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LAMENTAÇÕES 3 – Mesmo nos momentos mais sombrios podemos encontrar conforto e segurança na fidelidade e misericórdia de nosso Criador.
Desde o capítulo anterior (Lamentações 2:17), a teologia de Lamentações está escancarada: “O Senhor fez o que planejou; cumpriu a Sua Palavra, que há muito havia decretado”. Esta passagem revela a ação de Deus e Suas consequências sobre o povo. Esse texto trata do cumprimento das palavras divinas, ainda que isso signifique a queda e a dor para aqueles que as experimentam.
A partir desse contexto, Lamentações 3:1-66 continua com o lamento de Jeremias, expressando uma mistura de tristeza, arrependimento, fé e esperança. Depois de iniciar com o lamento pela aflição que enfrenta, Jeremias muda o foco para lembrar da fidelidade e compaixão de Deus. Ele descreve intensamente sua angústia pessoal, mas também reconhece a esperança que permanece em meio ao desespero. É uma jornada emocional através da dor e da confiança em Deus.
Como consta na introdução de Lamentações na Bíblia do Discípulo, Jeremias “reconhece o juízo de Deus e ora em favor da restauração. Através da descrição da desgraça ele dá esperança de que o Senhor irá perdoar e aliviar o sofrimento do Seu povo. Apesar da destruição de Israel, Deus é misericordioso. Esta verdade é revelada no seguinte texto: ‘Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as Suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se a cada manhã; grande é a Sua fidelidade’ (Lm 3:22-23). Portanto, esperança e não desespero é a grande mensagem de Lamentações. Jeremias realça a importância de compreender a natureza da dor, do pecado e da redenção”.
• Um servo de Deus pode descrever a própria dor, angústia e sofrimento, sentir-se como alguém que perdeu toda a esperança (Lamentações 3:1-20).
• Mas, nessas horas é preciso relembrar a fidelidade e misericórdia de Deus, para então encontrar esperança no fato de que o amor do Senhor nunca acaba, e Suas misericórdias renovam-se a cada manhã (Lamentações 3:21-24).
• Assim, percebe ser bom esperar e buscar ao Senhor em momentos de extrema dificuldade (Lamentações 3:25-33).
• Conhecendo mais profundamente a Deus, é possível compreender que mesmo que aflija Seu povo, Ele não é injusto (Lamentações 3:34-42).
• Tal reflexão resulta na confiança de que Deus ouvirá nossas orações suplicantes (Lamentações 3:43-66).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: LAMENTAÇÕES 2 – Primeiro leia a Bíblia
LAMENTAÇÕES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1550 palavras
Quando coisas ruins acontecem conosco queremos por a culpa em alguém. Primeiro, nos perguntamos “porquê” e “como” e depois nos concentramos em “quem”. Em Lamentações 2 o profeta volta-se para “quem” permitiu a tragédia chegar a Judá. Para Jeremias, o Senhor “jogou por terra o esplendor de Israel”; Ele “derrubou ao chão e desonrou o seu reino e os seus líderes” e “cortou todo o poder de Israel” (vs. 2, 3, NVI).
A ira de Deus ardeu contra Jacó “como um fogo ardente que consome tudo ao redor” (v. 3). Deus, aparentemente, abandonara todo o sistema de adoração cultual, incluindo o altar, o tabernáculo, as festas, e os sacerdotes (vs. 6, 7). Como poderia Aquele que tinha estabelecido o sistema sacrifical do templo, que apontava para o santuário celestial, ser o agente de sua destruição? Podemos até imaginar a perplexidade de Jeremias, mas precisamos balancear a descrição da ira de Deus com os séculos de paciência divina demonstradas quando Israel seguiu seus próprios desejos, a influência de seus vizinhos e suas inclinações pecaminosas, mas não seguiu a seu Deus.
A queda de Jerusalém não ocorreu devido a uma explosão de raiva de um deus tirano que precisava desabafar. Os juízos divinos sobrevieram devido a séculos de idolatria, declínio espiritual e falta de compaixão para com os fracos e necessitados.
“Sua ferida é tão profunda quanto o oceano; quem pode curá-la?”, pergunta o autor de Lamentações (v. 13, NVI). Quem poderá curar nossas feridas e lesões quando lutamos com nossa culpa e com o sentimento de que Deus está distante?
