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DANIEL 7 – O profeta Daniel recebeu uma visão de Deus onde viu quatro animais representando os impérios mundiais, seguidos pela visão do Filho do Homem (Jesus) recebendo poder e autoridade do Ancião de Dias (Deus Pai). Essa figura messiânica, o Filho do Homem, estabelecerá um Reino eterno e universal, como fora mostrado em sonho para Nabucodonosor em Daniel 2.
Tanto em Daniel 2 quanto em Daniel 7, a poderosa mensagem profética revela o destino das nações deste mundo e o triunfo final do Reino de Deus. Uma síntese de Daniel 7 nos auxilia na compreensão de sua mensagem:
• Daniel descreve a visão dos quatro grandes animais que representam quatro impérios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Cada um desses impérios tem sua época de domínio e opressão ao povo de Deus (Daniel 7:1-8).
• Daniel apresenta o clímax da mensagem profética: O Filho do Homem e o Reino Eterno. O tribunal celestial se reúne e o Filho do Homem é representado diante do Ancião de Dias, O qual recebe autoridade e domínio eterno sobre todas as nações, inaugurando o Reino de Deus (Daniel 7:9-14).
• Daniel oferece a interpretação da visão: Os reinos deste mundo serão sucedidos pelo Reino de Deus, estabelecido por Seu Filho – identificado como Filho do Homem (Daniel 7:15-28).
O apóstolo Paulo, em I Coríntios 15:25 nos dá uma visão neotestamentária de Daniel 7. Ali ele declara: “Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que todos os Seus inimigos sejam postos debaixo de Seus pés”. Esse inimigo inclui Satanás, os demônios, e inclusive a morte, o último inimigo a ser destruído (I Coríntios 15:26; Apocalipse 20:11-15).
Paulo e Daniel apontam para a autoridade e o domínio de Cristo sobre todas as coisas, tanto no presente quanto no futuro. Em Daniel 7, vemos a visão profética do estabelecimento do Reino eterno de Cristo, enquanto em I Coríntios 15:25, vemos essa autoridade sendo exercida continuamente até que todos os inimigos estejam subjugados.
Noutras palavras, Jesus não sossegará enquanto não resolver plenamente o problema do pecado causado por Lúcifer que, desde o Céu intenta usurpar Seu trono e destruir a verdade, e continua ainda aqui no mundo através de nações que buscam glórias e honras devidas unicamente a Deus (Daniel 7:25).
Diante destas informações, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: DANIEL 6 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1627 palavras
1-3 Neste tempo, Daniel tinha mais de 80 anos e era um dos três mais altos administradores. Daniel trabalhava com quem não cria em Deus, mas ele trabalhava mais eficientemente e com mais competência que todo os demais. Portanto, ele atraiu a atenção do rei pagão e conseguiu um lugar de respeito. Uma das melhores maneiras de influenciar empregadores não cristãos é trabalhar diligente e responsavelmente. Quão bem você representa Deus para seu empregador? Life Application Study Bible Kingsway.
1 Sátrapas. Pequenos governadores locais da província. Bíblia Shedd.
Do aramaico ‘achashdarpan. … “príncipe”… No período dos persas, o título designava oficiais que regiam satrapias, as maiores divisões do império. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 891 e 859.
2 Dano. Perda de impostos, que os 120 oficiais tinham a cobrar. Bíblia Shedd.
A razão para a complicada organização da administração civil na Pérsia é descrita em cores vívidas. Precauções eram tomadas pelo sistema imperial para evitar perdas em arrecadação de impostos e outros danos (ver Ed 4:13-16). CBASD, vol. 4, p. 892.
3 Espírito excelente. Esta não foi a primeira vez que observadores reais tinham notado um “espírito” singular em Daniel [Dn 4:18; 5:11, 12]. CBASD, vol. 4, p. 892.
4, 5 Os invejosos oficiais não conseguiram achar nada a criticar na vida de Daniel, então eles atacaram sua religião. Se você enfrentar críticas invejosas por causa de sua fé, alegre-se por estar sendo criticado por esta parte de sua vida – talvez seus críticos tenham de focar em sua religião como último recurso! Responda continuando a acreditar e viver como você deveria. Então lembre-se que Deus está no controle, lutando esta batalha por você. Life Application Study Bible Kingsway.
