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Começamos hoje o estudo de um livro bíblico ignorado, desprezado e rejeitado por muitos cristãos e líderes religiosos. Contudo, ele é tão inspirado quanto Gênesis e Êxodo, tão atual como Mateus e Apocalipse, pois a Palavra de Deus nunca caduca, perde a validade ou desvaloriza.
Timothy Keller diz que “a Bíblia não é um conjunto de regras, é a linda história da redenção. Francis Schaeffer declara que “a glória da Bíblia é que ela é suficiente para cada época e suficiente para cada pessoa”.
Levítico é parte da Bíblia, inspirado pelo Espírito Santo para alimentar nossa alma e orientar nossa vida. Diz Andrew Bonar: “Em toda a extensão do volume inspirado que o Espírito Santo nos confiou, não há outro livro como Levítico, com tantas palavras proferidas pelo próprio Deus”.
A Bíblia toda é inspirada (com exceção dos Dez Mandamentos que Deus mesmo escreveu). Homens santos foram escolhidos por Deus para receber mensagens e transmiti-las. Em contrapartida, em Levítico Deus “é o orador direto em quase todas as páginas, e Suas palavras foram registradas exatamente como as pronunciou. Este fato não nos deixa outra escolha, a não ser estudar Levítico como todo interesse e atenção” (Bonar).
Começaremos no primeiro capítulo, que dá orientações quanto ao holocausto utilizado os seguintes seres vivos:
1. Um novilho (vs. 1-9).
2. Um carneiro ou cabrito (vs. 10-13)
3. Uma rolinha ou pombinha (vs. 14-17)
Embora houvesse sangue, sacrifícios de vida, horrores no estrangular o pescoço de seres vivos criados por Deus, os holocaustos resultavam em cheiro/aroma suave/agradável ao Senhor, que três vezes é citado no texto pelo próprio Deus (vs. 9, 13, 17).
Embora não havia nada de atraente à vista humana no ritual do Santuário, tudo o que Deus pediu para fazer era-Lhe agradável; porque apontava para o plano de salvar o pecador que merecia a morte, mas poderia reverter esse destino caso aceitasse o plano divino.
O imperfeito pecador deveria levar uma oferta perfeita ao Senhor, a qual demonstrava sua confiança total na providência do Salvador.
Este capítulo revela a graça divina; o sacrifício é o meio de Deus mostrar que o transgressor que merece a morte pode ser absolvido pela morte de um substituto. Este substituto apontava para a morte de Cristo.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Beleza, recursos, talentos, materiais não foram economizados na construção do Santuário, nem mesmo nas roupas dos sacerdotes. Para Deus tudo precisa ser feito com qualidade – mesmo enfrentando a dureza e a aridez do deserto, onde deveria economizar devido à incerteza quanto à pobreza.
Segue abaixo o esboço deste capítulo traçado por Douglas K. Stuart:
1. Moisés levanta o Tabernáculo, investe aos sacerdotes e coloca todos os materiais (vs. 1-33);
• Mandato de Deus para erguer o Tabernáculo (vs. 1-16);
• Moisés ergue o Tabernáculo (vs. 17-33).
2. A nuvem da glória do Senhor cobre o Tabernáculo (vs. 34-38).
O Tabernáculo estava erguido, o Santuário recebeu a presença do Santo Deus. O sistema de adoração estava completo. “E assim o livro de Êxodo narra a história do povo de Deus desde a libertação do Egito até o término da construção do tabernáculo ao pé do Monte Sinai” comentou William MacDonald.
Nota-se em todo tempo Moisés, líder de uma grande nação, com humildade e disposição de seguir detalhadamente as especificações dadas por Deus. É por isso que, no final do livro de Êxodo, Deus enche com Sua majestosa presença a tenda levantada e projetada para Ele.
Teologicamente, este livro apresenta Deus como o libertador, capacitador e abençoador. O Deus Criador, poderoso e santo organizou em nação a um povo escravizado/humilhado/desprezado no Egito, portanto, miserável. Ao fazer uma aliança de amor e compromisso com o povo através de uma Legislação ímpar, Deus revelava ao mundo Seu plano de salvação.
Com o santuário Deus orientava o sistema de adoração daquele que aceitava o plano de salvação. Assim, os ex-escravos seria prova do poder de Deus e o Santuário a revelação do caráter do verdadeiro Deus ao mundo. De escravos do Egito a servos do Senhor, o impacto deveria impressionar ao mundo inteiro.
Nas palavras de Eugene H. Merrill “o livramento do êxodo está para o Antigo Testamento assim como a morte e ressurreição de Cristo estão para o Novo Testamento […]. O livramento no êxodo, a aliança sinaítica, a experiência no deserto e a promessa de uma terra fornecem modelos da vida cristã àquele que crê […] empreendendo o próprio ‘êxodo’, deixando de ser escravo do pecado e do mal para servir sob a nova aliança”.
