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566 palavras
1 Tuas roupagens formosas. Isto é, vestes de beleza e santidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 302.
2 Do pó. Sião trocaria o pó pelo trono, uma vida de exílio por outra, de esplendor. CBASD, vol.4, p. 302.
3 Fostes vendidos. os judeus se venderam ao serviço do mal e, como resultado, sofriam nas mãos de seus vizinhos pagãos, os assírios, nos dias de Isaías, e anda seriam cativos em Babilônia. CBASD, vol.4, p. 302.
5 É blasfemado. Visto que podiam oprimir o povo hebreu, os pagãos pensaram que os seus deuses eram mais fortes que Yahweh. CBASD, vol.4, p. 302.
6 Saberá o Meu nome.Saber o nome de Deus é entender Sua vontade e confiar nEle. CBASD, vol.4, p. 302.
7 Boas novas. Isto é, o evangelho (ver com. de Mc 1:1; 2:10). CBASD, vol.4, p. 302.
10 O SENHOR desnudou o Seu braço. O poder de Deus foi manifesto, levando a vitória a Seu povo sobre os inimigos (ver Sl 98:1, 2; cf. Ez 4:7). CBASD, vol.4, p. 303.
11 Retirai-vos. Isto é, de Babilônia [cf. Ap 18:1-4]. CBASD, vol.4, p. 303.
Purificai-vos. Os exilados que voltariam deviam constituir um povo puro. … Os que saíssem de Babilônia espiritual deviam também se purificar (Ap 18:4; 21:27; cf. 1Jo 3:3). CBASD, vol.4, p. 303.
Vós que levais os utensílios do SENHOR. Os líderes de Israel seriam responsáveis por levar os utensílios sagrados do templo, de Babilônia a Jerusalém (Ed 1:7, 8; 5:14, 15; 6:5). … Os líderes do povo de Deus têm a responsabilidade solene diante de Deus de dar exemplo digno de um viver correto. CBASD, vol.4, p. 303.
13 Eis que o Meu Servo. Estas são as palavras introdutórias de uma nova seção que continua até Isaías 53:12. … Nesta nova seção, o Messias surge como o Servo sofredor (ver com. de Is 41:8; 42:1). Nas Escrituras, não há outro texto que apresente de forma mais vívida a natureza vicária e o caráter expiatório da obra de Cristo. … a ideia de salvação material e terrena para Israel como nação praticamente ofuscou o conceito aqui apresentado por Isaías, de que o messias primeiramente os libertaria de forma individual do poder e do castigo do pecado (ver DTN, 30; ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol.4, p. 303.
Procederá com prudência. Ou, “prosperará”. … O messias, o Servo sofredor, teria êxito em Sua missão (ver Fp 2:10, 11). CBASD, vol.4, p. 303.
Exaltado e elevado. Os poderosos da Terra se maravilhariam de que um homem tão insignificante segundo os padrões humanos pudesse ter tão tremenda influência sobre o pensamento e a vida do ser humano e sobre o curso da história (ver Is 52:14, 15). Hoje, milhões de pessoas consideram honra serem conhecidos como cristãos. CBASD, vol.4, p. 303, 304.
14 Pasmaram muitos. É surpreendente que o tão honrado Filho de Deus Se humilhasse de forma voluntária como Cristo o fez. Jesus velou Sua divindade na humanidade (ver com. de Lc 2:48) a fim de que o ser humano fosse atraído a Ele, não pela glória exterior, mas pela beleza de seu caráter. CBASD, vol.4, p. 304.
Seu aspecto. Depois de voltar do conflito contra Satanás no deserto da tentação e durante o conflito maior com os poderes das trevas no Getsêmani (DTN, 137, 689), a aparência de Jesus era tão diferente que até para Seus amigos foi difícil reconhecê-Lo. CBASD, vol.4, p. 304.
15 Admiração às nações. O mundo se maravilharia ante o fato de o humilde Servo sofredor, o Messias, vir a ser “exaltado e elevado” e se tornar “mui sublime” (v. 13). CBASD, vol.4, p. 304.
Fecharão a sua boca. Os poderosos da terra se emudecerão diante dEle, em espanto e reverência (ver Jó 29:9; 40:4). CBASD, vol.4, p. 304.
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ISAÍAS 52 – O mais poderoso despertamento espiritual acontece mediante a ação de Deus sobre quem está sonolento na fé. “Desperte! Desperte!, ó Sião, vista-se de força. Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e impuros não tornarão a entrar em você” – Assim inicia o capítulo em pauta.
Em Isaías 51:17 esse imperativo impetuoso já havia soado: “Desperte, desperte! Levante-se, ó Jerusalém, você que bebeu da mão do Senhor o cálice da ira dEle…”.
O chamado de Deus ao despertamento visa uma mudança de estado, uma conscientização da situação e a necessidade de se levantar de uma condição adversa. Especificamente, em Isaías 52:1 a chamada para despertar está ligada à ideia de fortalecimento e renovação. É uma exortação para o povo de Deus (Sião) levantar-se e vestir-se com força e, adotar uma posição de dignidade e santidade. Hoje, nós precisamos de…
• …Reconhecer nossa degradante condição espiritual: Assim como Jerusalém foi chamada a despertar para a realidade de sua situação espiritual deprimente, Isaías nos chama a atenção hoje da importância de estarmos cientes da nossa própria condição espiritual. Isso implica refletir sobre nossas escolhas, valores e relacionamento com Deus.
