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1724 palavras
[Nota: Esta genealogia (toledoth) dos filhos de Noé traz muitas informações históricas e situa muito bem a descendência de Sem, através de quem surgiu Abraão (através de Arfaxade e Héber) e de como a descendência de Canaã, o filho amaldiçoado de Cão (Ham) gerou os povos que foram os maiores perturbadores do povo hebreu (babilônios, assírios, egípcios e filisteus).]
1 O “relato” ou “genealogia” da família de Noé consiste da lista das nações (cap. 10) e da narrativa da torre de Babel (11.1-9). Cronologicamente, a torre de Babel procede a lista de nações, pois a lista pressupõe a confusão das línguas (10.5, 17, 20, 31). Duas perspectivas diferentes, porém complementares, estão presentes neste relato: a lista das nações apresenta as nações como geradas de uma só linha sanguínea, se multiplicando debaixo da bênção de Deus (9.1), enquanto a narrativa da torre de Babel apresenta as nações como confundidas por causa do castigo divino (11.1-9) (Bíblia de Genebra).
A Unidade dos Homens: 1) Todas as nações tem um só sangue (uma das mais cabais provas da inspiração das escrituras encontra-se no fato de que nenhuma outra literatura jamais ensinara a respeito da fraternidade natural dos homens, pelo contrário, todas as nações sempre se opuseram a este ensino); 2) Todas as nações apresentam-se dotadas de uma necessidade suprema (cf Rm 1.18-23; 3.23 e Gl 3.22); 3) Todas as nações dispõem de um só meio de salvação (cf Gl 3.7-14) (Bíblia Shedd).
A tabela das nações pinta um quadro geográfico das nações antes do chamado de Abraão, dividindo o mundo em três grandes grupos, baseado na linhagem dos filhos de Noé. A lista cobre partes da Ásia, Europa e África, apesar do foco principal estar sobre Canaã, a futura terra de Israel (Andrews Study Bible) [ver quadro, ao final].
2 Filhos pode significar descendentes ou sucessores ou nações; também nos versículos 3, 4, 6, 7, 20-23 e 29 (Bíblia NVI).
Gomer. Os cimérios, um povo nômade ao norte do mar Negro. Mais tarde, eles migraram para a Ásia Menor [atual Turquia]. Ver Ez 38.6. Madai. Os medos. Ver 2Rs 17.6; Jr 51.11; Dn 5.28. Javã. Os gregos. Tubal, Meseque. Localizados na Ásia Menor central e oriental. Tiras. Um dos povos marítimos da região do mar Egeu. Talvez possam ser identificados com os etruscos, que finalmente se estabeleceram na Itália (Bíblia de Genebra).
3 Asquenaz. Provavelmente os citas, mais tarde desprezados pelos gregos por serem considerados não civilizados (Cl 3.11 – “…no Qual não pode haver grego nem judeu,… bárbaro, cita, escravo, livre…”)… Conforme a reputação, uma classe escrava sem cultura proveniente das tribos ao redor do Mar Negro. Os citas eram satirizados na comédia grega por causa dos seus hábitos rudes e linguajar inculto. Josefo os chamou de “um pouco melhor que bestas feras” (Bíblia de Genebra).
4 Javã partiu em diração ao ocidente, para a Europa (Is 66.19) incluindo-se entre eles os jônios ou gregos. Quitim é Chipre e Dodanin
(NVI: Rodanim) é a ilha de Rodes (Bíblia Shedd).
5 Repartiram… língua. Uma antecipação de 11.1-9. Ilha das nações. O hebraico aqui é traduzido como “países do mar”, em Is 41.5 e “terras do mar”, em Is 42.4 (Bíblia de Genebra).
6 Os filhos de Cão [Ham] são os povos do nordeste da África e Palestina. “Cuxe” (Etiópia), “Mizraim” (Egito), “Pute” (possivelmente Líbia
ou Somália) e “Canaã” (Palestina) são filhos diretos de Canaã (Andrews Study Bible).
Os egípcios, babilônios e cananeus, os vizinhos mais amargos de Israel, são mencionados nesta lista (Bíblia de Genebra).
7 Havilá. Provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
8 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor; também nos versículos 13, 15, 24 e 26 (Bíblia NVI).
Ninrode. Seu nome significa “nós nos rebelaremos”; tradições judaicas posteriores o identificam como o construtor da torre de Babel (11.1-9). Este caçador e guerreiro é um arquétipo do ideal mesopotâmico para um rei. Começou a ser. Estas expressões semelhantes são usadas para chamar a atenção para importantes acontecimentos históricos (4.26; 6.1; 9.20; 11.16) (Bíblia de Genebra).
Ninrode, o filho de Cushe, está ligado à Mesopotâmia, e a ênfase de sua capacidade de caça “perante o Senhor” marca sua capacidade superior mas não necessariamente a aprovação divina, apesar de que a frase é geralmente utilizada para indicar serviço perante o Senhor (Êx. 16:9; 27:21). A história de Esaú (Gên. 25:27) usar motivos similares e portanto liga Esaú a Ninrode (Andrews Study Bible).
Esta interrupção na genealogia [10.8-12, a história de Ninrode], é de fundamental importância para a história de Israel: explica a origem racial da Assíria e Babilônia, que mais tarde viriam a conquistar Israel (Bíblia de Genebra).
9 Poderoso caçador diante do Senhor. O mais valente dos caçadores (Bíblia NVI) [Nota do compilador: Segundo a NVI, a expressão “poderoso caçador diante do Senhor” é a tradução literal do hebraico].