Lamentações 2 não oferece uma resposta clara – ainda não. Mas sabemos que, em todas as ocasiões, “o Senhor fez o que planejou” (v. 17 NVI). Em todas as ocasiões, Ele aje de acordo com padrões perfeitos de justiça e misericórdia. Ele não é insensível às nossas necessidades e nem se irrita facilmente. Ele é o Criador, Sustentador e Salvador do universo. E está disposto a dar tudo para Seus filhos. Suas promessas serão cumpridas, embora Ele possa demorar um pouco. Gerald A. Klingbeil, Editor Associado das revistas: Adventist Review & Adventist World, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/24/
Este capítulo atribui a tragédia de Judá à ira e às ações divinas. Deve-se compreender esta passagem em seu contexto. Israel havia se rebelado contra Deus e transgredido a aliança. O Senhor, para continuar guardando a aliança, precisava colocar em prática as maldições estipuladas (ver Dt 28:15). O motivo central para o problema de Israel foi a infidelidade, não a ira divina. Tais textos devem ser equilibrados com as constantes referências no AT ao amor de Deus e a Sua disposição para perdoar. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Do heb. ‘ekah (Ver com [CBASD] de Lm 1:1). Este capítulo é um poema acróstico do mesmo tipo de Lamentações 1. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 601.
Sua ira. A referência à ira de Deus reaparece nos v. 3, 6, 21 e 22 e define o tema do capítulo, a saber, a fúria da ira divina. CBASD, vol. 4, p. 601.
Estrado de Seus pés. Isto é, o santuário (Sl 99:5; 132:7), em especial, a arca (1Cr 28:2; ver com. [CBASD] de Ez 43:7). CBASD, vol. 4, p. 602.
A glória de Israel. Isto pode ser uma referência ao templo. CBASD, vol. 4, p. 601.
2 O Senhor. Ampliando o pensamento de Lamentações 1:12 a 15, o profeta, neste versículo, atribui a Yahweh toda a aflição de Judá, a qual ele narra em detalhes. Afirma-se frequentemente que o Senhor faz o que Ele não impede (ver com. [CBASD] de 2Sm 24:1). Desta forma, o profeta enfatiza a natureza ética da angústia de Judá. CBASD, vol. 4, p. 602.
Moradas. Do heb. ne’oth, “pastagens”ou “moradas”. … Neste versículo, a palavra se refere aos lugares não fortificados de Judá, em contraste com as “fortalezas” mencionadas logo a seguir. CBASD, vol. 4, p. 602.
Profanou o reino. Este era o povo que Deus tinha destinado para ser “reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19:6). CBASD, vol. 4, p. 602.
3 Força (ARA; NVI: “poder”). Literalmente, chifre (ver Dt 33:17; Jó 16:15; Sl 75:4; Jr 48:25; Am 6:13). CBASD, vol. 4, p. 602.
Retirou. Em tempos passados a mão protetora de Deus tinha agido em defesa de Seu povo (Êx 6:6; Slm98:1-3). Então, todas as restrições ao inimigo foram removidas (ver Sl 74:11). CBASD, vol. 4, p. 602.
4 Qual inimigo. O profeta não iria tão longe a ponto de dizer que o Senhor era inimigo de Judá, porque Ele não o era. Por utilizar os inimigos dos judeus para castigá-los, Deus lhes parecia um inimigo, já que Seus juízos foram derramados para que Seu povo pudesse voltar para Ele. CBASD, vol. 4, p. 602.
5 Seu palácios. Os v. 5 a 8 representam as etapas progressivas da destruição da cidade: os palácios e fortificações, o templo, o altar e os muros. CBASD, vol. 4, p. 602.
6 Demoliu com violência o seu tabernáculo. Aparentemente, é uma referência à rapidez com que o templo foi destruído. CBASD, vol. 4, p. 602.
Pôs em esquecimento. Os juízos de Deus sobre Judá – a destruição do templo e a deportação da população – resultaram na interrupção da observância do sábado e dos serviços nos dias de festa no templo (ver Lm 1:4) [Grifo adicionado]. … Não sugere que Deus propôs a cessação da observância do sábado por Seu povo (ver Jr 17:27; Sf 3:18). CBASD, vol. 4, p. 602.
7 Gritos. O tumulto dos soldados babilônios enquanto saqueiam o santuário é comparado ao grito, canto e dança dos israelitas nas grandes assembleias anuais (ver Sl 42:4; 74:3-8; Is 30:29). CBASD, vol. 4, p. 602.
8 Estendeu o cordel Isto é, uma linha de medição. Esta expressão também é usada com relação à reconstrução do templo (Zc 1:16). Em 2 Reis 21:13 e Isaías 34:11, o cordel é usado, como neste versículo, para juízo e destruição. A implicação é que, da mesma forma como o arquiteto constrói com precisão, assim também Deus destrói. CBASD, vol. 4, p. 602.
