Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
23 de maio de 2024, 0:50
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[Nota: Postamos aqui somente uma seleção dos comentários da Bíblia de Estudo Andrews e indicamos ao final o link com a seleção de textos do Comentário Adventista (+ de 7 mil palavras), material muito relevante àqueles que gostariam de conhecer mais detalhes deste tão significativo capítulo profético. Bom estudo!]

Daniel 11 é um dos capítulos mais difíceis de se interpretar. Os acontecimentos descritos são, com frequência, condensados e vagos, levando às mais diversas interpretações. Existe uma concordância majoritária quanto à primeira parte; contudo, à medida que o capítulo avança, as divergências se multiplicam inclusive entre os que compartilham a mesma visão teológica. Embora nem todos os detalhes fiquem claros, a mensagem básica é que Deus é o Senhor da história e, a despeito dos governantes terrenos e de suas ações, ele vencerá o mal e salvará seu povo. Daniel 11 apresenta muitos paralelos com os cap. 8 e 9 (ver tabela de semelhanças na p. 1124 ). Os intérpretes que se pautam pela abordagem histórica contínua, como esta Bíblia de estudo, costumam considerar que o capítulo tem início com o império persa, seguido pela Grécia, em particular, com duas das grandes divisões do império grego após a morte de Alexandre, o Grande. Estas duas divisões, os selêucidas (“rei do Norte”, v. 6-15, com sede na Síria) e os ptolomeus (“rei do Sul”, v. 5-15, com sede no Egito), interagiam uma com a outra e com a terra de Israel. A Grécia foi sucedida por Roma imperial, depois Roma eclesiática e, por fim, por um poder político/religioso apóstata. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Mas eu. Este versículo é uma continuação da declaração do anjo, em Daniel 10:21. A divisão do capítulo neste ponto foi imprópria. Dá a impressão de que uma nova parte do livro começa aqui, quando a narrativa é claramente contínua. Gabriel informa a Daniel que Dario, o medo, foi [no passado] honrado pelo Céu (ver PR, 556). A visão foi dada no terceiro ano de Ciro (Dn 10:1). O anjo está contando a Daniel sobre o evento ocorrido no primeiro ano de Dario [anterior a Ciro]. Naquele ano, Dario, o medo, foi honrado pelo Céu com uma visita do anjo Gabriel “para o animar e fortalecer” (PR, 556). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 951.

2 ainda três reis se levantarão. Diferentemente da apresentação dos cap. 2, 7 e 8, esta profecia é narrada em linguagem literal acerca da história futura em grandes detalhes, sem representação simbólica dos poderes por meio de estátuas, animais e outros itens semelhantes. … Em Daniel 11 fala-se dos governantes sem citar nomes, por isso devemos identificá-los pelas descrições. embora a primeira parte do capítulo seja relativamente clara, à medida que ele avança, torna-se cada vez mais difícil identificar as as pessoas exatas e os acontecimentos a que o texto se refere. Bíblia de Estudo Andrews.

empregará tudo contra o reino da Grécia. O quarto rei depois de Ciro foi Xerxes (486-465 a.C.). Ele planejou uma grande invasão à Grécia, que acabou falhando. Bíblia de Estudo Andrews.

3 Depois, se levantará um rei poderoso. Este é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.), cujo império foi dividido em quatro reis gregos (v. 4; comparar com 8:8, 21, 22). Observe que, após a Pércia, sob a liderança de Xerxes , perder a batalha para a Grécia 11:2), o cap. 11 ignora todos os outros reis persas (de 465 a.C. em diante) e parte diretamente para o império grego (a partir de 330 a.C.). Bíblia de Estudo Andrews.

5 rei do Sul. Ptolomeu I Sóter (305-285 a.C.), da dinastia grega ptolomaica que governou o Egito, no sul da Palestina. Bíblia de Estudo Andrews.

um de seus príncipes. Seleuco l Nicator (305-281 a.C.), general de Alexandre que se tornou governante de Babilônia. Ele foi expulso e fugiu para o Egito, mas Ptolomeu o ajudou a reconquistar Babilônia. Seleuco expandiu muito seu domínio e fundou a dinastia selêucida, com capital na Síria, no norte da Palestina. Portanto, os reis de a dinastia são os reis do Norte do cap. 11. O fato de Seleuco ter se subordinado a Ptolomeu por um tempo explica por que ele é chamado de “um de seus príncipes”. Bíblia de Estudo Andrews.

6 rei do Norte. Referência ao território de Seleuco, localizado no  norte de Israel. Observe que o povo de Deus ficou preso no meio, entre o Norte e o Sul.Bíblia de Estudo Andrews.

9 avançará contra o reino do rei do Sul e tornará para sua terra. Em 242 a.C, Seleuco II Calínico (246-225 a.C.) tentou se vingar da invasão de Ptolomeu III, mas fracassou. Bíblia de Estudo Andrews.

11:10 Os seus filhos farão guerra. Os filhos de Seleuco II que guerrearam contra o Egito foram Seleuco III (225-223 a.C.) e Antíoco III, o Grande (223-187 a .C.). Bíblia de Estudo Andrews.

11:13 porá em campo multidão maior do que a primeira. Antíoco III se recuperou e fez preparativos para atacar novamente o Egito, naquele momento, sob o controle de Ptolomeu V
(205-180 a.C.), um menino de apenas seis anos de idade. Bíblia de Estudo Andrews.

11:14 se levantarão muitos contra o rei do Sul. Durante o reinado do jovem Ptolomeu V, muitos egípcios se rebelaram contra os senhores gregos. A Pedra de Roseta registra as concessões que os regentes de Ptolomeu fizeram a eles. Bíblia de Estudo Andrews.

11:15 O rei do Norte virá. Antíoco III derrotou um exército egípcio bem capacitado e cercou as forças egípcias restantes em Tiro. Bíblia de Estudo Andrews.

11:16 estará na terra gloriosa. Antíoco III tomou a Palestina (comparar com v. 41, 45; 8:9), antes sob domínio do Egito. Bíblia de Estudo Andrews.