4 Procuravam ocasião. A história ensina-nos que eles tinham traído seu próprio rei abrindo as portas para os invasores. Não quiseram, portanto, que um favorito da velha família real regesse. Bíblia Shedd.
Nenhum erro. A despeito de sua idade avançada, então com cerca de 80 anos, Daniel era capaz de cumprir seus deveres de estado de forma tal que nenhum erro ou falta pudesse ser encontrado nele. Isso se devia à sua integridade e à confiança na direção infalível de seu Pai celestial. Amar e servir a Deus era para ele mais importante que a própria vida. A adesão restrita às leis de saúde desde a juventude, sem dúvida, lhe deu vigor bem acima do que era comum em homens de sua idade. CBASD, vol. 4, p. 892.
5 Na lei de Deus. O homem, sendo cínico, se entrega às ambições de Satanás, “o acusador dos irmãos”, que a própria virtude de sua vítima é considerada motivo justo para liquidá-la. … A mais angustiosa perseguição que o crente tem que enfrentar é justamente o plano dos homens de fazer sua virtude entrar em choque com o ambiente. Bíblia Shedd.
6 Estes presidentes e sátrapas. Não há necessidade de se supor que todos os governadores do império tenham se reunido diante do rei para tratar dessa questão. Sem dúvida, apareceram apenas aqueles que tinham ciúmes da posição de Daniel. Se todos tivessem sido chamados para a ocasião, o rei teria suspeitado, principalmente, se Daniel não estivesse entre eles. CBASD, vol. 4, p. 892.
7 Todos … concordaram. A falsa implicação é que Daniel também tinha concordado com a proposta. Bíblia de Genebra.
Sem dúvida, uma mentira, pois é duvidoso que todos tivessem sido consultados. CBASD, vol. 4, p. 893.
Todo homem que … fizer petição. Um decreto desta natureza teria sido totalmente estranho aos persas, que tinham a reputação de ser tolerantes quanto a questões religiosas. É impensável que um homem como Ciro teria assinado tal decreto. Porém, Dario, o medo, evidentemente tinha uma formação diferente. Sabe-se pouco sobre o que os medos pensavam com respeito com respeito à tolerância religiosa. Ciro, o rei persa, reconstruiu templos de nações destruídas pelos babilônios, e mostrou assim espírito de tolerância para com as práticas e os sentimentos religiosos de outros povos. CBASD, vol. 4, p. 893.
E não a ti, ó rei. Os conspiradores apelaram ao ego do rei, com o objetivo de encurralar Daniel. Bíblia de Estudo Andrews.
A proposta pareceria a Dario mais política do que religiosa, servindo para consolidar a sua autoridade sobre territórios recém-conquistados. Bíblia de Genebra.
8, 9 Dario era um administrador de governo eficiente, mas ele tinha uma falha fatal – orgulho. Ao apelar para sua vaidade, os conspiradores levaram Dario a assinar uma lei que o fazia – na prática – deus por 30 dias. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Lei dos medos e persas. O próprio rei era escravo da lei que assinava. Bíblia Shedd.
A imutabilidade da lei destes povos irmãos também é confirmada nos escritos extrabíblicos. Bíblia de Genebra.
As leis humanas são inválidas quando entram em conflito com as divinas (comparar com At 5:29), porque somente o Senhor possui conhecimento, sabedoria e poder total. Bíblia de Estudo Andrews.
10 Janelas abertas. As janelas abertas da casa de Daniel estavam na direção de Jerusalém, a cidade que tinha deixado quando rapaz e provavelmente nunca mais viu. Daniel tinha o costume judaico de se voltar em direção a Jerusalém para orar (ver 1Rs 8:33, 35; Sl 5:7; 28:2). CBASD, vol. 4, p. 894.
Três vezes por dia. Na tradição judaica posterior, orara três vezes ao dia ocorria na terceira, sexta e nona horas do dia (contadas a partir do nascer do sol). A terceira e a nona horas correspondiam ao momento dos sacrifícios da manhã e da tarde. O salmista seguia a mesma prática (Sl 55:17). Mais tarde, orar três vezes ao dia se tornou costume de todo judeu ortodoxo que vive de acordo com as regras rabínicas (Berakoth, iv.1). Este costume também parece ter sido adotado pela igreja cristã primitiva (Didaquê, 8). CBASD, vol. 4, p. 894.
