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MATEUS 1 – Este capítulo apresenta a genealogia de Jesus (v. 1-17), seguido pelo relato de Seu nascimento (vs. 18-25). O texto inspirado estabelece a ligação com a linhagem de Davi, conforme profetizado no Antigo Testamento, e enfatiza Seu papel como o Messias prometido.
• A genealogia em Mateus 1:1-17 mostra a providência e o controle de Deus Pai ao longo da história para trazer o Messias ao mundo na plenitude dos tempos. Logo na introdução sublinha a promessa de Deus Pai feita a Abraão e Davi, cumprindo Sua aliança através de Jesus.
• Contudo, a presença de Deus Filho é central em Mateus 1. Jesus é o foco da genealogia e o objeto da mensagem do anjo a José. Ele é apresentado como Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mateus 1:23), destacando a encarnação do Filho de Deus e Sua missão de salvar o Seu povo do pecado. A divindade de Jesus e Sua obra redentora são enfatizados (Mateus 1:21), revelando que Ele é o cumprimento das profecias messiânicas.
• O Espírito Santo é mencionado especificamente no contexto da concepção virginal de Jesus. A atuação do Espírito Santo é fundamental na realização do milagre da encarnação, preservando a santidade e a pureza do nascimento de Jesus. A ação do Espírito Santo em Mateus 1:18 é vital, pois garante que Jesus, embora nascido de uma mulher, seja completamente santo e sem pecado em natureza, capacitado para ser o Redentor.
Em síntese, a atuação da Trindade é claramente visível e fundamental para o plano da salvação. Deus Pai planeja e promete, Deus Filho encarna e cumpre a promessa, e Deus Espírito Santo realiza o milagre da concepção virginal. Esta interação harmoniosa das três Pessoas da Divindade revela a profundidade e a beleza do plano redentor de Deus. O texto sagrado valoriza a unidade e a cooperação dentro da Divindade para a salvação da humanidade.
Nota-se também o envolvimento divino com seres humanos na genealogia e com a participação de Maria diretamente, e José indiretamente. Deus não é indiferente ao pecador, Ele Se envolve inteiramente conosco a fim de salvar-nos de nossas mazelas.
• Ele não mede esforços para estar conosco.
• E quanto nós, estamos dispostos a fazer de tudo para estar com Ele?
Estude, reflita e compartilhe esta mensagem maravilhosa. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Autor
Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos que deixou o seu serviço para seguir Jesus (9.9-13). Em Marcos e em Lucas, é chamado por seu outro nome, Levi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Contexto histórico
No tempo de Cristo, a Palestina estava sob jurisdição de Roma, cujas legiões, lideradas por Pompeu, subjugaram a região e a anexaram à província romana da Síria, em 64-63 a.C. Depois de terem desfrutado independência política por cerca de 80 anos antes da chegada dos romanos, os judeus sofreram muito com a presença e a autoridade de representantes estrangeiros civis e militares. A indicação de Herodes, o Grande, pelo senado romano como monarca sobre grande parte da palestina tornou a sorte dos judeus ainda mais amarga. … A dominação dos judeus por Roma era resultado direto da desobediência às ordens divinas (ver CBASD, vol. 4, p. 17-20). Por meio de Moisés e dos profetas, Deus advertiu Seu povo dos sofrimentos que resultariam da desobediência. … Os judeus criam que as profecias messiânicas do AT prometiam um messias político que libertaria Israel da opressão estrangeira e subjugaria todas as nações. Desse modo, as aspirações políticas distorciam a esperança messiânica e, visto que Jesus de Nazaré não cumpriu essas falsas expectativas, o orgulho nacional com eficácia impediu que O reconhecessem como Aquele de quem os profetas haviam testemunhado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.