Valente. Este título pode ligá-lo aos tiranos em 6.4 (Bíblia de Genebra).
10 Princípio do seu reino. Ninrode, o precursor dos construtores de cidades e reinos, marca o começo da procura do homem pós-diluviano por domínio e autonomia, contra Deus (Bíblia de Genebra).
Ereque. Uma das cidades conhecidas mais antigas. Ereque (ou Uruque, Warka moderna) era uma importante cidade localizada no rio Eufrates. Habitantes desta região foram, posteriormente, deportados para Samaria pelos assírios (Ed 4.9-10). Acade. Embora fosse a cidade do famoso Sargão de Acade (c. 2350-2295 a.C.), nunca foi localizada) (Bíblia de Genebra).
Sinear (ou Sinar). Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). A região da Babilônia (Bíblia de Genebra).
Calá. Localizada na moderna Ninrude, onde os rios Tigres e Eufrates se encontram (Bíblia de Genebra).
13 Mizraim. Egito, o infame lugar da escravidão de Israel. Ludim. Os ludins viveram, provavelmente, perto do Egito. Leabim. Geralmente tido como uma variante de “Lubim”, os líbios. Naftuim. Provavelmente habitantes da região do delta do Nilo ou baixo Egito (Bíblia de Genebra).
14 Patrusim. Habitantes de Patros, no Alto Egito ou no Sul (Bíblia de Genebra).
Casluim. É possível que os casluítas se mudaram de Creta para o Egito e mais tarde formaram parte da onda de Povos do Mar que incluía os filisteus estabelecidos na costa da Palestina e que buscaram invadir o Egito na Idade do Ferro (cerca de 1200 B.C). Alguns dos filisteus estabelecidos na costa da Palestina são mencionados no tempo dos juízes (Andrews Study Bible).
Filisteus. Não é uma das setenta nações, mas é mencionada parenteticamente como outro inimigo amargo de Israel. Os filisteus, um dos povos do mar, vieram ao Egito através de Creta (Caftor, Am 9.7), antes de habitarem na Palestina. A conexão com o Egito aqui é aparentemente geográfica ao invés de genealógica. Caftorim. Habitantes de Creta (Bíblia de Genebra).
15 Hete no verso 5 não se refere necessariamente ao famoso império dos hititas em Anatólia (Turquia) (Andrews Study Bible).
…a relação entre os heteus mencionados no Antigo Testamento (23.3-20; 26.34; 27.46; 1Sm 26.6; 2Sm 11.3) – cujos nomes parecem ser semíticos ao invés de heteus – e o grande império heteu da Ásia Menor é debatida (Bíblia de Genebra).
16 Jebuseus. Uma das nações cananéias desapossadas por Israel. Sua cidade era Jerusalém [originalmente, Jebus], que foi definitivamente conquistada por Davi (2Sm 5.6-9) (Bíblia de Genebra).
Amorreus. O Antigo Testamento usa este termo de forma vaga, às vezes se referindo aos habitantes pagãos da Palestina em geral (15.16; Js 10.5) e, às vezes, ao povo palestino das regiões montanhosas (Nm 13.29) (Bíblia de Genebra).
17 heveus. Os heveus viviam no Líbano e na Síria (Js 11.3; Jz 3.3) e também na área de Siquém e Gibeão (Gn 34.2; Js 9.1,7). arqueus. Habitantes de Arquate, identificada como a moderna Tell Arqah, localizada 19,5 km a noroeste de Trípoli. sineus. Habitantes de uma cidade fenícia costeira perto de Arqa (Bíblia de Genebra).
18 arvadeus. Este grupo vivia numa ilha, hoje chamada Ruad, 80 km ao norte de Biblos (Gebal). hamateus. Habitantes da cidade de Hamate (hoje Hama), localizada no rio Orontes (Nm 34.8; Js 13.5; 2Sm 8.9-10) (Bíblia de Genebra).
19 Limite dos cananeus. A área de Canaã, o povo amaldiçoado (9.25), estende-se do sudoeste da moderna Síria até Gaza (Nm 34). Gerar. Hoje, a cidade de Tell Abu Hureira, 17 km a sudeste de Gaza. Ver caps. 20-21;26. Sodoma…Zeboim. Ver caps. 13-14; 18-19 (Bíblia de Genebra).
20 As listas relativas aos descendentes de Jafé e Cão denotam a importância da fraternidade natural do ser humano (cf At 7.26). Antes de deixar à parte, por assim dizer, as demais nações, para tratar especialmente de Israel, o povo escolhido, Deus nos deslumbra com uma visão amorável, com relação aos povos da terra inteira. Trata-se de uma separação temporária visando à Grande Comissão (Mt 28.18-20) que, finalmente, reafirma o extremo interesse pela salvação do mundo todo (Bíblia Shedd).
21 pai de todos. Ou ancestral de todos (cf 5.3-32). O termo hebraico para “pai” era usado para ancestrais mais remotos (28.13). Sem foi o tataravô de Héber (10.24; 11.10-14) e irmão mais velho de Jafé. Ou o irmão de Jafé, o velho. Por causa da dificuldade de tradução, é incerto saber se Sem ou Jafé é o mais velho. Cam era, provavelmente, o mais novo (9.24). Supondo que a presente tradução é correta, Moisés enfatiza aqui a posição de Sem como primogênito, apesar do fato de sua genealogia ser apresentada por último (Bíblia de Genebra).
