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“Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (v.8).
Há um desejo ardente por parte do salmista em andar na presença de Deus. Em meio à acirrada perseguição de seus inimigos, Davi ergueu uma sincera súplica por auxílio divino. Seu coração anelava por Deus e pela guia do “bom Espírito”, a fim de que pudesse andar “por terreno plano” (v.10). Ainda que enfrentando momentos sobremodo difíceis, ele sabia onde encontrar fiel e justo refúgio: “Responde-me, segundo a Tua fidelidade, segundo a Tua justiça” (v.1).
Ao estudar a história dos grandes homens e mulheres de Deus do passado, suas experiências com Deus e conquistas espirituais, tendemos a criar uma expectativa alta, e algumas vezes até inalcançável, com relação à nossa própria experiência com Deus. Lembramos da vitória de Davi contra Golias, de todos os livramentos que o Senhor operou na vida dele, das promessas divinas que recebeu, e pensamos ser impossível trilhar pela vereda que o tornou um homem segundo o coração de Deus. Não podemos esquecer, porém, que a história de Davi não relata apenas suas vitórias, mas também suas quedas e fracassos.
O Senhor não omitiu as fraquezas e sofrimentos de Seus servos nas Escrituras, a fim de dar à humanidade o fiel registro de Suas misericórdias e a infalibilidade de Suas promessas. Não podemos avaliar a nossa condição espiritual por nós mesmos e nem pela experiência de outros. Devemos olhar para os fiéis servos de Deus do passado e do presente com vistas ao fortalecimento e edificação do corpo de Cristo. Mas se queremos ser vivificados e santificados, e desfrutar da genuína comunhão com Deus, como Davi, precisamos olhar na direção certa: “Pois em Ti, Senhor Deus, estão fitos os meus olhos” (Sl.141:8).
Jesus elegeu doze homens com temperamento, educação e origem diferentes, tocou em leprosos, olhou com compaixão para pessoas que há muito tempo andavam à margem da sociedade, libertou os endemoninhados, purificou as prostitutas, fez de ladrões homens honestos, comeu com os ricos, alimentou os pobres; muitos desses, pessoas anônimas, mas que provaram da mesma Fonte: Jesus Cristo. Não subestime a sua jornada com Deus. O Céu onde estará Davi é o mesmo onde estarão os trabalhadores “da hora undécima” (Mt.20:9) e é para onde o Senhor anseia nos levar também. Basta irmos a Ele cada dia em humildade e contrição.
Ninguém que, humildemente, inicia o dia clamando a Deus: “Ensina-me a fazer a Tua vontade” (v.10), fica sem resposta. Por vezes, pode até parecer que a resposta não veio, mas ela sempre vem, num processo diário de aprendizado e santificação. Podemos não saber orar tão bem quanto Davi; não ter palavras que expressem tão bem a intensidade de nossas lutas. Contudo, conhecendo a nossa estrutura, o Senhor nos concede o Seu “bom Espírito” (v.10), que intercede por nós “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26), ainda que não saibamos orar como convém.
Vá até Jesus com suas imperfeições e sofrimentos. Peça a Ele para conhecê-Lo. “Provai e vede que o Senhor é bom” (Sl.34:8). Pois é justamente a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4). Olhe para o Cristo vivo! E Ele transformará você à semelhança dEle e tirará da tribulação a sua alma (v.11).
Livra-nos, Senhor, dos nossos inimigos; dentre eles o pior, que é o nosso próprio eu! Ensina-nos a fazer a Tua vontade e que o Teu Espírito nos guie por terreno plano! Volta logo, Jesus! Dá-Te pressa em responder-nos, pois a nossa alma anseia por Ti como terra sedenta! Em nome de Jesus, Amém.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, contritos servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos143 #RPSP
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“Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu” (v.6).
No mais interior de uma caverna, um homem clamou quando percebeu que seu algoz estava a alguns passos de encontrá-lo. Na escuridão daquele lugar, Davi se arriscou a aproximar-se de Saul. Seu coração batia tão forte que quase quebrou o silêncio da noite. Ele não disse nada, simplesmente cortou um pedaço da veste do rei e retornou a passos vacilantes, pesaroso pelo que havia feito. (Você pode ler o relato completo em 1Samuel 24).
Davi estava refugiado no fundo de uma caverna e tinha por companhia um pequeno exército, que a Bíblia chama de os valentes de Davi. Porém, ainda assim, ele declarou: “nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (v.4). Ele sabia que se Saul o encontrasse não teria exército ou caverna alguma que pudesse livrá-lo de sua fúria. O seu único refúgio era o Senhor (v.5).
