Reavivados por Sua Palavra


Salmo 123 – Comentado por Rosana Barros
6 de setembro de 2023, 0:45
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Disse Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt.6:22-23). É pela contemplação que somos transformados (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.555). Os nossos olhos são as janelas da alma, responsáveis por grande parte da constituição e aperfeiçoamento de nosso caráter. Não servem apenas como membros de utilização física, mas instrumentos de bênção ou de maldição.

Este Salmo tão pequeno em tamanho, mas tão grande em significado, nos apresenta a verdade espiritual reforçada por Jesus como vimos acima, indicando a fonte da perfeita visão: “os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus, até que Se compadeça de nós” (v.2). Manter os olhos fitos em Jesus é uma ciência que precisa ser exercitada diariamente. E a oração e o estudo de Sua Palavra compõem o combo espiritual indispensável nesse sentido. Como o salmista olhava para o Senhor em súplica por auxílio, necessitamos ter esta insistente atitude até que Ele “Se compadeça de nós”.

Quando João Batista viu Jesus, de imediato declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Olhar para Jesus significa olhar para a redenção. Quem olha para Cristo é motivado por Seu exemplo a ir e fazer o mesmo. Percebam as seguintes expressões contidas nos evangelhos: “Vendo Jesus as multidões” (Mt.5:1); “Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada” (Mt.8:14); “Vendo Jesus muita gente ao Seu redor” (Mt.8:18); “Vendo-lhes a fé” (Mt.9:2). “Então, Jesus, olhando ao redor” (Mc.10:23). “Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi” (Lc.5:27); “Então, olhando Ele para os Seus discípulos” (Lc.6:20); “Vendo-a, o Senhor Se compadeceu dela” (Lc.7:13); “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou” (Lc.19:41); “Jesus, vendo-o deitado […] perguntou-lhe: Queres ser curado?” (Jo.5:6); “Depois, vendo Jesus” (Jo.19:28).

Em Sua humanidade, Jesus era completamente dependente do Pai, e as alvoradas nunca O encontravam ainda em repouso. Não poucas vezes, o Salvador passava “a noite orando a Deus” (Lc.6:12), em vigílias que O enchiam de poder e de autoridade para ensinar, curar e repreender o mal. Olhando para o Pai em Seus refúgios de comunhão, saía fortalecido e cheio do Espírito a fim de ver e Se compadecer de Seus pequeninos irmãos. Multidões, enfermos, enlutados e desprezados encontravam em Seu olhar o amor que cura, que conforta, que liberta e que salva.

Disse Jesus: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos” (Jo.9:39). Como diz o ditado: “O pior cego é aquele que não quer ver”, vivemos em um tempo onde o juízo da oportunidade está prestes a encerrar o seu prazo enquanto muitos cegos se consideram sadios. A cegueira espiritual é fruto de um coração obstinado e orgulhoso. E é pior do que qualquer enfermidade do corpo. Jesus mesmo declarou: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma”(Mt.10:28).

Como o salmista, obedeçamos às palavras do Senhor, quando disse: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). Eis o que deve iluminar os nossos olhos: “De novo, falou-lhes Jesus, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo.8:12). Olhemos para Jesus até que Ele volte, e não erraremos o caminho!

“Tem misericórdia de nós, Senhor, tem misericórdia” (v.3)! Dá-nos olhos santificados pelo Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, contempladores de Cristo Jesus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Salmos123 #RPSP

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Salmo 122 – Comentado por Rosana Barros
5 de setembro de 2023, 0:45
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Eu nasci em um lar nominalmente cristão, mas não praticante. Com aproximadamente dez anos de idade, minha família passou a frequentar uma igreja evangélica. Eu passei a amar aqueles momentos de ida à igreja, pois eram as poucas vezes que saíamos todos juntos e porque, ao ganhar de meu pai minha primeira Bíblia, senti meu coração arder e um desejo muito grande de aprender mais sobre o que estava lendo.

Cerca de dois anos depois, por meio de uma palestra sobre saúde, meu pai conheceu a mensagem adventista do sétimo dia e começou a estudar a Bíblia com mais interesse. Eu nunca esqueço da primeira vez que fui a uma igreja adventista. Tinha doze anos de idade. Era uma igreja pequena e simples comparada à igreja que frequentava antes. Fomos apenas meu irmão e eu, pois meus pais ainda trabalhavam aos sábados naquela época. Então, nos encaminharam a uma classe de juvenis onde fomos muito bem recebidos. Mas o que realmente me impactou, foi quando a professora Sofia abriu a Bíblia e a lição da escola sabatina e começou a ler e explicar. Meu coração ardeu como na primeira vez que abri a Bíblia e ouvi como uma voz suave, mas com uma convicção de inabalável certeza em minha mente, que dizia: “Esta é a Minha Casa. Esta é a Minha Igreja”.

