Reavivados por Sua Palavra


I PEDRO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de março de 2025, 0:50
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269 palavras

Eu, presbítero como eles. Literalmente, “o companheiro presbítero”. Pedro não dá nenhum indício de primazia. Ele se contenta em assumir o mesmo título que aplicou aos oficiais da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 640.

2 Sórdida ganância. O serviço à igreja nunca deve ser realizado como meio de enriquecimento pessoal (ver com. de 1Tm 3:8). CBASD, vol. 7, p. 641.

4 Imarcescível (ARA; NVI: “imperecível”). Natureza eterna da recompensa. CBASD, vol. 7, p. 642.

8 Como leão que ruge. Como um leão faminto que ruge para assustar e capturar sua presa. Uma figura própria para representar o diabo que, por meio da perseguição, tentava assustar os cristãos e forçá-los à apostasia. CBASD, vol. 7, p. 643.

Procurando. Nenhum leão espera que a presa venha a seu território, tampouco Satanás aguarda as vítimas caírem em suas armadilhas. Ele perambula longas distâncias para encontrar e caçar os que deseja capturar. CBASD, vol. 7, p. 643.

Devorar. Assim como o leão despedaça a presa, o diabo arrasta suas vítimas do seio da igreja para devorá-las, CBASD, vol. 7, p. 643.

13. Babilônia. Não há apoio para a ideia de Pedro ter trabalhado na cidade de Babilônia. A tradição confirma que seus últimos esforços missionários ocorreram em Roma, bem como sua morte (ver AA, 537,538). Sabe-se que os cristãos apostólicos usavam o título enigmático “Babilônia” para se referir à capital romana, a fim de evitar represálias políticas (ver com. de Ap 14:18). De modo geral, os eruditos concordam que Pedro usou o termo Babilônia para fazer referência velada a Roma. CBASD, vol. 7, p. 643.

14 Ósculo do amor. Isto é, beijo de amor (comparar com as palavras de Paulo, no com. de Rm 16:6; 1Co 16:20; 2Co 13:12). CBASD, vol. 7, p. 646.



I PEDRO 5 – Comentário Pr Heber Toth Armí
14 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 5 – Este último capítulo de I Pedro resume os principais temas da carta: Liderança responsável, humildade, confiança em Deus e a certeza da graça restauradora do Senhor.

• Pedro, como testemunha dos sofrimentos de Cristo, instrui líderes da igreja a pastorearem o rebanho de Deus voluntariamente, sem ganância e sem domínio autoritário. Devem servir de exemplo aos crentes, pois receberão a coroa de glória quando Cristo Se manifestar (I Pedro 5:1-4).
• Pedro também exorta jovens a sujeitar-se aos mais velhos e todos devem revestir-se de humildade, pois “Deus Se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Deus exaltará os fiéis humildes no tempo certo (I Pedro 5:5-6).
• Diante das dificuldades, os crentes devem aprender a confiar plenamente em Deus, lançando sobre Ele todas as preocupações, porque Ele cuida de Seus filhos (I Pedro 5:7).
• Comparado a leão, o diabo procura devorar os crentes, por isso, é necessário vigilância e firmeza na fé. É preciso ser sóbrio e resistir na fé, como outros irmãos que ao redor do mundo também enfrentam sofrimentos semelhantes – saber isso, fortalece a unidade na resistência (I Pedro 5:8-9).
• Pedro revela que o sofrimento é temporário, pois “o Deus de toda a graça” restaurará, confirmará, fortalecerá e fundamentará os crentes. A esse Deus pertence o domínio eterno. Pedro encerra a carta mencionando Silvano como mensageiro e testemunhando que esta é “a verdadeira graça de Deus”, na qual os crentes devem permanecer firmes. Após breve saudação, Pedro conclui: “Paz a todos vocês que estão em Cristo” (I Pedro 5:10-14).

