descrição completa da visão divina, comparada à breve visão no v. 3 (Andrews Study Bible).

19 ídolos do lar. Ídolos pequenos, portáteis, associados frequentemente com deuses ancestrais ou padroeiros. Estes ídolos domésticos eram muito importantes, e seu desaparecimento significava problemas. Uma vez que eles eram parte da herança, pode ser que Raquel os considerava como seu direito de herança – especialmente considerando que elas não tinham recebido nada (vs. 14-15) (Andrews Study Bible).
Os ídolos, que Raquel furtara, eram “Terafins”, ou “deuses domésticos”, pertencentes a Labão (cf 30). Os tabletes de Nuzi indicam que os “terafins” provavam então, que os possuidores eram os legítimos herdeiros. É provável que Labão não tivesse nenhum herdeiro varão ao tempo da vinda de Jacó para sua casa. Uma vez casado com suas filhas, Jacó deveria, naturalmente, ser admitido como filho adotivo e herdeiro. Entretanto, posteriormente nasceram filhos a Labão (31.1) e os costumes de então estabeleciam que os filhos tivessem precedência sobre os adotivos. Transparece, na descrição dos fatos, que Raquel estava determinada a tudo fazer no sentido de que se mantivessem os direitos do esposo e dos descendentes. Jacó estava na plena ignorância dos atos de Raquel. Ele deveria estar consciente do direito de primogenitura em sua própria família, isto é, de Isaque (Bíblia Shedd).

23 seus irmãos. Labão tinha superioridade militar [cf. v. 29] (Bíblia de Genebra).

24 veio Deus. Deus soberanamente protegeu Jacó, assim como tinha feito com Abraão (12.17; 20.3) e Isaque (26.8) (Bíblia de Genebra).

25-42 O diálogo entre Labão e Jacó é cheio de acusações e suposições. Labão foi muito longe para encontrar seus ídolos caseiros, mas não pôde encontrá-los devido à esperta ação de Raquel. De acordo com as leis posteriores sobre menstruação (Lev. 15:19-23), uma audiência judia poderia ver o humor implícito: Raquel, argumentando menstruação, estava, na verdade, ridicularizando estes deuses (Andrews Study Bible).

27 alegria… harpa. Novamente, Labão apelou para o costume (cf 29.26), desta vez reclamando que p ritual costumeiro de despedida não havia sido seguido (cf 24.60) (Bíblia de Genebra).

35 regras das mulheres. O período menstrual. A lei mosaica vai, mais adiante, especificar que as mulheres nessa condição eram cerimonialmente impuras (Lv 15.19-24). Assim como no cap. 27, o filho mais novo havia enganado seu pai (Bíblia de Genebra).


39 sofri o dano. De acordo com as leis antigas que especificavam as responsabilidades dos pastores, como as que estão no código de Hamurábi (c. 1750 a.C.), Jacó não deveria ser responsável pelas perdas (Bíblia de Genebra).

38-41 Jacó conseguiu excelente folha de serviços, como pastor de ovelhas. O Código de Amurabe (contemporâneo) estabelecia que o pastor teria de fornecer uma lista dos animais que lhe fossem confiados. Alguns poderiam ser usados para alimentação; ele não ficava responsável pelos que fossem devorados pelos leões ou mortos pelos raios. Do pastor, porém, esperava-se que devolvesse o rebanho com razoável incremento e que pagasse em dobro as ovelhas que se tivessem perdido por negligência. Os versículos que seguem ficam bem esclarecido em face do referido Código (Bíblia Shedd).

43-55 A despeito da atitude agressiva de Labão, Jacó e seu sogro entram em concerto que resolve a questão entre eles. Uma pedra é estabelecida como uma coluna (28:11, 18; 35:14,20), e uma pilha de pedras é juntada. Seu nome é incluído tento em aramaico (a provável língua de Labão) e em hebraico, para funcionar como testemunha (Andrews Study Bible).

42 O Temor de Isaque, ou “aquele que atemoriza Isaque” (Bíblia de Genebra).
O comportamento decisivo apresentado por Jacó em sua amarga argumentação, consistia em asseverar que Deus tinha pronunciado uma sentença e condenado os atos de Labão. Tal maneira de arrazoar levou Labão a propor o estabelecimento de uma aliança com Jacó (cf v. 44) (Bíblia Shedd).

43 tudo que vês é meu. A reivindicação de Labão mostra que o temos de Jacó era justificado (v. 31) (Bíblia de Genebra).

46 A antiga praxe de tomar uma refeição para firmar um compromisso é bem conhecida. Posteriormente, oferecia-se também um sacrifício, o qual se fazia acompanhar de uma festa de ação de graças (54). mediante a participação no sacrifício e os compromissos mutuamente assumidos, não se podia admitir nenhuma violação (cf também 26.30) (Bíblia Shedd).

47 Jegar-Saaduta, frase aramaica que significa “monte/pilha do testemunho”. Galeede [Gileade] é palavra hebraica equivalente (Bíblia Shedd).

49 Mispa, “posto de vigilância”. A ereção de uma coluna ou “monte” tinha por objetivo indicar que ficava estabelecida uma linha divisória através da qual nenhum dos compromissados haveria de passar com intuitos hostis (Bíblia Shedd).