De joelhos. A Bíblia apresenta diferentes posições para oração. Houve servos de Deus que oraram sentados, como Davi (2Sm 7:18); inclinando-se, como Eliézer (Gn 24:26) e Elias (1Rs 18:42); e, em vários casos, em pé, como Ana (1Sm 1:26). A mais comum é a posição ajoelhada, da qual se têm os seguintes exemplos: Esdras (Ed 9:5), Jesus (Lc 22:41), Estêvão (At 7:60); ver mais a esse respeito em PR, 48; OE, 178. CBASD, vol. 4, p. 894.
Daniel continuou no seu costume de orar porque ele não poderia buscar no rei a orientação e força que ele precisava neste momento. Ore regularmente, não importa o que aconteça, porque orar é a sua corda salva vidas com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
Como costumava fazer. É evidente que os hábitos de oração de Daniel tinham-se tornado públicos. Bíblia de Genebra.
13 Dos exilados de Judá. Esta identificação étnica de Daniel talvez indique preconceitos contra os judeus por parte dos oficiais de Dario (3.8). Bíblia de Genebra.
Eles não se referiram à dignidade de seu posto, mas o caracterizaram meramente como um estrangeiro, um exilado judeu. Sem dúvida, esperavam com isso colocar sua conduta sob suspeita de ser um ato de rebelião contra a autoridade. … As palavras deles foram planejadas de modo a levar Dario a considerar Daniel como ingrato, ou mesmo traidor. CBASD, vol. 4, p. 894.
Não faz caso de ti. Uma mentira covarde, veja 3.12. Bíblia Shedd.
14 Livrar a Daniel. O monarca viu a armadilha que lhe tinham preparado. … De repente, percebeu que a origem de toda a questão não era como havia imaginado: trazer honra ao seu reino e à sua pessoa, mas privá-lo de um amigo verdadeiro e servo público de confiança. A despeito de seus esforços quase frenéticos, o rei não pôde encontrar uma desculpa legal para salvar Daniel e, ao mesmo tempo, preservar o conceito básico da inviolabilidade da lei dos medos e dos persas. CBASD, vol. 4, p. 894, 895.
15 Foram juntos. Pela segunda vez naquele dia, os inimigos de Daniel foram ao rei, então ao entardecer. Esperaram por vária horas e execução do veredito; quando nada ocorreu, voltaram a procurar o rei e insolentemente reivindicaram sua presa. Sabiam que tinham direito legal de ordenar a execução de Daniel, pois não havia brecha na lei pela qual pudesse escapar. CBASD, vol. 4, p. 895.
17 Selou-o com o seu próprio anel. Anéis de selar e cilindros de selar eram usados pelos assírios, babilônios e persas. O cilindro de selar era pressionado sobre a argila ainda mole, para deixar nela a marca do proprietário do selo. Romper esses selos era uma violação da lei. Bíblia de Genebra.
O selamento oficial por parte do rei e de seus grandes tinha um duplo propósito. Servia como garantia ao rei de que Daniel não seria morto por nenhum outro meio, no caso de não ser atacado pelos leões. Pelo fato de Dario ter a esperança de que o Deus de Daniel o salvasse dos leões, naturalmente, ele tomaria precauções contra qualquer interferência da parte dos homens que estavam determinados a tirar a vida de Daniel. Por outro lado, o selamento garantia aos inimigos de Daniel que nenhum esforço poderia ser feito para salvá-lo, no caso de ele não ser imediatamente despedaçado pelos animais. CBASD, vol. 4, p. 895.
20 Triste. Do aramaico ‘atsib, “triste”, “sofrido”, “cheio de ansiedade”. A voz é um reflexo das emoções. É difícil às pessoas esconder seus sentimentos mais íntimos. CBASD, vol. 4, p. 895.
Servo do Deus vivo. As palavras de Dario revelam o quanto conhecia do Deus e da religião de Daniel. O fato de o rei chamar o Deus de Daniel de “o Deus vivo” sugere que Dabiel tinha lhe falado sobre a natureza e o poder do verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 895.
22 O meu Deus enviou o Seu anjo. … uma menção ao Anjo do Senhor. Ver a nota em 3.28. Bíblia de Genebra.
Fechou a boca aos leões. O escritos de epístola aos Hebreus cita essa experiência de Daniel e atribui o livramento do profeta ao poder da fé (Hb 11:33). CBASD, vol. 4, p. 896.