O Salmo de hoje é um claro testemunho de que Davi também sabia qual era a Casa do Senhor e a sua importância para o povo de Deus. Na verdade, em seu tempo ainda não havia sido construído o templo físico. Havia apenas uma tenda provisória, como o santuário do deserto. Mas o fato de Deus haver escolhido Jerusalém para abrigar o templo onde estaria a arca da aliança e, por conseguinte, a Sua presença, a cidade tornou-se uma referência para a morada do Altíssimo e uma sombra da realidade futura: “a santa cidade, Jerusalém, que descia do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:10).

Hoje nós temos muitos templos físicos. Uns mais simples, outros com estruturas modernas, mas nenhum deles possui mais os critérios estabelecidos por Deus para sua construção como o foi com o antigo santuário. Após o ministério da cruz, o Senhor apontou uma nova estrutura para Sua morada: você e eu. “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:19). Deus não aboliu a Sua igreja física. Pelo contrário. Quanto mais perto estamos da volta de Jesus, maior se torna a nossa necessidade de congregar (Hb.10:25). Mas Ele espera que sejamos uma viva representação de Sua igreja onde quer que estejamos.

Na minha mente juvenil, não imaginava que o que ouvi fosse algo sobrenatural, pois foi muito suave e tranquilo. Hoje sei que o Espírito Santo me indicou o caminho. Mas não fiquei apenas com o que ouvi. Foi o estudo da Palavra de Deus que solidificou a minha fé e confirmou aquelas palavras. E cada sábado passou a ser muito desejado.

Amados, também preciso confessar e reconhecer que a igreja que conheci há 24 anos já não é mais a mesma. A mensagem tem avançado e o número de membros crescido. Mas me preocupo com as estratégias missionárias que têm sido empregadas com o objetivo de pregar o evangelho. Será que todas são realmente válidas? Deus tem aprovado todas as ideias praticadas? Estão elas, de fato, em harmonia com a Palavra de Deus e com a verdade presente que temos para os nossos dias? Os membros estão sendo alimentados e se alimentando com o alimento sólido do “assim diz o Senhor”?

Na época do profeta Jeremias, Deus deu um recado muito claro ao Seu povo: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (Jr.6:16). O povo não deu ouvidos ao profeta do Senhor e contemplando o magnífico templo, com muito orgulho repetiam: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr.7:4). E todas as vezes em que Israel dava as costas à palavra profética para o seu tempo, acabava caindo em grande desgraça.

Será que Deus deixaria o Seu último povo, a Sua última igreja sem uma orientação profética, sem uma verdade presente? Não, meus irmãos! Ele não faria isso. Mas, cumprindo-se a profecia de que o Seu remanescente seria uma igreja que guarda os mandamentos de Deus e que tem o espírito de profecia (Ap.12:17 e 19:10), Ele levantou uma voz profética para os nossos dias.

Sei que não é fácil falar de um profeta se você nunca teve contato com algum de seus escritos. Então, se você ainda não leu, eu te desafio a ler com sinceridade e oração um dos escritos de Ellen G. White. Com apenas 17 anos de idade, Ellen recebeu o chamado de Deus para ser a Sua porta-voz dos últimos dias. Seus preciosos escritos sempre apontam para a autoridade infalível das Escrituras como a nossa única regra de fé e prática e nos instruem com clareza e precisão qual seja o estilo de vida que Deus espera de Seu povo hoje.

Não podemos perder de vista qual seja a vontade do Senhor. Não podemos andar neste mundo guiados por nosso enganoso coração ou nos deixando levar pelas atrações do presente século. Pelo contrário, amados. Precisamos, como última igreja do Deus vivo e detentora de uma responsabilidade tremenda, dar ouvidos com urgência ao apelo do apóstolo dos gentios: “E não vos conformeis [não busquem ficar parecidos] com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2 [acréscimo meu]).

“Por amor da Casa do Senhor, nosso Deus” (v.9), busquemos o seu bem sendo não somente ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg.1:22). Temos um verdadeiro tesouro em mãos que se chama Bíblia e Espírito de Profecia. Não desperdicemos estes últimos momentos de oportunidade com filosofias humanas e vãs sutilezas, pois muitos “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:4-5).

