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1700 palavras
1. De Jerusalém e de Judá. Esses nomes representam o professo povo de Deus, que, na época de Isaías, tinha se distanciado do Senhor; e, contudo, professavam, em vão, a religião. Atualmente no mundo prevalece uma situação similar, e, nestes últimos dias, o povo que adora a deus com os lábios, mas cujo coração está distante dEle, necessita da mesma mensagem. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.3, p. 102.
O sustento e o apoio. O Senhor estava prestes a remover de Judá os dois principais elementos necessários à vida: o pão e a água… Sem dúvida, Isaías se refere à fome literal, mas o contexto parece aplicar as figuras da fome literal a uma escassez de líderes capazes. A nação sofreria com a falta de liderança assim como o corpo sofre com a falta de alimento… CBASD, vol.3, p. 102.
2. O juiz; o profeta. Os v. 2 e 3 alistam os diferentes tipos de líderes que eram o apoio da nação… O Senhor não diz que iria removê-los de forma deliberada, apenas chama atenção para a lei da causa e do efeito. Ele permitiu que Israel escolhesse seus líderes, que governassem como o povo gostaria de ser governado. CBASD, vol.3, p. 102– 103.
3. O respeitável… Este versículo prossegue com a lista de líderes hábeis que seriam tirados de Judá – oficiais do exército, funcionários civis, todas as pessoas necessárias para tornar uma nação forte e próspera. Esses homens foram levados a Babilônia por Nabucodonosor (ver 2Rs 24:14; cf. Jr 24:1; Dn 1:3, 4). CBASD, vol.3, p. 103
4. Dar-lhes-ei meninos. O manejo das questões nacionais estaria nas mãos de pessoas com mente de meninos. Homens sem habilidade seriam escolhidos para governar a nação… “Meninos” – indivíduos caprichosos, sem clareza de pensamentos e de sabedoria para agir – tomariam as decisões e controlariam o destino da nação. Sob tais condições, a desintegração nacional seria rápida e certa. CBASD, vol.3, p. 103.
5. Oprimem uns aos outros. Nações com governantes sábios e capazes não sofrem com injustiça e opressão. Um esforço determinado da parte dos líderes de um país a fim de promover igualdade e justiça prevenirá abusos que resultem na ruína da civilização… Onde há injustiça, engano, violência e opressão, a nação vai abaixo, e o dia de acerto de contas certamente virá. Isso aconteceu em todas as eras. Ocorreu em Judá nos dias de Isaías e ocorre hoje. A corrupção prepara o caminho para o caos e a ruína. CBASD, vol.3, p. 103.
O menino se atreverá. Os jovens sem experiência rejeitariam o conselho dos mais velhos… CBASD, vol.3, p. 103.
6. Tu tens roupa. Tentativas seriam feitas de se confiar a liderança a homens ricos, ignorando o fato de que a posse de bens materiais não é evidência de habilidade para governar. CBASD, vol.3, p. 103.
7. Não sou médico. Esta é a resposta do irmão a quem se convoca a governar sobre a “ruína” (v.6)… Não é dele a tarefa de curar as feridas de outros. Se há uma obra de restauração a ser feita, que outro assuma a responsabilidade… CBASD, vol.3, p. 103.
8. Jerusalém está arruinada. Na época das invasões de Senaqueribe (…), o reino de Judá tinha sido em grande parte reduzido a ruínas. O rei Ezequias for forçado a pagar um elevado tributo imposto pelo rei assírio (…). Embora Senaqueribe não tenha conseguido invadir Jerusalém, o restante da nação estava em suas mãos. CBASD, vol.3, p. 103.
A sua língua e as suas obras. Isaías apresenta o motivo da humilhação que Israel tinha sofrido e a completa ruína que se seguiria: o povo tinha abandonado ao Senhor, e, como resultado, Ele não mais podia abençoá-lo e protegê-lo. CBASD, vol.3, p. 103.
9. O aspecto do seu rosto… isto é sua parcialidade (ver At 10:34). Esses ímpios não distinguiam entre o certo e o errado; faziam o que queriam… CBASD, vol.3, p. 103-104.
Como Sodoma, publicam o seu pecado. Os homens de Sodoma pecaram abertamente. A cidade era famosa por sua impiedade, e o povo se deleitava com sua reputação de fazer o mal. Não pretendiam fazer o bem e publicamente se jactavam da maldade. Esse tipo de pecadores estava em franca rebelião contra Deus e não se esforçava para esconder o fato… CBASD, vol.3, p. 104.
10. Dizei aos justos. O que se planta se colhe. Os justos plantam boa semente, o que produzirá boa colheita. A grande lição que o ser humano precisa aprender é que tudo aquilo que se planta se colhe… CBASD, vol.3, p. 104.
11. Ai do perverso! Este não é um decreto arbitrário da parte de Deus, mas a declaração de um fato fundamental. Nada no mundo é mais certo do que o fato de que plantar o mal produz o mal… Não há maior patriota ou cidadão de mais valor do que o pregador da retidão. Do início até o fim, Isaías fez isso diante de seu povo, e, em certa medida, seus esforços tiveram sucesso. Sua pregação influenciou uma reforma, e assim a nação se livrou da tragédia que teria, mais cedo, arruinado o país. CBASD, vol.3, p. 104.
12. Os opressores do Meu povo são crianças… O significado é que os governantes da época eram crianças em seu critério e capacidade. Faltavam líderes experientes, no trono, no lar e em toda parte. CBASD, vol.3, p. 104.
Mulheres estão à testa do seu governo… Embora as palavras “crianças” e “mulheres” não devam ser consideradas de forma literal, a influência da arrogantes e dissolutas “filhas de Sião” descritas nos v, 16 a 24 deve ter impactado de forma indireta os assuntos do estado. Em vez de ajudar seus maridos, essas mulheres foram um estorvo, e, em vez de ensinarem aos seus filhos os caminhos da retidão, os conduziram nos caminhos do mal. CBASD, vol.3, p. 105.
Os que te guiam… O mundo atual está sob más influências que estão lenta, mas seguramente guiando os seres humanos pelos caminhos do mal, cujo fim é a destruição eterna. Assim como no tempo de Isaías, hoje se necessita de liderança capaz. CBASD, vol.3, p. 105.
