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“Fidelíssimos são os Teus testemunhos; à Tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre” (v.5).
Firmado o mundo em seu lugar no Universo, o Criador deixou na Terra a assinatura inconfundível de Sua existência, majestade e poder. Mesmo após a entrada do pecado, Seus atributos divinos podem ser “percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20), o que faz da natureza um dos livros do Céu, da ciência da verdadeira educação. Contemplar as obras de Deus deve compor a nossa comunhão diária como parte integrante dela. Foi assim que Jesus passou os Seus dias na Terra, deixando-nos perfeito exemplo.
O céu, com sua singular pintura matinal ou com as variadas cores do pôr do sol, a vegetação com seus tons de verde calmantes, as flores com suas formas, cores, tamanhos e perfumes diversos, os animais, desde a minúscula formiga até o maior dos mamíferos, cada detalhe da criação revela preciosas lições que o nosso Senhor e Salvador não ignorou. Aquele que “estava no princípio com Deus” (Jo.1:2), extraía das singelas flores do campo ou da menor das sementes o mais elevado conhecimento. E foi ao som do “bramido das águas” e por sobre “os poderosos vagalhões do mar” (v.4) que Seus pés andaram apontando para a fiel promessa de que Ele está conosco nas tempestades da vida e tem o controle de todas as coisas.
As crianças possuem uma aguçada predileção pela simplicidade e pela natureza. Talvez seja por isso que o adulto não tenha a mesma empolgação e atenção de uma criança quando vê uma borboleta, por exemplo. Com o tempo, acabamos perdendo essa percepção que foi tão explorada e valorizada no ministério de Cristo. Então, passamos a ter uma noção equivocada do reino dos céus como um lugar de formalidades, quando o próprio Jesus o comparou a um alegre jardim de infância: “Deixai vir a Mim os pequeninos, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc.18:16).
Precisamos receber as boas-novas do reino de Deus com a alegria e simplicidade de uma criança, ou jamais entraremos nele. Foi justamente esta mensagem que impactou o nobre e obediente jovem rico. Mas sua impecável vida piedosa não era suficiente. Ele precisava negar o seu próprio eu a fim de desfrutar da alegria de seguir a Jesus. Foi-lhe dito: “Uma coisa ainda te falta” (Lc.18:22). O que falta ainda em nossa vida para que possamos, de fato, seguir as pegadas de Cristo? Não confundam ser criança com ser imaturo. Não foi isso que Jesus quis dizer. Além de simples e humilde, a criança também é dependente, e é essa dependência que nos leva para mais perto de Deus e de Sua vontade.
O nosso Criador também é o nosso Pai que deseja nos levar de volta para casa. Se confessarmos diariamente: “Reina o Senhor” (v.1) em minha vida, então desfrutaremos de Suas fidelíssimas promessas como uma criança desfruta das dádivas paternas. A nossa alegria estará em sermos, pela graça de Deus, santos como Ele é santo (1Pe.1:15-16) e em aguardar e apressar a vinda do nosso Rei e Senhor (2Pe.3:12). Que Ele nos encontre como Suas crianças que não veem a hora de receber o presente eterno.
Nosso Pai amado, que o Senhor reine em nosso coração capacitando-nos a contemplar as obras de Tuas mãos com os olhos de Jesus, aprendendo e praticando as ricas e sábias lições espirituais que o Teu Espírito deseja nos ensinar. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, crianças do reino de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos93 #RPSP
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“Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo” (v.1).
Agradecer nem sempre é uma prática tão comum quanto pedir. Na verdade, pedimos muito e agradecemos pouco. E, geralmente, pedimos o que queremos e não o que precisamos. Os nossos desejos são alimentados para saciar a nossa própria vontade e a nossa ansiedade por conquistas pessoais. Como está escrito: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tg.4:3). Não é errado ter sonhos e ir em busca deles. O erro está em colocá-los acima dos sonhos de Deus para a nossa vida.