22 Os filhos de Sem. A linhagem eleita de Sem é apresentada por último (9.26) e coincide parcialmente com a linhagem mais específica do eleito Héber (v. 21) em 11.10-26. Assur. Um ancestral dos assírios. Embora fossem um povo híbrido (cf v.11), os assírios eram predominantemente semíticos (Bíblia de Genebra).
Arfaxade e Héber são referidos especialmente pelo fato de que através deles proveio Abraão. Alguns estudiosos admitem que a palavra “Hebreu” deriva de Héber (Bíblia Shedd).
Lude. Cf. v. 13. Talvez os lídios da Ásia Menor (Is 66.19; Ez 27.10). Arã. Os patriarcas tinham relações próximas com os arameus (ver 25.20; 31.20) (Bíblia de Genebra).
24 Arfaxade gerou a Salá. A Septuaginta (Antigo Testamento em grego) acrescenta Cainã entre Arfaxade e Salá; este nome adicional encontra-se na linhagem de Jesus (Lc 3.36) (Bíblia de Genebra).
25 O nome Pelegue vem da raiz [hebraica] “divide”. O tipo de divisão [da terra] ocorrida durante o período de sua vida não é clara. Pode ser um ilustração da divisão da linguagem descrita em 11:1-9. Pode se referir também a um significativo evento na separação dos continentes ou terremotos alterando o formato da terra. “Terra” pode também se referir ao mundo (como em 1:1) ou país (11:2) (Andrews Study Bible).
Este nome, que provém do termo hebraico “separar” ou “dividir”, provavelmente profetizasse a dispersão das nações em Babel. Ver Sl 55.9, onde o mesmo termo hebraico é usado na expressão “confunde os seus conselhos” (Bíblia de Genebra).
29 Ofir. Uma região, talvez na Arábia, conhecida por seu ouro puro (1 Rs 9.28; Jó 22.24). Havilá. Também, provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
30 desde Messa… para Sefar. Embora esses lugares não sejam identificados, os nomes dos filhos de Joctã indicam um lugar no sul da Arábia (Bíblia de Genebra).
Quadro das nações de Gênesis 10.

As nações de Gênesis 10 – Fonte: Bíblia de Genebra
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GÊNESIS 10 – Dos três filhos de Noé surgem três principais raças pós Dilúvio. O pecado não fora erradicado na catástrofe. No mesmo capítulo da aliança de Noé com Deus (Gênesis 9), vemos esse herói da fé (Hebreus 11:7) bêbado e amaldiçoando seu filho/neto praticante do pecado da zombaria.
Pequenos erros acarretam grandes problemas no presente e no futuro. Embriaguez, zombaria e fofoca atraem maldições. Noé embriagou-se e atraiu desgraça para sua casa; Cam, ao fofocar do erro do pai, atraiu maldição a sua posteridade. Embriagado, Noé se despiu mostrando que o desequilíbrio na vida espiritual derruba qualquer gigante da fé, acarretando desonra e vergonha.
Desrespeito com quem erra, humilhação, lascívia, vulgaridade, obscenidade e banalização tanto quanto a omissão, são pecados ridículos que atraem maldição. Cam, sem respeito ao pai, ao invés de cobri-lo (omissão), saiu contar ao irmão (fofoca). Diante de escândalos cometidos, o importante não é divulgação; espalhar o erro é tão errado quanto cometê-lo – se não for ainda pior. Ellen White é categórica ao afirmar:
“O Senhor nunca abençoa aquele que critica e acusa a seus irmãos, pois esta é a obra de Satanás” (Ev, 102).
“Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos” (4T, 195).
“Em vez de críticas e censuras, tenham nossos irmãos palavras de animação e confiança para com os instrumentos do Senhor” (4T, 185).
Se pequenos erros atraem grandes problemas para a vida, os pequenos acertos acarretam maravilhosas bênçãos. É o que aprendemos com o ato de graça de Sem e Jafé ao cobrir a desgraça do pai (1 Pedro 4:8). Arthur J. Ferch declarou: “Ainda que podemos justificar o pecado, temos de examinar a nós mesmos humildemente, identificarmos com o pecador de forma compreensiva, exortar com amor e procurar em forma redentora cobrir a nudez do pecador”.
Isso faz parte do pano de fundo de Gênesis 10. Setenta nações são apresentadas:
14 nações de Jafé (10:2-5).
30 nações de Cam (10:6-20).
26 nações de Sem (10:21-32).
A origem de uma nação explica sua moralidade. Os canaanitas amaldiçoados se tornaram adoradores pagãos, cultuaram seus deuses através da perversão sexual. Destes surgiram os egípcios, babilônios, assírios e cananeus; os piores vizinhos de Israel.
Jesus descendeu de Sem, para abençoar com Seu amor a todas as nações. Siga-O! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 9 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1338 palavras
1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos. Noé e sua família receberam uma bênção que era semelhante à que foi pronunciada sobre Adão e Eva após a criação (1.28). … Uma parte da bênção anterior, porém, não foi incluída nessa nova bênção: a ordem “sujeitai-a”, referindo-se à Terra. Essa omissão sem dúvida implica que, por causa do pecado, o domínio do mundo atribuído ao homem na criação tinha sido perdido. O pecado havia sido perturbado o relacionamento original entre seres humanos e animais, e estes foram liberados da sujeição ao homem, até certo ponto pelo menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 252.
2 medo de vós. A referência ao “medo” sublinha as mudanças com relação à situação antes da queda, quando o homem era vegetariano. Agora o domínio humano sobre a criação inclui a exploração do reino animal para alimentação. Bíblia de Genebra.
