Filed under: Sem categoria
“Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (v.3).
“Aleluia!” (v.1).
Quando paro para pensar em minha vida, no quanto o Senhor me esperou e como Ele tem sido paciente e misericordioso comigo, só posso declarar: “Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre” (v.2). O estudo de Sua Palavra tem sido o meu alimento todos os dias, e a oração, o fôlego de minha alma. Não tenho como explicar a bendita esperança que inunda o meu coração, é algo que excede todo entendimento; que precisa ser vivido para ser compreendido. E quanto mais eu busco ao Senhor, mais percebo o quanto dependo dEle e mais desejo desfrutar de Sua companhia, porque ninguém “há semelhante ao Senhor, nosso Deus” (v.5), que “ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado, para o assentar ao lado dos príncipes” (v.7-8). Que faz com “que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos” (v.9). “Do nascimento do sol até ao ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (v.3)!
A nossa vida é feita de altos e baixos. Infelizmente, ainda estamos sujeitos ao pecado e às suas consequências. Enquanto aqui estivermos, jamais poderemos dizer que alcançamos a plenitude da santidade em Cristo. Em um mundo onde cada dia traz “o seu próprio mal” (Mt.6:34), precisamos seguir a ordem de Jesus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt.6:33). Oh, amados, não é qualquer desvalido ou necessitado que Deus eleva à posição de príncipe! Também não é qualquer mulher estéril que Ele torna fértil a madre. Mas os que O buscam em primeiro lugar, Ele mesmo os honra, tornando estas coisas um acréscimo, e não o principal. Pois todo aquele que oferece a Deus a posição de excelência em sua vida, louvando-O acima de todas as coisas (v.4), ainda que tenha que aqui experimentar a queda ao pó e ao monturo (v.7), vive na certeza de que há um Reino futuro onde será recebido como príncipe e vencedor (v.8).
A nossa busca deve ser diária e constante. Somente a intimidade com Deus nos faz galgar os degraus de uma vida santa e agradável a Ele. Nossos pensamentos tornam-se elevados, e nobres os nossos anseios. Passamos a odiar o pecado e amar o pecador e nossas maiores “ambições” não têm a ver com conquistas terrenas, mas com bênçãos espirituais e salvação de pessoas. Nossa luta contra a carne é acentuada e o Espírito Santo nos desperta à necessidade de buscá-Lo cada vez mais. Nossos clamores se intensificam, nossa fé é provada e sentimos a firme certeza de que o nosso Deus estará ao nosso lado, “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Creio que a nossa maior batalha tem sido contra o nosso eu, tão dessemelhante do caráter de Cristo. Mas Ele mesmo já venceu esta luta por mim e por você. Precisamos tão somente entregar-Lhe o controle de nossa vida e confiar que Ele nos guiará em segurança para as moradas do Pai. Que assim como na vida do salmista, Deus seja o nosso maior e mais digno objeto de louvor do nascer do sol o pôr do sol. Louvemos ao Senhor, nosso Deus, do início (v.1) ao fim (v.9) de nossa vida!
“Aleluia!” (v.9).
Pai querido, nós Te louvamos porque, apesar de Te assentares nas alturas, também desejas estabelecer o Teu trono em nosso coração! Ajuda-nos em nossa batalha contra o egoísmo e tudo o mais que este mal traz consigo! Dá-nos Teu Espírito e restaura-nos à plenitude da estatura de Cristo até que não reste mais nada do nosso eu! Em nome de Jesus, Amém!
Feliz semana, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos113 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos” (v.2).
No sermão do monte, no início de Seu ministério terrestre, Jesus nos deixou escrito nos capítulos cinco a sete de Mateus a descrição de uma vida cristã piedosa, segundo o exemplo que Ele nos deixou. Diante de uma “geração má e adúltera” (Mt.12:39), Jesus apresentou o verdadeiro caráter do evangelho prático, e o fez mediante as seguintes palavras inaugurais: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3), encerrando com a seguinte conclusão: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7:24).
O Salmo de hoje apresenta o cristão piedoso como aquele “que teme ao Senhor e se compraz nos Seus mandamentos” (v.1). Nele encontramos um pequeno resumo do sermão de Cristo e completa harmonia com as palavras do sábio Salomão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ec.12:13), e uma ligação direta com as palavras dos mensageiros dos últimos dias: “Temei a Deus e dai-Lhe glória”. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:7 e 12).
