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2011 palavras
1 No dias de Acaz. Ao que indica, esta mensagem foi transmitida por volta de 734 a.C., próximo ao início do reinado de Acaz.
Não prevaleceram. Judá tinha sofrido uma derrota desastrosa nas mãos de Peca e Rezim, e Elate, no golfo de Áqaba, tinha caído nas mãos da Síria (ver 2Cr 28:5-15; 2Rs 16:6). Mas, embora sitiada, a cidade de Jerusalém não foi tomada.
2. Deu-se aviso. Isto é, comunicou-se a Acaz, o representante da casa de Davi, visto que o propósito era depor Acaz e estabelecer um novo rei, da casa de Tabeal, no trono de Judá (v. 6).
Ficou agitado. Ou, “estremeceu-se”. Acaz estava aterrorizado com a perspectiva de ser deposto (v. 6). Como apóstata, ele não confiava em Deus, e parecia que seu reino logo sucumbiria.
3 Agora sai. Embora Acaz fosse um rei ímpio, o Senhor não tinha intenção de permitir que a dinsatia de Davi fosse extinta (ver Gn 49:10; 2Sm 7:12, 13). Portanto, Isaías foi enviado ao rei para lhe informar do propósito do Senhor de preservar Judá e derrotar os invasores.
Sear-Jasube (ARC). Literalmente, “Um-Resto-Volverá” (ARA). Deus designou que Isaías e seus filhos fossem como sinais para o povo (Is 8:18). … Isaías manteve constantemente diante do povo essa mensagem do retorno do remanescente (Is 4:2, 3; 10:21; etc.).
Açude superior. Nos dias de Acaz, essa fonte estava fora da cidade e, sem dúvida, estudou-se a maneira de levar a água para dentro da cidade para que, em caso de sírio, os inimigos não pudessem usá-la.
4 Dois tocos de tições. Uma expressão depreciativa. Os debilitados reinos da Síria e de Israel, assim como seus reis, embora parecessem fortes, não eram mais que restos de tições fumegantes. Quase haviam se extinguido. Restava-lhes apenas um pouco de vida. Deus predisse o destino deles a fim de que Acaz pudesse seguir uma estratégia inteligente. Acaz devia se preocupar com o poder crescente da Assíria, não com os reinos cambaleantes da Síria ou de Israel. Durante os 40 ou 50 anos seguintes, Judá seria quase totalmente engolido pela Assíria, contudo Acaz seguia uma política que inevitavelmente facilitaria a vitória dos Assírios.
7 Isto não subsistirá. A casa de Davi não cairia. O plano proposto por Israel e Síria estava direcionado contra Deus, e não poderia dar certo. Deus tinha outros planos para a casa de Davi (ver Gn 49:10; 2Sm 7:12). Ele não permitiria que homens interferissem em Seu propósito para Judá, ou que acabassem com a dinastia por meio da qual o Messias viria.
8 Efraim … deixará de ser povo. … por volta de 722, Israel, o reino do norte, chegou ao fim com a queda de Samaria nas mãos dos assírios. …A estratégia assíria de espalhar os povos súditos foi planejada para apagar a antiga identidade e lealdade nacionais. As dez tribos foram absorvidas de tal maneira pelos povos vizinhos que são, com frequência, chamadas de as tribos “perdidas”. Muitos provenientes dessas tribos, mais tarde, uniram-se aos cativos de Judá e retornaram com eles após o exílio, mas como indivíduos de uma comunidade judaica que era a continuação do antigo reino de Judá, não de Israel.
9 Se o não crerdes. Era evidente que Acaz não cria no que Deus assegurava: que Peca [Israel] e Rezim [Síria] não teriam êxito em seus planos. Ele ainda estava com medo. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6), e muito menos se submeter à Sua liderança sábia e misericordiosa.
11 Pede ao SENHOR, teu Deus, um sinal. Deus fez esta oferta para fortalecer a fé de Acaz. Sinais como este são dados com frequência para firmar a fé de mentes vacilantes.
12 Não o pedirei. Acaz se recusou a ser persuadido. Ele não queria acreditar, e não queria saber de nada que o ajudasse a crer. Ele tinha estabelecido sua política, estava determinado a levá-la adiante e temia tudo que pudesse influenciá-lo a mudar. O auxílio que procurava era o da Assíria, não o de Deus.
Nem tentarei ao SENHOR. Isto é, não colocarei o Senhor à prova pedindo um sinal. Com isso, Acaz revelou sua teimosia e rebelião contra Deus. O Senhor ofereceu ajuda e direção, mas ele escolheu confiar na ajuda da Assíria. Acaz estava determinado a não ter nada com Deus, e manifestou isso com toda clareza.
14 O Senhor mesmo vos dará. Acaz teria um sinal do Senhor a respeito de sua vontade, mas o Senhor escolheria o sinal. Para encorajar aqueles que permaneceriam fiéis nos anos de crise por vir, Deus entendeu ser conveniente proporcionar a certeza de que estaria com eles. A nação tinha recebido um sinal por meio de “Sear-Jasube”…, cujo nome significava “Um-Resto-Volverá” e cuja presença era um lembrete constante de que nas futuras invasões assírias um remanescente seria salvo.
Vos. No v. 13, é possível notar que “vos” se refere à “casa de Davi”, isto é, a casa real de Judá, da qual Acaz era representante.