23 Tirar a Daniel da cova. Cumpriram-se as exigências do decreto real. Esse decreto não tinha exigido a execução do transgressor, mas apenas que fosse “lançado na cova dos leões”(v. 7). … Daniel tinha sido lançado na cova dos leões e não havia restrições legais que impedissem o rei de tirá-lo dali. CBASD, vol. 4, p. 896.
24 Seus filhos e mulheres. Segundo o costume persa, esta punição cruel foi transferida àqueles que haviam conspirado contra o rei a fim de levá-lo a uma ação injusta (ver também Ester 7:9, 10). Life Application Study Bible Kingsway.
Por mais horrendo que pareça hoje, a destruição de membros da família fazia parte da punição dos culpados (comparar com a justiça divina de retribuição em Nm 16:27, 31-32). A prática se deve, em parte, à visão de vida grupal comum na época. Era também uma medida para prevenir retaliação. Bíblia de Estudo Andrews.
Alguns comentaristas questionam esta narrativa como não histórica afirmando que a cova onde os leões eram mantidos não poderia ser ampla o suficiente para receber 122 homens com suas famílias. Além disso, não poderia haver leões suficientes em Babilônia para devorar tantas vítimas. No entanto, a Bíblia não declara que esse tenha sido o número dos condenados à morte. Esses eruditos críticos tiram a conclusão de que os 120 príncipes e os dois presidentes dos v. 1 e 2 estavam envolvidos no caso. No entanto, o número de pessoas envolvidas é apenas uma especulação. CBASD, vol. 4, p. 896.
Esmigalharam. Não haja dúvida de que os leões eram mesmo ferozes. Bíblia Shedd.
26 Faço um decreto. Dario promulgou um edito que ordenava todas as nações de seu reino a temer e a reverenciar o Deus de Daniel. Não se deve concluir disso que o rei tenha abandonado o politeísmo dos medos. Dario reconheceu o Deus de Daniel como o Deus vivo, cujo reino e domínio são eternos, mas não se afirma que O reconheceu como o único e verdadeiro Deus (ver p. 826, 827 [CBASD, vol. 4]. CBASD, vol. 4, p. 896.
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DANIEL 6 – Sempre foi arriscado servir a Deus na política: Muitos perdem a salvação comprometendo princípios quando deveriam renunciar até a vida pelos princípios do reino de Deus!
Uma importante verdade, neste relato, é sobre o envolvimento de fiéis na política. Não é pecado ser político honesto e fazer política correta; o problema é corromper-se (Daniel 6:1-5). Daniel mostra que a pressão contra a fé é grande no meio político quando pretende-se viver centrado em Deus.
Outra verdade relevante é quanto à intolerância religiosa. Daniel 6 trata de um decreto real emitido pelo rei Dario, que proibia qualquer pessoa de fazer orações a qualquer deus ou homem, exceto ao próprio rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões. Deparamo-nos assim com um exemplo de como decretos legais podem ser utilizados pelo poder estatal para impor sua autoridade e controlar práticas religiosas e comportamentos dos cidadãos.
No centro do conflito está a liberdade religiosa de Daniel e sua recusa em comprometer suas crenças em face da lei do rei. Daniel continuou a orar a seu Deus, conforme sua prática habitual, desafiando assim o decreto real. Sua conduta destaca a importância da liberdade religiosa como um direito humano fundamental, que vai além das leis estatais (Mateus 10:22; 22:21; Atos 4:19). A capacidade de professar e praticar a própria fé sem coerção ou punição estatal é essencial para a dignidade humana.
Daniel 6 oferece várias lições valiosas que podem ser aplicadas aos desafios contemporâneos relacionados à liberdade e à intolerância religiosa:
• Primeiramente, destaca a importância de proteger e preservar a liberdade religiosa como um direito humano fundamental, garantindo que os indivíduos tenham o direito de professar e praticar suas crenças sem medo de retaliação ou coerção.
• Em segundo lugar, alerta contra o perigo dos decretos legais que buscam restringir ou suprimir a liberdade religiosa em nome do controle estatal. Os governos devem ser cuidadosos ao promulgar leis que podem violar direitos fundamentais dos cidadãos.
• Por fim, a história de Daniel lembra-nos da necessidade de combater a intolerância religiosa em todas as suas formas (Daniel 6:6-15, 26), promovendo o respeito mútuo, a compreensão e a convivência pacífica entre pessoas de crenças diferentes.