No verso quatro, o salmista fez uma declaração a respeito disso: “Pois me alegraste, Senhor, com os Teus feitos, exultarei nas obras das Tuas mãos”. Percebem, amados? A verdadeira gratidão brota de um coração que compreende que a vontade de Deus é sempre a melhor. Já “o inepto não compreende e o estulto não percebe isto” (v.6). Ou seja, aquele que procura somente os seus próprios interesses, que não busca andar no centro da vontade divina, jamais irá compreender as obras grandiosas de Deus, e, consequentemente, nunca compreenderá o valor e a alegria que emanam da gratidão por viver os propósitos divinos. Pois “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2:14).
Sendo um Salmo sabático, ele também revela o cuidado paterno de Deus em estabelecer um tempo especial de gratidão e de louvor para que Seus filhos O reconheçam, a cada manhã e a cada noite (v.2), como o Criador de todas as coisas. O sábado foi estabelecido na criação (Gn.2:1-3) para nos deleitarmos na presença do Altíssimo e nEle encontrarmos o descanso que nos proporciona a plena união com Ele e uns com os outros. O sábado é uma bênção que gera bênçãos, e uma escola de gratidão semanal, como disse o Senhor através do Seu profeta:
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Is.58:13-14).
A gratidão nos faz exercitar, além de outras coisas, a confiança em um Deus que é reto e justo (v.15), a ponto de encontrarmos alegria e satisfação mesmo em meio à perseguição dos inimigos (v.11). Viver “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2), ainda que seja um desafio diante de nossa natureza carnal egoísta, sempre será a melhor decisão a ser tomada e é um dom do Espírito para todos os que buscam o Senhor de todo o coração.
Não troque uma vida que florescerá eternamente (v.12) pelo que é terreno e passageiro. Apegue-se ao Senhor e à sabedoria da Sua vontade, e serás bem-sucedido em florescer “nos átrios do nosso Deus” (v.13). Logo Ele voltará! É só um pouco mais, amados, e veremos a linda face do nosso Redentor.
Bendito seja o Senhor, cuja vontade é a nossa salvação! “Ele é a minha rocha, e nEle não há injustiça” (v.15). Seja sempre o nosso coração, Senhor, solo fértil para a Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justos que florescem e crescem para a glória de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos92 #RPSP
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“Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (v.7).
Não há melhor alívio para quem está andando sob o sol do que encontrar uma sombra. No calor da adversidade, o cristão pode encontrar descanso “à sombra do Onipotente” (v.1). Com praticamente uma promessa em cada versículo, o Salmo 91 é um dos textos bíblicos mais conhecidos no meio cristão. A segurança prometida para os que fazem de Deus o Seu refúgio (v.9) é completa e é segura. E, convenhamos, se tem uma coisa da qual necessitamos neste mundo é de segurança.
Ao estudar as profecias, a Bíblia nos revela que haverá um tempo de angústia “qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Isto é, as palavras e promessas deste Salmo são também palavras proféticas, promessas que se cumprirão com precisão na vida do remanescente de Deus, que guardou a verdade do Senhor como “pavês e escudo” (v.4; Leia Ap.14:12). Sobre este momento, Ellen White escreveu: “Aqueles que haviam zombado da ideia de os santos ascenderem para os Céus, serão testemunhas do cuidado de Deus para com o Seu povo, e contemplarão seu glorioso livramento” (Eventos Finais, CPB, p.227).
Para todo aquele que se apegar a Deus com amor, buscando conhecê-Lo cada dia mais (v.14), somente com os olhos verá o castigo dos ímpios (v.8). Nada os abalará, pois o Senhor dará ordens aos Seus anjos para que os guardem por onde quer que andarem (v.11). Ellen White também escreveu: “No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais” (Eventos Finais, CPB, p.228). Não há o que temer, se Deus é o nosso refúgio e baluarte (v.2). Este Salmo, porém, não exime o cristão de passar por momentos difíceis. Ainda vivemos em um mundo manchado pelo pecado. Mas ele terá seu fiel cumprimento na vida dos últimos santos antes do segundo advento de Cristo.
