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“Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem” (v.13).
Não tem uma imagem que retrate mais a paz do que a de uma criança dormindo. O rosto sereno e o sono tranquilo revelam a ausência de preocupação. A criança em tenra idade é totalmente dependente dos pais e requer cuidados especiais que jamais conseguiria prover sozinha. Os pais procuram oferecer ao infante tudo o que ele necessita, além de lhe ser a primeira lição que precisa aprender, de que a figura paterna deve ser a representação terrena do Pai celestial.
Quando Deus tirou o Seu povo do Egito, proveu-lhe água, alimento, proteção e estabeleceu regras e limites que revelavam Seu amor. Ora, não é isso que os pais fazem para com seus filhos? Deus manifestou “os Seus feitos aos filhos de Israel” (v.7) como Pai, cuidando de cada uma de suas necessidades. Por mais que o povo se comportasse como um filho rebelde, ao arrepender-se, o Senhor o perdoava e o sarava (v.3). A isso chamamos de misericórdia e compaixão (v.8).
Imaginem que um filho desobedeceu ao pai. Então, esse pai olha para o filho e muito friamente diz: “Pode ir embora, você não me serve mais!” A atitude correta não seria a de procurar corrigir o filho e orientá-lo a não mais agir daquela forma? O nosso Pai é “assaz benigno” (v.8). “Ele é benigno até para com os ingratos e maus”, afirmou Jesus (Lc.6:35). E ainda disse: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas coisas aos que Lhe pedirem?” (Mt.7:11).
Como ninguém, “Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (v.14). Deus conhece a nossa condição vulnerável e mortal (v.15-16), e nos oferece a Sua eterna misericórdia e a Sua justiça “sobre todos que O temem […] sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a Sua aliança e para com os que se lembram dos Seus preceitos e os cumprem” (v.17-18). Agora, percebam a ligação perfeita com os textos a seguir: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez os céus, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).
Quem fez os céus, a terra e o mar? O mesmo que disse: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […] porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:8 e 11). Então, o Deus que não muda (Tg.1:17), o mesmo que com o dedo escreveu os Seus mandamentos (Êx.31:18), disse que nos últimos dias, o povo de Deus, os que O temem, serão estes: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Meus amados, se somos filhos do Senhor e almejamos a Sua herança, se queremos um dia estar na morada dos anjos, como eles, devemos obedecer a Sua Palavra e fazer a Sua vontade (v.20-21). Porque o Pai só quer o melhor para os Seus filhos. E se Ele disse: “Não terás outros deuses diante de Mim […] Lembra-te do dia de sábado para o santificar […[ Não matarás […] Não adulterarás […] Não cobiçarás” (Leia os mandamentos na íntegra em Êxodo 20), é porque Ele nos ama e “os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3), e sim, uma proteção.
Somos chamados a bendizer o nome de Deus com tudo o que somos (v.1), e isso só é possível quando há arrependimento e total entrega à Sua vontade. Quem assim aceita viver, é guiado pela bendita esperança de que nem a morte o separará do amor de Deus, “que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Ele entregou o Seu único Filho para que mediante a vitória sobre a morte, possa em breve nos coroar “de graça e misericórdia” (v.4) e renovar a nossa mocidade pela eternidade sem fim (v.5). Como uma criança, aceite os cuidados de seu Pai e seja-Lhe submisso. Lembre-se de que “se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3).
Querido Pai, dá-nos um coração de criança, simples e completamente dependente dos Teus cuidados! Corrige-nos quando necessário e instrui-nos em Tua justiça. Nós Te amamos! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, crianças do Pai do Céu!
Rosana Garcia Barros
#Salmos103 #RPSP
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“Tu, porém, és sempre o mesmo, e os Teus anos jamais terão fim” (v.27).
Eu não sei se você sente a mesma coisa, mas não parece que o mundo está em clima de constante expectativa? Você pode me perguntar: Mas, expectativa do quê? Costumamos ficar ansiosos pela aprovação em um concurso, pela admissão em um emprego, pela chegada de um filho, ou até mesmo por uma viagem. Contudo, nada neste mundo pode superar a expectativa dos filhos do Reino em ver o seu Senhor “na Sua glória” (v.15).