Mais importante de tudo é que Deus livra Seus servos (Daniel 6:13-28). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: DANIEL 5 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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777 palavras
O espírito de busca ao prazer de Belsazar seguia a expressão comum na época: “comamos, bebamos, porque amanhã morreremos” (Is 22:13 NVI) – como uma profecia. No auge da orgia, quando todos já estavam altamente embriagados, Belsazar, o anfitrião, manda vir as taças que haviam sido tomadas do templo de Jerusalém para que nelas bebessem em homenagem aos deuses da Babilônia. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
1 o rei Belzasar. Foi corregente do pai, Nabonido (555-539 a.C.), durante os últimos dez anos do reinado deste. Uma vez que somente Nabonido é mencionado nos escritos históricos gregos posteriores como o último rei da Babilônia, os eruditos consideravam Daniel impreciso e não confiável. Entretanto, a descoberta de textos babilônicos confirmou a existência e o reinado de Belsazar. Bíblia de Estudo Andrews.
O nome “Belsazar” significa “Bel protege o rei” (não deve ser confundido com “Beltessazar”, o nome babilônico que foi dado a Daniel (1.7). . Com base em fontes babilônicas, sabemos que Belsazar foi encarregado dos negócios na Babilônia, enquanto seu pai, Nabonido, o último rei da Babilônia, passava extensos períodos de tempo em Tema, na Arábia. Bíblia de Genebra.
grande banquete. Belsazar e seus súditos pensaram que estavam seguros dentro das imensas fortificações da cidade. Ao dar uma festa, Belsazar parecia querer levantar o ânimo do povo num período de crise, enquanto o exército medo-persa se aproximava. Bíblia de Estudo Andrews.
5 apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam. Os babilônios provavelmente interpretariam isto como uma divindade registrando seu destino. Bíblia de Estudo Andrews.
7 o terceiro. Depois do rei [Nabonido] e do príncipe real [Belsazar]. Bíblia Shedd.
10 a rainha-mãe. Deve se tratar da avó de Belsazar, que teria pertencido ao harém de Nabucodonosor. Bíblia de Estudo Andrews.
11 teu pai (ARA; NVI: “teu predecessor”). O termo aqui se refere ao avô ou bisavô. Bíblia Shedd.
Nabucodonosor morreu em 562 a.C.; o ano agora é 539 a.C. Bíblia de Genebra.
16 púrpura. Uma cor que era de muito valor naquela época, e reservava-se às pessoas de alta posição. Bíblia Shedd.
cadeia de ouro. Símbolo dos altos postos no governo, assim como possuía José (Gn 41.42). Bíblia Shedd.
17 Os teus presentes fiquem contigo. Daniel tinha plena consciência da sua alta missão profética: não era hora de levantar interpretação que agradasse à casa real, nem de considerar a autoridade humana, e, portanto, as honras carnais eram desprezadas – bem sabia Daniel quão pouco valiam! Bíblia Shedd.
23 Deus, em cuja mão está a tua vida. O poder criador de Deus continua a suster Suas criaturas (comparar com Jó 12:10; Sl 104:14, 15; 145:15, 16). Bíblia de Estudo Andrews.
25 MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM. Estas palavras estão em aramaico, mas compartilham alguns radicais com a língua babilônica. Elas podem se referir a unidades de peso, medidas em balança, usadas como moeda: “mina, mina, siclo (1/60 de mina) e meia mina (ou meio siclo). A escrita na parede era um enigma que, para nós, soaria mais ou menos como “real, real, centavo e cinquenta centavos”. … Além do impacto inicial do enigma, os radicais subjacentes das palavras para os pesos se referem a “contar”, “pesar”, e “cortar/dividir”. Daniel explicou como Deus aplicaria essas ações ao monarca e ao reino que estavam sendo condenados por ele (v. 26-28). Bíblia de Estudo Andrews.
25 As palavras na parede lidas por Daniel, MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM (mina, mina, shekel, upharsin, plural de peres) eram medidas persas de peso ou dinheiro*, mas que também se referiam às expressões: “numerar”, “pesar” e “cortar/dividir” ou “persas”. Para um bom entendedor babilônico, estas palavras expressavam a condenação do império. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
29 mandou Balsazar que vestissem Daniel… À semelhança de Nabucodonosor, Belsazar honra a Daniel (2.48), mas, direntemente de seu antecessor, ele não honrou ao Deus de Israel (2.46-47). Bíblia de Genebra.