Esticou uma trena (NVI). Para destruir com os mesmos padrões de exatidão e perfeição usados na edificação (v. Is 28.17…; Am 7.7,8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Já não vigora a lei [Em heb. torah]. Parece razoável entender torah, neste versículo, como uma referência a toda a estrutura de conselho e guia que deixou Judá com o exílio de seu governo, seus sacerdotes (aos quais foi ordenado especialmente o ensino da torah) e seu profetas. CBASD, vol. 4, p. 603.
O colapso das estruturas política e religiosa se estende ao fato de que a lei não mais exercia sua função. Bíblia de Estudo Andrews.
Seus profetas. Ver Sl 74:9; Ez 7:26. Esta é uma referência ao conjunto de profissionais que constituíam a classe ou grupo profético em Judá e que foram infiéis ao seu chamado (Jr 18:18; 28:1-17). Não inclui profetas fiéis como Jeremias, Ezequiel e Daniel, que receberam revelações divinas após a queda de Jerusalém (Jr 42:4, 7; Ez 32-48; Dn 5-12). CBASD, vol. 4, p. 603.
10 Pó … cilício. Sinais de luto (Js 7:6; 2Sm 13:19; Ne 9:1; Jó 2:12). CBASD, vol. 4, p. 603.
12 Às mães. Neste versículo é retratada a imagem mais deplorável de tudo o que a guerra provocou: os gritos de crianças famintas nos braços de pais impotentes. CBASD, vol. 4, p. 603.
Pão e vinho. Recurso poético para representar os alimentos sólidos e líquidos em geral (ver Dt 11:14). CBASD, vol. 4, p. 603.
Exalam a alma. Quando bebês morriam de fome nos seios de suas mães (ver com. [CBASD] de Sl 16:10; 1Rs 17:21). CBASD, vol. 4, p. 603.
13 A quem te assemelharei … ? O pensamento deste versículo é que ninguém havia sofrido tão gravemente como Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 603.
14 Os teus profetas. Acusação dos falsos profetas que haviam espalhado mentiras, incentivando ilusões em meio ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Levaram para o cativeiro. Ou, “seduções”. … A severa denúncia, neste versículo, acumulada sobre os falsos profetas, se destaca como uma alerta a todos os que falam por Deus (ver Ez 12:24; 13:6-9; 22:28). Grande parcela da responsabilidade pelo sofrimento de Judá é depositada sobre aqueles que, em nome do Senhor, levaram a nação a se desviar. CBASD, vol. 4, p. 603.
15 Assobiam. Cer com. [CBASD] de Jr 18:16 [Perpétuo assobio. Expressão idiomática de escárnio constante]. CBASD, vol. 4, p. 603.
Meneiam a cabeça. Uma expressão de desprezo (ver Mt 27:39; Mc 15:29). CBASD, vol. 4, p. 603.
16 Abrem … a boca. Isto é, para devorar (ver Sl 22:13). CBASD, vol. 4, p. 603.
Rangem os dentes. Uma expressão de ódio e desprezo (ver Sl 35:16; 37:12). CBASD, vol. 4, p. 603.
17 Dias da antiguidade. Muitos séculos antes, Deus alertou Israel acerca das calamidades que sobreviriam caso persistisse em desobedecê-Lo (Lv 26:14-39; Dt 28:15-68). Uma longa sucessão de profetas repetiu esses avisos até que, finalmente, se cumpriram. CBASD, vol. 4, p. 604.
19 No princípio das vigílias. Nos tempos do AT era comum aos judeus dividir a noite em três partes ou “vigílias” … Neste versículo, o pensamento parece ser de que durante a noite e nas primeiras horas da manhã, quando todos dormem profundamente – o povo de Jerusalém é chamado de suas camas para buscar ao Senhor em sua situação extremamente adversa. CBASD, vol. 4, p. 604.
levanta a Ele as mãos. Antigamente, uma postura comum enquanto em oração (ver Sl 28:2; 63:4; 119:48; 134:2; 1Tm 2:8). CBASD, vol. 4, p. 604.
À entrada de todas as ruas. … as ruas eram pouco mais que corredores tortuosos que levavam a praças e a outros centros de ajuntamento público. A “entrada”ou “princípio”da rua, evidentemente, refere-se a seu acesso a uma praça ou a um cruzamento. CBASD, vol. 4, p. 604.
20 A quem. O extremo sofrimento de Israel era indicativo da incomensurável riqueza das bênçãos que a nação receberia se tivesse permanecido fiel a Yahweh. CBASD, vol. 4, p. 604.
Comer o fruto. Isto é, seus filhos (ver Lm 4:10). Tais atrocidades em tempos de grande necessidade foram profetizadas (Dt 28:53; Jr 19:9). O que realmente ocorreu é atestado pela narrativa de 2 Reis 6:28 e 29). CBASD, vol. 4, p. 604.
