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Texto bíblico: MIQUEIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
MIQUEIAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1 Ai daqueles. Nos v. 1 e 2, Miqueias condena a injustiça e a opressão para com os pobres.
No seu leito. Isto é, à noite, eles elaboram o plano que esperam executar no dia seguinte (ver Jó 4:13; Sl 4:4; 36:4).
O poder. Eles operavam sob o princípio perverso de que “o poder dá o direito”. Quando os homens tiram proveito de seu poder, é quase certo que irão abusar dele.
2 Cobiçam campos. Eles eram tão cobiçosos e vorazes pela posse da terra que executavam seus projetos avarento através da violência (cf. 1Rs 21; Is 5:8; Os 5:10, Am 4:1).
3 Eis que projeto. Assim como eles projetavam a iniquidade, Deus iria “projetar um mal”.
Não tirareis a vossa cerviz. O castigo seria como um jugo pesado e irritante, do qual não poderiam se livrar.
Não andareis altivamente. Isto é, com a cabeça erguida. O orgulho dos opressores seria humilhado.
Será mau. O profeta está falando do julgamento futuro que Deus enviaria sobre o Seu povo.
4 Um provérbio. “Naquele dia”, ou no tempo mau mencionado no versículo anterior, o inimigo provocaria os israelitas, empregando as palavras que eles mesmos usaram em lamento por sua calamidade (ver Hc 2:6). Com zombaria, eles imitariam os judeus aflitos … Não há zombaria mais ferina do que a repetição em tom jocoso para lamentar o mal ocorrido a alguém.
Reparte. Por uma mudança no texto hebraico, a NTLH diz: “Ele tirou o que era nosso e deu aos que nos conquistaram.
5 Lançando o cordel. Miqueias informa ao opressor que ele não ter;a mais herança em Israel porque negociou injustamente com a terra de seu vizinho. O cordel era a linha de medição utilizada na medição da terra (ver Am 7:17).
6 Não babujeis. O texto diz, literalmente: “Não profetize desse jeito, não diga coisas assim. Essas coisas ruins nunca acontecerão conosco.”As palavras parecem ser um protesto por parte dos repreendidos por Miqueias.
7 Coisas anunciadas. Miqueias repreende os que falam (v. 6) para expressar pensamentos estranhos ao Espírito de Deus.
Suas obras. Assim como o sol não poder ser responsabilidade por um objeto, do mesmo modo Deus não pode ser responsabilizado pela iniquidade do pecador (Tg 1:13-15).
Fazem o bem. A Palavra de Deus é boa e carregada de bênçãos para quem a obedece (Dt 7:9-11; Sl 18:25, 26; 25:10; 103:17, 18; Rm 7:12; 11:22).
Retamente. Aqui, o profeta repreende aqueles que acusam o Senhor de ser impaciente e de ameaçar Seu povo. Isso não é assim, pois Deus tem sido longânimo em suas relações com Israel. No entanto, quando pecam, as pessoas devem esperar colher os resultados de suas más ações (Êx 34:6, 7).
8 Como inimigo. Uma acusação contra os de classe alta que tratavam as pessoas comuns como inimigas, roubando e pilhando as mesmas.
A capa. Do heb salmah, um manto externo também utilizado para cobrir o corpo durante o sono. Não era permitido ao credor manter consigo o salmah do devedor durante a noite (ver com. [CBASD] de Êx 22:26).
Que passam seguros. Os da classe alta apreendiam essas peças de vestuário de pessoas pacíficas e comuns.
9 As mulheres. Provavelmente, as viúvas que deveriam ser defendidas (ver Is 10:2).
Minha glória. As crianças seriam despojadas de suas bênçãos, provavelmente devido a necessidades e ignorância, ou por serem vendidas como escravas, sendo privadas da liberdade dada por Deus.
10 Ide-vos. Os opressores deviam ser expulsos de suas terras, assim como haviam banido os outros.
Imundícia. Por causa de suas necessidades (ver Lv 18:25, 27).
11 Se houver alguém. Por causa de suas iniquidade, os pecadores entre o povo de Deus não gostavam dos que repreendiam e condenavam suas transgressões. Os que flertavam com o mal tomavam uma atitude de indiferença para com o pecado e profetizavam mentiras agradáveis. Eram os profetas populares (ver Jr 14:13-15; 23:25-27; Ez 13:1-7).