14… Consumistes esta vinha. A vinha representa a nação de Israel (Is 5:7; ver 1:1, 8, 27; 2:1, 3; 3:1, 8, 16; 4:3, 4). Os líderes civis e religiosos eram os vigias da vinha. Em vez de cuidarem dela, a devoraram. Seu interesse estava em si mesmos em vez de no bem-estar do povo que governavam. CBASD, vol.3, p. 105.
O que roubastes do pobre. Os pobres eram defraudados pelos governantes, A razão para o empobrecimento do povo era a cobiça daqueles que ocupavam posições influentes e de poder. CBASD, vol.3, p. 105
15. Esmagais o meu povo. O povo de Israel era o povo de Deus. O pobre e desafortunado também era filho de Deus e tinha grande valor para o Céu, assim como os ricos… Oprimir o pobre é violar os princípios básicos do reino dos Céus. Deus não olhará com agrado os que se enriquecem à custa do pobre, e depois tentam aliviar a consciência dando ofertas ao Senhor desses ganhos adquiridos de forma imprópria. CBASD, vol.3, p. 105.
16. As filhas de Sião. Depois de ter descrito a situação dos príncipes e anciãos de Israel, Isaías se volta para suas esposas e filhas, que eram tão corrompidas quanto eles… CBASD, vol.3, p. 105.
Os ornamentos de seus pés. Em alguns países do Oriente pequenos sinos de prata eram atados aos tornozelos, os quais tilintavam quando a pessoa andava… CBASD, vol.3, p. 106.
17. Fará tinhosa a cabeça. As mulheres seriam acometidas de várias enfermidades e seriam vítimas de invasores brutais que as despiriam de suas vestes caras. CBASD, vol.3, p. 106.
18… Toucas. Do heb. shevisim, talvez “redes de cabelo”ou “faixas para cabeça”, de ouro ou prata usadas na cabeça de orelha a orelha. CBASD, vol.3, p. 106.
Ornamentos em forma de meia-lua. Do heb. saharonim, literalmente, “pequenas luas”, talvez pendentes em forma de lua crescente usados como colar… CBASD, vol.3, p. 106
19… Braceletes. Os braceletes eram, e ainda são, o enfeite preferido nos países do Oriente. Em sua maioria eram grandes e chamativos, e usavam-se muitos de uma vez so. CBASD, vol.3, p. 106
20… Cadeiazinhas para os passos… “braceletes”, provavelmente usados nas pernas, e talvez também nos braços… CBASD, vol.3, p. 106.
Amuletos… “amuletos”, que continham provavelmente palavras mágicas e eram usados para produzir um efeito mágico em quem os usasse, CBASD, vol.3, p. 106.
23. Espelhos. Do heb. gilyonim, da raiz galah, “descobrir”, “revelar”. Não se sabe ao certo se gilyonim se refere a “vestes transparentes”, como creem alguns que seguem a LXX, ou “espelhos”, como sugerem outros que seguem a Vulgata… CBASD, vol.3, p. 106.
24. Podridão. Ou, “cheiro de ranço”, Muitos que viviam no luxo seriam destituídos das riquezas terrenas e levados cativos a países estrangeiros. os assírios eram mestres cruéis. Senaqueribe afirma ter levado 200.150 do povo de Judá cativo para a Assíria, em 701a.C. Dentre os cativos, ele menciona em especial filhas da casa real, concubinas do rei e músicos, tanto homens como mulheres. Muitas das “filhas de Jerusalém” que exibiam seu luxo quando Isaías pronunciou a severa repreensão, sem dúvida, estavam entre as que, despojadas de seus enfeites, foram levadas para a Assíria em desgraça e vergonha. Em vez do perfume aromático do bálsamo havia podridão de miséria, pestilência e morte. CBASD, vol.3, p. 107.
Encrespadura de cabelos. Do heb. miqsheh, “penteado artificial”. Em vez de um cabelo bonito e bem adornado, se veria a cabeça raspada da escrava. CBASD, vol.3, p. 107.
Veste suntuosa. Do heb. pethigil, uma”veste” fina e trabalhada. Em vez dessa veste, haveria apenas cilício ou uma tira de pano de saco para cobrir os lombos. CBASD, vol.3, p. 107.
Marca de fogo em lugar de formosura… Tradutores e comentaristas modernos seguem a tradução da ARA, sugerindo que as mulheres de Jerusalém seriam marcadas como escravas (…) como o gado é marcado com ferro quente… CBASD, vol.3, p. 107.
25… Os teus valentes, na guerra. Senaqueribe menciona as tropas de elite de Ezequias caindo em suas mãos. Sem dúvida, muitos dos soldados mais valentes pereceram e muitos outros foram levados cativos à distante Assíria. CBASD, vol.3, p. 108.
26. As suas portas. Jerusalém é descrita como uma mulher sentada no chão, desolada e aflita, chorando amargamente sobre os terrores que lhe sobrevieram. A experiência do antigo Israel foi registrada “para o nosso ensino” (Rm 15:4), “para advertência nossa” (1C0 10:11), com o propósito de evitarmos cometer os mesmos erros (1Co 10:1-10) e, assim, podermos cumprir o propósito glorioso que Deus tem para o Seu povo (ver Hb 3:7, 8, 12-15; 4:1-3, 11, 14, 15). CBASD, vol.3, p. 108.
Compilação e digitação: Jeferson e Gisele Quimelli.
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ISAÍAS 3 – As pessoas têm costume de esconder sua podridão de alma atrás de coisas consideradas belas e importantes. O que não sabem é que a vaidade é um sinal forte de grande apostasia, abandono de Deus e de Seus princípios.
No início de Isaías 3, Deus revela a ruína e a miséria como consequência dos pecados abertos da parte de Seu amado povo: Falta de recursos vitais. Qual o problema para Deus permitir que Seu povo sofra desta forma?
• O povo abrigava especialistas em práticas religiosas que despertavam a ira divina; além da liderança, a sociedade como um todo estava apodrecendo espiritualmente, perceptível nas palavras, atitudes, ações e expressões faciais que confrontavam a Deus e a Seus princípios (Isaías 3:1-12, 15-16).