Sinal. Do heb. ‘oth, “sinal”, “prova”, “marca”, “lembrete”. … Sem exceção, um “sinal”consistia de um objeto ou ato cujo propósito era confirmar ou recordar a verdade espiritual ou a mensagem profética ligada a ele pela Inspiração. O elemento miraculoso podia estar presente ou não. Uma das características essenciais de um “sinal” era que fosse literalmente visível à pessoa ou às pessoas a quem fosse dado, a fim de que, por sua vez, os olhos da fé pudessem perceber a vontade de Deus e se apegar firmemente às Suas promessas. Sempre que alguém pediu um “sinal”, como Deus convidou Acaz a fazer (Is 7:11), ou quando o próprio Deus escolheu o “sinal”, ele foi literalmente visível àqueles a quem foi dirigido. Em relação a isso, é importante observar a declaração de Isaías: “Eis-me aqui, e os filhos que o SENHOR me deu, para sinais e para maravilhas em Israel da parte do SENHOR dos Exércitos” (Is 8:18), cujo significado é aclarado pelo fato de ocorrer na mesma sequência profética com o “sinal” prometido em Is 7:14. … Isaías e seus filhos eram sinais designados por Deus para assegurar, se possível, a cooperação de Acaz e Judá durante os anos de crise que acompanhariam o colapso e o cativeiro do reino do norte, Israel.
A virgem. Do heb. ‘almah. … Lexicográficos do hebraico concordam que ‘almah vem da raiz ‘alam, “estar maduro [sexualmente]”, e que a palavra ‘almah denota uma “mulher jovem”, capaz de ter filhos. … O contexto de Isaías 7:14, junto ao que foi dito anteriormente com relação às palavras traduzidas como “sinal”e “virgem, torna claro que a predição feita aqui tinha uma aplicação imediata dentro do contexto das circunstâncias históricas apresentadas no capítulo. A referência de Mateus à predição torna claro que ela também aponta para o Messias. Muitas profecias do AT tem aplicação dupla como esta, primeiramente, ao futuro imediato e, depois, ao futuro mais distante (ver com. de Dt 18:15). Na narrativa de Isaías 7, nada mais se diz quanto à identidade da “virgem”a quem Isaías se refere. No entanto, em hebraico ela é designada como “a jovem“, indicando uma jovem em particular. Porém, não se sabe se ela estava presente nessa ocasião ou se Acaz ou mesmo Isaías a conheciam. … Com base na suposição de que o “sinal”devia ser de natureza miraculosa e de que a palavra ‘almah significa estreitamente “virgem”e não só “jovem mulher”, alguns sugerem que o cumprimento literal da predição nos dias de Isaías exige que a mãe do filho prometido fosse, como Maria, uma virgem no sentido estrito do termo. Certamente, Deus faria que isso se desejasse. Mas, essa criança representaria, como cristo, uma união das naturezas divina e humana, e assim privaria Cristo de Sua posição exclusiva como o Filgo de Deus divino-humano.
Emanuel. Do heb. Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”, que significa “Deus [está] conosco], como o contexto torna claro, para livrar Israel de seus inimigos … o nome Emanuel era um sinal designado por Deus para revelar Seu propósito para Judá naquele tempo e a natureza dos eventos prestes a ocorrer … O Sinal de Emanuel testificaria da presença de Deus com Seu povo para o guiar, proteger e abençoar. Enquanto outras nações seriam derrotadas, Judá seria mantida; enquanto Israel pereceria, Judá viveria.
15 Manteiga e mel. A “manteiga” dos tempos bíblicos era leite coalhado, considerado uma iguaria em muitas partes do Oriente, mesmo nos dias de hoje (ver Êx 3:17; Jz 5:25). Uma terra que mana “leite e mel”era uma terra de fartura. Portanto, a menção aqui de comer coalhada e mel indica abundância de alimento. A terra seria desolada, mas haveria comida suficiente para os poucos que permaneceriam nela após a invasão [assíria].
16 Desamparada a terra ante cujos dois reis. Isaías advertiu Acaz a não temer Rezim e Peca, os “dois tocos de tições fumegantes”(v. 4). … A Assíria estava empregando um esforço persistente para ter controle de todo o noroeste da Ásia. Na campanha contra Assíria, Peca e Rezim se opuseram a Acaz, que tinha se aliado com Tiglate-Pileser (2Rs 16:5-7). Judá não tinha razão para temer se seus líderes tão somente confiassem na promessa implícita no nome Emanuel: “Deus [está] conosco”.
17 Mas o SENHOR fará vir sobre ti. Acaz tinha deixado claro que não pediria o auxílio divino. Em vez disso, ele planejava confiar na Assíria (2Rs 16:5-7). No entanto, Isaías o advertiu que a Assíria não ajudaria Judá, e sim será [seria] fonte de angústia (Is 7:17-20; 8:7, 8; 10:6). Mais tarde, quando a Assíria invadiu Judá, este buscou ajuda do Egito, mas isso também foi em vão (Is 30:1-3; 31:1-3, 8). O profeta tenta esclarecer tudo isso ao rei.
[Mas o SENHOR fará vir sobre ti… por intermédio do] Rei da Assíria [, dias tais quais nunca vieram]. Dias de trevas e perigo estavam diante de Judá, dias de angústia como não havia desde a revolta de Jeroboão, dois séculos antes. … Isaías buscou ferventemente guiar o rei e seu povo de volta para Deus, mas eles se recusaram. Por essa razão, a Assíria teria permissão de invadir o país.