50 tomares outras mulheres além delas. A família de Tera dava valor à estrutura familiar, em contraste com os cananeus (24.3-4; 26.34-35; 27.46; 28.9). Esta proibição era comumente encontrada em contratos de casamento do antigo Oriente Próximo (Bíblia de Genebra).

53 O Deus de Abrãao… Naor… pai. Labão, o pagão, aparentemente considerava o Deus de Abraão como um dos deuses de sua família. Tera, o pai de Abrão e Naor, foi provavelmente um adorador da lua em Ur (11.27; Js 24.14) (Bíblia de Genebra).

54 Irmãos nesta passagem poderá ter a significação de parentes próximos referindo-se, provavelmente, aos filhos de Labão. O termo “filhos” em hebraico (55) não raro inclui todos os filhos e, neste caso, os netos de Labão. Pelo menos nesta fuga, Jacó não deixara um parente ou irmão tão ofendido que precisaria temer por sua vida, como foi no caso de Esaú. Foi uma lição de fé para Jacó, ouvir como Deus tinha advertido a Labão para não vingar-se. Não foi a astúcia de Jacó, mas o cuidado de Deus que o salvara (29.31) (Bíblia Shedd).



Gênesis 30 – quarta, 16.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
16 de maio de 2012, 2:30
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morrerei.
2 Então, Jacó se irou contra Raquel e disse: Acaso, estou eu em lugar de Deus que ao teu ventre impediu frutificar?
3 Respondeu ela: Eis aqui Bila, minha serva; coabita com ela, para que dê à luz, e eu traga filhos ao meu colo, por meio dela.
4 Assim, lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu.
 5 Bila concebeu e deu à luz um filho a Jacó.
 6 Então, disse Raquel: Deus me julgou, e também me ouviu a voz, e me deu um filho; portanto, lhe chamou Dã.
 7 Concebeu outra vez Bila, serva de Raquel, e deu à luz o segundo filho a Jacó.
 8 Disse Raquel: Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer; chamou-lhe, pois, Naftali.
 9 Vendo Lia que ela mesma cessara de conceber, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó, por mulher.
10 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um filho.
11 Disse Lia: Afortunada! E lhe chamou Gade.
12 Depois, Zilpa, serva de Lia, deu o segundo filho a Jacó.
13 Então, disse Lia: É a minha felicidade! Porque as filhas me terão por venturosa; e lhe chamou Aser.
14 Foi Rúben nos dias da ceifa do trigo, e achou mandrágoras no campo, e trouxe-as a Lia, sua mãe. Então, disse Raquel a Lia: Dá-me das mandrágoras de teu filho.
15 Respondeu ela: Achas pouco o me teres levado o marido? Tomarás também as mandrágoras de meu filho? Disse Raquel: Ele te possuirá esta noite, a troco das mandrágoras de teu filho.
16 À tarde, vindo Jacó do campo, saiu-lhe ao encontro Lia e lhe disse: Esta noite me possuirás, pois eu te aluguei pelas mandrágoras de meu filho. E Jacó, naquela noite, coabitou com ela.
17 Ouviu Deus a Lia; ela concebeu e deu à luz o quinto filho.
18 Então, disse Lia: Deus me recompensou, porque dei a minha serva a meu marido; e chamou-lhe Issacar.
19 E Lia, tendo concebido outra vez, deu a Jacó o sexto filho.
20 E disse: Deus me concedeu excelente dote; desta vez permanecerá comigo meu marido, porque lhe dei seis filhos; e lhe chamou Zebulom.
21 Depois disto, deu à luz uma filha e lhe chamou Diná.
22 Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda.
23 Ela concebeu, deu à luz um filho e disse: Deus me tirou o meu vexame.
24 E lhe chamou José, dizendo: Dê-me o SENHOR ainda outro filho.
25 Tendo Raquel dado à luz a José, disse Jacó a Labão: Permite-me que eu volte ao meu lugar e à minha terra.
26 Dá-me meus filhos e as mulheres, pelas quais eu te servi, e partirei; pois tu sabes quanto e de que maneira te servi.
27 Labão lhe respondeu: Ache eu mercê diante de ti; fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti.
28 E disse ainda: Fixa o teu salário, que te pagarei.
29 Disse-lhe Jacó: Tu sabes como te venho servindo e como cuidei do teu gado.
30 Porque o pouco que tinhas antes da minha vinda foi aumentado grandemente; e o SENHOR te abençoou por meu trabalho. Agora, pois, quando hei de eu trabalhar também por minha casa?
31 Então, Labão lhe perguntou: Que te darei? Respondeu Jacó: Nada me darás; tornarei a apascentar e a guardar o teu rebanho, se me fizeres isto:
32 Passarei hoje por todo o teu rebanho, separando dele os salpicados e malhados, e todos os negros entre os cordeiros, e o que é malhado e salpicado entre as cabras; será isto o meu salário.
33 Assim, responderá por mim a minha justiça, no dia de amanhã, quando vieres ver o meu salário diante de ti; o que não for salpicado e malhado entre as cabras e negro entre as ovelhas, esse, se for achado comigo, será tido por furtado.
34 Disse Labão: Pois sim! Seja conforme a tua palavra.
35 Mas, naquele mesmo dia, separou Labão os bodes listados e malhados e todas as cabras salpicadas e malhadas, todos os que tinham alguma brancura e todos os negros entre os cordeiros; e os passou às mãos de seus filhos.
36 E pôs a distância de três dias de jornada entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão.
37 Tomou, então, Jacó varas verdes de álamo, de aveleira e de plátano e lhes removeu a casca, em riscas abertas, deixando aparecer a brancura das varas,
38 as quais, assim escorchadas, pôs ele em frente do rebanho, nos canais de água e nos bebedouros, aonde os rebanhos vinham para dessedentar-se, e conceberam quando vinham a beber.
39 E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listadas, salpicadas e malhadas.
40 Então, separou Jacó os cordeiros e virou o rebanho para o lado dos listados e dos pretos nos rebanhos de Labão; e pôs o seu rebanho à parte e não o juntou com o rebanho de Labão.
41 E, todas as vezes que concebiam as ovelhas fortes, punha Jacó as varas à vista do rebanho nos canais de água, para que concebessem diante das varas.
42 Porém, quando o rebanho era fraco, não as punha; assim, as fracas eram de Labão, e as fortes, de Jacó.
43 E o homem se tornou mais e mais rico; teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos.
Comentários bíblicos selecionados:
1-43 Este capítulo faz parte de uma unidade que se inicia em 29:31 e acaba em 30:24. Relata o nascimento dos doze filhos de Jacó e provê uma explicação para algumas das tensões e pressões que a família de Jacó (e especialmente seus filhos) experimentaram. Como em todo o VT, a dádiva de ter filhos é claramente ligada à ação divina. Os nomes de cada criança era dado pela respectiva esposa, que não era sempre a mãe biológica, mas que recebia a criança de sua serva como seu próprio (Andrews Study Bible).
1 senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, mais tarde, ela morre durante um parto (35.16-18) (Bíblia de Genebra).