• O texto revela como os pecadores, que estão apodrecendo no pecado, intentam maquiar sua condição deplorável e horrorosa. As mulheres da sociedade escondem sua condição atrás da arrogância e do orgulho, seus enfeites podem até esconder suas imperfeições perante a sociedade, porém, não escondem de Deus a podridão da alma (Isaías 3:16-24).
• O juízo de Deus visa o arrependimento, a renúncia ao pecado, ao abandono da negligência espiritual de líderes religiosos, políticos e do povo como um todo. O Juiz Celestial almeja um reavivamento e uma reforma na vida. Seu propósito é restaurador, e em favor dos vulneráveis, frágeis e necessitados, que revelam o quanto carecem dEle e de Sua graça (Isaías 3:13-15).
Alguns intérpretes enxergam no texto que Deus seja contra os adornos das mulheres como pulseiras, testeiras, colares, pendentes, braceletes, correntinhas de tornozelos, talismãs, amuletos, anéis e enfeites de nariz. Se essa linha de raciocínio for seguida, o texto estaria dizendo que Deus também é contra enfeites no cabelo, cintos, roupas caras, capas, mantilhas, bolsas, espelhos, roupas de linho, tiaras, xales, perfumes e penteados (Isaías 3:18-24). Na verdade, a raiz do problema é outro: Vaidade baseada no orgulho que exclui Deus!
Esta vaidade se revela no luxo, e também nos títulos acadêmicos, na fama e também no poder (Isaías 3:2-6). Contudo, ela nunca será solução para a podridão do coração. Neste caso, o texto enfatiza que só Deus pode curar-nos e restaurar-nos.
Autoridade/poder e luxo/enfeites são meramente maquiagens que apenas aparentam prosperidade (Isaías 3:24-26). Portanto, reavivemo-nos espiritualmente! Consagremo-nos a Deus! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ISAÍAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2127 palavras
2. Nos últimos dias. Do heb. ‘acharith hayyamim. ‘Acharith, ‘último”, em geral designa o final de qualquer período, seja curto ou longo… ‘Acharith é traduzido com frequência na LXX por eschatos, “último”, “final”… O uso bíblico de ‘acharith torna evidente torna evidente que o contexto deve, em cada caso, determinar quão distante está esse “fim”. O contexto de “nos últimos dias” (Is 2:2) se refere à manifestação da “majestade de Deus” (v. 10), a “naquele dia” em que “o Senhor será exaltado (v. 11, 17), ao “Dia do Senhor”(v.12)… Portanto, os “últimos dias” de Isaías2:2 precedem imediatamente o estabelecimento do reino messiânico. Segundo claros princípios de interpretação (…), a era messiânica, no plano original de Deus para Israel, devia ter ocorrido como o clímax do período de restauração depois do cativeiro babilônico (…). No entanto, Israel fracassou cumprir as condições mediante as quais Deus poderia ter cumprido as muitas promessas de glória nacional e domínio universal para Israel; e, como resultado, a previsão de Isaías 2:1 a 4 nunca se cumpriu com o Israel literal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.3, p. 91-92.
Acontecerá. Existem diferentes interpretações para a mensagem dos v. 2 a 4: (1) que se refere a um milênio, quando haverá paz na terra, quando os judeus serão restaurados a seu lar original e à sua antiga posição como povo escolhido de Deus, quando governarão a Terra e converterão o mundo; (2)que descreve um falso reavivamento religioso que se dará no final da história da terra, patrocinado pelo cristianismo apóstata e designado a converter o mundo (ver 1Ts 5:1-5; Ap 13:11-17; etc); (3) que descreve o plano original de Deus no qual o Israel literal devia se tornar Seu instrumento para salvação do mundo, mas que, devido ao fracasso e à rejeição de Israel, essa previsão será cumprida pelo povo escolhido de Deus no presente ao proclamar a mensagem do evangelho aos lugares mais remotos da terra… Há claros estudos quanto aos problemas de certas interpretações literais referentes ao retorno dos judeus para a Palestina e ao papel de Israel no plano divino (…). Deve-se notar que Miqueias 4:1 a 3 é praticamente idêntico a Isaías 2:2 a 4. Um estudo do contexto de Miqueias esclarece a passagem paralela de Isaías. Isaías e Miqueias foram contemporâneos por muitos anos. CBASD, vol.3, p. 92.
O monte da Casa do Senhor… dizer que “o monte da Casa do Senhor” seria exaltado ao “cimo dos montes” era equivalente a dizer que o Deus de Israel seria honrado acima das demais religiões e dos outros deuses… CBASD, vol.3, p. 92-93.
Para ele afluirão todos os povos. De acordo com o plano original de Deus para Israel como instrumento para a salvação do mundo, chegaria o tempo em que as nações da Terra reconheceriam a superioridade e a liderança de Israel como nação (…) Esse quadro glorioso do triunfo final da verdade nunca foi cumprido pelo Israel literal, mas será pelo Israel espiritual. Isaías 2: 1 a 5 torna-se dessa forma, um quadro do glorioso triunfo do evangelho por meio do instrumento escolhido de Deus em nossos dias, Sua igreja (…). CBASD, vol.3, p. 93.
3. Irão muitas nações e dirão… Esta promessa da reunião das nações para adorar o deus verdadeiro jamais se cumpriu com o Israel literal, devido a sua falha em cumprir as condições, mas se cumprirá, de forma espiritual, com o povo de Deus (…). CBASD, vol.3, p. 93-94.
Vinde, e subamos. Se Israel tivesse sido fiel a Deus, estas palavras teriam estado nos lábios dos gentios, quando homens de outras nações reconhecessem as vantagens de se honrar o verdadeiro Deus. CBASD, vol.3, p. 94.
Deus de Jacó… O fato de os gentios não dizerem simplesmente “subamos a Jerusalém”, e sim, “subamos ao monte do SENHOR, e à casa do Deus de Jacó”, indica verdadeira compreensão de que a grandeza de Israel se deveria à cooperação do povo com o plano divino e à escolha de adorar o verdadeiro Deus. CBASD, vol.3, p. 94.