As promessas apontadas pelo salmista incluem uma descendência poderosa, uma geração abençoada (v.2), “prosperidade e riqueza” (v.3), uma vida iluminada (v.4), memória eterna (v.6), conforto em meio às “más notícias” (v.7) e justiça eterna (v.9). Percebam que a promessa principal aponta para uma vida futura e não exime o justo de ser surpreendido por tribulações aqui e ser alvo da perseguição e ódio do perverso. O próprio Jesus nos preveniu: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). “Sereis odiados de todos por causa do Meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt.10:22).
A piedade cristã é aquela vivida por meio do poder que “se exaltará em glória” (v.9): “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas […] até aos confins da Terra” (At.1:8). O Espírito Santo na vida faz nascer “luz nas trevas” (v.4), motivando o justo a manifestar as obras de Cristo. Não, porém, mediante exposição pessoal, mas, em conformidade com as palavras de seu Senhor e Mestre: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt.6:1).
Ainda que uma vida piedosa desperte a ira dos ímpios, a certeza da constante companhia de Jesus e a fé na bendita esperança de Seu breve retorno apaga “todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef.6:16) e fortalece o coração na confiança de que “não será jamais abalado”, pois “será tido em memória eterna” (v.6). Oh, meus irmãos, necessitamos compreender que Cristo não nos pede que O imitemos em Sua divindade, mas em Sua humanidade! Mesmo sendo 100% Deus, Ele também era 100% homem, e, como Filho do Homem nos deixou o modelo perfeito e, pelo Seu poder, possível de ser imitado, de piedade cristã. Ele prometeu estar conosco em nossa jornada e nos preparar para reencontrá-Lo. Jesus deseja habitar em nós para que, como Paulo, possamos desfrutar de Sua vida aqui, a ponto de declararmos: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).
Abracemos com firmeza estas maravilhosas e fiéis promessas, e prossigamos olhando para Jesus, como “a geração dos justos” (v.2) que, muito em breve, O contemplará “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30).
Oh, meu Deus, meu Senhor e meu Redentor, quanto almejo ir para Tua casa! Quanto almejo ver a Tua face e Te dar um grande abraço! Só por Tua bondade e misericórdia estarei lá, Senhor! Eu oro por todos os meus irmãos, inclusive aqueles que ainda não Te conhecem, para que, juntos, guiados e transformados pelo Espírito Santo, logo possamos contemplar o lindo sorriso do nosso Salvador. Volta logo, Jesus! Nós oramos em Teu precioso nome, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros da bendita promessa!
Rosana Garcia Barros
Salmos112 #RPSP
Filed under: Sem categoria
“As obras de Suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os Seus preceitos” (v.7).
Jesus, o Criador do Universo (Hb.1:2), o Verbo por intermédio do qual foram feitas todas as coisas, “e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo.1:3), estava presente no ato da criação do mundo. Em Cristo, “o princípio da criação de Deus” (Ap.3:14), “criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1). Aquele que é “o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Ap.22:13), foi a fonte vivificante da feitura original. Nele foram criados “desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos” (O Grande Conflito, p.678), fazendo “memoráveis as Suas maravilhas” (v.4). A expressão “No princípio” (Gn.1:1), portanto, aponta não somente para um tempo determinado, mas para Aquele que o determinou.
Da mesma forma, encontramos no “princípio da sabedoria” (v.10), uma ponte de ligação com o Céu, que envolve obediência, “fidelidade e retidão” (v.8). Obediência a “todos os Seus preceitos” (v.7), fidelidade à “Sua aliança” (v.5) e retidão em praticar o “temor do Senhor” (v.10). Como a própria expressão já revela, o temor é do Senhor, e não algo que nos seja inerente. Porque o “temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13), algo que só pode vir de Deus. E a sabedoria também é um atributo divino, como está escrito: “Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da Terra” (Pv.8:23).