O mundo está gemendo de dor! A natureza grita e se manifesta em desastres jamais registrados. A história revela que tudo tem se intensificado e a ciência comprova que esta terra está chegando ao seu limite. A economia mundial está em colapso e mais doenças surgem trazendo morte ou sequelas. Antes, o que era considerado imoral, tornou-se “aceitável”, formando uma geração tão corrompida quanto os antediluvianos ou como os sodomitas. A violência ganha proporções cada vez mais assustadoras. As famílias estão sendo destruídas e filhos sendo “deseducados”. O relógio simbólico do Apocalipse marca 90 segundos para meia-noite (https://encurtador.com.br/hGKTY) e, diante deste caos, o que estamos fazendo?
Meus amados, o tempo que Deus tem nos concedido nestes últimos dias deve ser investido em oração. “Orai sem cessar” não é uma sugestão, é uma questão de vida ou morte. Não podemos encarar a próxima crise global como sendo mais uma, mas como uma oportunidade que o Senhor está nos dando de buscar o Seu poder como jamais o fizemos. Se aquele resumo da situação do planeta não move o seu coração a suplicar como o salmista, como pregar sobre o amor de Deus? Lembre-se que antes de pregar às multidões, os discípulos investiram tempo aprendendo de Cristo e em oração.
O Deus eterno está ansioso por derramar torrentes da chuva serôdia sobre o Seu povo. Entretanto, estamos prontos para recebê-la? Temos aceitado receber as bênçãos diárias da chuva temporã? A aflição deste mundo redunda em depressão para a morte. Mas o aflito de Deus transforma queixume em súplica, porque o seu coração está repleto de esperança no Senhor, que é “sempre o mesmo” (v.27). Sobre este fiel adorador, quão grande aguaceiro do Espírito será derramado!
É tempo, de como o salmista, clamarmos a Deus para que tenha pressa em nos acudir. De olhar para a situação da Terra, e por ela interceder: Senhor, “é tempo de Te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora” (v.13). Deus jamais desdenhará a oração de um filho Seu (v.17). Jamais estará de ouvidos fechados aos oprimidos que mesmo em face da morte O buscam (v.20).
Irmãos queridos, ainda que sintamos nossas forças indo embora na jornada desta vida (v.23), que, como Paulo, tenhamos esta firme convicção: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Está chegando o tempo em que os céus e a terra passarão e em que o Senhor recriará esta Terra (v.26; Ap.21:1). E para todos os que, mesmo em meio a grande aflição, confiaram na graça santificadora e salvadora de Cristo, o Senhor fará com que habitem em segurança na Terra de esplendor. Ele “estabelecerá a sua descendência” (v.28). Ou seja, é uma promessa não somente para você, mas para a sua família.
Você pode ser considerado um desamparado neste mundo, mas se busca ter uma vida de oração, se apesar dos sofrimentos confia no Deus da tua salvação, diante dEle você é digno de servir de testemunho para a posteridade (v.18), de que o Senhor do Universo, lá dos céus, “baixou vistas à Terra” (v.19). Uma vida consagrada a Deus diariamente, através da oração e do estudo da Palavra, será naturalmente uma vida de serviço abnegado e submissa à vontade divina. E, certamente, você será um grande atalaia dos últimos dias, erguendo a voz tanto em súplicas quanto em favor da verdade. Portanto, vigiemos, oremos e, guiados pelo Espírito, preguemos!
Pai, não somos dignos de nenhum de Teus benefícios, mas por Tua graça e bondade clamamos pelo Teu perdão e pela unção do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Bom dia, atalaias do Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos102 #RPSP
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“Os meus olhos procurarão os fiéis da Terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá” (v.6).
A palavra “modelo”, segundo a definição do dicionário, significa “aquele que serve de objeto de imitação”. Este Salmo davídico apresenta uma série de ações que definem o modelo de um bom rei e a escolha sensata de seus servos. Seu coração anseia por viver sábia e fielmente diante de Deus e na companhia dos “fiéis da Terra” (v.6). Portanto, estabelecer um reino sobre o seguro fundamento da verdade e da justiça é seu principal objetivo.
Só houve no mundo um Modelo digno de imitação, cuja origem é eterna e perfeito o Seu caráter. Jesus Cristo, a Raiz de Davi, o Rei da Glória, declinou de Seu trono celestial por 33 anos e meio a fim de servir àqueles que deveriam servi-Lo. “Portas a dentro” (v.2) de Sua casa em Nazaré, Sua conduta cheia de zelo até mesmo nos pequenos afazeres era um deleite para Seus pais e como uma harmoniosa melodia que Lhe iluminava o semblante e O preparava um dia de cada vez para assumir Sua futura missão. Cada pessoa que entrava em contato com Ele era impactada pelo contraste de Sua vida santa, mesmo em face de Sua humanidade.