Sião. Referência a Jerusalém ou ao povo de Deus. Inicialmente, aludia à parte mais antiga de Jerusalém, “a cidade de Davi”. … Em 51:16 designa os israelitas.. No cap. 2, Sião é um lugar onde se ensina a lei. É também o local em que se assenta o Juiz universal. Bíblia de Andrews.
De Sião sairá. Jerusalém devia ter permanecido de pé “no orgulho de sua prosperidade, rainha de reinos”para ser : estabelecida como a poderosa metrópole da Terra” (…). O templo (…), bem como a cidade, “teria permanecido para sempre” (…). As nações da Terra teriam honrado os judeus, e os reconhecido como depositários e expositores da lei divina a toda humanidade (Dt 4:7, 8; Rm 3:1, 2). Os princípios revelados por meio de Israel deviam ter sido “o meio de restaurarão homem a imagem moral de Deus”(…). E, “na medida em que o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo”(…) . CBASD, vol.3, p. 94.
4. Ele julgará. Nem todas as nações da Terra estariam dispostas a obedecer à “palavra do SENHOR, de Jerusalém”(v. 3). Aqueles que se recusassem a se submeter à autoridade de Deus, exercida por meio dos judeus como povo escolhido, se uniriam para conseguir por força das armas o que não estariam dispostos a obter harmonizando o caráter com a lei de Deus (Jr 25:32; Ex 38:8-12; Jl 3:1, 12; Zc 12: 2-9; 14:2). Ao alcançarem e sitiarem Jerusalém, eles descobririam para seu espanto que estavam entrando em conflito com o Deus dos céus (Jr 25: 31-33) e que Ele os julgaria (Jl 3:9-17) e os destruiria ali (Is 34:1-8; 60:12; 63:1-6; 66:15-18). Quando os gentios se reunissem nas proximidades do vale de Josafá (Jl 3:3, 12), localizado bem ao leste de Jerusalém, Deus se assentaria “para julgar todas as nações em redor” (Jl 3:12). A palavra Yehoshafat, “Josafá’, literalmente, significa “Yahweh julgará”. CBASD, vol.3, p. 94.
Corrigirá muitas nações. Contra Jerusalém “se juntarão todas as nações da terra” (Zc 12:3), mas Deus “protegerá os habitantes de Jerusalém” (Zc 12:8) e destruirá “todas as nações que vierem contra Jerusalém”(Zc 12:9). Esses eventos nunca se cumpriram com o Israel literal, devido ao fracasso da nação em cumprir a missão que lhe fora designada. Contudo, como afirma João (Ap 20: 7-15), essa profecia se cumprira1 quando, no fim do milênio, Satanás seduzir “as nações […] da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja” (v. 8) e sitiar “o acampamento dos santos” (v. 9). Então, os ímpios estarão diante de Deus e serão “julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livro” (v. 11, 12), “julgados, um por um, segundo as suas obras”(v. 13). As nações da Terra saberão que o senhor é Deus (Ez 38:23; ver Zc 12:4; Ap 19:19-21). CBASD, vol.3, p. 95.
Nem aprenderão mais a guerra. Comparar com Os 2:18 e Sl 46:9. Os que acreditam que um retorno literal dos judeus à Palestina anuncia sua restauração à aliança dos tempos do AT interpretam saías 2:1 a 4 e a passagem paralela de Miqueias (4:1-3) como uma previsão de mil anos de paz, quando os judeus governarão a terra e a converterão a Deus. É evidente que essa interpretação não tem base bíblica (…) Deus deixou claro que nos últimos dias haverá um falso reavivamento religioso. Mas, ao se estudarem as evidências, conclui-se que Isaías não se refere a tal reavivamento. cristo predisse que as mensagem dos ministros do falso reavivamento religioso seriam de natureza tal que , se possível, enganariam os próprios eleitos (Mt 24:23-27). “Tão meticulosamente a contrafação se parecerá com o verdadeiro, que será impossível distinguir entre ambos sem o auxílio das Escrituras Sagradas (GC, 593). Quando chegar a hora, somente o amor genuíno à verdade e uma atenção diligente às instruções contidas na Bíblia e no Espírito de Profecia poderão proteger dos enganos do inimigo, dos espíritos sedutores e das doutrinas de demônios (Os 4:6; 2Ts 2:9-12; …). CBASD, vol.3, p. 95-96.
5… Andemos… A obediência ao dever é a única evidência válida de que se aceitou com sinceridade a oferta divina de misericórdia. De fato, a fé não acompanhada de obras de obediência é declarada como “morta” (Tg 2:26). Diz-se que os que ouvem a palavra do Senhor, mas negligenciam cumpri-la são como quem constrói a casa sobre a areia (Mt 7:26, 27). CBASD, vol.3, p. 97.
Luz do Senhor. Isto é, a luz da verdade que o Senhor enviou por meio de Seus profetas… CBASD, vol.3, p. 97.
6. Desamparaste o Teu povo. Em vez de perceber o glorioso destino que Deus planejara, eles praticamente se apostataram. Os judeus já não eram verdadeiros, fiéis e obedientes ao Senhor. Estavam abandonados e deixados de lado por causa de suas grandes iniquidades. Deus não estava com eles, porque se voltaram para o pecado… CBASD, vol.3, p. 98.
Corrupção do Oriente. Babilônia ficava ao oriente da Palestina, famosa por seus astrólogos, agoureiros e feiticeiros (Dn 2;2′, 27; 4:7, 11). Por abandonar o Senhor e seguir a religião falsa do Oriente, Israel perdeu o favor divino. CBASD, vol.3, p. 98.
Alude a adivinhos como os filisteus e à adoração a ídolos (Is 2.8) dos rituais mesopotâmicos (44:25; 47:8-11). Em consequência, o juízo de Deus cairia sobre o povo para tirar dele o falso apoio às práticas estrangeiras de culto. Além disso, a queda de Judá e Jerusalém é atribuída ao fato de que seu discurso e seus atos são contrários ao Senhor (3:8). A acusação à liderança se baseia na injustiça social; em especial, no fato de se aproveitarem dos pobres (3:13-15). Bíblia de Andrews.