Em meio à desgraça do pecado, Pedro ressalta a graça divina. Ele apresenta a graça como o favor imerecido de Deus, que manifesta-se de várias formas na existência do crente:

• A salvação é um ato da graça divina. Está ligada à viva esperança e à herança incorruptível, mostrando que ela é um presente celestial (I Pedro 1:3-4). Os profetas do Antigo Testamento anunciaram essa graça, manifestada plenamente em Cristo (I Pedro 1:10-12; 2:9-10).
• Fundamentados nessa graça, os crentes vivem de maneira santa, os quais devem ser sóbrios e colocarem sua esperança inteiramente na graça futura, quando Cristo for revelado (I Pedro 1:13-16; 2:11-12).
• Os crentes são encorajados a serem bons administradores da multiforme graça de Deus (I Pedro 4:10).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I PEDRO 4 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO 
13 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 4 – Primeiro leia a Bíblia

I PEDRO 4 – BLOG MUNDIAL

I PEDRO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I PEDRO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
13 de março de 2025, 0:50
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600 palavras

3 Borracheiras (ARA; NVI: “bebedeiras”). Do gr. oinophlugia, de oinos, “vinho”, e phluo, “transbordar”. A passagem se refere à atitude devassa nas festas com bebedeiras. CBASD, vol. 7, p. 633.

Orgias. Do gr. komoi, palavra usada com frequência na literatura secular para se referir a procissões e festas descontrolada, caracterizadas por bebedeira e sensualidade. CBASD, vol. 7, p. 633.

Difamando-os. Os pagãos falavam mal dos cristãos porque julgavam que eles assumiam uma postura de superioridade ao se recusarem a participar do “mesmo excesso de devassidão”. Com frequência, esse conceito pagão errôneo era o que despertava perseguição. CBASD, vol. 7, p. 633.

Para este fim. Cada um será julgado com base em sua resposta pessoal à medida da verdade que recebeu. CBASD, vol. 7, p. 634.

A mortos. As Escrituras ensinam o estado de inconsciência após a morte (ver com. de 1Pe 3:19). Logo,  a única conclusão coerente com os ensinos da Escritura como um todo é que os “mortos”, na época de Pedro, haviam ouvido o evangelho antes de morrerem. CBASD, vol. 7, p. 634.

O fim de todas as coisas. Isto é, o fim do mundo.  CBASD, vol. 7, p. 635.

8 Amor. Do gr. agape, “amor” (ver com. de Mt 5:43; 1Co 13:1). O amor não conhece fronteiras e nunca falha. Ele une em comunhão cristã pessoas de diferentes origens e opiniões. Qualquer problema da igreja pode ser resolvido em uma atmosfera de amor inteligente e altruísta. CBASD, vol. 7, p. 635.

Cobre. Uma citação de Pv 10:12; ver com. de Tg 5:20. Quando falta amor, há a tendência de ampliar os defeitos e falhas dos outros. Quando o amor reina, as pessoas ficam dispostas a perdoar e esquecer. Além disso, um espírito de amor fraternal certamente atrai a atenção dos não conversos e leva muitos deles ao conhecimento salvador de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 635.

11 Oráculos (ARA; NVI: “a palavra”). Do gr. logia (ver com. de At. 7:38; Rm 3:2). Um exemplo da “multiforme graça” de Deus (v. 10) é a habilidade de falar com fluência e convicção. No entanto, tal dom só deve ser usado para a glória do Senhor. Os talentos dados por Deus devem ser cuidados e desenvolvidos com segurança, a fim de que a propagação do evangelho nunca seja atrapalhada pela falta de sinceridade ou frivolidade. CBASD, vol. 7, p. 636.

12 Fogo ardente. A ferrenha perseguição de Nero logo assolaria a igreja; as perturbações crescentes entre judeus e romanos era um prelúdio do holocausto iminente. Satanás tentou todas as estratégias que conseguiu imaginar para destruir a infante igreja. Levando em conta que a hora do juízo se aproxima, os cristãos atuais fariam bem em dar ouvidos às palavras de Pedro à igreja de sua época. CBASD, vol. 7, p. 636.

17 Casa de Deus. Isto é, a igreja (ver com. de 1Tm 3:15). CBASD, vol. 7, p. 638.

18 Se é com dificuldade que o justo é salvo. Neste versículo, o apóstolo cita a LXX [a Septuaginta, versão em latim do AT] (de Pv 11:31; ver com. ali). É somente em virtude dos méritos de Cristo que os justos são salvos. É só pelo fé nEle que podem reclamar a misericórdia divina no dia do juízo. CBASD, vol. 7, p. 638.

19 Encomendem. A segurança do cristão está na certeza de que Deus nunca abandona Seus filhos (ver com. de 2Tm 1:12; 2:19). Como pastor, Pedro guia seus irmãos de fé ao único Porto Seguro diante da tempestuosa perseguição. CBASD, vol. 7, p. 638.