• …Renovação e fortalecimento espirituais: O apelo para vestir-se de força e roupas formosas indica uma busca por renovação e fortalecimento espiritual. Atualmente enfrentamos diversos desafios e distrações que visam prejudica a nossa fé. O profeta incentiva-nos a buscar ativamente uma renovação espiritual, fortalecendo nossa conexão com valores e princípios sólidos.
• …Rejeitar tudo o que é impuro: Diante do fato de que não entrará na cidade nada impuro (conferir Apocalipse 21:1-8), carecemos de uma separação radical daquilo que é prejudicial à nossa saúde espiritual. Temos de rejeitar ou afastar-nos de influências negativas que recebemos através de amigos, de entretenimento e das mídias.
O Deus que nos chama para o despertamento (Isaías 52:1) é Quem pode libertar graciosamente da escravidão (Isaías 52:2-5) a fim de que Sua glória seja espalhada pela Terra (Isaías 52:6-8). Toda ação de Deus é movida por Sua graça em prol de Seu povo (Isaías 52:8-10) com objetivo de estar com e entre as pessoas (Isaías 52:11-15).
Deus anseia estar presente conosco; e nós, queremos estar com Ele? Permitiremos que Ele nos desperte espiritualmente, ou preferimos dormir relaxadamente?
É melhor reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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1245 palavras
1 Ouvi-Me. Isaías se dirige aos piedosos de Israel, os que com sinceridade e fervor ansiavam pelo cumprimento das promessas feitas, mas que ficaram desanimados por causa da demora e do aparente fracasso (ver com. de Is 49:4; 14; 50:1). Eles se esqueceram de como o Senhor tinha conduzido os pais no passado (ver EF, 72). Deus os convida a se voltarem a Ele e esquecerem suas dúvidas e apreensões. Para os que os que buscam a justiça e o livramento só há um caminho para alcançar esses objetivos: obediência fiel à voz do Senhor. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 298.
Justiça. Os que semeiam retidão [v. 7] colherão justiça, êxito e livramento [v. 5]. Um é a causa, e o outro, o resultado. … Se fizesse apenas o que é correto, Israel poderia esperar justiça, êxito e livramento. CBASD, vol. 4, p. 298.
De que fostes cortado. Assim como a pedra é tomado da pedreira e se transforma em parte de um lindo templo, o povo de Israel foi tirado do Egito e da Mesopotâmia e preparado por Deus para ser Seu representante. Quantas maravilhas o Senhor fez em favor desse povo! Então, Ele os insta a ter ânimo e a crer pela fé que Ele fará o mesmo mais uma vez. CBASD, vol. 4, p. 298, 299.
2 Olhai para Abraão. Deus relembra Israel de sua origem como nação (Gn 11:28, 31; 12:1, 4, 5). Triunfos do passado devem inspirar coragem no presente e esperança no futuro (ver Os 1:10). CBASD, vol. 4, p. 299.
4 porque de Mim sairá a lei. Do heb. torah, que inclui toda a vontade de Deus revelada (ver com. de Dt 31:9; Sl 19:7). Deus promete continuar a revelação de Suas promessas a Israel (ver Am 3:7). CBASD, vol. 4, p. 299.
A palavra [torah] vem da raiz que significa … “almejar um alvo”. Já que o sentido básico de pecado é “errar o alvo que Deus propõe”, é importante reconhecer que a lei conduz à vontade de Deus, e nos aponta para a pessoa de Jesus Cristo. É neste sentido que consta aqui, como parte integrante da revelação de Deus, que é Sua palavra. Bíblia Shedd.
O Meu direito. A justiça divina seria outra vez estabelecida na Terra (ver com. de Is 42:4, 6), e a confiança no governo de Deus traria um espírito de paz e segurança. CBASD, vol. 4, p. 299.
5 Minha justiça. Isto é, “Meu livramento” (ver com. do v. 1). O livramento que Deus promete a Seu povo não tardará [Virá com certeza e no tempo certo]. CBASD, vol. 4, p. 299.
As terras do mar. nações gentílicas. CBASD, vol. 4, p. 299.
6 Os céus desaparecerão A hora se aproxima quando os céus atmosféricos “se desfarão” (2Pe 3:10, 11). Céus e terra podem passar, mas a vontade de Deus (ver com. de Is 51:4) permanece para sempre (ver Mt 5:18). CBASD, vol. 4, p. 299.
7 Que conheceis a justiça. Os que conhecem a justiça são definidos neste versículo como os que têm a lei de Deus – uma transcrição de Seu caráter – no coração. Sua vontade revelada (ver com. do v. 4) está gravada na mente deles, e seu caráter é semelhante ao caráter divino (ver Gl 2:20; Cl 1:27; 1Jo 3:2, 3). CBASD, vol. 4, p. 299.
8 A traça. Ver com. de Mt 6:19, 20; Cf Is 50:9. Pecado e pecadores desaparecerão, mas a justiça é permanente. A transgressão trará inevitavelmente a ruína, mas aobediência traz vida ebênção (Is 1:19, 20, 28; Jo 3:16; Rm 6:23; ver com. de Mt 7:21-28). CBASD, vol. 4, p. 299.
9 Desperta, desperta. Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade. Ron E M Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/16/.
Nos dias passados. Representando os piedosos de Israel, Isaías roga a Deus que repita os grandes feitos de livramento que marcaram o passado (ver com. dos v. 1 e 2). CBASD, vol. 4, p. 299.
Egito. Heb. rahabh, lit “o orgulhoso”, “o insolente”. Aplica-se claramente aoEgito, como também em Sl 89.10, onde aparece o nome Raabe (cf Sl 87.4). A referência específica é a derrota sofrida pelos exércitos do Egito, ao perseguir os israelitas, depois do Êxodo. Bíblia Shedd.
monstro marinho. O crocodilo do Nilo tem servido como símbolo do Egito. Bíblia Shedd.
