Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 10 – COMENTÁRIO DO PASTOR HEBER TOTH ARMÍ
16 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 10 – Os capítulos 7 a 10 de João descrevem uma série de confrontos entre Jesus e os líderes religiosos de Jerusalém, em meio à celebração da Festa dos Tabernáculos. Esses debates aumentam em intensidade até João 10, onde Jesus faz declarações claras sobre Sua relação com Deus Pai, o que provoca uma reação violenta dos judeus.

O auge do confronto desses líderes com Jesus quando intentaram apedrejá-lO (João 10:31-39) ocorreu logo após Jesus ter feito duas declarações importantes:

• Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um” – uma declaração de unidade essencial com Deus (João 10:30).

• Antes disso, Jesus havia Se apresentado como o Bom Pastor que dá a vida por Suas ovelhas; e disse que ninguém pode arrebatá-las da mão de Seu Pai (João 10:1-29).

Em João 10:31 e 39 vemos uma repetição de um padrão de reação ocorrida antes (João 8:59). Os líderes religiosos estão profundamente irritados com as afirmações de Jesus sobre Sua relação com Deus. O apedrejamento era a punição prescrita por Lei para a blasfêmia (Levítico 24:16), e, para os judeus, Jesus estava colocando-Se no lugar de Deus.

O texto assinala uma crescente hostilização dos judeus em relação a Jesus. O fato de eles estarem prontos para apedrejar Jesus reflete a seriedade com que encaravam Suas declarações.

Jesus responde com uma pergunta desafiadora e provocativa (João 10:32). Ele aponta que Suas obras – que incluem milagres e sinais – são boas a vindas de Deus Pai. Jesus usa essas obras como evidência de Sua missão divina e questiona por que, em vez de aceitarem essas obras como prova de que Ele é enviado por Deus, eles querem matá-lO.

• Mesmo diante de milagres e obras boas, aqueles que se recusam a aceitar a verdade sobre Jesus, permanecem endurecidos.

Os líderes judeus esclareceram que a acusação contra Jesus é de blasfêmia. Eles não estavam contestando os milagres em si; estavam indignados porque Jesus, sendo homem, reivindicava igualdade com Deus (João 10:33). Os judeus esperavam um líder político ou um profeta como seu Messias, não alguém que reivindicasse ser igual a Deus.

Se o termo “deuses” na Escritura (Salmo 82:6) pode ser usado para humanos num contexto limitado, não seria muito mais apropriado para Aquele que é verdadeiramente o Filho de Deus? (João 10:34-38) – Heber Toth Armí.



JOÃO 9 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
15 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: JOÃO 9 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 9 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

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JOÃO 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
15 de outubro de 2024, 0:50
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844 palavras

1-41 Jesus põe em prática sua afirmação de ser a luz do mundo (v. 5) ao curar um cego de nascença. Bíblia de Estudo Andrews.

1 A cura do cego de nascença é o sexto sinal escolhido por João. Expõe o problema básico do pecado e sofrimento (cf Jó) com o pano de fundo do debate sobre a identidade de Jesus. O sinal soluciona um problema de nascença, o que o pecado também é (Sl 51.5). Bíblia Shedd.

Caminhando. Continuando a cena de 8:12-59, Jesus permanece nas redondezas do templo durante a Festa dos Tabernáculos. Bíblia de Estudo Andrews.

cego de nascença. Representava a necessidade que seus conterrâneos tinham de Cristo (ver 8:31-47). Bíblia de Estudo Andrews.

2 quem pecou […]? Os rabinos ensinavam, baseados em Êx 34.7, que, se alguém sofria de uma doença física congênita, era porque os pais ou os avós haviam cometido algum pecado ou porque o próprio doente pecara antes do nascimento. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.

Muitos judeus, como os amigos de Jó, acreditavam que cada má sorte temporal era punição de Deus por algum pecado específico. Bíblia de Genebra.

Os judeus ensinavam que os sofrimentos desta vida eram um castigo divino pelo pecado. De acordo com o Talmude, “não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniquidade” (Shabbath, 55.a, ed. Soncino, p. 225). […] Os rabis ainda ensinavam que Deus se encarregava de que o pecado fosse punido de acordo com a regra, medida por medida. […] Os judeus defendiam que todo pecado tinha uma determinada punição e criam que era possível, em certos casos pelo menos, determinar a culpa de alguém pela natureza de seu sofrimento. CBASD – Comentário Bíblico do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1111.

Baseados em passagens como Êx 20.5; Jr 31:29; Ez 18.2 os judeus acharam possível o pecado dos pais passar para os filhos. Jesus nega que a cegueira fosse punição direta dos pais ou da vítima; mas bem era para glorificar a Deus (cf. 11.4). Bíblia Shedd.

3 Nem […] pecou. Jesus rejeita essa crença popular expressa no v.2. Bíblia de Estudo Andrews.

Para que se manifestem nele as obras de Deus. … o versículo pode ser parafraseado da seguinte forma: “Nem este homem pecou, nem seus pais: mas como resultado de seu sofrimento as obras de Deus serão manifestadas nele”. CBASD, vol. 5, p. 1111.

Obras de Deus, além de milagres inclui mudar vidas (6.28s). Bíblia Shedd.

4 a noite vem. Quando a “luz do mundo” fosse levada pela morte e pela ascensão (v. 5). Bíblia de Estudo Andrews.

7 tanque de Siloé. Deste tanque era extraída a água cerimonial da Festa dos Tabernáculos, a qual, em seguida, era levada para o templo […] A cura ocorre a 1,2 km de distância de Cristo, portanto sua palavra é tão poderosa quanto sua presença. Bíblia de Estudo Andrews.

Siloé (que quer dizer Enviado). Era o tanque na extremidade de um túnel, escavado por Ezequias, que trazia água da Fonte da Virgem; daí, “águas enviadas”. Bíblia Shedd.

8-12 Semelhante a 5:9-13. O cego de nascença também foi curado antes de uma expressão de fé, mas a fé veio em seguida (9:35-38). Bíblia de Estudo Andrews.

9 se parece com ele. O milagre foi tão espantoso que os espectadores não podiam acreditar que era o mesmo homem. Bíblia de Genebra.

17 profeta. Cresce a fé do homem curado em Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.

22 expulso da sinagoga. Ser expulso da fé. Isto era algo temível, pois ninguém tinha permissão de negociar com um excomungado. Bíblia de Estudo Andrews.

27 quereis vós também tornar-vos seus discípulos? O homem curado se torna cada vez mais ousado ao desafiar ironicamente os líderes religiosos. Bíblia de Estudo Andrews.

31 Deus não atende a pecadores. A declaração “Deus não atende a pecadores” se refere, logicamente, ao pecador atrevido e impenitente. CBASD, vol. 5, p. 1111.

34 o expulsaram. Excomungaram o ex-cego da sinagoga. Bíblia de Estudo Andrews.

35 encontrando-o. Este fato forma o cenário para o discurso do bom Pastor (10:1-21). Jesus cuida dos excluídos. Bíblia de Estudo Andrews.

Filho do Homem. Título messiânico de Dn 7.13.Bíblia Shedd.

39-41 Jesus fala em termos espirituais. Os que não vêem, são os que não tem visão espiritual (salvação) mas tem consciência de sua necessidade. Os que vêem, são os judeus de v. 41. Bíblia Shedd.

Neste epílogo, Jesus traz à luz o impacto de sua vinda: os que falsamente imaginam terem especial intuição nas coisas de Deus, tornam-se cegos oponentes dos caminhos de Deus; e os que parecem menos informados são capazes de ver, quando o Espírito de Deus abre seus olhos e os conduz à fé. Bíblia de Genebra.

40 Também nós somos cegos? “certamente nós, os líderes religiosos, não somos cegos!” CBASD, vol. 5, p. 1112.

40 Nós vemos. Aos oponentes faltava a humildade elementar de reconhecerem que eram pecadores. Bíblia de Genebra.

41 Se fôsseis cegos. Isto é, se não tivesse havido nenhuma oportunidade de receber esclarecimento. Deus julga com base na luz que as pessoas receberam ou que poderiam receber caso buscassem (ver com. [CBASD] de Jo 15:22). CBASD, vol. 5, p. 1112.

Nós vemos. Havia uma satisfação própria com o conhecimento adquirido que tornava impossível que Deus comunicasse novas revelações. Ao rejeitar Jesus, os judeus rejeitaram o canal por meio do qual o Céu procurava comunicar a luz. CBASD, vol. 5, p. 1112.



JOÃO 9 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ
15 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 9 – Os judeus de João 8 interpretavam as Escrituras conforme Suas necessidades e desejos imediatos – queriam libertação política e material. Eles liam a Palavra de Deus com filtro que focava seus problemas terrenos, perdendo de vista o aspecto espiritual e eterno do plano divino.

Essa tendência humana de ajustar a Palavra de Deus às próprias expectativas é perigosa porque leva à cegueira espiritual. Ao buscar um Messias que Se ajustasse às Suas agendas, os líderes religiosos não conseguiram ver a realidade maior que Deus fazia através de Cristo.

• Eles estavam tão focados na libertação política de Israel que falharam em perceber a libertação do pecado e da morte eterna que Jesus oferecia.

O ponto culminante acontecera em João 8:58, quando Jesus havia declarado: “Eu afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” Ao fazer tal afirmação, Jesus Se identifica diretamente com o Deus de Êxodo 3:14, quando Deus Se revela a Moisés. Essa declaração não apenas revela a eternidade de Cristo, mas também Sua divindade.

Essa declaração deveria ter sido recebida com reverência e aceitação, mas, ao invés disso, os judeus tentaram apedrejá-lO (João 8:59). Em sua cegueira, provocada pelas expectativas distorcidas, eles rejeitaram a maior revelação de Deus.

Querendo ajudá-los, Jesus cura um cego de nascença (João 9:1-12) para ilustrar a cegueira espiritual (João 9:35-41); entretanto, os judeus se mostram desnorteados (João 9:13-34).

• Como pecadores, é fácil cair na armadilha de moldar a Palavra de Deus e a visão de Jesus de acordo com nossas próprias necessidades e desejos.