11:17 e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino. Após se apropriar de mais territórios, Antíoco III selou um tratado de paz com Ptolomeu V, dando sua filha, Cleópatra, em casamento a ele. Bíblia de Estudo Andrews.

11:19 tropeçará, e cairá. Antíoco III foi assassinado em 187 a.C., enquanto tentava saquear o tesouro de um templo, aparentemente para pagar tributos a Roma. Bíblia de Estudo Andrews.

11:20 Levantar-se-á, depois, em lugar dele, um que fará passar um exator pela terra mais gloriosa do seu reino. Ou, “E se levantará em sua função um que fará um opressor passar pelo esplendor do reino.” … Antíoco IV Epifânio (175-164 a.C.) se enquadra na descrição: ele ficou conhecido por oprimir os judeus a partir de 167 a.C., mas eles derrotaram seus exércitos e assumiram o controle da Judeia (ver 1 e 2 Macabeus [livro judeu histórico apócrifo/não reconhecido como divinamente inspirado]). Logo depois disso, ele morreu doente (164 a.C.). Bíblia de Estudo Andrews.

11:21-39 Esta longa passagem sobre o governante “vil” e blasfemo combina com a descrição do caráter e das atividades do chifre pequeno encontrada nos cap. 7 e 8 de Daniel. A pessoa “vil” não é explicitamente chamada de “rei do Norte” nesta parte do cap. 11. Bíblia de Estudo Andrews.

11:40 – 45 Este texto retrata as tentativas do inimigo de Deus no tempo do fim de estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os acontecimentos futuros precisos são conhecidos somente pelo Senhor. A Bíblia não faz predições proféticas para que as pessoas especulem acerca do futuro, mas para lhes fortalecer a fé após as profecias se tornarem realidade (ver as palavras de Jesus em Jo 14:29) Bíblia de Estudo Andrews.

11:41 Edom, e Moabe, e … Amom. Nações vizinhas, localizados no leste e no sul da terra de Judá. Eram ligadas a Israel por laços familiares patriarcais. Bíblia de Estudo Andrews.

11:45 o glorioso monte santo. Esta expressão designa o monte do templo, localizado na cidade de Jerusalém, chegará ao seu fim. Por causa da ascensão de Miguel (12:1). Este poder será destruído na segunda vinda de Cristo (2Ts 2:8; Ap 19:19,20). Bíblia de Estudo Andrews.

Mais textos do Comentário Bíblico Adventista em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2017/11/18/daniel-11-comentarios-selecionados-comentario-adventista-e-outro/



DANIEL 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de maio de 2024, 0:40
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DANIEL 11 – Apesar dos conflitos/guerras entre nações/impérios, e da supremacia e ascensão de tiranos, Deus mantém o controle soberano sobre a história dos seres humanos.

Daniel 11 serve como uma ponte entre a história e a escatologia, fornecendo uma visão detalhada dos conflitos humanos e a esperança final da intervenção divina. É uma das passagens mais detalhadas e complexas do livro de Daniel, oferecendo uma visão profética que abrange vários séculos de história, onde a resistência dos fiéis é destacada, refletindo um chamado à perseverança em meio à tribulação.

Conforme revelado em Daniel 9:26 haverá guerras e desolações até o fim; Daniel 11:19-20, 44-45 expande essa informação.

• Os primeiros versículos descrevem os reis da Pérsia e o surgimento de um poderoso rei grego que teria seu reino dividido pelos seus quatro generais após sua morte, identificado por Alexandre, o Grande.
• Depois, a profecia revelou a ascensão de Roma como Império secular/pagão (Daniel 11:14-22), e como Império Eclesiástico assumindo a religião cristã (Daniel 11:23-44).
• Os últimos versículos são puramente escatológicos – eventos conflitivos do tempo do fim, antecedendo ao advento de Cristo (Daniel 11:40-45).

“O tempo presente é de dominante interesse para todo vivente. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para acontecer – que o mundo está no limiar de uma crise estupenda. Na Bíblia, e na Bíblia só, permite uma visão correta dessas coisas” (EGW, PR, 537).

Apesar dos conflitos, Deus está atuando em nossa história caótica. “Nos anais da História humana o crescimento das nações e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade” (EGW, Educação, 173).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



DANIEL 10 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
22 de maio de 2024, 1:00
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Texto bíblico: DANIEL 10 – Primeiro leia a Bíblia

DANIEL 10 – BLOG MUNDIAL

DANIEL 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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DANIEL 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
22 de maio de 2024, 0:50
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426 palavras

10:1-12:13 A última grande visão de Daniel conta a história do povo de Deus até o fim dos tempos. Não devemos nos perder nos detalhes (como [também em] o cap. 11), mas lembrar que o propósito era incentivar o povo do Senhor com o fato de que Deus o estava conduzindo e de que a salvação final era certa. Bíblia de Estudo Andrews.

10:2 pranteei. Daniel lamentou e se humilhou, praticando a autonegação (comparar com o v. 12; Lv 16:29; Ed 8:21; SI 35:13, 14) por meio de um jejum parcial e se abstendo de colocar óleo como loção na pele. Ele fez isso porque procurava mais compreensão junto a Deus (Dn 1012) quanto ao destino de seu povo (comparar com v. 14; cap. 9). Bíblia de Estudo Andrews.

10:5 homem vestido de linho. Um ser celestial maravilhoso (comparar com Ap 1:13-16 acerca do Cristo glorificado) apareceu em forma humana e chegou para esclarecer Daniel, como Gabriel havia feito anteriormente (Dn 9:20-27). Em Ez 9;2,3,11; 10:2,6.7, um servo de Deus, ao que parece, um anjo, também se vestia de linho. Bíblia de Estudo Andrews.

10:13 príncipe do reino da Pérsia. Existe a hipótese de ser uma referência a Cambisses, filho de Ciro (559-530 a.C), que pode ter resistido à decisão divina de restaurar o povo. No entanto, o fato de um anjo de Deus precisar lutar contra este “príncipe” (v. 20) sugere uma batalha espiritual contra um ser sobrenatural perverso (comparar com Ef 6:12). Se este for o caso, deve haver demônios (anjos maus) lutando para influenciar e controlar governos humanos (comparar com Dn 10:20 – “príncipe da Grécia”; Jo 12:31 – “o seu príncipe [deste mundo]”) a fim de contrariar os propósitos divinos. O Senhor revelou esta batalha entre o bem e o mal perto do início do reinado dos persas, cuja religião zoroástrica enfatizava o conflito entre forças sobrenaturais boas e más.  Bíblia de Estudo Andrews.

