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1865 palavras
1 tetrarca Herodes. Tetrarca, gr tetrarques, significa “quem rege uma quarta parte”. [A Palestina havia sido dividida em quatro partes, e ele havia recebido duas delas: Galileia e Pereia.]. Bíblia Shedd.
Herodes Antipas era o filho de Herodes o Grande, que ordenou a matança dos bebês de Belém (2:16). … Foi Herodes Antipas que escutou o caso contra Jesus antes de Sua crucifixão (Lc 23.6-12). Andrews Study Bible.
a fama de Jesus. Depois das maravilhosas viagens de Jesus pela Galileia, surgiram muitas ideias a respeito dEle, cf. 16.13-14. A consciência supersticiosa e culpada de Herodes apontava logo para a teoria de que Jesus seria João Batista ressurreto. Bíblia Shedd.
3 O cárcere da fortaleza de Maquero, perto do mar Morto, era bem visível, se olhado do magnífico palácio de Herodes Antipas. Duas masmorras escuras, fortes e profundas podem ser vistas até hoje. Ali ficara o profeta, que ministrara ao ar livre, durante um ano inteiro. Bíblia Shedd.
Herodes … mulher de Filipe, seu irmão. A genealogia de Herodes é confusa, com múltiplos casamentos, casamentos de parentes próximos e uso de nomes semelhantes. Bíblia de Genebra.
4 O caso envolve certas complicações de divórcio e incesto. Herodias era descendente de Herodes, o Grande, e esposa de Herodes Filipe [seu tio], de quem se divorciou para casar com Herodes Antipas [irmão de Herodes Filipe], seu [outro] tio . Este, para a receber como esposa, divorciou-se de sua esposa anterior que era filha de Aretas, rei da Arábia, da porção então chamada Nabateia. Bíblia Shedd.
Herodes Antipas, quando hospedado no lar desse casal [Herodes Filipe e Herodias], persuadiu Herodias a abandonar o marido e ser esposa dele. O casamento com a esposa do irmão, enquanto o irmão ainda vivia, era proibido pela lei mosaica (Lv 18.16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Herodias buscou vingança [pela denúncia de João quanto ao casamento de Herodes Antipas e Herodias] pedindo a cabeça de João Batista. Andrews Study Bible.
6 a filha de Herodias. Filha de um casamento anterior ao de seu casamento com Herodes Filipe. Segundo Josefo, o nome da filha era Salomé e ela, posteriormente, se casou com outro filho de Herodes, o Grande: Felipe, tetrarca de Itureia e Traconites (Lc 3.1). Bíblia de Genebra.
Nessa ocasião, Salomé era jovem em idade de casar. Sua dança era sem dúvida lasciva, e a apresentação agradou tanto a Herodes quanto aos seus convidados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 prato. Tratava-se de uma travessa de madeira em que eram servidas as carnes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 ouvindo isto. Parece que Jesus recebeu a notícia da morte de João no final da terceira viagem pela Galileia, ao retornar de Cafarnaum. Mateus se refere a isso como uma das razões que fizeram Jesus ir para o outro lado do lago (ver com. de Mc 6:30). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 434, 435.
13, 14 Jesus, ao atravessar o mar da Galileia, indo de Cafarnaum a Betsaida Júlia deixava os territórios de Herodes Antipas, e entrava numa parte deserta do território de Felipe. Bíblia Shedd.
15-21 Do mesmo modo como Deus providenciou maná no deserto para Israel, assim Jesus providenciou pão para o povo, numa região remota. Bíblia de Genebra.
…é o único milagre registrado em todos os quatro Evangelhos. É, portanto, o mais importante milagre que Jesus realizou. Ele recorda o milagre do maná que alimentou os israelitas no lugar ermo [de wilderness, não desert], o milagre de Elias e o óleo da viúva (2Rs 4:1-7), e a alimentação dos 100 homens de Elias com pães de centeio e alguns recém colhidos grãos (2Rs 4:42-44). Também antecipava a Santa Ceia. … O milagre também antecipa o grande banquete escatológico no fim dos tempos – um banquete amplamente mencionado nos escritos apocalípticos tanto judeus como cristãos. O milagre também demonstrou o ministério holístico de Jesus que reconhecia as necessidades físicas e econômicas de Seu povo. Andrews Study Bible.
17 Os pães e peixes eram o lanche de um único menino (Jo 6.9). Bíblia Shedd.
21 sem contar mulheres e crianças. Somente Mateus registra esse pormenor. Estava escrevendo aos judeus, que não permitiam que mulheres e crianças comessem junto com os homens em público. Por isso, estavam em lugar separado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 insistiu com (NVI. ARA: compeliu). A palavra grega empregada aqui é enfática. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Decerto era para escudar os discípulos de serem arrebatados pela tentação de querer ver a Jesus como Rei (Jo 6.15). Bíblia Shedd.
Do gr. anagkazo, “compelir” ou “obrigar” (ver com. de Lc. 14:23). Essa foi a primeira vez em que Jesus achou necessário falar aos discípulos com tal autoridade e força (DTN, 378). As palavras eutheos, “imediatamente” e anagkazo “compelir”, indicam tanto pressa e urgência da parte de Jesus, quanto hesitação e relutância da parte dos discípulos. A razão para essa relutância está clara em João 6:15 [“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-Lo para O proclamarem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte”] (ver DTN, 377, 378; ver com. Mc 6:42). Convencida de que Jesus era o Messias prometido ou o Libertador de Israel, a multidão estava inclinada a coroá-Lo rei ali mesmo. Percebendo o sentimento da multidão, os discípulos tomaram a iniciativa e estiveram a ponto de proclamá-Lo rei de Israel. Judas foi o primeiro dos doze a perceber a importância do sentimento popular e foi ele quem iniciou o projeto de coroar a Cristo como rei (DTN, 718). Essa ação precipitada teria feito concluir prematuramente a missão terrena de Cristo. Foi necessária uma ação imediata e decisiva da parte de Jesus a fim de apaziguar o sentimento popular do povo e controlar os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 435.