Como os filisteus… Como os babilônios, os filisteus tinham seus sacerdotes e ocultistas e seus adivinhos (1Sm 6:2), e o professo povo de Deus estava seguindo seu exemplo. Em vez de ir a Deus em busca de luz, eles procuravam os líderes, associados ao príncipe das trevas.CBASD, vol.3, p. 98.
E se associam com os filhos dos estranhos… Israel tinha se associado aos estrangeiros, “dando-se as mãos”no sentido de entrar em acordo com eles e compartilhar causas comuns. Israel não era mais um povo separado e peculiar. Eram um com o mundo ao seu redor quanto a política, comércio, religião e iniquidade (comparar com 2Co 6:14). CBASD, vol.3, p. 98.
7. De prata e de ouro. Judá tinha se familiarizado com o comércio, e seu principal interesse era o lucro material. A nação possuía abundância de prata e ouro, mas carecia de justiça e fé… Com a prosperidade, houve luxo e declínio moral… CBASD, vol.3, p. 98.
Cavalos… Na época do AT, cavalos eram usados principalmente na guerra. A multiplicação de cavalos e carros faria com que o povo deixasse de confiar em Deus para confiar em coisas materiais… CBASD, vol.3, p. 98.
8. Está cheia a sua terra de ídolos. O reinado de Acaz foi caracterizado por grande declínio moral, em que rei e povo abandonaram o verdadeiro Deus e passaram a adorar ídolos. Faziam-se imagens a Baal (…), sacrifícios humanos eram oferecidos aos deuses pagãos, altares eram erigidos em toda a Jerusalém, lugares altos para queimar incenso a ídolos eram dedicados em toda a terra, e um altar pagão foi erigido no átrio do templo, onde ficava o altar de bronze de Salomão (2Rs 16:10-14; 2Cr28:2-4, 23-25). CBASD, vol.3, p. 98-99.
12. O Dia do SENHOR. “O Dia do SENHOR” é o dia da ira de Deus sobre nações individualmente e sobre o mundo. Quando uma nação se torna tão ímpia, de modo que seu destino é selado e o juízo final pronunciado contra ela pelo Senhor, esse é “o Dia do Senhor” para esse povo particular… CBASD, vol.3, p. 99.
No contexto do cap. 2, vários temas são entrelaçados para explicar o sentido da expressão “o dia do SENHOR”. Trata-se de um dia de juízo contra a idolatria, o espiritualismo e o orgulho. No NT, as expressões “Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6) e “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”, como em 2Ts 2:1-10, capturam a essência da vitória divina sobre os inimigos e a salvação do povo de Deus. Bíblia de Andrews.
Soberbo e altivo… Isaías viu o professo povo de Deus se jactar e se gloriar de suas próprias conquistas. Também o viu humilhado no pó diante do Criador no grande dia do juízo. CBASD, vol.3, p. 99.
14. Os montes altos. Com frequência montes representam reinos na Bíblia. Assim como a ira de Deus cairá sobre o soberbo e altivo no grande Dia do Senhor, também cairá sobre as nações orgulhosas… CBASD, vol.3, p. 100.
16. Os navios de Társis. Grandes navios transportavam metais no Mediterrâneo e o Mar Vermelho, para comercializá-los em terras distantes (ver 1Rs 10:22; 22;48; 2Cr 20:36). O juízo dos céus cairia sobre todas essas empresas comerciais, motivadas pelo egoísmo e pela cobiça. CBASD, vol.3, p. 100.
20… Ídolos de prata… Estes não são necessariamente ídolos literais, mas podem ser tesouros de ouro e prata. Eles se provam inúteis e incapazes de salvar, e são rejeitados como vãos. CBASD, vol.3, p. 100.
22. Afastai-vos, pois, do homem… Vez após vez, Deus advertiu Israel a não depositar sua confiança na força humana, fosse a deles mesmos ou de nações vizinhas como Egito e Assíria, mas sim a ter confiança no que Ele faria por eles, se fossem fiéis… CBASD, vol.3, p. 101.
Cujo fôlego. Estas palavras enfatizam a fragilidade da vida humana (ver Gn 2:7; 7:22; Sl 146:3, 4). Deus deu ao ser humano fôlego e vida, e quando o fôlego falta, a vida cessa… CBASD, vol.3, p. 100.
Compilação e digitação: Jeferson e Gisele Quimelli.
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ISAÍAS 2 – Após rejeitar a hipocrisia e a superficialidade religiosa (Isaías 1), o profeta Isaías passa a apresentar o fim da idolatria e da idiotice religiosa visando sacudir, acordar e salvar perdidos deste mundo.
Pecados nos acorrentam, nos arrastam para baixo, nos deixam cabisbaixo, sem vigor e esperança. A vivência no pecado parece prazerosa, atraente e promotora de satisfação, porém nos torna azedos, frustrados, amargos, desprezíveis, críticos, frágeis e vazios. O pecado interrompe a espiritualidade, pois ele intercepta a intimidade com Deus. Porém Deus tem poder de reverter qualquer situação, por mais desesperadora e desafiadora que seja nossa condição!
• Deus revelou capacidade de tirar Jerusalém do fundo do poço (Isaías 1:21) e torná-la protagonista entre as nações (Isaías 2:1-3). Quando Deus Se volta para Seu povo, Seu povo torna-se referência na região, a tal ponto das nações da vizinhança afluírem em busca da Palavra Divina (Isaías 2:3-5).
• No passado, Deus permitira que o povo colhesse as consequências de tê-lO substituído por coisas insignificantes. Como preferira procurar falsos profetas e religiosos deturpados e depravados, e optara por confiar na economia e na artilharia dos pagãos, Deus retirou Sua proteção a fim de que o povo percebesse quão horrível é não ter Suas bênçãos em seu favor. Ignorar a Deus resultou na destruição de Samaria e de Judá (Isaías 2:6-11).
• Quando Deus age para revelar as idiotices dos pecadores que O ignoram, as pessoas se desfazem de seus deuses e ídolos inúteis mesmo sendo de prata ou ouro; elas têm medo de confrontar o Deus verdadeiro então percebem sua insignificância, ignorância e petulância (Isaías 2:12-22).