Miguel, um dos primeiros príncipes. Miguel (que significa “Quem é como Deus?”) foi o nome de vários homens do AT (“Micael” – Nm 13:13; 1Cr 5:13, etc). Contudo, é também o nome de uma pessoa celestial exaltada, o Príncipe-Chefe (Dn 10:13). Em outros textos, ele é apresentado como o grande guardião de Daniel e de seu povo (v. 21; 12:1), “o arcanjo” que disputou com o diabo (Jd 9) e o comandante dos anjos do Senhor, que derrotou Satanás e seus anjos, expulsando-os do Céu (Ap 12:7-9). Portanto, parece que este Miguel é o “príncipe do exército”, ou seja, Cristo (ver nota sobre Dn 8:11). O próprio Cristo poderia atuar como mensageiro, não necessariamente um ser criado (comparar com nota sobre Jz 6:11 – “o Anjo do SENHOR” é o próprio Senhor). Bíblia de Estudo Andrews.

10:14 últimos dias. A revelação prestes a ser dada (cap. 11-12) chega até o futuro distante (comparar com nota sobre 2:29), assim como as profecias dos cap. 2,7-9. Bíblia de Estudo Andrews.

10:16 me tocou os lábios. Comparar com Is 6:5-7. Bíblia de Estudo Andrews.



DANIEL 10 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de maio de 2024, 0:40
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DANIEL 10 – Mesmo sendo um capítulo de conteúdo histórico em meio a importantes capítulos proféticos, Daniel 10 transcende a narrativa histórica ao abrir uma janela para a realidade espiritual invisível à natural percepção humana.

Em Daniel 10 somos incentivados a refletir em nossa própria jornada espiritual e a compreender a importância da oração, da humildade e da confiança no plano estabelecido por Deus. Considere sua estrutura:

• A preparação de Daniel (10:1-3) – A preocupação aplicada à oração chega até os ouvidos de Deus.
• A visão de Daniel (10:4-9) – O grande conflito cósmico entre o bem e o mal é absolutamente real, não imaginário, teórico ou filosófico.
• A conversa com o mensageiro celestial (10:10-21) – Cristo vencerá sobre todos os poderes opositores visíveis e invisíveis.

Esta narrativa inspirada revela que embora os poderes políticos e impérios humanos e até orquestrações diabólicas intentem impedir a implantação do reino de Deus, o Senhor instituirá Seu Reino eterno.

Daniel 10 destaca a realidade da batalha espiritual nas regiões celestiais, um tema que aparece no Novo Testamento, particularmente em Efésios 6:12, onde Paulo escreve sobre a luta “contra os dominadores deste mundo de trevas, contras as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

A descrição do Ser celestial que Daniel vê tem semelhanças com as visões de João na Ilha de Patmos, (Apocalipse 1), apontando para Cristo, que derrotou Satanás e seus anjos demoníacos no Céu (Apocalipse 12:7-12). Apocalipse 12 descreve uma batalha celestial entre Miguel e Seus anjos contra o Dragão (o Diabo) e seus anjos, ecoando a luta espiritual descrita em Daniel 10:13, onde Miguel, um dos Príncipes principais, vem ajudar na batalha contra os principados malignos.

No Calvário foi onde Jesus travou ferozmente a batalha cruel entre os poderes sobrenaturais do mal, e “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:15). “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, Ele também participou dessa condição humana, para que, por Sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:14-15).

Evidentemente, Daniel revela que Cristo entra na batalha real em prol da humanidade. Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



DANIEL 9 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
21 de maio de 2024, 1:00
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Texto bíblico: DANIEL 9 – Primeiro leia a Bíblia

DANIEL 9 – BLOG MUNDIAL

DANIEL 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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DANIEL 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de maio de 2024, 0:50
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1396 palavras

9:1 No primeiro ano de Dario. No início do domínio medo-persa. Bíblia de Estudo Andrews.

9:2 Jeremias […] setenta anos. Daniel estava estudando as profecias de Jeremias, seu contemporâneo mais velho. Jeremias registrou a mensagem de Deus de que a terra de Judá permaneceria desolada sob o domínio babilônico durante 70 anos. Então Babilônia seria punida, e os judeus poderiam retornar do exílio (Jr 25:11, 12; 29:10). Agora, Babilônia havia sido punida, e um novo império acabara de assumir o poder (Dn 5-6). Portanto, segundo o que Jeremias dissera, o fim dos 70 anos havia chegado e era hora da libertação dos cativos judeus. Daniel deveria estar muito feliz. Bíblia de Estudo Andrews.

9:3 jejum, pano de saco e cinza. Em vez de se sentir alegre, contudo, Daniel estava de luto (comparar com Et 4:1, 3; Sl 35:13; Is 58:5; Jr 6:26). Seu problema era a visão de Dn 8, a qual  mostrava que haveria um longo período de dificuldade para o povo de Deus antes da restauração do santuário. Está claro que ele não compreendia as 2.300 tardes e manhãs (8:14) como dias literais (menos de seis anos e meio), caso contrário não teria se preocupado. Naturalmente, Daniel presumiu que o santuário fosse o templo em Jerusalém e associou sua justificação à restauração após o povo ser liberto do exílio. Ele deve ter concluído que, por causa dos pecados do povo, Deus havia decidido adiar a libertação do cativeiro babilônico para um futuro distante. Bíblia de Estudo Andrews.

9:4 Orei […] confessei. No fim das bênçãos e das maldições da aliança em Lv 26, Deus havia prometido que, se seu povo exilado se humilhasse, se arrependesse e confessasse seus pecados e os de seus antepassados, ele o restauraria do exílio (Lv 26:40-45). Bíblia de Estudo Andrews.

