Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 45 – quinta, 31.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
31 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria
1 Então, José, não se podendo conter diante de todos os que estavam com ele, bradou: Fazei sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos.
2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó.
3 E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele.
4 Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós.
6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita.
7 Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento.
8 Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.
9 Apressai-vos, subi a meu pai e dizei-lhe: Assim manda dizer teu filho José: Deus me pôs por senhor em toda terra do Egito; desce a mim, não te demores.
10 Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens.
11 Aí te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome; para que não te empobreças, tu e tua casa e tudo o que tens.
12 Eis que vedes por vós mesmos, e meu irmão Benjamim vê também, que sou eu mesmo quem vos fala.
13 Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui.
14 E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim.
15 José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.
16 Fez-se ouvir na casa de Faraó esta notícia: São vindos os irmãos de José; e isto foi agradável a Faraó e a seus oficiais.
17 Disse Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti; tornai à terra de Canaã,
18 tomai a vosso pai e a vossas famílias e vinde para mim; dar-vos-ei o melhor da terra do Egito, e comereis a fartura da terra.
19 Ordena-lhes também: Fazei isto: levai da terra do Egito carros para vossos filhinhos e para vossas mulheres, trazei vosso pai e vinde.
20 Não vos preocupeis com coisa alguma dos vossos haveres, porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso.
21 E os filhos de Israel fizeram assim. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó; também lhes deu provisão para o caminho.
22 A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais.
23 Também enviou a seu pai dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentos carregados de cereais e pão, e provisão para o seu pai, para o caminho.
24 E despediu os seus irmãos. Ao partirem, disse-lhes: Não contendais pelo caminho.
25 Então, subiram do Egito, e vieram à terra de Canaã, a Jacó, seu pai,
26 e lhe disseram: José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito. Com isto, o coração lhe ficou como sem palpitar, porque não lhes deu crédito.
27 Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reviveu-se-lhe o espírito.
28 E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; irei e o verei antes que eu morra.
Texto de hoje do blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/45/):
Este deve ser um dos capítulos na Bíblia mais saturados de graça! O perdão traz reconciliação e feridas ao longo da vida começam a se curar. José não consegue mais suportar  a pressão emocional de enfrentar seus irmãos por mais tempo e ele finalmente se revela como aquele que eles tinham visto pela última vez implorando pela misericórdia dos irmãos enquanto os comerciantes viajantes o arrastavam para o Egito como escravo. 
Mas, enquanto os longos anos e tristeza incansável de seu pai levaram remorso e culpa profunda a  suas consciências, o curso do tempo também providencialmente catapultou José através da tentação e humilhação a uma posição de poder que preservou alimentos contra a fome não só no Egito, mas também a vida para a linhagem da promessa em Canaã. Como a incredulidade dos irmãos se transforma primeiro em choque, depois em medo e, finalmente, na percepção de que Deus misericordiosamente sobrepujou seu mal planejando, a culpa finalmente encontra o perdão e é dissipada em um abraço que ecoa em lágrimas pela residência real até aos ouvidos de Faraó, dando testemunho do poder da providência divina e da graça. Isto quase não pode ficar melhor, mas fica. 
Quando eles correm de volta para Canaã, energizados pelo alívio do peso do pecado que está sendo tirado de seus ombros, um velho homem que foi lentamente definhando na sua dor por José e sua decepção com seus outros filhos, revive e encontra um novo sopro de vida . Talvez hoje  possa haver um momento em sua vida onde a velhas tristezas se transformem em uma nova vida através do perdão e da reconciliação.

Martin Klingbeil
Professor de Ciências Bíblicas e Arqueologia

Comentários Bíblicos selecionados:
1-2 José manda saírem da sala todos os atendentes egípcios. Contudo, seu alto choro é ouvido por Faraó (que, como todo bom monarca, tem ouvidos e olhos em todos os lugares) (Andrews Study Bible).

3-8 Após a declaração inicial de José, seus irmãos ficam “atemorizados” (“desmaiados”)  – provavelmente devido ao seu medo de possível retribuição ou mesmo por não acreditarem. Pessoas podem desmaiar em contextos de guerra (Êx. 15:15; Jz. 20:41). A primeira pergunta de José tem a ver com seu pai, talvez por conta de sua preocupação após a descrição apaixonada de Judá do sofrimento e perda de sentido de Jacó (Andrews Study Bible).

4 chegai-vos a mim. Uma ordem geralmente utilizada para apresentar importantes eventos ou proclamações (Jos. 3:9; 1 Sam. 14:38; 1 Rs. 18:30). Apesar dos irmãos se aproximarem, ainda não há intimidade. Eles obedecem e não podem compreender o curso dos eventos (Andrews Study Bible).

5 Deus me enviou. Coração teológico da história de José (vs. 7-8; ver também 50:19-21; Atos 7:9-10). O Deus de José é o Deus das surpresas e espantosas viradas. Ele está no controle. Esta importante declaração está ligada em no v. 7 com a idéia do remanescente, o descendente sobrevivente (2 Sm. 14:7) (Andrews Study Bible).

9-13 A localização de Gosen não é completamente clara, mas se ajusta à região oriental do delta do Nilo (Andrews Study Bible).

14-15 Beijar e abraçar são parte da espressão de amor e cuidado nas culturas orientais e marcam o ponto alto emocional desta história de suspense (Andrews Study Bible).

16-20 Faraó dá a sua bênção à sugestão de José e repete o convite de José para que a família de José se estabeleça no Egito (Andrews Study Bible).

21-25 Os irmãos de José regressa,m a Canaã imediatamente, levando consigo provisões, cartas e outras evidências da veracidade de sua incível história (Andrews Study Bible).



Gênesis 44 – quarta, 30.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
30 de maio de 2012, 11:23
Filed under: Sem categoria
1 Deu José esta ordem ao mordomo de sua casa: Enche de mantimento os sacos que estes homens trouxeram, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do saco de mantimento.
2 O meu copo de prata pô-lo-ás na boca do saco de mantimento do mais novo, com o dinheiro do seu cereal. E assim se fez segundo José dissera.
3 De manhã, quando já claro, despediram-se estes homens, eles com os seus jumentos.
4 Tendo saído eles da cidade, não se havendo ainda distanciado, disse José ao mordomo de sua casa: Levanta-te e segue após esses homens; e, alcançando-os, lhes dirás: Por que pagastes mal por bem?
5 Não é este o copo em que bebe meu senhor? E por meio do qual faz as suas adivinhações? Procedestes mal no que fizestes.
6 E alcançou-os e lhes falou essas palavras.
7 Então, lhe responderam: Por que diz meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de praticar semelhante coisa.
8 O dinheiro que achamos na boca dos sacos de mantimento, tornamos a trazer-te desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?
9 Aquele dos teus servos, com quem for achado, morra; e nós ainda seremos escravos do meu senhor.
10 Então, lhes respondeu: Seja conforme as vossas palavras; aquele com quem se achar será meu escravo, porém vós sereis inculpados.
11 E se apressaram, e, tendo cada um posto o saco de mantimento em terra, o abriu.
12 O mordomo os examinou, começando do mais velho e acabando no mais novo; e achou-se o copo no saco de mantimento de Benjamim.
13 Então, rasgaram as suas vestes e, carregados de novo os jumentos, tornaram à cidade.
14 E chegou Judá com seus irmãos à casa de José; este ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele.
15 Disse-lhes José: Que é isso que fizestes? Não sabíeis vós que tal homem como eu é capaz de adivinhar?
16 Então, disse Judá: Que responderemos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão se achou o copo.
17 Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o homem em cuja mão foi achado o copo, esse será meu servo; vós, no entanto, subi em paz para vosso pai.
18 Então, Judá se aproximou dele e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te, permite que teu servo diga uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como o próprio Faraó.
19 Meu senhor perguntou a seus servos: Tendes pai ou irmão?
20 E respondemos a meu senhor: Temos pai já velho e um filho da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama.
21 Então, disseste a teus servos: Trazei-mo, para que ponha os olhos sobre ele.
22 Respondemos ao meu senhor: O moço não pode deixar o pai; se deixar o pai, este morrerá.
23 Então, disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais me vereis o rosto.
24 Tendo nós subido a teu servo, meu pai, e a ele repetido as palavras de meu senhor,
25 disse nosso pai: Voltai, comprai-nos um pouco de mantimento.
26 Nós respondemos: Não podemos descer; mas, se nosso irmão mais moço for conosco, desceremos; pois não podemos ver a face do homem, se este nosso irmão mais moço não estiver conosco.
27 Então, nos disse o teu servo, nosso pai: Sabeis que minha mulher me deu dois filhos;
28 um se ausentou de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e até agora não mais o vi;
29 se agora também tirardes este da minha presença, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com pesar à sepultura.
30 Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e não indo o moço conosco, visto a sua alma estar ligada com a alma dele,
31 vendo ele que o moço não está conosco, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura.
32 Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com o meu pai, dizendo: Se eu o não tornar a trazer-te, serei culpado para com o meu pai todos os dias.
33 Agora, pois, fique teu servo em lugar do moço por servo de meu senhor, e o moço que suba com seus irmãos.
34 Porque como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? Para que não veja eu o mal que a meu pai sobrevirá.
Finalmente o clímax! Os irmãos parecem muito obtusos para mim. Sabendo que José tinha retornado a sua prata uma vez, bem alguém poderia pensar que iria verificar novamente as malas antes de sair! Aparentemente, no entanto, a festa entorpeceu seus medos, tudo parecia bem. Então eles vão alegremente em seu caminho quando a polícia aparece, alegando que alguém roubou o copo especial de prata de José. Mais uma vez os irmãos se sentem falsamente acusados, imediatamente dizendo que se alguém tomou o cálice este deve ser executado, e os restantes irmãos seriam escravos ao longo da vida de José. A polícia é clara, contudo, que não haverá pena de morte, apenas a escravidão perpétua para aquele que estiver  com a taça. Claro, o copo está no saco de Benjamim. O filho predileto está em perigo novamente! Como os irmãos agir neste momento?
Judá se destaca na ocasião. Novamente, ele atua como líder e porta-voz para os irmãos. Ele ensaia a história dos irmãos – 11 vivo, 1 morto, e então ele conta como ele prometeu a si mesmo como garantia para seu pai sobre Benjamim. Judá não pode suportar ver o que voltar para casa sem Benjamim vai fazer para o pai e pede a José para que ele o substitua como escravo para Benjamim.
Este não é o mesmo Judá vimos em Gn 37-38. Aquele Judá vendeu o filho favorito para tentar obter um benefício para si. Aquele Judá era egoísta, faminto de poder, ganancioso e muito mais. Mas agora Judá está a tentar vender-se à escravidão para salvar o filho predileto! Ele não é mais egoísta, faminto de poder, etc. Ele oferece sacrificar-se e perder seus privilégios como um herdeiro de Jacó – para salvar Benjamim. José vê que os irmãos não são os homens perigosos que conhecia anos antes, e se revela a eles. Eles livremente reconheceram sua culpa e de alguma forma mudaram.
Não posso aqui debater a dinâmica do seu medo legítimo nem do espírito conciliador de José exceto para dizer que acredito que José poderia ser tão gracioso porque confiou em Deus no trato com questões de justiça, como vimos antes. O que eu quero concluir é:
Judá passou por uma transformação radical moral, de odiar o filho predileto e tentar prejudicá-lo, para se oferecer ao sacrifício para salvar o filho predileto. Alguns comentaristas judeus expõem Gen.38:26 b – “e ele não se deitou com ela de novo” – afirmando que o incidente com Tamar foi um momento de mudança de vida para Judá. E isso parece plausível, porque o Judá que eu encontro depois de Gen. 38 é um homem mudado radicalmente.
Judá nos dá esperança de que não temos de ser presos em pecaminosos, egoístas, destrutivos modos de vida. Se Deus pode trazer Judá à mudança, certamente Ele pode fazer coisas igualmente radicais com você e comigo. Esta transformação moral, incluindo o seu novo senso de auto-sacrifício, faz Judá acabar como co-herói com José, e é Judá, e não o perfeito José, que se tornaria um antepassado de Cristo. A boa notícia é que Deus recebe ainda o desagradável de Judá em sua linhagem, mas Ele não vai deixá-los continuar assim. A graça de Deus transforma os mais difíceis pecadores em santos dispostos ao auto-sacrificio.
Stephen Bauer

Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

Collegedale, Tennessee, EUA

Comentário bíblicos selecionados:

1-2 A agradável refeição se encerra com mais um teste: A taça de prata de José é escondida no saco de grãos de Benjamim (Andrews Study Bible).

4-5 adivinhações. A acusação de roubo da taça do governador que era utilizada em ritos de adivinhação sem dúvida aumenta a culpa do ofensor. Adivinhação com líquidos (água, óleo, vinho) era comum e, como qualquer forma de adivinhação, era proibida na lei bíblica (Lev. 19:26; Deut. 18:10) (Andrews Study Bible).

6-13 Após reter os irmãos de José, o mordomo os acusa de roubo e uma busca é feita. Um precipitado voto dos irmãos (v. 9) destaca sua convicção de inocência e lembra ao leitor de um precipitado voto similar (também feito na ignorância dos fatos reais) por Jacó (31:32) (Andrews Study Bible).

44:14 Novamente os irmãos se prostram diante de José (37:7 – 10; 42:6). Esta cena final acaba em 45:15 e é o clímax da história (Andrews Study Bible).

15 A referência de José á adivinhação é outro meio de aumentar a tensão (Andrews Study Bible).

18-34 Um magistral discurso de Judá, recontando a história da interação do governador com os filhos de Jacó no Egito até este ponto. Destaca-se a transformação de alguém interessado somente em si mesmo e em ganhos pessoais (37:26-27; 38:1-30) em alguém proto a intervir na violação (vs. 33-34). Na fala José tem conhecimento da tristeza e lamento de seu pai. Interessantemente, esta é a mais longa fala individual de Gênesis, e foca o conceito da substituição (João 15:13) (Andrews Study Bible).



Gênesis 43 – terça, 29.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
29 de maio de 2012, 3:00
Filed under: Sem categoria

1 A fome persistia gravíssima na terra.
2 Tendo eles acabado de consumir o cereal que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Voltai, comprai-nos um pouco de mantimento.
3 Mas Judá lhe respondeu: Fortemente nos protestou o homem, dizendo: Não me vereis o rosto, se o vosso irmão não vier convosco.
4 Se resolveres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos mantimento;
5 se, porém, não o enviares, não desceremos; pois o homem nos disse: Não me vereis o rosto, se o vosso irmão não vier convosco.
6 Disse-lhes Israel: Por que me fizestes esse mal, dando a saber àquele homem que tínheis outro irmão?
7 Responderam eles: O homem nos perguntou particularmente por nós e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai? Tendes outro irmão? Respondemos-lhe segundo as suas palavras. Acaso, poderíamos adivinhar que haveria de dizer: Trazei vosso irmão?
8 Com isto disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo, e nos levantaremos e iremos; para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhinhos.
9 Eu serei responsável por ele, da minha mão o requererás; se eu to não trouxer e não to puser à presença, serei culpado para contigo para sempre.
10 Se não nos tivéssemos demorado já estaríamos, com certeza, de volta segunda vez.
11 Respondeu-lhes Israel, seu pai: Se é tal, fazei, pois, isto: tomai do mais precioso desta terra nos sacos para o mantimento e levai de presente a esse homem: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, arômatas e mirra, nozes de pistácia e amêndoas;
12 levai também dinheiro em dobro; e o dinheiro restituído na boca dos sacos de cereal, tornai a levá-lo convosco; pode bem ser que fosse engano.
13 Levai também vosso irmão, levantai-vos e voltai àquele homem.
14 Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia perante o homem, para que vos restitua o vosso outro irmão e deixe vir Benjamim. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei.
15 Tomaram, pois, os homens os presentes, o dinheiro em dobro e a Benjamim; levantaram-se, desceram ao Egito e se apresentaram perante José.
16 Vendo José a Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva estes homens para casa, mata reses e prepara tudo; pois estes homens comerão comigo ao meio-dia.
17 Fez ele como José lhe ordenara e levou os homens para a casa de José.
18 Os homens tiveram medo, porque foram levados à casa de José; e diziam: É por causa do dinheiro que da outra vez voltou nos sacos de cereal, para nos acusar e arremeter contra nós, escravizar-nos e tomar nossos jumentos.
19 E se chegaram ao mordomo da casa de José, e lhe falaram à porta,
20 e disseram: Ai! Senhor meu, já uma vez descemos a comprar mantimento;
21 quando chegamos à estalagem, abrindo os sacos de cereal, eis que o dinheiro de cada um estava na boca do saco de cereal, nosso dinheiro intacto; tornamos a trazê-lo conosco.
22 Trouxemos também outro dinheiro conosco, para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos sacos de cereal.
23 Ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos sacos de cereal; o vosso dinheiro me chegou a mim. E lhes trouxe fora a Simeão.
24 Depois, levou o mordomo aqueles homens à casa de José e lhes deu água, e eles lavaram os pés; também deu ração aos seus jumentos.
25 Então, prepararam o presente, para quando José viesse ao meio-dia; pois ouviram que ali haviam de comer.
26 Chegando José a casa, trouxeram-lhe para dentro o presente que tinham em mãos; e prostraram-se perante ele até à terra.
27 Ele lhes perguntou pelo seu bem-estar e disse: Vosso pai, o ancião de quem me falastes, vai bem? Ainda vive?
28 Responderam: Vai bem o teu servo, nosso pai vive ainda; e abaixaram a cabeça e prostraram-se.
29 Levantando José os olhos, viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: É este o vosso irmão mais novo, de quem me falastes? E acrescentou: Deus te conceda graça, meu filho.
30 José se apressou e procurou onde chorar, porque se movera no seu íntimo, para com seu irmão; entrou na câmara e chorou ali.
31 Depois, lavou o rosto e saiu; conteve-se e disse: Servi a refeição.
32 Serviram-lhe a ele à parte, e a eles também à parte, e à parte aos egípcios que comiam com ele; porque aos egípcios não lhes era lícito comer pão com os hebreus, porquanto é isso abominação para os egípcios.
33 E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura e o mais novo segundo a sua menoridade; disto os homens se maravilhavam entre si.
34 Então, lhes apresentou as porções que estavam diante dele; a porção de Benjamim era cinco vezes mais do que a de qualquer deles. E eles beberam e se regalaram com ele.