O medo que todos os animais terrestres, alados e aquáticos deviam ter não excluiria sua rebelião ocasional contra o domínio humano. Por vezes, eles iriam se levantar e destruir o homem. Na verdade, Deus ocasionalmente os usou para executar a justiça divina (ver Êx 8:6, 17, 24; 2Rs 2:24). CBASD, vol. 1, p. 252.
3 ser-vos-á para alimento. Isso não significa que as pessoas tenham começado a comer carne pela primeira vez nessa ocasião, mas que pela primeira vez Deus as autorizou, ou melhor, permitiu fazer o que o dilúvio tornou uma necessidade. … Com a destruição temporária de toda a vida vegetal durante o dilúvio e a exaustão dos suprimentos alimentícios colocados na arca, surgiu uma emergência que levou Deus a permitir a ingestão de alimentos cárneos. Além disso, a alimentação carnívora encurtaria a vida pecaminosa dos homens (CRA, 373). CBASD, vol. 1, p. 253.
O fato de não ser apresentada aqui a distinção entre animais limpos e imundos, no que diz respeito à alimentação, não significa que Noé a desconhecesse. Que Noé estava familiarizado com essa distinção fica claro pela ordem prévia de levar na arca mais animais limpos do que imundos (Gn 7:2) e por ele oferecer apenas animais limpos em holocausto (8:20). CBASD, vol. 1, p. 253.
4 não comam carne com sangue, que é vida [NVI]. Lv 17.14 ressalta a estreita relação entre sangue e vida ao declarar duas vezes que “a vida de toda carne é o seu sangue”. A vida é dádiva preciosa e misteriosa de Deus, e o homem não deve buscar preservá-la ou aumentar a força vital dentro de si comendo a “vida” que está “no sangue” (Lv 17.11) – o que muitos povos pagãos no decurso da história acreditaram que podiam conseguir. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta proibição é mencionada na carta redigida para as igrejas novas, por ocasião do Concílio de Jerusalém (At 15.20, 28). Bíblia Shedd.
5 requererei a vida do homem. O mandamento “não matarás” é tão amplo em suas implicações que todo tipo de encurtamento da vida é proibido. CBASD, vol. 1, p. 254.
de todo animal o requererei. O estatuto de que um animal que matasse um ser humano devia ser destruído foi posteriormente incorporado ao código mosaico (Êx 21:28-32). Essa ordem não foi dada para punir o animal assassino, que não está sujeito à lei moral e, portanto, não pode pecar, mas para a segurança das pessoas. CBASD, vol. 1, p. 254.
6 derramar o sangue. Expressão idiomática que frequentemente quer dizer assassinato (Gên 37.22; 1Rs 2:31; Ez 22.4). Andrews Study Bible.
pelo homem. A capacitação dos seres humanos por Deus, com esta autoridade judicial, mostra que estes permanecem diante de Deus como dominadores (1.26) e lança fundamentos para o governo pelo Estado (Rm 13.1-7). Bíblia de Genebra.
Ao matar um ser humano, o assassino demonstra desprezo para com Deus e para com o próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 minha aliança. Como todos os outros concertos da Escritura, o concerto é baseado na graça de Deus e em Sua iniciativa, não pela performance humana ou comportamento. Andrews Study Bible.
12 sinal. As alianças bíblicas são geralmente confirmadas por símbolos visuais; estes incluem a circuncisão na aliança com Abraão (17.11), o sábado com Moisés (Êz 31.13,17), e a Ceia do Senhor na nova aliança (Lc 22.20). … Muitas vezes, estes sinais já existiam (p. ex., o sábado e a circuncisão), mas receberam novo significado. Bíblia de Genebra.
17 este é o sinal. A aliança entre Deus e Noé concluiu os eventos ligados à maior catástrofe que o mundo já experimentou. A Terra, uma vez bela e perfeita, apresentava, então, até onde alcançava a vista, uma imagem de completa desolação. Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viriam o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás. Devia haver um novo recomeço. Uma vez que somente os membros fiéis e obedientes haviam sobrevivido ao dilúvio, havia razões para se esperar que o futuro apresentasse um quadro mais feliz do que o passado. Depois de haverem sido salvos, pela graça de Deus, do maior cataclismo imaginável, era de se esperar que os descendentes de Noé aplicassem para as gerações futuras as lições aprendidas do dilúvio CBASD, vol. 1, p. 255, 256.
18 Cam é o pai de Canaã. Deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo para o desagradável acontecimento descrito nos versos seguintes, a fim de que compreendessem por que os cananeus, que eles logo conheceriam, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. CBASD, vol. 1, p. 256.
21 embriagou-se. O pecado de Noé proporciona aos cristãos a seguinte admoestação: 1) Não estará jamais imune ao pecado e às tentações; 2) Pequeninos deslizes cometidos durante o curso normal da existência poderão acarretar perigos graves; 3) O crente poderá dar ocasião a que outros cometam pecados, mesmo entre os familiares; 4) Cumpre que o crente esteja consciente da imparcialidade com que Deus pune o pecado. Bíblia Shedd.
O registro do pecado de Noé mostra a imparcialidade da Bíblia, que registra tanto as virtudes dos grandes servos como as suas faltas. A idade e as vitórias espirituais anteriores não são garantia contra a derrota na hora da tentação. Quem pensaria que um homem que andara com Deus por séculos e que resistira às tentações de multidões, cairia sozinho? Um momento de descuido pode macular a mais pura vida e desfazer grande parte do bem que se faz no decorrer de anos. CBASD, vol. 1, p. 256, 257.