23 a fim de orar. Nos montes, Jesus passou várias horas (ver DTN, 379), contudo, não perdeu de vista os discípulos no lago (ver DTN, 381). Nessa ocasião, Sua oração teve um propósito duplo: primeiramente por Si mesmo, para que soubesse como tornar claro o verdadeiro propósito de Sua missão ao povo; e, em segundo lugar, por Seus discípulos, devido à prova e desilusão pela qual passariam. CBASD, vol. 5, p. 435.
orar sozinho. O segredo de como se pode ser guiado mais efetivamente por Deus do que pelos exemplos e pensamentos dos homens. Bíblia Shedd.
Lá estava Ele só. Não no sentido físico, apenas. Jesus estava “só” também no sentido de que nem os discípulos O compreendiam. No silêncio dos montes e sob o céu estrelado, Jesus teve comunhão com o Pai (ver com. de Mc 1:35). CBASD, vol. 5, p. 436.
24 a muitos estádios da terra. Os discípulos tinham remado entre 25 a 30 estádios (Jo 6:19), de quatro a cinco quilômetros quando Jesus os alcançou. Em circunstâncias normais, teriam percorrido esta distância em mais ou menos uma hora, mas nessa ocasião levaram aproximadamente oito horas … Isto é uma evidência do forte vento que eles encontraram enquanto cruzavam o lago. CBASD, vol. 5, p. 436.
o vento era contrário. Se os discípulos tivessem cruzado o lago quando Jesus lhes disse para irem, talvez tivessem escapado da tempestade. Mas sua obstinação fez com que demorassem para partir, até que fosse quase noite (ver DTN, 379, 380). Cerca de oito horas depois … estavam lutando pela vida. Judas tinha encabeçado o projeto de tornar Cristo rei à força e, sem dúvida, se ressentiu mais que os outros com a ordem de embarcarem para o outro lado antes do Mestre… À medida que os discípulos, em obediência a Cristo, saíam para cruzar o lago, sentimentos de humilhação, desapontamento, ressentimento e impaciência lhes perturbavam o coração. Pode-se dizer que a hesitação na praia produziu a descrença. O vento era contrário assim como o coração deles; mas, pela providência divina, o mar tempestuoso se tornou o meio de acalmar a tempestade interior. CBASD, vol. 5, p. 436
25 alta madrugada (NVI). Das 3 às 6 horas (quarta vigília [cf. ARA]). Segundo o cálculo romano, a noite era dividida em quatro vigílias: 1) das 18 às 21 horas, 2) das 21 horas à meia noite, 3) da meia-noite às 3 horas e 4) das 3 às 6 horas (v. nota em Mc 13.35 [onde Jesus cita as quatro vigílias quando o “dono da casa” irá voltar]). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Entre três e seis horas da manhã. A primeira processava-se das 18 às 21 h; a segunda das 21 às 24; e a terceira ia até às 3. Bíblia Shedd.
Os romanos tinham quatro vigílias noturnas. … Os judeus tinham três vigílias noturnas. … Eram horas aproximadas porque mecanismos de medida do tempo ainda não eram comuns no mundo antigo. Andrews Study Bible.
foi Jesus ter com eles. Por toda a noite, Ele não os perdeu de vista, e Jesus foi ter com eles apenas quando desistiram de lutar e clamaram por socorro. CBASD, vol. 5, p. 436
26 aterrados. É provável que a crença em fantasmas fosse comum (ver Josefo, Guerra dos Judeus, i30.7 [599]). Ao que parece, a superstição popular não tinha sido apagada por completo da mente dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 436.
é um fantasma! Do gr. phantasma, “uma aparição”. Um phantasma era algo que não podia ser explicado com base no fenômeno natural. CBASD, vol. 5, p. 436.
28 respondendo-Lhe Pedro. Pedro era responsável pelo negócio de pesca no qual pelo menos quatro dos discípulos estavam envolvidos antes de se tornarem seguidores de Jesus (ver com. de Mc 3:16). … Seu espírito natural de liderança, nesta ocasião como em muitas outras, levou à confiança demasiada e a uma atitude impulsiva e desajuizada. CBASD, vol. 5, p. 437
29 andou por sobre as águas. Pedro saiu do barco com fé. Foi a fé que o susteve nas águas da Galileia. Mas a fé estava operante apenas enquanto mantivesse o olhar fixo em Jesus. CBASD, vol. 5, p. 437.
30 Reparando, porém, na força do vento. Parece que Pedro tinha esquecido, por um momento, do vento e das ondas. À medida que seus pés se acostumavam a caminhar na superfície da água, ele evidentemente pensou em seus companheiros no barco e imaginou o que eles achavam de sua mais nova habilidade. Ao olhar de volta para o barco, perdeu Jesus de vista. Nesse momento, eles estava entre duas ondas e quando voltou seu olhar de novo na direção de Jesus já não pôde vê-Lo (ver DTN, 381). Tudo o que viu foi a agitação das ondas e o vento. Naquele breve instante, o orgulho minou sua fé, e ele não pôde mais se manter em pé. CBASD, vol. 5, p. 437
teve medo. Não precisamos temer enquanto mantivermos nosso olhar fixo em Jesus e confiarmos na graça e no poder dEle, mas quando olhamos para o eu e para os outros temos boas razões para temer. CBASD, vol. 5, p. 437.
33 O adoraram. Essa foi a primeira, embora de forma alguma a última, ocasião (ver Mt 20:20; 28:9; Lc 24:52) em que os discípulos adoraram a Cristo. … Mas nesse caso, os discípulos confessaram pela primeira vez que Jesus era Filho de Deus e Lhe prestaram a adoração que se prestava a Deus. Além disso, Jesus aceitou a adoração deles. Talvez, essa confissão de fé tenha sido a mais significativa, tendo em vista as dúvidas e temores dos discípulos durante a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 437, 438.