Em minha jornada cristã tenho aprendido grandes e preciosas lições com o Espírito Santo, e como tem sido para mim um terrível incômodo quando deixo de ouvir a Sua voz para dar lugar aos meus vis sentimentos! Eu louvo a Deus por não desistir de mim e me mostrar por onde devo caminhar. Quanto mais me aproximo de Cristo, mais percebo a minha indignidade e a minha necessidade dEle. Porém, ao mesmo tempo, sinto uma alegria arrebatadora e uma confiança inabalável de que Ele tem me sustentado nas Suas mãos para que eu não tropece “nalguma pedra” (v.12).
Creio, amados, que já estamos vivendo uma espécie de período pré-angústia. E aqui não me refiro apenas aos resultados dos sinais oculares, que já se mostram cada vez mais intensivos e constantes, mas à batalha espiritual que tem sido travada em cada coração. Oh, meus irmãos, se o Senhor for o nosso refúgio e fizermos do Altíssimo a nossa morada diária, na angústia Deus estará conosco, no tempo da opressão nos livrará, e no grande Dia de Cristo nos glorificará e nos mostrará a Sua salvação (v.16)!
Precisamos experimentar a sagrada e diária intimidade com o Senhor. Não dependa de textos como este para ouvir a voz de Deus. Vá à Bíblia primeiro, com oração e sincero desejo de aprender, e você descobrirá, a cada dia, os tesouros da comunhão pessoal com Cristo. É algo que ninguém pode fazer em nosso lugar. É individual e intransferível. Jesus te ama muito e não vê a hora de te levar para casa! Permita que os tesouros celestiais sejam derramados sobre sua vida diariamente e você jamais será decepcionado.
Jesus amado, guarda o nosso coração no esconderijo celestial até que venhas! Nosso refúgio e nosso baluarte, Deus nosso, em Ti confiamos! Salva-nos, por Tua graça! Em Teu nome oramos, Senhor, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, os que conhecem a Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos91 #RPSP
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“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (v.12).
A origem da vida e seu significado sempre foi o principal objeto de estudo da humanidade. Da infância à velhice, o coração do homem necessita de respostas que satisfaçam suas necessidades existenciais. “De onde eu vim? Para onde eu vou? Qual é o sentido da vida?”; são exemplos de questionamentos que fazem parte da necessidade humana de conhecer a essência de sua existência. Com base nisso, há muitas teorias (também humanas) que tentam dirimir essas questões, mas cujas ideias têm se provado mais inquietantes e desprovidas de real eficácia.
Mas quando vamos à Bíblia, e descobrimos o sentido da vida, criada e planejada para propósitos grandiosos e eternos, percebemos que somente em Seu Originador somos preenchidos e satisfeitos, visto que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Aquele que é “de eternidade a eternidade” (v.2), nos criou para o relacionamento com Ele. Viemos dEle, somos dEle e precisamos voltar para Ele. Essa é a única verdade que concede a paz e a satisfação tão desejadas, mas, ao mesmo tempo, infelizmente, tão ignoradas.
Sendo o único Salmo atribuído a Moisés, suas palavras revelam a experiência de quem descobriu a fonte da saciedade e da verdadeira felicidade. O tempo de vida, resumido “a setenta anos ou, havendo vigor, a oitenta” (v.10), é “como um breve pensamento” (v.9). Os anos passam rapidamente, e a não ser que os vivamos na escola de Cristo, “nós voamos” (v.10) e perdemos a áurea oportunidade de desfrutar das alegrias diárias de Seus preciosos ensinamentos e companhia. Como Moisés, precisamos suportar “a adversidade” (v.15) sabendo que um novo dia vai raiar trazendo consigo a benignidade dAquele que deseja derramar sobre nós a Sua graça (v.17).