Por favor, meus irmãos, não me compreendam mal. Meu objetivo não é acusar ninguém. Mas que todos nós despertemos como igreja de Deus do tempo do fim e busquemos o Senhor enquanto podemos achá-Lo. Em conversa com uma irmã muito querida semana passada, ela me despertou para algo que não tinha parado para pensar. Ela disse: “A nossa preocupação não deve ser com a volta de Jesus, pois Ele vai voltar, quer estejamos prontos ou não. A nossa preocupação deve ser com o fechamento da porta da graça. Porque, quando esta fechar, então não haverá mais oportunidade”.

O apelo do Espírito Santo a todos nós hoje é: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.6:7-8). Deus nos deixou claras orientações sobre profecias, evangelismo, saúde, educação, música, modéstia cristã e até mesmo sobre o lugar onde as famílias com filhos deveriam morar. Não ignoremos a palavra profética! Mas, como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Então, todos nós seremos templos do Espírito Santo rendendo sempre “graças ao nome do Senhor” (v.4).

Nosso Pai amado, sabemos que estamos às portas da gloriosa volta do nosso Redentor. O Senhor nos deixou por escrito a Tua vontade para os nossos dias. Ajuda-nos a vivermos como templos Teus, cumprindo a missão que nos confiastes com o coração a arder pela chama da verdade! Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Salmos122 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Salmo 121 – Comentado por Rosana Barros
4 de setembro de 2023, 0:45
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Geralmente, nos lugares em que vamos há uma entrada e uma saída, e a porta de acesso também é aquela pela qual podemos sair. Contudo, nem sempre entramos e saímos da mesma forma. Podemos entrar em um lugar com o coração partido e sair de lá com o ânimo renovado; ou felizes e sair decepcionados. Nunca sabemos o que nos espera. Acontece que a promessa do Senhor para os Seus filhos é de vigilância 24h. Ele não promete que as coisas sempre aconteçam da forma que esperamos, mas que até os momentos ruins podem se tornar em preciosas lições para o nosso crescimento como cristãos.

Ouvi, certa vez, que um coração não é inteiro até que seja partido. Pare e pense neste momento: Em quais situações você reconheceu que o seu socorro só pode vir de Deus? Nos piores momentos de sua vida, não é mesmo? É certo que não nos agrada sofrer, e que Deus não nos criou para o sofrimento. Mas assim como a dor física é um alerta para o corpo, as provações são os alertas da alma, pois “a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Precisamos nos colocar todos os dias sob os cuidados dAquele que é “Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Ap.3:7).

Apesar da autoria desconhecida, muitos estudiosos da Bíblia acreditam que este Salmo foi escrito por Davi, quando este fugia de Saul após a morte de Samuel. Davi realmente estava em um grande apuro e precisava analisar bem por onde entrar e por onde sair. Muitas vezes sentia-se encurralado. Noite e dia (v.6) recebia provas suficientes de que Deus o guardava e o livrava da ira de seu algoz. Em cavernas, montes e vales, ele já havia passado por todos os possíveis esconderijos naturais disponíveis naquela geografia, mas nenhum deles compreendia a magnitude dAquele em quem Davi se abrigava.

Amados, eu não faço ideia de seu sofrimento atual. Eu só conheço a minha própria dor. Muitas famílias estão sofrendo a dor esmagadora do luto. Muitos estão nos hospitais entre a vida e a morte. Outros estão chorando a dor de um relacionamento rompido. Mas por mais intensa que seja a angústia dos Seus filhinhos, o Pai do Céu não descansa enquanto não a transforma em alegria. “[Desde] agora e para sempre” (v.8), há um Vigia que não descansará até que nos leve para o Seu porto seguro.

Não permita que os reveses desta vida desviem o seu olhar do Único que pode lhe socorrer. Confie de “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (Rm.8:28). O Senhor “que fez o céu e a terra” (v.2), é o mesmo que voltará para buscar aqueles cujas provações produziram perseverança: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). “Aquele […] que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).

Guarda de Israel, sê o nosso vigia conservando a nossa vida escondida em Ti! Pai, ajuda-nos a elevarmos os nossos olhos para o Senhor e assim perseverarmos até que Cristo volte! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Salmos121 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Salmo 120 – Comentado por Rosana Barros
3 de setembro de 2023, 0:45
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Como uma das virtudes do fruto do Espírito (Gl.5:22), a paz exige de nós um comportamento inesperado. Surpreender o inimigo com um bem imerecido é ser um promotor da paz, um seguidor de Cristo. Devolver escárnio com brandura e violência com bondade é surreal e estranho à nossa natureza. Não é fácil, mas pelo poder do Espírito, é possível.

