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JEREMIAS 37 – Religiosos relapsos querem bênçãos, mas não compromisso com o Senhor das bênçãos! Reflita:
1. Zedequias era judeu colocado como rei em Judá por Nabucodonosor, da Babilônia. Mas, ninguém da corte nem do povo “deram importância à Mensagem do Eterno, comunicada pelo profeta Jeremias” (vs. 1-2).
2. Zedequias envia representantes a Jeremias para pedir oração; muitas pessoas não querem compromisso com Deus, mas querem bênçãos. Isso é egoísmo espiritual, perversão religiosa, ambição camuflada (v. 3).
3. Jeremias interpreta as circunstâncias para os judeus. O Egito, que vinha auxiliá-los, bateria em retirada, antes de defendê-los. Babilônia, que aparentemente deixaria o cerco, destruiria e queimaria Jerusalém – ainda que sofresse qualquer ataque (vs. 4-10).
4. Jeremias, ao cuidar dos próprios negócios, foi caluniado, acusado, preso e maltratado; isso porque pecadores são intolerantes à Palavra de Deus. “Assim, Jeremias foi obrigado a entrar numa cela subterrânea, uma cisterna que havia sido transformada em masmorra, e ficou ali muito tempo” (vs. 11-16).
5. A incerteza diante do futuro motiva pecadores a buscarem alguma luz nos mensageiros de Deus quando aqueles que julgavam profetas são desmascarados. Os servos de Deus não titubeiam frente aos sofrimentos e opressões dos inimigos de Deus. Ezequias procurou Jeremias querendo uma Palavra de Deus; embora não gostou do que ouviu, atendeu a súplica do profeta, e tirou-lhe da masmorra (vs. 17-21).
Júlio Siegfried Schwantes observa o texto e faz uma aplicação interessante:
“A pergunta de Zedequias é muito significativa: ‘Há alguma palavra do Senhor?’ É esta pergunta que está na mente de muitos quando [vão] à igreja. Confrontados com as perplexidades da vida, [vão], não para ouvir opiniões humanas sobre política ou filosofia, mas para ouvir a Palavra do Senhor adereçada a seus problemas concretos. Querem livrar-se do fardo que lhes oprime a alma, mas infelizmente muitas vezes são condenados a ouvir mera verbiagem ditada pela sabedoria humana. Contrariamente ao que ocorre em muitas igrejas hoje, Jeremias pode responder: ‘Há’. Não era u’a mensagem que lisonjeasse o rei, mas era a Palavra do Senhor nas circunstâncias: ‘Nas mãos do rei de Babilônia serás entregue’ (v. 17)”.
Zedequias não se motivou a assumir compromisso com Deus, pois não queria submeter-se a Ele. E você, quer compromisso sério com Deus e Sua Palavra?
“Senhor, reaviva-nos, transforma-nos” – Heber Toth Armí.
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JEREMIAS 35 – Sermões com ilustrações práticas são recursos divinos para Deus apelar à fidelidade de Seu povo. Certamente precisamos desse sermão de Jeremias nos dias de hoje.
Jeremias recebe incumbência divina de dar uma ponderosa lição de fidelidade ao povo infiel ao Deus verdadeiro (vs. 1-2). O profeta deveria convocar um grupo dos descendentes de Recabe, que receberam fortes influências de Jonadabe havia cerca de 300 anos, o qual auxiliara Jeú a exterminar o culto ao deus Baal, no Reino do Norte em 841 a.C. (II Reis 10:15-28).
Os recabitas tinham parentesco com o sacerdote queneu, Jetro, sogro de Moisés (Juízes 1:16; 4:11). Jonadabe, filho de Recabe, deu instruções, nas quais seus descendentes preservaram e permaneceram fieis por séculos. As regras eram:
1. Não beber vinho;
2. Não construir casas;
3. Não cultivar a terra;
4. Habitar em tendas como nômades, para viverem bem e prosperarem.
Num contexto de guerra, conquistas, lutas por poder, etc., Jonadabe viu na vida simples uma forma de sobreviver; então, passou esse estilo de vida a seu povo. O vinho arruína a família, possuir casas e plantações dificulta quando precisassem deslocar-se devido às políticas das nações e Impérios.
Como havia perigo por todos os lados nos dias de conquistas do Império Babilônico, os recabitas buscaram abrigo em Jerusalém (v. 11).
Aproveitando que estavam entre eles, Jeremias convida-os a passarem uma lição aos judeus infiéis na frente dos líderes espirituais, no Templo. Eles deram um impactante exemplo de fidelidade ao recusarem o pedido de Jeremias. Eles não beberam vinho, não cederam à solicitação do profeta (vs. 3-10).
Deus usa o sermão prático dos recabitas para revelar Sua indignação ao Seu povo infiel, e explicar a razão da deportação deles ao exílio (vs. 12-17). Entretanto, antes dos recabitas se retirar, Jeremias proferiu bênção eterna aos dedicados e perseverantes descendentes de Jonadabe (vs. 18-19).
Pergunto:
• Nosso estilo de vida baseia-se na Palavra de Deus ou nas filosofias do inferno?
• Os valores transmitidos aos filhos são bíblicos ou mundanos, paganizados?
• Nossa fidelidade é evidente e exclusiva para Deus ou para coisas supérfluas?
• Perdemos tempo com tudo, consequentemente não investimos na Palavra de Deus?
Não devemos ignorar a mensagem nem os mensageiros de Deus; pois, assim tapamos os ouvidos para Deus. Reavivemos nossa fidelidade! – Heber Toth Armí.
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JEREMIAS 34 – Quem não aprende a libertar, precisará aprender quando estiver no cativeiro. Deus proclamou libertação aos escravos, os líderes do povo de Deus ignoraram.
• Leia com atenção!
Misericordiosamente Deus usa Seus mensageiros para advertir aos pecadores objetivando a salvação deles. Em Jeremias 34:1-7 o profeta exorta o rei Zedequias pedindo-lhe que se renda à Babilônia.
A rejeição à misericórdia de Deus resulta no desprezo às palavras de Seus mensageiros. Consequentemente, as atitudes de um líder desobediente são vistas na opressão de seus semelhantes. Zedequias oprime israelitas, escravizando-os (Jeremias 34:8-16). Além de pecar contra seu próprio povo, o rei do povo de Deus peca contra a própria palavra divina, revelada em Êxodo 21:1-11.
Quem não tem interesse pelas elevadas instruções e sábias revelações divinas, certamente agirá conforme seus próprios interesses, que são egoístas, mesquinhos e resultam em problemas com as pessoas e com Deus. Quando Nabucodonosor cercava a cidade de Jerusalém, Zedequias concordou em libertar os escravos. Ao se retirar o exército babilônico, Zedequias achou conveniente sujeitar a escravidão novamente ao seu próprio povo. Assim, o nome de Deus foi profanado, então, as consequências horrendas seriam inevitáveis (Jeremias 34:17-22).
Reflita:
• Quando a Palavra de Deus é desonrada, as atitudes em relação ao próximo se tornam erradas.
• Quando a misericórdia de Deus é ignorada, as consequências das atitudes erradas chegarão como forte enxurrada.
• Quando não se valoriza a Palavra de Deus automaticamente não prioriza as orientações que apontam para bênçãos, paz e felicidade; então, terá que aprender a importância de ouvir a Palavra de Deus nos exílios da vida.
• Quando se age pela conveniência pessoal, pela lógica humana ou pelo que parece óbvio em vez de consultar a Deus e a Sua Palavra, a sociedade vira um caos, a opressão surge de onde deveria existir libertação, e a opressão invade a vida de todos.
• Quando se rejeita oportunidades de arrependimento, as pessoas se arrependerão de não ter-se arrependido; pois, as consequências não perdoam aos inconsequentes.
A liberdade dada por Deus deve ser usada para demonstrar nossa lealdade a Ele e a Sua Palavra.
Se assim fizermos nossa atitude será nobre em relação ao próximo, viveremos o padrão divino em um ambiente humano. Nossa sociedade perceberá que somos diferentes e assim testemunharemos alegremente de nosso Deus! – Heber Toth Armí.