Nada está escondido aos olhos de Deus. Até mesmo “os nossos pecados ocultos” (v.8) estão descobertos. Semelhante aos quarenta anos de peregrinação de Israel no deserto, estamos vivendo em tempos emprestados. Aquela geração viu as obras de Deus, mas foram seus filhos que viram a Sua glória (v.16). E tão perto como estamos de cruzar as fronteiras de Canaã, viver cada dia na presença de Deus é tudo o que precisamos para obter coração sábio e completamente satisfeito quanto ao propósito de nossa existência, mediante a paz “que excede todo o entendimento” (Fp.4:7).
É tempo de confissão e de arrependimento, amados. Hoje, é o tempo que nos é concedido para que nos alegremos na luz da bendita esperança que ilumina a nossa alma: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Oxalá sejamos a geração que verá a glória do Senhor (v.16)!
Oh, Deus amado, coloca em nosso coração as alegrias do Céu! Em nossa tristeza nesta Terra de pecado, consola-nos com a bendita esperança de que muito em breve estaremos com o Senhor para sempre! “Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos” (v.17), “porque todas as nossas obras Tu as fazes por nós” (Is.26:12). “Volta-Te, Senhor!” (v.13). Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, corações sábios!
Rosana Garcia Barros
#Salmos90 #RPSP
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“Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da Tua presença” (v.15).
A aliança proclamada desde o Éden (Gn.3:15), era aguardada com ardente expectativa pelos sinceros pesquisadores das palavras do Senhor. Desde então, à cada geração era dada a advertência quanto a chegada do Messias e Sua obra de salvação. De Abraão foi levantado um povo peculiar com a missão de revelar a bendita esperança do Libertador prometido. E em Davi, confirmada a promessa de um reino que duraria “para sempre” (v.28 e 29).
O Criador do universo (v.11-12), “com a [Sua] fidelidade ao redor de [Si]” (v.8), está em Seu trono, “e, ao redor do trono, há um arco-íris” (Ap.4:3), símbolo da aliança feita ao mundo através de Noé (Gn.9:13). Cabalmente, o Senhor tem cumprido cada uma de Suas promessas. E, no tempo determinado, como revelado ao profeta Daniel, Aquele que é “tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb.1:4), revelou ao mundo o mistério da piedade. José e Maria, a profetisa Ana, o ancião Simeão, Isabel, os pastores no campo e os magos do Oriente foram os únicos que conheceram “os vivas de júbilo” (v.15) do cumprimento da profecia.
Como nosso sacerdote, Jesus iniciou o Seu ministério terrestre exatamente na idade da admissão sacerdotal: trinta anos de idade. E sob o olhar atento de todo simples entendedor das Escrituras, e até mesmo pelos mais desconsiderados da Terra, era reconhecido e aclamado como “Filho de Davi” (Mt.15:22), o santo Descendente. Todos os que O viram e ouviram foram impactados pela força do poder do alto. O “Santo de Israel, o nosso rei” (v.18) manifestou o Seu “poder de socorrer” (v.19) os necessitados e aflitos da Terra. E ainda que desprezado por muitos, não violou a Sua aliança, nem modificou o que os Seus lábios proferiram (v.34).
Aquele que dividiu os tempos em antes e depois de Cristo, “a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra”, Aquele “que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (Ap.1:5), eis que “Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Ap.1:7). E o clamor erguido pela geração composta do mais erudito ao mais simples investigador das Escrituras é elevada aos Céus como o aroma agradável de um povo que aguarda a Jesus com ardente expectativa: “Até quando, Senhor?” (v.46).