18 Assobiará o SENHOR às moscas. Assobiará às moscas para reunir os exércitos desde distantes partes do Egito. … O rei [egípcio] … é chamado aqui de “mosca”, porque as moscas incomodam, e os egípcios provariam ser um estorvo em vez de um auxílio para Judá. Isaías ressalta a tolice do povo de Deus em buscar ajuda do Egito (Is 30:1-7; 31:1-3). O Senhor, não o Egito, é que salvaria Judá da Assíria (Is 31:4-9; 37:33-36).
Às abelhas. A Assíria é comparada a uma abelha. Abelhas, neste caso, simbolizam um inimigo persistente (Dt 1:44; Sl 118:12). O ferrão de uma abelha, embora doloroso, é raramente fatal [como em casos de reação alérgica]. A Assíria iria contra Judá como o cetro da ira divina (Is 10:5-7), mas a nação não pereceria.
19 Elas virão. Os egípcios e os assírios invadiriam todas as partes do país como moscas e abelhas.
20 Naquele dia. Isto é, ao mesmo tempo.
Uma navalha alugada. Desta vez, a nação é comparada a um homem sujeito à indignidade suprema de ter os pelos e cabelos raspados da cabeça aos pés, incluindo a barba. Os orientais consideravam isso uma desgraça.
Do outro lado do rio. O Eufrates (ver com. de Js 24:2). A Assíria seria um instrumento nas mãos do Senhor para devastar e humilhar a impenitente Judá (comparar com a metáfora empregada em Is 10:5-7).
21 Uma vaca nova. Embora a maior parte do gado fosse levada, algumas das pessoas que permaneceram conseguiram salvar alguma vaca e talvez algumas ovelhas.
22 A abundância de leite. Porém o restante deixado na terra não seria abandonado pelo Senhor. As bênçãos do Céu estariam sobre eles, e eles comeriam “manteiga e mel”. embora o homem trouxesse maldição, Deus abençoaria o remanescente fiel.
23 Mil ciclos de prata. Isto é, “peças de prata” … Uma peça de prata por uma vide era um preço alto, e, portanto, essas vides deviam ser de elevada qualidade. O significado, nesse caso, é que as melhores vinhas se tornariam em deserto, por falta de cuidado.
24 Com flechas e arcos. Estes seriam levados para proteção contra animais selvagens que vagueavam pelas regiões outrora cultivadas, mas então, desoladas.
25 Que os homens costumam sachar. Literalmente, “que costumava ser cavada”.
Para ali não irás. No hebraico, “não virás”.
Espinhos e abrolhos. Fazendas outrora pacíficas e produtivas se tornariam em desertos, porque seus antigos donos e cultivadores seriam levados em cativeiro para jamais retornarem à terra natal.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3
Compilação e digitação: Jeferson e Gisele Quimelli
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ISAÍAS 7 – Após seu chamado e capacitação para uma missão desafiadora conforme Isaías 6, o profeta de Deus recomeça suas atividades.
“A primeira missão de pregação do profeta a ser registrada é aquela a Acaz (v. 731-715), que tem de escolher entre ser invadido por Síria e Israel, pedir ajuda à Assíria e confiar numa palavra revelada da parte de Deus. À semelhança de Acabe, Acaz recusa-se a confiar no servo fiel de Yahweh (7:1-9). Por esse motivo Isaías apresenta um oráculo que abrange o presente e o futuro. Ao fazê-lo deixa implícito que Deus dará um sinal extraordinário que acentuará a futilidade da descrença de Acaz. Ele diz que uma ‘virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel’ (7:14). Além disso, a terra logo ficará livre dos sírios e israelitas, e a Assíria virá contra Judá (7:15-17)” (Paul House).
Há muitos ensinamentos maravilhosos neste capítulo inspirado. Porém, sobretudo, destaca-se a ideia do “convite à confiança em Deus”. Considere o comentário da Bíblia Andrews:
“A confiança no Senhor é um tema importante que perpassa todo o livro (cap. 25, 30). Na verdade, trata-se do alicerce da teologia de Isaías. O povo de Deus só poderia ser salvo se recorresse ao Senhor, não à Assíria, ao Egito ou à coalizão siro-efraimita. Neste capítulo, um novo rei é desafiado a ter a confiança em Deus ao ser ameaçado de derrota. A falta de fé revelada por Acaz se transforma em oportunidade para o Senhor fazer algo extraordinário. Por meio da vida cotidiana do profeta Isaías, Deus concede um sinal para mostrar o que é capaz de fazer, a despeito da recusa de Acaz em pedir o sinal divino”.
Além do filho de Isaías, Deus concedeu-nos sinal mais extraordinário (Mateus 1:18-25); Seu próprio Filho tornou-Se o Emanuel verdadeiro: Deus realmente conosco!
A descrença traz consequências. “Porque Acaz não aceitou o oferecimento da graça de Deus, não escapará do castigo divino. E, por esse motivo, este é também um sinal verdadeiro, uma prova, que permeia toda a história subsequente… de que o pecador não escapa do seu castigo e de que a palavra de Deus permanece” (Otto Kaiser).