Diante do triste quadro do pecado e do fato de que as nossas obras não são suficientes para nos redimir, a nossa única saída está em imitar o excelente e incomparável Modelo, que nos salva por Sua imensurável graça. Foi com ousadia que Paulo escreveu: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co.11:1). O testemunho do apóstolo dos gentios é uma tremenda evidência de que é possível atentar “sabiamente ao caminho da perfeição” (v.2). Provando que ser perfeito não significa nunca mais errar, e sim, nunca mais se curvar diante do erro. Desvendados os olhos para contemplar o esplendor das verdades que outrora eram apenas leis restritivas, Paulo enxergou a beleza do evangelho na pessoa de Jesus Cristo, o Legislador divino.
Necessitamos olhar para o Rei Jesus se queremos um dia habitar em Seu reino. Os Seus olhos estão a percorrer a Terra à procura de Seus servos fiéis. Pois não há de entrar em Sua casa “o que usa de fraude” (v.7), nem o “que às ocultas calunia o próximo”, e “que tem olhar altivo e coração soberbo” (v.5); “o que profere mentiras não permanecerá ante os [Seus] olhos” (v.7). Pois “a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Ap.21:8). Mas aos de “coração sincero” (v.2), prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
“Oh! Quando virás ter comigo?” (v.2), tem sido o clamor de cada coração ansioso para encontrar-se com Deus e ser participante de Seu reino eterno. Ao sofrer em nosso lugar, Jesus nos deixou exemplo para seguirmos os Seus passos (1Pe.2:21). A nossa total submissão a Ele é o que revela a Quem pertencemos e para onde estamos indo. Que apegados à graça e misericórdia do Senhor, nossa vida seja a evidência que o mundo precisa de que há um Rei no Céu que Se fez servo e que em breve voltará “com poder e grande glória” (Lc.21:27). Jesus prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E Ele não mente!
Oh, Rei dos reis e Soberano Senhor, toma-nos em Tuas mãos para que realizemos as Tuas obras, pois somos Teus servos! E que privilégio imerecido o nosso de também sermos chamados de Teus filhos! Enche-nos do Espírito Santo e prepara-nos para habitar em Teu Palácio. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos101 #RPSP
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“Porque o Senhor é bom, a Sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a Sua fidelidade” (v.5).
Este mês eu completei mais um ano de vida e, certamente, para cada mês do ano, conhecemos uma ou mais pessoas que fazem aniversário. E tão melhor quanto celebrar a vida é celebrar o amor. Festas de casamento são outro tipo de celebração que unem um homem e uma mulher no propósito de que os dois sejam uma só carne enquanto ambos viverem. Num hino de entrada no templo, somos todos convidados para uma grande festa. Analisemos com cuidado e oração cada trecho deste Salmo:
“Celebrai com júbilo ao Senhor” (v.1), isto é, alegre-se tremendamente diante de Deus! “Todas as terras”: Todos os povos são convidados para participar deste momento, como está escrito: “porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7). “Servi ao Senhor com alegria” (v.2): Como servos de Deus, nossas obras devem ser motivadas por nosso amor por Ele. Se O amamos, O serviremos alegremente.
“Apresentai-vos diante dEle com cântico” (v.2): Não é sem razão que os cultos de adoração são introduzidos com louvores. Os cânticos espirituais preparam o nosso coração para ouvir a Palavra de Deus e promovem em nós uma sensação de bem-estar. Quando negligenciamos os momentos de louvor com conversas e distrações, deixamos de receber grandes bênçãos.
“Sabei que o Senhor é Deus” (v.3) e “nenhum outro há, senão Ele” (Dt.4:35): Quando, de fato, conhecemos o Dono da casa, a nossa noção de reverência na igreja torna-se ainda maior. Pois, “foi Ele quem nos fez, e dEle somos; somos o Seu povo e rebanho do Seu pastoreio”. Como “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9) e como ovelhas do Seu pasto (Ez.34:31), nossa vida deve ter uma única direção, aquela que é dada pelo Bom Pastor: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
“Entrai por suas portas com ações de graças” (v.4) ou seja, ninguém vai ao Senhor de mãos vazias. Quando oferecemos a Ele o que Ele nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26), prontamente Ele nos capacita para que possamos dar muito fruto, “e nos seus átrios”, adentramos “com hinos de louvor”, rendendo graças ao Senhor que transforma o nosso corrupto coração em terra espiritualmente fértil.