Se houver alguém que, seguindo o vento da falsidade (ARA). Do heb. ruach, significando também “espírito”, daí a tradução: “Se houver algum que siga o espírito de falsidade” (ARC).
Eu te profetizarei. Não há nada que possa enganar tanto as pessoas crédulas como revestir a Palavra de Deus com ensinamentos falsos (Mt 7:15; 15:7-9).
Vinho. Esses videntes espúrios prometiam prosperidade material e prazeres sensuais.
12 Certamente, te ajuntarei. Miqueias volta a atenção da maioria do povo, que havia tomado o caminho do mal, para a minoria, o remanescente, que entraria na promessa de restauração e libertação após o cativeiro. Desse modo, o profeta nega a acusação repetida pelos falsos profetas de que ele era um incurável prognosticador de tristeza e angústia. Com um otimismo de longo alcance profético, ele afirma que, depois do exílio, haveria um futuro de alegria e felicidade para os que servem ao Senhor.
Todo. Ou seja, todo o remanescente. Embora Deus deseje que todo o Seu povo professo “seja salvo”(1Tm 2:3, 4; cf. Tt 2:11; 2Pe 3:9), apenas poucos, “o restante”, que sinceramente se converterem dos seus pecados e andarem no caminho da justiça, serão salvos (ver Is 10:20-22; Jr 31:7, 8; Ez 34:11-16; Sf 3:12, 13). Pela graça de Deus, “muitos são chamados”, mas, por causa da iniquidade perversa do coração humano, infelizmente, “poucos são escolhidos”(Mt 22:14, NVI; cf. Mt 7:13, 14).
Grande ruído. O remanescente se tornaria uma grande multidão.
13 O que abre caminho. O paralelismo do versículo aponta para Yahweh, destruindo toda oposição diante de Seu povo.
Romperão. Ou, “atravessarão”. Os cativos seguem seu líder. Sua passagem através dos portões mostra a saída da terra do exílio.
O seu Rei. O mesmo Deus que tirou Seu povo da terra da servidão no Egito e, mais tarde, o livrou do cativeiro [babilônico], libertará, em um futuro próximo, os Seus remidos da servidão e do cativeiro deste mundo de pecado.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1121-1123.
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MIQUEIAS 2 – Para compreender melhor a mensagem e o contexto do livro de Miqueias, é essencial reconhecer a continuidade e a relação entre as profecias deste livro e as de outros profetas.
Observe que Miqueias 1 e 2 “tomam os temas de julgamento primeiramente ouvidos em Joel e Amós. Isso se explica pelas denúncias de pecado em Israel e em Judá (1:5-6). Miqueias usou figuras de prostituição para descrever o culto idólatra, como fizera Oseias (1:7). Esses discursos retratavam um dia devastador para Samaria (1:6), mas também falava do perigo junto ao portão de Jerusalém (1:9, 12). Tal perigo chegou no cerco de 701 a.C. (2Rs 18-19). O capítulo 2 lembra Amós ao detalhar os pecados do povo e a falta de disposição deles em ouvir a pregação profética. Miqueias 2:12-13 termina o trecho com uma garantia ambígua de que Deus reuniria todo o Israel em um só lugar, eliminaria as restrições e o conduziria através dele. Deus e o rei iriam adiante do povo. Poderia isso indicar o livramento de uma experiência de prisão? Ou seria um retrato da saída para o exílio? Qualquer que fosse a alusão, Deus iria com eles, aliás, iria adiante deles!” (John Watts).
• Miqueias ergue a voz e condena os injustos; ele denuncia aqueles que planejam iniquidades e praticam o mal, especialmente os que cobiçam campos e casas, roubando-as de seus legítimos proprietários; ele trata da desgraça que Deus traz sobre tais pecadores, os quais serão removidos de suas posses e sofrerão as consequências de seus atos injustos (Miqueias 2:1-5)
• Miqueias confronta os falsos profetas que tentam silenciar suas palavras de julgamento, alegando que não se deve profetizar tais desgraças. Ele denuncia a falsidade desses profetas que enganam o povo e condena os líderes que deturpam a justiça. O texto também aborda a corrupção e avareza dos líderes, que se aproveitam das pessoas vulneráveis, como mulheres e crianças (Miqueias 2:6-11).