Texto de hoje do Blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/43/):
O drama continua. Jacob não quer enviarBenjamim ao Egito. Vemos também evidências de mudança nos irmãos. Eles se simpatizam com Jacóe parecem agora apoiar Benjamin como sendo o filho predileto. Talveznuma tentativa de aplacar a consciência culpada, Rúben se oferece para ser responsável pela segurança de Benjamin, dizendo a Jacó que ele pode matarseus “dois filhos” se ele não voltar com Benjamin, são e salvo (Gen. 42:37). Talvez Rúben ainda esteja tentando também recuperar o favor de seu pai.

A necessidade de sobrevivência, no entanto, finalmente força Jacó a ceder. Depois de Jacó recrimina seus filhos pela perda de um dos irmãos, Judá intervém. Judá, o antagonista, agoracomeça a se tornar Judá, o herói. Ele se faz como garantia a Jacó da segurança de Benjamin. Este não é o mesmo Judá que vimos em Gen. 37,tramando para ganhar poder na família.

O drama agora se torna mais denso quando Benjamin entra no Egito com seus irmãos. José agoratesta os irmãos por ciúme contra Benjamin, dando-lhe mais presentes, porções maiores de comida, etc. Nenhuma reação indicadora de ciúme irrompe. Eles podem se alegrar com José,sem saber quem ele é.

Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA




Comentários bíblicos selecionados:
14 A oração de Jacó ecoa uma oração anterior (32:10-11). Deus, o “Poderoso” (17:1, 28:3; 35:11; 48:3; 49:25) e capaz, não somente de dar filhos à estéril, mas também proteger Seu filho (Andrews Study Bible).


15-23 Na chegada de Benjamim ao Egito, José o reconhece e prepara uma festa. Por causa da superamistosa recepção, os irmãos de José suspeitam de algo (v. 18) e, consequentemente, decidem relatar o achado de seu dinheiro. Ele passam pelo teste anterior (42:26-28) e relatam ao mordomo de José o incidente com o dinheiro devolvido (Andrews Study Bible).


24-25 José dá a eles a tradicional saudação oriental, que inclui lavar os pés, prover comida para seus animais e troca de presentes (18:4; 19:2; 24:32; Lucas 7:44) (Andrews Study Bible).


26-31 Importante diálogo entre José e seus irmãos, que não suspeitavam de nada. Tocado pelas boas novas a respeito de seu bem amado pai e pelo encontro com Benjamim, José se retira e chora. se movera no íntimo. A mesma expressão é utilizada para descrever os sentimentos de uma mãe por seu filho moribundo (1 Rs. 3:26) (Andrews Study Bible).


32-34 A ordem dos assentos dos irmãos deveria dar a eles uma pista da identidade de José. Apesar de Benjamim receber porções cinco vezes maior que a de seus irmãos, nenhuma inveja é notada, satisfazendo, portanto, outro teste. A aversão dos egípcios em comer com estrangeiros (v. 32) é bem conhecida de fontes clássicas (p. ex., Heródoto, Strabo). Outra abominação aos egípcios envolvia o pastoreio (46:34). Canaanitas eram considerados bárbaros e incivilizados (Andrews Study Bible).





Gênesis 42 – segunda, 28.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
28 de maio de 2012, 11:19
Filed under: Sem categoria
1 Sabedor Jacó de que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais aí a olhar uns para os outros?
2 E ajuntou: Tenho ouvido que há cereais no Egito; descei até lá e comprai-nos deles, para que vivamos e não morramos.
3 Então, desceram dez dos irmãos de José, para comprar cereal do Egito.
4 A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó na companhia dos irmãos, porque dizia: Para que não lhe suceda, acaso, algum desastre.
5 Entre os que iam, pois, para lá, foram também os filhos de Israel; porque havia fome na terra de Canaã.
6 José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra; e os irmãos de José vieram e se prostraram rosto em terra, perante ele.
7 Vendo José a seus irmãos, reconheceu-os, porém não se deu a conhecer, e lhes falou asperamente, e lhes perguntou: Donde vindes? Responderam: Da terra de Canaã, para comprar mantimento.
8 José reconheceu os irmãos; porém eles não o reconheceram.
9 Então, se lembrou José dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: Vós sois espiões e viestes para ver os pontos fracos da terra.
10 Responderam-lhe: Não, senhor meu; mas vieram os teus servos para comprar mantimento.
11 Somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens honestos; os teus servos não são espiões.
12 Ele, porém, lhes respondeu: Nada disso; pelo contrário, viestes para ver os pontos fracos da terra.
13 Eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe.
14 Então, lhes falou José: É como já vos disse: sois espiões.
15 Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, daqui não saireis, sem que primeiro venha o vosso irmão mais novo.
16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão; vós ficareis detidos para que sejam provadas as vossas palavras, se há verdade no que dizeis; ou se não, pela vida de Faraó, sois espiões.
17 E os meteu juntos em prisão três dias.
18 Ao terceiro dia, disse-lhes José: Fazei o seguinte e vivereis, pois temo a Deus.
19 Se sois homens honestos, fique detido um de vós na casa da vossa prisão; vós outros ide, levai cereal para suprir a fome das vossas casas.
20 E trazei-me vosso irmão mais novo, com o que serão verificadas as vossas palavras, e não morrereis. E eles se dispuseram a fazê-lo.
21 Então, disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos; por isso, nos vem esta ansiedade.
22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos disse eu: Não pequeis contra o jovem? E não me quisestes ouvir. Pois vedes aí que se requer de nós o seu sangue.
23 Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por intérprete.
24 E, retirando-se deles, chorou; depois, tornando, lhes falou; tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles.
25 Ordenou José que lhes enchessem de cereal os sacos, e lhes restituíssem o dinheiro, a cada um no saco de cereal, e os suprissem de comida para o caminho; e assim lhes foi feito.
26 E carregaram o cereal sobre os seus jumentos e partiram dali.
27 Abrindo um deles o saco de cereal, para dar de comer ao seu jumento na estalagem, deu com o dinheiro na boca do saco de cereal.
28 Então, disse aos irmãos: Devolveram o meu dinheiro; aqui está na boca do saco de cereal. Desfaleceu-lhes o coração, e, atemorizados, entreolhavam-se, dizendo: Que é isto que Deus nos fez?
29 E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e lhe contaram tudo o que lhes acontecera, dizendo:
30 O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente e nos tratou como espiões da terra.
31 Dissemos-lhe: Somos homens honestos; não somos espiões;
32 somos doze irmãos, filhos de um mesmo pai; um já não existe, e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
33 Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que sois homens honestos: deixai comigo um de vossos irmãos, tomai o cereal para remediar a fome de vossas casas e parti;
34 trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espiões, mas homens honestos. Então, vos entregarei vosso irmão, e negociareis na terra.
35 Aconteceu que, despejando eles os sacos de cereal, eis cada um tinha a sua trouxinha de dinheiro no saco de cereal; e viram as trouxinhas com o dinheiro, eles e seu pai, e temeram.
36 Então, lhes disse Jacó, seu pai: Tendes-me privado de filhos: José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas me sobrevêm.
37 Mas Rúben disse a seu pai: Mata os meus dois filhos, se to não tornar a trazer; entrega-mo, e eu to restituirei.
38 Ele, porém, disse: Meu filho não descerá convosco; seu irmão é morto, e ele ficou só; se lhe sucede algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura.
Texto de hoje do Blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/42/ ):
Iniciamos agora os movimentos culminantes finais da história de José. Este clímax cobre Gen. 42-44, após o que Jacó entra novamente em cena e José torna-se menos central para a narrativa.  Para mim estes três capítulos têm alguma da ironia mais refinada encontrada na Bíblia. Vamos focar aqui o capítulo 42.
De modo dramático e irônico, os velhos sonhos de José sobre a família se curvando para ele começam a ser cumpridos. Jacó envia 10 dos 11 irmãos ao Egito para comprar comida. O fato de que Jacó não enviou Benjamim, combinado com o fato de que Benjamim era filho de Raquel e, portanto, irmão completo de José, sugere que Benjamim é o novo filho preferido, substituindo José nesse papel. Jacó pode estar protegendo suas apostas, protegendo a segurança de Benjamim como herdeiro da primogenitura.E, claro, os 10 irmãos que seqüestraram e venderam José aparecem diante de Jacó involuntariamente.
Sem dúvida, eles não reconheceram José devido às diferenças no vestir e as mudanças físicas que teriam acontecido a José em seu amadurecimento para a vida adulta, longe de sua presença. Mas eu creio que os irmãos assumiam que o irmãozinho pirralho mimado nunca iria sobreviver aos rigores da escravidão. Em Gen.44:20, Judá categoricamente afirma sua crença de que José estava “morto”. Acreditando que ele está morto, nunca lhes passou pela cabeça que eles poderiam encontrá-lo no Egito. Eis o porque de suas interações serem tão involuntárias.
José, em vez de usar o seu poder para se vingar, joga alguns jogos mentais com eles, os aprisionando. Em seguida, alega medo de Deus e os libera, mantendo Simeão como prisioneiro.  José não quis ser o responsável moral pela destruição de suas famílias – e seus parentes. Os irmãos foram rigorosamente intimados, no entanto, a não voltarem sem “o irmão mais novo”, como prova de sua alegação de não serem espiões. Ele, então, secretamente devolve a prata, que descobrem no caminho de volta a casa, aumenta sua preocupação. A sensação constante de culpa pela suposta morte de José ainda os assombra, e eles discutem sobre como eles maltrataram José (outro indicador de que eles pensavam que José havia morrido).