Tem sido assustadora a maneira pela qual muitos têm sediado no coração a ideia de que há harmonia entre a teoria da evolução e a Bíblia. Pelo contrário, há um total desacordo entre um e outro. Mediante tal pensamento, teríamos de tombar toda a Bíblia e rejeitar a sua autoridade. Com a intrepidez e confiança de quem temia a Deus, o salmista destacou a fidelidade e imutabilidade dos preceitos divinos: “Estáveis são eles para todo o sempre” (v.8), corroborando com as palavras dAquele que foi enviado para a nossa redenção (v.9): “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18).
Jesus, o Princípio, a Palavra, a Sabedoria, Se submeteu a uma encarnação sujeita a cair para, por Sua vitória, nos levantar. Nele, em cujas “obras há glória e majestade” (v.3), podemos encontrar a mina de onde brotam os tesouros do Céu, “onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20). Desde o princípio, quando manifestou “o poder das Suas obras” (v.6), “até à consumação do século” (Mt.28:20), quando voltará em “glória e majestade” (v.3), Jesus, o nosso Criador e Redentor, o Princípio e o Fim, indica ao homem “um caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31).
Perto como estamos de contemplá-Lo, revestido como o Ômega, que Ele nos encontre como aqueles “que O temem” (v.5), “na companhia dos justos” (v.1). Para que isso aconteça em nossa vida, vigiemos e oremos!
Pai, queremos estar no reino eterno que preparastes para aqueles que O amam. Faz-nos tementes a Ti e obedientes à Tua Palavra porque Te amamos. Que o Teu Espírito derrame o Teu amor em nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!
Bom dia da preparação, assembleia dos justos!
Rosana Garcia Barros
Salmos111 #RPSP
Filed under: Sem categoria
“Apresentar-se-á voluntariamente o Teu povo, no dia do Teu poder; com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora, serão os Teus jovens” (v.3).
Oh, gloriosa redenção! O Dia em que veremos o nosso Salvador em glória não pode assemelhar-se a nenhum outro dia já vivido nesta Terra. A expectativa que faz o nosso coração desfalecer está prestes a tornar-se realidade (Jó 19:27). O Céu trabalha para isso enquanto o Senhor arregimenta o Seu exército de santos. Tudo se apressa para o fim e as taças estão prestes a ser derramadas, para que então seja dito: “Feito está!” (Ap.16:17).
Oh, gloriosa redenção! A redenção que foi rejeitada pelos líderes judeus. Tão diligentes na letra da Lei, mas tão ignorantes acerca de sua essência. Ansiaram pelo filho de Davi e deram as costas ao Filho de Deus. Diante deles estava Aquele sobre o qual o próprio Davi escreveu: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos debaixo dos Teus pés” (v.1, Mt.22:44).
Em cada geração deste mundo, Deus tem um povo para chamar de Seu, e assim o será até o fim. Quando chamou Abraão para ser o pai de uma numerosa nação, de várias formas o abençoou. E uma delas foi através da aparição de um rei desconhecido na genealogia bíblica, chamado Melquisedeque (v.4), denominado “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn.14:18-20). Já em Hebreus, encontramos a seguinte descrição acerca deste rei: “[…] rei de justiça […] rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote perpetuamente” (Hb.7:2-3). Melquisedeque foi um tipo de Cristo que apareceu a Abraão para abençoá-lo pessoalmente. E o Senhor, além de ter-Se assentado à destra de Deus Pai como nosso Juiz, também cumpre o Seu papel de Sumo Sacerdote, intercedendo por nós.
A obra no santuário celestial está prestes a completar-se. Cristo tem intercedido junto ao Pai por todos os crentes, e como tem sido difícil para Ele o veredito de alguns! A luta de Jesus tem sido para que os Seus filhos não O louvem apenas com os lábios. Porque, para estes, quando Ele voltar, “no dia da Sua ira” (v. 5), com o coração partido terá que dizer: “Nunca vos conheci!” (Mt.7:23). Precisamos buscar ao Senhor e louvá-Lo com todo o nosso coração. Se afirmamos louvá-Lo com o coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sentimos por alguém, para Ele este louvor é maldito e não tem valor algum.