9:5 temos pecado. Daniel era um homem justo, e a Bíblia não registra nenhum pecado que ele tenha cometido. Ainda assim, o profeta não atribui pecado apenas a seus compatriotas. Ele se identifica com o povo nesta oração de intercessão. Bíblia de Estudo Andrews.

9:17-19 o teu santuário […] a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. A preocupação com o povo e o santuário liga a oração à visão de Dn 8, na qual o poder do chifre pequeno oprime o povo e age contra o santuário. Bíblia de Estudo Andrews.

9:23 entende a visão. Nenhuma visão é relatada no cap. 9. … Gabriel veio para explicar este elemento temporal, a fim de aliviar a angústia do profeta em relação ao aparente conflito entre os 70 anos de Jeremias e os 2.300 dias/anos de sua visão. Bíblia de Estudo Andrews.

9:24 determinadas. Esta palavra ocorre apenas aqui na Bíblia hebraica. Nos escritos rabínicos, seu significado básico é “cortar” de algo mais longo. Esta é uma acepção possível para a palavra “determinadas”. Neste versículo, tanto o sentido básico quanto o ampliado se aplicam: os 490 anos são “cortados” de uma unidade mais longa de 2.300 dias/anos (8:14). Bíblia de Estudo Andrews.

fazer cessar a transgressão. A palavra hebraica para “transgressão” significa pecado rebelde … Os 490 anos seriam um período para resolver os defeitos morais que haviam assolado o povo de Deus ao longo de sua história como nação. Isso aconteceria por intermédio do Messias. Bíblia de Estudo Andrews.

para ungir o Santo dos Santos. Consagração de um santuário a Deus para sua função sagrada (comparar com Lv 8:10-12). Esta consagração aconteceria séculos depois da dedicação do segundo templo, construído e dedicado logo após o retorno do exílio (Ed 6). Portanto, esta deve ser a consagração de outro templo (ver nota sobre Dn 9:25). Bíblia de Estudo Andrews.

9:25 ordem para restaurar e para edificar Jerusalém. Os 490 anos começam no momento desta ordem, que restaurou aos judeus a posse da cidade, a qual tornaria a ser sua capital (comparar com ÍRs 20:34; 2Rs 14:22). A ordem foi dada pelo rei persa Artaxerxes I no sétimo ano de seu reinado (Ed 7:11-26); portanto, entrou em vigor em 457 a.C. Diferentemente dos decretos anteriores de Ciro (Ed 1:1-4; 6:3-5) e de Dario (Ed 6:1-12), o de Artaxerxes inclui uma preocupação explícita pela cidade de Jerusalém em si, não apenas pelo povo judeu e seu templo. Bíblia de Estudo Andrews.

ao Ungido, ao Príncipe. A palavra “messias”, em língua portuguesa, deriva de um termo hebraico que significa “ungido”. Reis e sacerdotes, em especial sumo sacerdotes, eram ungidos no antigo Israel (Lv 6:22; 2Sm 5:3). A palavra para “Príncipe” se refere a um líder que podia tanto ser rei (1Sm 9 16; 13:14) quanto sacerdote (1Cr 9:10,11; Ne 11:11,12; Jr 20:1). Em Dn 9 é predito o ministério do “Ungido” supremo, o “Messias” («”Cristo”, derivado do grego), cuja vinda estaria ligada ao fim do pecado, ao estabelecimento da justiça, à confirmação da profecia e à consagração de um santuário (Dn 9:24,25). Ele é tanto Sacerdote quanto Rei (Sl 110) Segundo o NT, esta pessoa é Jesus Cristo. Ele foi ungido pelo Espírito de Deus (Lc 4:18), morreu para perdoar nossos pecados e nos cobrir com sua justiça (2Co 5:21), cumpriu profecias (Mt 1:22, 23; 2:5, 6, etc) e começou a atuar como nosso Melquisedeque (= “Rei de Justiça”) e Sumo Sacerdote no templo de Deus no Céu (Hb 7-10). Bíblia de Estudo Andrews.

sete semanas e sessenta e duas semanas. Estas 69 “semanas” de anos (ver v. 27 acerca da última “semana”) correspondem a 483 anos, de 457 a.C (decreto de Artaxerxes I), até 27 d.C. (levando em conta que não houve ano zero entre as eras a.C e d.C.) Neste ano, o 15° (segundo a contagem judaica) do reinado de Tibério César, o Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo, e ele começou seu ministério (Lc 3). Existem muitas profecias surpreendentes sobre Cristo no AT (Sl 22; Is 53, etc), mas a de Dn 9 é especial porque aponta com precisão o início de seu ministério com mais de 500 anos de antecedência. Observe que as primeiras sete semanas de anos formam um ciclo de jubileu de 49 anos (Lv 25:8-70), mostrando que os 490 anos consistem de dez períodos de jubileu (ver nota sobre Lv 25:10). Isso sugere que os 490 anos são um período de jubileu de grande escala cujo fim disponibilizaria liberdade (neste caso, do pecado Dn 9:24) para toda a nação. Bíblia de Estudo Andrews.

9:26 será morto o Ungido. A língua original traz o mesmo termo usado em Lv 7:20 (ver nota): “eliminado. É notável que o Messias receba esta punição divina para pecados graves, que consistia na eliminação de uma pessoa de sua família. Tratava-se de um tipo de morte permanente, além da morte comum do corpo mortal (Lv 20:2,3). Cristo sofreu o castigo da ‘segunda morte” (comparar com Ap 2:11; 20:6,14) por nós na cruz a fim de nos salvar dela. Todavia, por ser inocente e ter carregado a culpa de todos (1Pe 2:21-24), ele conseguiu retornar da morte suprema, da qual não há volta, e ver sua posteridade (Is 53:10). Bíblia de Estudo Andrews.

já não estará. Ou, “não terá nada”. Cristo não tinha domínio, honra ou posses terrenas quando morreu. Até mesmo suas roupas foram levadas (Mt 27:35). Aparentemente, tudo estava perdido. Bíblia de Estudo Andrews.

o povo de um príncipe que há de vir. Depois da morte de Cristo, Roma imperial, sob o governo de Tito (seu “príncipe”/líder), destruiu Jerusalém e o templo em 70 d .C. Bíblia de Estudo Andrews.