As ações de José, aqui, são os primeiros de uma série de testes que irão dizer a ele o que seus irmãos se tornaram. José está colocando em ação um plano para restaurar a unidade da família, mas seus irmãos não suspeitam de nada.

Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética 
Universidade Adventista do Sul
CollegeDale, Tenesse, USA





Comentários bíblicos selecionados:
1-5 Jacó – embora velho e enlutado – ainda é o chefe de sua casa. Desde que José é o centro da história, seus irmãos são referidos em relação a ele (v. 3).Notícias dos grãos do Egito viajaram para longe e os irmãos de José não foram os únicos em busca de comida (Andrews Study Bible).


6 se prostraram. Cumprimento parcial de seus sonhos (37:7-10) (Andrews Study Bible).

7-8 Vinte e um anos se passaram desde que eles venderam-no à escravidão. José é agora um adulto, vestido de modo estranho, falando através de um intérprete e governando em uma posição e poder que são completamente inesperados (Andrews Study Bible).


9 espiões. A acusação é razoável, considerando as frequentemente tensas relações entre Canaã/Síria e Egito. Exércitos famintos fazem perigosos e desesperados inimigos. Em sua defesa, os irmãos liberam a informação que José está ansioso para ouvir: tanto pai quanto irmão estão vivos (Andrews Study Bible).

17 prisão. Os três dias passados na prisão servem como uma amostra do que ele sentiu enquanto prisioneiro em uma terra estranha (40:3-7) (Andrews Study Bible).

18-20 Um plano revisto: um dos irmãos deverá ficar como refém (Andrews Study Bible).

21-25 A conversação dos irmãos é reveladora. O tempo não fez nada à culpa, exceto aumentá-la. O leitor conhece a reação de José e em a confirmação: os irmãos nada sabem (Andrews Study Bible).

26-28 Outro teste: os irmãos encontram todo o seu dinheiro em sacos de grãos (Andrews Study Bible).

29-38 Os irmãos relatam tudo a Jacó, que chora a perda de mais um filho (v. 36). A forte reação de Jacó é também uma acusação aos filhos restantes. enlutado. (Literalmente, “sem filhos”). Embora não totalmente verdade, Jacó falou parte da verdade (Andrews Study Bible).



Gênesis 41 – domingo, 27.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
27 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria


1 Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo.
2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal.
3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio.
4 As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó.
5 Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas.
6 E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental.
7 As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho.
8 De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.
9 Então, disse a Faraó o copeiro-chefe: Lembro-me hoje das minhas ofensas.
10 Estando Faraó mui indignado contra os seus servos e pondo-me sob prisão na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe,
11 tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, e cada sonho com a sua própria significação.
12 Achava-se conosco um jovem hebreu, servo do comandante da guarda; contamos-lhe os nossos sonhos, e ele no-los interpretou, a cada um segundo o seu sonho.
13 E como nos interpretou, assim mesmo se deu: eu fui restituído ao meu cargo, o outro foi enforcado.
14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.
15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.
16 Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó.
17 Então, contou Faraó a José: No meu sonho, estava eu de pé na margem do Nilo,
18 e eis que subiam dele sete vacas gordas e formosas à vista e pastavam no carriçal.
19 Após estas subiam outras vacas, fracas, mui feias à vista e magras; nunca vi outras assim disformes, em toda a terra do Egito.
20 E as vacas magras e ruins comiam as primeiras sete gordas;
21 e, depois de as terem engolido, não davam aparência de as terem devorado, pois o seu aspecto continuava ruim como no princípio. Então, acordei.
22 Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas;
23 após elas nasceram sete espigas secas, mirradas e crestadas do vento oriental.
24 As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse.
25 Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer.
26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só.
27 As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome.
28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer.
29 Eis aí vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito.
30 Seguir-se-ão sete anos de fome, e toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra;
31 e não será lembrada a abundância na terra, em vista da fome que seguirá, porque será gravíssima.
32 O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la.
33 Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.
34 Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura.
35 Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.
36 Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome.
37 O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais.
38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?
39 Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu.
40 Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu.
41 Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito.
42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.
43 E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito.
44 Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito.
45 E a José chamou Faraó de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e percorreu José toda a terra do Egito.
46 Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito.
47 Nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente.
48 E ajuntou José todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade.
49 Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas.
50 Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
51 José ao primogênito chamou de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai.
52 Ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: Deus me fez próspero na terra da minha aflição.
53 Passados os sete anos de abundância, que houve na terra do Egito,
54 começaram a vir os sete anos de fome, como José havia predito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.
55 Sentindo toda a terra do Egito a fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei.
56 Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.
57 E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.

Texto de hoje do Blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/gen/41/):
Gên. 41 continua diretamente o mesmo tema de Gên. 40. Após dois anos na prisão, em parte devido ao esquecimento do copeiro, nós temos uma história que lembra o sonho de Nabucodonosor: os dois reis tiveram sonhos que os mágicos e os sábios não puderam interpretar e ambos os sonhos foram interpretados por um cativo judeu. Eu suspeito que tão logo o copeiro de lembrou de José, falou do caráter e talentos de José para Faraó. Seria razoável que antes de chamar José somente com base na história do copeiro, o rei tenha checado a informação com os oficiais da prisão. Portanto, o rei teria testemunho tanto do caráter quanto dos talentos de José. Adicionalmente, devido ao bom relacionamento com a liderança da prisão, não seria surpreendente que eles tivessem falado bem dele ao rei. Quão tentador poderia ser, após dois MAIS anos de cativeiro por um crime que nunca cometeu, tentar favorecer-se perante a corte alterando e ajustando a mensagem para que ela pareça mais aceitável e atraente para o rei. Ele poderia ter proclamado apenas os sete anos de fartura, ignorando a fome, ou talvez poderia ter aplicado os sete anos de fome para outro ou algo semelhante. Mas José não alterou a mensagem para cortejar o favor do rei. Ele a entregou precisa e completa embora, certamente, com todo o tato e respeito possíveis. Novamente vemos aqui José superar a preocupação egoísta de Judá em projetar uma imagem politicamente favorável. Isto é reforçado pela resposta imediata de José a Faraó de que ele não tinha capacidade de interpretar sonhos. Foi dom de Deus que isto pudesse ser possível. A humildade, integridade e caráter de José que brilharam em contraste com a personalidade camaleão de Judá.
Do mesmo modo como com Potifar, José é promovido ao poder e feito igual a Faraó, exceto quanto aos assuntos do trono. Em tudo isso, não vemos qualquer sinal de restos de amargura ou malícia.
José  sofreria pelo seu quase assassinato pelos seus irmãos, sequestrado e vendido como escravo pelos seus irmãos, falsamente acusado de tentativa de estupro, aprisionado injustamente por uma acusação falsa, mas, mesmo assim, irá atribuir tudo á providencial condução de Deus para preparar salvação para sua família da fome. Transparece que José tinha uma fé simples e inabalável de que Deus iria de alguma forma resolver as injustiças ao Seu bom tempo. Tal fé permite que se tenha graça em face da injustiça e maus tratos.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA




Comentários bíblicos selecionados:
8 Como Nabucodonosor, séculos após, Faraó não pode encontrar um intérprete de sonhos adequado (Dan. 2:10). Mas ele conseguiu contar o sonho aos especialistas (Andrews Study Bible).


14 Os rituais de se lavar, barbear e vestir geralmente marcam a transição de um estado a outro (p. ex., os filhos de Araão durante o ritual de ordenação de sacerdotes; Lev. 8:6-13) (Andrews Study Bible).


16 A resposta de José é corajosa, considerando o fato de que os faraós eram considerados deuses (Andrews Study Bible).

17-31 Apesar de longos períodos de fome serem relativamente raros no Egito devido à regularidade do fluxo anual do Nilo, sete anos de fome estão bem documentados em fontes egípcias e outras (2 Sam. 24:13) (Andrews Study Bible).

33-36 José ousa aconselhar Faraó, apesar de não ter sido solicitado a fazê-lo. Agora. Sempre marca a transição entre fato e moral da história (Andrews Study Bible).