A incredulidade deve ceder espaço à confiança em Deus. Viver esta substituição nos trará recompensas! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ISAÍAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1410 palavras
1 No ano. É provável que o ano fosse 740/739 a.C. Certamente a data é uma informação importante. … A época era de perigo e crise. O grande rei Assírio Tiglate-Pileser III tinha subido ao trono em 745, e quase de imediato começou uma série de campanhas que levaram à conquista da maior parte da Ásia ocidental… Uzias morreu enquanto Tiglate-Pileser realizava campanhas contra o Ocidente [países da região mediterrânea da Ásia]. O homem que tinha resistido fortemente à Assíria não existia mais. Qual seria o destino de Judá? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
O Senhor assentado sobre um alto e sublime trono. Esta manifestação da glória divina ocorreu quando Isaías visitava os sagrados recintos do templo (PR, 307). Deus pretendia que Isaías tivesse uma visão mais ampla do que a proporcionada pelo contexto político. Deus queria que ele soubesse que a despeito de todo o poder da Assíria, Ele era supremo em Seu trono e estava no controle de tudo. Moisés teve uma visão semelhante de Deus (Êx 24:10). Micaías … (1Rs 22:19)… Amós… (Am 9:1)… Daniel (Dn 7:9)… Ezequiel (Ez 1:1; 10:1-5)… João… (Ap 4:1-6). Quando perigos cercam o povo de Deus e os poderes das trevas parecem prestes a prevalecer, Deus convida Seus fiéis a olharem para Ele, sentado no Seu trono, dirigindo as questões dos céus e da Terra, para que tenham esperança e coragem (ver Ed, 173). CBASD, vol 3.
Suas vestes enchiam o templo. Quando teve a visão, Isaías estava orando no átrio do templo (PR, 307). Diante dele, as portas do templo pareciam se abrir; e, no lugar santíssimo, ele viu o próprio Deus sentado sobre Seu trono… As vestes são a infinita glória de Deus. João aplica essa visão a Cristo (ver Jo 12:41). CBASD, vol 3.
2 Serafins. Literalmente, “seres em chamas”. Bíblia de Estudo Andrews.
Cf. v. 6; seres angelicais não mencionados em outro lugar. A raiz hebraica por trás dessa palavra significa “arder”, e talvez indique a pureza deles como ministros de Deus. … Correspondem aos “seres viventes”de Ap 4.6-9, cada um dos quais também com seis asas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Santo, santo, santo. Os anjos ao redor do trono de Deus se impressionam com o principal atributo divino: perfeita santidade de caráter. … Deus quis imprimir na mente de Isaías o conceito de Sua santidade a fim de que o profeta mantivesse esse atributo do caráter divino constantemente diante de Seu povo. Desse modo, eles seriam encorajados a abandonar seus pecados e aspirar à santidade. CBASD, vol 3.
5 Ai de mim! Isaías estava pronunciando “ais”sobre os pecadores dentre o povo de Deus (Is 5:8-30). Nesse momento, ao estar na presença do Deus santo, ele percebe sua própria imperfeição de caráter. Todos passam pela mesma experiência quando se aproximam de Deus. CBASD, vol 3.
Os meus olhos viram. Esta visão de Deus na Sua santidade e glória deu a Isaías um conceito de sua pecaminosidade e insignificância. Ao olhar para Deus e depois para si mesmo, ele percebeu que não era nada em comparação com o Eterno. CBASD, vol 3.
6 brasa viva. Brasas vivas eram levadas para dentro do Lugar Santíssimo no Dia da Expiação (Lv 16.12), quando era oferecido sacrifício para expiação dos pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Do altar. O altar de incenso (ver com de Êx 30:1-5), sobretudo um altar de intercessão (ver com. de Êx 30:6-8). João viu orações que partiam do coração de pecadores arrependidos apresentadas com incenso diante do trono da graça (Ap 8:3, 4). CBASD, vol 3.
7 Tocou a minha boca. O carvão do altar representava o poder purificador e refinador da graça divina, e também uma transformação de caráter. A partir de então, o anseio de Isaías por seu povo era que eles também fossem purificados e transformados. A grande necessidade hoje é de lábios tocados com fogo santo do altar de Deus. CBASD, vol 3.
8 Envia-me a mim. A resposta de Isaías foi imediata. Como Paulo, Isaías tinha expectativa acerca de Israel: que o povo fosse salvo (ver Rm 10:1). Ele sabia que o juízo estava prestes a cair sobre o culpado, e ansiava ver seu povo abandonar o pecado. A partir de então, a única tarefa de Isaías era transmitir a mensagem divina de advertência e esperança a fim de que Israel enxergasse o amor e a santidade de Deus, e, como resultado, fosse salvo. CBASD, vol 3.
A prontidão do profeta em se oferecer à obra missionária, sem mais hesitação, deve ser um exemplo para milhares de crentes que, tendo o privilégio de frequentar a igreja com regularidade, de estudar livremente a Bíblia, sem perseguições, nunca permitem que um conceito de dedicação, de vocação, de missão, venha a demovê-los de seu egoísmo comodista e irresponsável. Bíblia Shedd.
Os quatro evangelhos mencionam o chamado de Isaías (Mt 13:14, 15; Lc 8:10; Jo 12:40; ver tb At 28:26, 27). Bíblia de Estudo Andrews.
9 Ouvi, ouvi. Como muitos outros profetas, Isaías assumiu uma tarefa difícil. Deus o advertiu de que Sua mensagem seria em grande parte ignorada e que, a despeito de tudo que pudesse fazer, o povo continuaria nos maus caminhos. O fracasso aparente seria sua sina infeliz, mas certamente não maior que a testemunhada no ministério de Jesus (Mt 13:14, 15; Jo 12:37-41) e Paulo (At 28:26, 27). … Contudo, Isaías teve a certeza de que sua obra não seria de todo vã, pois Deus lhe revelou que um remanescente seria salvo (Is 1:9; 6:13; 10:21). Paulo, porém, percebeu já em seus dias que os judeus tinham tomado sua decisão final e não eram mais o povo de Deus (At 28:26-28; Rm 9-11). CBASD, vol 3.