Não sabemos o dia nem a hora do retorno do Senhor à Terra, mas “como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:37). Assim como houve uma mensagem de advertência, um tempo de misericórdia e sinais que apontavam para o evento do dilúvio, assim também os sinais do tempo do fim se avolumam apontando para o fiel cumprimento da derradeira promessa. Jesus prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Há mais de duas mil e quinhentas referências na Bíblia acerca do retorno do Senhor. Portanto, “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12).
Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém! (v.52). Vigiemos e oremos!
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#Salmos89 #RPSP
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“Mas eu, Senhor, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração” (v.13).
A maioria das pessoas tem a ideia de que os Salmos são poesias que transmitem tão somente palavras de conforto e de paz. Há verdade nisso se com ela não excluímos o fato de que eles também possuem teor profético e de que não exime a liberdade dada por Deus de permitir que a individualidade do escritor apareça nas Escrituras. No livro de Jó, por exemplo, encontramos discursos que exprimem os sentimentos e emoções de Jó pela força de sua experiência. O apóstolo Paulo, como doutor da Lei, não foi impedido de escrever “certas coisas difíceis de entender” (2Pe.3:16). Isso também não exclui e nem contradiz a verdade de que: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16).
No Salmo de hoje, o salmista expressou exatamente o que estava sentindo conforme a situação em que estava vivendo. Em uma lamentação sem a indicação de um final feliz, suas palavras se resumem em uma profunda tristeza que culminaria em morte, caso não houvesse uma intervenção divina. Ele declarou: “a minha vida já se abeira da morte” (v.3). Mas apesar de todo o seu sofrimento, ele não perdeu a fé de que há um Deus no Céu que ouve as orações dos aflitos: “Mas eu, Senhor, clamo a Ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de Ti a minha oração” (v.13).
Talvez você esteja passando por um momento semelhante ao do salmista. Talvez você só tenha palavras de lamentação para oferecer a Deus. Contudo, assim como Hemã teve a sua lamentação escrita em registro sagrado, o Senhor não rejeita as suas palavras de sofrimento se elas provêm de um coração humilde e contrito. O que o salmista sentiu e o que você pode estar sentindo agora, Jesus também já sentiu e expressou o Seu sofrimento em palavras: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mt.27:46).
Não confunda lamentação com murmuração. O murmurador não vai ao Senhor em busca de socorro, mas com espírito acusatório e desafiador. Entretanto, o fato de Deus ouvir as nossas lamentações não atesta uma vida constantemente atribulada. Jesus teve muitos motivos para andar entre os homens como Homem atribulado, mas, semelhante ao salmista, nas madrugadas depunha Suas aflições diante do Pai e retornava às multidões com espírito alegre e suave.
Às vésperas de enfrentarmos um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), o HOJE é o tempo que nos é dado como oportunidade de estreitarmos o nosso relacionamento com Deus. Apegue-se ao Senhor! Ele está voltando! Esta deve ser a nossa maior esperança e a verdade que supera qualquer sofrimento que possamos passar neste mundo. Cristo vem! Aleluia!
Nosso Deus e Pai, cremos que muito em breve veremos Cristo voltar com poder e grande glória. Até lá, sabemos que havemos de passar por muitas lutas e aflições. Sustenta-nos com Tua forte destra e enche-nos do Teu santo e bom Espírito! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, apegados a Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos88 #RPSP
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“Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!” (v.3)
Fundada e estabelecida sobre o firme alicerce de propósitos divinos e eternos, Jerusalém era conhecida como a “cidade de Deus”. Seu esplendor, contudo, não estava em suas edificações, mas no teor da mensagem que de lá deveria ecoar. Estabelecida pelo Altíssimo como lugar de Sua morada, Jerusalém era um convite aberto e contínuo a todas as nações da Terra. E “mais do que as habitações todas de Jacó” (v.2), suas portas eram símbolos da aliança do Senhor com a humanidade e deveriam estar sempre abertas para acolher a todos os sinceros indagadores da verdade.