2 Acaso, estou em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa sem filhos (25.21) (Bíblia de Genebra).

3 ao meu colo. Lit. “joelhos”. Os joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa (Bíblia de Genebra).

6 de Bila,  – um juiz. Raquel exclamou: “Deus me julgou e também me ouviu a voz e me deu um filho” (heb danani) (Bíblia Shedd).

8 Naftali – Lutando. Raquel disse: “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer”. (heb niphtalta) (Bíblia Shedd).

10,11 De Zilpa, Gade – Boa sorte. Lia disse: “Afortunada!” e lhe chamou Gade (gad) (Bíblia Shedd).

13 Aser – Felicidade. Lia disse: “É minha felicidade” (Bíblia Shedd).

14-16 As obrigações matrimoniais de Jacó são negociadas entre as duas esposas, transformando o patriarca em um ator passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Ruben, o primogênito de Lia, descobriu no campo, tendo em vista que elas eram consideradas como promotoras de capacidades sexuais (Cantares 7:13). Lia somente deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel, relutantemente, concedeu (Andrews Study Bible).
As mandrágoras estavam associadas com o amor. A superstição popular admitia-as com antídoto contra a esterilidade. A barganha efetuada por Raquel não lhe proporcionara o resultado almejado. O v. 22 mostra ser Deus, e não a mágica ou a superstição humana, que promove a fertilidade (Bíblia Shedd).
Às vezes chamada de “maçã do amor”,  (Bíblia de Genebra).

16 aluguei. Um dos termos chaves da história de Jacó, descrevendo em um nível comercial a interação entre pessoas. Mesmo a sexualidade pode ser “alugada”, um tema que reaparece na história de Judá e Tamar (38:15-19) (Andrews Study Bible).
16-18 De Lia, Issacar – Alugar. Lia disse: “Deus me recompensou” (heb secari) (Bíblia Shedd).

20 Zebulom – Honra. “Deus me deu excelente dote, agora permanecerá comigo meu marido” (zebelani) (Bíblia Shedd).
Como diz um velho ditado espanhol: “Cem gramas de mãe valem o mesmo que meio quilo de clérigos”. A influência de Lia sobre seus filhos, a julgar pela vida que eles tiveram depois, não foi algo muito positivo. E mais ainda, sendo Jacó como era, as chances de eles realizarem os mais altos ideais eram mínimas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

22-24 A gravidez de Raquel aparece como surpresa ao leitor. Deus Se lembra (19:29; Êx. 2:24; 6:5), e coisas acontecem. Foi após o nascimento de José que Jacó começa a planejar o seu retorno a Canaã (Andrews Study Bible).
De Raquel, José – “Dê-me o Senhor ouro filho! Deus tirou-me o vexame (‘asaph) – que o Senhor me acrescente (yoseph) outro filho”. Benjamin – Filho da mão direita. Raquel, que viera a falecer ao dá-lo à luz, pôs-lhe o nome de Benoni (filho de minha dor). Jacó chamou-lhe Benjamim, como indício da posição que viera a desfrutar (Gn 35) (Bíblia Shedd).