“Bendizei-Lhe o nome”, “porque o Senhor é bom” (v.5). Se temos prazer em falar coisas aprazíveis de pessoas que consideramos especiais, quanto mais com relação Àquele que é a própria bondade. Deus é bom por essência. NEle não há um resquício sequer que não seja a mais pura bondade. Nada neste mundo pode mudar o fato de que Ele é bom e de que “a Sua misericórdia dura para sempre”, renovando-se a cada manhã (Lm.3:23). “De geração em geração”, o Senhor tem mostrado a Sua fidelidade, em que “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu” (Js.21:45). Deus é fiel e sempre será, mesmo diante de nossa infidelidade (2Tm.2:13).
Nossas ações, como o próprio nome já diz, “de graças” (v.4), devem ser um louvor que penetra nos átrios celestes e move o coração de Deus a transformá-lo em excelentes frutos. Se você for casa de Deus (1Pe.2:5) dentro e fora da igreja, certamente o mundo reconhecerá a Quem você pertence (v.3)!
Nosso Deus e Pai, queremos Te louvar na beleza da Tua santidade. Ensina-nos a Te adorar como o Senhor deseja e não segundo nossos próprios gostos. Coloca em nosso coração e em nossos lábios cânticos espirituais de celebração e júbilo. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Senhor Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos100 #RPSP
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“[…] porque é santo […] porque Ele é santo […] porque santo é o Senhor, nosso Deus” (v. 3, 5 e 9).
Por três vezes, o salmista exaltou a santidade de Deus. Por três vezes, reforçou o atributo divino que tem como significado a essência de Deus como Aquele que não tem parte com o mal, que é totalmente separado do pecado. E quando avançamos nas páginas sagradas até o último livro da Bíblia, encontramos a mesma ênfase com respeito à santidade do Senhor, mas não mais proferida da boca de um pecador, mas de seres celestiais e sem pecado, que continuamente proclamam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).
Moisés, Arão e Samuel são citados como aqueles que invocavam o nome do Senhor, “clamavam ao Senhor, e Ele os ouvia” (v.6). Você já sentiu que a sua oração não passou do teto? Que parece que Deus não lhe ouve? Qual era pois o segredo daqueles homens? O que eles faziam para que Deus os ouvisse? O verso 7 nos diz o seguinte: “[…] eles guardavam os Seus mandamentos e a lei que lhes tinha dado”. Aqueles três líderes de Israel compreenderam o verdadeiro sentido de proclamar a santidade do Senhor: Viver a Palavra com fé e perseverança. Como está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg.2:12).
Moisés, Arão e Samuel foram homens sujeitos aos mesmos sentimentos que você e eu. A diferença estava em uma atitude de constante submissão a Deus (v.5) e, consequentemente, de obediência à Sua santa Palavra. Ser santo não é deixar de ser pecador, amados, mas permitir que o Espírito Santo dirija a nossa vida; é estar sempre na presença de Deus apesar de nossa condição pecaminosa, reconhecendo a nossa total dependência da salvação em Cristo, que nos comprou por alto preço.
Se o Senhor é santo, se a mesma Bíblia nos diz que a Sua lei também é santa (Rm.7:12), e que devemos ser santos como Ele é santo (1Pe.1:16), podemos concluir que a santificação nos aproxima de Deus e faz com que as nossas orações cheguem ao Seu trono como aroma suave (Ap.8:4). E que instrumento poderoso é a oração. A Bíblia diz que “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg.5:16). Mas a Palavra também diz que “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv.28:9).
Somos completamente indignos de estar diante de um Deus que é totalmente santo. A nossa natureza é infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap.3:17). Ainda assim, Ele nos convida a sermos “santos e irrepreensíveis” (Ef.1:4). E a perseverança está em sermos obedientes à Sua Palavra: “Aqui está, a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Isso não é legalismo, meus irmãos. De forma alguma. Isso é amor: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ser santo não é ser obediente para ser salvo. Ser santo é reconhecer a santidade de Deus e obedecer-Lhe porque já foi salvo! A este, Ele ouve (v.6), responde e perdoa (v.8)!