10 coração … ouvidos … olhos … olhos … ouvidos … coração. A inversão abc/cba é chamada disposição “quiástica”, expediente literário comum no AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Torna insensível o coração. A percepção espiritual de Israel estava tão obscurecida que eles seriam incapazes de ouvir até as mais comoventes mensagens enviadas pelo Céu. A situação seria similar à do faraó, quando seu coração foi endurecido e ele recusou a mensagem do Senhor dada por Moisés (ver com. de Êx 4:21). Nos dias de Isaías, não foi o Senhor que cegou os olhso do povo ou que lhes endureceu o coração; eles mesmos provocaram essa situação sobre si quando rejeitaram as advertências divinas. A cada rejeição da verdade, o coração se torna mais duro e a percepção espiritual, mais obscurecida, até que finalmente não mais se discernem as coisas espirituais. Deus não se alegra com a morte dos ímpios e faz todo o possível para que abandonem seus maus caminhos, a fim de que vivam e não morram (Ez 18:23-32; 33:11; 1Tm 2:4; 2Pe 3:9). CBASD, vol 3.
11 Até quando, Senhor? … Certamente, depois de um tempo, o povo cairia em si e aceitaria a mensagem de salvação e libertação. Daí sua pergunta. CBASD, vol 3.
Até que sejam desoladas as cidades. A triste resposta que o Senhor deu a Isaías foi que a situação prevaleceria até que Judá tivesse se destruído. Não haveria esperança de arrependimento, nenhuma esperança de salvação. Um remanescente seria salvo e, por causa desse grupo fiel, Isaías devia proclamar a mensagem de salvação. A nação, porém, como um todo se recusaria deixar os caminhos maus. Essa recusa, ao final, traria a ruína completa e irremediável. As cidades ficariam desertas, e a terra, desolada e abandonada. CBASD, vol 3.
12 Afaste dela os homens. Referência ao cativeiro, primeiramente pela Assíria nos dias de Isaías, e depois, por Babilônia, um século mais tarde. O povo seria levado para terras distantes. Isso foi predito por Moisés, de forma condicional, antes mesmo de Israel ter entrado na terra prometida (Lv 26:33; Dt 4:26-28; 28:64). CBASD, vol 3.
Grande o desamparo. A terra que Deus queria ver florescer como um solo fértil se tornaria um deserto e estaria abandonada. Em vez de prosperidade, haveria ruína. CBASD, vol 3.
13 A décima parte. A nação se levantaria outra vez. O quadro é de um povo que persiste na perversidade, cego e surdo às mensagens divinas até que seja levado para o cativeiro. Mas, apesar disso, se vislumbra a certeza de que a terra não permanecerá totalmente abandonada para sempre e o propósito de Deus para ela será finalmente cumprido (PR, 309, 310; comparar com o nome do primeiro filho de Isaías, “Sear-Jasube”, que significa literalmente, “[Um] resto volverá”). … Não se deve se deve relacionar nenhum significado particular ao fato de que o remanescente seria “uma décima parte”do original. Na Bíblia, dez é um número pequeno, algumas vezes indefinido, e uma décima parte seria, da mesma forma, uma número pequeno. CBASD, vol 3.
A santa semente. No “toco”restaria vida que, ao final, produziria novamente e se tornaria uma nova árvore. A árvore é uma figura comum no AT para representar o povo de Deus (ver Is 65:22,; Jr 17:8; cf. Dn 4:14, 23). CBASD, vol 3.
Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.
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ISAÍAS 6 – Sendo este texto bem conhecido, intentarei destacar alguns pontos que, creio eu, são menos explorados. Antes, porém, colocarei a divisão do capítulo sugerida por Siegfried Schwantes:
1. Visão da glória e da santidade divinas (Isaías 6:1-4).
2. Compenetração e confissão de pecados (Isaías 6:5).
3. Purificação (Isaías 6:6-7).
4. Vocação (Isaías 6:8).
5. Comissão (Isaías 6:9-13).
Deus está preparando o profeta para uma tarefa árdua e sem grandes resultados aparentes. Com esta experiência Deus confirma o chamado que deve ter acontecido antes deste evento. “Na condição de profeta de Deus, [Isaías] terá o apoio de Deus, mas esse apoio nunca significará trabalho menos árduo”, comenta Paul House.
Após uma profunda experiência confirmatória de graça, envolvimento e capacitação, Isaías foi comissionado a ir ao povo e proclamar a mensagem divina com poder e autoridade, porém o povo não Lhe daria ouvidos.
• Aceitaríamos esta missão?
“‘Até quando, Senhor?’, pergunta o profeta, deveria ele prosseguir neste trabalho aparentemente inútil. A perspectiva que o Senhor lhe descerra era de molde a desencorajar os mais bravos: ‘Até que a terra seja de todo desolada…’ (vv. 11-12). O futuro era dos menos prometedores. Um vislumbre de esperança é oferecido no v. 13. Se a maioria acabaria por rejeitar a mensagem do profeta, haveria, não obstante, ‘uma santa semente’ que poderia de novo popular a terra desolada”, analisa Schwantes.