27 Tenho experimentado. Ou, “descobri por presságio”. Muitos textos extrabíblicos da mesopotâmia falam da prática de adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10,14). Observando a boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da adivinhação (31.19) (Bíblia de Genebra).
A negação de Labão ao pedido de Jacó é baseado em adivinhação (“tenho experimentado”), uma forma de conhecimento e entendimento da vontade dos deuses. Isto era estritamente proibido em Israel (Lev. 19:26; Deut. 18:10, 14) (Andrews Study Bible).
O testemunho de Labão a propósito da bênção que lhe adviera por causa de Jacó evidencia o cumprimento da promessa de Deus em Betel (28.14). A palavra que aí vem traduzida como “experimentado” pode significar, também, “adivinhado”, isto é, obtida informação através de práticas próprias ao “ocultismo”. Na verdade, Jacó estava estipulando salário muito módico, visto que as ovelhas orientais eram, quase todas, brancas, enquanto os cabritos eram normalmente pretos. Parece que Jacó deliberara, assim, em confiar que Deus havia de prover todas as coisas nos termos da bênção anunciada. Deus o fez de modo admirável! (Bíblia Shedd).

31-34 Noa antigo Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele, Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos, não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não comum (vs. 37-38, 41-42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11-12) (Bíblia de Genebra).

35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção sobrenatural sobre ele (Bíblia de Genebra).

43 O aumento das riquezas de Jacó são resultado de suas capacidades de observação, o manejo de métodos básicos de acasalamento e, acima de tudo, das bênçãos de Deus (Andrews Study Bible).
Deus abençoou os rebanhos de Jacó em detrimento de Labão, apesar da indesculpável astúcia de ambos. Jacó parecia estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31 – 30.24; 31.9) (Bíblia de Genebra).
Pouco há nessa história que seja elogioso para Jacó, e entre ele e Labão não há muita diferença. São bem dignos um do outro, com uma ressalva, Jacó superava o outro em astúcia. O herdeiro das promessas (Jacó) age para com o filho deste mundo (Labão) de maneiras que os homens mais honrados se recusariam a adotar. Chegamos a apiedar-nos de Labão, que nunca vira uma escada com anjos… [… ] Mas não há muitos que professam ser cristãos e que estão representando hoje, o papel de Jacó? […] Jacó está destinado a passar através do fogo das provações, por meio do qual a escória será consumida e sua alma ficará branca e pura (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).



Gênesis 29 – terça, 15.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
15 de maio de 2012, 12:12
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Pôs-se Jacó a caminho e se foi à terra do povo do Oriente.
2 Olhou, e eis um poço no campo e três rebanhos de ovelhas deitados junto dele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia grande pedra que tapava a boca do poço.
3 Ajuntavam-se ali todos os rebanhos, os pastores removiam a pedra da boca do poço, davam de beber às ovelhas e tornavam a colocá-la no seu devido lugar.
4 Perguntou-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? Responderam: Somos de Harã.
5 Perguntou-lhes: Conheceis a Labão, filho de Naor? Responderam: Conhecemos.
6 Ele está bom? Perguntou ainda Jacó. Responderam: Está bom. Raquel, sua filha, vem vindo aí com as ovelhas.
7 Então, lhes disse: É ainda pleno dia, não é tempo de se recolherem os rebanhos; dai de beber às ovelhas e ide apascentá-las.
8 Não o podemos, responderam eles, enquanto não se ajuntarem todos os rebanhos, e seja removida a pedra da boca do poço, e lhes demos de beber.
9 Falava-lhes ainda, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porque era pastora.
10 Tendo visto Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, chegou-se, removeu a pedra da boca do poço e deu de beber ao rebanho de Labão, irmão de sua mãe.
11 Feito isso, Jacó beijou a Raquel e, erguendo a voz, chorou.
12 Então, contou Jacó a Raquel que ele era parente de seu pai, pois era filho de Rebeca; ela correu e o comunicou a seu pai.
13 Tendo Labão ouvido as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou para casa. E contou Jacó a Labão os acontecimentos de sua viagem.
14 Disse-lhe Labão: De fato, és meu osso e minha carne. E Jacó, pelo espaço de um mês, permaneceu com ele.
15 Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir-me de graça? Dize-me, qual será o teu salário?
16 Ora, Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel, a mais moça.
17 Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante.
18 Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por tua filha mais moça, Raquel.
19 Respondeu Labão: Melhor é que eu ta dê, em vez de dá-la a outro homem; fica, pois, comigo.
20 Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.
21 Disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, pois já venceu o prazo, para que me case com ela.
22 Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar e deu um banquete.
23 À noite, conduziu a Lia, sua filha, e a entregou a Jacó. E coabitaram.
24 (Para serva de Lia, sua filha, deu Labão Zilpa, sua serva.)
25 Ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste?
26 Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra, dar-se a mais nova antes da primogênita.
27 Decorrida a semana desta, dar-te-emos também a outra, pelo trabalho de mais sete anos que ainda me servirás.
28 Concordou Jacó, e se passou a semana desta; então, Labão lhe deu por mulher Raquel, sua filha.
29 (Para serva de Raquel, sua filha, deu Labão a sua serva Bila.)
30 E coabitaram. Mas Jacó amava mais a Raquel do que a Lia; e continuou servindo a Labão por outros sete anos.
31 Vendo o SENHOR que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril.
32 Concebeu, pois, Lia e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben, pois disse: O SENHOR atendeu à minha aflição. Por isso, agora me amará meu marido.
33 Concebeu outra vez, e deu à luz um filho, e disse: Soube o SENHOR que era preterida e me deu mais este; chamou-lhe, pois, Simeão.
34 Outra vez concebeu Lia, e deu à luz um filho, e disse: Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos; por isso, lhe chamou Levi.
35 De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o SENHOR. E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz.
Comentários bíblicos selecionados:
13 A apressada recepção de Labão é similar a 24:29. Talvez ele esperasse encontrar outro rico representante da família de Abraão, pronto a pagar um significante preço pela noiva. Contudo, ele apenas encontrou um jovem fugitivo. Não é claro se Jacó contou ao seu tio a história completa de sua saída da casa de seus pais (Andrews Study Bible).
18-20 O amor de Jacó por Raquel fez os sete anos passarem rapidamente. O salário de um trabalhador durante o período da Antigo Babilônia era apenas um shekel/siclo por mês, ea oferta de Jacó era de, aproximadamente, 84 shekels (12 shekels x 7 anos). Mesmo em casamentos forçados centenas de anos após, o preço da noiva para uma mulher violada era de 50 shekels (Deut. 22:29). Portanto, a oferta de Jacó era generosa (Andrews Study Bible).
Que toque de poesia, tanto do velho mundo quanto do novo, nas palavras do versículo 20! Quando o amor é soberano, o tempo é curtpissimo, o trabalho nunca é pesado, a distância nunca é longa; não há sacrifício impossívrl! Ah, se amássemos o Senhor assim de modo que os fardos da vida pudessem parecer leves e durar apenas um instante, tanto para um trabalho missionário que passasse longos anos no campo como para um inválido condenado a uma vida de dor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