31 Dario, o medo, … se apoderou do reino. O persa Ciro II, o Grande, que reinou de 559 a 530 a.C. (ver 1:21; 6:28; 10:1), foi o fundador do império medo-persa aquemênida e conquistou Babilônia em 539 a.C. “Dario, o medo” não é mencionado, pelo menos não com esse nome, em escritos antigos fora da Bíblia. Este pode ser o nome de trono de Gaubaruva (Gubaru/Ugbaru em babilônico; Gobrias em grego), o general que tomou Babilônia para Ciro e depois o auxiliou, governando sobre a Mesopotâmia durante um curto período, até sua morte. Bíblia de Estudo Andrews.
Naquela mesma noite, o general medo Gubaru, que mais tarde passou a se chamar “Dario, o medo”, o governante mencionado em Daniel 6, tomou a cidade fortificada de Babilônia a partir do leito seco do desviado rio Eufrates, e entrou pelas portas internas, abertas pelos sacerdotes do deus Marduque, deixados de fora das festividades, de acordo com textos cuneiformes. A profecia de vida de Belsazar e seus nobres se cumpriu à risca: todos morreram naquela noite. Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/19/.
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DANIEL 5 – A queda de Babilônia ocupa vários capítulos da Bíblia. Importantes profetas de Deus dedicaram-se a escrever sobre ela:
• Isaías 13:1-14:23; 21:1-10; 39:1-8; 43:14; 48:14-22.
• Jeremias 20:1-6; 21:1-8; 25:11-14; 27:1-22; 29:1-3; 32:1-5; 35:11; 39:1-18; 41:18; 42:7-12; 50:1-52:34.
• Ezequiel 17:11-21; 21:1-27; 26:7; 29:17-20; 30:24-25; 32:11.
Isaías previu que Babilônia seria devastada e não seria novamente habitada. Jeremias predisse que as águas de Babilônia secariam e que a cidade seria destruída, tornando-se um montão de ruínas. E, o próprio Nabucodonosor recebe a mensagem de que seu império teria um fim. Em seu sonho em Daniel 2, o rei da Babilônia ficou ciente, através da estátua com diferentes metais, que seu reino seria sucedido por outro inferior ao seu (Daniel 2:39).
Embora Nabucodonosor discordasse de Deus e intentasse mudar o rumo da história (Daniel 3), é Deus que muda a história do rei (Daniel 4). Apesar de toda investida contra o que Deus revelara, e a prepotência, arrogância e autoconfiança de Belsazar, aquilo que estava predito aconteceu a Babilônia (Daniel 5).
Em Daniel 5 o cumprimento foi quase simultâneo à profecia. Daniel interpretou a escrita na parede durante o banquete de Belsazar, filho de Nabonido. A interpretação do profeta foi uma profecia direta da queda iminente de Babilônia para os medo-persas naquela mesma noite festiva (Daniel 5:17-28). A profecia cumpriu-se quando o exército Dario desviou o rio Eufrates para entrar na cidade sem resistência e capturá-la (Daniel 5:29-31).
Esse evento é base para as profecias de João, no livro de Apocalipse. Considere:
• A escrita na parede pode ser vista como um prenúncio do registro celestial de ações humanas encontrado em Apocalipse 20:12.
• Enquanto Daniel descreve a sucessão de impérios terrenos e a soberania final de Deus sobre eles, Apocalipse mostra a batalha cósmica entre o Cordeiro e as forças do mal, culminando na vitória definitiva de Cristo e no estabelecimento de Seu reino eterno.
• Em Daniel 5, Belsazar é julgado por sua arrogância e profanação dos objetos sagrados do templo de Jerusalém. Da mesma forma, “BABILÔNIA, A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS PRÁTICAS REPUGNANTES DA TERRA” (Apocalipse 17:5), “em apenas uma hora chegou a sua condenação” (Apocalipse 18:10) pelos mesmos motivos que a Babilônia histórica caiu (ver Apocalipse 17:1-18:24).
Conheçamos as profecias e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: DANIEL 4 – Primeiro leia a Bíblia
DANIEL 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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937 palavras
1 A todos os povos. Este capítulo começa com uma carta de Nabucodonosor para os habitantes de seu reino. Ele demonstra interesse no bem estar (“paz”) de seus súditos e reconhece a supremacia do poder do Senhor (comparar com o cap. 2). Bíblia de Estudo Andrews.