Reavivemo-nos urgentemente! – Heber Toth Armí.
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Precisamos aprender a permanecer diante de Deus e descansar em Sua presença através do estudo de Sua Palavra. Assim fazendo aprenderemos que as orientações divinas são muito melhores que nossas maiores aspirações, então será mais fácil submetermos confiantemente à Sua soberana e santa vontade.
Moisés demorou, mas aprendeu a confiar plenamente em Deus. Ainda que seja demorado esse aprendizado, precisamos aprender. Após várias experiências, agora esse servo de Deus age em total dependência de seu Senhor.
No capítulo em análise, a frase “como o Senhor ordenara a Moisés” aparece sete vezes:
• Verso 1: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
• Verso 5: “…como o Senhor ordenara a Moises”.
• Verso 7: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
• Verso 21: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
• Verso 26: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
• Verso 29: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
• Verso 31: “…como o Senhor ordenara a Moisés”.
Esta expressão serve como controle de qualidade de tudo quanto fora feito em relação ao que Deus pedira. Nada do que foi feito era de acordo com instruções humanas. Tudo era conforme a instrução de Deus a Moisés.
Desta forma, o Santuário era sagrado, assim como o sacerdote e suas indumentárias. Pois, fora submetido às orientações de Deus ao ser fabricado…
1. A estola sacerdotal (vs. 1-7);
2. O peitoral das vestes sacerdotais (vs. 8-21) ;
3. As vestes sacerdotais (vs. 22-31).
A obediência e a execução ao pé da letra de todos os detalhes executados, revela a nós a importância que deveríamos dar ao estudar desses assuntos sagrados.
Finalmente, tudo estava concluído, e pronto para ser apresentado ao líder instituído por Deus (vs. 32-43). Embora vários dons tenham sido utilizados na elaboração de cada parte, nenhuma pessoa é destacada ou honrada nesse momento.
• Mais do que enfatizar quem trabalhou na obra de Deus, é preferível enfatizar o quê foi realizado para Deus segundo a Sua vontade.
• Mais do que honrar e agradecer os habilidosos executores da obra realizada é melhor abençoar-lhes aprovando a seriedade e a diligência dos trabalhadores.
Enfim, a obra de Deus precisa ser feita sem esperar gratificação ou honras humanas. Se alguma ambição houver em nosso coração, que seja a da submissão em todos os detalhes daquilo que Deus nos pede! Reavivemo-nos!
Heber Toth Armi
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Já vi filme e livros de vários personagens bíblicos, como Moisés, Josué, Sansão, Noé, Abraão, Hagar, Rute, mas nunca vi nenhum livro ou filme de Bezalel.
Como alguém que fez tanto pode ser tão ignorado? O que ele fez foi muito mais importante do que Oscar Niemeyer fez. “Bezalel, filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés” (v. 22).
Por fazer tudo o que o Senhor ordenou a Moisés Bezalel deveria ser reconhecido, você não acha? Desde o capítulo 31 o texto descreve Bezalel e sua dedicação na realização da obra de Deus, a construção do Santuário no deserto. Oito vezes o verbo fazer está vinculado a ele neste capítulo.
Seu nome significa “à sombra de Deus”. Ele foi cheio do Espírito Santo para preparar o lugar mais santo da Terra, a casa de Deus. Ele “foi o principal artesão e artista do tabernáculo e sua mobília” (Siegfried H. Horn).
“Com ele estava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, artesão e projetista, e também bordador em linho fino e de fios de tecido azul, roxo e vermelho” (v. 23). Bezalel e Aoliabe, essa dupla desconhecida, ficou especialmente responsável pela construção do sistema de adoração que apresentaria a mensagem de salvação a Israel e ao mundo por muitos anos.
Que responsabilidade! Com dedicação e esmero realizaram conforme Deus pediu, mas são desconhecidos. Assim, quando você fizer algo grande para Deus e não for reconhecido, saiba que Deus prepara a cada nascer do sol uma bela obra e a maioria de sua plateia ainda dorme. Lembre-se também destes dois homens que dedicaram a vida para fazer o único imóvel sob a orientação de Deus, e mesmo tendo caprichado, foram esquecidos.
Aqui neste capítulo temos a…
1. Construção do altar principal (vs. 1-7);
2. Construção da pia de bronze e sua base (v. 8);
3. Construção do Átrio (vs. 9-20);
4. Materiais usados na construção e na mobília do tabernáculo (vs. 21-31).
Era tão bem feita cada parte do tabernáculo que, “qualquer contato com a habitação de Deus causaria uma profunda impressão positiva, devido a sua beleza”, destaca Lawrence O. Richards.
Por mais que não sejamos reconhecidos, caprichemos naquilo que fazemos para Deus! – Heber Toth Armí.