• Miqueias, apesar das condenações severas, encerra o capítulo profetizando a reunião do remanescente de Israel. Deus promete reunir Seu povo como um pastor reúne suas ovelhas, conduzindo-os para fora da opressão e para a liberdade (Miqueias 2:12-13).
Deus é o Pastor que reúne Seu rebanho disperso, guiando Suas ovelhinhas com segurança através das tempestades da vida. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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821 palavras
1. Morastita. Habitante de Moresete (v. 14), povoado supostamente localizado na parte de baixo de Judá, cerca de 35 km a sudoeste de Jerusalém, atualmente chamado de Tell ej-Judeideh. O nome Moresete-Gate significa “propriedade [ou, vinha] de Gate”.
Nos dias de Jotão. Ver página 1115 [CBASD, vol. 4]. Isaías, Oseias e Amós começaram a profetizar pouco antes de Miqueias, durante o reinado de Uzias, pai de Jotão (Is 1:1; Os 1:1; Am 1:1). Sem dúvida, os reis mencionados são os de Judá porque a missão de Miqueias se desenvolveu particularmente no Reino de Judá, do sul. No entanto, como Amós (ver página 1053 [CBASD, vol. 4), ele também profetizou contra o reino do norte de Israel.
2 Todos os povos. O mundo inteiro é convocado a testemunhar os juízos divinos contra Samaria e Jerusalém. No destino do esposo do povo escolhido de Deus, as pessoas podem ler o destino de todas as nações que se recusam a seguir o plano divino (ver PR, 364; Dn 4:17).
3 Os altos da Terra. Deus é representado como descendo e caminhando sobre o topo das montanhas e colinas (ver Am 4:13).
4 Os montes … se derretem. Frequentemente, a vinda do Senhor é representada como acompanhada por convulsão da natureza (ver Jz 5:4, 5, Sl 97:4, 5; ver com. [CBASD] do Sl 18:7, 8). Uma agitação mais terrível do mundo físico vai preceder a segunda vinda de Cristo (Mt 24:29; Apocalipse 16:18-21; GC, 636, 637).
5 Transgressão. Os v. 5 a 7 descrevem a punição vindouras sobre Israel, o Reino do norte, por seus pecados.
Samaria. Como capitais de Israel e Judá, respectivamente, Samaria e Jerusalém haviam se tornado em centros de idolatria e iniquidade. Samaria fora construída pelo ímpio Onri e seu filho Acabe, que, seguindo os passos do pai, erigiu ali um tempo a Baal (ver 1Rs reis 16:23-33; para uma descrição de Samaria, ver com. [CBASD] de 1Rs 16:24).
Os altos. A LXX diz aqui: “qual é o pecado da casa de Judá?” Essa leitura provê um melhor paralelismo com a frase precedente: “qual é a transgressão de Jacó?” … Ezequias foi o primeiro dentre os reis de Judá a combater severamente esses centros idólatras (ver 2Rs 18:4). Evidentemente, a profecia de Miqueias precedeu esta reforma.
6 Farei. O tempo verbal no futuro indica que a destruição de Samaria, que teve lugar no sexto ano do reinado de Ezequias, ainda não via havia ocorrido (2Rs 18:9-11).
Campo. Ou, “plantações”. Samaria devia ser destruída tão completamente que vinhas cresceriam em seu lugar.
7 Salários. Do heb. ‘ethnan, palavra frequentemente usada em conexão com o aluguel de uma prostituta (ver Dt 23:18; Ez 16:31,34; Os 9:1).
Ajuntou. Eles [imagens de escultura e ídolos] haviam sido adquiridos por meio do “aluguel de uma prostituta”. A prostituição era praticada em certos templos pagãos, como parte da adoração à deusa da fertilidade.
Volverão. O sentido geral da passagem parece claro. Samaria deveria sofrer a perda daquilo em que confiava.
Nu. Do heb. ‘Arom, designando nudez completa ou alguém semi despido. Miqueias representa a si mesmo, não só como enlutado que tira as vestes exteriores, mas também como um cativo que está completamente despido e é levado nu e despojado (ver Is 20:2,3).