Com urgência, devemos aprender a lição do Mestre: “[…] se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus” (Mt.18:3). Deve ser nossa oração diária: “Dá-me, ó Deus, um coração puro; rápido para amar, rápido para perdoar!” Então, assim como um dia Cristo disse: “Deixai vir a Mim os pequeninos” (Mt.19:14), nos dirá nAquele grande Dia: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Não será diferente. Como as crianças tiveram total acesso a Cristo, nos apresentaremos voluntariamente no Dia do Seu poder, “com santos ornamentos, como o orvalho emergindo da aurora” (v.3).
Oh, gloriosa redenção! Naquele Dia, como foi na cruz do Calvário, se encontrarão a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijarão (Sl.85:10), em favor de todos aqueles que temem a Deus. Todavia, a preciosa graça, tão copiosamente derramada, dará lugar ao juízo para todo aquele que não se arrependeu de seus maus caminhos (v.5-6). “Por ocasião da vinda de Cristo, os ímpios serão eliminados da face de toda a Terra: consumidos pelo sopro de Sua boca e destruídos pelo resplendor de Sua glória” (Revista Eventos Finais, 10 dias de oração 2017, p. 32).
Não ignoremos as profecias, meus irmãos! Pois, “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv.29:18). Chegou a hora de erguermos a nossa voz ao mundo e declararmos com nossa vida o último chamado de Deus! Você nasceu nesta época com esta finalidade, como a “Voz do que clama no deserto” (Is.40:3). Assim como João Batista foi escolhido para anunciar a primeira vinda de Cristo, fomos eleitos para anunciar a Sua segunda vinda. Onde estão vocês, homens, mulheres e jovens de coragem? Agora é o momento de vestirmos toda a armadura de Deus (Ef.6:10) e, como Isaías, tomarmos a firme decisão: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is.6:8).
A chama do Espírito Santo foi acesa, amados! “Não apagueis o Espírito” (1Ts.5:19).
Pai nosso que está nos Céus, santifica-nos para Ti, enche-nos do Teu Espírito e capacita-nos como testemunhas de Jesus nestes dias finais! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos110 #RPSP
Comentário em áudio: https://youtu.be/Vqe6rx5ai2g?si=VU6AWsFezA8B9mS_
Filed under: Sem categoria
“[…] eu, porém, oro” (v.4).
De todo este Salmo, esta é a expressão mais impactante e mais poderosa: “eu, porém, oro”. Davi fez menção da grande angústia que sofreu por causa das investidas malignas de seus inimigos. Entretanto, em nenhum momento ele falou em fazer justiça com as próprias mãos. Muito pelo contrário, o salmista descreveu os juízos que recairão sobre todo aquele que “amou a maldição […] e não quis a bênção” (v.17). “Ó Deus do meu louvor, não Te cales!” (v.1). Este não foi um protesto contra o silêncio de Deus, e sim um clamor de um filho cujo coração confiava apenas na ação divina (v.21).
No livro dos Salmos encontramos muitas profecias. O verso oito não se referia apenas aos adversários de Davi, mas uma referência profética a Judas, que trocou a bênção pela maldição: “Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo”. Essas palavras são repetidas em Atos 1:20, quando os discípulos se unem com o propósito de eleger o décimo segundo apóstolo para ocupar o lugar do traidor. Também no verso vinte e cinco encontramos outra profecia, esta cumprida na vida de nosso Salvador: “Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me veem, meneiam a cabeça”. Enquanto Cristo padecia na cruz do Calvário, “os que iam passando blasfemavam dEle, meneando a cabeça” (Mt.27:39).
Diante disso, percebemos que neste mundo sempre existiram e sempre vão existir apenas duas classes de pessoas: os que escolhem o caminho da vida e da bênção e os que escolhem o caminho da morte e da maldição; os perseguidores e os perseguidos; o joio e o trigo. Não há uma terceira alternativa, amados. Portanto, só temos duas opções: ou seguimos a Deus e a Sua Palavra, ou seguimos o caminho das multidões. Atentem bem para isso, meus irmãos: Cuidado com as multidões! Lembrem de Noé, de Elias, de João Batista, de Daniel e seus amigos, dos próprios discípulos, em que todos eles, apesar de serem a minoria, andaram na contramão de sua geração e foram vitoriosos pelo poder de Deus.