• Muitas vezes, esperamos que Deus aja de maneira que atenda nossos interesses imediatos, como solucionar problemas financeiros, restaurar relacionamentos ou oferecer conforto momentâneo. No entanto, Deus nos chama a olhar além das necessidades temporais e a buscar o cumprimento espiritual e eterno que só Cristo pode trazer.

• As acusações de quem não está convertido são absurdas, baseadas em conceitos equivocados e resultam em conclusões falsas. As doutrinas bíblicas são distorcidas, as revelações divinas são corrompidas e as práticas religiosas não passam de hipocrisia (João 9:13-16).

O Criador, que fizera o ser humano do pó da terra, usou barro na frente dos incrédulos e restaurou o cego à vista, mas eles não conseguiram ver nada além de seus preconceitos!

E nós, o que enxergamos? – Heber Toth Armí.



JOÃO 8 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
14 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: JOÃO 8 – Primeiro leia a Bíblia

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JOÃO 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

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JOÃO 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de outubro de 2024, 0:50
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1720 palavras

3 Esse pecado não pode ser cometido por alguém sozinho, e assim surge a pergunta: por que só um ofensor foi trazido? O incidente foi armado para apanhar Jesus em contradição […], e providências foram tomadas para que o homem escapasse. Os acusadores da mulher deviam estar ansiosos para humilhá-la, e talvez a tivessem mantido em prisão domiciliar até falarem com Jesus. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.

6 Tentando-o. Se Jesus lhes dissesse para soltá-la, violaria a lei de Moisés. Caso mandasse apedrejá-la, teria problemas com os romanos, que não permitiam que os judeus fizessem execuções (ver 18:31). Bíblia de Estudo Andrews.

7 Atire pedra. O desafio de Jesus mostrou que os acusadores da mulher estavam desqualificados como juízes. Bíblia de Genebra.

As testemunhas seriam as primeiras a atirar uma pedra no condenado (ver Dt 17:7; cf. Jo 13:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1094.

10 O caso contra a mulher deu em nada por falta de acusadores impecáveis. Cristo que nunca pecara (8.46) a perdoou porque tomava os pecados dela em Si mesmo. Bíblia Shedd.

11 Não peques mais. O perdão livre nunca dá licença para pecar. Bíblia Shedd.

As palavras de Jesus foram para a mulher tremente como atos de misericórdia, em contraste com as atitudes iradas dos acusadores. Jesus lhe apontou para o que ela precisava: abandonar imediatamente o pecado. O arrependimento precisava ser honesto e sincero. Ela não só devia sentir tristeza pelo pecado, como também abandoná-lo. O arrependimento que consiste apenas em sentir, falar, professar, desejar ou esperar é sem valor aos olhos de Deus. Até que uma pessoa deixe de fazer o mal e abandone o pecado, ela não se arrependeu verdadeiramente. CBASD, vol. 5, p. 1094.

12 Eu sou a luz. Também na festa dos tabernáculos, além de derramar a água no altar, acendia-se à noite enormes lâmpadas de ouro no Pátio das Mulheres, no Templo. Lembrava a coluna de fogo no deserto. Bíblia Shedd.

Luz do mundo. Assim como a declaração de Jesus quanto à água viva (Jo 7:37, 38) fazia referência à cerimônia de libação de água da Festa dos Tabernáculos, a declaração em que Ele afirma ser a luz do mundo estava, sem dúvida, ligada à cerimônia das luzes. CBASD, vol. 5, p. 1095.

Nas trevas. Os judeus tinham com eles Alguém que era maior do que a Torah, porque Ele próprio a havia dado. Ele era a fonte de luz da Torah. CBASD, vol. 5, p. 1095.

15 Julgais segundo a carne, quer dizer, ser insensível diante das realidades espirituais (cf. 19; Cl 3.1-3). Bíblia Shedd.

Eu a ninguém julgo. Naquele momento, a obra de Jesus não era a de julgar, mas a de salvar (ver com. [CBASD] de Jo 3.17). Só no fim dos tempos é que Ele irá “julgar vivos e mortos” (2Tm 4:1; cf At 10:42; 2Co 5:10). CBASD, vol. 5, p. 1096.

19 Onde está Teu Pai? Provavelmente estas palavras foram ditas em zombaria e com possível alusão às circunstâncias do nascimento de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1096.

24 Morrereis nos vossos pecados. A rejeição do Salvador os deixaria sem perdão para seus pecados (Jo 15:22). CBASD, vol. 5, p. 1097.

Eu Sou. Do gr. ego eimi. A mesma expressão ocorre nos v. 28 e 58 e novamente em Jo 13:19. Na LXX, ego eimi representa o heb. ‘ ani hu’, literalmente, “eu sou ele” (Dt 32:39; Is 43:10; cf. a expressão “eu sou o que sou” (do grego ego eimi ho on, em Ex 3:14). CBASD, vol. 5, p. 1097.

Cristo faz alusão a Êx 3.14; Dt 32.39 onde a LXX tem esta idêntica frase (ego eimi). Bíblia Shedd.

25 Desde o princípio. O original grego quer dizer: “desde o início de meu ministério público”, ou “desde o começo de meu contato com o povo”. Bíblia Shedd.

Jesus estaria dizendo, em essência: “Eu vos tenho informado sobre isso o tempo todo.” CBASD, vol. 5, p. 1097.

28 Levantardes. A referência aqui é à crucifixão, embora a palavra grega assim traduzida seja também usada com respeito à exaltação de Cristo à destra do Pai (At 2:33; ver com. de Jo 3:14; cf. Jo 12:32). CBASD, vol. 5, p. 1097.

31 Verdadeiramente. A paciente permanência na Palavra em face de provas e oposições é a marca do verdadeiro discipulado. CBASD, vol. 5, p. 1098.

32 E conhecereis a verdade, i.e., Cristo, a Verdade pessoal (14.6). O escravo de Cristo experimenta a liberdade real do espírito nos propósitos de Deus (36; Rm 8.2-4). Bíblia Shedd.

Sustentar o ensino de Cristo – que é a verdade (14.6) – conduz à verdade que torna uma pessoa livre da escravidão do pecado. A salvação não é obtida por meio de conhecimento intelectual, como imaginavam os gnósticos, mas por meio de um relacionamento vital com Jesus Cristo e do compromisso com a verdade que ele revelou (18.37). Bíblia de Genebra.

Libertará. A mente do povo foi cegada e havia um véu sobre o coração quando liam o AT (2Co 3:14, 15). Estavam presos às opressivas tradições dos anciãos (Mt 23:4; ver com. [CBASD] de Mc:7:1-13) e a seus pecados (Rm 2:17-24; cf Rm 6:14; Gl 4:21). Jesus veio para libertá-los. Ele declarou que Sua missão era “proclamar libertação aos cativos” (Lc 4:18) e prometeu liberdade aos que aceitassem a verdade (cf. 2Co 3:17; Gl 5:1). CBASD, vol. 5, p. 1098.

33 jamais fomos escravos. Uma declaração surpreendente para um povo que fora submisso ao Egito, a Babilônia e, então, a Roma. Bíblia de Estudo Andrews.

36 Verdadeiramente sereis livres. Jesus viera para lhes oferecer a verdadeira liberdade (Rm 8:2; 2Co 3:17; Gl 5:1). Somente é livre quem é livre do pecado. CBASD, vol. 5, p. 1099.

A verdadeira liberdade consiste em servir a Deus e cumprir os propósitos dos que foram especialmente criados à imagem de Deus. O pecado priva-nos desta realização porque perturba as nossas mentes, degrada nossos sentimentos e escraviza nossa vontade. É isto que os Reformadores chamaram de “depravação total”, e seu único remédio é a graça de Deus através do novo nascimento espiritual (3.3). Bíblia de Genebra.

39 Nosso pai é Abraão. Jesus […] mostrou que simplesmente ser descendente físico do patriarca não era uma vantagem. Para Deus, o importante são as qualificações de caráter. Paulo argumentou nessa mesma linha (ver Rm 2:28, 29; 9:6, 7). CBASD, vol. 5, p. 1099.

Obras de Abraão. Os judeus eram descendentes de Abraão, mas não eram filhos espirituais do patriarca. […] A Mishnah descreve desta forma os discípulos de Barão: “Os discípulos de Abraão, nosso pai, [possuem] bons olhos, espírito humilde e alma mansa” (Aboth, 5, 19, ed. Soncino, Talmude, p. 72). CBASD, vol. 5, p. 1099, 1100.

Jesus nega que os judeus são verdadeiros filhos de Abraão porque o filho reflete qualidades de seu pai. Bíblia Shedd.

40 Assim não procedeu Abraão. O patriarca era atendo à voz divina. CBASD, vol. 5, p. 1100.

41 Vosso pai. Jesus já havia informado os judeus de que Seu Pai não era o pai deles (v. 38), mas ainda não havia identificado o pai deles como sendo o diabo (ver v. 44). Eles devem ter visto o que estava implícito nas palavras de Cristo e se apressaram a negar isso. CBASD, vol. 5, p. 1100.

Bastardos. Sem dúvida, há aqui uma alusão escarnecedora às supostas circunstâncias do nascimento de Cristo, com a implicação de que Jesus fosse bastardo. CBASD, vol. 5, p. 1100.

43 Porque sois incapazes de ouvir. Talvez com o significado de “porque vocês não suportam ouvir” (RSV) ou “porque não querem ouvir” (ver NTLH). O resultado foi a má compreensão e interpretação do discurso de Jesus. Se eles fossem verdadeiros filhos do Pai celestial, teriam compreendido a linguagem do alto. CBASD, vol. 5, p. 1100.

44 Diabo. Literalmente, “o caluniador” (ver com. de Mt 4:1). CBASD, vol. 5, p. 1100.

Desde o princípio. Esta tem sido considerada uma alusão ao primeiro homicídio registrado, o de Abel (Gn 4:1-8). Mas o espírito de assassinato remonta às origens do pecado. Por sua rebelião, Lúcifer trouxe a sentença de morte sobre si mesmo e sobre os anjos que se uniram à sua revolta (2Pe 2:4). CBASD, vol. 5, p. 1100.

Não há verdade. Isto é, não há verdade. A verdade e Satanás não tem nada em comum. […] A natureza do diabo é mentir. CBASD, vol. 5, p. 1100, 1101.

Mentiroso. A carreira de mentira do diabo começou no Céu, onde ele pela primeira vez representou mal o caráter e os propósitos de Deus diante dos anjos. Por suas insinuações e mentiras no jardim do Éden, ele ocasionou a queda dos primeiros pais (ver com. [CBASD] de Gn 3:4). O Talmude (Sanhedrin, 89.b, ed. Soncino, p. 596) contém a lenda de que, antes do sacrifício de Isaque, Satanás tentou colocar dúvidas na mente de Abraão a respeito de Deus, e que Abraão  o repeliu com as palavras: “O castigo de um mentiroso é que, mesmo que ele diga a verdade, ninguém lhe dá atenção”. CBASD, vol. 5, p. 1101.

Pai da mentira. Como um mentiroso, Satanás foi expulso do Céu e nunca mais poderá retornar. O mesmo se dá com seus filhos, pois “fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Ap 22:15). CBASD, vol. 5, p. 1101.

46 Convence. Apesar de toda a espionagem dos líderes religiosos, nenhuma mancha de pecado havia sido detectada. O silêncio deles nesta ocasião confirmou Seu testemunho. CBASD, vol. 5, p. 1101.

47 Ouve. A inclinação para dar ouvidos à Palavra de Deus é um verdadeiro indicativo da condição do coração. CBASD, vol. 5, p. 1101.

51 Não verá a morte. A morte aqui mencionada não é a física, que sobrevém igualmente a justos e ímpios, mas a segunda morte, que, ao fim, aniquilará os ímpios (Ap 20:6, 14, 15). O posto da segunda morte é a vida eterna (Jo 3:16), que as Escrituras declaram ser concedida ao crente no momento em que aceita o Senhor (1Jo 3:14; 5:11, 12; cf. DTN, 388). CBASD, vol. 5, p. 1102.

55 Não O tendes conhecido. Se conhecessem a Deus, teriam guardado os Seus mandamentos (1Jo 2:4) e aceitado a Jesus, pois Ele viera de Deus (Jo 8:42). CBASD, vol. 5, p. 1102.

Como vós: mentiroso. Eles professavam conhecer a Deus, contudo, por seus atos, O negavam (ver 1Jo 2:4). CBASD, vol. 5, p. 1102.

57 Cinquenta anos. Os filhos de Coate deviam prestar serviço entre as idades de 30 e 50 anos (Nm 4:3). A idade de 50 anos era, portanto, em certo sentido, um tempo de aposentadoria. Depois dessa idade, o serviço obrigatório cessava, mas eles ainda podiam ajudar no tabernáculo segundo sua capacidade (Nm 8:25, 26). CBASD, vol. 5, p. 1103.

58 Em verdade. A declaração a seguir foi muitíssimo solene e estava carregada de significado eterno. CBASD, vol. 5, p. 1103.

EU SOU. Do gr. ego eimi, aqui usado em seu sentido absoluto e entendido pelos judeus como uma reivindicação de divindade. CBASD, vol. 5, p. 1103.

Os judeus bem entenderam Sua reivindicação de deidade e por isso concluíram que deviam apedrejá-lo (59). Bíblia Shedd.

59 Pegaram em pedras. A pergunta acerca de como se poderia obter pedras no templo talvez encontre resposta no fato de que o templo de Herodes ainda estava em processo de construção. CBASD, vol. 5, p. 1103.



JOÃO 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
14 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 8 – As tensões em relação a Jesus nasceram, em grande parte, de uma expectativa profundamente enraizada, mas distorcida, a respeito do Messias e da interpretação das Escrituras.

O que está revelado é relevante hoje, pois podemos muito facilmente correr o mesmo risco de fazer o mesmo em relação ao cristianismo e ao evangelho.

Ao longo de João 8, vemos como os judeus que debatem com Jesus apresentam uma visão limitada e equivocada da identidade e missão messiânica, e como essas expectativas distorcidas os impedem de reconhecer em Cristo o cumprimento das promessas divinas.

A visão dos judeus não incluía a ideia de um Messias sofredor ou espiritual que oferecesse libertação da escravidão do pecado, como de fato Cristo veio a ser. Assim, as expectativas populares estavam distorcidas em relação à interpretação das promessas das Escrituras.

• O conflito central de João 8 surge quando Jesus desafia essas expectativas. No início, os fariseus, representantes do sistema religioso judeu, questionam a autoridade de Jesus. Eles estavam presos a uma interpretação legalista e literalista da Lei, e, por isso, não conseguiram compreender a profundidade espiritual das afirmações de Cristo. Quando Jesus diz: “Eu Sou a Luz do mundo” (João 8:12), Ele está fazendo uma afirmação sobre Sua identidade divina e messiânica. Mas para os fariseus, essa declaração soa como blasfêmia, pois não se encaixa no molde de Messias que eles haviam concebido.

• A incompreensão dos líderes continua ao longo do capítulo. Eles repetidamente tentam invalidar a autoridade de Jesus, argumentando que Ele não tem o direito de fazer afirmações sem a aprovação de outros (João 8:13). Eles também fazem perguntas sobre Sua origem, confundindo Suas palavras com questões terrenas, perguntando: “Onde está o seu pai?” (João 8:19). Em cada interação, vemos que as expectativas humanas acerca do Messias eram limitadas a conceitos teológicos terrenos e humanos, enquanto Jesus falava de realidades espirituais e eternas.

• A situação atinge um ponto crítico em João 8:48-58, quando os judeus acusaram Jesus de ser um samaritano possesso de demônios. Eles não apenas rejeitam a identidade de Jesus como Messias, mas também insultam Sua pessoa. Quando Jesus afirma: “Asseguro que, se alguém ouvir à Minha palavra, jamais verá a morte”, os judeus reagem com escárnio.

Que não sejamos como esses fariseus… Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JOÃO 7 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
13 de outubro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: JOÃO 7 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 7 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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JOÃO 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
13 de outubro de 2024, 0:50
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1611 palavras

1. Passadas estas coisas. Denota transição de uma narrativa para outra, mas não indica se o intervalo é curto ou longo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, p. 1082.

Matá-Lo. Nessa ocasião, “a Páscoa […] estava próxima” (6:4), e a frase “não desejava percorrer a Judeia” (7.1) indica que Jesus não esteve presente à Páscoa que então se aproximava. CBASD, p. 1082.

3. Deixa este lugar. Uma vez que os irmãos de Jesus O haviam rejeitado (Jo 6:66), esses irmãos deviam pensar que, ao manifestar poder na capital, o centro religioso da nação, Jesus poderia recuperar parte do prestígio perdido. CBASD, p. 1082.

Teus discípulos. O ministério na Judeia produzira poucos resultados (ver com. de Mt 4:12; Jo 3:22). Contudo, Jesus tinha discípulos ali. Na verdade, Ele havia saído da Judeia devido a dificuldades que surgiram por causa de Sua popularidade junto às pessoas daquela região (Jo 4:1-3). CBASD, p. 1082, 1083.

4. Ao mundo. Esses “irmãos” desejavam que Jesus Se mostrasse abertamente às multidões reunidas em Jerusalém para a festa, e exibisse diante delas Seus maravilhosos milagres. Eles esperavam que os líderes testassem as reivindicações dEle e, caso Jesus fosse o Messias e Suas obras fossem genuínas, ansiavam que Ele fosse proclamado rei na sede de Seu reino e em meio às alegrias da festa. CBASD, p. 1083.

5. Seus irmãos criam. Eles sabiam que Ele operava milagres, pois O viram realizá-los. … Mas, apesar dos milagres, eles estavam cheios de dúvida e descrença. Jesus não Se encaixava no conceito que tinham do Messias, e duvidavam que algum dia Ele viesse a Se encaixar. CBASD, p. 1083.

6. Ainda não chegou. Talvez Seus irmãos estivessem bem-intencionados, mas Jesus tinha um conhecimento mais amplo. Para Ele, os eventos da vida eram dirigidos por prazos estabelecidos por Deus, e havia um tempo apropriado para a realização de cada propósito. CBASD, p. 1083.

7. Mundo. Os irmãos solicitaram que Jesus Se mostrasse ao mundo (v, 4), mas Ele os lembrou de que o “mundo” O odeia (cf. Jo 15:18). As suposições deles (ver com. dos v. 3 e 4) eram falsas. Se Ele seguisse o que estavam propondo, não receberia a aclamação que esperavam. Por outro lado, as simpatias e os interesses deles eram como os do mundo. Assim, o mundo não podia odiá-los pois mundo ama o que é seu (Jo 15:19). CBASD, p. 1083.

Testemunho a seu respeito. As pessoas se ressentem quando seus maus caminhos são expostos. Caim matou Abel “porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1 Jo 3:12). “Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz” (Jo 3:20). CBASD, p. 1083.

10. Em oculto. Esta frase sugere que Ele não viajou pelas rotas habituais das caravanas de peregrinos. Provavelmente escolheu uma rota pouco usada que atravessava a região de Samaria (cf. DTN, 452). CBASD, p. 1083.

11. Os judeus. Com esta expressão, geralmente João se refere aos representantes oficiais da nação e não ao povo comum (v. 12, 15). Havia, sem dúvida, considerável incerteza quanto à ida de Jesus à festa, já que Ele não havia estado presente à Páscoa anterior (v. com de Jo 6:1; 7:1). CBASD, p. 1083.

14. Em meio. Uma vez que a festa continuava até o oitavo dia, a metade seria no quarto dia (cf. com. dos v. 2, 37). CBASD, p. 1084.

15. Letras. A surpresa não era porque Jesus sabia ler ou escrever, mas por Ele ser tão bem informado e capaz de apresentar um discurso com tanto conhecimento. … O autodidata no estudo das Escrituras não era incomum, mas tal educação era considerada como bem inferior à do ensino das escolas rabínicas. CBASD, p. 1084.

16. Não é Meu. Jesus negou ser autodidata e, ao mesmo tempo, afirmou que Sua fonte de conhecimento era muito mais elevada do que a das escolas rabínicas. O próprio Deus era Seu mestre. CBASD, p. 1084.

17. Quiser fazer a vontade dEle. Um pré-requisito para se receber a luz é que a pessoa esteja disposta a seguir a verdade que venha a ser revelada. … A dificuldade para se descobrir o “que é a verdade” na religião é um assunto comum de queixa. As pessoas falam das muitas diferenças entre os cristãos em assuntos de doutrina e pensam ser impossível decidir quem está certo. Em geral, essa suposta incapacidade para desvendar a verdade se torna uma desculpa para viver sem religião. CBASD, p. 1084.

18. Glória. Do gr. doxa. que aqui significa “honra”, “fama” “reputação”. … 0 Céu desaprova o orgulho e o egoísmo ver Mt 6:2,5,16). Aquele que exibe essas características não é um verdadeiro mestre. CBASD, p. 1085.

Verdadeiro. 0 adjetivo é aplicado a Jesus (Mt 22:16: Mc 12:14; Jo 7:18) e a Deus (Jo 3-33; 8:26; Rm 3:4), mas no NT não é usado para seres humanos, exceto em 2 Coríntios 6:8. CBASD, p. 1085.

19. Não vos deu Moisés a lei? A palavra “lei” é aqui usada no sentido geral, referindo-se às instruções do Pentateuco. CBASD, p. 1085.

Ninguém dentre vós. Jesus elabora Seu argumento com base na premissa do v. 17. A vontade de Deus estava contida no Pentateuco, mas os judeus não estavam obedecendo à mesma. Por isso, eram incapazes de julgar se os ensinos de Jesus eram do Céu ou não. CBASD, p. 1085.

Matar-Me. Com frequência, os preconceitos e as opiniões individuais quanto ao que se constitui a obediência limitam a submissão à vontade divina. Muitos se contentam com o que é meramente exterior e poucos se esforçam para obter de Cristo Sua perfeita justiça. CBASD, p. 1085.

21. Um só feito. Isto é, a cura do homem enfermo no dia de sábado por ocasião da última visita de Cristo a Jerusalém, 18 meses antes (Jo 5). CBASD, p. 1085.

a circuncisão … vem … dos patriarcas. A circuncisão não havia se originado com Moisés. Foi iniciada no tempo de Abraão como sinal da aliança (Gn 10-14; cf. Rm 401). 1085.

23. curado … ao todo. A circuncisão envolvia a reparação de apenas um membro do corpo. Jesus havia reparado o corpo todo. CBASD, p. 1085.

24. Reta justiça. A lei tradicional judaica com relação ao sábado continha muitas provisões mediante as quais ela própria podia ser burlada. Por exemplo, havia leis severas proibindo que fossem carregadas cargas no sábado, mas se os judeus quisessem transportar um objeto naquele dia, tinham meios de legalmente realizar seu objetivo [por exemplo, não era permitido carregar uma agulha. Mas se a agulha fizesse parte da roupa isso não era uma transgressão. CBASD, p. 1086.

26. Nada Lhe dizem. As pessoas propõem uma possível razão: que investigações mais profundas teriam levado os líderes à conclusão de que Jesus era o Messias. CBASD, p. 1086.

Reconhecem. A argumentação das pessoas era equivocada. Os líderes continuavam determinados a eliminar Jesus. CBASD, p.1086.

28. Vós não somente Me conheceis. Jesus não negou os fatos quanto a Seus pais terrenos; também não Se deteve em discutir o argumento teológico deles. … Ele era conhecido em forma humana, mas desejava ser visto também em Sua divindade e filiação divina. CBASD, p. 1087.

A quem vós não conheceis. Os judeus tinham uma concepção distorcida do caráter do Pai celestial. Séculos de obstinação e rebelião os havia impedido de ver a Deus como Ele realmente é: um Pai bondoso e misericordioso. Pensavam que Ele fosse cruel e severo e, em vários aspectos, muito diferente das divindades pagãs adoradas pelas nações vizinhas. Por meio de Jesus, Deus queria corrigir essa errônea concepção. Quando as pessoas contemplassem Aquele que Deus havia enviado, deveriam obter uma noção de como era o Pai (ver com. de Jo 1:18). Jesus declarou: “Quem Me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). Ao rejeitar Jesus, os judeus rejeitaram a revelação do Pai sobre Si mesmo e, assim, continuaram a desconhecê-Lo. CBASD, p. 1087.

31. Maiores sinais. A pergunta em grego sugere resposta negativa. A seguinte tradução ilustra a força desta construção: “Ele não fará maiores sinais do que este, fará?”. CBASD, p. 1087.

32. Guardas. Presumivelmente, os policiais do templo. CBASD, p. 1087.

34. Haveis de procurar-Me. A referência deve ser ao juízo futuro, quando pessoas lamentariam ter rejeitado a Cristo, mas buscariam a salvação em vão, porque seria tarde demais (ver Jr 8:20; Am 8:11, 12; Mt 7:21-23; 25:11. 12; Lc 13:25-30). CBASD, p.1087.

35. A Dispersão. Do gr. diaspora, palavra técnica que se refere aos judeus dispersos por toda a extensão do mundo antigo após o exílio [babilônico]. CBASD, p. 1087.

36. Que significa […]? Os judeus não conseguiam entender a enigmática declaração. nem Pedro pôde captar as implicações daquilo que Jesus afirmava (Jo 13:37). CBASD, p. 1087.

37. Se alguém tem sede. Estas palavras de Jesus, sem dúvida, fazem referência à cerimônia da libação [ato de derramar água, vinho, sangue ou outros líquidos com finalidade religiosa ou ritual] de água realizada durante os sete dias de festa. CBASD, p. 1088.

Venha a Mim. Durante sete dias sucessivos as pessoas testemunhavam a cerimônia da libação da água e participavam de outras atividade da festa, mas havia pouca coisa para satisfazer os anseios da vida espiritual. Entre essas, desta vez, estava Aquele que é a fonte da vida e que podia fornecer as águas vivas que saciariam a todas as necessidades. Os cristãos genuínos podem testificar da satisfação encontrada em Cristo, pois encontraram nEle mais do que esperavam; provaram Sua paz, e as dúvidas e temores foram removidos; encontraram graça na medida de sua necessidade e força equivalente às exigências de cada dia. Muitas vezes ficaram desapontados com eles mesmos, mas nunca se desapontaram com Cristo. CBASD, p. 1088.

50. Nicodemos. Aquele que procurou Jesus à noite então falou em Seu favor durante o dia. Sua declaração foi uma resposta à pergunta dos líderes: “Porventura, creu nEle alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?” (v. 48). CBASD, p. 1089, 1090.

51. Sem primeiro ouvi-Lo. Nicodemos pede um tratamento justo e reto, segundo a lei. Quando Jesus foi, mais tarde, preso e condenado à morte, foram quebradas muitas regras da jurisprudência judaica (ver Nota Adicional [CBASD] a Mateus 26). CBASD, p. 1090.

52. Também tu és da Galileia? Com esta pergunta, os líderes buscam se evadir à questão de Nicodemos [estratégia da desqualificação da testemunha], para a qual só poderia haver uma resposta. Os fariseus deixam implícito que Nicodemos se juntou aos galileu simpatizantes de Jesus. O ciúme exclusivista deles se reflete no desprezo pelos judeus galileus, que eram menos cultos (ver com. de Jo 7:49). CBASD, p. 1090.

Levanta. Evidências textuais (cf. p. 136) apoiam a variante “se levantou”. Este texto enfatizaria a confusão das ideias deles, pois seriam incapazes de defender uma generalização assim [outros profetas teriam surgido da Galileia]. CBASD, p. 1090.



JOÃO 7 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
13 de outubro de 2024, 0:40
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JOÃO 7 – João faz profunda conexão do evangelho com o Antigo Testamento, que é frequentemente utilizado para ilustrar e apoiar a mensagem central de que Jesus é o Messias prometido, o divino Filho de Deus.

• Em João 1:1-5, Jesus é o Verbo/Logos/Palavra de Deus que criou no princípio, Ele é a fonte da Luz a da Vida, uma referência a Gênesis 1:1-5.
• Em João 1:19-34, João é a “voz do que clama no deserto”, cumprindo a profecia de Isaías 40:3. Ele chama Jesus de “Cordeiro de Deus” (João 1:29), fazendo referência ao cordeiro pascal (Êxodo 12).
• Em João 1:51, Jesus é a “escada” que une o Céu e a Terra, a conexão entre Deus e a humanidade, evocando a visão de Jacó (Gênesis 28:12).
• Em João 2, ao transformar água em vinho, Jesus revela-Se maior que Moisés que “transformou” água em sangue (Êxodo 7:14-25).
• Em João 2:13-22, Jesus Se projeta no Templo, tudo apontava para Ele.
• Em João 3:14-15, Jesus faz referência à serpente levantada por Moisés no deserto, símbolo de Sua missão de salvar os sofredores (Números 21:9).
• Em João 4:1-26, Jesus Se apresenta como Fonte definitiva da água viva, oferecendo algo mais profundo e eterno do que a água física “oferecida” por Jacó (Jeremias 2:13; Isaías 55:1).
• Em João 6:30-58, Jesus faz referência ao maná (Êxodo 16), mostrando ser Ele o verdadeiro “Pão do Céu”.

Em João 7, João continua a tecer referências ao Antigo Testamento para mostrar que Jesus é o cumprimento das promessas messiânicas e das figuras tipológicas veterotestamentárias*. A Festa dos Tabernáculos (João 7:1-14; Levítico 23:33-43; Deuteronômio 15:13-15) serve como pano de fundo simbólico para revelar Jesus como a fonte da água viva e o doador do Espírito Santo (João 7:37-39), cumprindo as promessas de salvação e renovação (Isaías 12:13; Ezequiel 47:1-12).

A referência a Moisés e à Lei é significativa porque Moisés era uma figura central no judaísmo, o mediador da aliança e da Torá. Contudo, Jesus denuncia a hipocrisia dos líderes religiosos, que se orgulhavam de observar a Lei, porém estavam prontos para matá-lO – que era cumprimento da Lei e dos profetas (João 7:19-24).

Nicodemos reaparece mostrando sua intenção de pautar decisões coerentes com a Lei (João 7:50-53); e nós, com base em que reagimos a Jesus? – Heber Toth Armí.

 

* Relativas ao Velho Testamento