9 Incuráveis. O dia de graça havia acabado para Samaria. … Chegara o tempo da ira divina entrar em ação (ver PR, 364).
Até Judá. Também Judá era a culpada (v. 5) e deveria receber o castigo).
10 Não o anuncieis. Os v. 10 a 16 constituem um canto fúnebre sobre o julgamento que cairia sobre Judá. A frase da frase de abertura é tirada do lamento de Davi em relação a Saul (2Sm 1:20).
Gate. Uma das 5 principais cidades dos filisteus, cuja localização é incerta (sobre os lugares sugeridos, ver 2Rs 2:17). A ruína de Judá não devia ser proclamada neste centro inimigo.
13 Ata os corcéis. Ou seja, engate os cavalos ao carro para que haja uma fuga precipitada.
Laquis. Uma cidade-fortaleza de Judá cerca de 43 km a sudoeste de Jerusalém. A cidade caiu sob Senaqueribe, no momento da invasão de Judá (ver 2Rs 18:14). Um baixo-relevo no museu Britânico, levado da Assíria, descreve o cerco de Laquis (ver vol. 2 [CBASD], p. 47). As ruínas de Laquis hoje são chamadas de Tell ed-Duweir.
O princípio do pecado. Não é revelado como Laquis se tornou o princípio do pecado de Judá.
14 Portanto Evidentemente Judá é abordada aqui.
Aczibe. Do heb. ‘Akzib, possivelmente uma cidade localizada em Sefelá ou na várzea de Judá perto de Adulão … Como a palavra traduzida como “mentira” é aqui akzab, há aqui outro jogo de palavras significativo: “As casas de Aczibe [Cidade-Mentira] serão ‘akzab [mentira]”.
15 Chegará até Adulão a glória de Israel. A sentença pode ser traduzida como na NVI: “a glória de Israel irá a A”. Alguns pensam que a referência é a nobreza de Israel que iria buscar refúgio em lugares como a caverna de Adulão, onde Davi se escondeu (1Sm 22:1, 2).
16 Faze-te calva. Um símbolo de luto (Ver Amós 8:10). Jerusalém é chamada a lamentar seus filhos levados ao exílio.
Águia. Do heb. nesher, usada para designar tanto a águia quanto o falcão. Provavelmente, aqui, a palavra se refere ao abutre careca.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 118-1120.
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MIQUEIAS 1 – Deus quer alcançar a todas as pessoas, e usa diferentes personalidades para Seus maravilhosos propósitos. Os diversos escritores bíblicos revelam essa verdade.
“Como seu contemporâneo Isaías, Miqueias era dotado de grande verve literária. Se Isaías era um poeta da corte, Miqueias era um homem rústico, procedente de uma vila obscura. Isaías era estadista; Miqueias evangelizador e reformador social. Isaías era uma voz dirigida aos reis; Miqueias, arauto de Deus junto às pessoas comuns. Isaías abordava questões políticas; Miqueias tratou quase exclusivamente da religião pessoal e da moralidade social” (Merrill Unger).
A diversidade de perspectivas entre Isaías e Miqueias ilustra a importância de diferentes perspectivas. Enquanto Isaías trazia uma visão política e aristocrática, Miqueias focava nas questões sociais e religiosas do cidadão comum.
• Valorize e escute diferentes perspectivas bíblicas, pois cada uma oferece insights valiosos e complementares à compreensão e solução de problemas complexos.
As origens humildes de Miqueias contrastam com a posição privilegiada de Isaías. Miqueias, vindo de uma vila obscura, mostra que a sabedoria e a liderança não estão limitadas à elite ou àqueles em posição de destaque.
• Independentemente da tua origem ou posição social, você pode causar impacto significativo e contribuir para mudanças sociais positivas.
Isaías era uma voz aos reis, enquanto Miqueias era um arauto para as pessoas comuns. Essa distinção mostra a importância de adaptar a comunicação ao público-alvo e revela o objetivo divino de alcançar a todas as pessoas, independentemente de quem seja.
• Quanto mais entendermos o contexto e o alvo das mensagens bíblicas, melhor será nossa compreensão delas, para sermos alcançados por Deus!