Aprendamos que não existe segurança fora da presença de Deus. Quando Deus julgar, nada nos dará qualquer garantia de segurança. Deus é contra nossas vaidades porque elas não nos sustentarão diante das adversidades. Ele é contra o que é atraente ao pecador impenitente devido a ele depositar sua segurança naquilo que não passa de mera ilusão.
Na realidade, só em Deus pecadores encontram proteção, restauração e salvação!
A soberba e arrogância da humanidade, representada pela pompa e ostentação, relacionadas a grandes realizações, riqueza e poder, não significam nada diante da manifestação majestosa de Deus (Apocalipse 6:12-17). Por isso, é necessário humilharmo-nos diante dEle esperando que Ele nos eleve, restaurando-nos.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Começamos a ler o livro de Isaías! Um livro de advertências, convite ao arrependimento e também de muitas promessas, como a da vinda do Messias.
Você pode conhecer mais do contexto em que Isaías viveu (e do tanto que pode sofrer um profeta) em: 2Reis 18-21 e 2Cr 29-33.
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Texto bíblico: ISAÍAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2440 palavras
1. Visão de Isaías. Este é o título que o próprio Isaías deu ao livro. O termo “visão” indica a revelação em si, em vez de o processo pelo qual foi dada… As visões de Isaías se referiam em especial a Judá e Jerusalém, mas também às nações vizinhas e ao mundo como um todo. Por meio da “visão de Isaías”, podem-se ver as coisas como Deus as vê e como escolhe revelá-las por meio do profeta. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
É muito provável que esta expressão se aplique a todo o livro. Baseia-se na aliança divina com Israel unida aos requisitos ou às expectativas de retidão na conduta do povo de Deus. Esta visão é também Uma interpretação e um vislumbre das circunstâncias do povo do senhor na época. As pessoas estavam envolvidas em rituais religiosos, muito embora houvessem abandonado a deus, agissem com injustiça e oprimissem os pobres. Confiavam em poderes terrenos como a Assíria ou o Egito, em vez de depositar sua confiança no Senhor. Em consequência, o livro é uma visão de juízo. É também uma visão futura de esperança na determinação divina de cumprir seu propósito por intermédio do Messias e de um remanescente. A visão culmina na criação de um novo céu e uma nova terra: uma visão do fim da calamidade e do mal, de bênção, de reconciliação e paz. Bíblia de Andrews.
Nos dias. De acordo com a cronologia empregada neste Comentário, Uzias morreu em 740/739 a.C., e Ezequias, em 687/686… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
2-31 Este capítulo faz um diagnóstico do problema do povo de Deus, além de sugerir uma solução. Bíblia de Andrews.
2, 3 Os problemas identificados são a rebelião contra Deus, a falta de conhecimento e entendimento. O povo havia abandonado seu Deus. A acusação de falta de conhecimento e entendimento é frequente nos livros proféticos (ver Os 4:1). Bíblia de Andrews.
2. Ouvi, ó céus… O primeiro discurso de Isaías começa com uma acusação ao professo povo de Deus. Sua falha em não aproveitar as oportunidades dadas por Deus causa assombro. Por assim dizer, Isaías pede aos habitantes dos céus para testemunhar o espetáculo extraordinário, um recurso literário semelhante em propósito ao usado por Joel (Jl 1:2-3), designado a impressionar os sentidos embotados da transgressão… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
… Deus é apresentado como Juiz, e as testemunhas são os céus e a terra. A escolha das testemunhas confere solenidade ao julgamento e aumenta a importância das acusações. Bíblia de Andrews.
3. O boi. Os animais domésticos conhecem quem os alimenta. Até os irracionais sabem onde encontrar alimento e, por conseguinte, têm certa ligação com quem os alimenta. No entanto, aquele povo não tinha isso. Desatentos e ingratos quanto ao cuidado amoroso do Pai celestial, eles eram culpados da mais ingrata insensatez. Eles sequer demonstraram ter a inteligência de animais irracionais. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Israel não tem conhecimento. … refere-se especificamente a Judá no sentido de que, como descendentes de Jacó, eram herdeiros das promessas feitas aos pais da nação (…). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
4. Ai dessa nação pecaminosa. Aqueles que Deus escolheu para ser “povo santo ao SENHOR” (Dt 14:2) se transformaram numa nação pecaminosa… apostataram abertamente e desobedeceram. O esquecimento passivo se converteu em rebelião ativa. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Este versículo retrata uma perda de posição e dignidade. A comparação posterior com Sodoma e Gomorra mostra o resultado do caminho escolhido, que conduzia à alienação. Bíblia de Andrews.
Santo de Israel. A expressão favorita de Isaías. Ele a emprega 25 vezes, ao passo que todos os outros escritores do AT a usam apenas seis vezes. Quando Isaías viu a deus pela primeira vez em visão, sentado em Seu trono, também ouviu o coro angelical cantar “santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos” (Is 6:3). O caráter santo de Deus impressionou o profeta de forma profunda… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
5-9 O julgamento chegou a Israel, incluindo a destruição e devastação da terra. A imagem de um corpo enfermo, de uma cidade destruída pela guerra e das dificuldades subsequentes intensificam a seriedade do que estava acontecendo com o povo de Deus… Bíblia de Andrews.
5. Por que […]? Ou, “onde?’ O corpo está tão coberto de feridas que o pai hesita em continuar punindo, embora seja necessário, e, por misericórdia, prefere não golpear o filho onde as feridas de punições anteriores ainda não sararam. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
7. A vossa terra está assolada. … a situação de Judá na época das invasões assírias. Com sua costumeira crueldade implacável, os assírios tinham devastado o país, queimando, saqueando e matando… Parecia que o fim havia chegado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
8. A filha de Sião. Isto é, Jerusalém (ver Lm 2:8, 10, 13, 18; Mq 1:8, 10, 13). Antigamente, Sião era a fortaleza dos jebuseus, a cidade de Davi (2Sm 5:7; 1Rs 8:1…), no entanto, mais tarde, o nome foi usado num sentido amplo para designar toda a cidade… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Choça. Isto é, uma cabana onde o vigilante da vinha ou os membros de uma família viviam durante a vindima. Os que viviam nessas estruturas ficavam isolados do restante da comunidade e desprotegidos. Essa era a situação de Jerusalém durante o período em questão. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Cidade sitiada. Na época da invasão de Senaqueribe, Jerusalém estava literalmente cercada pelos exércitos assírios. Foi a única cidade que continuou resistindo quando todo o restante da terra de Judá tinha caído em mãos inimigas. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
9 … Alguns sobreviventes. Toda a Judeia, com exceção de Jerusalém, caiu em mãos inimigas, Apenas a capital permaneceu, aparentemente indefesa e em grave perigo. Não fossem “alguns sobreviventes”, a nação de Judá teria tido um fim igual ao de Sodoma e Gomorra. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
10-20 Os temas desta seção abordam a situação religiosa do povo de Deus. … Por mais paradoxal que possa parecer, não faltava religiosidade ao povo de Deus. A adoração continuava como de costume, enquanto a injustiça aumentava. Diante da injustiça gritante, havia uma multidão de sacrifícios, ofertas, incensos, festas, luas novas e sábados, além de orações sem nenhum valor. Na verdade, tais práticas são chamadas de abomináveis (ver também Am 5:21-24). Bíblia de Andrews.
10. Vós, príncipes de Sodoma… Os líderes do país tinham se distanciado tanto do Senhor que, na prática, diferiam bem pouco dos líderes das nações mais pecaminosas da terra… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
11. De que me serve [,,,]? Judá ainda tinha a aparência de uma nação religiosa. Muitos sacrifícios eram oferecidos no templo, mas havia pouca religião verdadeira… Eles conheciam as formas da religião, mas não entendiam que necessitavam de um Salvador, nem compreendiam o significado de justiça. Isaías se esforçou para despertar o povo e fazer com que percebesse a tolice de seus caminhos… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
12. Para comparecer perante Mim. Comparecer perante deus era a frase comum que significava visitar o templo nas grandes festividades religiosas (Êx 34:23; Sl 42:2; 84:7)… Mas nem necessariamente todos que iam ao templo experimentavam a presença de Deus. Por meio de Isaías, o Senhor proclama que Ele habita “no alto e santo lugar, mas também com o contrito e abatido de espírito” (Is 57:15). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
13 … Festas da Lua Nova, os sábados. Os dias sagrados mencionados nesta passagem ocorrem juntos outras vezes (2Rs 4:23; 2Cr 8:13; Am 8:5). Observar esses dias era parte essencial da religião hebraica. Eles foram apontados pelo próprio Senhor, e Ele foi quem pediu a Israel que os observasse (Êx 23:12-17; Lv 23; Nm 28, 29; Dt 16: 1-17). A observância exterior dessas formas de religião, porém, não era suficiente, Rituais e cerimônias não têm significado quando falta justiça. Deus deixou claro que a observância formal dos dias sagrados que Ele mesmo ordenou era ofensiva sem obediência. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
15. Quando estendeis as mãos. Quando os hebreus oravam, com frequência estendiam as mãos em direção a Deus (ver Êx 9:29, 33; 17:11; 1Rs 8:22; Ed 9:5, Jó 11:13; Sl 88:9; 143:6). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Não as ouço. Ver Sl 66:18; Tg 4:3. Deus não ouve orações de hipócritas, apenas dos sinceros (Mt 6:5; Lc 18:14)… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
16. Lavai-vos …Isaías disse a Jerusalém para vestir roupas formosas, pois estava chegando a hora em que o impuro não mais entraria ali (Is 52:1). João declarou que nada imundo entraria na cidade santa (Ap 21:27). A lição que Isaías se esforçou para ensinar a Israel era de que Deus. “o Santo de Israel”, requer santidade de Seu povo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
As purificações cerimoniais sem abrir mão do mal e sem o compromisso com a justiça não tinham valor, não passavam de hipocrisia religiosa (ver 52:11; 55:7). Bíblia de Andrews.
17. Aprendei a fazer o bem …A pessoa passivamente boa, que apenas se refreia de fazer o mal, não é suficientemente cristã… Qualquer que tenha sido a inclinação anterior, a pessoa deve não só deixar de fazer o mal, mas apresentar esforços sinceros para fazer o bem. Para atingir esse objetivo, é preciso firmeza de propósito e a ajuda do Céu… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Repreendei ao opressor. …Muitos em Israel eram oprimidos por seus irmãos. Era dever daqueles que amavam a deus corrigir isso. Os opressores deviam ser refreados, e os oprimidos precisavam de alívio. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Pleiteai a causa das viúvas. O pobre e o necessitado, o desafortunado e oprimido precisava desesperadamente de alívio. Os líderes do professo povo de deus estavam tirando vantagem dessas classes desafortunadas e se enriquecendo às suas custas. Essa situação demandava um ponto final, Amor verdadeiro e simpatia deviam se manifestar nos esforços para corrigir o mal e estabelecer a justiça a todos… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
18 arrazoemos. O convite para arrazoar juntos revela algo atraente acerca do caráter e dos propósitos de Deus. Ele ajuda seu povo a amadurecer. Trata-os como parceiros, em vez de se comportar como um governante que só se importa em realizar a própria vontade. A mudança que deseja ver em seu povo requer a participação do elemento humano no diagnóstico de sua verdadeira condição. O Senhor mostra disposição em perdoar e salvar seu povo. Insiste para que todos escolham a vida, ao escolher o deus da vida. A outra opção é a morte inevitável. Mais adiante, o povo é acusado de fazer uma aliança com a morte (28: 15, 18). Mesmo nessa condição, o Senhor deseja salvá-los. Isso nos dá uma ideia da profundidade do amor de Deus por seu povo. Ele não os deixa ir sem fazer tudo o que pode para salvá-los do desastre. Bíblia de Andrews.