22 vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Divulgou, em vez de encobrir, a indecência do pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O pecado de Cam não foi uma transgressão involuntária. Talvez ele tenha visto acidentalmente a condição vergonhosa do pai, mas, em vez de ficar cheio de tristeza pela insensatez do pai, ele se alegrou com o que viu e se deleitou em divulgá-lo. CBASD, vol. 1, p. 257.
25 maldito seja Canaã! Orígenes, um dos pais da igreja, menciona a tradição de que Canaã foi quem primeiro viu a vergonha do avô e contou a seu pai. Não é impossível que Canaã tenha participado da má ação do pai. … A maldição de Noé não parece ter sido pronunciada por ressentimento, mas como uma profecia. … É simplesmente uma predição do que Deus viu de antemão e o anunciou através de Noé. CBASD, vol. 1, p. 257.
Canaã e seus descendentes seriam castigados por serem ainda piores que Cam (Lv 18.2,3,6-30). … A profecia de Noé não pode ser usada para justificar a escravidão da raça negra, pois os amaldiçoados eram cananeus, da raça caucásica – brancos, portanto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 habite ele nas tendas de Sem. Quando o evangelho foi pregado em grego, uma língua jafetita, o povo de Israel, que era descendente de Sem, em borá subjugado por Roma, descendente de Jafé, tornou-se o vencedor espiritual dos jafetitas, e assim, figuradamente, recebeu-os em suas tendas. CBASD, vol. 1, p. 258.
27 todos os dias de Noé. A história de Noé termina como uma bem conhecida fórmula do cap. 5, sugerindo que os relatos contidos nos cap. 6-9 pertencem à história de Noé. Embora Noé fosse um homem justo e andasse com Deus, não atingiu a estatura espiritual de seu bisavô Enoque. Depois de testemunhar o crescimento e a expansão de uma nova geração, e de ter visto quão rapidamente esta seguiu as ímpias inclinações do coração, Noé morreu. CBASD, vol. 1, p. 258.
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GÊNESIS 9 – Deus anseia comprometer-Se conosco e espera que respondamos comprometendo-nos com Ele. Em Gênesis 6:18 acontece a primeira referência explícita de Deus fazendo aliança com humanos; porém, embora “seja a referência mais antiga a uma aliança na Bíblia, o uso desse termo hebraico específico implica que Deus já havia feito uma aliança com a humanidade. Nesse sentido, a aliança de Deus com Noé pode ser vista como uma renovação de Sua aliança com Adão, para a qual a Bíblia aponta implicitamente em Gênesis 3:15”, explicam Gerhard e Michael Hasel.
A aliança que Deus fez após o Dilúvio não se limita a Noé, ela é incondicional e mundial. Deus evidenciou Seu sinal de aliança de compromisso conosco através de um arco-íris; sinal físico, visível, nas nuvens. Prometeu nunca mais destruir a terra com Dilúvio.
O arco-íris nos lembra que Deus castigou a maldade com Dilúvio, mas também garante que ainda que chova, não precisamos temer novo Dilúvio. Cada vez que presenciarmos um arco-íris, deveríamos lembrar que Deus abomina e julga os pecados, mas faz promessa e a cumpre apesar dos pecadores.
Embora Deus cumpra Sua promessa de nunca mais enviar um Dilúvio universal para destruir a Terra, Ele também alega que o mal será erradicado com fogo (2 Pedro 3:7, 10-11; Apocalipse 20:9).
Por isso, precisamos olhar para a história de Noé e sua família com atenção. Noé representa o remanescente fiel que será salvo. Sua prontidão em atender às orientações de Deus lhe garantiram a salvação quanto nossa prontidão de se comprometer com Jesus e tê-lO como Sumo Sacerdote (Hebreus 4:14-16; 8:1-2) e advogado (1 João 2:1-2) através da entrega pelo batismo (Marcos 16:16) garantirá nossa salvação.
Precisamos perseverar na fidelidade ao Deus da aliança quando o mundo todo estará aliado à besta e a sua imagem (Apocalipse 13:1-18; 14:6-12).
Em Gênesis 7:23 encontramos a teologia embrionária do remanescente: “Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca”. São estes que começaram na “terra nova” em Gênesis 9. Apenas um remanescente fiel entrará na “Nova Terra” oficial (Apocalipse 21:6-8; 22:3-4); os que vivem de maneira santa e piedosa viverão onde habita a justiça (2 Pedro 3:10-13).
Aprendamos a andar com Deus aqui na Terra para andarmos com Ele lá no Céu! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 8 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1434 palavras
1. Lembrou-se Deus de Noé. Este verso não implica que Deus houvesse esquecido Noé durante um tempo. Esta é uma expressão que indica divina solicitude e graça. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 248.
A lembrança de Deus é central na história do dilúvio. Quando Deus “se lembra”, Ele também age em benefício de Seu povo (19:29; 30:22; Ex. 2:24; 6:5), individualmente e coletivamente. Note a preocupação divina tanto com a humanidade quanto com os animais. […] De modo similar ao cap. 1, o espírito/vento (a mesma palavra em hebraico) de Deus é um agente no processo de re-criar um ambiente que os humanos possam ocupar. Andrews Study Bible.
A expressão hebraica indica ação baseada em um compromisso prévio (9.15; 19.29; 30.22; Êx 2.24; Lc 1.72-73), não numa mera lembrança. Bíblia de Genebra.
A única coisa que Deus esquece, com referência a Seus filhos, são os pecados (cf Is 43.25 com Is 49.15). (Bíblia Shedd).