O livro de Miqueias inicia com uma teofania e uma lamentação do profeta:
1. Em Miqueias 1:2-7 Deus é retratado descendo dos Céus, pisando as alturas da Terra, abalando montanhas e derretendo vales; essa grandiosa teofania é um prenúncio de julgamento, um chamado ao arrependimento diante da infidelidade e injustiça que permeia a sociedade.
2. Miqueias 1:8-16 é um lamento carregado de dor, indicando que o profeta não é meramente um mensageiro, mas um participante do sofrimento de seu povo. Ele rasga suas vestes e anda descalço, sinal de solidariedade com a aflição prestes a vir. Sua lamentação ecoa a dor divina, é um grito por justiça e um apelo ao arrependimento.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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766 palavras
1 desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. A ira de Jonas mostra seu profundo orgulho nacionalista. O Deus missionário tinha um profeta sem coração missionário. Bíblia de Estudo Andrews.
O cap. 4 apresenta um contraste entre a impaciência do coração humano e a longanimidade de Deus. Jonas ficou mais do que descontente, ele se irou intensamente porque “Deus Se arrependeu do mal” (Jn 3:10). Em vez de alegria porque a graça de Deus alcançara os ninivitas arrependidos, ele permitiu que seu coração egoísta e pecaminoso o tornasse ressentido. Uma vez que o que ele profetizou não aconteceu, sentiu que seria considerado um falso profeta. Sua reputação valia muito mais para si mesmo do que todas as pessoas da capital assíria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1111.
Jonas ficou zangado porque Deus se compadeceu de um inimigo de Israel. Queria que a bondade de Deus fosse outorgada somente aos israelitas, não aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não devemos nos esquecer que, na verdade, não merecemos ser perdoados por Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
2 sabia. Jonas reconhecia a longanimidade do caráter de Deus, em especial, o desejo divino de perdoar. Deus é cheio de graça e misericórdia, tardio em se irar e repleto de amor da aliança (Êx 34:6; N m 14:18; Ne 9:17; Sl 103:8; Jl 2:13). O Senhor perdoa e deixa de executar o juízo punitivo. Jonas podia apreciar essas características por sua própria experiência. O que o incomodou e destruiu sua paz de espírito foi o fato de Deus estender graça até mesmo aos inimigos. A salvação fora dos limites do povo do Senhor era inconcebível. Entretanto, o Deus da Bíblia é diferente, e o nacionalismo não faz parte de seus planos. Ele se propõe a salvar e a abençoar todas as famílias d a Terra, como disse a Abraão. O Senhor poderia ter destruído os ninivitas sem alertá-los. O próprio fato de enviar Jonas mostra que ele estava aberto à possibilidadede reverter seu veredito contra a cidade. Bíblia de Estudo Andrews.
muito paciente. Jonas , ao contrário, irava-se facilmente (v. 1,9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3. Tira-me a vida. O apelo de Jonas a Deus é bem diferente do de Moisés, que, no verdadeiro espírito de autossacrifício, estava disposto a ter seu nome apagado do livro da vida para que seu povo transgressor pudesse viver (ver Ex 32:31, 32). Jonas deu lugar ao completo desânimo. CBASD, vol. 4, p. 1111.
5. Até ver o que aconteceria. Pode ser que sua reação apenas refletisse sua atitude de teimosia e a insistência de que Deus cumprisse o que havia anunciado. CBASD, vol. 4, p. 1111.
Jonas se assentou do lado de fora da cidade, esperando presenciar sua destruição. Isso mostra a luta do profeta em deixar Deus ser Deus e perdoar. A este ponto, Jonas se recusou a participar de uma conversa. Uma lição prática o ajudaria a entender a situação do ponto de vista divino. Bíblia de Estudo Andrews.
abrigo. Segundo parece, esse abrigo não oferecia sombra suficiente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-9 Deus mobilizou os agentes de sua criação – a planta, o verme, o sol e o vento quente oriental – para fazer Jonas voltar a falar. A estratégia funcionou. O Senhor pôde expressar sua justificativa para perdoar os ninivitas: o motivo era a compaixão. Se Jonas era capaz de sentir compaixão por uma planta, muito mais justificado estava Deus por sentir compaixão pelos ninivitas e até mesmo pelos animais da cidade. Este livro revela a paixão missionária do Senhor por salvar vidas. Bíblia de Estudo Andrews.