9:27 fará firme aliança com muitos. Depois da referência ao povo e ao príncipe que destruíram Jerusalém, a explicação se volta para a obra do Messias como parte da profecia das 70 semanas. Cristo fez uma ‘firme aliança” para benefício de todos mediante seu sacrifício (Mt 26:28: comparar com Jr 31:31-34). Bíblia de Estudo Andrews.

no metade da semana. Quer dizer na metade da última “semana” (sete anos) dos 490 anos a partir de 457 a X . Os últimos sete anos começaram em 27 d.C (batismo de Jesus). 0 ministério terreno de Cristo durou a primeira metade desta “semana”: três anos e meio até sua morte Quando ele morreu, o véu do templo se rasgou em duas partes (Mt 27:51), tomando obsoletos os sacrifícios que apontavam para o sacrifício do Messias (comparar com Hb 10:1). Assim Cristo fez cessar o sacrifício e a oferta. Então ele subiu ao Céu e continuou a confirmar a aliança por meio do dom do Espírito Santo no testemunho dos apóstolos (At 1-7). Em 34 d.C., o fim dos últimos sete anos, o conselho nacional judaico rejeitou o evangelho e martirizou Estêvão (At 7). Levantou-se uma grande perseguição contra os cristãos, levando-os a se dispersar (At 8:1). Assim, o evangelho chegou aos gentios, e eles puderam se tornar cristãos sem primeiro precisarem se tornar judeus (At 10-11; 13-15). Bíblia de Estudo Andrews.

sobre a asa das abominações virá o assolador. A palavra hebraica usada nesta passagem para “abominações” se refere à idolatria, uma forma grave de rebelião contra Deus (comparar com Dt 29:17; 2Rs 23:24). A ideia refere-se a uma assolação que vai além do período de Roma imperial e da destruição de Jerusalém em 70 d.C, passando a incluir a devastação causada pela fase religiosa do poder do chifre pequeno na última parte dos 2.300 anos (Dn 8:11-13 – “transgressão assoladora”; comparar com 11:31, 12:11 – “abominação desoladora”). 0 chifre pequeno estabelece uma forma de idolatria ou falso sacrifício que pretende substituirá função do sistema sacrificial terreno ao qual Cristo pôs fim. Portanto, após o fim dos 490 anos, a explicação de Dn 9:27 está ligada ao restante da visão do cap. 8 Isso reforça o fato de que os 490 anos são a primeira parte dos 2.300 anos. Bíblia de Estudo Andrews.



DANIEL 9 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de maio de 2024, 0:40
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DANIEL 9 – Ciente que as profecias estavam perto de se cumprirem (Jeremias 25:1-14; 29:10-14) e ciente da indiferença do povo frente à disciplina corretiva divina, Daniel se pôs não a criticar o povo, mas a interceder por ele (Daniel 9:1-19); na sequência, recebeu uma profecia mais elaborada apontando para uma libertação maior que a libertação do cativeiro babilônico (Daniel 9:20-27).

A profecia das “setenta semanas” é complexa; ela revela detalhes da vinda do Messias e Sua missão em prol não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Considerando que, na linguagem profética “semanas” são entendidas como “sete” anos, então esse período corresponde a 490 anos (70×7 anos = 490).

Sete semanas (49 anos) + sessenta e duas semanas (434 anos) totalizando 483 anos: Este período inicia em 457 a.C. com a “promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém”, pelo rei Artarxerxes (Esdras 7:6-8).

Até o Ungido indica que o período das 70 semanas culmina com a presença de Cristo, o Messias exercendo Seu ministério na Terra. “Segunda a profecia, durante o período das 70 semanas, especialmente na última, o Messias seria morto. Este período termina no ano 34 d.C. Portanto, Jesus inicia Seu ministério no começo daquela ‘semana’, ou seja, no ano 27 d.C. quando João Batista O batizou (Mt 3:16-17). ‘No meio da semana’, no ano 31 d.C., Jesus foi crucificado no Calvário (João 19:30). No ano 34 d.C., no fim das 70 semanas proféticas (Dn 9:24, após o apedrejamento de Estêvão, os apóstolos foram pregar aos gentios” (Bíblia do Discípulo).

Na 70ª semana, em 7 anos Cristo…

• Acabou com a transgressão – Reconciliação.
• Deu fim ao pecado – Perdão.
• Expiou as culpas – Purificação.
• Trouxe justiça eterna – Justificação.
• Cumpriu a visão e a profecia – Ministério profetizado.
• Ungiu o santíssimo – Começou Seu ministério no Santuário Celestial.
• Foi morto – Morte substitutiva na cruz.
• Deu fim ao sacrifício e à oferta – Tornou obsoleto os serviços do Santuário Terrestre.
• Fez aliança com muitos – Missão evangelística aos gentios.

Deste ponto em diante, até o fim, haverá conflitos entre as nações e sofrimento da humanidade (Daniel 9:26), contudo, o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim (Mateus 24:1-14). O fim do mundo tem a ver com a restauração final.

Há esperança! Podemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.



DANIEL 8 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
20 de maio de 2024, 1:00
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Texto bíblico: DANIEL 8 – Primeiro leia a Bíblia

DANIEL 8 – BLOG MUNDIAL

DANIEL 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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DANIEL 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
20 de maio de 2024, 0:50
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2808 palavras

1 A princípio. Sem dúvida, uma referência à visão do cap. 7. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 924.

3 um carneiro, o qual tinha dois chifres. Representando o império medo-persa, com dois chifres desiguais que simbolizam a divisão de poder entre a Média e a Pérsia (v. 20; ver nota sobre 7:5). Daniel viu isto durante o reinado de Belsazar (8:1; comparar com o cap. 5), mas Babilônia não é representada na visão porque seu tempo  já estava quase terminando. Neste capítulo, o escritor volta a usar a língua hebraica [provavelmente por dirigir sua mensagem em especial ao povo hebreu] (deixando o aramaico, empregado em 2:4-7:28). Bíblia de Estudo Andrews.

Mais alto do que o outro. Embora tenha se levantado depois da Média, a Pérsia se tornou o poder dominante quando Ciro derrotou Astíages, da Média, em 553 ou 550. Contudo, os medos não eram tratados como inferiores ou um povo subjugado, mas sim como confederados (ver com. de Dn 2:39). CBASD, vol. 4, p. 925.