4. Ararate. Todos os expositores bíblicos concordam que a referência aqui é à região montanhosa da Armênia, embora não se saiba exatamente qual a parte das montanhas do Ararate. Nada tem sido comprovado sobre a descoberta de restos da arca de Noé. A localização tradicional, o moderno monte Ararate, tem dois picos, um com 5.137 m, outro com 3.896 m de altura. Entre os persas esses picos gêmeos são conhecidos como Koh-i-nuh, “a montanha de Noé”. Este seria um lugar ideal para a arca repousar enquanto as águas baixavam. A partir dele, os sobreviventes do dilúvio podiam se espalhar por todas as terras. CBASD, vol. 1, p. 248.
5 As águas foram minguando. As águas baixaram gradualmente por dois meses e meio após a arca ter repousado sobre as montanhas do Ararate. CBASD, vol. 1, p. 248.
8 Soltou uma pomba. Embora não seja declarado quanto tempo Noé esperou antes de fazer outra tentativa, a expressão “esperou ainda outros sete dias”(v. 10) indica que o primeiro dia de espera tinha tido a mesma duração. Uma semana mais tarde a pomba permaneceu fora o dia todo, mas voltou à noite com uma folha de oliveira, aparentemente de uma árvore que havia sobrevivido ao dilúvio. Em hebraico, a expressão “nova”, literalmente “colhida fresca”, indica claramente que a folha não tinha sido achada flutuando na superfície da água. Noé reconheceu folha de oliveira como evidência de que a terra estava quase seca e que ele logo poderia sair da arca. Uma semana mais tarde a pomba já não voltou mais, o que foi uma evidência de que as condições eram suficientemente normais para que ela permanecesse fora da arca. CBASD, vol. 1, p. 248.
13 A cobertura da arca. Há indicação de que houve um período adicional de espera após o qual Noé achou que era hora de investigar por si mesmo. Uma vez que pouca coisa se podia ver pelas abertura da treliça que ficava abaixo do teto da arca, ele removeu uma parte do teto. A palavra “cobertura”, mikseh, é usada no AT para designar o teto do tabernáculo (Êx 26:14). CBASD, vol. 1, p. 248.
14 Do segundo mês. A arca é prova da bondade de Deus e da fé obediente de Noé. A arca foi um refúgio em tempo de perigo, um lar para os desabrigados e um templo onde a família de Noé adorava a Deus. Conduziu-os em segurança do velho mundo para o novo, de um ambiente de vício e pecado para uma Terra purificada do pecado. A arca era o lugar de salvação apontado por Deus, e fora dela não havia segurança. E como foi nos dias de Noé, assim será quando a presente era chegar a um abrupto fim por ocasião da vinda do Filho do homem (ver Mt 24:37). Aqueles que desejam ser salvos precisam se valer da provisão que Deus fez para a salvação. CBASD, vol. 1, p. 249.
16 Sai. Noé havia aprendido a confiar em Deus e a esperar pacientemente durante os 120 anos de pregação e construção da arca. Esse longo período ativo foi seguido por mais de um ano na arca. Durante as primeiras semanas e meses ele havia experimentado incessante chuva, uma turbulenta tempestade e tremendas convulsões da Terra, que pareciam estar prestes a destruir a frágil embarcação. Mais tarde, quando a arca repousou sobre as montanhas do Ararate, começou um tedioso tempo de espera, que durou mais de sete meses. Noé pode ter pensado algumas vezes que Deus tivesse esquecido a solitária arca e seus ocupantes no topo daquela montanha. Ele, no entanto, teve as duas virtudes gêmeas: fé, e paciência. Com que alegria Noé deve ter ouvido uma vez mais a voz de Deus ordenando que saísse da arca. CBASD, vol. 1, p. 248, 249.
Posto que o dilúvio foi uma prefiguração do batismo cristão (1Pe 3.20-21), a saída de Noé e sua família da arca pode ser tida como seu surgimento das águas da morte para uma nova vida (cf. Jo 5.28-29; 11.43; Rm 6.3-6). Bíblia de Genebra.
17 E povoem abundantemente a Terra (ARC). Esta declaração tem sido considerada por alguns comentaristas como uma indicação de que Deus havia restringido a capacidade reprodutora dos animais durante o ano que eles permaneceram nas apinhadas repartições da arca. Então, a bênção original sobre os animais, para que se multiplicassem e enchessem a Terra (Gn 1:22) foi repetida. CBASD, vol. 1, p. 250.
Após a comoção da tormenta e o silêncio do período de secagem, Deus fala novamente a Noé. A divina ordem é clara e ecoa a ordem de Gên. 1:28: “Sede frutíferos e multiplicai-vos”. Andrews Study Bible.
18 Saiu, pois, Noé. Quando um anjo desceu do Céu e abriu a porta que havia sido fechada um ano antes de maneira semelhante, Noé e sua família saíram. Os animais seguiram Noé, saindo da arca de maneira ordenada, cada um segundo a sua espécie. Esse instinto de se associar com outros de sua própria espécie é geralmente característico do mundo animal. CBASD, vol. 1, p. 250.
20 Levantou Noé um altar. O primeiro ato de Noé ao sair da arca foi adorar a Deus. Os sacrifícios oferecidos por Noé não eram apenas expressão de gratidão por haver sido preservado, mas também um testemunho de sua fé no Salvador – que era tipificado pelos sacrifícios de animais. CBASD, vol. 1, p. 250.
holocausto. Isto é, sacrifício totalmente queimado. Bíblia NVI.