Se, hoje, e a cada dia, assumirmos a postura de Davi, tendo uma vida de oração e confiando na justiça divina, o Espírito Santo fará de nossa vida um louvor a Deus “no meio da multidão” (v.30). Fazemos parte da geração dos últimos dias deste mundo, e o que estamos fazendo com a oportunidade que o Senhor colocou em nossas mãos? Podemos afirmar, como o salmista: “eu, porém, oro”? Uma vida de oração não consegue ficar presa a quatro paredes; não é uma vida estagnada e presa ao conceito de ser feliz neste mundo. Uma vida de oração é um alto clamor para o mundo e compreende que felicidade de verdade só em Jesus.
Você está sendo perseguido e lhe devolvem o bem com o mal (v.5)? Alegra-te, servo do Deus vivo (v.28)! Cristo te diz hoje: “Bem-aventurados, sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.5:11-12).
Meus queridos irmãos, a nossa redenção de aproxima, mas, antes dela, um tempo de angústia “qual nunca houve […] mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo” (Dn.12:1). Só venceremos se fizermos do Senhor a nossa defesa. Lembrem-se de que enquanto meneavam a cabeça para Jesus, Ele orava, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Eis a decisão que o Senhor espera de Seu remanescente: “eu, porém, oro”!
“Ó Deus do meu louvor” (v.1), ajuda o Teu povo a compreender a necessidade que temos de orar! Cala o nosso coração enganoso para que possamos ouvir melhor a Tua voz! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres de oração!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos109 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Porque acima dos céus se eleva a Tua misericórdia, e a Tua fidelidade, para além das nuvens” (v.4).
Sendo mais um Salmo de Davi, o Salmo 108 contém palavras dos Salmos 57 e 60. A vitória tão celebrada e anunciada por Davi é novamente reforçada em um cântico de gratidão e adoração ao Senhor exaltado “acima dos céus” (v.5). Como rei e guerreiro, Davi havia provado muitas conquistas sob a força que nenhum poderoso combatente poderia subjugar: “porque do Senhor é a guerra” (1Sm.17:47). Ao derrubar o gigante Golias, ferir duas centenas de filisteus, sobreviver à acirrada perseguição de Saul e abater os adversários de seu povo, Davi reconhecia em cada ato a poderosa destra de Deus a seu favor.
Nunca foi desígnio do Senhor que houvesse guerras e destruição, pois Ele é o “Príncipe da Paz” (Is.9:6) e o nosso Criador. Mas diante do pecado que fez separação entre Ele e o Seu mais precioso bem, o Senhor Se apresenta como Miguel, para defender os Seus escolhidos “do Oriente e do Ocidente, do Norte e do mar” (Sl.107:3), “porque Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v.13). Basta que uma sincera súplica ascenda aos Céus, para que Deus envie o Seu anjo poderoso ou Ele mesmo avance na linha de frente, assim como foi com o profeta Daniel em resposta às suas palavras (Dn.10:12).
Não temos o que temer, amados, se estivermos “à sombra do Onipotente” (Sl.91:1). Em tempos em que o grande conflito está às portas do clímax final, o nosso coração precisa estar firme em Deus através da confiança em Suas fieis promessas. A profecia declara que “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn.11:32). Não tombarão à vista dos últimos acontecimentos. Mas, munidos “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), avançarão “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14).
Sob o cetro do Senhor dos Exércitos, recebemos “auxílio na angústia” (v.12) e depositamos toda a nossa confiança nAquele que devemos prosseguir em conhecer até que Ele volte (Os.6:3). Que a nossa vida, firme na esperança que revela os primeiros raios de seu breve cumprimento, seja um louvor a Deus diante de um mundo que precisa ser alcançado pela proclamação do “evangelho eterno” (Ap.14:6).
Oremos ao Senhor: “Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a Terra esplenda a Tua glória, para que os Teus amados sejam livres; salva com a Tua destra e responde-nos” (v.5-6). Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos108 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações” (v. 6, 19 e 28).
Por mais que saibamos que neste mundo teremos aflições, nunca estamos suficientemente preparados para enfrentá-las. Elas nos causam uma sensação de impotência, tristeza e desânimo. Todos nós passamos por momentos angustiosos e, muitas vezes, difíceis de entender. Alguns acontecem não por nossa própria vontade. Outros são resultado de nossa própria insensatez. Porém, apesar de nos serem agentes negativos, há uma promessa divina que faz com que possamos enxergar uma luz no fim do túnel: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra” (Sl.34:19).
Cristo mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:31). Os “remidos do Senhor” (v.2) não estão livres de passar por tribulações. Lembremos que ainda somos pecadores e que este mundo não é o Céu. Estamos sujeitos a passar “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas precisamos confiar de que o Senhor Deus está conosco e que usará a Sua vara e o Seu cajado para nos consolar.
Quantas vezes causamos o nosso próprio infortúnio por andar “errantes pelo deserto” (v.4). O deserto não surge em nossa vida para nos fazer cair, e sim para nos educar e fortalecer. Lembrem do exemplo de Cristo (Mt.4:1-11). O que vai tornar o nosso deserto em bênção ou maldição são as nossas escolhas. Somos livres para escolher andar “por ermos caminhos” (v.4), ou ser conduzidos por Deus “pelo caminho direito” (v.7). Somos livres para escolher nos rebelar “contra a palavra de Deus” (v.11), ou por ela sermos sarados e libertos do poder da morte (v.20). Somos, pois, livres para escolher entre a insensatez (v.17) e a sabedoria (v.43).
A segunda voz angélica nos faz uma séria e urgente advertência: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Babilônia representa um sistema religioso que ensina o engano, um falso sistema de adoração. E o Senhor, por intermédio do Seu profeta, nos faz o seguinte chamado: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Um apelo semelhante é feito em Apocalipse 18:4, quando o quarto anjo anuncia a mensagem do Senhor: “Retirai-vos dela [Babilônia], povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”.
Amados, Deus não permite que sejamos tentados além das nossas forças (1Co.10:13). E nem que sejamos provados se não for para o nosso crescimento e amadurecimento cristão. Jesus tornou-se semelhante a nós e como homem venceu as tentações e suportou as provações para nos deixar exemplo de que, se seguirmos os Seus passos, como Ele e com Ele, sairemos “vencendo para vencer” (Ap.6:2).
Portanto, rendamos “graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (v.8, 15, 21, 31) e “[tenhamos] por motivo de toda alegria o [passarmos] por várias provações, sabendo que a provação da [nossa] fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). E qual é a perseverança dos santos? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). E aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). “Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do Senhor” (v.43).
Senhor, nós Te louvamos por Tua bondade e misericórdia! Unge-nos com Tua sabedoria e guia-nos em Teu caminho direito. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos107 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo” (v.3).
Humilhados à condição de escravidão, os filhos de Israel sofreram 400 anos sob a tirania de um monarca cujo objetivo principal era engrandecer o seu reino sobre todos os outros. Ouvindo o clamor de Seu povo oprimido, o Senhor suscitou os irmãos Moisés e Arão a fim de guiá-los de volta à terra que antes havia prometido por intermédio de Abraão. Pela dureza do coração de Faraó, grandes sinais e prodígios deixaram o grande reino do Egito em ruínas, abrindo caminho aos hebreus para seguir em liberdade ao destino prometido.
As vozes, porém, que antes haviam se erguido em clamor e súplica, encurralados entre os inimigos e o Mar Vermelho, logo se esqueceram das pragas que apenas com os olhos contemplaram, erguendo-se em ofensas e acusações contra a liderança de Moisés. Mais uma vez, o Senhor manifestou o Seu poder abrindo caminho seco no improvável e destruindo aos que os ameaçavam. “Então, creram nas Suas palavras e Lhe cantaram louvor. Cedo, porém, se esqueceram das Suas obras e não Lhe aguardaram os desígnios” (v.12-13).
O salmista apresentou uma lista dos pecados de Israel. Vejamos: ingratidão (v.13), desobediência (v.14), cobiça (v.15), inveja (v.16), idolatria (v.19), murmuração (v.25), rebeldia (v.33), jugo desigual (v.35), infanticídio e culto aos demônios (v.37). De forma que Deus “abominou a Sua própria herança e os entregou ao poder das nações” (v.40-41). Os grandes milagres realizados a favor de Israel certamente podem ser classificados dentre as maiores maravilhas já realizadas à vista dos homens. As pragas derramadas sobre o Egito, a abertura do Mar Vermelho, a coluna de nuvem durante o dia, a coluna de fogo à noite, o maná, a fonte de águas direto da rocha, os livramentos quanto aos inimigos que os assediavam, são exemplos da misericórdia do Senhor sobre um povo que constantemente O provocava à ira (v.29), por rejeitar as Suas leis e estatutos.