Por não encontrarem outros casos de conversões [como esta, de Nabucodonosor], eruditos modernos declaram que tal edito é historicamente absurdo. Os argumentos do silêncio, porém, nunca são conclusivos. Por outro lado, a conversão de um rei a uma nova religião ou deus é confirmada em outros escritos. … pouco se sabe da história de Nabucodonosor de fontes seculares. Portanto, é impossível verificar todos os eventos do reinado desse monarca a partir de fontes da época. … Portanto, não é estranho não encontrar referência em registros babilônicos para a enfermidade mental do rei. Tais registros, naturalmente, omitem informações que tratam das desgraças de um herói nacional. … O edito refletia os sentimentos do rei quando sua faculdade mental foi restabelecida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 867.
4 Tranquilo. Esta frase indica que o rei governava seu reino tranquilamente. O rei estava “feliz” em seu palácio na Babilônia…; e, como o rico insensato da parábola, cujos campos tinham produzido abundantemente (Lc 12:16-21), ele se esqueceu de sua responsabilidade para com Aquele a quem devia sua grandeza. CBASD, vol. 4, p. 867.
10 Vi uma árvore. A sabedoria divina com frequência emprega parábolas e metáforas como veículos de transmissão da verdade. Esse método impressiona. Os símbolos ajudam a pessoa a reter a mensagem e seu conteúdo na memória por mais tempo do que se a mensagem tivesse sido comunicada de outra forma (ver a metáfora de Ez 31:3-14). CBASD, vol. 4, p. 868.
13 Um vigilante. O atributo “santo” e a frase “descia do céu” mostram que o vigilante é um mensageiro celestial. CBASD, vol. 4, p. 869.
15 Mas a cepa … deixai. Os futuros brotos deste tronco (ver Jó 14:7-9) tipificavam, segundo se vê pela comparação dos v. 26 e 36, a restauração de Nabucodonosor de sua enfermidade, e não a continuidade da supremacia de sua dinastia, como alguns comentaristas entendem. CBASD, vol. 4, p. 869.
Com cadeias. …indicativas do cuidado que seria exercido para preservá-la. CBASD, vol. 4, p. 869.
17 Vigilantes. O plural pressupõe a existência de um conselho ou uma assembleia celestial (ver Jó 1:6-12; 2:1-6). CBASD, vol. 4, p. 869.
Que o Altíssimo tem domínio. Se Deus ordena, permite ou intervém, “o complicado jogo dos eventos humanos está sob divino controle” (PR, 536). CBASD, vol. 4, p. 870.
19 Então, lhe falou o rei. O rei viu a consternação na face de Daniel. Pela natureza do sonho, dificilmente poderia esperar ouvir algo agradável. Contudo, ele encorajou seu fiel cortesão a lhe dizer toda a verdade sem temor de ficar sujeito a reprovação. CBASD, vol. 4, p. 871.
Os que te têm ódio. As palavras de Daniel não devem ser interpretadas necessariamente como maldade para com os inimigos do rei. A resposta exibe simplesmente uma reação de um cortesão oriental. CBASD, vol. 4, p. 871.
26 Tornará a ser teu. Muitos imaginam por que [ficam a supor do porquê] o rei insano não foi morto, ou porque seus súditos e ministros de estado não colocaram outra pessoa no trono durante o tempo em que esteve incapacitado. Têm-se as seguintes explicações: Os supersticiosos daquela época criam que todos os distúrbios mentais eram causados por espíritos malignos que assumiam controle de suas vítimas. Se alguém matasse o insano, o espírito se apoderava do assassino ou instigador do crime; e se sua propriedade fosse confiscada ou seu cargo ocupado por outro, uma terrível vingança recairia sobre os responsáveis pela injustiça. Por isso, pessoas insanas eram removidas da sociedade e não eram incomodadas (ver 1Sm 21:12-22). CBASD, vol. 4, p. 871.
27 Põe termo … em teus pecados. Um princípio divino é comunicado ao monarca arrogante. Os juízos de Deus podem ser evitados mediante arrependimento e confissão (ver Is 38:1, 2, 5; Jr 18:7-10; Jn 3:1-10). Por essa razão, Deus anunciou o juízo iminente sobre Nabucodonosor, mas lhe deu um ano inteiro para se arrepender, e assim evitar a calamidade (ver Dn 4:29). Porém, o rei não mudou seu modo de vida e, como resultado, atraiu sobre si a execução do juízo. Em contraste, os ninivitas, que tiveram 40 dias para se arrepender, aproveitaram a oportunidade; assim, eles e a cidade foram poupados (Jn 3:4-10). CBASD, vol. 4, p. 871.