45 Zafenate-Panéia. Uma reconstrução do nome egípcio poderia ser “meu sustento é Deus, o que vive”. Mudança de nome indica autoridade e também uma nova identidade (Dan. 1:7) (Andrews Study Bible).
Om. Isto é, Heliópolis; também no versículo 50  (Bíblia NVI). [Pelo casamento com José, a filha do sacerdote do culto ao sol se tornou adoradora do Deus vivo. O culto aos astros – que gerou a astrologia, ligada hoje ao movimento Nova Era – se opôs em todas as eras ao culto ao Deus criador. Observe o sentido da palavra Sunday]

46-52 Anos de plenitude se refletiram na vida pessoal de José: ele se casa com a filha de um influente oficial e tem dois filhos. Note que em contraste com as matriarcas anteriores, é ele quem dá nome aos filhos (Andrews Study Bible).

53-57 Uma fome regional chega como previsto, mas devido ao sábio conselho de José e sua administração, o Egito tem abundância de comida e alcança poder internacional (Andrews Study Bible).



Gênesis 40 – sábado, 26.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
26 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria

1 Passadas estas coisas, aconteceu que o mordomo do rei do Egito e o padeiro ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
2 Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe.
3 E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso.
4 O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão.
5 E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados.
6 Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados.
7 Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante?
8 Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho.
9 Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim.
10 E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras.
11 O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó.
12 Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias;
13 dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro.
14 Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa;
15 porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra.
16 Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça;
17 e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça.
18 Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias;
19 dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes.
20 No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe.
21 Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó;
22 mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado.
23 O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu.
Blog da Bíblia
A história continua com José na prisão. O fato de ter Potifar aprisionado José ao invés de executá-lo mostra que ele implicitamente acreditava na inocência de José. Potifar temia algo na influência de sua esposa que o levou a não absolver a José, mas ele não o executou, como seria de esperar para alguém com tais acusações. Outro tema que continua é que, uma vez no Egito, seja no que for que José se envolva, Deus o abençoa e ele adquire o controle administrativo da situação em que se encontra. Gên. 39 se encerra com José como encarregado da prisão, com o carcereiro confiando tanto em José quanto Potifar confiava. Alguma coisa no caráter de José, combinado com boas habilidades o recomendaram ao carcereiro.
Dois acusados políticos são encarceirados e deixados sob os cuidados de José. Mesmo aqui, seu caráter compele os funcionários acusados a confiarem nele. Ao invés de se juntar a eles em suas reclamações de autopiedade por estarem presos sob acusações falsas, José se manteve atento à saúde emocional deles. Quando ambos têm sonhos, ele percebe a angústia e os questiona. Ele ouve seus sonhos e prepara-se para os interpretar. Um sonho foi fácil de transmitir  pois tinha uma boa notícia. “Você será solto e ganhará de volta seu antigo emprego.”
Boas notícias são fáceis de transmitir. Exceto por uma coisa.
Se as interpretações de José falharem, sua reputação pode ser manchada e ele poderia perder seu status na prisão, talvez até ser executado. José resolutamente diz a verdade, não importa se a notícia é boa ou ruim. Ele se preocupa com justiça, não com imagem. Ele não tenta manipular sua mensagem em busca de um favor no tribunal. Num momento em que ele procura uma oportunidade para buscar liberdade e compensação por sua prisão injusta, se aproveitar do momento lhe parece deslealmente oportunista e não foi fator dominante na decisão de José de entregar uma mensagem honesta e verdadeira. José, então, mostra superar Judá por não buscar proteger em primeiro lugar sua imagem, nesta tentação de degradar sua integridade moral. José está novamente em contraste com as conspirações e esquemas desonestos de Judá em Gên. 38. Que possamos demonstrar a integridade de José em nossas relações com os outros.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA

Comentários bíblicos:

1-4 Dois dos mais altos oficiais da corte são jogados na prisão e são servidos por José. após estas coisas. Não há indicação clara de tempo. Sabemos apenas que o período da escravidão e da prisão de José durou aproximadamente 13 anos (37:2; 41:46) (Andrews Study Bible).

3 detê-los. Eles estavam esperando a sentença de Faraó (Bíblia de Genebra).

8 Sonhos são um importante e valioso meios de revelação. A pergunta retórica de José é em si um argumento contra a religião egípcia, onde a interpretação de sonhos era uma ciência e arte altamente paga. Um escravo estrangeiro desafia o pensamento egípcio corrente: é Deus quem não somente dá os sonhos, mas também provê a interpretação (41:16, 25, 28; Dan. 2:22, 28, 47) (Andrews Study Bible).
contai-me. José reconhecia a si mesmo como um profeta (37.5-11) (Bíblia de Genebra).

11 Os copos egípcios não tinham nem hastes nem alças; pelo que, eram colocados na mão. Eis um pormenor comprovador da veracidade da narrativa (Bíblia Shedd).

12 Como intérprete, José era excepcional. Seu coração puro estava aberto para Deus, e por isso ele podia decifrar os mistérios da vida humana (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

13 reabilitará. Lit. “levantará tua cabeça”. Uma expressão hebraica que geralmente significa “restaurar a honra” ou “livrar” (2Rs 25.27; Sl 24.7). Aqui, a expressão pode referir-se particularmente a uma audiência ritual com o Faraó, na qual o servo é destacado para uma atenção especial (v. 20). Note o trocadilho no v. 19, na qual uma pequena variação no hebraico  dá o significado “tirará fora a cabeça” (talvez uma referência à execução por decapitação) (Bíblia de Genebra).

19 te tirará fora a tua cabeça. A mesma expressão hebraica utilizada no v. 13, mas com sentido completamente distinto. A previsão da morte do padeiro e os pássaros em seguida comendo o seu corpo era a pior previsão para um egípcio que acreditava numa existência contínua da alma em uma pós vida (Andrews Study Bible).

20-22 Descreve o cumprimento do sonho. Sobre a importância do “terceiro dia”, veja 22.3-6 (Andrews Study Bible).

20 Os aniversários de nascimento dos Faraós eram celebrados com grandes festas e com a libertação de prisioneiros. O copeiro chefe e o padeiro chefe eram pessoas de grande responsabilidade. Cumprir-lhes-ia exercer vigilância para que ficassem frustrados os constantes atentados contra a vida do Faraó. As evidências acumuladas contra o padeiro teriam comprovado que ele, e não o copeiro chefe estariam seriamente comprometido (Bíblia Shedd).

22 ao padeiro chefe enforcou. Não é uma referência ao enforcamento como método de execução, mas a exibição pública do corpo depois da morte (v. 13, Dt 21.22)20-22 Descreve o cumprimento do sonho. Sobre a importância do “terceiro dia”, veja 22.3-6 (Andrews Study Bible).

23 A ingratidão do copeiro chefe está demonstrada no fato do esquecimento a que José ficara relegado. Aquele profundo desapontamento de José, pois que teve de continuar naquela prisão por mais de dois anos, Deus o tornou útil (pois ele não o haveria de esquecer) fazendo-o ainda mais capacitado para a oportuna exaltação a primeiro ministro. Digno de comparação é o caso dos quarenta anos que Moisés passara no deserto de Midiã, aguardando o tempo que Deus havia estabelecido para constituí-lo líder do povo de Israel na libertação do Egito (Bíblia Shedd).
O esquecimento do mordomo chefe lembra-nos de nosso vergonhoso esquecimento do redentor, que nos tirou do fundo do poço e nos remiu com Seu precioso sangue (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).



Gênesis 39 – sexta, 25.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
25 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria

1 José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá.
2 O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.
3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos,
4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha.
5 E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo.
6 Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência.
7 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo.
8 Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos.
9 Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?
10 Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela,
11 sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente.
12 Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.
13 Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela,
14 chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.
15 Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora.
16 Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa.
17 Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me;
18 quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora.
19 Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira.
20 E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.
21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro;
22 o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali.
23 E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o SENHOR era com ele, e tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava.
Blog da Bíblia
Este capítulo gira em torno de uma segunda história sedutora, porém diferente daquela do capítulo 38. No capítulo 38, a relação sexual de Onã com Tamar, evitando assumir responsabilidade completa dá um tom de sexo visto principalmente para o prazer pessoal. A aquisição por Judá dos serviços de uma prostituta reforça ainda mais ainda mais esta característica no capítulo 38. A sra. Potifar parece para ver a expressão sexual da mesma forma. Ela “pôs os olhos” em José, porque ele era “bonito e de boa aparência” (vs 6-7) e este olhar está diretamente correlacionado com seu repetido e aberto oferecimento para sexo recreativo com José. Ela é a mulher mais velha com ardente desejo pelo homem mais jovem. Ela quer saciar-se em José como Judá e Onan fizeram com Tamar. Mas enquanto a Sra. Potifar, Judá, e Onã exemplificam a abordagem de lazer para o sexo, com Tamar foi diferente. Ela estava lá para conseguir um bebê e herdeiro, não por prazer como tal. Mas para Tamar, enquanto mulher não casada, o sexo com fins apenas de procriação, sem estabelecer e manter os bons laços relacionais do sexo que se esperam ocorrer no casamento – ainda é moralmente deficiente.
A resposta de José à sra. Potifar é, na minha opinião, o ápice de uma teologia da sexualidade no Pentateuco, e talvez toda a Escritura. Lemos em vs 8 que a Sra. Potifar  se oferecia a ele “dia após dia” (vs 10), talvez um dos primeiros casos registrados de assédio sexual na história. O raciocínio moral resposta de José é espantosa. Nos vs 8-9 ele argumenta que Potifar confiava nele totalmente. Nada foi retido de José e funcionalmente Potifar não era maior na casa do que José. Ele constrói o seu caso, apelando para o dever moral de não violar a confiança de Potifar. Assim, quando ele começa a finalizar sua apelação, nós esperamos que ele diga: “como posso fazer este grande pecado contra Potifar?” E isto teria sido um raciocínio moral excelente. José, no entanto, de repente levanta a aposta, mudando subitamente de Potifar a Deus.
Como isso é um pecado contra Deus?
No versículo 9, José raciocina que Potifar e ele são iguais na casa, exceto por uma coisa: Potifar dorme com a sra. Potifar e José não. Que uma coisa Potifar coloca fora da mão de José. José reconheceu este elemento como verdadeiro ideal de Deus para a expressão sexual. Prazer e os bebês não são o objetivo principal de expressão sexual. Eles são deliciosos bônus. O propósito da expressão sexual é promover e manter um sentido de unicidade entre marido e mulher. Ceder aos avanços da sra. Potifar não só violaria a confiança de seu marido em José (e nela!), mas seria subverter a singularidade ordenada por Deus entre marido e mulher. Eu acredito que é essa teologia de promover a singularidade conjugal que leva Paulo a afirmar que o marido e a mulher precisam ser regulares na expressão sexual um com o outro para evitar cair em tentação de cometer imoralidade sexual (1 Co 7:2-5). José, assim, prova-se moralmente superior a Judá, quando confrontado com a mesma tentação. Isso é especialmente verdade no fato de que Judá não tinha nada a perder sendo moral, enquanto como um escravo, José não tinha maneira de vencer, agindo moralmente. E ele de fato parece perder, falsamente acusado de coisa que ele defendeu de forma tão eloquente contra.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA




Comentário bíblicos selecionados:


1 Retorna ao enredo de 37:26. José chegou agora ao Egito (Andrews Study Bible).


2-6 Enquanto as circunstâncias de José mudam, Deus nunca muda. Ele está sempre com Seus filhos (Jos. 1:5; Is. 41:10; Jer. 1:8, 19; Mat 28:20) e os habilita para grandes desafios (Andrews Study Bible).

O Senhor era com José do mesmo modo como nosso Senhor Jesus prometera estar conosco (Mt 28.20). Sabemos que Ele cumpre Sua promessa. Nosso dever e nosso privilégio é reconhecer e corresponder ao companheirismo que o Senhor nos proporciona. No caso de José, tal correspondência está evidente em seu espírito serviçal, alegre e criterioso (v 4; cf Cl 3.23), sua fidelidade absoluta (vv 5, 6) e sua resistência em face da tentação (vs 7-15). Constraste-se com este procedimento de José o que se menciona de Judá no capítulo anterior (Bíblia Shedd).
O benefício da presença de Deus foi experimentado até mesmo na escravidão, fora da terra da bênção (Bíblia de Genebra).

próspero. Uma das palavras chave deste capítulo (vs, 2-3; 23), sempre ligadas à bênção especial de Deus. A rápida ascensão de José na casa de Potifar se deve ao reconhecimento do mestre de que este escravo é diferente (Andrews Study Bible).


servia.O termo hebraico aqui denota serviço pessoal, como Josué servia a Moisés (Êx. 24:13) ou Elise servia a Elias (1 Reis 19:21) (Andrews Study Bible).


7-10 O texto bíblico sugere um longo período de sedução e o firme comprometimento de José de fidelidade e integridade moral. A longa resposta de José ao convite da mulher reconhece que o pecado não destrói apenas as relações humanas mas – e principalmente – é uma afronta a Deus (Sal. 51:4) (Andrews Study Bible).


9 O adultério era considerado um grande pecado no antigo Oriente Próximo (20.9), porém José estava absolutamente consciente de que vivia na presença de Deus (cf 2Sm 12.13; Sl 51.4) (Bíblia de Genebra).


11-19 Outra recusa deixa a roupa de José (note novamente a importância da roupa na narrativa de José) na mão da mulher de seu mestre, que rapidamente cria uma história plausível visando punir aquele que a recusou (Andrews Study Bible).


12 pegou. O termo hebraico aqui implica violência (Deut. 9:17; 22:28; 1 Reis 11:30) (Andrews Study Bible).


17 servo. Clara calúnia racial (Andrews Study Bible).


20 Mesmo que Potifar pareça furioso, a punição surpreende, tendo em vista que a lei bíblica exigia que estupradores convictos fossem sumariamente executados (Deut. 22:23-27). Potifar parece não acreditar em sua mulher, mas para manter as aparências colocou José na prisão. O foco agora muda para a prisão (o que reflete claramente um ambiente egípcio, tendo em vista que o Egito tinha prisões antes de outros povos ao redor), o próximo local das experiências positivas e negativas de José (Andrews Study Bible).
Embora a ira de Potifar fosse incidente sobre José, sua ação posterior indica que ele duvidou da acusação de sua esposa. Uma tentativa de estupro da esposa de um senhor por um escravo certamente resultaria em sentença de morte, mas a punição de José (aprisionamento com os prisioneiros do rei) foi relativamente suave (Bíblia de Genebra).
[Potifar] Queria tão somente preservar o nome da família. Tudo se ajustava, perfeitamente, nos planos providenciais de Deus com relação a José e ao seu povo escolhido (Bíblia Shedd).


21 Há um paralelismo muito estreito entre o comportamento de José e o de Cristo, quando diante de situações adversas e de falsas acusações, ambos as recebiam sem murmurações, como expressões da vontade de Deus (cf Is 53.7). Como Cristo, José não sofrera por erro algum cometido, mas sim, em virtude da retidão da conduta (Bíblia Shedd).