Sabem porquê Davi se considerou “muito fraco” (v.6), amados? Porque ele sabia que a sua luta não era contra os inimigos em si, mas contra as forças do mal que os governava (Ef.6:12). A nossa batalha não é de uns contra os outros, mas Satanás move toda a sua hoste maligna para destruir o máximo de vidas possível. Se nos consideramos fortes, grande será a nossa queda; mas mediante o reconhecimento de nossa fraqueza, é que Deus nos torna fortes (2Co.12:10).
Se fincarmos a âncora da confiança em nós mesmos, em outros, ou em coisas, mais cedo ou mais tarde descobriremos que já estamos em meio às águas turbulentas quase a naufragar. Contudo, se a nossa confiança estiver firmada no Senhor, saberemos, como Davi e como Daniel, que o Senhor dos Exércitos é Quem luta por nós: “e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe” (Dn.10:21).
Jesus já venceu a batalha no Céu (Ap.12:7-9), venceu na cruz (Jo.12:31) e voltará “vencendo e para vencer” (Ap.6:2)! Ao lado dEle “somos mais que vencedores” e “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados […] nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:37-39). Se a nossa atitude for perseverante neste sentido: “Derramo sobre Ele a minha queixa, à Sua presença exponho a minha tribulação” (v.2), Deus sempre nos livrará do cárcere do mal e a nossa vida será um constante louvor em testemunho a todos ao nosso redor (v.7).
E que grande perigo ameaça a igreja de Deus nestes últimos dias! Quantas distrações, amados! Se não estivermos atentos, vigilantes, colocaremos em risco a nossa coroa. Jesus está às portas! Não percebem? Mas antes que Ele volte, há uma porta que está prestes a ser fechada: a porta da graça. Não essa graça barata que tem sido difundida até mesmo em nosso meio. Mas a maravilhosa graça de Cristo, que é fundamentada na verdade, na justiça e na paz (Sl.85:10).
Busquemos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo! Não ouse acordar sem que a sua primeira ação seja olhar para Cristo. Estude a Palavra. Ore a Deus. Estude o espírito de profecia. Precisamos ter a mente de Cristo, ou não suportaremos os dias ainda mais difíceis que se aproximam. Em nome de Jesus, pare de olhar a exposição da vida alheia e pare de se expor, e volte seus olhos à Palavra de Deus enquanto há tempo! Não é um apelo da Rosana. É um apelo do Espírito de Deus! Desperta, igreja do Deus vivo! Desperta! Desperta!
Nosso amado Pai, conhecer as profecias é uma coisa e vê-las acontecendo diante de nossos olhos é outra completamente diferente. E muitas vezes estamos como Davi, tendo que fugir de situações ou até mesmo de pessoas. Mas sabemos que a nossa luta é contra um inimigo que é mais forte do que nós, e nos sentimos muito fracos, Senhor. As coisas deste século estão acabando com a nossa mente e nos apegamos à Tua Palavra de que estes dias serão abreviados. Suplicamos a Ti, Senhor: Volta logo e, até lá, esconde-nos em Ti! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos142 #RPSP
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“[…] Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade” (v.5).
Tenho uma profunda admiração e carinho pelo testemunho do profeta Daniel. Sua vida nos deixou um legado de fé, perseverança e serviço. Sua firmeza de princípios o levou à elite babilônica e medo-persa, o que provocou a ira dos demais príncipes do reino. Assim como Davi, Daniel possuía muitos inimigos, porém nenhum deles obteve êxito e nem suas armadilhas deram certo. Na mais feroz tentativa de destruí-lo, suas estratégias, consideradas infalíveis, foram derrotadas por uma única ação de Daniel: “[…] três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn.6:10).
Quantas vezes agimos segundo os nossos impulsos, quando a solução está em uma vida de oração. A oração aceitável a Deus (v.2) não é a mais longa e nem a mais eloquente, mas aquela que é sincera, que provém de uma vida temente a Deus. Davi fez quatro pedidos neste Salmo:
1. Cala-me, oh Deus! (v.3);
2. Blinda o meu coração da maldade para que eu possa cuidar do Teu santuário (v.4);
3. Que eu aceite ser repreendido pelo justo (v.5);
4. Guarda-me das ciladas dos homens maus, fazendo justiça por mim (v.9 e 10).
Em meio às pressões de um mundo que nos diz que temos que falar o que pensamos e seguir as vontades de nosso coração enganoso, ficar calado é considerado tolice. Mas o Senhor nos convida a provar e ver que Ele é bom e fiel, e como o salmista exclamar: “Em Ti confio” (v.8)! O hábito de oração de Daniel o livrou incólume da cova dos leões. Da mesma forma, Deus deseja nos abençoar e fazer da nossa vida um canal de bênçãos.