10 Secou o mar. Referência à travessia do Mar Vermelho (ver Êx 14:21; cf. Is 43:16). CBASD, vol. 4, p. 299.
11 Os resgatados. Ver com. de Is 35:10. Isaías outra vez prediz o retorno do cativeiro babilônico. Da mesma forma, “todo o Israel” (Rm 11:26), ou os filhos espirituais de Abraão (Gl 3:29), será libertado da tirania da babilônia espiritual (Ap 18:1-4; 19:1, 2; 21:1-4). CBASD, vol. 4, p. 299.
12 Eu, Eu. A repetição do pronome enfatiza o Senhor como a fonte da confiança de Israel. Se Deus estava com eles, quem seria contra eles (ver Rm 8:31)? CBASD, vol. 4, p. 299.
13 Esqueceres do SENHOR. Esta foi a causa de todas as dificuldades que sobrevieram a Israel e de todas as que ainda enfrentariam. Paulo fala do perigo de se esquecer de Deus (ver Rm 1:20-24). CBASD, vol. 4, p. 300.
14 Não descerá à sepultura. Nenhum poder na Terra poderia frustrar o propósito divino de libertar os Seus quando chegasse a hora. CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Minhas palavras. Isto é, as palavras de Deus na boca de Isaías. CBASD, vol. 4, p. 300.
Estenda novos céus. Ou, “estabeleça os céus”(ver com. de Is 40:12). Isaías contempla a terra restaurada ao seu estado edênico (ver Is 65:17; 66:22; 2Pe 3:13). CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Tu és o meu povo. Isto é um grande conforto e encorajamento para os israelitas que antes do cativeiro ouviram a sentença: “Não sois o meu povo!”. Bíblia Shedd.
17 Desperta, desperta. No v. 9, Israel dirige estas palavras ao Senhor. Aqui, Deus fala a uma Jerusalém pecadora para despertá-la de um estupor causado pelo cálice da ira de Deus. Aplicação de castigo é associada em geral ao derramamento da taça da ira (Sl 75:8; Jr 25:15, 16; Ez 23:32-34; Ap 14:10). Exorta-se com fervor a Jerusalém para que desperte e volte a si antes que seja tarde demais. CBASD, vol. 4, p. 300.
18 Nenhum a guiou.Os filhos de Jerusalém tinham perecido na batalha (Is 49:20, 21), e ela se encontrava só no exílio (ver com. de Is 49:21). Ela teve muitos filhos, mas nenhum deles estava presente para ajudá-la. Na hora de maior necessidade, ela se encontrava totalmente abandonada. O alívio só viria de Deus. CBASD, vol. 4, p. 300.
Justamente os líderes políticos de Jerusalém tinham sido politiqueiros internacionais, e por isso foram os primeiros a ir para o cativeiro, na leva de 605. a.C. Bíblia Shedd.
19 Estas duas coisas. A primeira (fome e espada) ocasionou a outra: desolação e destruição (ver Ez 14:21; Ap 6:8). CBASD, vol. 4, p. 300.
20 Como o antílope. Eles são como um animal selvagem capturado numa rede, tentando freneticamente escapar e que, finalmente, desistem devido ao cansaço. CBASD, vol. 4, p. 300.
22 Minha ira. Ao castigar Israel, Deus lidou com o povo como um pai amoroso lida com um filho desviado (ver Pv 3:11, 12; Hb 12:5-11; Ap 3:19). CBASD, vol. 4, p. 300.
Jamais dele beberás. A hora da libertação está próxima. CBASD, vol. 4, p. 300.
23 pô-lo-ei nas mãos dos que te atormentaram. A razão para passar adiante a taça da fúria divina aos opressores de Israel é claramente apresentada em Isaías 10:5 a 13; e 49:25. A crueldade desmedida dos conquistadores de Israel demandava justiça. CBASD, vol. 4, p. 300.
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ISAÍAS 51 – Muitos têm distorcido o caráter divino. Há quem prefere que Deus seja mais agressivo, rígido. Tem quem elabora conceitos de Deus como vingativo, cruel, justiceiro, etc. Assim, muitos pintam um Deus diferente do Deus que revela-Se na Bíblia.
Há, também, outros que acham que Deus é permissivo, tudo pode, um avô bonachão que não apenas permite tudo mas deve conceder tudo o que as pessoas mimadas e egoístas querem.
Para iludirem-se com imagens de Deus conforme a preferência, alguns “espertinhos” selecionam certos textos que tratam só sobre “amor de Deus” ou, só sobre “ira de Deus” conforme lhes convêm – passando assim a ideia de serem bíblicos. Porém, desvirtuar o caráter de Deus é tudo o que Satanás pretende e, ao assim fazermos, trilhamos segundo os interesses diabólicos!
A fim de obter equilíbrio é preciso considerar o todo. Por exemplo, considere todos os versículos de Isaías 51. E, então, observe:
• Deus é justiça e ao mesmo tempo é misericórdia: Isaías 51 destaca a proximidade da justiça de Deus, referindo-se à Sua Lei como luz para os povos; contudo, também enfatiza a consolação que o Senhor proporcionará a Sião, transformando lugares assolados em lugares de regozijo. Isso sugere um equilíbrio entre justiça e misericórdia, onde Deus traz consolo e alegria para Seu povo, apesar das dificuldades causadas pelo pecado.