32, 33 tempo. A palavra aramaica para “tempo” também quer dizer “ano”. Bíblia de Estudo Andrews.
34 Levantei os olhos. Quando em oração olhou para os céus, o humilhado rei foi elevado da condição de um animal bruto à de um ser que tem a imagem de Deus. Aquele que por anos tinha estado no solo, impotente e rebaixado, foi mais uma vez elevado à dignidade humana que Deus concedeu às Suas criaturas formadas segundo Sua imagem. A característica essencial do milagre que aconteceu no caso de Nabucodonosor ainda se repete, embora de uma forma menos espetacular, na conversão de cada pecador. CBASD, vol. 4, p. 871.
36 Tornou-me a vir. A fim de mostrar a estreita relação entre o restabelecimento da razão e a restauração da soberania, este versículo repete (ver v. 34) o primeiro elemento da recuperação. O segundo vem imediatamente, no modo semita simples de narrar. Um narrador ocidental teria dito: “Quando meu entendimento retornou, também retornaram minha posição e glória reais.” CBASD, vol. 4, p. 873.
Buscaram-me. A palavra “buscaram” não indica necessariamente que, durante o período de insanidade, permitiu-se que o rei vagasse pelos campos e desertos sem supervisão, mas a busca de alguém tendo em conta seu posto oficial. Quando se tornou conhecido que o rei tinha recuperado a razão, os regentes do estado o levaram de volta com todo respeito devido, a fim de lhe restaurar o governo. Durante a insanidade do rei, esses homens tinham se encarregado das questões do governo. CBASD, vol. 4, p. 873.
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DANIEL 4 – O relato deste capítulo desafia-nos a examinar as próprias atitudes em relação ao poder, questionando se estamos usando nossa influência para o bem ou para nossa própria glória egoísta.
Em Daniel 4, somos apresentados à figura imponente de Nabucodonosor, rei da pomposa Babilônia, cujo domínio estendia-se sobre vastas terras e povos. É essencial notar que Nabucodonosor personifica não apenas um monarca histórico, mas também um arquétipo humano universal: o poderoso, o influente, o elitizado. No entanto, sua história é marcada por uma jornada tumultuosa, culminando numa lição profunda de humilhação e redenção.
A narrativa inicia com Nabucodonosor desfrutando do esplendor de sua posição privilegiada na sociedade. Ele contemplava a grandeza de sua cidade imperial. Assim, logo no início, encontramos um eco da mentalidade contemporânea que muitas vezes associa o sucesso e a grandeza ao poder e à autoridade, à riqueza material e ao prestígio social.
Um sonho perturbador assolou o sono do rei, tratando de uma guinada surpreendente na sua existência: Sua queda iminente. Daniel, o profeta cativo, foi convocado a interpretar o sonho e advertiu-o monarca sobre o perigo que o aguarda caso não se arrependesse da soberba e injustiça. Aqui contém uma mensagem que ecoa nos salões elegantes da elite contemporânea:
• A verdadeira grandeza não reside na acumulação de poder e riquezas, mas na justiça, na humildade e no cuidado com os vulneráveis da sociedade.
A história do rei babilônico atinge seu clímax quando sua arrogância foi punida e ele ficou privado de seu reino, passando a viver como um animal selvagem, até reconhecer a soberania divina. Desta forma, a história de Nabucodonosor não termina com sua queda, mas com sua redenção. Após reconhecer a soberania de Deus, ele foi restaurado ao trono e expressou louvor ao Deus soberano. Isso nos lembra que…
• Não importa quão altos elevamo-nos na escala social, a verdadeira dignidade reside em nossa relação com Deus e na capacidade de reconhecer nossa humanidade compartilhada com outros seres humanos (Salmo 41:1-3).
A mensagem de Daniel 4 ressoa poderosamente nos círculos mais altos da sociedade contemporânea. Ela nos desafia a repensar nossas noções de grandeza, lembrando-nos que a verdadeira nobreza reside na humildade, na justiça e no serviço aos outros (Daniel 4:27; Provérbios 24:11-12; Tiago 1:27).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.