A oferta queimada é tomada dentre os animais limpos, uma indicação de que as categorias de animais limpos e imundos era conhecida antes do dilúvio. Somente animais limpos foram utilizados como animais sacrificais. Para mais sobre a identificação entre animais limpos e imundos em relação à alimentação e saúde, veja Lev. 11:1-47; Deut. 14:3-21. Andrews Study Bible.
21 E o SENHOR aspirou o suave cheiro. A satisfação de Deus com a conduta de Noé e a aceitação da oferta são apresentadas em linguagem bastante humana. A resposta divina à adoração de Noé foi uma decisão de que a a Terra não seria destruída por outro dilúvio. Essa promessa só foi comunicada um pouco mais tarde (ver Gn 9:8-17). As palavras “Não tornarei a amaldiçoar a terra” não removeram a maldição original (3:17). Referem-se simplesmente ao fato de que não sobreviria novamente à raça humana uma catástrofe universal como o dilúvio. Enchentes localizadas não estavam incluídas nessa promessa. CBASD, vol. 1, p. 250.
suave. A frase implica na aceitação do sacrifício e do ofertante. O “cheiro suave” é geralmente associado com instruções a respeito de sacrifícios. A frase é parte de um monólogo divino do qual o leitor é privado. Apesar do dilúvio ter destruído a “violência” condenada em 6:11, ele não mudou a natureza humana (como logo se tornará evidente nos capítulos seguintes de Gênesis). Contudo, a graça divina entra no tribunal. Andrews Study Bible.
Um jogo de palavras resulta da similaridade entre esta palavra hebraica [cheiro suave] e o nome de Noé. Esta referência ao olfato divino antropomorficamente retrata o prazer de Deus na adoração de Seu povo (Ez 20.41; Ef 5.2; cf. 2Co 2.15-16). Bíblia de Genebra.
amaldiçoar a terra. A resolução divina de não renovar o julgamento se baseia no sacrifício aceito (cf 1 Sm 26.19; Cl 1.20; Ef 5.2), não na incorrigibilidade do homem que causara o dilúvio (6.13). Bíblia Shedd.
22 Enquanto durar a Terra. O relato mais notável do dilúvio fora da Bíblia ocorre no antigo épico de Gilgamés, escrito pelos babilônicos. Embora a seção do épico que trata do dilúvio exiba muitas semelhanças com o relato do Gênesis, há diferenças entre os dois relatos que evidenciam a inspiração e exatidão do relato bíblico. O politeísmo e outras ideias religiosas pagãs dão ao épico de Gilgamés um tom distintamente pagão. Embora histórias semelhantes à do dilúvio persistam em diferentes culturas, é natural que o relato babilônico seja um pouco mais acurado que outros, devido à proximidade entre Babilônia e as montanhas do Ararate. CBASD, vol. 1, p. 251.
Veja mais comentários, de Bíblias de estudo, sobre Gênesis 1 a 7, em:
Gênesis 1: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-cap-1.html
Gênesis 2: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-2.html
Gênesis 3: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-3.html
Gênesis 4: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-4.html
Gênesis 5: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-5.html
Gênesis 6: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-6.html
Gênesis 7: http://reavivadopelapalavra.blogspot.com/2012/04/genesis-7-segunda-23042012.html
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GÊNESIS 8 – Noé prezou por sua família. Sua família se salvou na arca cheia de animais com seus aromas e ruídos. Apesar das inúmeras dificuldades, limitações, e atividades incessantes na arca, ainda era melhor estar dentro dela do que fora dela. Assim é também a igreja. Precisamos dela com todos os seus inúmeros defeitos e problemas.
Precisamos prezar pela família. Em Gênesis 6, a maré da maldade se multiplicou pelos casamentos mistos, filhos de Deus casando-se com filhas dos homens. Visando o cumprimento de Gênesis 3:15 Deus preserva a família de Noé. Essa mensagem deveria ficar clara aos israelitas que amassavam barro para fazer tijolos no Império Egípcio. O povo escravo era herdeiro da promessa – para esse ponto apontava cada página de Gênesis.
Assim, nas entrelinhas, notamos um grande conflito entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás. Ambos trabalham com a família. Satanás intenta perverter a família, enquanto Deus faz de tudo para preservá-la, sabendo que sem família, o caos toma conta! Precisamos cooperar com Deus! Inclusive as famílias de animais foram prezadas por Deus, até com os animais se percebe o quanto a família é de suma importância.
Terminado o Dilúvio, e abaixado as águas, Noé e sua família saem da Arca em terra seca com as famílias de animais. Imagino Noé comparando a terra com o que ela era antes do dilúvio. “Mal se consegue investigar como eram a terra, o mar, a atmosfera, a cultura, etc. antes do dilúvio” afirma Alexander Von Stein.
Ficou tudo diferente, menos o amor de Deus pela humanidade. Em Gênesis 8:1, “Deus lembrou-se de Noé…” não indica que havia esquecido, revela que Ele estava atento. Após Noé perceber evidências de terra seca, esperou em Deus; “então Deus disse a Noé: ‘Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles…”. Depois de sair, “Noé construiu um altar dedicado ao Senhor… o Senhor sentiu o aroma” e fez uma promessa nunca mais destruir a terra com água.
É lindo o relacionamento que Deus deseja ter com os humanos. Deus almeja que nossa família dependa dEle em cada detalhe, assim como a família de Noé dependia.