22 dia da ira do SENHOR. O capítulo termina como iniciou (cf. v. 1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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LAMENTAÇÕES 2 – Junto com o livro de Jó, o livro de Lamentações trata do sofrimento. Em Jó, o justo sofre. Em Lamentações, justos e injustos sofrem. Em ambas situações o sofrimento motiva a buscar explicações, induzindo indivíduos à reflexões profundas para alcançar conclusões positivas.
“O livro de Lamentações não contém apenas queixas. O autor percebe a importância de refletir sobre o próprio sofrimento e sobre a dor de seu povo. Ele busca – e encontra – as razões do sofrimento e do infortúnio. Portanto, o livro serve de modelo para meditação sobre o sofrimento ou durante um momento difícil, para que se possa entender a razão da dor no esquema das coisas e tomar a atitude correta, reconhecendo que o sofrimento não é o fim de tudo” (Issiaka Coulibaly).
R. K. Harrison nos dá os seguintes tópicos do segundo capítulo de Lamentações:
• Hostilidade de Deus para com Seu povo (vs. 1-9);
• Sofrimento pelo homem (vs. 10-13);
• Verdadeiros e falsos profetas (vs. 14-17);
• Uma chorosa oração a Deus (vs. 18-22).
Deixar de confiar em Deus para confiar em qualquer outra coisa, faz Deus evidenciar a insensatez desse tipo de confiança. O texto nos ensina, por meio dos erros de Israel, que de nada vale colocar a confiança em:
1. Líderes (v. 2);
2. Poderes (v. 5);
3. Palácios (v. 5);
4. Fortalezas (v. 5);
5. No templo (Igreja) e seus oficiantes (v. 6);
6. Nas festas religiosas (v. 6).
Confiar em tudo, exceto em Deus, significa preencher o próprio atestado de óbito. Nem mesmo rituais religiosos possuem algum tipo de valor desvinculado de íntimo relacionamento com o Soberano Senhor do Universo.
Não adianta criticar aqueles que erram. Jeremias percebe a situação de Israel e sem criticar chora ao ver os filhos de seu povo morrendo de fome. O profeta não ficou importunando os miseráveis sofredores, dizendo: “Eu avisei”, “não me quiseram ouvir”, etc. Pelo contrário, veja o que o profeta disse:
“Como poderei entender sua terrível condição, amada Jerusalém?
O que posso dizer para dar a você conforto, amada Sião?
Quem pode restaurar você? Esse rompimento está além da compreensão” (v. 13).
Só em Deus existe esperança. Só nEle há restauração. Ele é o único que pode reverter qualquer situação, inclusive as piores consequências do pecado! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LAMENTAÇÕES 1 – Primeiro leia a Bíblia
LAMENTAÇÕES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1763 palavras
INTRODUÇÃO AO LIVRO
“O livro de Lamentações tem um tema principal: o sofrimento que sobreveio a Jerusalém quando Nabucodonosor capturou a cidade, em 586 a.C. Tanto o rei Zedequias como seus filhos, seus homens de confiança, o sumo sacerdote, e os líderes da cidade foram levados para o cativeiro. Depois os filhos do rei foram mortos, a cidade foi queimada juntamente com o templo; todos os objetos de valor foram levados embora, a muralha da cidade foi destruída, milhares de cativos foram levados, de maneira que a única coisa que restava na cidade e na terra ao redor era uma diminuta população dos mais pobres ignorantes.
“Numa série de elegias, o autor expressa sua inconsolável tristeza por causa da agonia e tristeza da cidade. O primeiro lamento descreve e explica as aflições, em termos gerais. O segundo descreve o desastre com maiores detalhes. Salienta que a destruição da cidade foi um julgamento de Deus contra o pecado. Alguns fatores profundos desse julgamento são elucidados na terceira lamentação. A quarta lamentação sublinha algumas lições que Jerusalém aprendera do julgamento. O quinto e último lamento (mais exatamente, é uma oração) descreve como os sofrimentos de Jerusalém levaram-na a lançar-se nos braços da misericórdia divina, e a esperar que o Senhor seja novamente gracioso para com Israel, agora purificada no cadinho da aflição. Visto que o livro de Lamentações trata do sofrimento como julgamento contra o pecado, o crente afligido pode encontrar na linguagem do livro a sua própria confissão, auto humilhação e invocação.
“O livro de Lamentações consiste em cinco poesias que seguem o padrão dos hinos fúnebres hebraicos. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, cada uma na sua ordem certa.
“Desde os tempos mais antigos, os judeus, e posteriormente, os cristãos, tem atribuído o livro de Lamentações à pena de Jeremias. Bíblia Shedd.