A sua alma. Eles confiam sua vida ao único capaz de protegê-los do mal e de fortalecê-los para suportar o sofrimento (sobre “alma”, ver com. de Mt 10:28). CBASD, vol. 7, p. 638.

Prática do bem. O cristão deve fazer seu melhor, pela graça e pelo poder de Deus, em qualquer circunstância, e deixar o restante nas mãos do Senhor.  CBASD, vol. 7, p. 639.



I PEDRO 4 – Comentário Pastor Heber Toth Armí
13 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 4 – “A experiência pessoal de Pedro e seu relacionamento com o Senhor o qualificaram para ministrar aos cristãos que enfrentavam sofrimento por causa da fé. Pedro fracassou de maneira trágica em seu primeiro embate com o sofrimento (Mt 26:69-75), mas demonstrou arrependimento genuíno e se tornou um ousado pregador diante da oposição e perseguição (At 4:1-20; 5:17-32; 12:1-17)”, relembra a Bíblia Andrews.

A missão cristã está presente nesta preciosa carta de Pedro de diversas formas, especialmente no chamado dos crentes para viverem como estrangeiros neste mundo, testemunhando a graça de Deus em meio às provações.

• Os cristãos foram eleitos por Deus para uma vida santa e missionária, mesmo diante do sofrimento.

I Pedro revela que cristãos foram regenerados para uma viva esperança (1:3) e chamados à santidade (1:15-15), vivendo de maneira irrepreensível para influenciar pessoas. Os cristãos são “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus” para proclamar a libertação providenciada por Cristo (2:9) – Deus nos salva para que anunciemos a salvação. Os cristãos precisam manter um bom testemunho entre os descrentes (2:12), para que, ao verem suas boas obras, glorifiquem a Deus – a missão não meramente verbal, mas também vivencial (3:1-2). Também precisam estar preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que perguntar sobre sua fé (3:15). O sofrimento injusto é apresentado como uma oportunidade para testemunho (3:17). Assim como Cristo sofreu para trazer salvação (3:18), os cristãos devem estar dispostos a sofrer para que outros conheçam a verdade.

• A responsabilidade missionária é individual, mesmo em contextos hostis.

Em I Pedro 4, os crentes são exortados a viverem para a vontade de Deus, não para os desejos humanos (vs. 1-3). O texto reforça que o estilo de vida cristão causará estranhamento e até oposição do mundo (v. 4-9) – porém, isso faz parte da missão!

Pedro destaca que cada um de nós deve usar seus dons espirituais para servir aos outros, administrando a graça de Deus (I Pedro 4:10). Depois explica que o sofrimento por causa de Cristo não deve ser motivo de vergonha, mas de glória, pois representa participação na missão do próprio Senhor (4:11-19).

• Aprendamos que, o sofrimento não interrompe a missão; ele a confirma, pois seguimos os passos de Cristo para glorificar a Deus!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I PEDRO 3 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO 
12 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 3 – Primeiro leia a Bíblia

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I PEDRO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I Pedro 3 – Comentários Selecionados – OS ESPÍRITOS EM PRISÃO EM I PEDRO 3:19
12 de março de 2025, 0:50
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1364 palavras

Dedicamo-nos, por sua importância, a estudar especificamente o verso 19. O que Pedro quis dizer com os “espíritos em prisão” aos quais Jesus teria pregado?

Ele [Cristo] foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito, 19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão 20 que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída” I Pedro 3:18a-20 (NVI).

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.” Paráfrase do prof. Leandro Quadros, “Na Mira da Verdade” (Casa), vol. 2, p. 52.

“Alguns defendem que a epístola (1Pe 3:18-20; 4:6) apoia a doutrina da imortalidade da alma e da consciência após a morte e que, durante o intervalo entre a crucifixão e a ressurreição, Cristo desceu ao hades, o reino figurado dos mortos (ver com. de Mt 11:23), para pregar aos espíritos desencarnados definhando ali. Todavia, a lógica desse ponto de vista requer que os “espíritos” aqui mencionados estivessem em um tipo de purgatório quando Cristo pregou para eles e que o propósito da pregação fosse lhes dar uma chance de ser salvos e escapar dali. No entanto, a maioria dos protestantes que creem que Pedro ensina a consciência do ser humano após a morte ficaria horrorizada em aceitar a doutrina papal do purgatório e o conceito igualmente antibíblico de uma segunda chance. Quem defende que Pedro apoia aqui a crença na suposta imortalidade da alma também precisa explicar por que Cristo seria parcial em não dar aos pecadores de outras gerações a mesma oportunidade dada aos “espíritos” dos pecadores da época de Noé” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 629.