A menção às nações pagãs revela o desejo de Deus em abençoar a todos, sem distinção de origem ou etnia. Na verdade, ao atribuir o conhecimento e o nascimento destas nações “com respeito a Sião” (v.5), podemos ler nas entrelinhas o alvo da pregação do evangelho: “um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:7). As portas de Jerusalém deveriam ser vistas como as entradas para pecadores arrependidos e saídas para missionários convertidos. Este é o sentido da declaração feita por Cristo: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagem” (Jo.10:9).
Em um tempo em que muitos clamam diante das fronteiras de países que se recusam a acolhê-los, Jesus insiste diante da entrada de cada coração ainda fechado: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). E todo aquele que aceita este convite de graça, rejeitando as coisas deste mundo e aguardando com fé a sua entrada na Nova Jerusalém, “o Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá” (v.6). Pois “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4).
Aguardemos com fé a nossa eterna redenção! O Senhor tem uma cidade gloriosa preparada para os que O amam, onde “o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações andarão mediante a sua luz […] As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque nela, não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações” (Ap.21:23-26). Quer você ter entrada na cidade celestial? Então vá a Jesus, entre pela Porta, a cada dia, com a fé e a humildade de uma criancinha. “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:8).
Querido Pai, sabemos e cremos que o Senhor tem um país nas terras de além rio, cheio de flores, de prazer e luz, destinado aos que Te amam. Prepara-nos para lá estar e que nosso viver aqui seja um testemunho da nossa cidadania celestial aos que ainda não Te conhecem. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos da pátria celestial!
Rosana Garcia Barros
#Salmos87 #RPSP
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“Pois Tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que Te invocam” (v.5).
Foi no sermão do monte que Jesus ensinou aos discípulos, dentre tantas lições, como devemos orar. Contrariando a necessidade da esmagadora massa religiosa de tornar públicas as suas obras, Jesus apresentou o modelo da caridade secreta, da oração secreta e do jejum secreto. Ele retirou os holofotes que por tantos anos haviam brilhado sobre os hipócritas e fez resplandecer a Sua luz sobre os que primeiramente indicou: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3).
Em uma súplica pessoal e sincera, Davi clamou ao Senhor por força e livramento. Seus muitos pedidos manifestavam a sua total dependência de Deus. Em sua angústia, foi direto à Fonte buscar refrigério e alívio. Ele sabia que dentro em breve seria respondido e consolado, pois confiava inteiramente na provisão divina. Apesar de profundamente angustiado, Davi não questionou o motivo de seu sofrimento, mas o seu sofrimento o motivou a multiplicar suas orações e a reconhecer que só o Senhor poderia socorrê-lo.
Deus não depende de nossas orações e de nossa adoração, amados. Nós é que necessitamos desse vínculo pessoal com o alto, pois fomos criados para isso (Is.43:7). Cada célula do nosso corpo aponta para o Criador e Mantenedor da vida. As multidões atraídas por Cristo constituíram uma prova inequívoca da necessidade humana de aproximar-se de Deus. Todos os que se achegavam a Ele com o coração humilde e contrito não encontravam apenas a cura física ou palavras de ânimo, mas o perdão e a salvação. Apenas os orgulhosos não compreenderam a tônica do evangelho de Cristo: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5).
O Senhor tem revelado os sinais do Seu favor para com a humanidade desde a fundação do mundo. Seu amor leal e sublime paciência têm segurado os quatro ventos da Terra a fim de esperar por Sua última colheita. Nesses últimos instantes de crise e de angústia, muitos humildes de espírito têm despertado a clamar: “Volta-te para mim e compadece-te de mim” (v.16), em resposta direta ao urgente apelo do Senhor: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Logo “todas as nações […] virão, prostrar-se-ão diante” do Senhor “e glorificarão o [Seu] nome” (v.9).