23 Do mesmo modo como Jacó tinha passado por Esaú num momento sério, também labão persuadiu a Lia no sentido de passar por Raquel, num instante não menos significativo (Bíblia Shedd).
27 Decorrida a semana, refere-se ao período da festa do casamento que, usualmente, durava por sete dias (cf Jz 14.12). […] A … lei mosaica proíbe o casamento, ao mesmo tempo, com duas irmãs (Lv 18.18) (Bíblia Shedd).
28 O casamento de Raquel aconteceu como um anticlímax, particularmente considerando que não é mencionada nenhuma festa de casamento. A preferência de Jacó por Raquel (v. 30) é a semente de muita luta familiar. Nas descrições das dificuldades familiares nos capítulos seguintes, o autor de Gênesis demonstra os inevitáveis resultados da poligamia (Andrews Study Bible).
31 Desprezada. (lit “odiada”) deve ser compreendido em sentido relativo, isto é, comparando-se com a intensidade do amor que dotava a Raquel (cf Ml 1.3 e Lc 14.26). Freqüentemente se verifica o fato que, mediante a providência divina, àqueles que têm falta de certos predicados sobejam, relativamente, outros que, não raro, lhes compensam aquela falta (Bíblia Shedd).
32 Os nomes dos filhos de Jacó provêm de sentimentos que lhes ficavam associados por ocasião do nascimento. De Lia, RúbenEis um filho! “O Senhor atentou para minha aflição” (Bíblia Shedd).
33 Simeão – Ouvindo. “Soube o Senhor que eu era preterida” (heb shamai – que eu sou odiada) (Bíblia Shedd).
34 Levi – Unido. “Desta vez se unirá mais a mim meu marido” (heb hillaweh) (Bíblia Shedd).
35 Judá – Possa Deus ser louvado. “Esta vez louvarei ao Senhor” (heb ‘odeh) (Bíblia Shedd).