O texto inspirado deixa claro que:
• Cumprir os propósitos divinos é um processo desafiador, tendo que, muitas vezes, enfrentar resistência e rejeição por parte do povo de Deus.
• Deus sabe quando a resposta do público de um mensageiro Seu será negativa; porém, nesta situação desfavorável, Deus confirma o chamado que fizera a Seu frágil servo.
• Mesmo que, aparentemente, fazer a vontade de Deus não traga resultados positivos, há sempre propósitos por traz do chamado divino (Isaías 6:11-13):
1. Os pecadores impenitentes devem saber onde seus pecados os levarão.
2. Reavivar o remanescente em meio à sociedade decadente.
A mensagem é que, ao viver os planos de Deus, devemos ter persistência diante das adversidades, conscientizarmo-nos da triste realidade espiritual de nossa sociedade, confiar na soberania divina e focar nos propósitos que Deus tem para nossa vida, independente da avaliação dos resultados do ponto de vista humano.
Diante disso, invistamos no reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ISAÍAS 5 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1703 palavras
1-7 o cântico […] da sua vinha. Ver no cap. 27 um cântico positivo sobre a vinha. A parábola começa bem, mas prepara o clima para uma virada surpreendente. O profeta pede aos leitores a opinião deles, uma estratégia com o objetivo de levá-los a uma conclusão óbvia: o problema não estava no dono da vinha, que fizera tudo ao seu alcance. Esta parábola exime Deus da responsabilidade pelo sofrimento do povo. O sentido desta seção é bem claro. A acusação era a seguinte: o povo não vivia de acordo com as expectativas divinas. As principais virtudes que resumem aquilo que o Senhor requer são expressas em termos de justiça e retidão. Essas duas palavras são encontradas com frequência na maioria dos escritos proféticos (ver Am 5; ver um desdobramento futuro desta parábola em Mc 12:1-9). Bíblia de Estudo Andrews.
o meu amado. O “amado” é Deus, e a vinha é a nação de Israel (ver Sl 80:8-16; Mt 21:33-41). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
Outeiro fertilíssimo. O “outeiro fertilíssimo” era a terra de Canaã, possivelmente se referia a Jerusalém em especial. CBASD, vol 3.
2 Vides escolhidas. Elas representam o povo de Israel, cuidadosamente escolhido pelo próprio Deus (ver v. 7). CBASD, vol 3.
Uvas. A vinha foi plantada para produzir fruto… As uvas representam os frutos do caráter, o caráter divino que Israel devia exibir diante do mundo (ver p. 14-17 [CBASD]). CBASD, vol 3.
4 Que mais se podia fazer […]? …Isaías deixa claro com essa pergunta sagaz que o Senhor fez tudo o que era possível por Israel. Ele lhe proveu todos os recursos para o desenvolvimento de um caráter que se assemelhasse ao Seu, e eles eram os únicos culpados pelo fracasso (ver p. 17-20 [CBASD]). CBASD, vol 3.
6 Nem sachada [ARA; NVI: “capinada”]. A cessação da poda e da cavadura aponta para a retirada dos meios proporcionados por Deus para o cultivo moral e espiritual (Lc 13:8; Jo 15:2). CBASD, vol 3.
8-23 Ai. Seis “ais”(v. 8, 11, 18, 20, 21, 22) são introduzidos por uma mesma partícula hebraica. Eles funcionam como estratégia de advertência. Têm a intenção clara de intensificar a força da condenação ao exílio. As acusações contra o povo de Deus são as seguintes: não prestou atenção ao Senhor; rejeitou a lei do Senhor dos exércitos e desprezou a palavra do Santo de Israel; chamou o mal de bem e o bem de mal, além de se envolver em pecados. Os males julgados por Deus neste contexto são a ganância (primeiro ai); autocomplacência (segundo ai); perversão moral (terceiro ai); ilusões de grandeza (quarto ai); autocomplacência e os abusos sociais resultantes (quinto e sexto ais). Bíblia de Estudo Andrews.
8 Ai dos que. Isaías enumera uma série de “ais” que sobreviriam a Israel como resultado das ofensas especificamente mencionadas em conexão com cada desgraça. Essas ofensas são as “uvas bravas” do v. 2. Não é possível alistar todos os pecados do povo; nomeiam-se apenas os mais característicos dessa época de impiedades. CBASD, vol 3.
Ajuntam casa a casa. Esta expressão representa o pecado da cobiça e da ambição. Deus queria que Israel fosse uma nação de pequenos proprietários de terra. A fim de evitar a formação e latifúndios, criou-se o ano do jubileu (Lv 25:13; 27:24) e a lei que permitia que a mulher herdasse propriedades (Nm 27:1-11; cf. 33:54, 36). No entanto, essas leis foram desrespeitadas, e, como consequência, em vez de um grande número de pequenos proprietários de terra, houve o crescimento de uma classe de proprietários ricos, e outra, de trabalhadores pobres sem propriedades. Muito do povo foram reduzidos à escravidão, e outros eram forçados a pagar arrendamentos exorbitantes. Miqueias, contemporâneo de Isaías, também denunciou esse mal (Mq 2:2).
No meio da terra. Isto é, assegurar um monopólio. As classe ricas não tinham interesse no bem-estar do povo em geral. Preocupavam-se apenas com seus próprios interesses. Eles não se importariam caso o pobre fosse banido por completo. A situação estava chegando a um ponto em que os pobres logo perderiam o pouco que lhes restava, e somente os ricos usufruiriam dos produtos da terra. CBASD, vol 3.