Como Davi, precisamos pedir ao Senhor que nos ensine em Seu caminho e verdade (v.11). Precisamos olhar para Jesus e dEle aprender, não simplesmente como Seus alunos, mas como Seus servos, replicando a outros o conhecimento que salva. Então, o mundo reconhecerá em nossa vida o sinal do favor divino (v.17).
“Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o Teu nome. Dar-Te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o Teu nome”. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos86 #RPSP
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“Próxima está a Sua salvação dos que O temem, para que a glória assista em nossa terra” (v.9).
No original bíblico, há algumas expressões para a palavra “perdão”, cada qual com uma vertente diferente acerca deste dom divino. Mas a palavra que mais se encaixa no contexto do Salmo de hoje é a palavra hebraica “nasa”, no sentido de “levantar”. Ou seja, buscar o perdão divino para ser reerguido: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em Ti se regozije o Teu povo?” (v.6). Israel desejava a restauração de sua prosperidade como nação do Senhor. E fez uma espécie de aliança com Deus: “Escutarei o que Deus, o Senhor, disser” (v.8). O que há de tão grande e de tão importante nestas palavras? Era justamente por não dar ouvidos ao que o Senhor ordenava, que o povo caía nas mãos dos inimigos e em caminhos de insensatez (v.8).
Observem que a salvação está próxima daqueles que temem a Deus (v.9), daqueles que O obedecem como Senhor. Portanto, aceitá-Lo e servi-Lo como nosso Senhor é um requisito essencial para todos os que desejam um Salvador. Quando o jovem rico, por exemplo, procurou a Cristo e fez a célebre pergunta: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Mc.10:18), ele ouviu claramente que deveria guardar os mandamentos de Deus. Só que aquele jovem, apesar de ser um exímio observador da lei, tinha o coração governado pelas riquezas desta terra. O desejo de Deus é que as palavras que Ele nos ordena estejam em nosso coração (Dt.6:6). Aquele jovem vivia apenas uma aparência de santidade, pois o seu coração estava longe dos propósitos divinos.
Avancemos agora nas páginas sagradas até o livro de Atos, onde encontramos a história do carcereiro romano. Ao deparar-se com dois homens tementes a Deus, sendo profundamente tocado pelo testemunho de Paulo e Silas, lhes fez a seguinte pergunta: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (At.16:30). Percebem? A mesma pergunta feita pelo jovem rico. Eis a resposta dos discípulos: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Já a resposta de Paulo e Silas foi diferente da de Cristo, não foi? Não, amados. Foi exatamente a mesma. Notem isto nas seguintes palavras de Jesus: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). E qual é a vontade de Deus? A Bíblia toda declara: Que O amemos e O obedeçamos, assim como é o desejo de qualquer pai para com seus filhos. E não há alegria maior para um pai do que um filho que o honra.
Bem, a pergunta foi igual, o contexto da resposta foi igual, mas a diferença está na decisão que cada um tomou. O jovem rico foi embora triste; não aceitou ser confrontado com a verdade. Já o carcereiro aceitou o chamado de Deus e levou a salvação para toda a sua família: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (v.10). Todos os atributos do Senhor andam juntos na vida do cristão. Não há paz se não há justiça, como também não há graça sem que haja verdade. Não há como pedir perdão por nossos pecados se não aceitamos ser confrontados pela Palavra de Deus (Leia 2Tm.3:16).
Quando entendemos que “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), passamos a enxergar que a lei não tem o papel de nos salvar, mas de nos mostrar a necessidade vital que temos de um Salvador. Então, seremos obedientes, tementes a Deus, porque cremos em Jesus e em Seu sacrifício de amor. E porque cremos nEle e O amamos, então, O obedecemos. A justiça só irá adiante daqueles que seguem as pegadas que abrem caminhos de vida eterna (v.13). Sigamos as pegadas do nosso Senhor e Salvador, que nos deixou o exemplo para seguirmos os Seus passos (1Pe.2:21), e a salvação entrará em nossa vida e em nossa casa!