Gênesis 28 – segunda, 14.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
14 de maio de 2012, 2:30
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Gênesis 28
1 Isaque chamou a Jacó e, dando-lhe a sua bênção, lhe ordenou, dizendo: Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã.
2 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma lá por esposa uma das filhas de Labão, irmão de tua mãe.
3 Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça fecundo, e te multiplique para que venhas a ser uma multidão de povos;
4 e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que possuas a terra de tuas peregrinações, concedida por Deus a Abraão.
5 Assim, despediu Isaque a Jacó, que se foi a Padã-Arã, à casa de Labão, filho de Betuel, o arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.
6 Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó e o enviara a Padã-Arã, para tomar de lá esposa para si; e vendo que, ao abençoá-lo, lhe ordenara, dizendo: Não tomarás mulher dentre as filhas de Canaã;
7 e vendo, ainda, que Jacó, obedecendo a seu pai e a sua mãe, fora a Padã-Arã;
8 sabedor também de que Isaque, seu pai, não via com bons olhos as filhas de Canaã,
9 foi Esaú à casa de Ismael e, além das mulheres que já possuía, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nebaiote.
10 Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Harã.
11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir.
12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13 Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência.
14 A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.
15 Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.
16 Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.
17 E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus.
18 Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite.
19 E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel.
20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista,
21 de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus;
22 e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.
Comentários selecionados:
3 Deus Todo-Poderoso.  Literalmente, El-Shaddai (Bíblia Shedd).
4 A bênção de Abraão transmitida a Isaque que, por seu turno, a comunicou a Jacó, é novamente proferida. Parece que Isaque veio a concordar com a revelação de que Jacó, e não Esaú, haveria de ser o veículo da promessa divina (Bíblia Shedd).
5 Era necessário que [Jacó] fosse afastado da influência da sua mãe e levado a um mundo mais amplo, onde, através da dor e das frustrações, ele se tornasse um príncipe de Deus. Muitas vezes nosso ninho se rompe para que aprendamos a voar (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
6-9 A decisão de Esaú de se casar dentro da linhagem de Abraão através de Ismael demonstra sua falta de compreensão da descendência da promessa. Ele buscou casamento no ramo errado da linhagem (Andrews Study Bible).
Agindo por rivalidade contra seu irmão (v.6) e por um desejo de agradar a seu pai (v. 8), Esaú buscou uma nova esposa entre seus parentes, a família de Ismael (v. 9). Até mesmo nesta tentativa de agradar faltou-lhe percepção espiritual, porque Ismael era a descendência natural rejeitada de Abraão (17.18-21; 21.12-13) (Bíblia de Genebra).
11 fê-la seu travesseiro. Este termo hebraico é traduzido como “à sua cabeça”, em 1Sm 26.7. Ao invés de servir como travesseiro, a pedra pode ter protegido sua cabeça (Bíblia de Genebra).
12 A visão de Jacó tinha o propósito de certificá-lo do interesse divino a seu respeito (Bíblia Shedd).
O sonho de Jacó de um lugar de encontro entre céu e terra prenuncia Jesus Cristo, o Deus-Homem que reúne céu e terra (Jo 1.51). Através de Cristo, o “único mediador entre Deus e os homens” (1 Tm 2.5), temos acesso ao Pai (Ef 2.18) (Bíblia de Genebra).
O movimento das marés e a circulação do sangue não são mais regulatres do que a comunicação entre o céu e a terra (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
13 Perto dele estava o SENHOR. Ou, Acima dela [da escada] (Bíblia NVI).
15 onde quer que fores. Em contraste com as deidades pagãs, cujo poder se pensava estar ligado a certas localidades (Bíblia de Genebra).
Até cumprir. O hebraico significa apenas que a promessa se cumprirá, não que será mudada depois de seu cumprimento (Bíblia de Genebra).
17 casa de Deus. Heb. “Bethel”, que mais tarde se tornou um santuário idólatra durante o tempo do reino dividido (Andrews Study Bible).
18 coluna. Um testemunho e monumento chamando a atenção para a importância do lugar (cf. 31.45-59).
Entornou azeite. Um ato de consagração (35.14; Êx 40.9; 2Sm 1.21) (Bíblia de Genebra).
20 voto. Votos eram condicionais, enquanto juramentos não o são. O voto de Jacó reaparece em pontos cruciais desta história (31:13; 35:1-3,7) (Andrews Study Bible).
22 dízimo. A segunda referência (14:20) no Gênesis a dizimar, antes da outorga da lei específica (Lev. 27:30-33; Deut. 14:22-29) (Andrews Study Bible).