Somos infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus, Senhor! E ainda que reconheçamos isso agora, a Tua Palavra diz que nós nem sabemos disso. Ou seja, até para reconhecermos a nossa natureza má também dependemos da ação do Teu Espírito. Tem misericórdia de nós, Senhor e nos ensina a andar Contigo em amor e verdade assim como Jesus andou! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Deus santo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos99 #RPSP
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“O Senhor fez notória a Sua salvação; manifestou a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2).
Você provavelmente já presenciou algum julgamento, ou já ouviu falar em muitos. Os casos mais famosos e de maior alcance geralmente dizem respeito a crimes contra a vida, ou, no cenário político, crimes de corrupção. Mas o que fica evidente em todo julgamento é que a parte prejudicada sempre espera que a justiça seja feita e que seus direitos sejam garantidos.
O Salmo de hoje nos exorta a louvar a Deus, pois “fez notória a Sua salvação; manifestou a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2). Deus jamais agiu e nem agirá injustamente, pois Ele é a própria justiça. Quando o povo de Israel rejeitava os Seus preceitos e estatutos, Ele os deixava sofrer as consequências de seus próprios atos. Porém, quando se arrependiam e seguiam as instruções do Senhor, Ele prontamente lhes era misericordioso e lhes fazia justiça perante as nações inimigas.
“[Todos] os confins da Terra” são convidados a celebrar “com júbilo ao Senhor” (v.4). O salmista conclama todos os povos a louvar a Deus por Sua justiça. A mensagem da salvação foi dada para ser pregada “a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo […]” (Ap.14:6 e 7). Todo aquele que tem a Cristo como seu Advogado (1Jo.2:1), não sentirá medo do Seu juízo. Porque Seu juízo virá para dar fim ao pecado e confirmar a nossa fé no “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).
Quando Cristo retornar, Deus fará “notória a Sua salvação” e manifestará “a Sua justiça perante os olhos das nações” (v.2). Todos serão testemunhas oculares (Ap.1:7) da vitória daqueles que amaram a Deus acima de tudo, que confiaram na força de “Seu braço santo” (v.1). Com profunda contrição e reverência, sentir-se-ão indignos de estar “na presença do Senhor” (v.9), mas o Senhor mesmo os absolverá, exclamando: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt.25:23).
Guardem isso no coração, amados:
Todos os dias devemos cantar “ao Senhor um cântico novo” (v.1) e nEle buscar a purificação de nossos pecados. “Porque Ele vem julgar a terra” (v.9), e virá com justiça e equidade. Ninguém encontrará uma só razão para questionar o Seu justo julgamento e todos terão de reconhecer que “justos são os Seus juízos” (Ap.19:2). Prepara-te, pois “o Senhor, que é Rei” (v.6) vem vindo!
Pai nosso que está nos céus, nós Te louvamos por Tua graça e bondade! Damos-Te graças pela salvação em Cristo Jesus e pelo precioso dom do Espírito Santo! Somos indignos de estar em Tua presença. Necessitamos, mais uma vez, que o Senhor nos purifique e nos capacite a viver em Tua santa presença. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justificados e santificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos98 #RPSP
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“A luz difunde para o justo, e a alegria, para os retos de coração” (v.11).
Fidedigna profecia foi dada a Daniel. Mediante sonhos, visões e símbolos, o futuro lhe foi revelado sob a precisa perspectiva do Senhor do tempo. Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma ascenderam ao trono da Terra em seus períodos de triunfo e viram seus impérios caírem pela força das palavras de um Deus que não Se engana. E, apontando para o futuro que descerra o fiel cumprimento das profecias, Daniel pôde ver o desfecho de todas as coisas, mediante a glória de “um reino que não será jamais destruído […] mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn.2:44).
Em tom de juízo, o salmista aponta para a manifestação da justiça de Deus sobre a Terra. Sua linguagem revela o prévio conhecimento sobre os últimos acontecimentos; precisamente aqueles que serão vistos pela última geração deste mundo. Quando aos anjos caídos for permitido agir com cólera jamais vista, decidido o destino eterno de cada pessoa, haverá “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). Os justos, em prisões ou em seus refúgios nas florestas e montanhas, serão o alvo da obstinação dos ímpios; mas apesar de atribulados pelas circunstâncias, perseverarão na certeza de sua breve redenção.