O Senhor tem me livrado de diversas “covas” quando a Ele eu clamo, e em algumas delas me concedeu o presente de converter inimigos em amigos. Temos muitos exemplos lindos sobre o poder da oração na Bíblia, mas Deus nos convida a provar deste mesmo poder a cada dia. Há um poder disponível a todo aquele que O busca com sinceridade, como diz certa frase de autor desconhecido: “O poder do cristão não está na força dos braços estendidos, mas nas marcas dos joelhos dobrados”.
Estamos vivendo tempos muito difíceis, amados! O conflito está se intensificando e o Espírito do Senhor não agirá para sempre no homem. A promessa é fiel: “E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda carne” (Jl.2:28). Percebam que isso só ocorrerá “depois”. Mas depois de quê? Eu convido você a ler Joel 2:12-27, para entender que há condições para que o derramamento do Espírito Santo aconteça.
E o que estamos fazendo, meus irmãos? Vigiando e orando? Ou “como que sentindo coceira nos ouvidos”, recusando “dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm.4:3-4)? O que tem acontecido no meio do povo de Deus é muito sério! Sei que é cumprimento profético, mas é muito triste. E como membro do corpo de Cristo entendo ser nosso dever admoestarmos uns aos outros; com espírito de brandura, mas não deixar de admoestar com a voz e com a vida.
Como o salmista, que a nossa oração seja para que o Senhor contenha os nossos lábios; para que o nosso coração não se incline para o mal e nem para andar em companhia de quem não nos edifica; para que tenhamos humildade em reconhecer nossos erros e ouvir a admoestação de quem nos quer bem; e para que Deus nos livre das armadilhas dos ímpios. Então, nas mãos do Senhor dos Exércitos, assim como Davi e como Daniel, poderemos afirmar com convicção: “Eu, nesse meio tempo, me salvo incólume” (v.10).
Oh, Senhor, nosso Deus, a Ti clamamos, dá-Te pressa em nos acudir! Pois em Ti, Senhor Deus, estão fitos os nossos olhos. Em Ti confiamos! Não nos desampare! Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém.
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#Salmos141 #RPSP
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“Digo ao Senhor: Tu és o meu Deus; acode, Senhor, à voz das minhas súplicas” (v.6).
O primeiro inimigo a se levantar no Universo surgiu no seio da família celestial. O mistério da iniquidade no coração de Lúcifer tomou proporções irreversíveis não pela nulidade do amor do Pai, mas pela obstinação do próprio anjo que decidiu declarar guerra contra Deus e Sua vontade. Desde então, além de ter corrompido terça parte dos anjos do Céu, o inimigo tem machucado a humanidade com o fim de magoar o coração do Criador e ajuntar para si um exército que, ele julga, será capaz de destruir o reino de Deus e estabelecer o seu governo maligno e corrupto.
As perseguições, os assassínios e injustiças relatados nas Escrituras, de Abel até os santos do Altíssimo, são os meios usados por Satanás para promover a sua obra na Terra através de uma liderança apoiada na teoria que ele mais aprecia: a de que ele não existe. Mas assim como Davi teve de lidar com inimigos reais, há um inimigo real ao nosso redor “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Munido de seus anjos maus e de seus agentes humanos, milhares são induzidos ao engano, “como a serpente” (v.3) seduziu a Eva no Éden (Gn.3:4).
Infelizmente, Adão e Eva depuseram a espada que lançaria fora a cabeça da serpente de uma vez por todas: “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Se tivessem obedecido às palavras do Criador, certamente Ele teria encerrado a história do mal ali mesmo. Mas não foi assim que aconteceu. E, por isso, Davi teve de lidar com homens perversos, violentos e soberbos. E, por isso, nós temos de lidar com situações de perigo. Mas, dentro em breve, ficará bem claro, perante todo o Universo, as consequências destrutivas do mal e o caráter justo do nosso Pai do Céu.