Oh, Senhor, livra-nos das vertentes farisaicas ou liberais deste mundo, e faz-nos tão somente andar segundo a sabedoria da Tua Palavra! Que o Teu Espírito harmonize em nossa vida a graça e a verdade, a justiça e a paz. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos85 #RPSP
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“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (v.2).
As peregrinações que os judeus realizavam para ir ao templo em Jerusalém eram feitas com muitos cânticos espirituais. Movidos pela ansiedade por estar na Casa de Deus, as viagens, mesmo longas, eram alegres e, ao mesmo tempo, provocavam um profundo senso de reverência e autoexame da consciência. Ou, pelo menos, deveriam ser assim; jornadas que revelassem, de maneira inconfundível, qual era o destino final.
Este Salmo compartilhado, atribuído aos filhos de Corá, apresenta a singular peregrinação de um verdadeiro adorador. De quem não ia a Jerusalém simplesmente pelo templo, mas por causa do Senhor do templo. A presença do “Deus vivo” (v.2) era o motivo de sua jornada. Ele admirava a função privilegiada dos cantores levitas, que louvavam a Deus no tabernáculo continuamente (v.4). Fortalecido em Deus e íntegro em fazer a Sua vontade (v.5), fazia do “vale árido” “um manancial” (v.6), do sofrimento uma oportunidade de crescimento. E sob a bênção da “primeira chuva” (v.6), chuva temporã, seguia “de força em força”, até aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7).
A exortação a seguir do apóstolo Pedro, aponta para a nossa responsabilidade e missão durante o tempo de nossa peregrinação na Terra: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (1Pe.2:11-12). Para que isso aconteça e fique muito claro diante do mundo para onde estamos caminhando, precisamos andar como os “que andam retamente” (v.11). Não com presunção, mas com confiança no Senhor (v.12), “escudo nosso” (v.9), que promete nos dar o Espírito Santo.
O Senhor dos Exércitos está preparando um povo que prefere estar à porta de Sua casa do que “permanecer nas tendas da perversidade” (v.10). Ele está cobrindo um remanescente com as bênçãos diárias do Espírito Santo e conduzindo-o “de força em força” (v.7), até que do alto receba a poderosa chuva serôdia. Filhos que não se vangloriam por conquistas pessoais, mas que “exultam pelo Deus vivo” (v.2), e “em cujo coração se encontram os caminhos aplanados” (v.5). Um povo que rejeitou os tesouros corruptíveis e adquiriu os tesouros dos celeiros eternos: “ouro refinado pelo fogo, vestiduras brancas e colírio” (Ap.3:18).
Perto do fim de Seu ministério terrestre, Jesus foi impedido de entrar em aldeia de samaritanos, pois “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lc.9:51). Sua fisionomia revelava para onde estava indo. De modo que “não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (Lc.9:53). Da mesma forma, nos últimos instantes deste mundo, os fiéis de Deus terão de experimentar o desprezo de muitos. Tendo o caráter de Cristo impresso na face e no coração, ficará claro a que reino pertencem e seu anelo de lá chegar.
Como tem sido a nossa peregrinação nos últimos instantes deste mundo, amados? Encare o Salmo de hoje como um chamado do Senhor à verdadeira adoração. Tão perto como estamos de chegar em casa, de aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7), que possamos permitir que o Espírito Santo continue guiando os nossos passos, então, “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). E o caminho é Jesus Cristo (Jo.14:6)!
Pai nosso, ilumina a nossa face com o brilho celestial de quem resolutamente está caminhando ao Teu encontro. Sentimos saudades do Deus que nunca vimos e do lugar que nunca fomos! Derrama sobre nós a chuva do Teu Espírito e volta logo Jesus! Queremos ir para casa! Oramos em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, peregrinos a caminho de Sião!
Rosana Garcia Barros
#Salmos84 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100