Como promover a paz quando “teimam pela guerra” (v.7)? A resposta está em um dos remédios naturais que o Senhor nos deixou: a confiança em Deus. O salmista sabia a quem buscar quando as más línguas o angustiavam. Ele confiava nAquele que o ouvia: “Na minha angústia, clamo ao Senhor, e Ele me ouve” (v.1).

Os conselhos dados pelo apóstolo dos gentios nos versos a seguir, nos concedem um vislumbre do que Deus espera que Seus filhos pratiquem: “Não torneis a ninguém mal por mal […] se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens […] vence o mal com o bem” (Rm.12:17, 18 e 21).

Vitória! Este é o resultado de ser um agente da paz, um pacificador. Não há sensação melhor do que a de quebrar a maldição com bênção e tornar-se participante do “gostinho” da vitória que não foi conquistada por nossos méritos. Cristo é o doador de toda a paz. Quando permitimos que Seu Espírito dirija a nossa vida, experimentamos a paz que só Ele pode dar: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração e nem se atemorize” (Jo.14:27).

Não pode haver paz para aqueles que permitem ser dominados pela língua, pois ela “é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (Tg.3:8). Pelo uso da língua como maldição, somos condenados por seu envenenamento fatal. Usando-a contra outros, estamos cometendo um suicídio espiritual e selando o nosso destino eterno com os maldizentes.

Em tempos decisivos, em contagem regressiva para a nossa eterna redenção, clamemos ao Senhor para que toque os nossos lábios com “uma brasa viva” de Seu altar (Is.6:6-7). Se desejamos ser chamados filhos de Deus, a paz deve ser manifestada em nossa vida: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9). Que você e eu sejamos mensageiros da paz de Cristo. Que esta santa virtude aumente a nossa confiança em Deus. E que as nossas palavras e atitudes declarem diariamente: “Sou pela paz” (v.7).

Príncipe da Paz, clamamos a Ti para que purifiques os nossos lábios e o nosso coração com a brasa viva do Teu santo altar! Perdoa-nos por todas as vezes que falamos o que não aprovas! Tem misericórdia de nós e faz-nos tão íntimos Teus que nossas palavras só reflitam o que estiver em harmonia com a Tua Palavra. Em Teu nome oramos, Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, pacificadores!

Rosana Garcia Barros

#Salmos120 #RPSP

Comentário em áudio: https://www.youtube.com/watch?v=l8K9whs1UlM



Salmo 119 – Comentado por Rosana Barros
2 de setembro de 2023, 0:45
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Porque devo obedecer à Lei de Deus? Os dez mandamentos dados por Deus a Moisés no Sinai ainda são válidos? Só os judeus devem guardar os mandamentos? Jesus substituiu o decálogo por mandamentos novos? Ele aboliu os mandamentos de Seu Pai na cruz? O Salmo 119 se refere apenas aos dez mandamentos? O Senhor não ignora tais perguntas. Pelo contrário, Ele deseja responder a cada uma e aponta para a Sua Palavra como a fonte das descobertas para o indagador. Na verdade, o Criador é o maior especialista quando se trata de abordagem interrogativa. O supremo Professor sabe bem como instigar Seus alunos a tomar decisões de forma racional.

Escrito em acróstico e separado por parágrafos iniciados com as letras sucessivas do alfabeto hebraico, o maior Salmo e maior capítulo da Bíblia, poderia, por si só, responder a todas aquelas perguntas. A sua extensão, ordem e excelência linguística indica o grau de importância de seu conteúdo. A Palavra, a Lei, os preceitos, os estatutos, os juízos, os mandamentos, são apresentados como uma salvaguarda, e não como uma arbitrária imposição. Cheio de amor, intrepidez e convicção, o salmista expôs uma sequência de características empregadas à Lei do Senhor como um manancial inesgotável de bênçãos e de regozijo.

Em cada versículo há a beleza de quem descobriu a verdadeira felicidade; de quem percebeu que a vida não faz sentido se não for vivida nos moldes dAquele que o criou. Que o pecado, que “é a transgressão da Lei” (1Jo.3:4), era justamente o motivo pelo qual o Messias desceria à Terra para morrer em nosso lugar. Em cada sentença, seu coração clamava pelo auxílio e ensino do Único capaz de ordenar a sua vida e torná-la um testemunho das bem-aventuranças da obediência. Reconhecendo a sua completa dependência de Deus, o salmista foi um instrumento inspirado na revelação do caráter divino, na obra de indicar “a vereda dos […] mandamentos” (v.35) em que Cristo andaria com perfeição.