Gênesis 27 – domingo, 13.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
13 de maio de 2012, 0:51
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Versão Almeida Revista e Atualizada
1 Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: Meu filho! Respondeu ele: Aqui estou!
2 Disse-lhe o pai: Estou velho e não sei o dia da minha morte.
3 Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,
4 e faze-me uma comida saborosa, como eu aprecio, e traze-ma, para que eu coma e te abençoe antes que eu morra.
5 Rebeca esteve escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho. E foi-se Esaú ao campo para apanhar a caça e trazê-la.
6 Então, disse Rebeca a Jacó, seu filho: Ouvi teu pai falar com Esaú, teu irmão, assim:
7 Traze caça e faze-me uma comida saborosa, para que eu coma e te abençoe diante do SENHOR, antes que eu morra.
8 Agora, pois, meu filho, atende às minhas palavras com que te ordeno.
9 Vai ao rebanho e traze-me dois bons cabritos; deles farei uma saborosa comida para teu pai, como ele aprecia;
10 levá-la-ás a teu pai, para que a coma e te abençoe, antes que morra.
11 Disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Esaú, meu irmão, é homem cabeludo, e eu, homem liso.
12 Dar-se-á o caso de meu pai me apalpar, e passarei a seus olhos por zombador; assim, trarei sobre mim maldição e não bênção.
13 Respondeu-lhe a mãe: Caia sobre mim essa maldição, meu filho; atende somente o que eu te digo, vai e traze-mos.
14 Ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez uma saborosa comida, como o pai dele apreciava.
15 Depois, tomou Rebeca a melhor roupa de Esaú, seu filho mais velho, roupa que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho mais novo.
16 Com a pele dos cabritos cobriu-lhe as mãos e a lisura do pescoço.
17 Então, entregou a Jacó, seu filho, a comida saborosa e o pão que havia preparado.
18 Jacó foi a seu pai e disse: Meu pai! Ele respondeu: Fala! Quem és tu, meu filho?
19 Respondeu Jacó a seu pai: Sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me ordenaste. Levanta-te, pois, assenta-te e come da minha caça, para que me abençoes.
20 Disse Isaque a seu filho: Como é isso que a pudeste achar tão depressa, meu filho? Ele respondeu: Porque o SENHOR, teu Deus, a mandou ao meu encontro.
21 Então, disse Isaque a Jacó: Chega-te aqui, para que eu te apalpe, meu filho, e veja se és meu filho Esaú ou não.
22 Jacó chegou-se a Isaque, seu pai, que o apalpou e disse: A voz é de Jacó, porém as mãos são de Esaú.
23 E não o reconheceu, porque as mãos, com efeito, estavam peludas como as de seu irmão Esaú. E o abençoou.
24 E lhe disse: És meu filho Esaú mesmo? Ele respondeu: Eu sou.
25 Então, disse: Chega isso para perto de mim, para que eu coma da caça de meu filho; para que eu te abençoe. Chegou-lho, e ele comeu; trouxe-lhe também vinho, e ele bebeu.
26 Então, lhe disse Isaque, seu pai: Chega-te e dá-me um beijo, meu filho.
27 Ele se chegou e o beijou. Então, o pai aspirou o cheiro da roupa dele, e o abençoou, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou;
28 Deus te dê do orvalho do céu, e da exuberância da terra, e fartura de trigo e de mosto.
29 Sirvam-te povos, e nações te reverenciem; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; maldito seja o que te amaldiçoar, e abençoado o que te abençoar.
30 Mal acabara Isaque de abençoar a Jacó, tendo este saído da presença de Isaque, seu pai, chega Esaú, seu irmão, da sua caçada.
31 E fez também ele uma comida saborosa, a trouxe a seu pai e lhe disse: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para que me abençoes.
32 Perguntou-lhe Isaque, seu pai: Quem és tu? Sou Esaú, teu filho, o teu primogênito, respondeu.
33 Então, estremeceu Isaque de violenta comoção e disse: Quem é, pois, aquele que apanhou a caça e ma trouxe? Eu comi de tudo, antes que viesses, e o abençoei, e ele será abençoado.
34 Como ouvisse Esaú tais palavras de seu pai, bradou com profundo amargor e lhe disse: Abençoa-me também a mim, meu pai!
35 Respondeu-lhe o pai: Veio teu irmão astuciosamente e tomou a tua bênção.
36 Disse Esaú: Não é com razão que se chama ele Jacó? Pois já duas vezes me enganou: tirou-me o direito de primogenitura e agora usurpa a bênção que era minha. Disse ainda: Não reservaste, pois, bênção nenhuma para mim?
37 Então, respondeu Isaque a Esaú: Eis que o constituí em teu senhor, e todos os seus irmãos lhe dei por servos; de trigo e de mosto o apercebi; que me será dado fazer-te agora, meu filho?
38 Disse Esaú a seu pai: Acaso, tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me, também a mim, meu pai. E, levantando Esaú a voz, chorou.
39 Então, lhe respondeu Isaque, seu pai: Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, e sem orvalho que cai do alto.
40 Viverás da tua espada e servirás a teu irmão; quando, porém, te libertares, sacudirás o seu jugo da tua cerviz.
41 Passou Esaú a odiar a Jacó por causa da bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e disse consigo: Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.
42 Chegaram aos ouvidos de Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; ela, pois, mandou chamar a Jacó, seu filho mais moço, e lhe disse: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, resolvendo matar-te.
43 Agora, pois, meu filho, ouve o que te digo: retira-te para a casa de Labão, meu irmão, em Harã;
44 fica com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão,
45 e cesse o seu rancor contra ti, e se esqueça do que lhe fizeste. Então, providenciarei e te farei regressar de lá. Por que hei de eu perder os meus dois filhos num só dia?
46 Disse Rebeca a Isaque: Aborrecida estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar esposa dentre as filhas de Hete, tais como estas, as filhas desta terra, de que me servirá a vida?
Comentários bíblicos selecionados:
1-46 Uma das palavras chave para a história cheia de suspense é “abençoar”, que aparece mais de 20 vezes. A história de bênção é, contudo, uma parte do esquema maior de controle, fraude e mal orientado amor paterno. É também uma reflexão da reduzida comunicação entre Isaque e Rebeca, que pareciam seguir suas próprias prioridades (Andrews Study Bible).