Uma sociedade sem leis é passível de desordem e toda sorte de hediondos resultados. É do intuito de Satanás promover tamanha ruína sobre o mundo, lançando sobre a Terra as sementes do engano e do desprezo pela verdade com o mesmo afinco com que instigou Israel a pecar. Ao seus agentes humanos apontarem para a Palavra de Deus como uma obra antiquada e passível de mudanças, a autoridade e a Lei de Deus são negadas e rebaixadas à condição de um mero livro de aleatória consulta.
Neste tempo em que “Satanás está exercendo o seu poder”, com suas malignas visitações cada vez “mais frequentes e desastrosas” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p.594), o maior perigo para a nossa vida e para a nossa família está em afastar-nos das verdades que, por sua eficácia pela e fidelidade de Seu Autor, são a nossa única salvaguarda. Aproxima-se o momento em que pela lealdade e obediência dos filhos de Deus, estes receberão sobre si a acusação de serem a causa das calamidades finais.
Quando for assinado o decreto que nos obriga a honrar um sábado ilegítimo, que nossa vida assinale o testemunho da “perseverança dos santos” (Ap.14:12). Esta será precisamente a prova final que definirá “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Pai Celestial, não queremos ser rebeldes à Tua Palavra, nem andarmos em conformidade com este século. Por isso, Te clamamos pela transformação do nosso caráter mediante a renovação da nossa mente, a fim de que experimentemos a Tua boa, agradável e perfeita vontade, e assim perseveremos até que o Senhor volte. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos106 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Buscai o Senhor e o Seu poder; buscai perpetuamente a Sua presença” (v.4).
Em minha infância, todas as manhãs, o meu desjejum era café com leite e pão com manteiga. Essa era a minha alimentação matinal nada nutritiva. Então, meu pai conheceu a mensagem de saúde e começou a fazer algumas mudanças em casa. Certa manhã, ao chegar na cozinha e pegar a minha caneca para beber, descobri que não era café com leite, e sim, cevada com leite de soja, e no prato, uma fatia generosa de pão integral. Irmãos, como eu fiquei brava! Mas com o tempo, acostumei com o gosto da cevada e deixei de reclamar. E, com a mudança alimentar, o meu paladar foi se acostumando a ingestão de alimentos mais saudáveis.
O lindo resumo da história de Israel nos mostra situações em que mudanças também foram necessárias. Vejamos: Abraão saiu de sua terra “e partiu sem saber aonde ia” (Hb.11:8). José foi retirado de sua casa e levado ao Egito, da casa de Potifar à prisão, e da prisão ao governo do Egito. Moisés passou de escravo a príncipe do Egito, de príncipe a pastor de ovelhas, de pastor de ovelhas a enviado de Deus para libertar o povo da escravidão, e do Egito ao deserto. O povo de Israel saiu do Egito ao deserto e do deserto à Canaã. Foram muitas mudanças, mas todas, para o benefício do povo de Deus.
O Senhor nunca nos pede algo para o nosso prejuízo. Ele sempre visa o nosso bem-estar eterno. Por amor a nós, Ele ordena: “Não toqueis nos Meus ungidos” (v.15). Ele só faz “sair o Seu povo” (v.37) de onde não haja a possibilidade de crescimento. “Ele é o Senhor, nosso Deus” (v.7) e precisamos confiar que todas as mudanças que Ele deseja realizar em nossa vida é para que possa nos conduzir com alegria “e, com jubiloso canto, os Seus escolhidos” (v.43).
Se Deus te chama para o que você julga ser demasiado difícil, alegre-se o seu coração (v.3), pois você está recebendo um chamado do Senhor do Universo! Ele lhe será por nuvem concedendo-lhe alívio no fogo da provação. E lhe será por fogo, aquecendo o seu coração com a chama do Espírito Santo. Basta fazer o que fizeram Moisés e Arão, que “não foram rebeldes à Sua palavra” (v.28). Temos em mãos as preciosas verdades da “santa Palavra” (v.42) de Deus e precisamos levá-las a sério.