No momento mais escuro da Terra, “à meia-noite” (Mt.25:6), quando os ímpios, embriagados por uma falsa sensação de alegria e êxito, tiverem quase por alcançar seu demoníaco objetivo, suas vozes de triunfo se transformarão em gritos de desespero e lamento, dizendo “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono e da ira do Cordeiro” (Ap.6:16). “Nuvens e escuridão” (v.2) encobrirão a Terra impossibilitando-os de enxergar o paradeiro dos justos. “Derretem-se como cera os montes, na presença do Senhor” (v.5). Então, os “Seus relâmpagos alumiam o mundo; a Terra os vê e estremece” (v.4). E dentre a escuridão e tremor, os ímpios contemplam, entre os lampejos, anjos poderosos a rodear os santos do Altíssimo.
Oh, quão gloriosa é a vinda do Senhor! “Os céus anunciam a Sua justiça, e todos os povos veem a Sua glória” (v.6). Ellen White assim descreve esta profecia:
“Aparece então de encontro ao céu uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: ‘Os céus anunciarão a Sua justiça […]’. Aquela santa Lei, a justiça de Deus, que por entre trovões e chamas foi do Sinai proclamada como guia da vida, revela-se agora aos homens como a regra do juízo. A mão abre as tábuas, e veem-se os preceitos do decálogo, como que traçados com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler. […] É impossível descrever o horror e desespero dos que pisaram os santos mandamentos de Deus. […] Os inimigos da Lei de Deus, desde o ministro até ao menor dentre eles, têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde veem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo” (O Grande Conflito, 639 e 640).
“Vós que amais o Senhor, detestai o mal” (v.10). É “hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). É hora de crer, pregar e viver como nunca antes a mensagem que nos foi confiada como a última a ser proclamada a este mundo em contagem regressiva: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12). Está chegando o dia em que “todos os que servem a imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos” (v.7), serão confundidos e destruídos. Às vésperas do cumprimento da profecia de Amós, em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12), seremos tidos por indesculpáveis se não usarmos diligentemente os talentos que nos foram outorgados pelo Senhor, agora, enquanto há graça.
Como a mensagem dada ao profeta Habacuque, seja a nossa vida a carta de Cristo, de modo “que a possa ler até quem passa correndo” (Hc.2:2). Clamemos pelo precioso dom do Espírito Santo em nossa vida! “Alegrai-vos no Senhor, ó justos, e dai louvores ao Seu santo nome” (v.12). E, dentro em breve, ouviremos a voz do Senhor e nos alegraremos na manifestação de Sua justiça.
Querido Jesus, na nossa fraqueza dá-nos Tua força, em nossa ignorância dá-nos Tua sabedoria, em nossa pobreza e miséria dá-nos o Teu ouro refinado, em nossa nudez veste-nos das brancas vestes de Tua justiça, em nossa cegueira dá-nos Teu colírio para que possamos Te contemplar, e, pela contemplação, sermos transformados pelo Espírito Santo à Tua imagem! Em Teu nome oramos, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, vós que amais o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos97 #RPSP
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“Anunciai entre as nações a Sua glória, entre todos os povos, as Suas maravilhas” (v.3).
Muitos foram os sinais apresentados por Jesus que apontam para a brevidade de Sua segunda vinda. Terremotos, guerras e ruídos de guerras, fome, epidemias, falsos cristos e falsos profetas, aumento da iniquidade, esfriamento do amor; e tudo isso acontecendo com maior intensidade nos revela a fidelidade das palavras de nosso Salvador. Mas o sinal culminante, que revelará ao mundo a Sua gloriosa aparição é justamente o cerne do Salmo de hoje: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Os acontecimentos finais devem nos motivar a anunciar o evangelho eterno; a não somente aguardar, mas a apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). “Anunciai entre as nações a Sua glória” (v.3). “Dizei entre as nações: Reina o Senhor” (v.10). O Senhor poderia ter conferido este privilégio aos santos anjos, que prontamente abraçariam este serviço mediante incansável labor. Mas a sagrada obra evangelística foi conferida a nós, débeis como somos, a fim de nos ligar com elo inseparável ao amor de Deus e de uns para com os outros, preparando-nos para a pura e santa atmosfera do Céu.