• Deus Se ira, mas também oferta salvação: Isaias 51 menciona a ira divina, especialmente ao descrever o cálice do furor do Senhor que Jerusalém bebeu. Entretanto, o próprio Deus profere promessas de salvação e redenção. Os últimos versículos declaram que Deus tirará o cálice da ira das mãos de Jerusalém e o colocará nas mãos daqueles que afligiram Seu amado povo. Isso indica que, apesar a ira inicial, a salvação prevalecerá no final.
Por causa destes dois itens, a salvação acontece apesar de nossas inúmeras transgressões. A ira e o furor dão lugar ao amor que traz restauração, consolação, redenção e esperança em resposta às nossas ações pecaminosas.
Desta forma, Deus lida com a ira diante do pecado, mas oferece salvação e consolo ao pecador. Por isso, o profeta exulta: “Quem é comparável a Ti… Tu, que não permaneces irado para sempre, mas Tens prazer em mostrar amor” (Miqueias 7:18). Por isso, reavivemo-nos em Deus! – Heber Toth Armí.
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636 palavras
As profecias dos capítulos que estamos estudando se realizaram em Jesus, portanto sua compreensão é de grande importância para todos.
1 Onde esta a carta de divorcio de vossa mãe. A mãe é Judá, os filhos são os judeus, e o pai é Deus. Não havia certificado de divorcio, pois Deus não havia Se divorciado de Judá (ver Dt 24:1-4); ela é que O havia deixado. Oseias, contemporâneo de Isaías, apresenta parábola semelhante (ver Os 1-3; cf. Ez 16:8, 15). Deus jamais renunciou aos seus direitos como esposo legal de Judá, e tentou de todos os meios possíveis persuadi-la a voltar (comparar com a experiência de Oseias com Gômer, em Os 2). CBASD – Comentário Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 295.
Meu credor. A metáfora muda. Judá, no cativeiro babilônico, será escrava e concluiria que seu Amo a vendera para satisfazer a exigência de credores (ver Lv 25:39; Dt 15:12). Deus, porem, não tem credores. Os judeus, por sua má conduta, se venderam e se tornaram servos do pecado (Is 52:3; cf. Rm 6:16). Essa foi a razão por que foram feitos escravos de pagãos. CBASD, vol. 4, p. 296.
2 Acaso, se encolheu tanto a Minha mão … ? A sujeição de Judá aos pagãos se devia à incapacidade de Deus de salvá-la? Não! Ele salvou Israel do Egito, da Assíria e ainda o salvaria de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 296.
4 O SENHOR Deus Me deu língua de eruditos. Este versículo introduz uma nova seção. O Messias … vem como Mestre da humanidade. No entanto, é instruído pelo Pai (ver Jo 3:2; 5:19; 8:28; DTN, 208, 417). CBASD, vol. 4, p. 296.
Dizer boa palavra. O Messias viria ao mundo como a “Palavra” viva (Jo 1:1, NVI) ou porta-voz de Deus, e Sua missão constante era confortar e instruir os que estavam cansados do pecado (Mt 11:28; ver DTN, 208, 417; PJ, 139, 336). O inquieto coração dos pecadores só encontra paz na salvação generosamente oferecida por meio de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 296.
5 O SENHOR Deus me abriu os ouvidos, e Eu não fui rebelde, nao Me retraí. Os “ouvidos” de Cristo estavam sempre prontos a ouvir o que o Pai falava (ver com. do v. 4). Ele nunca buscou fazer Sua própria vontade, mas a de Seu Pai, que O enviou (Sl 40:6, 8; Jo 5:30; ver com. de Lc 2:49). Mesmo na amarga experiência do jardim do Getsêmani, Ele não recusou o “cálice” levado a Seus lábios trêmulos (Mt 26:42; Fp 2:8). CBASD, vol. 4, p. 296.
6 Ofereci as costas aos que Me feriam. A previsão do v. 6 se cumpriu quando Jesus foi açoitado (Mc 15:15). CBASD, vol. 4, p. 296.
8 Perto está o que Me justifica; quem contenderá comigo? O Pai estava próximo quando Jesus foi pendurado na cruz, embora Jesus tenha Se sentido abandonado (ver DTN, 753, 754). CBASD, vol. 4, p. 296.
Quem é Meu adversário? Satanás, “o acusador” (Ap 12:10; cf. Zc 3:1), atacou Cristo, mas suas alegações nao eram válidas (ver Jo 14:30). Cristo era inocente e sabia que o acusador era ciente disso. As acusações apresentadas contra Cristo revelaram a maldade dos que tentavam incriminá-Lo. CBASD, vol. 4, p. 296.
9 Deus Me ajuda. A confiança no amor do Pai e a perfeita submissão à Sua vontade sustentaram o Salvador durante o ultimo conflito contra os poderes das trevas (sobre a confiança em momentos difíceis, ver Sl 37:3-20, 32-40). CBASD, vol. 4, p. 296.
Consumidos. Ou, “gastos”, isto é, perecerão (ver Sl 102:26). CBASD, vol. 4, p. 296.
10 Andou em trevas. Há momentos de trevas e perplexidade mesmo para os que seguem o Senhor. O inimigo desencoraja e confunde. Assim foi a experiência de Jó, e, mais tarde, de João Batista. É privilégio de todos que se encontram em circunstâncias semelhantes depositar a confiança em Deus. No tempo certo, Ele manifesta Seu poder. CBASD, vol. 4, p. 297.
11 Eia! Todos vós que acendeis fogo. Existe sempre o perigo de os que professam servir ao Senhor abandonem o caminho do Céu para andar em seus próprios caminhos. Em lugar da luz do Céu, buscam a sua própria. Como Nadabe e Abiú, oferecem “fogo estranho” perante o Senhor (Lv 10:1, 2; ver com. de Mt 6:22, 23).