pregou. Cristo falou pelo Seu Espírito através de Noé, proclamando a mensagem da salvação. Esta passagem não pode ser usada para ensinar que no período entre Sua crucifixão e Sua ressurreição Cristo foi e pregou às almas imortais do povo do tempo de Noé. Adicionalmente ao fato de que a Bíblia não provê apoio ao conceito de que a alma é imortal, em sua segunda epístola Pedro exclui a possibilidade que o povo do tempo de Noé tivesse uma segunda chance e pudessem ainda ser salvos …  Andrews Study Bible.

espíritos. A palavra utilizada para espírito frequentemente se refere a seres humanos (e.g., 1Co 14:32; Heb 12:23; 1Jo 4:1). Os espíritos (pessoas) do tempo de Noé eram cativos na prisão do pecado. De acordo com a Escritura, somente oito pessoas escaparam dela (1Pe 3:20). Andrews Study Bible.

prisão. O fato de somente oito pessoas terem escapado do dilúvio (Gn 6:5-13; 1Pe 3:20) evidencia que os antediluvianos estavam firmemente presos ao pecado. Ninguém, além de Cristo, é capaz de libertar os seres humanos dos hábitos e desejos maus que Satanás usa para acorrentá-los. CBASD, vol. 7, p. 630.

O Dr J. Rawson Lumby, comentando I Pedro 3:17-22 em The Expositor’s Bible, observa que, durante os primeiros séculos, período em que a religião católica, com sua crença no purgatório, era dominante, a passagem foi interpretada significando que Cristo foi pregar a almas no inferno. “Mas no tempo da Reforma, as principais autoridades expunham a pregação do Espírito de Cristo através do ministério do patriarca [Noé]”. O Dr. John Pearson, em sua Exposition of the Creed, uma obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, portanto, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos dias de Noé foram desobedientes; todo aquele tempo ‘a longanimidade de Deus aguardava’ e, consequentemente, o arrependimento era oferecido. E é tão certo que Ele nunca lhes pregou depois que elas morreram”. Respostas a Objeções (Casa), p. 314.

Jesus “pregou aos espíritos” dos mortos? Com base em 1Pedro 3:19, muitos cristãos creem que, durante Sua morte, Cristo desceu até o inferno e pregou aos “espíritos em prisão”. … Ao ler 1 Pedro 3:19, deveríamos fazer pelo menos as seguintes perguntas ao texto:
1º Quem pregou?
2º Que “espíritos” são esses?
3º Que “prisão” é essa mencionada por Pedro?
4º Existe oportunidade de salvação depois da morte? … Vamos ver as respostas que a Bíblia nos disponibiliza:

1ª resposta: Quem pregou não foi Jesus, e sim o Espírito Santo. No final do verso 18 é dito que Cristo foi vivificado pelo Espírito” e, por isso a NVI está corretíssima em traduzir o termo “Espírito” com letra maiúscula no referido versículo. Isso está em desarmonia com o que Jesus disse em João 16:8, quando declarou aos discípulos que é a Terceira Pessoa da Divindade a função de convencer o mundo “do pecado, da justiça e do juízo”.
Tendo isso em mente, não fica difícil entendermos a primeira parte do verso 19 que diz: “no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão”. “No qual” se refere ao “Espírito” do verso 18 e, por isso, se alguém tivesse “descido ao inferno” para “pregar aos espíritos que lá estavam”, esse alguém foi o Espírito Santo, o “Espírito” que “vivificou” a Cristo, ressuscitando-O dos mortos (Rm 8:11).

2ª resposta: Os “espíritos em prisão” não são espíritos de pessoas mortas, mas pessoas que estavam vivas quando a Palavra de Deus foi pregada a elas. Isso fica evidente quando lemos o verso 20, que descreve esses “espíritos” como sendo aqueles que “desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente, nos dias de Noé […].” Essas pessoas que desobedeceram a Deus no tempo de Noé foram os antediluvianos, pessoas reais e não espíritos desencarnados.
Através de 1Pedro 3:19, 20 é possível ver que em alguns casos os autores bíblicos usam a palavra “espírito” para se referir a pessoas vivas. Leia, por exemplo, 1João 4:1, onde os falsos profetas (vivos, nos dias de João) são chamados de “espíritos”. Já, Hebreus 12:22, 23 usa a mesma palavra para descrever os justos a quem a carta de Hebreus foi escrita. …