Gênesis 38 – quinta, 24.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
24 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria
1 Aconteceu, por esse tempo, que Judá se apartou de seus irmãos e se hospedou na casa de um adulamita, chamado Hira.
2 Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.
3 E ela concebeu e deu à luz um filho, e o pai lhe chamou Er.
4 Tornou a conceber e deu à luz um filho; a este deu a mãe o nome de Onã.
5 Continuou ainda e deu à luz outro filho, cujo nome foi Selá; ela estava em Quezibe quando o teve.
6 Judá, pois, tomou esposa para Er, o seu primogênito; o nome dela era Tamar.
7 Er, porém, o primogênito de Judá, era perverso perante o SENHOR, pelo que o SENHOR o fez morrer.
8 Então, disse Judá a Onã: Possui a mulher de teu irmão, cumpre o levirato e suscita descendência a teu irmão.
9 Sabia, porém, Onã que o filho não seria tido por seu; e todas as vezes que possuía a mulher de seu irmão deixava o sêmen cair na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10 Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também a este fez morrer.
11 Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai.
12 No correr do tempo morreu a filha de Sua, mulher de Judá; e, consolado Judá, subiu aos tosquiadores de suas ovelhas, em Timna, ele e seu amigo Hira, o adulamita.
13 E o comunicaram a Tamar: Eis que o teu sogro sobe a Timna, para tosquiar as ovelhas.
14 Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher.
15 Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto.
16 Então, se dirigiu a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora. Ela respondeu: Que me darás para coabitares comigo?
17 Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?
18 Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.
19 Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez.
20 Enviou Judá o cabrito, por mão do adulamita, seu amigo, para reaver o penhor da mão da mulher; porém não a encontrou.
21 Então, perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta cultual que se achava junto ao caminho de Enaim? Responderam: Aqui não esteve meretriz nenhuma.
22 Tendo voltado a Judá, disse: Não a encontrei; e também os homens do lugar me disseram: Aqui não esteve prostituta cultual nenhuma.
23 Respondeu Judá: Que ela o guarde para si, para que não nos tornemos em opróbrio; mandei-lhe, com efeito, o cabrito, todavia, não a achaste.
24 Passados quase três meses, foi dito a Judá: Tamar, tua nora, adulterou, pois está grávida. Então, disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.
25 Em tirando-a, mandou ela dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E disse mais: Reconhece de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26 Reconheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu.
27 E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre.
28 Ao nascerem, um pôs a mão fora, e a parteira, tomando-a, lhe atou um fio encarnado e disse: Este saiu primeiro.
29 Mas, recolhendo ele a mão, saiu o outro; e ela disse: Como rompeste saída? E lhe chamaram Perez.
30 Depois, lhe saiu o irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e lhe chamaram Zera.
Blog da Bíblia
Este é um capítulo incomum nas Escrituras. Primeiramente, ele é emoldurado pelo anúncio no verso final de Gen 37 de que os midianitas venderam José a Potifar como um escravo, e por uma repetição do mesmo anúncio em Gn 39:1. Se Gên 38 fosse excluído do manuscrito, poucos, se houvessem, teriam sentido que algo estava faltando. Esta conclusão é reforçada pelo fato de que José não é mencionado em Gn 38. No entanto, esta história é fundamental para a história de José. O significado de Gn 38, parece que é porque este capítulo traça um perfil da experiência de Judá durante o início da escravidão de José. Judá deixa o clã de Jacó e casa-se com alguém de fora, uma adulamita. Enquanto o texto não diz o motivo, há uma tradição judaica que defende que os irmãos perseguiram a Judá devido à tristeza de seu pai sobre a perda de José, tanto que ele fugiu. Judá, o líder dos irmãos aparece agora alienado deles e da família patriarcal em geral. Assim, ele se casa com uma mulher cananéia e teve três filhos com ela. Judá parece estar indo para baixo moralmente. Proponho que Moisés incluiu este registro de Judá como em antagonismo à história de José para melhor revelar o caráter de Judá, em contraste com o herói, José.
As revelações fundamentais de caráter de Judá vêm em sua resposta à perda de dois filhos, casados com Tamar. Ele promete a ela o terceiro filho como marido quando ele chegar à idade, mas torna-se claro Judá não tem a intenção de arriscar um terceiro filho aos cuidados de Tamar. Judá é enganoso. Seu caráter é revelado na história de Tamar. Parece que ela teve uma chance de pegar Judá de surpresa, selecionando a tática mais provável para superar suas defesas e ter sucesso. Ao escolher se postar como uma prostituta na estrada depois que a esposa de Judá morreu, Tamar nos diz algo sobre a moralidade de Judá. Ele deve ter tido o hábito de buscar prostitutas. Ele a convida e negocia os termos com ela como um veterano. Judá era sexualmente imoral. O fato de Judá ter enviado um representante para pagar a prostituta, e que nesta busca seu enviado a tenha referenciado como prostituta cultual parece ser uma tentativa de proteger a imagem pública de Judá. Além disso, chama Judá encerrou suas tentativas de pagamento porque temia o ridículo. Isso reflete seu método em Gn 37, onde ele condena José à escravidão, para que a escravatura mate José. Judá era politicamente astuto em realizar atividades ilícitas durante a tentativa de preservar sua imagem pública.
Cada uma das falhas de caráter de Judá magnificadas em Gn 38 – falsidade, imoralidade sexual, e manter uma boa imagem pública embora agindo maliciosamente, será vitoriosamente superada por José nas passagens seguintes. José vai brilhar onde Judá falhou, e nosso primeiro exemplo será em Gn 39 com uma história sedutora correspondente.
Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul
Collegedale, Tennessee, EUA
Comentários bíblicos selecionados:
1-30 À primeira leitura, este capítulo parece fora de lugar. Contudo, existem nele importantes ligações para a circundante história de José. Vocabulário similar, a importância de símbolos de status (roupa, selo, equipe) e a importância crescente (e transformação) de Judá conecta este capítulo aos circundantes (Andrews Study Bible).
1-5 Judá sai da casa de Jacó e se casa com uma cananita e se torna amigo de um líder cananita. Todos estes elementos sugerem que Judá está perdendo sua visão da linhagem  como povo especial de Deus (Andrews Study Bible).
6-10 A apresentação de Tamar, a esposa cananita de Er, é significativa. Apesar de que o fato de ser canaanita a coloca de fora das promessas especiais da família de Abraão, ela se torna a real heroína da história (Andrews Study Bible).
8 O casamento do levirato é conhecido das leis dos hititas e medo-assírias. A diferença principal é que na lei bíblica o cunhado é responsável em prover um herdeiro (Deut. 25:5-10). Onan tem relações sexuais com Tamar mas rejeita sua responsabilidade com ela e com seu falecido irmão (Andrews Study Bible).
11 Judá envia Tamar para a casa de seu pai para viver como viúva (Lev 22:13; Rute 1:8). Ele não parece estar comprometido a ter Tamar como membro de sua casa (Andrews Study Bible).
12-13 Note a diferença entre Tamar e Judá. Tamar está vestindo suas roupas de viúva enquanto Judá, por sua vez, está a caminho de atividades festivas (Andrews Study Bible).
23 Judá está preocupado com respeito à vergonha de não haver redimido sua promessa, mas ignora os direitos de Tamar (Andrews Study Bible).
24-25 Adultério exigia a morte do ofensor (Lev 20:10; Deut 22:22) (Andrews Study Bible).
26 A justiça de Tamar é contrastada com a semi justiça de Judá. A história se foca mais nos motivos do que nos atos e os motivos de Tamar estão alinhados com a lei do do levirato, que visava preservar famílias. Como resultado, Tamar é parte da linhagem messiânica (Rute 4:12,  18-22; Mat 1:3-6) (Andrews Study Bible).
Em breve, mais comentários bíblicos. 


Gênesis 37 – quarta, 23.05.2012 – comentado by Jeferson Quimelli
23 de maio de 2012, 2:30
Filed under: Sem categoria

1 Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2 Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai.
3 Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas.
4 Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.
5 Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais.
6 Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive:
7 Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu.
8 Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras.
9 Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim.
10 Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
11 Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo.
12 E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém,
13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
14 Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras?
16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho?
17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã.
18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.
19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador!
20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos.
21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai.
23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.
24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água.
25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito.
26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram.
28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito.
29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes.
30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei?
31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue.
32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho.
33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado.
34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias.
35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai.
36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.
Blog da Bíblia
Este capítulo começa uma extensa história centrada em José. Somos notificados imediatamente que Jacó amava José mais do que os outros irmãos, lançando-nos, assim, no meio de uma severa disfunção da dinâmica familiar. Esta é mais complexa do que um simples problema de favoritismo paterno em favor de José.
Os três primeiros filhos de Lia haviam se comportado de uma maneira que os havia desqualificado para a bênção da primogenitura. Como Absalão tentou mostrar sua vontade de destituir Davi tomando suas concubinas, assim Rúben, o primogênito de Lia, deitou-se com a concubina de Jacó em um aparente esforço para suplantar seu pai como líder do clã. Isso eliminou Rúben do reconhecimento de Jacó para o direito de primogenitura.
Levi e Simeão eram os próximos na linha, mas o seu tratamento traiçoeiro dos homens de Siquém deixaram Jacó ofendido e eles foram adicionados à lista de candidatos desqualificados para o direito de primogenitura.
Como o quarto filho, Judá deve ser o próximo na linha, Jacob altera a linha e favorece o primogênito de sua esposa favorita, Raquel, fazendo José o herdeiro óbvio para a bênção da primogenitura. Jacó sinalizou essa nomeação através do casaco especial e por manter José em casa, enquanto enviava os outros irmãos para cuidar das ovelhas. Este favoritismo aberto foi fundamental para a dinâmica disfuncional registrada no capítulo.
José também mostra julgamento pobre enquanto favorito óbvio, contando más notícias sobre seus irmãos para continuar a se valorizar perante seu pai. Ele também mostrou ostensivamente seus sonhos a seus irmãos e os pais em vez de se aproximar de seu pai em particular para obter conselhos sobre como lidar sabiamente com essas mensagens. As ações de José irritaram seus irmãos e pais, inflamando ainda mais uma situação que já estava ruim.
É possível que possamos ser tão insensatos como José, reclamando a identidade do remanescente de Apocalipse 12, enquanto somos igualmente insensatos, ostentando o que achamos que é um status privilegiado ao mesmo tempo em que alienamos no processo aqueles que não são de nossa fé?
Quando José foi verificar seus irmãos, a pedido de Jacó, as disfunções familiares vieram à tona. Os irmãos planejaram matar José.
Rúben, vendo uma oportunidade de restaurar seu favor com o seu pai tentou redirecionar a situação de modo que ele pudesse salvar José e livrá-lo de volta para Jacó vivo e bem.
Judá astutamente percebeu a situação. Tendo sucesso em convencer os outros irmãos a se unirem a ele na venda de José, Judá assegurou o seu silêncio, frustrando as chances de redenção de Rúben, e retirou José de seu caminho, colocando-se como o aparente natural herdeiro para o direito de primogenitura.
Judá, deste modo, surge na história como o líder e porta-voz para seus irmãos, tornando-se o adversário vilão do futuro herói, José.
Judá representa um poder dinâmico, que usa sua influência primariamente para promover o auto-interesse em vez de proteger desinteressadamente o bem maior.

Os líderes de hoje devem observar cuidadosamente os danos que pode ser feitos a grupos familiares e da igreja  quando buscar o interesse próprio torna-se a motivação do uso do nosso poder.

Stephen Bauer
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul

Collegedale, Tennessee, EUA




Comentários bíblicos selecionados:


1-28 A história de José, que livrou sua família e todo o Egito da fome e da morte, prefigura a vinda do Messias, que tem o poder de nos salvar da condenação eterna quer sejamos judeus, quer gentios. José era muitíssimo favorecido pelo seu pai (v. 3). Israel mandou José aos campos para encontrar seus irmãos e os encontrou (vs. 13,14). Mas quando os irmãos de José o viram chegar, conspiraram para matá-lo (vs. 18-20). Eles tiraram sua túnica (v. 23) e, por fim, o venderam como escravo por 20 moedas de prata (v. 28). Jesus foi também favorecido por Seu Pai celestial (Mat 3.17 e Mc 1.11), que enviou Jesus ao mundo para buscar a nós, seus irmãos e irmãs ( ver Rm 8.17; Gl 4.7; Mt 12.50; 25.40). No entanto, quando Jesus “veio para o que era Seu,[…] os Seus não O receberam” (Jo 1.11). Aqueles que pertenciam à mesma linhagem de Jesus (Mt 1.1-17) exigiram que Ele fosse crucificado (Jo 19.6,15). Jesus foi despido e surrado (Mt 27.26,28). E em troca de moedas de prata, ele foi traído por seu próprio discípulo (Mt 26.15; 27.9) (Bíblia NVI).
O restante de Gênesis é dedicado à história de José e liderança de Deus (Andrews Study Bible).