7. Secou. Muitas vezes ocorre que, quando um novo dia de alegria e regozijo parece prestes a começar, algum verme da desgraça ou da tristeza transforma a esperança em desespero. CBASD, vol. 4, p. 1112.
10. Tens compaixão. A LXX traduz a primeira parte do versículo como: “E disse o SENHOR: Tu tiveste compaixão da planta que tu não criaste e pela qual não sofreste.” … Seu sistema de valores estava distorcido. CBASD, vol. 4, p. 1112.
11 não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda. Assim com o crianças pequenas (cf. Dt 1.39; Is 7.15,16), os ninivitas precisavam da compaixão paterna de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus poupou os marinheiros quando pediram por piedade. Deus salvou Jonas quando este orou por dentro do peixe. Deus salvou as pessoas de Nínive quando responderam à pregação de Jonas.Deus responde as orações daqueles que o invocam. Deus sempre trabalhe nossa vontade, e deseja que todos venhamos até Ele, confiemos nEle e sejamos salvos. Podemos ser salvos se atendermos as advertências de Deus para nós através de sua Palavra. Se respondemos em obediência, Deus será gracioso, e receberemos sua misericórdia, não o castigo dele. Life Application Study Bible Kingsway.
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JONAS 4 – Quando as pessoas respondem com arrependimento diante da mensagem de julgamento, Deus responde com compaixão e misericórdia, desviando a destruição que Ele havia planejado. Isso mostra o coração misericordioso de Deus em relação aos que se voltam para Ele.
As pessoas, facilmente ficam indignadas frente à graça, misericórdia, bondade e perdão de Deus. A sede de vingança e o senso de justiça parecem atrapalhar a religião delas. Tanto Jonas quanto o irmão mais velho na parábola do filho pródigo (Lucas 15:25-32) demonstram ressentimento e falta de compreensão diante da graça e misericórdia de Deus para com os errantes arrependidos.
Semelhante à reação de Jonas, a atitude do irmão mais velho reflete um sentimento de injustiça; ambos ficaram irados ao verem a misericórdia de Deus sendo concedida aos pecadores. O irmão mais velho e Jonas sentiram-se traídos pela generosidade divina, incapazes de aceitar que o arrependimento genuíno resulta em perdão e celebração.
Jonas se importa mais com aboboreiras que murcham tão rápido quanto crescem, do que com uma grande cidade com pessoas que Deus ama e deseja salvar. Tanto o irmão mais velho da parábola, Jonas e nós mesmos, precisamos aprender que a verdadeira justiça divina não se baseia no merecimento humano, mas na abundante graça e amor divinos para todos que se arrependem sinceramente. Em ambas as histórias, Deus convida os ofendidos a celebrar a redenção e a misericórdia, desafiando-os a superar seu próprio egoísmo e abraçar a alegria do perdão.
Deus fez a seguinte pergunta a Jonas: “Você tem alguma razão para essa fúria?”. A partir de Jonas 4:4 e seu contexto missionário, vamos extrair algumas lições:
• A pergunta feita por Deus ressalta que a missão é guiada pela vontade divina e não pelas preferências ou lógicas humanas.
• Deus escolhe os alvos da missão e atua segundo os Seus propósitos, mesmo que tais propósitos desafiem nossas expectativas e preconceitos.
• A missão que Deus nos dá não é sobre condenação, mas sobre redenção e reconciliação.
• Os missionários devem refletir a compaixão de Deus em suas ações, buscando alcançar todos os povos com o amor divino.
• A pergunta de Deus revela a necessidade de transformação no próprio missionário.
• Deus não apenas trabalha através dos missionários, mas também trabalha neles.
Temos muito a aprender! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JONAS 3 – Primeiro leia a Bíblia
JONAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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890 palavras
1. Segunda vez. Sem repreensão pela deserção anterior de Jonas, o Senhor repete a comissão de pregar aos ninivitas. Não mais cedendo à inclinação humana, Jonas presta pronta obediência ao chamado celestial e, sem mais demora, parte para Nínive. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1109.
Você pode sentir desqualificado para servir a Deus por causa de erros passados. Mas servir a Deus não é uma posição conquistada – ninguém se qualifica para o serviço de Deus. Mas Deus ainda nos pede para realizar seu trabalho. Você ainda pode ter outra chance. Life Application Study Bible Kingsway.
2, 3. grande cidade. Segundo as explorações arqueológicas, Nínive tinha aproximadamente 13 km de circunferência,com uma população de 120 mil habitantes. Esse número é mencionado em 4:11. Era grande para uma cidade antiga. Bíblia de Estudo Andrews.
2. Que Eu te digo. O encargo de Jonas é dado a cada pregador da palavra. Somente a palavra de Deus deve ser proclamada do púlpito, e não a palavra do homem (ver 2Tm 4:1,2). Pessoas ansiosas e perplexas anseiam pelo conselho de Deus e não por raciocínios incertos e filosofias de seres humanos falíveis como elas mesmas. Elas preferem um “assim diz o Senhor” a um “assim diz o homem”. CBASD, vol. 4, p. 1109.
pregue contra ela a mensagem que eu lhe darei (NVI). Os profetas levavam mensagens da parte de Deus — não se tratava principalmente de previsões de acontecimentos futuros. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 obedeceu. Mas com relutância, pois ainda queria que os ninivitas fossem destruídos (4.1 – 5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Mui importante diante de Deus. Um modo idiomático de designar extrema grandeza. CBASD, vol. 4, p. 1109.
4-9 A palavra de Deus é para todos. Apesar da iniquidade do povo ninivita, eles estavam abertos à mensagem de Deus e se arrependeram imediatamente. Se simplesmente proclamarmos o que sabemos sobre Deus, podemos ficar surpresos com a quantidade de pessoas que ouvirão. Life Application Study Bible Kingsway.
4. Caminho de um dia. A declaração é, provavelmente, um registro da pregação do primeiro dia. CBASD, vol. 4, p. 1109.
Ainda quarenta dias. Isto, sem dúvida, não era o texto completo da mensagem de Jonas. Estas palavras eram, no entanto, o tema predominante na advertência. CBASD, vol. 4, p. 1109.
Subvertida. Do heb. kafak, a mesma palavra usada para descrever a destruição de Sodoma (Gn 19:21, 25, 29). CBASD, vol. 4, p. 1109.
5. creram em Deus. O arrependimento dos assírios deteve o juízo planejado. Esse arrependimento não teve um efeito duradouro, pois Nínive foi destruída posteriormente pelos medos e babilônios em 612 a.C. No entanto, na época de Jonas, a advertência divina foi levada a sério. Bíblia de Estudo Andrews.
Panos de saco. Um material grosseiro e escuro, tecido de pelo de cabra e usado em momentos de luto e de calamidade (ver Dn 9:3; Mt 11:21, Lc 10:13). CBASD, vol. 4, p. 1109.
6 rei de Nínive. Rei da Assíria. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ao rei. Possivelmente, Adad-Nirari III (ver p. 1099). O sentimento de contrição e de arrependimento parece ter surgido espontaneamente nas pessoas sem qualquer ordem do rei (v. 5). Deve ter sido notável ver o rei do império mais poderoso da época se humilhando “nas cinzas”, como resultado da pregação de um profeta judeu. Isto foi uma repreensão aos orgulhosos governantes de Israel e às pessoas, que persistentemente se recusavam a humilhar o coração sob o impacto de um ministério profético ainda mais extensivo e contínuo (ver 2Rs 17:7-18). CBASD, vol. 4, p. 1109, 1110.
7. E fez-se proclamar. Quando a onda de penitência e humildade, que começou com as pessoas, chegou até o rei, ele confirmou o jejum por um decreto oficial. Seus nobres se associaram a ele na emissão deste decreto, indicando que o espírito do rei e da corte estava unido na crise. CBASD, vol. 4, p. 1110.
Nem animais. Um decreto estranho, mas deve-se lembrar que foi emitido por um rei pagão que havia sido apenas parcialmente esclarecido. CBASD, vol. 4, p. 1110.
8. E se converterão. Atos religiosos exteriores são sem valor espiritual, a menos que sejam acompanhados de sincera reforma de caráter. CBASD, vol. 4, p. 1110.
9. Talvez Deus se arrependa. Deus muitas vezes corresponde com misericórdia quando o homem se arrepende, cancelando o castigo que tinha sido ameaçado (v. 10). V. nota em Jr 18.7 – 10. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10. Deus se arrependeu. Deus Se arrependeu. Deus não muda, mas as circunstâncias mudam (cf. Jr 18:7-10; Ez 33:13-16). Seus pronunciamentos de juízo são, frequentemente, profecias condicionais (ver com. de Ez 25:1; sobre o arrependimento de Deus, ver com. de Gn 6:6; 1Sm 15:11). CBASD, vol. 4, p. 1110
Os profetas com frequência se referem à mudança no juízo planejado por Deus em resposta a súplicas ou ao arrependimento humano (ver Jr 18:7-10; Am 7:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.
O povo pagão de Nínive acreditou na mensagem de Jonas e se arrependeu. Que efeito milagroso as palavras de Deus tinham sobre aquelas pessoas malignas! Seu arrependimento contrastava fortemente com a teimosia de Israel. O povo de Israel tinha ouvido muitas mensagens dos profetas, mas se recusaram a se arrepender. O povo de Nínive só precisou ouvir a mensagem de Deus uma vez apenas. Jesus disse que, no julgamento, os homens de Nínive condenarão os israelitas por não se arrependerem (Mateus 12:39-41). O que agrada a Deus não é tanto ouvir a Sua Palavra mas a nossa resposta obediente a ela. … Deus perdoou Nínive, assim como perdoou a Jonas. O propósito do julgamento de Deus é a correção, não a vingança. Ele está sempre pronto para mostrar compaixão a qualquer um que esteja disposto a buscá-lo. Life Application Study Bible Kingsway.
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JONAS 3 – Se acaso a narrativa de Jonas fosse considerada alegoria, ou parábola, poderia surgir uma discussão sobre a historicidade e a autenticidade das histórias de outros profetas, questionando-se até que ponto tais relatos são literais ou simbólicos.
Se o relato de Jonas não é literal, qualquer aplicação seria subjetiva. Porém, como o próprio Jesus considerou a literalidade desse relato (Mateus 12:39-40), sendo Ele a própria Verdade (João 14:6), me submeto ao Seu escrutínio. E, acredito que os ninivitas pagãos se converterem e o profeta fujão ainda precisava de conversão!
Sendo literal o relato da conversão dos cruéis ninivitas, inserido na Bíblia para inspiração de todos os povos, essa história serve de instrução para missões e evangelismo, mostrando que qualquer nação ou grupo de pessoas, independentemente de seu histórico ou crenças pagãs, pode voltar-se para Deus.
Considere alguns princípios de Jonas 3:
• A missão é iniciada e dirigida por Deus. Ele é Quem chama e comissiona missionários (vs. 1-2).
• A obediência é a melhor resposta ao chamado divino. Inicialmente Jonas resistiu, mas depois cumpriu a missão. Deus conta conosco na execução de Seus planos (v. 3-4).
• A missão pode resultar em grande resposta e transformação de uma nação inteira, basta nos colocarmos à disposição de Deus (vs. 5-9).
• A missão de Deus é motivada por Sua misericórdia e desejo de salvar. Quando as pessoas se arrependem, Ele responde com graça e perdão (v. 10).
“Entre as lições ensinadas pela profecia de Jonas, sobressai a verdade de que a graça de Deus traz a salvação a todos (Tt 2:11), e que ela não era, de fato, limitada aos judeus, mas devia ser revelada também aos gentios. Deus também garante aos gentios o ‘arrependimento para a vida’ (At 11:18). Como Pedro (At 10), Jonas percebeu relutantemente que Deus recebe os de qualquer nação que se volta para Ele. Ao se referir aos ‘ninivitas’ que responderam ao apelo de Jonas para o arrependimento, Jesus condenou os judeus farisaicos e orgulhosos de sua época (ver Mt 12:41; Lc 11:32). Também condenou a todos que, em sua complacência religiosa e falsa sensação de segurança, se enganam em pensar que são o povo favorecido de Deus, e que isso lhes garante a salvação” (CBASD).
Fujamos para Deus, não de Deus! – Heber Toth Armí