3ª resposta: A “prisão” na qual se encontravam os antediluvianos é a prisão do pecado. O termo é usado simbolicamente e não se refere a um lugar literal onde os mortos podem, em meio às chamas, parar para ouvir a Palavra de Deus enquanto agonizam no “fogo do inferno”. Provérbio 5:22 nos responde a esta terceira pergunta de modo satisfatório, como podemos ler a seguir: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com cordas do seu pecado será detido” (ARA).
O apóstolo Pedro nos informa que Noé foi o “pregador da justiça que levou o aviso divino ao “mundo antigo” (2Pe 2:5) de que deveriam se arrepender dos seus pecados antes que viessem as águas do dilúvio (Cf. toda a história em Gn 6-9). Porém, os antediluvianos estavam tão presos pelas cordas dos próprios pecados que não quiseram atender aos apelos do Espírito Santo feitos por meio de Noé.

4ª resposta: O próprio apóstolo Pedro, em sua segunda carta, ensina que os antediluvianos e habitantes de Sodoma e Gomorra não receberam uma segunda chance de salvação depois de estarem mortos (leia 2Pe 2:5, 6). E não poderia ser diferente, pois nosso destino eterno é decidido nesta vida: “Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo pecado” (Hb 3:13). Pelo fato de o pecado endurecer a pessoa, a Bíblia recomenda que o pecador aceite a Jesus hoje, pois amanhã poderá ser tarde demais (2Co 6:2). … Com base nessas informações, ao lermos 1Pedro 3:19 juntamente com os versos 18 e 20 e outros textos paralelos, podemos, sem medo de errar, traduzir o texto como se segue:

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.”

Pedro escreveu a cristão que estavam sendo injustamente insultados pelos pagãos por causa de suas crenças (1Pe 2:12; 3:9; 16; 4:14) e pede que seus leitores vejam um contraste entre o mundo mau dos dias de Noé e o mundo em que eles viviam, para encorajá-los a perseverar em seguir a Deus, mesmo sendo a minoria, assim como Noé fazia parte da minoria.

E, do mesmo modo que Cristo sofreu pelos pecados da humanidade (1Pe 3:18), os crentes foram convidados a sofrer por fazer o bem (1Pe 3:17), certos de que receberão a recompensa do Senhor (cf. Mt 5:11, 12). Afinal, todas as autoridades, sejam humanas ou angélicas, estão sujeitas ao Salvador que saiu vitorioso da sepultura e voltou ao Céu para assumir o governo do Universo. … O assunto abordado pelo apóstolo nada tem a ver com “vida após a morte”, e sim com fidelidade e perseverança cristã em meio aos insultos dos descrentes. Prof. Leandro Quadros, Na Mira da Verdade, vol. 2 (Casa), p. 50-52.



I PEDRO 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
12 de março de 2025, 0:40
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I PEDRO 3 – No capítulo anterior, o apóstolo ensinou que o cristão deve abandonar atitudes pecaminosas como maldade, falsidade, hipocrisia, inveja e maledicências – fofocas, difamações, calúnias, etc.

Além de ter tratado da vida cristã como contínuo amadurecimento espiritual, também abordou a identidade cristã – que deve ser refletida num comportamento distinto da sociedade secular/pagã. Isso inclui orar a todos, amar os irmãos na fé, temer a Deus e respeitar os governantes.

Dando continuidade à identidade cristã, I Pedro 3 inicia revelando que a esposa deve ser submissa ao marido, especialmente se este for descrente, para ganhá-lo sem palavras, apenas pelo comportamento diferenciado.

• Para tanto, a mulher cristã deve entender que o verdadeiro adorno não deve ser o exterior do corpo, mas o interior – com um espírito manso e tranquilo.

Em I Pedro 3:7, o apóstolo orienta diretamente aos maridos cristãos, destacando a importância de um relacionamento conjugal fundamentado no respeito e na compreensão. Numa sociedade que frequentemente desvaloriza a mulher, Pedro salienta que, no matrimônio cristão, a esposa deve ser tratada com honra – com alta consideração.

• Isso é tão sério que o mau tratamento à esposa afeta a comunhão do marido com Deus!

I Pedro 3:1-7 mostra que o relacionamento conjugal tem impacto direto na vida espiritual, pois um matrimônio pautado em desrespeito torna-se obstáculo na comunhão com Deus.