Satanás sabe que somos controlados por nossos sentidos e vai sempre colocar diante de nós “as finas iguarias” (Dn.1:8) que nos são apetecíveis, fazendo com que seja muito mais atrativo do que o “assim diz o Senhor”. Porém, todo aquele que, de coração, busca cumprir os preceitos e as leis de Deus (v.45), percebe que “são mais doces do que o mel e o destilar dos favos” (Sl.19:10).
No final, amados, o que definirá o nosso destino eterno serão as nossas próprias escolhas. Permanecer com nossos gostos e preferências, ou aceitar os planos do Senhor? Buscar “perpetuamente a Sua presença” (v.4), ou acomodar-se ao “café com leite” de uma religiosidade de aparências? Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Arão, eram homens semelhantes a nós, “sujeitos aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17), mas que pela fé e obediência, nos deixaram um extraordinário legado.
Deus espera a manifestação de Seus derradeiros filhos, “homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo de seu coração, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Ellen G. White, Educação, p.57).
Querido Pai, que na jornada de nossa vida o Teu Espírito seja o nosso instrutor até que estejamos completamente escondidos na Rocha, que é Cristo. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, ungidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos105 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Que variedade, Senhor, nas Tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a Terra das Tuas riquezas” (v.24).
“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1). Moisés, divinamente inspirado, escreveu o relato da criação, a maravilhosa revelação da primeira semana da Terra. A expressão “Houve tarde e manhã” (Gn.1:5, 8, 13, 19, 23, 31) deixa clara a verdade de que Deus criou o mundo em seis dias literais. Na narrativa de cada dia, o servo de Deus teve o privilégio de compor a história de nossa origem e a arrebatadora forma com que o Criador tudo fez por Sua Palavra, “de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb.11:3).
Toda a Bíblia aponta para a verdade absoluta de que o Senhor é o nosso Criador. Toda a natureza aponta para o design poderoso e inteligente de Deus. “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20). Apontando para as obras do Senhor: “Tu estendes o céu” (v.2), “Lançaste os fundamentos da terra” (v.5), “Eis o mar vasto” (v.25), o salmista O exaltou como Aquele que fez “os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11).
Mediante a irremediável corrupção humana, Noé ouviu a triste sentença do Criador para a sua geração: “Farei desaparecer da face da Terra o homem que criei, o homem e o animal” (Gn.6:7). Em sua tristeza e sofrimento, Jó foi confrontado com as irrefutáveis palavras do Criador: “Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da terra?” “Ou quem encerrou o mar com portas”? (Jó 38:4 e 8). A Israel, foi declarada a origem de toda vida em forma de mandamento irrevogável: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […] porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:8 e 11). Frente à insanidade de sua fuga, o profeta Jonas confessou: “Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (Jn.1:9).
Encerrando os evangelhos, João declarou a respeito de Cristo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo.1:1-3). Confinado em uma ilha, destituído de liberdade e longe dos irmãos, foi que o mesmo apóstolo viu e escreveu a revelação que declara: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap.21:1). A Bíblia inicia com o relato da criação e encerra com a promessa da recriação.
O salmista louva ao Deus Criador que cuida, sustenta, protege, redime e salva. Toda a criação declara ser regida pelas leis do Maestro celestial. A cada sábado, temos o privilégio de participar das bênçãos conferidas a este dia. Como memorial da criação, o sábado vem até nós como uma fragrância do Éden, que aponta seguramente para o futuro dos salvos: “E será que […] de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:23). Todos são convidados à eterna celebração, como está escrito: “em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (At.10:35).
Deleite-se neste dia santo a cada semana na certeza de que Aquele que estava no princípio com Deus e que nos comprou com o Seu sangue, em breve voltará e nos levará de volta para Casa. Aceite o Seu dom gratuito e logo Ele te recriará para a eternidade.
Recria-nos, ó Deus, à Tua imagem! Que possamos desfrutar da bênção, da santificação e do descanso do sábado. Ajuda-nos a reconhecermos a nossa completa necessidade de Ti e enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, obra prima da criação de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos104 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100