Coloque tua família nas mãos de Deus, é a melhor coisa a fazer! Busquemos reavivamento familiar! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 7 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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890 palavras
1. Entra. Por 120 anos Deus manteve Sua longanimidade (1Pe 3:20), e durante esse tempo Noé, por sua vida e obra, “condenou o mundo” (Hb 11:7). Mas os seres humanos, em seu descuido e indiferença, aproximavam-se rapidamente de seu fim. Ao salvar uma família e destruir todas as outras, Deus não estava sendo arbitrário. Somente Noé havia se qualificado para estar no novo mundo que surgiria após a purificação da Terra pelas águas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 244.
2. De todo animal limpo. A instrução para que Noé levasse na arca mais animais limpos do que imundos pressupõe que Noé sabia distinguir entre as duas classes. Fica claro que essa distinção não se originou com Moisés. Ela remonta a tempos anteriores, quando Deus deu as instruções relativas aos sacrifícios – nos quais só deviam ser usados animais limpos (ver Gn 8:20). A razão pela qual, em suas primeiras diretrizes a Noé (6:19), Deus não tenha feito distinção entre animais limpos e imundos pode ser explicada pelo fato de que, naquele momento, 120 anos antes do dilúvio, instruções tão detalhadas não eram necessárias (ver com. do v. 9). CBASD, vol. 1, p. 244, 245.
7 Entrou Noé. Comparando-se os v. 7 e 10, fica óbvio que Noé não esperou até o último dia antes do dilúvio para entrar na arca. Impulsionados pelo medo e impelidos pela fé, Noé e sua família não perderam tempo em obedecer à ordem para entrar na embarcação de refúgio. Pedro diz que apenas oito pessoas foram salvas do dilúvio (1Pe 3:20); portanto, é óbvio que Noé e seus três filhos tinham apenas uma esposa cada um. A poligamia, comum entre os cainitas, ainda não era praticada pelos filhos de Deus. CBASD, vol. 1, p. 245.
9 Entraram … de dois em dois. Em obediência a um impulso misterioso, animais de todas as espécies entraram na arca. Nada menos que o poder divino poderia ter orquestrado essa entrada ordenada e pontual. Que vívida advertência deve ter sido essa para os ímpios que a testemunharam! Ali estavam animais domésticos e selvagens, animais rastejantes e aves, todos se dirigindo para a arca, aparentemente por sua própria vontade. Que contraste: mudos irracionais obedientes ao Criador, e seres humanos inteligentes se recusando a dar ouvidos a Seu misericordioso chamado de advertência! Se havia algo capaz de causar uma impressão nos pecadores, isso deveria tê-lo feito; mas eles haviam endurecido o coração por tento tempo que mesmo esse milagre não os impressionou. CBASD, vol. 1, p. 245.
11 As fontes do grande abismo. A Terra, que nunca antes havia recebido chuva (ver com. de Gn 2:6), foi repentinamente inundada por imenso volume de água. Iniciou-se uma chuva pesada e incessante. Simultaneamente, a crosta terrestre se rompeu, e massas de água subterrâneas jorraram, causando estragos e inundando a terra outrora seca. CBASD, vol. 1, p. 245.
16 E o SENHOR fechou a porta após ele. Esta declaração enfatiza a natureza miraculosa dos eventos ocorridos durante a semana imediatamente anterior ao dilúvio. Esse ato divino significou também que o tempo de graça para a raça caída havia chegado ao fim. Como nos dia de Noé, a porta de misericórdia se fechou um tempo antes do dia de visitação de Deus, assim também nos últimos dias o povo de Deus deve ser advertido: “Fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te”(Is 26:20, 21; Mt 24:37-39; 2Pe 3:6, 7). CBASD, vol. 1, p. 246.
17-20 Cresceram … predominaram … prevaleceram as águas. Um imensurável volume de água cobriu toda a Terra. A extensão universal do dilúvio dificilmente poderia ter sido expressa em palavras mais fortes. Essa descrição torna impossível o ponto de vista de alguns, de que o dilúvio foi um acontecimento local ocorrido no vale da Mesopotâmia. Os depósitos sedimentares descobertos por arqueólogos em Ur dos caldeus, por exemplo, não podem ser uma explicação para o que é descrito em Gênesis sobre o dilúvio (PP, 107, 108). Em toda a parte, sobre a superfície da Terra, encontram-se restos fósseis de plantas e animais, obviamente depositados pela água. Esses depósitos se estendem, em certos locais, a profundidade de até cinco quilômetros, mas a profundidade média é de pouco mais de 800 metros. A distribuição universal desses restos fósseis e a profundidades que estão enterrados testificam inequivocamente tanto da extensão global quanto da grande violência do dilúvio. A universalidade dessa catástrofe é também atestada pelas lendas do dilúvio preservadas entre povos de quase todas as etnias sobre a face da Terra. Desses relatos, o mais completo é o dos antigos babilônicos que se estabeleceram muito próximo ao local onde a arca repousou após o dilúvio e de onde a raça humana novamente começou a se espalhar. O épico de Gilgamés [ou Gilgamesh] traz muitas semelhanças irrefutáveis com o relato de Gênesis, mas difere dele o suficiente para demonstrar que é uma versão alterada da mesma história. Uma comparação dos dois relatos apresenta impressionantes evidências da inspiração da narrativa do Gênesis. … Os próprios elementos desencadeados para destruir os ímpios levaram em segurança a fiel família de Noé. A Deus nunca faltam recursos para salvar. Ao mesmo tempo, é de Sua vontade que o homem exerça plenamente a inteligência e a força concedidas por Ele. Deus preservou miraculosamente a arca, mas ordenou que Noé a construísse. CBASD, vol. 1, p. 246.