1 Habitou. Enquanto Abraão e Isaque somente jornadearam em Canaã (12:10; 20:1; 26:3), Jacó se estabeleceu (Andrews Study Bible).

2 história. Heb. toledoth. Esta palavra hebraica, às vezes traduzida como “as gerações de” ou “a genealogia de”, introduz os principais acontecimentos da narrativa de Gênesis (5.1; 6.9; 10.1; 11.10,27; 25.12,19; 36.1,9; 37.2) (Bíblia de Genebra).
más notícias. José era o mais novo e, pelo costume, era o que tinha menos direitos na família. Ele age como um fofoqueiro. O termo é usado em outras passagens para indicar falsos relatórios (Num. 13:32; 14:36-37), apesar de que, conhecendo o passado dos filhos de Jacó, estas notícias podem ter sido verdadeiras (Andrews Study Bible).
Transparece aqui que Dã e Naftali, Gade e Aser se fizeram mui notórios pelo péssimo comportamento que tiveram por causa do quase inerradicável paganismo das duas mães, Bila e Zilpa. A influência materna ficou bem evidente no caráter dos filhos (Bíblia Shedd).

3 Jacó ama a José mais do que a qualquer outro filho, portanto, plantando a semente da inveja e rancor. Jacó dá a José uma roupa especial. O hebraico não é claramente entendido. As versões grega e latina traduzem a frase como “túnica de muitas cores”. Roupas desempenham importante papel na história de José (vs. 3, 23; 39:12; 41:14) (Andrews Study Bible).
Tudo indica que Jacó estivesse planejando deixar José como sucessor. Como prova dessa sua intenção, distinguira-o dando-lhe a túnica principesca, ou de cores variadas (Bíblia Shedd).
Um sinal da posição de José como filho preferido (cf. 2Sm 13.18) e um sinal irritante aos irmãos de José do seu favoritismo (Bíblia de Genebra).
É um erro dos pais mostrarem predileção por certos filhos; mas não nos surpreende essa parcialidade de Jacó para com o rapaz que lhe recordava tão vividamente a amada Raquel. […] O casaco de muitas cores era uma túnica longa de delicada tessitura, com mangas, e própria para jovens príncipes ou nobres, que não eram designados para o trabalho subalterno do campo ou da casa (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

4 e já não lhe podiam falar pacificamente. Ou “não podiam saudá-lo com a paz”. A saudação era um elemento crucial nas boas maneiras de comportamento antigo (cf 1Sm 25.6). Tal falha em não estender a saudação ao irmão indicava um alto grau de animosidade (Bíblia de Genebra).

5 Os sonhos do rapaz são notórios e proféticos. No caso de José teria sido mais sábio que o rapaz tivesse conservado seus segredos trancados em seu próprio coração, embora a revelação deles fosse um tributo à sua simplicidade e inocência confiantes. A sugestão da grandeza futura suscitou uma inveja terrível por parte de seus irmãos, mas as mãos do Todo-Poderoso o sustentaram (49.23,24) (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

7-11 Primeira introdução ao sonhador. Ele não somente é favorecido pelo seu pai, mas também por Deus. Note a clara implicação do sonho para a hierarquia da família, que foi entendida pelos irmãos de José. Jacó guarda o assunto em sua mente (Lucas 2:19, 51) (Andrews Study Bible).

8 Reinarás. A questão retórica foi posteriormente respondida quando José veio a governar “sobre toda a terra do Egito” (41.43) e, então, sobre a família da aliança vivendo no Egito. A posição de José como cabeça da família da aliança foi confirmada quando ele recebeu o “direito de primogenitura” de seu pai Jacó “1Cr 5.2; cf Dt 33.16) (Bíblia de Genebra).

10 mãe. Provavelmente uma referência à madrasta de José, Lia, porque sua mãe, Raquel, já havia morrido no parto de Benjamim (35.16-20) (Bíblia de Genebra).

11 considerava o caso consigo mesmo. Esta declaração talvez antecipe a decisão posterior de Jacó de dar a José o direito de primogenitura e porção dobrada (v. 8; 48.5-6) (Bíblia de Genebra).

12-22 A idílica cena pastoral é manchada por um plano maldoso para se livrarem de José. Como primogênito, Ruben procura salvar o irmão. Contudo, após seu incesto com Bila (35:22), ele perdeu autoridade (Andrews Study Bible).

14 De Hebrom a Siquém a distância seria pouco mais que 100 km. A solicitude de Jacó por saber como estariam os filhos certamente se relacionava com o que havia acontecido em Siquém (cf 34.25-30). A mesma razão teria determinado a retirada dos jovens pastores para Dotã (Bíblia Shedd).

15 andava errante pelo campo. Por causa deste atraso ordenado por Deus, os ismaelitas chegaram bem a tempo (vs. 21-28) (Bíblia de Genebra) [provavelmente um enviado de Deus, homem ou anjo].
Não foi o acaso, mas a providência, que encaminhou esses midianitas ao poço naquela hora. Naturalmente, eles tinham fixado a hora da partida de sua terra natal […] sem levar em conta quaisquer outras considerações, que não seu próprio interesse e conveniência. Todavia, sem que o soubessem, estavam viajando segundo uma programação divina. […] Podemos estar num poço de negra infelicidade, mas Deus sabe que estamos ali e cronometra os momentos. Continuemos a confiar e não tenhamos medo! Bem-aventurados os que creem; para eles haverá precisa providência. Uma caravana já partiu há meses e chegará aqui na hora exata em que a presença dela será mais proveitosa e necessária (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

20 A mentira teria, forçosamente, de seguir-se ao assassínio planejado. É extremamente raro conseguir-se que um pecado ocorra isolado, relativamente a outros pecados (Bíblia Shedd).

23-28 José é despido de sua roupa e jogado em um poço seco, provavelmente uma cisterna vazia (Andrews Study Bible).

25 sentando-se para comer pão. Os irmãos, mais tarde, reconhecem o seu comportamento impiedoso (veja 42.21) (Bíblia de Genebra).

Ismaelitas. Nesta seção, o autor usa dois termos para os mercadores. Ismaelitas e midianitas são ou tribos aparentadas ou diferentes clãs da mesma tribo (Jz. 8:24). Dotã se situa próximo às principais rotas que atravessam Canaã a caminho do Egito (Andrews Study Bible).
Os Ismaelitas e os midianitas (36) eram descendentes de Abraão. A aparência de ambas as tribos e suas características eram tão comuns que uma dada caravana poderia receber tanto um nome como outro (Bíblia Shedd).

28 vinte siclos. Aproximadamente 0,2 kg (8 onças). O Código Babilônico de Hamurabi também atesta este preço para um escravo (veja também Lev. 27:5) (Andrews Study Bible).
Os vinte ciclos de prata corresponderiam próximo ao salário que então se pagava por dois anos e meio de trabalho. (Bíblia Shedd).

31-33 Observe a ironia desses versos. Tendo enganado a seu pai Isaque com pele de cabritos (27.9) e com a roupa de Esaú, (27.27), Jacó é agora enganado com o sangue de cabritos sobre a roupa de seu filho (Bíblia de Genebra).

35 sepultura. Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas,  ou morte (Bíblia NVI).

36 O favorito de seu pai se torna um escravo. Potifar. Um alto oficial da corte de Faraó. O nome significa “aquele a quem Ra [o deus sol] deu”. Esta forma de nome é confirmada em fontes extrabíblicas da época de Moisés (Andrews Study Bible).



Plano 777 by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2012, 6:24
Filed under: Sem categoria

Nós já estamos lendo a Bíblia juntos – Vamos também orar juntos!

777 – Grupo de Oração Mundial pelo Espírito Santo

Adventistas do Sétimo Dia de todo o mundo estão orando sete dias por semana, às 7 da manhã e às 7 da noite pelo derramamento do poder e presença do Espírito Santo.

Ao horar em qualquer momento dentro desta hora, você estará se unido a milhares de outros em outras zonas de tempo do mundo, trazendo unidade.


De: http://www.revivalandreformation.org/prayer#tab7

777 – Worldwide Holy Spirit Prayer Fellowship
Seventh-day Adventists are praying seven days a week at 7 a.m. and 7 p.m. for the outpouring of the Holy Spirit’s power and presence. Praying any hour on the hour a person will join with thousands of others in another time zone around the world bringing unity.


Download a printable flyer to share with your church.
Get the free InPrayer app to automatically remind you of the 7 a.m. and 7 p.m. prayer times!