Esse capítulo narra um triste episódio na história da família escolhida. Esaú é o único caráter que provoca a simpatia geral. Isaque parece ter-se afundado numa senilidade precoce. Chega a ser difícil acreditar que aquele que carregou a lenha para o holocausto no monte Moriá, e se havia submetido de forma tão absoluta à vontade divina, viesse a tornar-se tão forte sensualista. Para ele só importava a satisfação dos sentidos. Talvez isso fosse devido à sua prosperidade e à vida tranquila que levava. Afinal de contas, é melhor ter uma vida intensa, com sua difícil escalada, do que descansar na indolência do vale. O direito de primogenitura já havia sido prometido a Jacó, e ele não precisaria buscá-la por meio de fraude. E Rebeca também agiu erradamente ao enganar o marido, mostrar parcialidade em relação aos filhos e agir indignamente. Quem poderia esperar que de uma família assim Deus iria levantar os líderes religiosos do mundo! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
O tema do conflito familiar entre os pais e entre os gêmeos agora se manifesta cabalmente na busca de bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf 25.23) e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebou o seu juramento (27.5) e Jacó mentiu abertamente (27.19-20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas consequências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8) e Isaque vive, a partir de então, sem grande significado (35.28). Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf. 24-2-4) e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf 25.23) (Bíblia de Genebra).
1 Isaque contava já com 137 anos de idade e deve ter admitido que a morte lhe estava próxima, embora, na realidade, tivesse vivido até os cento e oitenta anos (Bíblia Shedd).
4 comida saborosa, como eu aprecio. Esta propensão de Isaque para as coisas materiais estava na raiz deste conflito (VS 18-27; 25.27-28)(Bíblia de Genebra).
11-12 Jacó não tinha dúvidas sobre a moralidade do plano, mas apenas sobre sua possibilidade (Bíblia de Genebra).
13 Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra da promessa (25.23) que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina (Bíblia Shedd).
15 Jacó foi mais tarde enganado por roupas (37.31-33) (Bíblia de Genebra).
18-27a O diálogo entre pai e filho é uma cena dramática de meias verdades e mentiras completas. O beijo antes do recebimento da bênção (VS 26-27) era uma parte comum da cerimônia de despedida (48:10; 50:1) e é uma outra chance para que Isaque descubra o esquema mentiroso. O leitor é lembrado de outro famoso beijo de traição (Lucas 22:47-48) (Andrews Study Bible).
20 Notemos como uma mentira conduz a outra! São muito poucos os que se enveredam pelo caminho da fraude e que ficam só na primeira mentira; e como é terrível acrescentar à mentira uma blasfêmia, como quando ele disse que Deus mandara a caça ao seu encontro. Lutero se admira de que Jacó tenha tido o descaramento de fazer aquilo, acrescentando: “É muito provável que eu saísse correndo apavorado e deixasse o prato cair” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22 Um dia, Faraó iria desejar ser abençoado por aquelas mãos fraudulentas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
27b-29 A bênção é pronunciada de forma poética e contém imagens referenciando as preferências de ambos os filhos (campos abertos e fazendas) (Andrews Study Bible).
27 A bênção se distingue da primogenitura por ser mais espiritual. Era a invocação paterna do favor divino sobre o filho. Neste caso, a súplica de Isaque no sentido de que Jacó recebesse a promessa que Deus fizera mediante Abraão e o próprio Isaque, de que seria uma bênção e portador de bênçãos para o mundo, era algo de caráter espiritual, para o que, Esaú jamais estaria capacitado, e, mesmo Jacó, teria de passar pela disciplina especial de Deus (Bíblia Shedd).
28 Nesta parte do mundo, onde são escassas as chuvas, o orvalho é de extrema importância para propiciar o crescimento da vegetação e a fertilidade da terra, sendo, port consequência, objeto de muitas referências a ele como se fosse uma prova de bênção (cf Deut 23.123-18; Os 14.5 e Zc 8.12) (Bíblia Shedd).
33 estremeceu… de violenta comoção. O verbo geralmente expressa medo intenso (42:28; Êx. 19:16) mas é usado aqui numa estrutura gramatical e expressa maior intensificação. Isaque está em pânico (Andrews Study Bible).
e ele será abençoado. As bênçãos (como as maldições), uma vez pronunciadas, são eficazes e irrevogáveis (Bíblia de Jerusalém).
34-38 As lágrimas de Esaú são devidas a sua frustração e sua imensa raiva (Andrews Study Bible).
35 A bênção era uma maneira pela qual se expressava a última vontade, considerada de obrigação permanente, embora apenas proferida oralmente (Bíblia Shedd).
36 A reclamação de Esaú é marcada pelo uso de duas palavras de sons parecidos: bekorah “direito de primogenitura” e berakah “bênção” – e ambas foram roubadas por Jacó (ver 25:26) (Andrews Study Bible).
37 que me será dado fazer-te agora, meu filho. Embora Isaque soubesse que Deus havia escolhido a Jacó, ele tinha pretendido dar tudo a Esaú (Bíblia de Genebra).
39-40 A bênção de Isaque para Esaú não é muito encorajadora (Andrews Study Bible).
41 Este capítulo ensina claramente que: 1) Não é da vontade de Deus que façamos o mal, esperando que disso advenha o bem (Rm 6.1,2); 2) Esteja-se certo de que o pecado acha o pecador (Nm 32.23), pois todos os envolvidos que pecaram sofreram amargamente; 3) Andemos na luz como Ele na luz está (1 Jo 1.7); 4) O Senhor reina (Is 40.25-28) (Bíblia Shedd).
43 Dotada sempre de surpreendentes recursos e determinação de ânimo, Rebeca arquitetou um plano para salvar a vida de Jacó, em face da ira mortal evidente em Esaú. Ela conseguiu convencer a Jacó de que um curto exílio em Harã seria suficiente para amainar o ódio de Esaú. Conseguiu, também, convencer a Isaque, lembrando-lhe que de Harã viera sua esposa e de quão grandes tristezas lhe tinham acarretado as mulheres de Esaú (46). Dificilmente poderia ocorrer a Rebeca a dura realidade de que aquela seria a última vez que ia ver seu filho predileto (Bíblia Shedd).
45 providenciarei e te farei regressar. Jacó ficaria ausente durante vinte anos (31.38); Rebeca nunca mais viu seu filho (Bíblia de Genebra).
Por que hei eu de perder os meus dois filhos num só dia. Ambos seriam perdidos se Jacó fosse morto por Esaú, e Esaú, por um vingador de sangue (9.6; Nm 35.19-21) (Bíblia de Genebra).