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ISAÍAS 50 – Para um povo desobediente, Deus tem um Servo obediente. Isso é fruto da graça; graça é resultado de um Deus que tem um coração terno, amoroso, misericordioso e compassivo. Considere estes três pontos expostos por Merrill Unger:
• Em Isaías 50:1-3: “O povo desobediente é apresentado”.
• Em Isaías 50:4-9: “O obediente Servo-Salvador é profetizado”.
• Em Isaías 50:10-11 contém “Promessa de salvação e ameaça de juízo”.
Ao tratar da profecia concernente ao Messias, Unger afirma que o Servo “virá como erudito e dócil, obediente no sofrimento, na rejeição e na morte (cf. Fp 2:6-8). O Servo vencerá como corajoso campeão, confiando em Deus, fazendo Sua vontade, ousadamente seguro do êxito, e desafiando toda oposição”. Contudo, a salvação é opcional. “O caminho da salvação passa pela fé e pela obediência”, em contraste com “o caminho da destruição [que] passa pela incredulidade e pela desobediência”.
“Quem entre vocês teme o Senhor e obedece à Palavra de Seu servo” (Isaías 50:10). Quem ouve a Palavra divina, anda na luz neste mundo em trevas; mas, quem confia em opiniões humanas, anda nas próprias faíscas (Isaías 50:10-11).
“As palavras que o Senhor enviou serão rejeitadas por muitos, e as palavras que o ser humano fala serão recebidas como luz e verdade. A sabedoria humana levará para longe da negação própria e da consagração, e planejará muitas coisas que tenderão a invalidar as mensagens de Deus. Não podemos, com segurança, confiar em pessoas que não estão em íntima ligação com Deus. Elas aceitam a opinião humana, mas não conseguem discernir a voz do verdadeiro Pastor, e sua influência desviará a muitos, ainda que se acumule diante de seus olhos evidência após evidência que testifique sobre a verdade que o povo de Deus tem para este tempo”, aplica Ellen White o texto de Isaías 50.
Referindo-se ao povo de Deus no passado, Unger destaca que no texto “eles são dramaticamente desafiados pelo próprio Senhor a prová-lO infiel como marido e pai. Sobre eles pesa a responsabilidade do cativeiro e do divórcio do Senhor, e são decididamente condenados por conta de sua incredulidade, desobediência e desrespeito pelo poder do Senhor”.
Hoje, devemos aprender ouvir e discernir a voz do Servo do Senhor; e, então, obedecer às Suas sábias instruções para a salvação! – Heber Toth Armí.
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1287 palavras
1 Ouvi-me, terras do mar. Deus fala às “terras do mar”, ou nacoes gentias que ficavam às margens do Mediterraneo. Este versiculo da inicio a uma seção importante do livro de Isaias (Is 49-53), nas qual o “servo” do Senhor é basicamente Cristo. CBASD – Comentário Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 292.
Pode significar “nações remotas”, ou o estrangeiro em geral. Bíblia Shedd.
Desde o ventre de Minha mãe fez menção do Meu nome. Jesus recebeu Seu nome antes de nascer. Bíblia Shedd.
Desde o momento da concepção, Cristo foi separado para um propósito: trazer salvação para a humanidade (Mt 1:20, 21). O quadro profético do Messias em Sua obra é inigualável. CBASD, vol. 4, p. 292.
2 Como uma espada aguda. Isto e, a mensagem do Messias seria eficaz. A espada é um símbolo apropriado do poder cortante, penetrante da Palavra de Deus (ver Os 6:5/ Ef 6:17; 2Ts 2:8; Hb 4:12; Ap 1:16; 19:15, 21). CBASD, vol. 4, p. 292.
Flecha. Outro símbolo do poder penetrante das palavras de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 292.
3 És Israel. O versículo que os judeus usam para dizer que estas profecias dizem respeito à descendencia natural de Israel; não deve ser assim interpretado, pois é a definição do verdadeiro Israel de Deus, que revela a gloria de Deus, para proclamar as virtudes do seu Salvador (1Pe 2.9-10). Bíblia Shedd.
4 Debalde tenho trabalhado. Foi verdade que Cristo, às vezes, sentiu que Seu ministério em prol da humanidade era pouco apreciado. CBASD, vol. 4, p. 292.
5 Para reunir Israel a Ele. Cristo veio para trazer Israel de volta a Deus (ver Ez 34:11-16; Mt 15:24). CBASD, vol. 4, p. 292.
6 Luz para os gentios. Ele [Cristo] veio para ser o Salvador, não só de Israel, mas do mundo (Jo 3:16). Barreiras nacionais seriam derrubadas (Ef 2:14), e Sua mensagem de esperanca chegaria aos confins da Terra (Mt 24:14; sobre a missão de Israel no mundo, ver p. 12-25). CBASD, vol. 4, p. 292.
7-12 Agora Deus é Quem fala sobre a gloria do Seu Servo desprezado, o qual virá a ser mediador da aliança e Redentor do seu povo. Bíblia Shedd.
7 Os reis O verão. Comparar com Is 52:15. O Messias viria como “servo” (Is 49:15; 52:13; ver com. de Is 41:8) e seria desprezado (Is 52:14; 53: 2, 3), mas chegaria o tempo em que os mais honrados da terra se ajoelhariam diante dEle e O adorariam (ver Sl 72:10, 11; ver com. de Is 45:23; 52:13-15; ver também p. 15-17). Ninguém foi tão odiado como Ele, e ninguém é mais amado do que Ele. CBASD, vol. 4, p. 292.