4. Dava marradas para o ocidente. Ciro conquistou a Lídia, em 547 a . C , e Babilônia, em 539. Cambises estendeu as conquistas até o sul, ao Egito e à Núbia, em 525. Dario Histaspes foi para o norte contra os escitianos, em 513 (ver vol. 3, p. 39-44). CBASD, vol. 4, p. 925.

5 Vinha do ocidente. A Grécia ficava a oeste do império persa. CBASD, vol. 4, p. 925.

7 enfurecido. Os gregos queriam vingança por aquilo que o império medo-persa lhes havia feito, que incluiu a malsucedida invasão a seu território por Xerxes em 480-479 a.C. (comparar com 11:2). Bíblia de Estudo Andrews.

O poder do império persa foi quebrado por completo. O país foi assolado, seus exércitos foram feitos em pedaços e espalhados, e suas cidades, saqueadas. A cidade real de Persépolis, cujas ruínas ainda permanecem como monumento de seu antigo esplendor, foi destruída pelo fogo. CBASD, vol. 4, p. 925.

8 na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre. Alexandre morreu no auge de seu poder em 323 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.

Aos 32 anos, ainda jovem, o grande líder morreu de uma febre agravada, sem dúvida, por sua própria intemperança (ver com. de Dn 7:6). CBASD, vol. 4, p. 925.

9 De um dos chifres. Cabe observar que alguns teólogos interpretam que o pequeno chifre nasce de entre os quatro chifres do bode, ou seja, seria um poder que se afirma a partir de um dos quatro reinos nos quais o império de Alexandre se divide. Assim, eles apontam para Antíoco Epifânio, que governou a Terra Santa, perseguiu os judeus e seu culto, chegando a fazer sacrifícios de animais imundos no templo de Jerusalém. Porém, uma análise mais acurada dos elementos da profecia e seus desdobramentos revela que esta interpretação carece de sustentação, pois a guerra contra Deus profetizada dura 1260 anos e não apenas poucos meses. Koot van Wyk em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/22. [Ver mais sobre a hipótese de ser Antíoco Epifânio o chifre pequeno de Dn 8:9, no com. do v. 25, ao final] .

A palavra “deles” (como traduz a AA), hem, é masculina. Isso indica que, gramaticalmente, o antecedente é “ventos” (v. 8) e não “chifres”, visto que “ventos” pode ser tanto masculino como feminino, mas “chifres” apenas feminino. Por outro lado, a palavra para “um”, ‘achath, é  feminino, sugerindo’ chifres” como o antecedente. … Comentaristas que interpretam o “chifre pequeno” do v. 9 como Roma não podem explicar satisfatoriamente como se poderia dizer que Roma surgiu de uma das divisões do império de Alexandre [se o chifre pequeno nasceu de um dos 4 chifres]. Mas, se “deles” se refere a “ventos” [se o chifre pequeno nasceu dos ventos], então toda dificuldade desaparece. … Visto que a visão de Daniel 8 é paralela aos esboços proféticos dos cap. 2 e 7, e visto que em ambos os esboços o poder que sucede a Grécia é Roma (ver com. de Dn 2:40; 7:7), a compreensão razoável, nesse caso, é que o poder do “chifre” descrito no v. 9 também se aplica a Roma. Essa interpretação se confirma pelo fato de que Roma precisamente cumpre as várias especificações da visão. CBASD, vol. 4, p. 925, 926.

um chifre pequeno. Um chifre pequeno. Este “chifre pequeno” representa Roma em ambas as fases, paga e papal. Daniel viu Roma, primeiramente, em sua fase paga e imperial, guerreando contra o povo judeu e os cristãos primitivos e, depois, na fase papal, seguindo até o presente e o futuro, guerreando contra a igreja verdadeira (sobre essa dupla aplicação, ver com. dos v. 13, 23). CBASD, vol. 4, p. 926.

se tornou muito forte. O chifre não representava apenas outro poder ou governante grego (como Antíoco IV Epifânio), mas dominaria sobre todos os reinos gregos. … O chifre pequeno é o mesmo poder simbolizado no cap. 7. No cap. 8, porém, o chifre faz primeiramente uma expansão horizontal, do noroeste rumo ao sul, ao leste e à “terra gloriosa” (terra de Israel; comparar 8:9 com 11:16). Nessas direções, Roma se expandiu para construir seu império, conquistando um por um os reinos gregos. Em Dn 8:10-12 retrata-se o chifre crescendo no sentido vertical, contra o céu, em um ataque religioso a Deus, seu povo e sua verdade. Portanto, o chifre pequeno tem uma fase secular e outra religiosa. Bíblia de Estudo Andrews.

Para a terra gloriosa. Aqui, refere-se a Jerusalém ou a Palestina. CBASD, vol. 4, p. 926.

10. Exército dos céus. O “exército” e as “estrelas” obviamente representam “os poderosos e o povo santo” (v. 24). CBASD, vol. 4, p. 927.

E os pisou. Isto se refere à fúria com que Roma perseguiu o povo de Deus através dos séculos. No tempo dos tiranos pagãos Nero, Décio e Diocleciano e, depois, no período papal, Roma jamais hesitou em tratar com dureza aqueles a quem condenou. CBASD, vol. 4, p. 927.

11 príncipe do exército. A referência é a Cristo, que foi crucificado sob a autoridade de Roma (ver com. de Dn 9:25; 11:22). CBASD, vol. 4, p. 927.

O comandante do exército dos Céus é o mesmo que o Filho do Homem de 7:13. … Ao se exaltar como Deus, o chifre pequeno compartilhou as aspirações de Lúcifer, que queria erguer seu trono acima das estrelas de Deus e ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:12-14). Bíblia de Estudo Andrews.

dele tirou o sacrifício diário. Significa: “e dele (do Príncipe do exército), ele (o chifre pequeno) removeu a regularidade/o diário (comparar com 11:31; 12:11). A palavra “sacrifício” costuma ser acrescentada pelos tradutores, mas não se encontra na língua original… No contexto do santuário/templo terreno, o termo hebraico para “regularidade” (às vezes chamado de “contínuo” ou “diário”) era usado para vários ritos ou sistema de ritos regulares (lâmpadas, holocaustos, incenso, pães da proposição), realizados todos os dias (Êx 27:20; 29:38; 30:7, 8) ou toda semana (Lv 24:8). Designava o serviço do sacerdote no átrio e dentro do lugar santo do tabernáculo. É empregado para se referir à mediação do Príncipe do exército no santuário celestial (ver Hb 7:25). A fase horizontal do chifre pequeno, representado pelo império romano, estende-se além da destruição do templo de Jerusalém em 70 d.C. A fase religiosa [ou vertical] do chifre pequeno interferiu na ministração diária de Cristo no templo celestial (ver Ap 13:6). Bíblia de Estudo Andrews.

o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. Deitou por terra a verdade. O papado encheu a verdade de tradição e a obscureceu com a superstição. CBASD, vol. 4, p. 929.

Comparar com Ap 11:2, passagem em que o átrio do templo de Deus, onde seu povo terreno se reúne para adorá-lo, é pisado pelas nações/gentios por 42 meses (=1260 dias = 3 1/2 anos ou “tempos”). Este é o período de dominação e perseguição do chifre pequeno de Dn 7:25. Durante essa época, a mediação de Cristo no santuário celestial foi obscurecida por meio de um sistema de mediação (ver também Ap 13:6). Bíblia de Estudo Andrews.

14 Tardes e manhãs. Do heb. ‘ereb boqer, literalmente, “tarde manhã”, expressão que se compara à descrição dos dias da criação: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gn 1:5), etc. Na LXX, a palavra “dias” vem depois da expressão “tardes e manhãs”. Na tentativa de fazer coincidir, ainda que aproximadamente, este período com os três anos da devastação do templo por parte de Antíoco IV, alguns sutilmente contaram as “2.300 tardes e manhãs” como 1.150 dias literais. A respeito disso, C. F. Keil advertiu que o período profético das 2.300 tardes e manhãs não pode ser entendido como “2.300 meio-días nem como 1.150 dias inteiros, porque tarde e manhã na criação constituem não a metade, mas o dia inteiro”. Depois de citar essa declaração, Edward Young diz: “Por isso, devemos entender que a frase significa 2.300 dias” (The Prophecy of Daniel, p. 174). Comentaristas têm tentado, mas sem êxito, encontrar algum acontecimento na história que se ajuste ao período de 2.300 dias literais. … O professor Driver tem razão ao declarar: ‘Parece impossível encontrar dois eventos separados por 2.300 dias (= 6 anos e 4 meses) que corresponda à descrição’” (Charles H. H. Wright, Daniel and His Prophecies, 1906, p. 186, 187). A única forma de se dar consistência a esses “dias” é computá-los no sentido profético mediante a aplicação do princípio dia-ano. CBASD, vol. 4, p. 929.

Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Tradução literal da expressão em hebraico. … Ao interpretar as 2.300 tardes e manhãs, o v. 26 acrescenta o artigo definido “da tarde e da manhã”, como se a expressão completa fosse: “as 2.300 tardes e as 2.300 manhãs”(comparar com Dt 9:25 – “quarenta dias e quarenta noites”). Isso quer dizer 2.300 dias. … Portanto, usando os princípios historicistas de interpretação profética, os 2.300 “dias” simbolizam 2.300 anos (comparar com as notas sobre 7:25; 9:24). Dn 8 indica que o período começa durante o império medo-persa, ao passo que Dn 9:24, 25 esclarece que seu primeiro segmento, de “setenta semanas” de anos (=490 anos) tem início com a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém após o exílio babilônico. descobrimos (em 9:25) que esta ordem do rei persa Artaxerxes I entrou em vigor em 457 a.C. Considerando 457 a.C. como o início dos 2.300 anos e lembrando que não existiu o ano “0” entre as eras a.C. e d.C., o fim deste período fica estabelecido em 1844 d.C. Bíblia de Estudo Andrews.

Santuário. Visto que os 2.300 anos conduzem a uma data tardia da era cristã, este santuário não pode ser o templo em Jerusalém, destruído em 70 d.C. O santuário da nova aliança é claramente o celestial, “que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2; GC, 411-417). Cristo é o sumo sacerdote desse santuário (Hb 8:1). CBASD, vol. 4, p. 929.

o santuário será purificado. A purificação do santuário celestial compreende toda a obra do juízo final, que começa com a fase investigativa e termina com a fase executiva, que resulta na erradicação permanente do pecado de todo o universo. Um aspecto importante do juízo final é a vindicação do caráter de Deus perante todos os seres do universo. As acusações falsas que Satanás apresentou contra o governo de Deus serão demonstradas sem fundamento. No final, se verá que Deus foi completamente justo na escolha de determinados indivíduos para comporem Seu futuro reino, e ao impedir outros de entrarem ali. Os atos finais de Deus despertarão nas pessoas a confissão: “justos e verdadeiros são os Teus caminhos” (Ap 15:3), “Tu és justo” (Ap 16:5), e, “verdadeiros e justos são os Teus juízos” (Ap 16:7). O próprio Satanás será levado a reconhecer a justiça de Deus (ver GC, 670,671). CBASD, vol. 4, p. 930.

O verbo exprime a ideia de restauração da ordem designada por Deus por meio de uma obra de restauração e juízo. Nos versículos anteriores, são relatadas as atividades do chifre pequeno contra Deus, seu santuário e a obra sacerdotal diária de Cristo. Agora, o serviço anual, o Dia da Expiação (ver Lv 16) é introduzido na visão. O Dia da Expiação era um dia de juízo no templo israelita. A purificação do santuário mencionada neste versículo corresponde à cena de julgamento em Dn 7. A purificação inclui uma obra de julgamento no tempo do fim. É importante lembrar que o objetivo de Daniel é encorajar o povo de Deus, ao prever com clareza o livramento dos justos e a derrota de seus inimigos. Bíblia de Estudo Andrews.