No restante do capítulo, Pedro volta a tratar do sofrimento do cristão. Aqui, o sofrimento por fazer o bem é tratado como uma oportunidade de testemunho, destacando que aqueles que sofrem por causa da justiça são bem-aventurados e devem responder com mansidão e temor, confiando na vitória final de Cristo.

Em sua carta, Pedro apresentou o sofrimento como uma experiência inevitável para os cristãos, mas que possui um propósito redentor. Por isso, ele encoraja os cristãos a verem suas provações como meio de purificação da fé – comparando-as ao ouro refinado no fogo – e, ressalta a esperança viva na herança incorruptível em Cristo (capítulo 1). No capítulo 2, Pedro reforça a ideia de suportar as injustiças com paciência, apontando para o exemplo de Cristo, que sofreu sem revidar, confiando plenamente em Deus.

• Assim, “Pedro enfatiza os sofrimentos e a exaltação de Jesus como exemplo para nós (2:21-25; 3:18-22)” (Bíblia Andrews).

Portanto, reavivemo-nos mesmo em meio ao sofrimento! – Heber Toth Armí.



I PEDRO 2 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO 
11 de março de 2025, 1:30
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Texto bíblico: I PEDRO 2 – Primeiro leia a Bíblia

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I PEDRO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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I PEDRO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
11 de março de 2025, 0:50
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423 palavras

Leite. Isto é, os princípios elementares, fundamentais do evangelho (ver com. de Hb 6:1, 2). CBASD, vol. 7, p. 611.

Rejeitada. As pessoas olharam para Cristo e O examinaram. Entretanto, entenderam que Lhe faltavam as qualidades desejadas no Messias, por isso O rejeitaram como salvador. A nação judaica fez essa escolha e vários indivíduos de muitas nações fizeram o mesmo desde então (cf. At 4:11). CBASD, vol. 7, p. 611.

Pedras que vivem. O apóstolo aplica aos crentes o mesmo termo que usou para se referir a Cristo (v. 4). Cada cristão é uma pedra viva por causa da união com o Cristo vivo. Sem conexão vital com Jesus Cristo ninguém pode ter via santa (ver com. de Jo 6:51, 57; 15:1-6) nem expectativa de vida eterna (ver com. de Jo 14:19). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacerdócio santo. Pedro se refere ao fato de todos os cristãos desfrutarem liberdade de acesso a Deus em virtude da obra de mediação realizada por Cristo e, por isso, não necessitam de mediador humano (ver com. Hb 4:16). O sacerdócio se caracteriza  não só pelo acesso direto a Deus, mas também pela santidade, separação do mundo, por privilégios e obrigações especiais. Os remidos serão  “sacerdotes de Deus e de Cristo” durante o milênio (ver com. de Ap 20:6). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacrifícios espirituais. Isto é, sacrifícios caracterizados por um espírito de amor e devoção a Deus, em contraste com os sacrifícios animais do sistema ritual que havia passado a significar pouco mais do que a conformidade com a forma. Somente aquele que adoram ao Senhor “em espírito e em verdade”(João 4;23, 24) podem oferecer sacrifícios “agradáveis a Deus”. Os motivos e as atitudes são a prova da sinceridade (ver com. de Mt 20:15; comparar com os sacrifícios de Caim e Abel, ver com. de Gn 4:4, 5). CBASD, vol. 7, p. 612.

Agradáveis a Deus. O sacrifício vivo de uma vida dedicada sempre é “agradável a Deus”(ver com. de Sl 51:16, 17; Rm 12:1). CBASD, vol. 7, p. 612.

Sacerdócio real. No papel de sacerdotes, os cristãos devem oferecer a Deus “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:5); também devem se apresentar como sacrifícios vivos (ver com. de Rm 12:1), um corpo de crentes consagrados ao Senhor. Eles não necessitam de sacerdote humano como mediador diante de Deus, pois só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (ver com. de Hb 7:17; 7:24-28; cf. Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 614.

25 Pastor. Este termo sugere o cuidado e a proteção de Cristo por Suas ovelhas (ver com. de Jo 10:11). Nos muros das catacumbas, trabalhos artísticos dos primeiros cristãos retratam Jesus como pastor. CBASD, vol. 7, p. 620.

Bispo. Do gr. episkopos, “supervisor”, “superintendente”, “guardião”(ver vol. 6, p. 12, 25; ver com. de At 20:28). CBASD, vol. 7, p. 620.