Todos vivemos numa grande batalha que está prestes a ser encerrada. Protegida a nossa cabeça (v.7) com “o capacete da salvação” (Ef.6:17) e munidos da Palavra de Deus, não nos foi confiada a obra de combater uns contra os outros. “Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça” (Rm.12:20).
Há sim um inimigo real que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8), e que usa pessoas para tentar nos magoar, mas, se aceitarmos nos revestir da infalível armadura de Deus, veremos que, estando “debaixo do pecado” (Rm.3:9), necessitamos da justiça de Deus, “por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). E, gratos pela salvação imerecida, buscaremos viver “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6).
Senhor, há um grande conflito acontecendo pelo controle da nossa mente. Livra-nos das distrações e, com o coração cheio da Tua Palavra, fortalece-nos “no dia da batalha” (v.7). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, exército de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos140 #RPSP
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“Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face?” (v.7).
A experiência da comunhão com Deus é pessoal e intransferível. Ninguém pode se valer da fé de outra pessoa ou pleitear por obtê-la enquanto acalenta um coração dividido. Para cada filho Seu, Deus possui um planejamento bem definido e ordenado assim como os padrões singulares de nossas digitais. Mas a ordem que do Céu é proclamada expressa um único desejo e objetivo: a salvação. A nota tônica deste Salmo não está no ser humano e em suas limitações, mas no Criador e em Seu ilimitado conhecimento e poder.
Ciente de sua nudez diante dAquele que tudo vê e tudo conhece, Davi compôs as palavras que mais o definem como o homem segundo o coração de Deus. Todas as vias de sua alma estavam expostas e disponíveis para o agir do Senhor. Desde sua concepção, quando “substância ainda informe” (v.16), foi o termo utilizado pelo salmista como o princípio da vida já idealizada pelo Criador; assim como no princípio a terra era “sem forma e vazia” (Gn.1:2) e foi moldada pelo poder de Sua Palavra.
Desde a origem do feto, há uma agenda no Céu escrita e determinada com a assinatura da redenção em cada dia. Não se trata, porém, de uma imposição divina, mas de um cronograma que, apesar do que o pecado e o mal possam nos causar, o Senhor estende diante de cada um de nós com o amoroso e salvífico convite: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Cabe a nós, porém, aceitar a agenda divina ou limitá-la pela infeliz intervenção do eu não consagrado.
O Senhor não determinou os nossos sofrimentos, e sim a solução deles: “Porque satisfiz à alma cansada, e saciei a toda alma desfalecida” (Jr.31:25). Todo aquele que, como Davi, O busca com fé simples e sincera, se depara com o conhecimento “sobremodo elevado” (v.6) proveniente da total dependência de Deus; com a diária obra do Espírito Santo em sondar, provar e guiar o coração que reconhece a sua grande necessidade. Oh, amados, somos tão falhos em nossas expectativas diárias! Quanto necessitamos cada dia subir com Jesus ao monte da comunhão e só descer de lá quando os planos do Pai estiverem descortinados ante nossos olhos!
Mediante apressado culto matinal ou pela privação deste, nos colocamos à exposição de nossos próprios e maus pensamentos, aborrecendo “com ódio consumado” e considerando “inimigos de fato” (v.22) aqueles pelos quais maior deveria ser o exercício da compaixão. “Sonda-me, ó Deus” (v.23), seja o nosso apelo esta manhã; “vê se há em mim algum caminho mau” (v.24), seja o que introduza a confissão de nossa alma; “e guia-me pelo caminho eterno” (v.24), seja o pedido resultante de nosso genuíno arrependimento. Confiemos a nossa vida por completo Àquele que nos criou para uma agenda eterna.
Nosso Amado Pai, só o Senhor nos conhece de fato e só o Senhor sabe o que é melhor para cada um de nós. O nosso conceito do que seja melhor muitas vezes não condiz com a Tua vontade. Então, Pai, sonda o nosso coração e faz-nos tão próximos de Ti que os nossos desejos correspondam aos Teus. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, criados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#Salmos139 #RPSP
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“O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, Ele os conhece de longe” (v.6).
Se teve alguém que foi severamente perseguido, esse alguém foi Davi. De todos os lados surgiam inimigos, e seus maiores e mais temidos adversários eram pessoas do próprio povo e até de sua própria casa. Contudo, foram exatamente nestes momentos que Davi sentiu ainda mais perto o braço do Senhor; em que percebeu de uma forma ainda mais clara, o cuidado e o alento de Deus. Ele declarou: “Se ando em meio à tribulação, Tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a Tua destra me salva” (v.7).