16. Gabriel. No AT, o nome Gabriel ocorre apenas aqui e em Daniel 9:21. O NT relata a aparição deste ser celestial para anunciar o nascimento de João Batista (Lc 1:11-20) e, mais uma vez, para anunciar a Maria o nascimento do Messias (Lc 1:26-33). O visitante angélico declarou de si mesma “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus” (Lc 1:19). Gabriel ocupa a posição da qual Satanás caiu (ver DTN, 693; cf. DTN, 99). Gabriel também foi o portador das mensagens proféticas a João (Ap 1:1; cf. DTN, 99; ver com. de Lc 1:19). CBASD, vol. 4, p. 930.

17 tempo do fim. … num futuro distante a partir da perspectiva de Daniel (comparar com 8:26). Bíblia de Estudo Andrews.

22. Quatro reinos. Comparar com o v. 8 e com Dn 11:4; sobre os reinos helenísticos que surgiram do império de Alexandre, ver com. de Dn 7:6.0 cumprimento exato destes detalhes da visão garante que o que se segue certamente acontecerá conforme predito. CBASD, vol. 4, p. 931.

23 No fim do seu reinado. Isto é, depois que as divisões do império de Alexandre tivessem existido por algum tempo. O império romano surgiu de forma gradual e conquistou a supremacia só depois que as divisões do império macedônico se enfraqueceram. A profecia se aplica a Roma em suas formas pagã e papal. … “A igreja romana, dessa forma, secretamente se colocou no lugar do império mundial romano, do qual é a continuação real; o império não pereceu, apenas passou por uma transformação. […] isso não é mera observação sagaz’, mas o reconhecimento histórico do verdadeiro estado de coisas, e a maneira mais apropriada e frutífera de descrever o caráter dessa Igreja. Ela ainda governa as nações. […] E uma criação
política, e tão imponente como um império mundial, por ser a continuidade do império romano. O papa, que se autodenomina ‘Rei’ e ‘Pontífice Máximo’ é o sucessor de César” (Adolf Harnack, What Is Cristhianity? [Nova York; G. P. Putnams Sons, 1903], p. 269, 270). CBASD, vol. 4, p. 931.

Feroz catadura. Provável alusão à Deuteronômio 28:49 a 55. CBASD, vol. 4, p. 931.

Intrigas. Do heb. chidhoth, “enigmas” (Nm 12:8; Jz 14:12; Ez 17:2) ou “perguntas difíceis” (lRs 10:1). Alguns crêem que o significado nesta passagem seja “linguagem ambígua” ou “duplicidade”. CBASD, vol. 4, p. 931.

Acabarem. Pode ser uma referência a várias nações, ou talvez em específico aos judeus, que encheram a taça de sua iniquidade (ver Gn 15:16; Ed, 173-177). CBASD, vol. 4, p. 931.

24. Não por sua própria força. Comparar com “o exército lhe foi entregue” (v. 12). Alguns vêem aqui referência ao fato de o papado reduzir o poder civil à subserviência e fazer com que a espada do estado se levantasse em favor de seus objetivos religiosos. CBASD, vol. 4, p. 931.

25. Astúcia. Ou, “engano”. Os métodos deste poder são a sutileza e o engano. CBASD, vol. 4, p. 931.

Que vivem despreocupadamente. Isto é, enquanto muitos sentem que estão vivendo em segurança, serão destruídos inadvertidamente. CBASD, vol. 4, p. 931.

Príncipe dos príncipes. Príncipe dos príncipes. É evidente que se refere ao mesmo ser designado como “príncipe do exército”, no v. 11 , ninguém além de Cristo.Foi um governador romano que sentenciou Cristo à morte, mãos romanas O pregaram na cruz, e uma lança romana perfurou Seu lado. CBASD, vol. 4, p. 931, 932.

Sem esforço de mãos humanas. Isto implica que o próprio Senhor, ao final, destruirá esse poder (ver Dn 2:34). O sistema eclesiástico representado por esse poder continuará até que seja destruído sem esforço de mãos humanas, na segunda vinda de Cristo (ver 2Ts 2:8). Alguns comentaristas defendem o ponto de vista de que o poder do “chifre pequeno” (em Dn 8) simboliza Antíoco Epifânio (ver com. de Dn 11:14). No entanto, um exame cuidadoso da profecia torna evidente que esse rei selêucida perseguidor não cumpre as especificações reveladas. Os quatro chifres do bode (Dn 8:8) eram reinos (v. 22), e é natural esperar que o “chifre pequeno” seja também um reino. Mas Antíoco foi apenas um rei do império selêucida, portanto, parte de um chifre. Sendo assim, ele não poderia ser outro chifre. Além disso, esse chifre [na profecia] se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa da Palestina (v. 9). A entrada de Antíoco no Egito terminou em humilhação diante dos romanos. Seus êxitos na Palestina foram breves e seu avanço ao oriente foi interrompido por sua morte. Sua política de impor o helenismo fracassou por completo, e a sagacidade não lhe rendeu prosperidade notável (v. 12). Além disso, Antíoco não viveu no final (v. 23) dos reinos helenísticos divididos, mas em cerca da metade do período; seu poder dificilmente poderia ser atribuído a qualquer coisa além de sua própria força (v. 22); sua astúcia e estratégia mais fracassaram que prosperaram (v. 25); ele não se levantou contra nenhum “Príncipe dos príncipes” judeu (v. 25); ele deitou a verdade por terra (v. 12) de forma temporária e não teve êxito, pois isso levou os judeus a defenderem sua fé contra o helenismo Muito embora tenha dito palavras arrogantes, oprimido o povo de Deus e profanado o templo, durante um breve período, e se possam alegar alguns outros pontos parcialmente verdadeiros quanto às suas atividades, é óbvio que não se encontra em Antíoco um cumprimento adequado de muitas especificações da profecia (ver mais no com. do v. 14; Dn 9:25; 11:31). CBASD, vol. 4, p. 932.

27 espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse. Daniel percebeu quer o período era extenso, durante o qual aconteceriam coisas ruins para a causa de Deus no mundo e para seu povo. Por não saber quando o período começaria, não era possível descobrir quando iria terminar. ele precisou de explicações adicionais. Bíblia de Estudo Andrews.