“O autor de Lamentações compreende com clareza que os babilônios eram meros agentes do castigo divino, e o próprio Deus destruíra Sua cidade e Seu templo (1.12-15; 2.1-8, 17, 22; 4:11). Não foi, no entanto, arbitrária a atuação de Deus; o pecado desavergonhado que desafiava a Deus e a rebeldia que violava a aliança foram as causas principais do infortúnio do povo (1.5, 8, 9; 4.13; 5.7, 16). Embora fosse de esperar o choro (1.16; 2.11, 18; 3.48-51) e fosse natural o clamor por punição contra o inimigo (1.22; 3.59-66), o modo certo de reagir ao juízo é o arrependimento sincero, de todo o coração (3.40-42). O livro que começa com uma lamentação (1.1,2) termina acertadamente com arrependimento (5.21,22).
“No meio do livro, a teologia de Lamentações chega ao ápice ao focalizar a bondade de Deus. Ele é o Senhor da Esperança (3.21,24,25), do amor (3.22), da fidelidade (3.23), da salvação (3.26). A despeito de toda prova em contrário, “as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (3.22,23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
COMENTÁRIOS
1 Como. Do heb. ‘ekah. A primeira palavra do livro é uma exclamação que dá o tom do desastre. É usada no contexto de funerais…. Trata-se de uma maneira abreviada de dizer: “Como poderia ser?”. Expressa descrença e choque diante de uma tragédia inexplicável. Bíblia de Estudo Andrews.
‘Ekah foi considerada como o título do livro na Bíblia Hebraica … Este capítulo, assim como os três seguintes, é um poema acróstico (ver vol. 3, p 705). Cada versículo se inicia com uma letra hebraica diferente, organizado em ordem alfabética.CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 596.
Expressa um misto de choque e desespero. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Tornou-se viúva. Jerusalém é despojada de seu povo (ver com. [CBASD] de Jr 4:25). Ela também é uma viúva porque o Senhor não é mais seu esposo. Comentaristas judeus destacam a palavra “como”: ela está viúva temporariamente, visto que o Senhor a tem esquecido, mas “por breve momento” (Is 54:7). CBASD, vol. 4, p. 596, 597.
Trabalhos forçados. A palavra parece envolver servidão, assim como tributação. CBASD, vol. 4, p. 597.
2 Não tem quem a console. Embora o contexto indique que a expressão se aplica principalmente à rejeição de Judá por seus vizinhos, ela também reflete a rejeição temporária da nação por parte de Deus. CBASD, vol. 4, p. 597.
Procederam perfidamente. Quando os babilônios atacaram Judá, seus vizinhos, que antes encorajaram os judeus a se unir a eles contra Babilônia (ver com. [CBASD] de Jr 27:3) a abandonaram, e alguns mesmo se uniram para saqueá-la (2Rs 24:2; Sl 137:7; Ob 10-13). O assunto deste versículo é que Judá cometeu adultério espiritual ao buscar com seus vizinhos pagãos, em vez de obedecer a Deus e depender dEle para estar em segurança. Quando se deflagrou a crise, seus amantes se voltaram contra ela, que, por fim, foi rejeitada por todos e encaminhada para o cativeiro. CBASD, vol. 4, p. 597.
3 Judá … exílio. A promessa do descanso de todos os inimigos, apresentada em Dt 12:10 foi invertida. A aliança dá o contexto para a tragédia que sobreveio ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Não acha descanso. Judá foi atrás de amantes ímpios, que a abandonaram. Por fim, não há segurança [descanso] conjugal para ela. CBASD, vol. 4, p. 597.
Assim como advertiu Moisés em Dt 28.65. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Os caminhos de Sião. Ou, “as estradas de Sião”. Jerusalém ficava na convergência de quatro estradas principais. CBASD, vol. 4, p. 597.
Cessou a reunião solene. A peregrinação não era mais relevante. As festas, que ocupavam as estradas, acabaram. Bíblia de Estudo Andrews.
Suas portas. Possivelmente, uma referência às portas que davam acesso ao espaço aberto, e que serviam como local público de reunião para o comércio e para transações governamentais… Todo o comércio diário da grande cidade cessou. CBASD, vol. 4, p. 597.
5 Prevaricações. Do hrb. pesha’im, “rebeliões”, “revoltas” ou “transgressões”, isto é, pecados cometidos intencionalmente (ver Jr 2:8; Lm 3:42). CBASD, vol. 4, p. 597.
7 queda. Lit., “cessação”. A raiz hebraica é a mesma de “sábado” – e talvez tenha o objetivo um jogo irônico de palavras [o povo, cativo, teria cessado o seu privilégio de guardar os sábados] (v. Lv 26.34, 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Nudez. Era comum aos conquistadores humilhar os cativos, fazendo-os caminhar nus para o exílio … Em 1878, em Balawât, na Assíria, descobriram-se vários painéis de bronze retratando as conquistas de Salmanezeer III (859-824 a.C.). São mostradas filas de cativos; os homens ficavam sem roupa, enquanto as mulheres eram forçadas a manter aberta a frente de suas saias enquanto marchavam. Sem dúvida, Jeremias via o povo de Judá humilhado dessa forma, e assim ele ilustrou como a iniquidade da nação se tornara visível a todos. CBASD, vol. 4, p. 598.
E se retira. Literalmente, “é uma excreção”ou “se tornou impura”. Neste versículo, a frase indica tanto a impureza cerimonial quanto a moral (2Cr 29:5; Ed 9:11). A purificação desta impureza é prometida àqueles que a desejam (Zc 13:1). CBASD, vol. 4, p. 598.
9 A contaminação por causa da infidelidade é um tema comum nos escritos dos profetas do oitavo século. Bíblia de Estudo Andrews.
Minha aflição. A própria cidade é retratada como irrompendo em pranto e se unindo ao lamento do profeta. CBASD, vol. 4, p. 598.
10 Estendeu o adversário a mão. Evidentemente, para apreender e controlar. CBASD, vol. 4, p. 598.
Entrar as nações. Os amonitas e moabitas não deviam entrar na congregação (Dt 23:3, 4). Durante a calamidade de Judá, eles e outros gentios profanaram os lugares santos (ver 2Rs 24:2; Sl 74; 79), de onde estava excluído mesmo o judeu comum. CBASD, vol. 4, p. 598.
V. Ez 44.7,9. [Neemias fez valer essa restrição quando demitiu Tobias (Ne 13.8), um amonita (Ne 2.10; v. Dt 23.3). Mesmo assim, os estrangeiros podiam vir a fazer parte de Israel]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 Pão. Do heb. Lechem. Estava palavra, enquanto usada especificamente para pão, geralmente tem o sentido de “alimento” (1Rs 5:11; Sl 136:25). CBASD, vol. 4, p. 598.
Restaurar as forças. Literalmente, “levar a alma a retornar”, isto é, “refrescar a vida”. A palavra “alma”, do heb. nefesh, é usada neste versículo em seu sentido mais básico, de “vida”(ver com. [CBASD] de 1Rs 17:21; Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 598.
Vê, SENHOR. Até aqui, é o autor quem mais fala. Agora, no meio do cap. 1, a locutora principal passa a ser a Jerusalém personificada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Novamente, Jerusalém é retratada como falando (ver com. do v. 9) e continua como a oradora (exceto pelo v. 17) até o final do capítulo. CBASD, vol. 4, p. 598, 599.
13 Meus ossos. Esta expressão é normalmente usada no sentido de profundo. CBASD, vol. 4, p. 599.
14 Jugo. A intenção do profeta é mostrar que Jerusalém percebia que as transgressões … eram a causa direta do castigo; os pecados eram um jugo sobre seu pescoço. CBASD, vol. 4, p. 599.
15 Lagar [Lugar onde eram pisoteadas as uvas e se recolhia o suco, de cor alusiva ao sangue]. Símbolo da ira de Deus (Is 63:3; Jl 3:13; Ap 14:19; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 599.
Virgem. Jerusalém tinha sido considerada inexpugnável e inviolável (Lm 4:12; ver Jr 18:13). CBASD, vol. 4, p. 599.
16 Restaurar as minhas forças. Considerando que o povo de Jerusalém em vão buscava alimento físico durante o cerco final, por fim ele percebeu sua necessidade do alimento espiritual. CBASD, vol. 4, p. 599.
17 Seus inimigos. Uma referência às nações vizinhas que se voltaram contra Judá, que delas esperava o auxílio contra os babilônios. CBASD, vol. 4, p. 599.
Coisa imunda. A implicação mais ampla da ilustração é de alguém marginalizado, de algo rejeitado como imundo e abominável, como aconteceu com Jerusalém por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 599.
18 Justo é o SENHOR. Enfático contraste com a abominável condição de Jerusalém. Neste versículo, o poema se eleva acima do lamento sobre Jerusalém e reconhece a justiça de Deus em todas as Suas relações com a cidade. Desta forma, o lamento é proferido, não em atitude de autopiedade, mas para mostrar o profundo remorso que sobrevém a alguém que percebe a imensidão de seu fracasso diante de um Deus justo. Não há dúvidas a respeito da justiça de Deus. Tudo o que Ele faz está correto, porque Ele é o padrão de justiça (ver Jó 38-41; Rm 9:20). CBASD, vol. 4, p. 599.
20 Turbada está minha alma. Uma característica expressão hebraica que indica forte emoção (ver com. [CBASD] de Jr 4:19). CBASD, vol. 4, p. 600.
21 Tu o fizeste. Os inimigos de Judá estavam especialmente satisfeitos porque o próprios Deus, que em tempos passados a livrara admiravelmente de seus inimigos, permitiu então que a destruição lhes sobreviesse. CBASD, vol. 4, p. 600.
Trazendo Tu o dia. Literalmente, “Tu trouxeste”. O profeta estava tão seguro de que os juízos de Deus também cairiam sobre as nações ímpias que então oprimiam a Judá, que ele colocou sua afirmação no tempo perfeito do hebraico, indicando ação completa. O fato de Deus usar os ímpios para punir Judá de forma alguma indicava que aquelas nações eram inocentes de pecados ainda maiores (Lm 5:11). A certeza com a qual o castigo prometido caiu sobre Judá apenas tornou mais inevitável o cumprimento dos juízos profetizados contra seus vizinhos (ver Jr 25:17-26; Hc 1:5-17; 2:1-8; ver com. [CBASD] de Jr 25:12). CBASD, vol. 4, p. 600.
22 À Tua presença. Isto é, em julgamento. CBASD, vol. 4, p. 600.
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LAMENTAÇÕES 1 – Este livro, muitas vezes ignorado nos púlpitos e em estudos particulares, é uma expressão profunda do sofrimento do povo de Deus após a destruição de Jerusalém e do Templo pelos babilônios.
Curiosamente, “textos de lamentação são comuns na literatura do Antigo Oriente Médio. Eles geralmente evocam a dor individual ou coletiva causada pela destruição de uma cidade, pela morte de um ente querido ou pelo castigo infligido por uma divindade. No contexto bíblico não é diferente. Há salmos de lamentações e seções em diversos profetas. Neste caso, o livro inteiro é um grande lamento profético pela destruição do templo e da cidade de Jerusalém pelos babilônios em 587 a.C. Seu próprio título em hebraico é uma exclamação de luto”, explica Rodrigo Silva.
Lamentações 1 reflete o desespero e a angústia vivenciados pelo povo que experimentava o sofrimento:
• Socialmente, a destruição da cidade resultou numa crise humanitária, com inúmeras vidas perdidas, famílias desfeitas e uma grande parte da população sendo levada como cativa para Babilônia (Lamentações 1:1-22).
• Politicamente, a queda de Jerusalém marcou o fim do reino de Judá como entidade independente, sujeita agora ao domínio estrangeiro.
• Religiosamente, o Templo de Jerusalém representava o centro da adoração e da identidade nacional de Israel, e sua destruição deixou o povo sem um ponto focal para sua fé e culto.
• Teologicamente, a destruição de Jerusalém é vista como juízo divino, mas também como um ato da disciplina amorosa de um Deus paciente para com Seu povo (Lamentações 1:5, 8, 12, 17).
Embora o escritor de Lamentações seja Jeremias, o autor da mensagem é Deus. Esta concepção é importantíssima para a compreensão mais profunda do texto. Note que, “a tradição retrata o padecente profeta se lamentando numa gruta além do muro setentrional de Jerusalém, à sombra do outeiro chamado Gólgota, onde o padecente Salvador morreu. Seja como for, o Espírito de Cristo no profeta fez dele, num sentido real, um prenúncio do Senhor (Jr 13:17), pois o Mestre também Se lamentou sobre a cidade desencaminhada (Mt 23:36-38)”, observa Merrill Unger.
Deus chora, quando Seu povo chora; Ele Se identifica com Seu povo mesmo quando o sofrimento é resultado das consequências dos erros desse povo.
Assim, o texto revela muito do caráter gracioso de Deus. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 52 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 52 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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794 palavras
Epílogo histórico, baseado em 2Rs 24:18-25:30. … Existem algumas discrepâncias de números entre os dois relatos, que podem ser explicadas como erros de cópia ou por diferentes sistemas de contagem (ver v.12, 22, 28, 29, 31). Bíblia de Estudo Andrews.
Possivelmente este capítulo tenha sido acrescentado para mostrar o completo cumprimento histórico das profecias de Jeremias com relação à queda de Judá. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 587.
1 Vinte e um anos. Na época da maior crise em sua história, Judá teve o infortúnio de ter sua liderança nas mãos de um rei jovem, inexperiente e indeciso. CBASD, vol. 4, p. 587.
3 Ira do SENHOR. Esta declaração não deve ser entendida como significando que a rebelião de Zedequias contra a Babilônia era obra de um Deus irado que desejava destruir a Judá. O destino do rei judeu foi sua escolha pessoal. CBASD, vol. 4, p. 587.
4 Nono ano. Possivelmente o cerco a Jerusalém tenha começado em 15 de janeiro de 588 a.C. … e durado até 18 de julho de 586 a.C., um período de dois anos e meio. No entanto, a cidade não esteve sob ataque contínuo durante todo o tempo. Em algum momento durante a campanha, o exército de Ápries, rei do Egito (Faraó-Hofra, Jr 44:30), avançou para a Palestina, e os babilônios temporariamente se retiraram de Jerusalém (ver Jr 37:5-11). CBASD, vol. 4, p. 588.
Contra Jerusalém. Este cerco diferiu das invasões anteriores porque a intenção de Nabucodonosor era destruir a nação. CBASD, vol. 4, p. 588.
tranqueiras. … torres de batalha. Bíblia Shedd.
6 fome. Uma característica devastadora do cerco de Jerusalém, que durou 18 meses (ver 14:2; 38:2, 9). Bíblia de Estudo Andrews.
7 Arrombada. Isto é, foi feita uma brecha no muro. O contexto parece indicar que a resistência sucumbiu por causa da fome. CBASD, vol. 4, p. 588.
8 Jericó. Zedequias pode ter fugido na direção do vale do Jordão, com a intenção de escapar pela Transjordânia, onde se localizavam os moabitas e amonitas. No início de seu reinado, estas nações procuraram a aliança de Zedequias numa coalisão contra os babilônios (ver Jr 27:3). CBASD, vol. 4, p. 588.
Lm 4.19ss pode referir-se a esse acontecimento. Bíblia Shedd.
11 Vazou os olhos. Os prisioneiros normalmente eram cegados pela perfuração do globo ocular com a ponta de uma lança. Além de suportar a tortura envolvida na perda da visão, Zedequias sofreu a angústia de ter que relembrar por toda a sua vida, como a última coisa que contemplou, a terrível visão da execução de seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 588.
Çarcere. A LXX diz “moinho”, indicação de uma possível tradição que diz que Zedequias passou seus últimos dias moendo grão, à semelhança de Sansão. Bíblia Shedd.
12 Ano décimo novo. A mudança nos dados, introduzida neste versículo, de um cálculo em termos do reinado de Zedequias a um cálculo em harmonia com o reinado de nabucodonosor, é uma admissão tácita de que a regência passou da Judeia ao rei babilônio. CBASD, vol. 4, p. 588.
13 Queimou a casa. A destruição do templo e de outros edifícios públicos não foi resultado do cerco, mas um ato deliberado dos babilônios, realizado um mês depois da queda da cidade. CBASD, vol. 4, p. 588.
17-23 O saque dos magníficos móveis do templo (ver 1Rs 7:15-37; sobre sua restauração, ver Ed 1:7-11). Bíblia de Estudo Andrews.
21 dezoito côvados. Cerca de 8 m. doze côvados. Cerca de 5,4 m. Bíblia de Estudo Andrews.
24-27 Dos líderes de Judá, alguns foram executados , outros levados para o cativeiro. O motivo para a escolha não é apresentado, mas os executados deveriam ser considerados especialmente responsáveis pela resistência aos babilônios. Bíblia de Estudo Andrews.
24 O sumo sacerdote. Não apenas os líderes políticos, mas também os chefes religiosos da nação foram eliminados. Pouco tempo antes disso, Sofonias, o segundo sacerdote, ouviu Jeremias predizer a morte dos líderes de Jerusalém (Jr 21:1, 7). CBASD, vol. 4, p. 589.
29, 30 O número de exilados é difícil de se calcular. O total mencionado (“as pessoas são quatro mil e seiscentas”) pode incluir apenas chefes de família. Bíblia de Estudo Andrews.
31 Acredita-se que Joaquim era considerado rei legítimo pelos judeus no exílio. … A presença desse material prova que a edição dessa porção foi feita depois de 560 a.C., que é o trigésimo sétimo ano. Bíblia Shedd.
34 Aos olhos do mundo, Jeremias parecia totalmente malsucedido. ele não tinha nem dinheiro, nem família ou amigos. Ele profetizou a destruição da nação, da capital e do templo, mas os líderes políticos e religiosos não aceitaram nem seguiram suas advertências. Nenhum grupo gostava dele ou o escutava. Entretanto, ao olhar em retrospectiva, vemos que ele completou com sucesso o trabalho que Deus deu para ele fazer. O sucesso nunca deve ser medido por popularidade, fama ou fortuna, porque estas são medidas temporais. O rei Zedequias, por exemplo, perdeu tudo ao perseguir objetivos egoístas. Deus mede nosso sucesso por nossa obediência, fidelidade e retidão. Se você é fiel fazendo o trabalho que Deus te deu, você é bem sucedido aos Seus olhos. Life Application Study Bible Kingsway.