Não é fácil passar por momentos de crise. Nós temos a tendência de sempre olhar para o lado pior da situação. Mas Deus nos convida a nEle confiar ainda que tudo pareça escuro. O apóstolo Paulo sofreu devido a uma provável enfermidade, a qual chamou “espinho na carne”. Apesar das cogitações, não sabemos ao certo qual foi o seu problema, mas uma coisa é certa, a Sua experiência nos deixou a resposta divina a todo aquele que é provado: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).
Somente quando reconhecemos que só o Senhor é capaz de reerguer a nossa vida e de nos fazer justiça, encontramos o caminho da salvação (v.7). A nossa avidez em resolver as coisas por nossos próprios esforços ou em que Deus nos livre de imediato de alguma tribulação, desvia o nosso olhar do Único que conhece o fim desde o princípio. Ele sabe o que é melhor para nós. Paulo pediu por três vezes que Deus o livrasse de seu sofrimento, mas Deus jamais daria o que fosse um prejuízo espiritual para o Seu servo. O apóstolo entendeu a resposta divina e declarou: “Porque, quando sou fraco, então é que sou forte” (2Co.12:10).
A nossa luta “não é contra o sangue e a carne”, mas contra Satanás e seus anjos (Ef.6:12); o que seria uma batalha bem desleal não fosse a armadura inabalável que o Senhor dos Exércitos nos oferece. Deus nos convoca ao Seu exército com a promessa de vitória a todo aquele que perseverar até o fim. Não estamos vivendo tempos fáceis, amados. Parece que tudo está distorcido e que falar ou buscar viver a vontade de Deus é sempre considerada uma atitude farisaica. Mas então lembro-me de Noé, considerado um lunático por sua geração; de Elias, chamado de “o perturbador de Israel”; ou de Daniel, lançado em uma cova de leões por causa de sua comunhão com Deus.
Acredite que “o Senhor levará a bom termo” (v.8) o que diz respeito à tua salvação. O Deus que olha para os humildes e não deixa escapar os soberbos, é Senhor excelso (v.6), que acode Seus filhos no dia em que clamam (v.3). Se a resposta não chegou como você esperava, tenha a certeza de que ela veio exatamente como deveria acontecer. A fidelidade de Deus não depende de nossas expectativas, a fidelidade de Deus as supera.
Portanto, meus irmãos, que mesmo em meio à situações desanimadoras, como Davi possamos render graças ao Senhor de todo o nosso coração e Ele nos fortalecerá até o Dia em que contemplaremos a Sua glória (v.5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes de coração!
Rosana Garcia Barros
#Salmos138 #RPSP
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“Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha?” (v.4).
Por anos, Jerusalém foi advertida por voz profética acerca do cativeiro babilônico. Com lágrimas e com súplicas, Jeremias percorria as ruas de sua amada cidade anunciando o juízo vindouro, caso o povo não desse ouvidos às palavras do Senhor. Diante do rei e dos líderes de Judá, muitas foram as vezes em que os advertiu com fremente esforço. Sua voz solo, porém, era abafada pelo coro de homens e mulheres que ignoravam-lhe os rogos. Mas “como forte muro de bronze” (Jr.15:20), Jeremias foi protegido por Deus e confortado em sua missão sobremodo angustiante.
Por ignorar as profecias, o resultado foi a desolação de Jerusalém e um período de 70 anos de cativeiro babilônico. É muito provável que o salmista estivesse no meio dos exilados em Babilônia. Com saudosismo, relembrava de seu lar com anseio de para lá retornar. Nada, nem a “maior alegria” (v.6), poderia ser comparada ao gozo de residir na cidade que Deus havia eleito como Sua morada. A tristeza consumia os sinceros filhos de Deus e os desanimava a entoar os louvores que antes cantavam em sua terra natal.
Certamente, havia algo de muito especial nos cânticos espirituais dos judeus; algo que os caldeus desconheciam. Babilônia era o centro do mundo em cultura, ciência e entretenimento. Sua religião pagã e politeísta estava estampada em toda a cidade, e seus cultos eram ricos em música com toda sorte de instrumentos. Morar naquele lugar, poderia ser comparado hoje às metrópoles mais ricas e desejadas do mundo. De algum modo, porém, o cântico dos exilados despertou o interesse de seus algozes. Ao som da harpa, o louvor que lhes saía dos lábios era entoado com o coração e, diferente das músicas estimulantes de que os caldeus estavam acostumados, essas canções espirituais transmitiam paz e alegria para a alma.