10 um bato. Cerca de 22 l. um ômer. Por volta de 211 l. um efa. Aproximadamente 21 l. O montante semeado seria maior que o colhido. Bíblia de Estudo Andrews.
11-13 Estas pessoas passavam muitas horas bebendo e festejando, mas Isaías previu que muitos deles morreriam de fome e sede. Ironicamente, nossos prazeres – se eles não tem a bênção de Deus – podem nos destruir. Deixar Deus de fora de nossas vidas permite que o pecado entre nelas. Deus quer que desfrutemos a vida (1 Timóteo 6:17), mas que evitemos aquelas atividades que possam nos afastar dEle. Life Application Study Bible Kingsway.
12 Harpas. Ou, lira. A música tinha um papel importante em suas orgias (ver Am 6:5, 6). Em vez de ser usada para glória de Deus, a música se tornara um instrumento poderoso nas mãos do inimigo para trazer ruína à alma. CBASD, vol 3.
Não consideram. A consciência desses glutões se havia caracterizado por causa de suas desenfreadas orgias. CBASD, vol 3.
14 cova. Do heb she’ol, a sepultura ou o reino dos mortos. Neste caso, é personificada como uma entidade pronta para tragar os transgressores da aliança. A linguagem é poética e simbólica; não deve, portanto, ser interpretada de maneira literal. Bíblia de Estudo Andrews.
Aumentou o seu apetite. Isto é, a fim de acomodar o grande número dos que chegavam da terra dos vivos. CBASD, vol 3.
A glória de Jerusalém. Os nobres de Jerusalém, o povo, todos os que se gloriavam na pompa daquele momento e tinham prazer na iniquidade seriam destruídos. CBASD, vol 3.
16 Santificado em justiça. Literalmente, “o santo Deus Se mostra santo em justiça”. A maneira justa como Deus lida com o ser humano prova que Seu caráter é santo. CBASD, vol 3.
18 Puxam para si a iniquidade. O terceiro ai é dirigido àqueles que persistem nos maus caminhos, com plena consciência do que fazem. CBASD, vol 3.
Tirantes de caro. A corda de carro é mais grossa e mais forte do que a corda comum. Representa um estágio avançado de rebelião em que os ímpios ficam presos a seus pecados com laços impossíveis de serem desfeitos. Ao persistirem no mal, selam sua própria destruição. CBASD, vol 3.
20 Ao mal chamam bem. O que resiste persistentemente às advertências enviadas pela misericórdia divina, ao final, se tornará tão perverso que será incapaz de distinguir entre o bem e o mal. Sinceramente pensa que o certo é errado e o errado, certo. Quando a perversidade chega a tal ponto, a destruição não pode mais ser adiada. CBASD, vol 3.
Quando procuramos desculpas para nossos atos, logo perderemos a distinção entre o certo e o errado. se não fazemos da palavra de Deus, a Bíblia, nosso padrão de vida, logo nossas escolhas morais se tornarão obscurecidas. Sem Deus, estamos fadados a um colapso e muito sofrimento. Life Application Study Bible Kingsway.
21 Sábios a seus próprios olhos. Confiantes de que sabem mais do que Deus, esses perversos impenitentes se tornam “nulos em seus próprios raciocínios”, e seu “coração insensato”fica encerrado em trevas (Rm 1:21; ver DTN, 213). Sua pretensa sabedoria é loucura consumada (Rm 1:22). O mundo está cheio de pessoas que olham com desdém para aqueles que creem em Deus e obedecem à Sua palavra. Encontram defeitos em tudo o que Deus fez e em tudo o que Se propõe fazer. Pessoas assim atraem pesar sobre si mesmas e sobre o mundo ao redor. O que elas precisam é atender às sublimes palavras do salmista: “Aquietai-vos sabei que Eu sou Deus” (Sl 46:10). CBASD, vol 3.
22 Heróis para beber vinho. Este “ai”é semelhante ao pronunciado contra os beberrões de vinho nos v. 11 e 12. … Neste caso, o ai mostra a relação entre a bebida e as injustiças mencionadas no v. 23 como resultantes de seu uso. Esses homens eram “heróis”” na bebida e valentes na prática da iniquidade. CBASD, vol 3.
23 Justificam o perverso. Isto é, absolvem o culpado. … Por suborno, declaram o justo culpado e o ímpio, inocente. Eles não têm moral. O seu modo de vida é caro, e farão tudo para assegurar os meios necessários para mantê-lo. Quando pessoas assim se assentam para governar, a nação chega a um estado calamitoso. CBASD, vol 3.
24 A língua de fogo consome o restolho. Literalmente, “o pasto seco destinado para a chama é consumido”. CBASD, vol 3.
Como podridão. Esses homens são corruptos ao extremo e perecerão em sua própria corrupção. Tão rapidamente quanto o pasto seco pega fogo e é reduzido a cinzas, assim serão consumidos. CBASD, vol 3.
A lei do SENHOR. Terríveis são os resultados quando a lei do SENHOR é rejeitada (ver GC, 586), pois sem ela não há como deteerminar o certo e o errado. CBASD, vol 3.
O povo sofria porque havia rejeitado a lei de Deus. Tristemente, muitas pessoas hoje buscam um sentido para a vida enquanto rejeitam a Palavra de Deus. Podemos evitar o erro de Israel e Judá ao fazer a leitura da Bíblia uma alta prioridade em nossas vidas. Life Application Study Bible Kingsway.
