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JEREMIAS 40 – Em meio ao sucesso durante o caos é sempre importante prestar atenção a todos os detalhes, avisos e sinais a fim de não ser destruído por traição ou outros meios que impedirão o desenvolvimento da missão.
Gedalias pertencia a uma família proeminente em Judá após a destruição de Jerusalém pelos babilônios. O rei Nabucodonosor o nomeou governador de Judá (II Reis 25:22-26; Jeremias 40:6; 41:18). Seu avô, Safã, foi o secretário do estado sob a regência de Josias, o responsável por relatar ao rei a descoberta do livro da lei (II Reis 22:10). O pai de Gedalias, Aicão, protegeu Jeremias após ter pregado poderosamente no Templo (Jeremias 26:24).
1. Jeremias associou-se a Gedalias, que tinha seu quartel-general em Mispa, cerca de dez quilômetros ao norte de Jerusalém (vs. 1-8). Nebuzaradã, chefe da guarda, deixou Jeremias livre para decidir ir a Babilônia ou ficar em Judá. O profeta titubeou, então o capitão o enviou a Gedalias, deu-lhe mantimentos e um presente para a viagem.
2. Gedalias agiu prudentemente assim que foi nomeado governador. Estava dando certo seu propósito de reunir o povo que restara após a destruição de Jerusalém e deportação da maioria de seus habitantes. Sua sabedoria auxiliava ao remanescente em situação deplorável (vs. 9-12). O conselho de Gedalias ao povo não conflitava com as propostas de Jeremias: O povo deveria sujeitar ao governo babilônico, ali representado por ele.
3. Percebe-se claramente o grande conflito na trama conduzida por Ismael, ex gerenal do exército, parente da família real, que, por ter Gedalias como inimigo pessoal, o considerou usurpador do trono (vs. 13-16). Algumas pessoas, entre elas Joanã, advertiram a Gedalias de que Baalis, rei de Amom, contratara Ismael para matá-lo. Inclusive propuseram matar Ismael secretamente; mas, infelizmente, Gedalias acusou Joanã de dizer falso testemunho contra Ismael.
Algumas importantes aplicações espirituais deste relato:
• Depender das próprias habilidades para lidar com o remanescente significa confiar em si mesmo em vez de depender de Deus.
• Não vigiar devido ao aparente sucesso pode levar à terrível derrota.
• Negligenciar o dom de profecia não é nada positivo. Gedalias não valorizou esse dom em Jeremias, por isso se deu mal.
• Vigiar, orar e consultar a Deus através do dom profético são atitudes mais importantes que habilidades pessoais.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Jeremias 38 – O sábio não fala tudo o que sabe, mas sabe tudo o que fala. O sábio não é tagarela, nem fofoqueiro. Ele não diz a verdade, doa em quem doer. Ele é ético, sabe quando, como e o que falar. Ele é educado, polido e precavido.
Jeremias era sábio, ele não omitia a verdade mesmo correndo sérios perigos de morte (vs. 1-13). Ele não devolvia com a mesma moeda o mal que lhe faziam; pelo contrário, ele insistia em apresentar a Palavra de Deus a quem precisava mudar de atitude para a própria salvação (vs. 14-23).
Com respeito aos versículos 24-28, William MacDonald fornece-nos as seguintes observações:
“Zedequias pede a Jeremias que não conte a ninguém o teor da conversa, mas diga apenas que rogou para não ser levado de volta à prisão. Os príncipes interrogaram o profeta, e ele respondeu conforme o rei havia pedido. A resposta de Jeremias levanta uma questão ética. O profeta falou a verdade, uma meia verdade ou uma mentira completa? Aquilo que ele disse provavelmente era verdade, mas não se sentiu na obrigação de relatar tudo o que sabia”.
Os últimos versículos do capítulo contém o último apelo de Jeremias ao rei Zedequias. “O sábio conselho do profeta de render-se a Nabucodonosor, dado havia tanto tempo, foi rejeitado mais uma vez, e agora definitivamente” (Merril. F. Unger).
Alguns detalhes:
• Há evidência de que a prisão de Jeremias no capítulo 37 é diferente da prisão do capítulo 38. Jeremias era um profeta da prisão assim como Paulo era apóstolo em cadeias.
• Jeremias tinha cerca de 60 anos quando o estrangeiro negro Ebede-Meleque tomou providências para tirá-lo do atoleiro de lama da cisterna onde fora jogado; por isso, foram necessários cuidados especiais para retirá-lo.
• Edede-Meleque seria poupado na destruição que viria em breve sobre Jerusalém por seu ato de misericórdia (Jeremias 39:15-18).
Amigos, reflitam:
Ser fiel à Palavra de Deus pode não resultar em sucesso, pode te levar ao fundo do poço, te colocar em apuros; contudo, isso não significa ter falhado perante Deus, mas ter agido com sabedoria, apesar da loucura da oposição.
Os verdadeiros mensageiros de Deus não devem esperar aplausos populares, mas esperar livramento no Senhor. Isso é sabedoria!
Onde estão os sábios de hoje? – Heber Toth Armí.
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JEREMIAS 37 – Religiosos relapsos querem bênçãos, mas não compromisso com o Senhor das bênçãos! Reflita:
1. Zedequias era judeu colocado como rei em Judá por Nabucodonosor, da Babilônia. Mas, ninguém da corte nem do povo “deram importância à Mensagem do Eterno, comunicada pelo profeta Jeremias” (vs. 1-2).
2. Zedequias envia representantes a Jeremias para pedir oração; muitas pessoas não querem compromisso com Deus, mas querem bênçãos. Isso é egoísmo espiritual, perversão religiosa, ambição camuflada (v. 3).
3. Jeremias interpreta as circunstâncias para os judeus. O Egito, que vinha auxiliá-los, bateria em retirada, antes de defendê-los. Babilônia, que aparentemente deixaria o cerco, destruiria e queimaria Jerusalém – ainda que sofresse qualquer ataque (vs. 4-10).
4. Jeremias, ao cuidar dos próprios negócios, foi caluniado, acusado, preso e maltratado; isso porque pecadores são intolerantes à Palavra de Deus. “Assim, Jeremias foi obrigado a entrar numa cela subterrânea, uma cisterna que havia sido transformada em masmorra, e ficou ali muito tempo” (vs. 11-16).
5. A incerteza diante do futuro motiva pecadores a buscarem alguma luz nos mensageiros de Deus quando aqueles que julgavam profetas são desmascarados. Os servos de Deus não titubeiam frente aos sofrimentos e opressões dos inimigos de Deus. Ezequias procurou Jeremias querendo uma Palavra de Deus; embora não gostou do que ouviu, atendeu a súplica do profeta, e tirou-lhe da masmorra (vs. 17-21).
Júlio Siegfried Schwantes observa o texto e faz uma aplicação interessante:
“A pergunta de Zedequias é muito significativa: ‘Há alguma palavra do Senhor?’ É esta pergunta que está na mente de muitos quando [vão] à igreja. Confrontados com as perplexidades da vida, [vão], não para ouvir opiniões humanas sobre política ou filosofia, mas para ouvir a Palavra do Senhor adereçada a seus problemas concretos. Querem livrar-se do fardo que lhes oprime a alma, mas infelizmente muitas vezes são condenados a ouvir mera verbiagem ditada pela sabedoria humana. Contrariamente ao que ocorre em muitas igrejas hoje, Jeremias pode responder: ‘Há’. Não era u’a mensagem que lisonjeasse o rei, mas era a Palavra do Senhor nas circunstâncias: ‘Nas mãos do rei de Babilônia serás entregue’ (v. 17)”.
Zedequias não se motivou a assumir compromisso com Deus, pois não queria submeter-se a Ele. E você, quer compromisso sério com Deus e Sua Palavra?
“Senhor, reaviva-nos, transforma-nos” – Heber Toth Armí.