Convertidos pela eficácia da obra de Cristo e compreendendo a extensão da missão que lhes foi confiada, os discípulos e demais irmãos piedosos reuniram-se em um constante e fervoroso período de oração. Resolvidas as suas diferenças e destituídos de qualquer vaidade ou ambição, um só era o pensamento e a intenção. Suas vozes e seu coração estavam em uníssono a clamar pelo poder do alto, a reclamar a promessa do Consolador. Com que intensidade e unidade deveríamos nós pedir pelo Espírito Santo, meus irmãos!
Existem bem mais do que “três mil pessoas” (At.2:41) ou “cinco mil” pessoas (At.4:4), esperando para ouvir a Palavra do Senhor. É tempo de evocar a fiel promessa: “concede aos Teus servos que anunciem com toda a intrepidez a Tua Palavra” (At.4:29). Deus deseja responder a esta oração da mesma forma com que respondeu no passado: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At.4:31).
Seja a nossa alegria viver a vontade de Deus na Terra, ainda que debaixo de aflições e perseguições. Este é o agradável louvor e tributo, o “cântico novo” (v.1) que “dia após dia” (v.2) o Céu se regozija em receber; este é o poderoso testemunho que fará tremer o mundo com a mensagem de salvação. Então, como escreveu a irmã White, “[quando] os portais daquela linda cidade lá do alto se revolverem nos seus luzentes gonzos, e nela entrarem as hostes que observaram a verdade, coroas de glória ser-lhes-ão colocadas sobre a cabeça, e eles atribuirão a Deus honra, glória e majestade. E naquela ocasião alguns se aproximarão de vós, dizendo: ‘Não fossem as palavras que me proferistes bondosamente, não fossem vossas lágrimas, súplicas e diligentes esforços, e eu nunca teria visto o Rei na Sua formosura’” (Eventos Finais, p.255).
Oh, que maravilhosa recompensa nos aguarda, amados! A que revelará a alegria indescritível de ver pessoas que, pela graça de Deus e por nosso intermédio desfrutarão da eternidade. Clamemos pelo derradeiro penhor do Espírito Santo! Que encharcados pela chuva serôdia, proclamemos ao mundo com poder: “vem, vem [o Senhor] julgar a Terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a Sua fidelidade” (v.13). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Oh, Senhor, converte-nos a Ti assim como convertestes os Teus primeiros discípulos! Estamos cansados, Pai! Ajuda-nos a perseverar até o fim, tirando os olhos de nós mesmos e dos outros e olhando para o nosso Resgatador: Jesus Cristo. Como necessitamos do Teu Espírito! Habilita-nos como um povo preparado para o Teu reino! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos96 #RPSP
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“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (v.6).
À luz da verdade presente, o Salmo de hoje aponta para o convite da primeira mensagem angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Três ações vitais estão contidas nesta mensagem: temer a Deus, dar-Lhe glória e adorá-Lo. Em poucas palavras, o Criador nos diz o que espera do Seu povo nos últimos dias. A expressão “é chegada a hora do Seu juízo” remete ao início do juízo investigativo, em 1844, conforme a profecia das “duas mil e trezentas tardes e manhãs”, de Daniel 8:14.
Após o grande desapontamento em 22 de outubro de 1844, quando Cristo não voltou, um grupo de cristãos devotos e sinceros buscou em Deus a resposta e o conforto diante de severa decepção. Ao receber a revelação acerca da doutrina do santuário celeste e do início da mediação de Cristo no lugar Santíssimo (juízo investigativo), compreenderam que não era o fim, mas o começo do fim, como profetizado a João: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11), o que corrobora com o objetivo da primeira mensagem angélica: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).
Diante dos desafios do deserto, durante os quarenta anos de sua peregrinação, Israel recebeu do Senhor a mensagem que iria preparar a geração que cruzaria as fronteiras de Canaã: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:5-9). Não dá para explicar em poucas palavras os ricos detalhes desta mensagem, mas, basicamente, a obra de salvação primeiro é pessoal, depois precisa refletir na família, e só então, será o mais eficaz e poderoso testemunho para o mundo.
O temor a Deus equivale ao aspecto mental (Pv.1:7; Rm.12:1). Glorificá-Lo equivale ao caráter refletido no aspecto físico (1Co.6:19-20; 1Co.10:31). Adorá-Lo aponta para o aspecto espiritual, que na verdade engloba os demais aspectos no firme “Rochedo da nossa salvação” (v.1), ao Senhor “que nos criou” (v.6), “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”, o “Senhor do sábado” (Mt.12:8; Êx.20:11).