A Lei dada a Israel no Sinai não fazia dela uma lei restrita da nação, mas fazia da nação a responsável por anunciá-la ao mundo. Em seu escopo está contido o desejo divino de preparar um povo para o Céu, fundamentado na “palavra da verdade” (v.43). Um povo que não se envergonhe de falar o que é direito e justo, ainda que sua conduta seja o único “discurso” que possa manifestar. Que não tenha orgulho de si mesmo, mas em conhecer ao Senhor pela poderosa influência de uma vida perfeitamente habilitada “para toda boa obra” (2Tm.3:17). Em Jesus, podemos obter o necessário preparo para a vida futura. Em Sua obediência e fidelidade, obtemos a lição primordial de que devemos guardar os preceitos do Senhor “de todo o coração” (v.69): “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

Em Sua infinita graça e bondade, o Senhor prometeu bênçãos incontáveis aos “filhos da obediência” (1Pe.1:14). Suas promessas são mais valiosas “do que milhares de ouro ou de prata” (v.72) e a fidelidade delas “estende-se de geração em geração”, desde a fundação da Terra (v.90). Com propriedade, o sábio Salomão chegou à seguinte conclusão: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; pois este é o dever de todo homem” (Ec.12:13). Mas o nosso Pai amoroso transforma o dever em prazer (v.47), e nos oferece generosamente as dádivas celestiais. E até mesmo na aflição, instrui e aperfeiçoa os que O temem.

Amados, ainda vivemos neste mundo de injustiça e aflição, vulneráveis à maldade predominante. Quando Jesus esteve aqui, também viveu esta realidade, mas, apegado e confiante no poder do alto, em Sua humanidade provou ser possível viver “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Dando ênfase a todos os mandamentos através de uma síntese inteligente do que seja o cumprimento da Lei (Mt.22:36-40), foi o único Homem a deixar registro de uma vida sem pecado. Por meio dEle, porém, somos motivados a experimentar o “legado perpétuo” dos testemunhos divinos que “constituem o prazer do coração” (v.111), e sermos fiéis “até ao fim” (v.112), por Seus méritos eternos.

“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada” (v.126). Este deve ser o clamor diário de todo filho de Deus que reconhece o tempo sobremodo solene em que está vivendo. Não há outro meio, senão a desobediência, em que Satanás atue com fremente esforço a fim de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). É em lançar por terra a Lei de Deus, que o inimigo das almas avança em seu plano de ação contra a humanidade. Foi para refutar o enganador e proteger os Seus santos, que Cristo aclarou a verdade que os ministros do maligno tentam deturpar: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Eu pergunto, amados: o céu e a terra passaram? Não! Então, a Palavra do nosso Deus “está firmada […] no céu” (v.89), assim como Ele fundou a terra “e ela permanece” (v.90).

Mediante os últimos sonidos da terceira voz angélica, que façamos parte daqueles que, pela obediência em amor, serão “o fruto do penoso trabalho” de Cristo Jesus (Is.53:11): “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12).

Querido Pai Celestial, como o salmista declaramos: Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Vivifica-nos, segundo a Tua misericórdia! Somos Teus, Senhor, salva-nos! Desfalecem-nos os olhos à espera da Tua salvação e da promessa da Tua justiça. Volta logo, Senhor! Já é tempo para intervires, pois a Tua lei está sendo violada! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, os que amam a Lei do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Salmos119 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Salmo 118 – Comentado por Rosana Barros
1 de setembro de 2023, 0:45
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Com a entrada do pecado no mundo, foi-nos dada a necessária provisão para sairmos vitoriosos do conflito hostil. Diante da expectativa de colher de imediato a consequência inevitável da desobediência, Adão e Eva receberam a prova de que o Senhor “é bom” e de que “a Sua misericórdia dura para sempre” (v.1). Escondidos dAquele que julgaram os açoitaria mediante severo castigo, foram surpreendidos pelo Amor que os vestiu e, fitando o inimigo que os enganou, lhes proveu plano de resgate: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15).

Desde então, cada geração dos “que temem ao Senhor” (v.4) aguardava a concretização do perfeito plano da salvação. E Ele veio! Nascido de uma virgem, anunciado entre os simples da Terra, louvado pelos anjos: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na Terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (Lc.2:14), Jesus veio, trazendo Consigo todo o amor e a bondade do Céu para com a raça caída. Seu coração, cheio de compaixão, era machucado diante da miséria humana, mas transbordava de alegria ao estender as mãos para ensinar, curar e salvar. Mesmo os casos mais graves eram para Ele objeto de Sua terna misericórdia. O mundo estava diante da única porta de acesso ao Céu.

“Esta é a porta do Senhor” (v.20): Jesus Cristo. Ao declarar: “Eu sou a porta” (Jo.10:9), deu-nos a mesma esperança que no Éden concedeu a nossos primeiros pais; o mesmo Caminho, a mesma Verdade e a mesma Vida (Jo.14:6). O nosso Salvador é a porta da salvação e “por ela entrarão os justos” (v.20). “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos” (v.23).

Aproxima-se o dia de nosso resgate; “regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (v.24), amados! “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (Sl.50:3). Ele virá, não mais como um bebê indefeso ou humilde servo, mas como “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” (Ap.19:16). “O Senhor é Deus, Ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos” (v.27). Nós somos os ramos (Jo.15:5) que o Senhor deseja ver a adornar o Dia de Seu triunfo. Ele vem buscar a todos os que, como o salmista, O conheceram pessoalmente, e por experiência viveram na presença de Deus (v.28).

Busque ao Senhor e Salvador Jesus Cristo enquanto O pode achar, “invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). “Prepara-te […] para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12).

“Oh! Salva-nos, Senhor, nós Te pedimos” (v.25)! Que entremos por Tuas “portas da justiça” (v.19) com ações de graças, revelando o Teu caráter em nossa vida! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, justos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#Salmos118 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Salmo 117 – Comentado por Rosana Barros
31 de agosto de 2023, 0:45
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Com apenas dois versículos, este é o menor Salmo e o menor capítulo da Bíblia. Contudo, sua mensagem é uma das mais abrangentes das Escrituras. De uma forma muito clara, o salmista conclama que “todos os gentios […] todos os povos” (v.1) louvem ao Senhor. Todos são convocados a louvar Aquele que os criou e que os salvou: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Grande é a misericórdia do Senhor “para conosco” e a Sua fidelidade é eterna (v.2). Estes atributos de Deus são oferecidos à humanidade como presentes de Sua maravilhosa graça. Não há uma explicação melhor, diante de um Deus santo que aceita a adoração de seres corruptíveis. Ele deseja celebrar a vitória da redenção com todas as Suas preciosas criaturas, e com elas manter um relacionamento pessoal e eterno.

Há estudiosos que afirmam que este Salmo tenha sido o que Jesus cantou com Seus discípulos logo após a ceia: “E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras” (Mt.26:30). Sobre isto, escreveu o teólogo adventista Jael Eneas: “Todos olham para Jesus. Ele se levanta e canta. Mesmo diante da expectativa de morte, Sua voz não era de lamento, mas, de júbilo. Timidamente, os discípulos foram se unindo a Cristo, e, todos passam a entoar o Salmo 117”.

Creio que faz todo o sentido Jesus ter cantado este Salmo. No fim da celebração da Páscoa, os judeus cantavam os Salmos 113 a 118, conhecidos como “Hallel”, que no hebraico significa “louvor”. O Cordeiro de Deus estava prestes a entregar a Sua vida em favor de “todos os gentios” (v.1), de todas as nações. O Seu louvor declarou diante do Universo a oferta de amor que estava prestes a dar. Por Sua morte e ressurreição, Cristo Jesus garantiu a “todo aquele que nEle crê” participar do coral da eternidade.

Precisamos aceitar diariamente o convite de louvar ao Senhor aqui, para que então, muito em breve, tenhamos o inigualável privilégio de entoar um “novo cântico diante do trono” (Ap.14:3); um cântico que ninguém mais poderá aprender, a não ser “os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá […] os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (Ap.14:4). Para onde quer que você for e onde você estiver, que a sua vida seja um louvor ao “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29)!

Pai de amor, nós Te louvamos pelo dom precioso da salvação em Cristo! E que, por Tua graça e misericórdia, estejamos prontos para a nossa eterna redenção! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!

Bom dia, coral de verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#Salmos117 #RPSP

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Salmo 116 – Comentado por Rosana Barros
30 de agosto de 2023, 0:45
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Em tempos de crise, quando um vírus tornou-se a principal notícia e preocupação em todo o mundo, desencadearam-se, ou melhor, tornaram-se aparentes, problemas que estavam apenas sob o manto da negligência. A frieza entre casais e dificuldade de relacionamento entre pais e filhos revelou que o afastamento social já existia dentro da própria casa. E, mediante as extremas medidas de confinamento, dois resultados foram colhidos: famílias que, reconhecendo o problema, buscaram ajuda e fortaleceram os laços; e, por outro lado, aquelas que jogaram a toalha e entraram na triste estatística de famílias desfeitas e sacudidas pelos ventos da indiferença.

Dizem que a guerra contra o vírus ainda não acabou. Mas uma guerra bem mais antiga, com dimensões e resultados ainda mais devastadores, se apressa para o fim. Reconhecendo os riscos desse conflito cósmico em que estava envolvido e prestes a sucumbir, o salmista caiu “em tribulação e tristeza” (v.3) e esteve “sobremodo aflito” (v.10). Consciente de sua terrível condição, não obstante, confiante no auxílio divino, ergueu a sua voz em súplica: “ó Senhor, livra-me a alma” (v.4). O resultado foi o encontro com o Senhor, nosso Deus, que é justo e compassivo, que é misericordioso e que “vela pelos simples” (v.6), que salva e é generoso, que quebra as cadeias do mal e ouve as orações dos que O invocam, “de todos os que O invocam em verdade” (Sl.145:18).

Estávamos todos perdidos e condenados à morte eterna. Fomos sequestrados pelo inimigo e lançados no cativeiro do pecado. Mas o Senhor, que é justo e compassivo, nos proveu libertação. Na cruz do Calvário, a guerra foi decidida e pago o alto preço de nosso resgate. Por isso que “preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos” (v.15). É apenas uma questão de tempo para que, concluída a Sua obra de intercessão, Jesus rasgue os céus com a Sua glória e, com potente voz, dê a ordem de Sua vitória sobre a morte: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).

Encare estes últimos dias como o tempo da oportunidade às famílias para viverem o cumprimento da profecia em seus lares, “antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor”: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:5 e 6). Como o último Elias, Deus chama o Seu povo para em uníssono proclamar: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (v.13). No juízo, Deus não pedirá contas de nossas conquistas laborais ou acadêmicas, mas perguntará: “Onde estão os filhos que Eu vos dei para educar para Mim? Porque não estão à Minha mão direita?” (Ellen G. White, Orientação da Criança, CPB, p.561).

Como povo do advento e Elias atual, que possamos declarar com inteireza de coração: “Amo o Senhor […] Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o Seu povo” (v.1 e 14).

Nosso Pai do Céu, enche-nos do Teu Espírito e capacita-nos a cumprir a missão que o Senhor nos confiou, a começar pelos de casa. Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo do advento!

Rosana Garcia Barros

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Salmo 115 – Comentado por Rosana Barros
29 de agosto de 2023, 0:45
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Em humilde súplica, o salmista aponta para o “Senhor, que fez os céus e a terra” (v.15) como o único digno de glória e louvor. A aparente manifestação da misericórdia e da fidelidade de Deus para com o Seu povo é reclamada como prova de Sua existência e da inutilidade dos ídolos pagãos. Este Salmo reforça a autoridade dos dois primeiros mandamentos do decálogo: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos” (Êx.20:3-6).

O primeiro ídolo rejeitado pelo salmista encontra-se no versículo um, quando diz: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória”. O próprio homem tem se tornado um dos piores objetos de culto espúrio. Pela vaidade, pelo orgulho ou pela insanidade de erguer um monumento de adoração aos “que descem à região do silêncio” (v.17), a criatura se coloca em lugar do Criador, seguindo o princípio diabólico do originador do mal: “subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14). E multidões são atraídas pelo afã de ver ou de tocar em ídolos de carne e osso, ou pela falsa segurança de ter em casa objetos que “têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; som nenhum lhes sai da garganta” (v.5-7).

Satanás tem urdido através das eras sua trama de afastar as pessoas da Palavra de Deus. Pela violência, feriu os reformadores com a vara da perseguição religiosa, escurecendo a Idade que foi marcada pela gloriosa manifestação dos corajosos e irrepreensíveis servos de Cristo. Em um conflito marcado claramente pelo contraditório de leis arbitrárias estabelecidas pelos que se diziam representantes de Deus, os verdadeiros filhos de Deus foram perseguidos, inúmeros torturados e até mortos por escolher viver o princípio apostólico: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).

O cenário atual tem sido preparado para que um tempo ainda mais escuro cubra toda a Terra. Desde que “a ferida mortal foi curada” (Ap.13:3), percebendo que sua antiga estratégia em derramar o sangue dos santos tornou ainda mais poderoso e numeroso o movimento de reforma, o adversário tem velado a sua maligna atuação através da sutil estratégia em misturar aos poucos a verdade com o engano, fazendo com que “tanto pequenos como grandes” quebrem um por um os mandamentos “do Senhor, que fez os céus e a terra” (v.15; Leia Êx.20:8-11). Pela letargia e falsa piedade de um cristianismo supostamente ativo, Satanás exulta ao ver o seu exército de homens e mulheres que “mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (Rm.1:25).

“Mas, à meia-noite” (Mt.25:6), em meio às trevas morais e espirituais que cobrem a Terra, o Senhor está despertando um povo que se levanta com suas lâmpadas acesas, em caminho “para as bodas” (Mt.25:10). Homens e mulheres, jovens e crianças, como Ellen White escreveu, “com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência” (O Grande Conflito, CPB, p.611).

Eis que a vinda do Senhor se aproxima, meus amados irmãos! “Sede benditos do Senhor, que fez os céus e a terra” (v.15). Confiem no Senhor, “os que temem o Senhor” (v.11), de que Ele mesmo, “que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!” (1Pe.5:10-11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

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Salmo 114 – Comentado por Rosana Barros
28 de agosto de 2023, 0:45
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Através de extraordinários feitos, o Senhor libertou o Seu povo do Egito e o fez passar “pelo meio do mar em seco” (Êx.14:16). Sob a liderança de Moisés, os filhos de Israel iniciaram uma santa peregrinação. Ainda que no deserto, o Senhor lhes proveu pão do Céu e água da rocha; deu-lhes o frescor de Sua sombra de dia, e os aqueceu à noite. Diante dos inimigos pelo caminho, fez de simples escravos, guerreiros poderosos, erguendo no meio do Seu povo a Bandeira da vitória (Êx.17:15). Desceu sobre o monte Sinai, de modo que “todo o monte tremia grandemente” (Êx.19:18), e deu a Israel os mandamentos da aliança do Senhor com o Seu povo.

Olhemos, agora, para o relato de tão sublime livramento e cuidado como uma ilustração da providência divina nos últimos dias. Bem à nossa frente está o tempo determinado por Deus para o derramamento das sete últimas pragas; tempo em que Ele livrará “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8). Desde 1844, não há mais profecia de períodos ou tempos específicos, senão aquele que Cristo afirmou que “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt.24:36). E diante do risco de Seus discípulos perderem o foco no que realmente importa que busquemos, Ele também nos deixou a áurea advertência: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:7-8).

A preparação para que estejamos prontos para receber o nosso Senhor e Salvador deve ser diária e constante. Foi por sua rebeldia e falta de consagração que os filhos de Israel acrescentaram quarenta anos à sua jornada no deserto. Não era propósito de Deus que fosse assim. Canaã estava às portas daquela geração, mas não souberam aproveitar o “tempo da oportunidade” (2Co.6:2). E tudo o que puderam ver da terra prometida foram alguns frutos como prova da promessa divina (Nm.13:23). Oxalá não façamos parte de uma geração de cristãos incrédulos que retardam a vinda do Senhor. Mas que, “guiados pelo Espírito de Deus” (Rm.8:14), como Josué e Calebe, lideremos a geração que está pronta para a concretização da gloriosa promessa.

É tempo, amados, de abandonarmos a síndrome de um Pedro não convertido olhando para a agitação do mar deste mundo (Mt.14:30), e declararmos e vivermos como um Pedro convertido: “Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1Pe.4:7). É tempo de perguntarmos a nós mesmos: “Estou eu suficientemente ativo, testificando de Cristo, de modo que Deus me possa usar em breve durante as maravilhosas manifestações dos milagres pentecostais dos dias finais, e na iluminação da Terra inteira com a última e gloriosa mensagem de admoestação?” (Fernando Chaij, A Vitória da Igreja na Crise Final, CPB, p.17).

“Estremece, ó Terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó” (v.7). “Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no Meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo” (Jl.2:1).

Santo Deus, ajuda-nos a estarmos prontos para o Teu retorno hoje, hoje e hoje! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!

Bom dia, atalaias do Senhor!

Rosana Garcia Barros

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