Filho de Deus. Este título reconhece o caráter messiânico de Jesus e a manifestação do Seu poder divino. … Aplicado a Jesus, o título reflete o relacionamento único de Jesus com o Pai [sobre Mt 16,16]. Bíblia de Genebra.
34 Genesaré. A planície sobre a qual se situava Cafarnaum. Bíblia Shedd.
Ou a planície estreita, com uns 6,5 km de extensão e 3 km de largura, do lado ocidental do mar da Galileia, perto da extremidade norte. … Esta planície era considerada lugar ajardinado da Palestina, fértil e bem irrigado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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MATEUS 14 – O pecado continuado silencia a consciência e abre as portas para a imoralidade descarada. E, ainda pior que isso, é desprezar, maltratar e até matar quem se levanta para denunciar tais atos perversos. Assim agiram Herodes e sua família.
Leia Mateus 14, depois debruce nesta reflexão:
“Depois da morte de Herodes, o Grande, a Palestina foi dividida entre seus filhos […]. Herodias era filha de Aristóbulo, outro filho de Herodes, o Grande; desse modo, ao unir-se com Filipe, ela estava se casando com o próprio irmão de seu pai. O que precipitou a prisão de João Batista foi o fato de que Herodes Antipas (outro tio de Herodias) convenceu Herodias a deixar seu marido (irmão dele) para se casar com ele (Mc 6.17) configurando assim um incesto, bem como uma violação de Lv 18.16. João irou-se com o fato de que um governador de Israel pudesse cometer um pecado como esse de maneira tão aberta e, assim, repreendeu Herodes de modo severo (v. 4). Por causa disso, foi preso e, mais tarde, morto (Mc 6.14-29)” (John MacArthur).
“Salomé, filha de Herodias e Filipe. De acordo com o historiador judeu Josefo, ela se casou com outro filho de Herodes, o Grande (o irmão de seu pai e tio de sua mãe), entrelaçando ainda mais a teia de incesto nessa família” (MacArthur).
Observe estes pontos:
• Denunciou? Complicou-se! Quem denuncia imoralidade, impiedade e promiscuidade corre sério risco de sofrer humilhações, prisões e até martírio; consequentemente, muitos pregadores agradam seu público não pregando a verdade como ela é realmente na Bíblia (vs. 1-14).
• Apesar dos atos miraculosos, misericordiosos e amorosos de Cristo, muitos O odeiam e O rejeitam por causa da Sua aversão ao pecado. Jesus alimentou uma multidão (vs. 15-24) e acalmou um agitado mar (vs. 22-36); contudo, em breve enfrentaria situações bem piores que a de João Batista.
• Na história mundial “ninguém sabe ao certo quantos deram sua vida pelo evangelho. O que se sabe é que, por gerações, cristãos foram torturados, perseguidos, esquartejados, queimados, mortos à espada e jogados aos leões… Ao ouvi-los, a multidão enfurecida acusava-os de heresia”. Pela falta de cristãos como João Batista, “hoje, Jesus é uma logomarca. Um discurso, qualquer emblema. Há todo tipo de Cristo para agradar a clientela. Basta escolher” (Douglas Reis).
Hoje, faltam-nos Joões Batistas!
Caiamos de joelhos, clamemos: “Senhor, reaviva-nos. Dá-nos poder espiritual” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 13 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 13 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR. ADOLFO SUÁREZ (link externo)
COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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1455 palavras
1 Naquele mesmo dia. Os eventos registrados em Mateus 8:18 a 27 se deram ao final desse mesmo dia … Embora não haja provas de que, nesse dia, Jesus estivesse mais ocupado do que nos demais, o registro completo dele ganhou o nome de “o dia cheio”. Foi um desses dias comuns em que Jesus mal tinha tempo para comer ou descansar. Andrews Study Bible.
3 parábolas. Nossa palavra “parábola” provém do grego parabole, que significa “disposição lado a lado” – portanto, comparação ou ilustração. … Os evangelhos sinóticos [“semelhantes”, Mt, Mc e Lc] contém cerca de 30 dessas histórias. O evangelho de João não contém parábolas, mas emprega outras figuras de linguagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Embora o termo “parábola” possa ter uma ampla gama de significados, as “parábolas” de Jesus são um ensino distintivo feito por meio de breves comparações ou narrativas. Em geral elas tem um ponto ou ideia central. A maior parte das parábolas de Jesus é clara, mas contém também uma profundidade de sentido, que somente quem tem um correto relacionamento com Jesus pode compreender. É só aos discípulos que Jesus dá a interpretação da parábola do semeador (vs 18-23) e da parábola do joio (vs. 36-43). Ao ímpio falta a compreensão deste mais profundo significado, porque ele não mantém com Deus um relacionamento apropriado, e este fato obscurece seus pensamentos e seus corações (Rm 1.21). Bíblia de Genebra.
Parábolas era amplamente usadas à época de Jesus, especialmente pelos rabis. Andrews Study Bible.
à beira. Por causa da superfície dura do caminho, a semente fica exposta e não tem sequer a chance de germinar. Os ouvintes da beira do caminho são superficiais, sobre os quais a verdade do evangelho não tem efeito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 423.
5 terreno pedregoso (NVI. Rochoso, ARA). Não terreno coberto de pequenas pedras, mas área de rocha maciça com fina camada de terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A semente do evangelho que cai no coração de ouvintes representados pelo solo rochoso encontra terra suficiente para germinar, mas de pouca profundidade e, com isso, o efeito do evangelho é no máximo superficial. O evangelho toca as emoções dessas pessoas, que reagem a ele prontamente, mas essa impressão passa da mesma forma que as instáveis emoções que as causaram. … Não estão dispostos a encarar o fato de que seus hábitos devem ser mudados. … a única esperança para os ouvintes de solo pedregoso é nascer de novo (PJ, 48). CBASD, vol. 5, p. 423, 424.
7 espinhos. Em Lucas, Jesus define os espinhos da vida do cristão como os”cuidados, riquezas e deleites da vida” (Lc 8:14; cf. Mt 13:22). … Tais pessoas se tornam tão atraídas por este mundo que não têm tempo de se preparar para a eternidade. … Os ouvintes do solo espinhoso precisam de uma transformação moral. CBASD, vol. 5, p. 424.
8 deu fruto. O fruto do Espírito manifestado exteriormente é evidência de uma experiência cristã saudável. … O cristão de êxito não depende de circunstâncias; ele persevera até o fim (ver Mt 24:13). CBASD, vol. 5, p. 424.11
a vós outros … mas àqueles. os “mistérios” do reino são coisas que foram indicadas, de um modo velado, no Antigo Testamento, mas agora são tornadas claras aos discípulos, com a vinda do Rei. Bíblia de Genebra.
mistérios. Conhecimentos mais profundos sobre as verdades espirituais. Bíblia Shedd.
13 porque, vendo. Em Mateus, as parábolas de Jesus são apresentadas em resposta à descrença e à incapacidade do povo de entender. Bíblia de Genebra.
15 para não suceder que. Não era a vontade de Deus que alguém estivesse nessa condição, nem que não pudesse entender e ser convertido. A condição dos líderes judeus foi resultado natural de sua própria conduta e modo de vida. … Na verdade, foi Satanás que “cegou o entendimento dos incrédulos” (ver 2Co 4:4). Não é a luz do Céu que cega o ser humano, mas sim as trevas (ver 1Jo 2:11). CBASD, vol. 5, p. 426.
23 é o que ouve a palavra e a compreende. Há em última análise, só duas espécies de terreno: aquele que genuinamente recebe a palavra para produzir fruto e aquele que não a recebe. Bíblia de Genebra.
25 joio. O joio é uma planta que se confunde com o trigo, crescendo juntamente com ele, e só se distingue quando vem a época da ceifa, quando então o trigo revela o seu valor, produzindo cereal comestível. Bíblia Shedd.
Esta parábola é exclusiva de Mateus e ilustra o caráter misto da igreja. … rejeita as restrições dos essênios que separavam os justos dos injustos em suas comunidades. Andrews Study Bible.
31, 32 semelhante a um grão de mostarda … a menor … a maior. O grão de mostarda não é a menor semente conhecida hoje, mas era a menor que os agricultores e jardineiros da Palestina semeavam, e em condições favoráveis a planta podia alcançar uns 3m de altura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
As coisas de Deus podem parecer pequenas no mundo, contudo tem grande resultados. Certamente o reino de Deus, naquele ponto da história, parecia ser nada em comparação com Roma; contudo, ele provaria ser muito maior. Bíblia de Genebra.
32 seus ramos. Provável alusão a Dn 4.21 [Sonho de Nabucodonosor]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A figura de uma árvore com pássaros se aninhando em seus ramos lembra Ez 17.23, onde os pássaros representam as nações gentílicas refugiando-se no Messias, e participando das bênçãos da aliança. Bíblia de Genebra.
33 três medidas. As três medidas de farinha representam a maior quantidade de massa que uma mulher conseguia sovar de uma vez. Essa quantidade era suficiente par alimentar cerca de 100 pessoas. Bíblia de Estudo Andrews.
Na Bíblia, o fermento em geral simboliza o perverso ou impuro. Aqui, no entanto, é símbolo de crescimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta parábola enfatiza o poder transformador invisível do evangelho, especialmente na vida particular do discípulo totalmente entregue a seu mestre, Cristo. Além dessa transformação individual, possivelmente, Jesus aponta para a influência do evangelho que, silenciosamente e com poder, muda a sociedade e a cultura (ou governo, no caso em que os cristãos decididos existem em suficiente proporção). Bíblia Shedd.
43 resplandecerão como o sol. Uma alusão a Dn 12.3, promessa de restauração futura. Bíblia de Genebra.
44-46 Essas duas parábolas ensinam a mesma verdade: o reino tem tanto valor, que a pessoa deve estar disposta a abrir mão de tudo o que possui para obtê-lo. Jesus não estava ensinando que a pessoa pode comprar o reino com dinheiro ou com boas obras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus, por meio de parábolas, tornou conhecidas as coisas ocultas do reino (v. 35), mas essas coisas permanecem encobertas à maioria das pessoas, que não percebem o seu valor. Porém, como o homem que encontra um tesouro ou o comerciante que negocia com pérolas, aqueles que percebem o valor do reino sacrificarão qualquer coisa para obtê-lo. Bíblia de Genebra.
47-51 A parábola da rede ensina a mesma lição geral da parábola do joio: haverá separação irreversível entre justos e ímpios. A parábola do joio ressalta também que não devemos tentar fazer essa separação agora, pois isso é exclusivamente da alçada do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
52 todo escriba. Cristo não se refere aos escribas profissionais, ou mestres, de Seus dias, mas aos discípulos no papel de mestres ou “apóstolos” (ver com. de Mc 3:14). “Todo escriba”, neste caso, significa todo homem ou mulher que ensina os tesouros da Palavra de Deus aos outros. CBASD, vol. 5, p. 432.
versado. Literalmente “que foi feito discípulo”, no sentido de ter recebido uma preparação completa daquilo que um discípulo deve saber e entender. CBASD, vol. 5, p. 432.
coisas novas e coisas velhas. Por “velhas”, Cristo se refere a toda vontade de Deus revelada “outrora […] aos pais, pelos profetas” (Hb 1:1; ver com de Dt 31:9; Pv 3:1). Por “novas”, Ele Se refere a Seus ensinos (ver Hb 1:2; ver com. de Mc 2:22; 7:1-13). É importante observar que, nessa ocasião ou em qualquer outra, Jesus nunca depreciou o valor do AT ou insinuou que, no futuro, ele teria menos força (ver com. de M5 5:17, 18; Lc 24:27, 44; Jo 5:39). O AT não foi invalidado pelo NT, mas ampliado e revitalizado. Ambos foram inspirados por Cristo e estão cheios da verdade para quem a busca com sinceridade. O AT revela a Cristo que viria; o NT revela o Cristo que veio. O AT e o NT não se excluem mutuamente nem se opõem um ao outro, como o arqui-inimigo de ambos tem persuadido alguns cristãos a acreditar. Eles se complementam. CBASD, vol. 5, p. 432.
55 filho do carpinteiro. A palavra grega traduzida por “carpinteiro” pode também significar “pedreiro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
é também um termo geral para significar qualquer artífice ou trabalhador. José pode ter trabalhado com madeira ou pedra. Bíblia de Genebra.
58 a recusa de Jesus em operar muitos milagres em Nazaré não foi porque ele necessitasse de fé por parte do povo para dar-lhe poder, mas porque os milagres são de pouco valor para aqueles que não tem fé (cf 1Co 13.2). Bíblia de Genebra.
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MATEUS 13 – Desde o capítulo anterior percebe-se que é mais fácil expulsar demônios de um surdo e mudo do que fazer líderes espirituais enganados enxergar, ouvir e aceitar a verdade como está retratada na Bíblia.
Jesus não perdeu Seu tempo com quem não queria ouvi-lO. Após contar a parábola do semeador (vs. 1-8), declarou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (v. 9).
Por causa dos perturbadores críticos, ignorantes arrogantes, estúpidos religiosos enganados e enganadores, Jesus precisou mudar Sua tática de evangelização. Desta forma, “a polarização das respostas de Jesus obrigou-o a concentrar-se naqueles que continuaram receptivos à mensagem” (Craig L. Blomberg).
Após explicar que estava falando por parábolas (vs. 10-12) para que líderes espirituais charlatães não entendessem (vs. 14-15), Jesus citou Isaías:
Seus ouvidos estão abertos, mas não entendem uma palavra.
Seus olhos estão abertos, mas não veem nada.
Esse povo é cabeça-dura!
Eles tapam os ouvidos com os dedos
para não ter de escutar.
Eles fecham os olhos
para não serem obrigados a ver
e, assim, evitam ficar comigo face a face
e me deixar curá-los.
Depois, Jesus dirigiu-Se ao povo atento: “Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram” (vs. 16-17).
Para os mais íntimos, Jesus explicou a parábola do Semeador (vs. 18-23). Na sequência contou outras parábolas:
1. Do trigo e o joio (vs. 24-30);
2. Do grão de mostarda (vs. 31-32);
3. Do fermento que levada à massa (v. 33).
O texto faz pausa, para, novamente explicar e fundamentar a razão pela qual Jesus passou a utilizar parábolas, símbolos e comparações para falar do reino de Deus (vs. 34-35).
Após isso, Jesus explicou a parábola do joio (vs. 36-43) e voltou a contar novas parábolas:
4. Do tesouro escondido (v. 44)
5. Da pérola (vs. 45-46)
6. Da rede (vs. 47-50).
Os novos ensinamentos de Jesus baseados nas antigas revelações (vs. 51-52) impressionaram aos ouvintes dedicados, mas perturbaram outros (vs. 53-58).
A questão deste capítulo é se ouviremos ou não aquilo que o Rei Jesus tem a dizer! Ouviremos Sua mensagem do Reino de Deus? Então, demonstremos… – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO MATEUS 12 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
MATEUS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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COM. VÍDEO PR. VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/mt/12
“Esperança é algo com penas
Que pousa na alma,
E canta uma melodia sem palavras,
E sem jamais parar.” – Emily Dickinson
A vida não é justa. Pessoas que trapaceiam às vezes nunca são apanhadas. Pessoas que seguem todas as orientações nutricionais, fazem exercícios e evitam substâncias nocivas podem vir a ter câncer. Ainda outras pessoas que mentem e roubam dos outros ficam ricas. Mas as histórias de Mateus 12 são uma garantia para todos nós. Jesus declara que Ele é médico que cura, o Senhor do sábado. Ele está no controle.
Assim como muitos de nós hoje, os fariseus estavam prontos para criticar aqueles que não estavam vivendo de acordo com seus padrões, às vezes colocando os padrões acima das pessoas. Mesmo assim, Jesus coloca as coisas de volta em perspectiva – misericórdia, não sacrifício, pessoas, não posses. Paradoxalmente, Mateus, citando Isaías, promete que um servo ferido e espancado trará justiça ao mundo e esperança às nações. A vida pode não ser justa, mas servimos a um Deus justo, um Deus em quem não apenas as nações, mas também nós, como indivíduos, podemos depositar nossa esperança e confiança. No entanto, o relato de Mateus não termina aí. Jesus nos chama para agir, para fazer a vontade do pai.
O que estamos fazendo, o que estou fazendo, para agir com justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com nosso Deus – a fim de levar esperança a um mundo agonizante?
Heidi Olson Campbell
Estudante de doutorado, Burleson, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1187
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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MATEUS 12 – A partir deste capítulo, o evangelista Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, revela aos leitores que, “a rebelião contra o Rei adquire mais e mais força. Os fariseus rejeitaram seu mensageiro, João Batista (11:1-19), e não se arrependeram, apesar das obras poderosas de Jesus (11:20-30). Agora, eles discutem com Jesus a respeito de seus princípios (a questão do sábado) e até acusam-no de ter ligação com Satanás!” (Warren W. Wiersbe).
Analise…
1. Quem não se submete a Deus é ignorante, mesmo tendo estima e status de líder religioso e mestre espiritual. Líderes religiosos dos tempos de Jesus declararam ser certo, o errado; e, o errado, certo – referindo-se ao sábado (vs. 1-2).
• Quanto a isso nos dias atuais, não acontece a mesma coisa?
2. Jesus respondeu aos críticos acusadores baseando-se na Bíblia. Ele fez referência às Escrituras em I Samuel 21; Números 29; e, Oseias 6. Jesus tinha autoridade própria, entretanto preferiu revelar a autoridade da Palavra escrita (vs. 3-8).
• Adianta fundamentar respostas na Bíblia aos ignorantes arrogantes?
• Será que, quando Jesus responde com maestria divina, os céticos se convencem?
3. Críticos e acusadores acreditam possuir a verdade quando na realidade estão enredados na mentira. O orgulho nunca cede à verdade mesmo provada. A arrogância não dá lugar a Cristo. Os líderes espirituais implicavam com tudo o que Cristo, o Emanuel, Deus conosco, fazia. Após implicarem quanto à cura realizada no sábado, Jesus retirou-Se (vs. 9-21).
• Adianta querer fazer enxergar a quem se nega ver? Nem Jesus consegue!
4. Falará coisas absurdas e acusará com descarado engano, aquele que fecha a mente e o coração à revelação e explicação de Deus. Após Jesus expulsar o demônio de um cego e mudo, líderes da melhor religião do mundo O acusaram de possuir poder de Belzebu – maioral dos demônios. Jesus apresentou Sua réplica com veemência, lógica e retórica; contudo, o resultado foi insatisfatório (vs. 22-45).
• Jesus deixou a lição: Não adianta usar os melhores argumentos para convencer quem se opõe abertamente à verdade.
5. Familiares de Jesus são aqueles que se rendem à Palavra, ou seja, à vontade do Pai (vs. 46-50).
• Da mesma forma que Jesus não tem ligação nenhuma com Satanás, também nunca transgrediu o sábado descrito na Palavra!
Reavivemo-nos na Palavra! Precisamos, não? – Heber Toth Armí.
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1 espigas. Poderia ser qualquer cereal, talvez trigo ou cevada. É interessante notar que todas as acusações feitas contra os discípulos de Cristo, conforme registradas no livro de Mateus, estavam relacionadas de uma forma ou de outra ao alimento (ver Mt 9:14; 15:2, etc.). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 410.
2 o que não é lícito. O Antigo Testamento não proíbe apanhar grãos no sábado, para comer. Os discípulos não eram agricultores empregados na obra da colheita. A objeção dos fariseus estava baseada numa tradição oral, que não levava em conta o verdadeiro propósito de Lei. Bíblia de Genebra.
O quarto mandamento (Êx 20.8-11; Dt 5.12-15) ordenou o descanso no sábado, e Êx 34.21 especificou que não deveria haver colheita neste dia. As leis expandidas, como encontradas na Mishnah judaica (ver nota em Mc 7:8), lista 39 categorias de trabalho que eram proibidos aos sábados. A colheita de grãos era uma delas. Alguns rabis desencorajavam caminhar por um campo de cereais se o grão estivesse já na altura do tornozelo; se o tornozelo de alguém acidentalmente batesse num grão durante a caminhada, isto poderia ser considerado como colheita. Jesus e Seus discípulos não somente caminharam pelo campo de grãos, mas eles colheram, debulharam e comeram. Andrews Study Bible.
sábado. O sábado é um símbolo da soberania de Deus sobre todo o universo criado (Êx 20.8). Recorda a redenção que Deus propicia a Seu povo (Dt 5.12) e é uma representação da esperança de descanso eterno, na consumação (Hb 4.9). Bíblia de Genebra.
4 pães da presença. Todos os sábados, 12 pães frescos deviam ser depositados sobre uma mesa no Lugar Santo (Êx 25.30; Lv 24.5-9). Os pães velhos eram comidos pelos sacerdotes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Quem é maior. Para os judeus, o templo era mais sagrado que qualquer outra coisa na Terra. Contudo, Cristo afirma que Ele é maior até mesmo que o templo, uma afirmação audaciosa. Ele é “maior que o templo”, Ele é “Senhor do sábado”, uma das mais sagradas instituições religiosas (Mt 12:8). Cristo indica que tanto o templo quanto o sábado foram ordenados ao serviço do ser humano, não o contrário. CBASD, vol. 5, p. 410.
7 misericórdia quero. Novamente citando Os 6.6 (cf. 9.13), Jesus condena o mau uso da Lei pelos fariseus. O sábado foi dado por Deus como auxílio para a humanidade, porém os fariseus perverteram este propósito, colocando o sábado contra os que estavam em necessidade e fazendo dele um peso (Mc 2.27). Bíblia de Genebra.
8 Senhor do sábado. A questão em debate com os fariseus não era se o sábado deveria ou não ser observado ou abolido. Em nenhum lugar no NT existe qualquer declaração de que Jesus aboliu a observância do sábado do sétimo dia. A questão em foco era como o sábado deveria ser observado e quem era a autoridade para determinar isto. … Todos mandamentos do sábado no AT focavam criação e redenção (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11; 21:2-3; 31:12-17; Lv 25:1-22; Dt 5:12-15; 15:1-6). Os sábados não deveriam se tornar um fardo; em vez disso deveriam se tornar restauradores – uma volta à restauração edênica. Andrews Study Bible.
10 curar no sábado. Os rabinos proibiam a cura no sábado, a não ser que houvesse motivo para acreditar que a vítima morreria antes do dia seguinte. Obviamente, o homem com a mão atrofiada não corria esse risco. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9-14 Outro exemplo do senhorio de Cristo sobre o sábado. Novamente, no Antigo Testamento, não há proibição para curar no sábado e é sempre lícito fazer o bem. Jesus não ensina que o sábado é abolido com a vinda do reino, pois Ele não veio para destruir a lei, mas para cumpri-la (5.17, nota). O problema não estava na observância do sábado por parte dos fariseus, mas na interpretação errada deste mandamento por parte deles, tornando um peso aquilo que deveria ser um prazer. Bíblia de Genebra.
14 Já no meio do Seu ministério surge a ameaça contra a vida de Jesus. Bíblia Shedd.
16-21 advertindo-lhes, porém, que O não expusessem à publicidade. Is 42.1-4 é citado como uma explicação do porque Jesus pediu às pessoas que não dissessem quem Ele era. Ele veio proclamar e estabelecer a justiça, mas não por uma exibição do poder, nem por liderar um movimento político-militar. Uma vez que o papel do Messias era tão mal entendido entre o povo, Jesus tinha de refrear o entusiasmo mal orientado que estava prestes a explodir. Bíblia de Genebra.
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23 Filho de Davi. O fato de que muitos ouviam a Cristo com prazer (ver Mc 12.37), O reconheciam como um grande Mestre (ver Jo 3:2) e mesmo um profeta (ver Mt 21:11) não significa necessariamente que O aceitassem como o Messias. Seus muitos milagres acenderam a chama da esperança no coração deles de que Ele pudesse ser o Messias …, mas as ideias preconcebidas de como o Messias deveria ser … apagava quase de imediato a débil chama. CBASD, vol. 5, p. 412.
24 os fariseus, ouvindo isso. A tênue esperança do povo sobre Jesus como o possível Messias (ver v. 23) enfureceu os fariseus. Marcos fala desses fariseus como “os escribas, que haviam descido de Jerusalém” (Mc 3:22), provavelmente espiões enviados pelo Sinédrio para observar e relatar a respeito de Cristo … Esses inimigos astutos de Jesus não podiam negar que um milagre genuíno tinha sido realizado, pois o homem curado passou “a falar e a ver” (Mt 12:22). Quanto maior a evidência da divindade de Jesus, maiores a raiva e o ódio deles, o que levou alguns a cometer o pecado imperdoável (ver com. dos v. 31, 32). CBASD, vol. 5, p. 412.
27 por quem os expulsam vossos filhos? Obviamente alguns fariseus declaravam ser capazes de exorcizar espíritos maus, ou Jesus não teria apresentado isso como um fato. … No AT, alunos das escolas dos profetas eram chamados de “filhos dos profetas” (2Rs 6:1, ARC). CBASD, vol. 5, p. 413.
29 do valente … sem primeiro amarrá-lo. Por Sua vitória sobre Satanás no deserto (4.10, nota) e por exorcizar demônios, Jesus demonstrou que tinha amarrado o “valente” e que Satanás estava sem poder para impedir a vinda do reino. Amarrar Satanás era um símbolo da era messiânica na literatura apocalíptica judaica (ver também Ap 20.2). Bíblia de Genebra.
roubar-lhe os bens. Cristo veio para libertar os cativos de Satanás, em primeiro lugar, da prisão do pecado (ver com. de Lc 4:18) e, finalmente, da prisão da morte (ver Ap 1:18). Ao expulsar demônios, Cristo estava tirando as vítimas de Satanás, isto é, seus “bens”. CBASD, vol. 5, p. 413.
sem primeiro amarrá-lo. Quem vai amarrar um “valente” precisa ser mais valente ou forte do que ele (ver Lc 11:22). Apenas Deus é mais forte que Satanás. … Os milagres de Cristo testificam não de Sua aliança com Satanás, mas da guerra contra ele (DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 413.
31 blasfêmia contra o Espírito. Este é tradicionalmente conhecido como o “pecado imperdoável”. O contexto desta declaração (11:24, 28, 32) sugere que o pecado imperdoável que os fariseus estavam cometendo era atribuir a Satanás (Belzebu), ao invés de ao Espírito Santo, o poder através do qual Jesus realizou Seus milagres. Deste fato podemos extrapolar que a essência deste pecado é recusar deliberadamente reconhecer o trabalho do Espírito e, portanto, do próprio Jesus. Sob tais circunstâncias a salvação através de Jesus é impossível. … É importante destacar que se alguém está preocupado se ele ou ela cometeu o pecado imperdoável, é quase certo que este estágio não foi alcançado. Tal dor de consciência significa que o Espírito Santo está ainda agindo na pessoa. Andrews Study Bible.
A blasfêmia contra o Espírito Santo, ou o pecado imperdoável, consiste da resistência progressiva à verdade, culminando numa decisão final e irrevogável contra ela, de forma deliberada no pleno conhecimento de que, ao fazer isso, decide-se buscar o caminho oposto à vontade divina. A consciência é cauterizada pela resistência contínua às impressões do Espírito Santo, e quem está nessa situação dificilmente percebe que tomou uma decisão fatal. Para uma pessoa assim, não há como decidir agir em harmonia com a vontade de Deus (ver DTN, 324). Portanto, se a pessoa sente o temor de ter cometido o ‘”pecado imperdoável” significa que, na verdade, não o cometeu. … A desobediência deliberada e persistente a Deus finalmente se torna um hábito que não pode ser abandonado (ver DTN, 324;….). CBASD, vol. 5, p. 414.
não será perdoada. Não porque Deus não esteja disposto a perdoar, mas porque quem comete este erro não deseja ser perdoado, e esse desejo é vitalmente necessário para o perdão. A pessoa prejudicou severamente sua linha de comunicação com o Céu, a fim de que não fosse mais incomodada com os chamados de advertência do Espírito Santo. CBASD, vol. 5, p. 414.
31-32 A noção do “pecado imperdoável” tem provocado ansiedade desnecessária. Qualquer que foi convencido de pecado pelo Espírito (Jo 16.8) e agora crê na verdade não pode ter cometido esse pecado. Bíblia de Genebra.
33 a árvore. Conforme torna evidente o contexto, Jesus de refere a Si mesmo. A cura do endemoniado cego e mudo (v. 22) foi o “fruto” e ninguém poderia negar que o “fruto” era “bom”. … Com frequência, o AT compara alguém, ou um povo, a uma árvore (ver com. de Jz 9:8-10; Sl 1:3; Is 56:3; Dn 4:10).[Ver tb. Jo 15:5-8.] CBASD, vol. 5, p. 415.