Destinatários
Como o evangelho de Mateus foi escrito em grego, seus leitores eram, sem dúvida, falantes dessa língua. Segundo parece, também eram judeus. Muitos elementos deixam prever leitores de origem judaica: Mateus preocupa-se com o cumprimento do AT (faz mais citações do AT e alusões a ele que qualquer outro autor do NT); remonta a ascendência de Jesus a Abraão (1.1-17); não se detém em explicações acerca de costumes judaicos (ao contrário sobretudo de Marcos); emprega terminologia judaica (e.g., “Reino dos céus” e “Pai celestial”, em que “céus” e “celestial” revelam a relutância reverencial dos judeus em citar o nome de Deus); realça o papel de Jesus como “Filho de Davi” … . Não significa, porém, que Mateus restrinja seu evangelho aos judeus. Registra a visita dos magos (não-judeus) para adorar o menino Jesus (2.1-22) bem como a declaração de Jesus: “O campo é o mundo” (13.38). Apresenta também na íntegra a Grande Comissão (28.18-20). Esses textos revelam que, embora o evangelho de Mateus seja judaico, sua visão é universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Propósito
Cada evangelista, sob a influência do Espírito Santo, cuidadosamente selecionou material para compartilhar um quadro de Jesus que tinha sentido e importância para uma audiência específica. Andrews Study Bible.
O propósito principal de Mateus é comprovar aos seus leitores judeus que Jesus é o Messias por eles esperado. Seu método consiste primordialmente em demonstrar que Jesus, por sua vida e ministério, cumpriu o AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… testificar que Jesus era o Messias da promessa do Antigo Testamento e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Bíblia Shedd.
O Evangelho de Mateus é especialmente valioso para aqueles que aguardam o Retorno de Cristo. Os sermões de Jesus, em especial o Sermão da Montanha, são instruções éticas aos cristãos que aguardam a Segunda Vinda. Muitas de suas parábolas, especialmente as do cap. 13, enfatizam o caráter misto da igreja, composto de verdadeiros e falsos crentes. Ali Jesus destaca que a separação entre estes grupos se dará ao fim dos tempos pelo Juiz divino de todas as coisas e pessoas. Enquanto isso, os cristãos deviam ser como crianças e ter espírito perdoador (cap. 18). O Evangelho de Mateus se interessa especialmente em escatologia, a doutrina das últimas coisas. … Jesus, contudo, deixou claro que ninguém sabe quando a Segunda Vinda ocorrerá (25:13). Em lugar de focar o estabelecimento de datas, Jesus conclamou Seus discípulos a vigiar e a estar prontos (24:42; 25:13). Andrews Study Bible.
Estrutura
O modo de dispor a matéria revela um toque artístico. O evangelho inteiro é narrado em torno de cinco grandes discursos: 1) caps. 5-7; 2) cap. 10; 3) cap 13; 4) cap. 18; 5) caps. 24, 25. Fica claro que essa disposição é premeditada, porque cada discurso termina com o refrão “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas” ou palavras semelhantes (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). … Essa divisão em cinco partes pode deixar prever, também, que Mateus usou o Pentateuco (os cinco primeiros livros do AT) como modelo da estrutura de seu livro. É possível que esteja apresentando o evangelho como uma nova Torá, e Jesus como um novo Moisés, maior.
Os leitores de Mateus podem ver claramente que ele traça frequentes paralelos entre Moisés e Jesus. Andrews Study Bible.
Outro fato importante a se lembrar sobre o estudo do livro de Mateus é que esse evangelho apresenta a vida de Cristo numa ordem essencialmente lógica, em vez de cronológica. … seu objetivo era desenvolver um conceito da vida e da missão de Jesus que contribuiria com seu propósito primário ao escrever. Ele não é o cronista que registra os fatos à medida que ocorrem, mas o historiador que reflete sobre o significado desses eventos tendo como pano de fundo a história da nação escolhida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 276.
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Texto bíblico: MALAQUIAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
MALAQUIAS 4- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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384 palavras
1 Abrasará. As Escrituras nada falam sobre a crença popular de um inferno ardente. Os ímpios não arderão eternamente; o fogo do último dia, literalmente, “os abrasará” (ver com. de Jr 17:27; Mt 3:12; 25:41; 2Pe 3:7-13; Jd 7).
Nem raiz nem ramo. Uma figura impressionante indicando a aniquilação completa do pecado e dos pecadores impenitentes (ver com de Na 1:9). Satanás é representado como a “raiz” ou originador do mal, e seus seguidores são os ramos. Todos serão completamente destruídos (ver Sl 37:38).
2 Saltareis. Do heb. push, “saltar sobre” […] . Os remidos são ilustrados como pulando de alegria como resultado final da justiça e do amor de Deus (ver GC, 673).
4 Lembrai-vos. Malaquias termina sua profecia com uma advertência para que seu povo seja obediente a Deus. A obediência humana precede a bênção divina. É significativo que o profeta que termina o cânon do AT realce a necessidade e a importância de observar as instruções de Deus a Seu povo, a lei dada no monte “Horebe” (ver Lv 26; Dt 28). É significativo também que “a lei de Moisés” tenha desempenhado uma parte importante em auxiliar as pessoas a se prepararem para o dia do Senhor.
5 O profeta Elias. Esta profecia levou muitos dos judeus dos últimos tempos a esperar um retorno do próprio Elias à Terra (ver Jo 1:21). No entanto, esta é uma profecia de alguém que viria “no espírito e poder de Elias” (Lc 1:17), isto é, que pregaria uma mensagem semelhante à de Elias. Antes do primeiro advento de Cristo, esta obra foi cumprida por João, o Batista (Mt 17:12, 13; Lc 1:16, 17; ver com. de Ml 3:1), e antes da segunda vinda de Cristo uma obra semelhante será feita por aqueles que pregam as três mensagens angélicas ao mundo (ver com. de 1Rs 18:19-44; Mt 3:3, 4; 11:14).
Dia do SENHOR. Ver com. de Is 13:6.
6 Filhos. Literalmente, “filhos”, uma referência aos filhos literais de Israel, muitos dos quais retornariam à antiga fé de seus pais, os patriarcas (ver com. de Lc 1:16, 17).
Maldição. Do heb. cherem, “uma coisa separada para a destruição” (ver com. de Js 7:12; 1Sm 15:21). O AT termina com esta advertência solene. Os que não se arrependem verdadeiramente serão contados com os ímpios e sofrerão seu destino (Ml 4:1). Mesmo assim, Malaquias apresenta uma mensagem de esperança, porque o mesmo Deus que destrói o culpado traz “salvação” eterna (v. 2) ao arrependido.
Referência:
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1246-1247.
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MALAQUIAS 4 – Há uma mensagem poderosa em Malaquias sobre a necessidade de arrependimento e a iminência do juízo divino.
Relacionando Malaquias 3:1-5 com Malaquias 4:1-3 temos um vislumbre da seriedade com que Deus encara o pecado e a inevitabilidade de Sua justiça sobre aqueles que não se arrependem. Em Malaquias 3:1-5, Deus anuncia a vinda de um mensageiro que prepararia o caminho diante de Si, o qual é tradicionalmente entendido como João Batista que precedeu a primeira vinda de Cristo. A mensagem central desse texto é a purificação. O Senhor viria como um refinador e purificador tanto dos Seus líderes como do Seu povo.
A purificação, no entanto, não é um processo fácil ou confortável. Implica julgamento e refinamento, removendo impurezas e purificando o povo para oferecer ofertas aceitáveis a Deus. Aqueles que persistirem no pecado, listados em detalhes (feiticeiros, adúlteros, falsos juradores, opressores dos trabalhadores, viúvas, órfãos e estrangeiros), enfrentarão a justiça divina.
Malaquias 4:1-3 continua o tema do juízo, agora focado no dia do Senhor, um dia de destruição para os ímpios e de salvação para os justos. A imagem do dia ardente como fornalha é uma metáfora poderosa para a ira divina. Os ímpios, comparados a palha, serão consumidos completamente, sem deixar vestígios. Em contraste, os que temem o nome do Senhor experimentarão cura e libertação.
• A justiça divina se manifesta de forma clara e definitiva.
• Os justos não apenas serão salvos, mas também triunfarão sobre os ímpios.
O processo de purificação e refinamento de Malaquias 3:1-5 é um prelúdio ao juízo final descrito em Malaquias 4:1-3. Tudo isso revela que, embora Deus fará justiça, Seu propósito é salvar os pecadores – os quais devem arrepender-se de seus pecados.
Os últimos versículos de Malaquias nos dão um roteiro claro para livrarmo-nos da maldição contra o pecado:
1. Lembrar de Lei de Moisés: Manter-se firme na Palavra de Deus (Torá).
2. Ouvir os verdadeiros profetas: Atentar às mensagens de arrependimento e reconciliação.
3. Promover a religião na família: Construir relacionamentos pautados no evangelho.
4. Obedecer e arrepender-se: Viver em conformidade com os princípios divinos.
5. Confiar nas promessas de Deus: Preparar-se para o dia do Senhor com segurança.
“Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3:22). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MALAQUIAS 3 – Primeiro leia a Bíblia
MALAQUIAS 3- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1 Meu mensageiro. Deus responde à última indagação do capítulo anterior com a afirmação categórica de que Ele está vindo em juízo e justiça. Ao povo dos dias de Malaquias, esta mensagem foi um alerta de que Deus lidaria com os pecados deles. No entanto, além da mensagem de advertência aos judeus dos dias de Malaquias, esta profecia também tinha uma importância messiânica (ver com. de Mc 1:2; ver DTN, 161). João, o Batista, foi o “mensageiro” que preparou “o caminho diante” do Senhor por meio da pregação do arrependimento (ver Is 40:3-5; Mt 3:1-3; 11:10, 11; Lc 3:2-14).
Virá ao Seu templo. Isto é, ao santíssimo para a obra de juízo investigativo (GC, 426).
Anjo da Aliança. Ver com. de Ag 1:13. O “Senhor” ou “Anjo da Aliança” não é outro senão o próprio Cristo, a segunda pessoa da Trindade (ver com. de Êx 3:2), e deve ser diferenciado do “mensageiro” mencionado no início do versículo. Esta profecia a respeito do “Anjo do concerto” (ARC) se aplica não somente à vinda de Cristo ao templo, durante Seu primeiro advento (ver DTN, 161), mas também aos eventos ligados ao fim da história terrestre e do segundo advento (ver GC, 424; PP, 339).
2 Quem poderá suportar […]? Ver Jl 2:11. Os judeus acreditavam que o Messias viria para punir os pagãos com o juízo. Mas, em vez disso, Malaquias adverte os judeus de que eles serão os primeiros a sofrer o juízo (ver Am 5:18).
Fogo do ourives. Como o fogo separa o metal das impurezas, assim Deus, por meio do juízo, separa os justos dos ímpios (ver com. do v. 1).
Potassa dos lavandeiros. Não é o “sabão” (ARC) verdadeiro, que possivelmente fosse desconhecido nos tempos antigos, mas um vegetal alcalino obtido da queima de determinadas plantas e usado para propósitos de limpeza.
3 Os filhos de Levi. Os sacerdotes são mencionados, especialmente, como os principais responsáveis em liderar o povo na justiça por meio de seu ensino e exemplo (ver Ml 2:1-9; ver com. de 2Cr 15:3).
Refinará. A purificação dos “filhos de Levi” é designada não apenas para limpar a alma deles e livrá-los do mal, mas também para promover um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer ao “justas ofertas” (ver Rm 12:1; 2Pe 3:18; DTN, 161).
5 Para juízo. Em outras palavras, “aqui está o juízo!”, uma resposta divina à pergunta “onde está o Deus do juízo?” (Ml 2:17).
Feiticeiros. O desprazer divino é dirigido especialmente contra os que praticavam as artes mágicas pagãs (ver Êx 22:18; Dt 18:10), como as que prevaleciam em Babilônia (ver com. de Dn 2:2).
Adúlteros. Outro grupo sob acusação de Deus eram as pessoas culpadas de imoralidade, inclusive as que obtiveram divórcios ilegais (ver com. de Ml 2:14-16). Quão extensa é esta mesma acusação ao ser aplicada às pessoas no mundo de hoje!
Os que juram falsamente. A LXX traduz como “aqueles que juram falsamente pelo Meu nome” (ver Lv 19:12).
Defraudam o jornaleiro. Deus chama Seus professos seguidores a serem justos e, mesmo, liberais para com os que dependem de salários para o sustento diário (ver Dt 24:14, 15; Tg 5:4).
A viúva e o órfão, e […] estrangeiro. O Senhor fez provisões para guardar os direitos dos que, de alguma forma, eram indefesos, desamparados ou necessitados de proteção (Êx 22:21, 22; Dt 24:17; 27:19). Os judeus eram proibidos de tirar vantagem de “estranhos” ou estrangeiros entre eles.
6 Eu […] não mudo. O Senhor refuta a acusação de que Ele passa o mal por alto (Ml 2:17). A santidade de Deus é constante e inalterável (ver Nm 23:19; Tg 1:17). É precisamente porque Deus não muda que Seus eterno propósito para com Seu povo permanecerá. Ele pode castigá-lo, discipliná-lo e corrigi-lo, mas tudo isso é para levá-lo ao arrependimento e à salvação.
7 Tornai-vos para Mim. O peso da mensagem do profeta (ver com de Ml 1:1) não é o pronunciamento de juízo sobre os pecadores, mas um chamado ao arrependimento e à fidelidade a Deus acompanhado de uma recordação solene da história passada de Israel. “Tornar-se” a Deus é arrepender-se do pecado e fazer completa reforma na vida. Este é o tema do livro de Joel (ver Jl 2:12, 13).
Em que […]? Novamente (ver com. de Ml 1:2) o profeta acusa a autojustificação e a hipocrisia deles em questionar a Deus (ver p. 1233, 1234).
8-10 O dízimo, um décimo da produção agrícola e dos animais (Lv 27:30, 32), havia sido instituído para os levitas, por causa de seu serviço no tabernáculo (Nm 18:31). A prática de dar o dízimo remonta a Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22), mas não estava sendo realizada com fidelidade pelos que voltaram do exílio, conforme se percebe nesta passagem e em Neemias (Ne 13:10-13). Bíblia de Estudo Andrews.
10 Janelas do céu. Ver Gn 7:11; 8:2. Não haveria apenas abundância de chuva para remover todo temor de seca, mas através destas janelas a bênção divina seria derramada em abundância (ver Lv 26:3-5).
11 O devorador. Possivelmente uma referência a gafanhotos destruidores de colheitas (ver com. de Jl 1:4).
12 As nações vos chamarão felizes. Deus desejava que Seu povo fosse uma lição objetiva ao mundo dos resultados da obediência (ver p. 13-16).
13 Duras para Mim. A LXX traduz como: “Tu tens dito graves palavras contra Mim”. Neste versículo, o profeta contrasta o ímpio murmúrio do povo (Ml 3:13-15) com a recompensa que os fiéis receberão (v. 16-18; ver p. 1233, 1234).
14 Inútil. Isto é, nada a se ganhar. Evidentemente o profeta está condenando os judeus porque o pouco que fizeram para Deus foi por motivos egoístas.
15 Reputamos por felizes os soberbos. Os murmuradores não consideram que os humildes e mansos são “felizes” ou abençoados pelo Senhor, mas que os “soberbos” e arrogantes desfrutam boa sorte e bem-estar no mundo (ver Is 13:11).
Eles tentam ao SENHOR. Isto é, os que põem Deus à prova e O provocam por causa de sua impiedade.
16 Um memorial descritivo. O profeta encoraja os que se esforçam para fazer o que é correto com o pensamento de que Deus lembra do serviço dedicado de Seu povo (ver com. de Dn 7:10).
17 Eles serão para Mim. Quando os pecadores de Israel comparecerem perante o tribunal divino, Deus promete reconhecer Seu “particular tesouro” e poupá-lo do destino dos ímpios.
Tesouro. Do heb segullah, “propriedade [privada]” ou “possessão especial” (ver com. de Êx 19:5; Dt 7:6; Sl 135:4; cf. 1Pe 2:9).
18 Diferença entre. O profeta aponta adiante, para o tempo quando tudo será esclarecido, quando as indagações do povo de deus dias (ver Ml 2:17; 3:14) serão final e satisfatoriamente respondidas.
Referência (quando não especificado):
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1242-1245.
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MALAQUIAS 3 – O chamado ao arrependimento é extremamente relevante para todos os tempos. Devemos examinar nossa vida à luz da Palavra de Deus e arrependermo-nos de nossos miseráveis pecados, especialmente o da negligência espiritual (mornidão).
• Malaquias 3 anuncia a vinda do Senhor ao Seu templo para purificá-lo e julgar Seu povo. O profeta exorta Israel ao arrependimento, prometendo bênçãos aos obedientes e juízo aos rebeldes.
• Ligado a Apocalipse 3:14-22, Jesus como o Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira, avalia a Igreja de Laodiceia. Ele a encontra morna, acomodada e autossuficiente, precisando profundamente do arrependimento sincero.
• Em ambos os textos, há uma expectativa da vinda do Senhor. Em Malaquias 3:1-6, é a vinda para o julgamento e purificação do templo; em Apocalipse 3, é a vinda para avaliar e recompensar os fiéis vencedores.
• Tanto em Israel em Malaquias quanto a igreja de Laodiceia em Apocalipse são apresentados como espiritualmente inaceitáveis perante Deus e necessitados de arrependimento.
• Ambos os textos fazem um chamado urgente ao arrependimento. Em Malaquias 3:7, o chamado é para que o povo se volte para Deus; em Apocalipse 3:19, o chamado é para que a Igreja se arrependa de sua triste situação de mornidão espiritual.
• Nos dois contextos, a mensagem profética promete recompensa aos que são fiéis. Em Malaquias 3:10-18, a promessa é de bênçãos materiais e espirituais; em Apocalipse 3:21, a promessa é de reinar com Cristo. A promessa de recompensa motiva-nos a perseverar na fé, mesmo nas dificuldades.
Em um mundo cada vez mais secularizado, cada membro da igreja deve manter-se puro e fiel aos princípios divinos. Malaquias revela que nossa fidelidade se demonstra na devolução dos dízimos e ofertas. Contudo, não é Malaquias 3:8-10 os versículos principais do livro, mas Malaquias 3:7, onde consta o apelo amoroso de Deus: “Voltem para mim e Eu voltarei para vocês”; o qual assemelha-se ao apelo de Cristo em Apocalipse 3:20 – “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”.
O moderno cristão morno pode até manter formalidades e rituais religiosos, mas perde o entusiasmo e torna-se indiferente em relação à comunhão exclusiva e profunda com Deus.
Não deixemos para depois… precisamos reavivar nossa intimidade com Deus! – Heber Toth Armí.
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Estamos chegando ao fim do estudo do Antigo Testamento. O que aconteceu no período entre o Antigo e o Novo Testamentos?
Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio”. Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.
Historicamente, houve primeiro a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.
Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos do nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).
Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.
Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.
Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.
Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam corrupto o sacerdócio do templo. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.
Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.
Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.
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Texto bíblico: MALAQUIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
MALAQUIAS 2- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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