8 No tempo aceitável. Literalmente, “num tempo de favor [divino], referindo-se à vida e ao ministério de Cristo (vr Is 61:2; cf Lc 4:19). CBASD, vol. 4, p. 292.
As herdades assoladas. Uma expressão figurada. O Messias traria a Seu povo o cumprimento das promessas feitas aos pais. … A terra estava desolada e arida espiritualmente, como resultado do pecado (ver DTN, 36, 37); mas, quando chegou a hora, Deus enviou Seu Filho ao mundo (Gl 4:4), e por meio dEle derramou “um diluvio de graca vivificadora, o qual nunca seria impedido nem retido enquanto o plano da salvacao se houvesse consumado” (DTN, 37). CBASD, vol. 4, p. 292, 293.
9 Em trevas. Isto é, as trevas da ignorância e do pecado. Cristo veio à Terra como a Luz do mundo, para tirar a humanidade das trevas para a gloriosa e salvadora luz do evangelho. CBASD, vol. 4, p. 293.
Pastarão nos caminhos. Representa-se um rebanho aos cuidados de um pastor amoroso, que não lhe deixa faltar pasto nem água (ver Sl 23; Jo 10:11, 14). CBASD, vol. 4, p. 293.
Voltariam em paz para suas casas, ate tirando proveito dos obstáculos. Bíblia Shedd.
12 De longe. Os exilados de Israel voltariam de todas as partes à sua terra natal, e dos confins da Terra caminhariam para a verdadeira luz (ver com. do v. 11; ver Is 56:6-8). CBASD, vol. 4, p. 293.
Sinim. Provavelmente uma terra distante ao sul ou a leste de Judá, visto que o norte e o oeste já foram mencionados [hipóteses propostas pelos teólogos: China, Assuã, Persia]. CBASD, vol. 4, p. 293.
Pode ser Assuã, no Nilo, onde se desenvolveu uma colonia israelita. Bíblia Shedd.
14 Mas Sião diz. Deus tinha grandes planos para Seu povo, mas este pensava que o Senhor o havia esquecido (ver com. de Is 40:27; 54:6, 7; cf Sl 137:1-4). CBASD, vol. 4, p. 293.
15 Pode uma mulher …? O amor mais forte que o ser humano conhece é o de uma mãe por seu filho, e Deus usa esse amor para ilustrar o Seu amor por Israel. CBASD, vol. 4, p. 293.
16 Nas palmas das Minhas mãos te gravei. Ou “inscrevi”, “te esculpi”. Israel temia que Deus tivesse Se esquecido das promessas da aliança feitas a seus pais (ver com. do v. 14). A situação de Israel na época de Isaias podia sugerir tal esquecimento. No entanto, Deus declarou que eles nao tinham ideia da profundidade e durabilidade de Seu amor por eles como um povo (ver Dt 7:7, 8). Por toda a eternidade, as marcas dos pregos nas maos de Cristo serao um lembrete de Seu amor pelos pecadores (ver Jo 15:13). CBASD, vol. 4, p. 293.
Teus muros. Isto é, os muros de Sião, símbolo de força e do bem estar da nação. CBASD, vol. 4, p. 293.
17 Teus filhos. Isto é, os judeus do exílio, que voltariam para reconstruir os muros de Jerusalém, apos a destruição de Nabucodonosor (2Rs 25:10). CBASD, vol. 4, p. 294.
Teus destruidores. Os assírios e, principalmente, os babilônios. Os destruidores de Jerusalém seriam destruídos. CBASD, vol. 4, p. 294.
18 Todos estes. Isto é, os exilados que retornariam (ver Is 60:4, 5), e que junto com os prosélitos gentios, reergueriam os muro de Siao (Is 60:3, 4, 10; ver p. 15, 16). CBASD, vol. 4, p. 294.
De todos estes te vestirás. Representa-se Sião vestida com seus habitantes como uma noiva elegantemente adornada. Os exilados e os prosélitos seriam para ela como ornamento de graça e beleza (ver Is 62:3; Ml 3:17). CBASD, vol. 4, p. 294.
A gloria, a formosura e o atavio de uma mulher israelita era ter a sua família ao seu redor. Jerusalém, agora triste, é convidada a receber, com júbilo, seus filhos que voltam. Bíblia Shedd.
19 Estreita demais. Judá seria restaurada e repovoada. Se a nacao restaurada tivesse sido fiel, o territorio original se tornaria pequeno demais para o aumento da população (ver Is 54:2, 3; Zc 10:10). CBASD, vol. 4, p. 294.
21 Quem me gerou … ? Sião, ao se considerar abandonada e desolada (ver com. do v. 14), se enriquece com sua situação (ver Is 54:1). CBASD, vol. 4, p. 294.
Em exílio. Antecipando-se ao cativeiro babilônico, Isaias, sob inspiração divina, ouve o Israel cativo falar do que lhe sucederia “às margens dos rios da Babilonia” (Sl 137:1). CBASD, vol. 4, p. 294.
22 As nações. As nações ajudariam os judeus à retornar à sua terra natal e a restaurar Sião após o cativeiro (ver com. de Ed 7:15; 8:25-27; ver p. 16-19). CBASD, vol. 4, p. 294.
23. Reis serão os teus aios. Os governantes da terra ajudariam os judeus a retornar à sua pátria e a reconstruir Siao. CBASD, vol. 4, p. 294.
Lamberão o pó. Expressão oriental que descreve a humilhação dos súditos ou dos povos conquistados perante seus superiores ou conquistadores (cf. Mq 7.17; Sl 72.9). Bíblia Shedd.