36-37 Na Bíblia, os pecados verbais tais como a mentira, a fofoca ou os insultos são condenados tão severamente como o adultério e o assassinato (5.22, 37; 2Co 12.20; 1Tm 1.10; Tg 3.6; Ap 21.8). Bíblia de Genebra.
36 frívola (ARA; NVI: “inútil”). Literalmente “que não trabalha”, “improdutiva”, “inútil” e, portanto, como neste caso, “perniciosa”. Ao acusarem a Cristo de expulsar demônios em nome do príncipe dos demônios (v. 24), os fariseus tinham mentido deliberadamente. CBASD, vol. 5, p. 415.
38 sinal. Tendo em vista o notável milagre que acabara de ser realizado (Mt 12:22, 23; DTN, 321), o pedido por um “sinal” (ver p. 204; ver com. de Lc. 2:12) não passava de um insulto. Indicava que o que acontecera não era um milagre e insinuava sutilmente que Cristo ainda não tinha dado nenhuma evidência que atestasse suas pretensões sobrenaturais. CBASD, vol. 5, p. 416.
Para confirmar a obra de Jesus, haveria o maior portento de todos: Deus ressuscitaria a Seu Filho da sepultura, maior sinal do que aquele que serviu para a conversão de Nínive (39-41). Bíblia Shedd.
40 três dias e três noites. Incluindo pelo menos parte do primeiro e do terceiro dia, modo judaico comum de calcular o tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
grande peixe. A palavra grega não significa “baleia”, mas “criatura marítima”, i.e., algum grande peixe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 ninivitas. O “sinal do profeta Jonas” (v. 39) consistia não só do fato de ter saído de forma milagrosa do “ventre do grande peixe”, mas também de seu ministério exitoso entre o povo de Nínive, capital da antiga Assíria (ver DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 417
porque se arrependeram. …os ninivitas “se arrependeram” a despeito de Jonas não ter realizado milagres. Aceitaram sua mensagem pela autoridade que demonstrava, porque atingiu o coração deles (ver Jn 3:5-10). CBASD, vol. 5, p. 417.
42 a rainha do Sul. Em 1Rs 10.1 é chamada rainha de Sabá, país a sudoeste da Arábia, agora chamado Iêmen. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43-45 A menos que o Espírito Santo resida no coração, os espíritos ímpios podem entrar nele (Rm 8.9). Se as pessoas não se entregarem ao Rei cujo poder já experimentaram, seu estado final será pior do que se o reino nunca tivesse vindo (Hb 6.4-6). Bíblia de Genebra.
Esse conselho (v. 43-45) se aplica em especial àqueles que ouviram a mensagem do evangelho com prazer, mas não se entregaram ao Espírito Santo (DTN, 323). Estes ainda não tinham cometido o pecado imperdoável, e Jesus lhes advertiu a não fazê-lo… No caso de uma doença, as recaídas resultam numa condição bem mais grave do que a original. A força física, já diminuída em grande parte, torna-se impotente diante do renovado ataque da enfermidade. A recaída com frequência se deve ao fato de o paciente não perceber sua fraqueza física e confiar demais em si mesmo. Ao nos recuperarmos da doença do pecado, devemos confiar totalmente nos méritos e no poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 417.
44 vazia, arrumada e ornamentada. A condição da “casa”, isto é, a pessoa, restaurada à situação antes de o demônio se estabelecer ali. A religião cristã não consiste basicamente em se abster do mal, mas em aplicar a mente e a vida de forma inteligente e diligente ao que é bom. O cristianismo não é uma religião negativa que consiste de várias proibições, mas uma força positiva e construtiva para o bem. Não é suficiente que demônios, quer literais ou simbólicos, sejam expulsos do coração e da mente; o Espírito de Deus deve entrar na vida e ser posto no controle do pensamento e da conduta (ver 2Cr 6:16; Ef 2:22). Não é suficiente odiar o mal; devemos amar e cuidar do que é bom (ver Am 5:15; 2Ts 2:10; ver com. de Mt 6:24). … Essa parábola é uma advertência solene contra simples melhorias; não é suficiente evitar o mal, devemos ativamente buscar “as coisas lá do alto” (Cl 3:1, 2). CBASD, vol. 5, p. 418.
46 Sua mãe. Embora, sem dúvida, estivesse preocupada com seu filho, Maria tinha fé nEle, uma fé não compartilhada pelos irmãos de Jesus (ver Jo 7:5). Foi ideia deles, não dela, impedir que Cristo trabalhasse mais em favor do povo (ver DTN, 321). Esperavam que Ele se rendesse ao apelo persuasivo de Maria, pois não criam que Ele os ouviria (cf. DTN, 87). CBASD, vol. 5, p. 418
Seus irmãos. Os escritores do evangelho deixam claro que esses eram filhos de José de um casamento anterior. CBASD, vol. 5, p. 418.
48 quem é Minha mãe […]? Está claro que Jesus era dedicado à Sua mãe (ver Jo 19:26, 27). Seu ponto de vista do dever dos filhos para com os pais também é claramente apresentado claramente em Seus ensinos (ver Mc 7:9-13). O que Ele quer dizer com essa indagação é que mesmo aqueles mais íntimos e mais queridos para Ele não tinham o direito de interferir na Sua obra ou dizer como devia ser realizada (cf Mt 16:23; ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol. 5, p. 419.
46-50 Jesus não tinha a mínima intenção de exaltar Sua mãe à posição de uma divindade. Bíblia Shedd.
50 Meu irmão. Jesus faz uma aplicação pessoal ao usar esses substantivos no singular. Todos os que reconhecem a Deus como Pai são membros de “toda família, tanto no Céu como sobre a terra” (Ef 3:15). Os laços que unem os cristãos ao Pai celestial e uns aos outros são mais fortes e verdadeiros, até que laços de sangue, e mais duradouros. Eis uma clara negativa de que os cristãos devam dar atenção especial a Maria (ver com. de Lc. 11:28). CBASD, vol. 5, p. 419.
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