Portanto, “[hoje], se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (v.7-8). Que sejamos a geração que alegra o coração de Deus! “Saiamos ao Seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-Lo com salmos” (v.2). “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (v.6). Aproveitemos o tempo de graça que ainda nos está disponível e, dentro em breve, entraremos no descanso do Senhor.
Nosso Criador, Tu és o nosso Deus, e nós, povo do Teu pasto e ovelhas de Tua mão. Nós Te louvamos, pois nos preparastes um lugar. E não vemos a hora de entrarmos em Teu descanso. Recria-nos conforme à Tua semelhança! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos95 #RPSP
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“Bem-aventurado o homem, Senhor, a quem Tu repreendes, a quem ensinas a Tua lei” (v.12).
No capítulo vinte e quatro do evangelho segundo Mateus, Jesus apontou para dois momentos sobremodo difíceis para o povo de Deus: a destruição de Jerusalém e os dias que antecedem o Seu segundo advento. O primeiro, no ano 70 d.C., deixou uma marca profunda na história da igreja primitiva, mas não foi o fim para os que, atentos aos sinais dados por Cristo, reconheceram o momento de fugir “para os montes” (Mt.24:16). O segundo, pelo qual aguardamos, já começou a revelar os primeiros raios da esperança de seu breve cumprimento.
Como predito nas profecias de Daniel, o povo do Senhor também enfrentou um período de perseguição e martírio na Idade que foi marcada pela escuridão de leis arbitrárias. Mas as feridas e o sangue derramado se tornaram em sementes que deram muito fruto, reformando a mente e o coração de homens e mulheres que não temiam a morte, por amor Àquele que não lhes negou a vida. Foram 1260 anos esmagando o povo de Deus e oprimindo a Sua herança (v.5) “tendo uma lei por pretexto” (v.20), como está escrito: “magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25).
“Se não fora o auxílio do Senhor” (v.17), não restaria um fiel adorador daquela leal geração de Deus. Com o mesmo empenho, mas superior ira, o inimigo das almas tem urdido sua trama a fim de trazer terror ao remanescente do tempo do fim. Contudo, “o Senhor não há de rejeitar o Seu povo, nem desamparar a Sua herança. Mas o juízo se converterá em justiça, e segui-la-ão todos os de coração reto” (v.14-15). Estamos perto, estamos muito perto da consumação de nossa bendita esperança, amados! Mas os momentos que o antecedem serão marcados por “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).
Entendem, meus irmãos, que estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu? Que o Senhor tem nos repreendido e ensinado para que tenhamos “descanso dos dias maus” (v.13)? Muitos estão preocupados com o estoque de alimento físico, enquanto negligenciam o alimento espiritual. A inspiração nos revela que a nossa segura provisão deve ser a inteira confiança em Deus, “e Ele nos sustentará. Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo […] pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto” (Ellen G. White, Eventos Finais, p.228). Mas isso não nos exime, amados, de darmos ouvidos à verdade presente sobre considerarmos o quanto antes termos um lugar preparado no campo. Se o Senhor nos deixou esta luz creio que não devemos ignorá-la, mas, em oração, buscar o discernimento para obedecê-la no momento certo.
O cenário está pronto para que, “tendo uma lei por pretexto” (v.20), os inimigos dos verdadeiros servos de Deus os persigam sem que haja mais expiação. Encerrada a obra de Cristo no lugar Santíssimo (Ap.16:17) e soltos “os quatro ventos da Terra” (Ap.7:1), haverá uma manifestação do mal com todos os seus efeitos. Mas, como vimos a poucos dias, a promessa do Senhor ao Seu povo selado é certa: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido […] Ele me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei” (Sl.91:7 e 15).
Ajuntar-se-ão “contra a vida do justo” e condenarão “o sangue inocente” (v.21), mas o nosso Deus “aos Seus anjos dará ordens” a nosso respeito, para que nos guardem em todos os nossos caminhos (Sl.91:11). “Nos muitos cuidados que dentro” de nós “se multiplicam”, que as consolações do Senhor nos alegrem “a alma” (v.19), na certeza de que a nossa redenção se aproxima.
Senhor, a Tua Palavra diz para não andarmos ansiosos de coisa alguma. Que possamos confiar em Ti e na fidelidade da palavra que sai da Tua boca. Ensina-nos a descansar em Ti e a reconhecer a Tua voz em cada situação. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiel povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#Salmos94 #RPSP
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