24 Tirar-se-ia a presa ao valente? Uma pergunta retórica, cuja resposta esta nos v. 25 e 26. CBASD, vol. 4, p. 294.
Jesus é o Redentor que tira a presa de Satanás. Bíblia Shedd.
25 Os presos. Refere-se, primeiramente, aos hebreus cativos, os que foram levados pelos assírios e os que seriam levados por Nabucodonosor, e depois, de modo figurado, a todos os feitos cativos por Satanás. CBASD, vol. 4, p. 294.
Salvarei. A resposta é enfatica: Deus pode e irá salvar. Seu povo nada tem a temer. Eles não devem concentrar a atencao na forca de seus opressores, mas no poder de seu grande Libertador. CBASD, vol. 4, p. 294.
Teus filhos. Isto é, os filhos de Sião (ver v. 14-22). Isaias se refere em particular aos exilados hebreus espalhados por terras estrangeiras. … É privilegio dos pais reivindicar para seus filhos a promessa feita ao antigo Israel, pois os pequeninos sao objeto do amor divino. CBASD, vol. 4, p. 294.
26 Com sua própria carne. Cf 9.20. É o castigo que o zelo do Senhor faria cair sobre os opressores vencidos. Bíblia Shedd.
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ISAÍAS 49 – Há diversas imagens neste capítulo que evocam o caráter de Deus em relação ao povo aflito, sofrido e angustiado. Considere:
• Servo: Embora seja difícil definir se o servo aqui seja Israel, Isaías ou o remanescente fiel, há referência ao Messias como verdadeiro servo de Deus que cumpre a missão de restaurar Israel. Jesus, o Filho de Deus, é o Servo humilde, submisso, dependente que, com Sua fidelidade e sacrifício alcançará o propósito divino para judeus e gentios (para o mundo) (Isaías 49:1-6).
• Redentor: Embora o contexto esteja relacionado ao retorno do cativeiro babilônico, a libertação do pecado coaduna com o texto. O Messias seria “desprezado” e “detestado pela nação” (Isaías 49:7), explícito em Isaías 53:3, onde acrescenta que Ele “foi desprezado e rejeitado pelos homens…”. Através dEle, líderes do mundo reconheceriam a fidelidade de Deus, que O escolheu.
• Pastor: Jesus é o Bom Pastor que cuida de Seu rebanho com amor, orientação e proteção. Esta imagem enfatiza compaixão, cuidado e liderança divina sobre o povo sofredor, semelhante a um terno pastor cuida de frágeis ovelhinhas (Isaías 49:10-13).
• Mãe: A metáfora da mãe ilustra amor e compaixão em Deus. Assim como uma mãe não esquece seus filhos, Deus não esquece Seu povo (Isaías 49:14-21). Então, “quando tentados a pecar, lembremo-nos de que Jesus intercede por nós no Santuário Celestial. Quando pomos de parte nossos pecados e vamos ter com Ele, com fé, Ele toma nos lábios nosso nome, e o apresenta ao Pai, dizendo: ‘Eis que na palma das Minhas mãos, te gravei’ (Is 49:16). Conheço-te por nome’. E parte então para os anjos a ordem de proteger-nos” (Ellen White).
• General Valente: Deus é retratado como um Poderoso Guerreiro, Líder Militar, que luta em defesa de Seu povo (Isaías 49:22-26). “Na controvérsia com os fariseus em torno do poder com que expulsava os demônios, Jesus conclui o argumento valendo-Se desta ilustração de Isa. 49. Pelo valente bem armado ‘que guarda a sua própria casa’ (Luc. 11:21) é retratado Satanás que defendia seu domínio neste mundo… O mais valente do que ele, que o vence e lhe tira a armadura e divide os despojos, não é outro senão Cristo mesmo, que expelia demônios com autoridade divina” (Siegfried Schwantes).
Diante destas imagens divinas, vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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663 palavras
1 Ouvi isto. Isaías se dirige aos hipócritas de Israel, aqueles que professavam servir a Deus, mas na verdade faziam o que queriam (ver com. de Mt 6:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 288.
2 Da santa cidade tomam o nome. Esses traidores professavam ser cidadãos de Sião, mas o eram apenas no nome … Eles buscavam os benefícios que resultavam da lealdade a Deus, mas não estavam dispostos a pagar o preço da obediência (ver com. de M7 7:21-27). Queriam todos os privilégios do discipulado, mas se recusavam a assumir as responsabilidades. CBASD, vol. 4, p. 288.
3 As primeiras coisas … anunciei. Não os pagãos, mas o infiel povo de Judá é chamado a reconhecer a presciência de Deus. CBASD, vol. 4, p. 288.
De repente. Deus predisse esses eventos, mas os hipócritas infiéis foram pegos de surpresa (ver Mt 24:39). Em Tessalonicenses 5:1 a 8, há um conselho semelhante para os que aguardam a vinda do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 288.
5 O meu ídolo fez estas coisas. Israel tinha acabado de sair do Egito quando atribuiu sua libertação a um ídolo (Êx 32:4). CBASD, vol. 4, p. 288.
8 Eu sabia que procederias mui perfidamente. Deus conhecia o caráter perverso dos israelitas e sabia que não queriam acreditar e que, até o fim, tentariam justificar sua rebeldia. A seguir, ele apresenta uma série de predições incomuns, incluindo o cativeiro por vir, a missão de Ciro um século antes de sua época, a libertação do jugo babilônico e outros eventos que culminariam com a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 288, 289.