25 A ira do SENHOR. Quando a iniquidade atinge um ponto além do qual não há esperança, a paciência divina cessa e começa o ministério da ira (T5, 208; T9, 13). Na época da mensagem de Isaías, a iniquidade de Israel tinha quase atingido esse ponto. CBASD, vol 3.
26-30 Descrição assustadora do poderio invasor do exército sírio. Seus soldados eram guerreiros incansáveis, sempre prontos para agir. Bíblia de Estudo Andrews.
26 Assobiará. Como um “estandarte” era um sinal para os olhos, o “assobio” seria para os ouvidos. Ambos seriam compreendidos pelas nações, as quais responderiam rapidamente ao chamado do Senhor. CBASD, vol 3.
27 Não há entre elas cansado. O quadro dos v. 27 a 30 é de um exército que avança com rapidez (ver Is 10:28-33). CBASD, vol 3.
28 As suas flechas são agudas. O exército está pronto para a batalha. Suas armas estão prontas, seus cavalos foram preparados para a longa e dura jornada, e as rodas dos carros giram como um redemoinho. CBASD, vol 3.
29 O seu rugido. Isto é, o rugido de guerra. O exército se aproxima como um leão: feroz, valente, forte e determinado. A presa não escapará. Deus deu a esse exército ordens para marchar, e o propósito divino será cumprido. CBASD, vol 3.
30 Bramam. O profeta usa outra figura de linguagem, comparando a aproximação dos assírios com as águas de uma enchente que arrasa tudo diante de si e deixa desolação e ruína por onde passa (ver Is 8:7, 8). CBASD, vol 3.
Compilação e digitação: Jeferson e Gisele Quimelli
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ISAÍAS 5 – Neste texto sagrado “o pregador tornou-se um trovador e entoou um cântico popular ao Senhor (‘meu amado’). Quem sabe, os que haviam ignorado seus sermões ouviriam suas canções. Cantou sobre seu povo (v. 7) e ressaltou como Deus havia estado com os israelitas. Deus lhes dera uma lei santa e uma terra maravilhosa, mas eles quebraram a lei, corromperam a terra com seus pecados e deixaram de produzir frutos para a glória de Deus. O Senhor fez todo o possível por eles. Agora, só lhes restava trazer juízo para uma vinha sem frutos e transformá-la em refugo”, expõe Warren Wiersbe.
Nesta música, o profeta apresenta uma metáfora da vinha que apontava ao povo de Israel como plantação de Deus. A revelação divina descreve as razões pelas quais a vinha de Deus não produziu bons frutos e como isso atraiu o juízo divino. A concepção oriunda das frutas selvagens indicam a injustiça e a maldade na vida do povo de Deus, resultantes do pecado, das consequências morais e das negligências espirituais.
Wiersbe divide a canção com os seguintes tópicos, citando os pecados que atraíram o julgamento sobre a Terra:
• Cobiça (Isaías 5:8-10).
• Embriaguez (Isaías 5:11-17).
• Indiferença (Isaías 5:18-19).
• Dissimulação (Isaías 5:20).
• Orgulho (Isaías 5:21).
• Injustiça (Isaías 5:22-25).
“Deus condena a nação santa, tratando-a como bêbada (5:10, 22), arrogante (5:13-17), amante do mal (5:20) e objetos da ira”, observa Paul House. O final do capítulo mostra que, consequentemente, o povo escolhido seria levado ao cativeiro por adversários poderosos e inescrupulosos (Isaías 5:26-30).
I Pedro 2:9 descreve os crentes do Novo Testamento como “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, PARA anunciar as grandezas dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”. Aqui também o povo de Deus do presente tem um propósito específico. A vinha plantada com a expectativa de produzir bons frutos se equipara ao chamado dos crentes para proclamar as virtudes de Deus.
Negligenciar esse propósito implica viver irresponsável e negligentemente perante Deus. Não que Deus seja cruel, mas qualquer vida sem intimidade e sem dependência divina sofre sozinha as próprias consequências.
• Frustrar a expectativa divina implica no juízo divino!
Devemos dar ouvidos ao chamado de Deus para não sermos achados em falta diante dEle! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ISAÍAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/4
As mensagens de julgamento tornam-se palavras de esperança. A esperança é poderosa. Isso nos permite dar o próximo passo. Isso nos encoraja a persistir. Sem esperança, não há nada que nos motive a seguir em frente. A esperança é a pequena luz no fim do túnel. É a centelha que fornece a energia para dar mais um passo.
As mensagens proféticas messiânicas fazem exatamente isso! Elas pintam uma imagem do amor e cuidado de Deus pelos Seus filhos perdidos, mostrando que Ele irá a todos os extremos para trazê-los de volta para casa e viver eternamente com Ele. É também uma imagem da sua proteção que nos lembra o êxodo do Egito – a nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite.
A última linha de “Pegadas na Areia” (leia o poema completo) revela esse amor, cuidado, proteção e esperança que o cumprimento das profecias messiânicas em Jesus nos proporciona. Ao que Ele respondeu:
“Meu filho, Eu te amo e nunca te abandonei.
Os dias em que viste só um par de pegadas na areia
são precisamente aqueles
em que Eu te levei nos meus braços.” (Margaret Fishback Powers)
Wayne A. Wasiczko
Educador aposentado e auditor de conferências, Selah, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/4
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli