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LUCAS 1 – O evangelho de Jesus, escrito por Lucas, é interessantíssimo. Lucas foi médico e não foi um dos doze apóstolos. Ele foi um historiador meticuloso e examinou detalhadamente os acontecimentos relacionada à vida de Cristo.
O destinatário explícito do Evangelho é uma pessoa chamada Teófilo, mencionado no início do livro de Lucas (Lucas 1:3), quanto no livro de Atos (Atos 1:1) – que também foi escrito por Lucas.
O Evangelho de Lucas, como é chamado o terceiro o evangelho, “é um relato feito a Teófilo, um aristocrata da época, o qual provavelmente ajudou Lucas a escrever, copiar e transmitir o evangelho a outros, com os quais o autor queria partilhar as boas novas sobre Jesus. Assim, a história retrata Jesus como o próprio Filho de Deus e o prometido Messias, enviado para salvar o mundo. Além disso, Lucas salienta a coerência das tradições cristãs, de modo que ao confiar em Jesus Cristo eles recebem o prometido Espírito Santo” (Bíblia do Discípulo).
Lucas escreveu para dar uma explicação ordenada e detalhada dos eventos que formam a base do cristianismo, com a intenção de fornecer a Teófilo (e, por extensão, a todos os leitores) a certeza das verdades que haviam sido ensinadas (Lucas 1:1-4).
Lucas 1 está repleto de recursos literários que revelam a habilidade e a intenção de Lucas ao escrever para Teófilo. Ao utilizar uma combinação de narrativas históricas (vs. 5-29, 34-41, 43-45, 56-66, 80), poesias (vs. 30-33, 42) e cânticos (vs. 46-55, 68-79), Lucas não apenas comunica a mensagem cristã, mas também o faz de maneira que ressoe profundamente com o contexto cultural e intelectual de seu destinatário, um aristocrata culto.
O uso de poesia e cânticos entre as narrativas cristológicas serve a dois propósitos principais:
• Conexão intertestamentária: Através dos cânticos teológicos Lucas faz uma ponte entre o Antigo e Novo Testamento – é um método poderoso de conectar a tradição judaica à nova revelação em Cristo.
• Elevação espiritual: O estilo poético e as expressões de louvor transportam o leitor para uma experiência de adoração e reflexão, proporcionando uma compreensão emocional e espiritual das verdades divinas. Lucas deseja que a história de Jesus não seja meramente sobre eventos lineares, mas a culminação de uma narrativa cósmica que exige resposta e adoração.
Como responderemos? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 16 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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635 palavras
1 Passado o sábado. Após o pôr do sol do sábado. Bíblia de Estudo Andrews.
para irem embalsamá-Lo. Na verdade, os judeus não praticavam o embalsamamento. A unção era semelhante à prática de levar flores a uma sepultura no mundo ocidental moderno, ou seja, um sinal de amor e respeito. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Pedro. Apenas Marcos se refere a Pedro aqui [na ressurreição]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 721.
Jesus restaura aquele discípulo que caiu em estado de desânimo, após tê-Lo negado. Bíblia Shedd.
9-20. Este trecho não consta em alguns dos melhores manuscritos da antiguidade. Há, também, indicações de que não foi escrito por Marcos. … Apesar disso, ainda não é decisiva a hipótese da não inspiração [divina] do trecho. O motivo, por outro lado, é claro: dar uma conclusão adequada ao evangelho que talvez tivesse sido mutilada e perdida, com o passar do tempo. Bíblia Shedd.
Existe um debate considerável entre os eruditos para saber se estes versículos faziam parte do original do evangelho de Marcos. Há evidências plausíveis para ambos os lados da questão. Portanto, deve-se ter cautela ao elaborar qualquer ensino específico [p. ex: batismo, exorcismo, línguas, invulnerabilidade, curas] com base somente nesta passagem. Porém, podemos usar este valioso resumo, uma vez que ele é confirmado por outras passagens das Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
11 Não acreditaram. Este registro da incredulidade dos discípulos, mesmo em face dos testemunhos que afirmavam a ressurreição de Cristo, constitui uma forte evidência em favor da precisão e confiabilidade do relato histórico da ressurreição, inclusive nos seus mínimos detalhes. CBASD, vol. 5, p. 722.
14 Quando estavam à mesa. Parece que os discípulos transformaram em sua habitação temporária o aposento superior em que tinham participado juntos da Última Ceia. CBASD, vol. 5, p. 722.
15 Ide. … estes versículos [15 a 18] são, provavelmente, um breve relato de parte das amplas instruções que Jesus deu a cerca de 500 pessoas reunidas em uma montanha da Galileia. CBASD, vol. 5, p. 722.
16 Será salvo. Aqui se apresentam dois requisitos para os que aceitam os ensinos do evangelho: fé em Jesus e batismo. O primeiro é a aceitação íntima da salvação proporcionada pela morte vicária do Redentor do mundo; o segundo é a demonstração externa de uma mudança interior da vida (ver com. de Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 722.
17 Estes sinais. Isto é. as demonstrações sobrenaturais e miraculosas do poder divino (ver p. 204, 205). No entanto, mesmo que os milagres sejam valiosos, não é impossível falsificá-los ou fazer circular notícias de supostos milagres. Estas notícias tendem a confundir o incauto e atrair o incrédulo. Em realidade, os milagres não constituem a evidência mais poderosa de que seja genuína a manifestação do evangelho (CTN, 406, 799). Deve-se lembrar que Jesus Se recusou a realizar milagres como sinais. CBASD, vol. 5, p. 723.
Novas línguas. Este dom … foi concedido quando se tornou necessário (ver com. de 1Co 14). CBASD, vol. 5, p. 723.
18 Pegarão em serpentes … alguma coisa mortífera beberem. Cf At 28.3-6. Falta exemplo de alguém beber veneno e sobreviver no NT. Bíblia Shedd.
19 Depois de lhes ter falado. Esta frase de transição sugere que a ascensão ocorreu imediatamente após a comissão dos v. 15 a 18. Contudo, não parece ter sido o caso. É mais provável que aqui se faça referência a um intervalo mais prolongado. CBASD, vol. 5, p. 723.
À destra. A posição de honra e autoridade. CBASD, vol. 5, p. 723.
Trata-se, não da posição de Seu corpo, mas da majestade do Seu império (Calvino, cf. Sl 110.1; Mc 14.62). Bíblia Shedd.
20 Eles, tendo partido. Somente em Marcos se descreve, ousadamente, os triunfos do evangelho realizados pelo Espírito Santo mediante os apóstolos, durante os primeiros anos após a ascensão de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 723.
Pregaram em toda a parte. Esta foi e continua sendo a missão dos seguidores de Cristo (ver Mc 16:15). CBASD, vol. 5, p. 723.
Cooperando com eles. Na providência de Deus, o poder divino sempre se unirá ao esforço humano. CBASD, vol. 5, p. 723.
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MARCOS 16 – Jesus é superior ao maior dos imperadores; Seu poder supera ao poder do imponente Império Romano. Sua autoridade ultrapassa qualquer autoridade, pois Ele é tão divino e soberano quanto Deus Pai. Contudo, Ele Se humilhou, tornando-Se Servo, a fim de alcançar-nos e salvar-nos do pecado.
Warren Wiersbe esclarece essa verdade no seguinte esboço:
1. O Servo de Deus está aqui! (Marcos 1:1-45).
2. O que o Servo nos oferece (Marcos 2:1-3:12).
3. O Servo, as multidões e o Reino (Marcos 3:13-4:34).
4. As conquistas do Servo (Marcos 4:35-5:43).
5. A fé no Servo (Marcos 6:1-56).
6. O Servo e Mestre (Marcos 7:1-8:26).
7. Os segredos do Servo (Marcos 8:27-9:50).
8. Os paradoxos do Servo (Marcos 10:1-52).
9. O Servo em Jerusalém (Marcos 11:1-12:44).
10. O Servo revela o futuro (Marcos 13:1-36).
11. O sofrimento do Servo (Marcos 14:1-15:20).
12. O servo consuma a Sua obra (Marcos 15:21-16:20):
• A morte do Servo (Marcos 15:21-41).
• O sepultamento do Servo (Marcos 15:42-47).
• A ressurreição do Servo (Marcos 16:1-18).
• A ascensão do Servo (Marcos 16:19-20).
Ellen White comenta que, “como o sumo sacerdote punha de parte suas suntuosas vestes pontificais, e oficiava no vestuário de linho branco, do sacerdote comum, assim Cristo tomou a forma de servo, e ofereceu sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote e a vítima. ‘Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele’. Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o ‘Filho do homem’, que partilha do trono do Universo. É o ‘Filho do homem’, cujo nome será ‘Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz’. O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é ‘santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores’, não Se envergonha de nos chamar irmãos. Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor” (DTN, p. 25-26).
A teologia de Jesus como Servo nos convida a uma vida de serviço, marcada pela entrega e pela missão!
Diante disso tudo… reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 15 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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596 palavras
1. Conselho. O Sinédrio. Bíblia de Estudo Andrews.
7. Um, chamado Barrabás. O grego indica que ele tinha outro nome. Alguns manuscritos de Mt 27.16ss revelam que esse nome era “Jesus”. A omissão do nome “Jesus” explica-se pela reverência à Cristo. Bíblia Shedd.
O tumulto mencionado em Marcos não é documentado em outras fontes, mas, ao que parece, foi bem conhecido na Palestina. Bíblia de Estudo Andrews.
15. Querendo contentar a multidão. Era mais do que um simples desejo de Pilatos; ele estava ansioso de agradar o povo, se possível, para que as descontroladas paixões da turba não desencadeassem uma revolta. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 719.
21. Simão. Possivelmente Simão é o Níger (“negro”), o mesmo de Cirene (norte da África) de At 13:1. Bíblia Shedd.
23. mirra. Especiaria do deserto da Arábia, que, misturada ao vinho, era usada para aliviar a dor. Bíblia de Estudo Andrews.
24. crucificaram. O mais extremo método de execução dos romanos, reservado para os piores criminosos, como os revolucionários. A vítima era açoitada com um chicote feito de tiras de couro, em cujas extremidades prendiam pedaços de ossos e de chumbo. O condenado tinha de carregar uma viga da própria cruz, que pesava de 14 a 18 quilos. A vergonha (que incluía ser pendurado nu na cruz) era enorme, e a dor física, excruciante. Pesados pregos de ferro perfuravam o punho e os ossos do tornozelo. Era difícil respirar, o coração tinha problemas para bombear o sangue e, muitas vezes, a vítima tinha febre. A morte vinha lentamente, demorando, às vezes, de dois a três dias. Bíblia de Estudo Andrews.
25. hora terceira. Nove da manhã. Bíblia de Estudo Andrews.
26 Acusação. O motivo oficial da morte de Jesus foi Ele se ter feito Messias, i.e., segundo os judeus era pretendente ao trono da Judeia. Bíblia Shedd.
31. Salvou os outros. Naquele momento, não pôde salvar-se porque não queria desistir de Sua missão expiatória que abriria uma fonte de salvação para os pecadores (Zc 13:1; Mc 10:45; Rm 5:8). Bíblia Shedd.
33. hora sexta …. hora nona. Meio-dia e três da tarde. Bíblia de Estudo Andrews.
34. Eloí… Citado de Sl 22.1 no aramaico. Ainda que seja paradoxal, reconhecemos que Jesus se identificou com nossos pecados (cf 2Co 5.21; Gl 3.13), de modo que Cristo sofreu, por nós, a inevitável separação entre Deus e o pecado. Bíblia Shedd.
35. Elias. Tradicionalmente, o judeu pedia socorro a Elias porque ele foi levado à presença de Deus. Bíblia Shedd.
37. Grande brado. De Jo 19.30, sabemos que Jesus bradou uma palavra (assim é, no grego) “consumado”. Foi o grito de triunfo. Bíblia Shedd.
38. Véu do santuário. Era o véu que separava o Lugar Santo do Santo dos Santos (cf b 6:19; 9:3; 20.20). Bíblia Shedd.
39. Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus. Este é o ápice da narrativa de Marcos. Pela primeira vez no evangelho, alguém – além de Jesus – e ainda mais um gentio – o identificou corretamente como o Filho de Deus, conforme anunciado aos leitores desde o início (1:1). Bíblia de Estudo Andrews.
40. Salomé. Uma comparação com Mateus 27:56 indica que Salomé era, possivelmente, a mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu. CBASD, vol. 5, p. 720.
42. dia da preparação. Sexta-feira era o dia ordenado por Deus para o povo se preparar para o sábado (ver Êx. 16:22-26). Bíblia de Estudo Andrews.
43. É possível que as informações sobre o processo que abriram contra Jesus, no Sinédrio, chegaram até Marcos por intermédio de José.
44. Admirou-se. Normalmente, demorava muito mais para morrer. Bíblia Shedd.
47. Observaram. No texto grego, isto significa que as mulheres observavam atentamente o sepultamento de Jesus, fazendo planos para embalsamar Seu corpo depois que as horas sagradas do sábado tivessem passado (ver Lc 23:55-24:1). CBASD, vol. 5, p. 720.
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MARCOS 15 – Embora o contexto seja de humilhação, dor e aparente derrota, a autoridade de Jesus como Rei é fortemente destacada, desafiando expectativas humanas.
Jesus foi levado ao governador romano, Pôncio Pilatos, sob a acusação de ser o “Rei dos judeus” (Marcos 15:1-2). Esta acusação, na perspectiva dos líderes religiosos judeus, era uma blasfêmia; na visão romana, uma ameaça política. Pilatos questiona Jesus diretamente: “Você é o rei dos judeus?” Ao que Jesus respondeu enigmaticamente: “Tu o dizes”. Essa resposta não é uma negação, mas também não é uma reivindicação direta de um trono terreno. Na verdade, Cristo afirma Sua realeza em termos que transcendem o entendimento político.
Além de ser desprezado, ignorado e desvalorizado pela multidão que prefere Barrabás (Marcos 15:3-15), Jesus é ridicularizado pelos soldados romanos, coroando-O com uma coroa de espinhos e vestindo-O com um manto de púrpura – uma paródia grotesca de Sua realeza (Marcos 15:16-20). Marcos ressalta o contraste entre a visão humana e a realidade espiritual. A zombaria torna-se uma versão profética: O que era para ser um ato de desprezo transforma-se numa confirmação de que Jesus é, de fato, o Rei. A coroa de espinhos simboliza mais que mero sofrimento, revela o poder de um Rei que toma sobre Si as dores da humanidade. Jesus Se apresenta como Rei Servo, descrito em Isaías 53, que carrega o pecado do mundo.
No clímax da narrativa de Marcos 15, Jesus é crucificado e uma inscrição é colocada sobre Sua cabeça: “O REI DOS JUDEUS”. Embora essa inscrição tenha sido feita para ridicularizá-lO, ela proclama uma verdade maior que os leitores poderiam imaginar.
A cruz, que aos olhos humanos era símbolo de derrota, torna-Se o local a partir do qual Jesus exerce Sua autoridade Real. Assim, a verdadeira realeza de Cristo é revelada no paradoxo da cruz – a vitória sobre o pecado e a morte é conquistada através daquilo que parecia derrota (Marcos 15:21-45).
Embora Marcos 15 apresente um momento de humilhação e morte extrema, é parte do quadro maior da obra redentora de Cristo. Jesus não busca estabelecer um reino temporal, mas um reino eterno. Sua morte na cruz é o ponto culminante de Seu reinado, onde Ele, o Rei dos reis, oferece Sua vida por amor a nós!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 14 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1648 palavras
1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” [pessach – passover] das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra.
Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.
2 não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.
durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.
3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã de Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.
alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.
frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida.
nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: “Himalaia”]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.
derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.
5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.
7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.
8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.
ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.
10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.
12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.
Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.
sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.
13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.
homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.
14 Onde é o meu salão de hóspedes … ? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.
20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.
23 deu graças (NVI). A palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible] deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.
28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.
30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.
32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (“prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.
tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.
34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.
36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.
41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.
43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.
João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da coorte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra.
48 salteador [NVI: “chefiando alguma rebelião”]. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.
49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.
50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.
51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.
55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.
61 Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.
61, 62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.
65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.
vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.
68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.
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MARCOS 14 – Através das experiências de Jesus e de Seus seguidores nesse capítulo, podemos extrair princípios de vida que orientam a vida cristã.
A história da mulher que ungiu Jesus com perfume caro demonstra a importância de sacrificar algo valioso a Deus. Ela não hesita em derramar o melhor que possui como expressão de amor e gratidão a Cristo, mesmo diante de críticas (Marcos 14:1-9).
• Assim como a mulher não hesitou em oferecer o melhor a Jesus, devemos priorizar a devoção a Deus, oferecendo a Ele o que temos de melhor, seja nosso tempo, talento ou recursos.
• Às vezes, servir a Deus com dedicação total atrai críticas ou incompreensões. Não devemos permitir que o julgamento alheio impeça de oferecer a Cristo o que Ele merece.
• Ao enfrentar resistência quando colocamos Deus acima de tudo, é importante entender que a aprovação divina importa mais que a opinião dos homens.
Nossa devoção a Cristo dependerá do quanto sabemos sobre Ele. Ao longo de Marcos 14 fica claro que Jesus não é uma vítima indefesa; durante o episódio em Betânia, Ele revela pleno conhecimento do que está prestes a acontecer. Ao ser ungido, Jesus profetiza Sua própria morte e sepultamento, dizendo: “Ela fez o que pode. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento” (Marcos 14:8). Essa declaração demonstra Sua autoridade sobre os eventos, indicando que Ele está ciente e aceita a missão redentora que O aguarda.
Embora Marcos 14 seja um capítulo de traição, angústia e aparente fraqueza, está repleto de indicações da autoridade de Jesus como Rei e Salvador. Ele mostra ser um Messias que mesmo em face da traição de Judas (Marcos 14:10-26), da fraqueza de Pedro (Marcos 14:27-31, 66-72) e da injustiça do Sinédrio (Marcos 14:43-65), está plenamente no controle de Seu destino e dos acontecimentos ao Seu redor. Sua autoridade é manifestada não pelo poder coercivo, mas pela obediência sacrificial e pelo cumprimento do propósito redentor de Deus.
Ao Jesus expressar Sua angústia e, ao mesmo tempo, Sua total submissão à vontade de Deus no Getsêmani, nos deixa um legado de obediência incondicional a Deus, mesmo quando envolve dor e sacrifício (Marcos 14:32-41).
Confiar que Deus tem um plano especial proporciona uma paz que vai além das circunstâncias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.