9 Por amor ao Meu nome. Por causa da perversidade …, o povo de Judá não merecia a misericórdia ou o favor de Deus. Sua queda, porém, traria opróbrio sobre seu santo nome, pois O considerariam caprichoso, vingativo e incapaz de cumprir seus próprios planos. O nome de Deus representa Seu caráter: um Deus “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34:6). CBASD, vol. 4, p. 289.
11 Por amor de Mim. Se não tivesse redimido Israel, o nome do Senhor teria sido profanado entre os pagãos. Deus restauraria os filhos de Israel, não por mérito deles, mas por Sua misericórdia. CBASD, vol. 4, p. 289.
16 Agora, o SENHOR Deus Me enviou a Mim e o Seu Espírito. De acordo com o contexto … Cristo é Quem fala. Foi Deus Quem enviou Jesus em Sua missão. Jesus tem estado com o Pai desde o início (Jo 1:1-3); mas, quando o Pai Lhe deu uma obra a realizar neste mundo de pecado, Ele deixou o Céu para cumpri-la (Jo 1;14; 3:34; 6:29, 57; 17:3, 4). Quando Jesus veio ao mundo como o Messias, Deus enviou o Espírito Santo para estar sobre Ele (Is 11:2; 42:1; 61:1-3; Mt 3:16; Lc 4:18-21; Jo 1:32, 33; At 10:38). Aqui são mencionados os três membros da Divindade (ver com. de Is 42:1). CBASD, vol. 4, p. 289.
17 Que te ensina o que é útil. Cristo veio para ensinar à humanidade os segredos da paz e das bênçãos … e guiá-la no caminho da vida eterna. CBASD, vol. 4, p. 289.
18 Ah! Se tivesses dado ouvido aos Meus mandamentos! Os mandamentos de Deus foram dados para guiar a humanidade nos caminhos da paz e da justiça (Sl 119:1, 2, 6, 9, 165; Pv 3:1, 2). Todas as leis de Deus são para o bem do ser humano, para guiá-lo no caminho da retidão e protegê-lo do pecado e do sofrimento. CBASD, vol. 4, p. 290.
19 Os teus descendente, como a areia. ver Gn 22:17; 32:12. A obediências resultaria numa descendência numerosa; mas a desobediência causaria extinção. CBASD, vol. 4, p. 290.
20 Saí da Babilônia. Esta é uma antecipação do tempo quando Deus chamaria Seu povo para sair de Babilônia [literal], a fim de não ter o mesmo destino dela (jr 50:8; 51:6, 45). Nos últimos dias, faz-se o mesmo convite urgente ao povo de Deus; contudo, com respeito à Babilônia espiritual (Ap 18:4). CBASD, vol. 4, p. 290.
22 Não há paz. Paz é o resultado seguro da justiça (ver com. de Is 32:17), e é completamente inatingível para os que andam nos caminhos do mal. No v. 18, a paz está associada à obediência aos mandamentos de Deus. Embora o ser humano busque a paz com sinceridade, não pode assegurá-la a não ser pelos meios instituídos por Deus. CBASD, vol. 4, p. 290.
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ISAÍAS 48 – Comentando sobre o conteúdo deste capítulo, Siegfried Schwantes faz algumas importantes colocações: “Logo no exórdio os ouvintes são lembrados de sua nobre origem, a fim de mostrar porque sua fidelidade para com o Senhor era tanto mais grave. Orgulhavam-se de pertencer à casa de Jacó e de se chamar Israel, e mais particularmente de pertencer à linhagem de Judá”.
• A razão do orgulho deles deveria ser motivação à responsabilidade – a mesma mensagem deve ser para nós hoje que, muitas vezes, orgulhamo-nos de pertencer à Igreja de Deus
“‘Jurar pelo nome do Senhor’, implicava num reconhecimento de Jeová como o único Deus a quem deviam lealdade. Mas o profeta se queixa que esta lealdade estava eivada de hipocrisia. A vida que viviam desmentia sua profissão de fidelidade. Sua religião no fundo era destituída de verdade e de justiça. O v. 2 reformula a queixa anterior. Orgulhavam-se de ser moradores de Jerusalém, a cidade que era santificada pela presença do Templo… Nada há condenável em firmar-se sobre o Deus de Israel. Condenável é, porém, fazer da religião um mero arrimo em momentos difíceis e negar sua validade na vida quotidiana”, declara Schwantes.
Isso explica a motivação divina para a exposição de Isaías 48. Considere o esboço abaixo, reflita em cada tópico e subtópico extraídos desse capítulo:
- Desobediência do povo de Deus (Isaías 48:1-8).
• Deus repreende à hipocrisia.
• Deus evidencia a persistência na idolatria e desobediência.
• Deus revela as consequências da rebeldia.
- Chamado de Deus à obediência (Isaías 48:9-15).
• Deus revela Sua fidelidade e propósito.
• Deus exorta à obediência como resposta ao Seu amor.
• Deus convida ao arrependimento e à transformação.
- Deus revela Seu precioso plano (Isaías 48:16-22).
• Deus sempre revelou Seu plano.
• Deus revela soberania e conhecimento através de Seus planos.
• Deus incentiva Seu povo a viver alinhado com Seus grandiosos propósitos.
Há uma maravilhosa aula do caráter gracioso de Deus em Isaías 48, em paralelo com o caráter odioso até mesmo dos religiosos. Deus sempre revelou Seu misericordioso caráter ao longo do tempo, demonstrando paciência e amor inabaláveis mesmo diante da obstinada transgressão do povo.
• Diante disso, podemos afirmar hoje que Deus busca restaurar Seu relacionamento conosco, apesar de nossa rebeldia!
Deus quer corrigir nossa visão distorcida da religião, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.