Ainda que os vossos pecados. … Deus assegura que não importa qual tenha sido a culpa, quão grave tenha sido o pecado, é possível ser restaurado à pureza e santidade. Esta promessa tem a ver não apenas com os resultados do pecado, mas com o pecado em si, Ele pode ser erradicado e banido por completo da vida… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
19. Se quiserdes e Me ouvirdes. … As alegrias do Céu não são dons arbitrários de Deus àqueles que O seguem, mas o resultado natural de cumprir com o que Ele requer… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
20. Se recusardes. O que condena o pecador não é um decreto arbitrário de Deus. Ele apenas colhe o que ele mesmo plantou. Assim como as bênçãos acompanham o viver correto, as dores acompanham a iniquidade… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
21-26 Estes versículos retratam a corrupção da estrutura social. O juízo era iminente por causa da falta de justiça e retidão. Assassinatos, rebelião, roubo, a prática de aceitar subornos e fechar os olhos à causa dos oprimidos eram atos comuns. Deus intervém a fim de transformar a cidade infiel em uma cidade de justiça… Bíblia de Andrews.
21. Como se fez prostituta. Sião, outrora a cidade fiel, se tornou infiel. Outrora a esposa de Yahweh, ela se distanciou dEle e se entregou a outros. Tornou-se prostituta (ver Jr 2:20, 21; Ez16; Os 2)… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Agora, homicidas. A justiça se retirou, e a corrupção e depravação se puseram em seu lugar. A cidade de santos tinha se tornado cidade de homicidas e perversos… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
22. A tua prata. Com duas figuras apropriadas, Isaías contrasta o presente com o passado. O caráter do povo tinha se degenerado da prata preciosa para a escória. O vinho puro da retidão e a santidade foram diluídos… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
23. Os teus príncipes. … Os principais de Israel eram teimosos e rebeldes contra o Senhor, e mestres em todo tipo de crime (Is 3:12; 9:16; Mq 3:11). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Companheiros de ladrões. … Os oficiais não detinham os criminosos que infestavam as estradas, pois repartiam com eles o lucro pelos roubos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Não defendem. Os juízes se faziam de surdos para com os órfãos e as viúvas, que em geral não tinham condições de oferecer recompensas como as oferecidas pelos opressores. Era fácil para um juiz adiar por tempo indefinido a audiência de casos de pessoas pobres (ver Lc 18: 2-5). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
25. … Escórias. Restos de fundição (ver Is 1:22; cf. Ml 3:2, 3). Deus removeria a escória acumulada da iniquidade se tão somente Israel se mostrasse disposto a que Ele o fizesse. O fogo da aflição removeria a escória, e apenas o ouro puro do caráter santo permaneceria (Jó 23:10). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
27. Redimida pelo direito. … Um justo Juiz irá redimir e restaurar Sião por meio de julgamento justo. Em harmonia com decretos justos, a escória da cidade pecaminosa será eliminada por completo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
Os que se arrependem. … A justiça de Cristo será o meio e o objetivo da salvação. Sendo que Cristo é justo, todos os habitantes da cidade santa serão justos, pois serão como Ele (1Jo 3:2). A justiça de Cristo é imputada e conferida a todos os seus seguidores… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
28. Destruídos. Os que se rebelam contra Deus e permanecem no pecado perecerão… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
29. carvalhos. Locais onde havia carvalhos e jardins eram usados comumente para adoração a ídolos. Bíblia de Andrews.
30. … Que não tem água. Sem água nenhum jardim pode florescer. O Senhor é fonte de vida (Sl 36:9), e os que O abandonam, deixam o manancial de águas vivas (Jr 2:13)… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
31. Estopa. A estopa, parte inferior do linho ou da juta, quando pronto para tecer, é altamente inflamável. Os que se consideram fortes serão consumidos no fogo inextinguível que devorará o ímpio. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
E a sua obra. Tanto o ímpio como suas obras perecerão no fogo consumidor dos últimos dias (2Pe 3:7, 10). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.
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ISAÍAS 1 – O gracioso e imensurável Deus amoroso Se apresenta para convidar-nos a uma reflexão profunda. Ele tem filhos revoltados/rebeldes!
Isaías inicia seu livro com uma poderosa mensagem que destaca o amor divino e, ao mesmo tempo, faz uma advertência contundente aos religiosos hipócritas. Inspirado pelo Espírito Santo, o profeta comunica a penetrante palavra revelada, abordando a condição do povo da aliança, que estava engajado em práticas religiosas superficiais e vazias.
Isaías 1 demonstra que, apesar de sistemáticas práticas religiosas, o coração pode estar bem longe da verdadeira devoção – moribundo espiritualmente (Isaías 1:1-9). O profeta usa metáforas fortes, comparando certos religiosos a animais desprovidos de discernimento, sem maturidade e desenvolvimento espirituais.
Assim fazendo, meras práticas religiosas tornam-se meros rituais vazios. Até mesmo as mais acertadas ações e práticas eclesiásticas, sem um coração verdadeiramente voltado para Deus, não passam de mera religiosidade banal – É a banalização da religião, e Deus a trata com rejeição (Isaías 1:10-15).
Contudo, a graça não rejeita o povo, por isso Deus convida a quem quiser a purificar-se, a buscar a retidão e a justiça; a experimentar a transformação, atender as causas dos injustiçados e ajudar os oprimidos. O amor indescritível de Deus não abandona Seu povo em sua rebelião, por isso o chama à conversão. Há um poderoso apelo em Isaías 1 para uma mudança genuína de coração, uma prática correta da justiça e uma atitude de compaixão pelos seres humanos (Isaías 1:16-18).
O profeta também destaca que, embora o amor de Deus seja abundante, há consequências para a escolha contínua da rebeldia (Isaías 1:19-31). O julgamento divino paira como uma advertência, mas a promessa de restauração permanece disponível para quem decidir voltar-se sinceramente para Deus.
• Esta mensagem continua relevante para todas as épocas; ela lembra-nos atualmente do amor redentor de Deus e da importância de uma devoção verdadeira e de uma espiritualidade autêntica (Isaías 1:26-27).
• Assim como antigamente, os cristãos do tempo do fim precisam saber que Deus deseja uma devoção sincera e um relacionamento profundo da parte de Seu povo.
• O período de Laodiceia do qual fazemos parte, também recebe um forte chamado para uma paixão espiritual renovada (Apocalipse 3:14-22).
Deus anseia nossa restauração, por isso chama-nos com profundo amor e compaixão! Como responderemos: Com rebelião ou submissão? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: CANTARES 8 – Primeiro leia a Bíblia
CANTARES 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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