Pela fé, os patriarcas ansiavam pelas promessas de Deus, “saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra”, porque não andavam ansiosos por conquistar coisa alguma neste mundo, mas aspiravam “uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:13 e 16). Em tudo eram diferentes do mundo. Sua vida santa e abnegada era por si só uma exortação e testemunho aos infiéis. Eram “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38). Contudo, “todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram […] a concretização da promessa […] para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb.11:39-40).
Assim como muitos morreram em Babilônia sem ver a promessa de Deus do retorno de Seu povo a Jerusalém após os 70 anos de exílio, muitos fiéis já descansaram no pó da terra, pois o Senhor ainda espera por aqueles que, juntamente com eles, obterão o cumprimento da promessa. Homens, mulheres, jovens e crianças que, repletos do Espírito Santo, não necessitam dos estímulos seculares, mas que, com cânticos espirituais declaram ao mundo a sua filiação e cidadania celestial.
Logo, amados, estaremos entoando “o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Ap.15:3). Apeguemo-nos, um dia após o outro, à promessa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo até que Ele volte: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Deus de Israel, que enquanto estamos em terra estranha o Teu Espírito habite em nós, a fim de que muitos percebam que temos em nosso coração um cântico especial e desejem fazer parte da família celestial. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino dos céus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos137 #RPSP
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“Oh! Tributai louvores ao Deus dos céus, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.26).
Conforme o dicionário, misericórdia significa “Sentimento de pesar ou de caridade despertado pela infelicidade de outrem; piedade, compaixão”. Dentro deste contexto, podemos extrair uma lição tremenda sobre este atributo divino. Diante da nossa condição como pecadores, que não possuem em si mesmos merecimento algum do amor de Deus, a misericórdia divina é uma dádiva inigualável. O nosso Deus, “Senhor dos senhores” (v.3), “que com entendimento fez os céus” (v.5), “que estendeu a terra sobre as águas” (v.6), é O mesmo que convoca o Seu povo dos últimos dias: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).
O Senhor Se compadece de nós justamente porque somos infelizes, somos miseráveis. Referindo-se à última igreja em Apocalipse, Cristo descreveu a sua condição, chamando-a, primeiramente de “infeliz” (Ap.3:17). Interessante que a descrição de Laodiceia até transmite a conotação de uma igreja que está feliz com o que é e com o que possui: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap.3:17). Mas a primeira coisa que Jesus diz a respeito dela é: Você é infeliz!
Quando continuamos lendo o texto sobre a iludida igreja, percebemos que Jesus não estava condenando-a por causa de sua infelicidade, mas aconselhando, repreendendo e convidando para um relacionamento pessoal com Ele. Observe os versos seguintes e as palavras mais ricas em misericórdia: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). O nosso Criador deseja que aceitemos o Seu convite redentivo para, muito em breve, termos moradia no lar do “Deus dos céus” (v.26).
As misericórdias de Deus se renovam a cada manhã (Lm.3:23). A cada amanhecer, recebemos do Senhor o único remédio para a nossa infelicidade: as Suas misericórdias. Como membros da última igreja profética, somos chamados para a vitória. As “grandes maravilhas” (v.4) de Deus só serão realizadas nestes últimos dias na vida daqueles que reconhecem a misericórdia divina e aceitam a Sua repreensão. Ele deseja nos tirar da condição de mornos “vomitáveis” (Ap.3:16) para a condição de príncipes vitoriosos: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono” (Ap.3:21).
Na geração do “não me julgue”, que estejamos atentos às admoestações do Senhor. Porque Ele não nos repreende para nos condenar, mas para nos salvar, porque nos ama (Ap.3:19). Aceitemos as misericórdias do Senhor a cada dia em nossa vida, e de infelizes e miseráveis, seremos felizes e vitoriosos.
Querido Pai, quando olho para trás e lembro das vezes em que fui repreendida ou advertida por Ti através de Teus servos e de Tua Palavra, só posso declarar que a Tua misericórdia dura para sempre! Que o Teu Espírito nos conceda um coração humilde e sensível para reconhecer a nossa condição e buscar em Cristo a mudança que tanto necessitamos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos136 #RPSP
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“Louvai ao Senhor, porque Ele é bom; cantai louvores ao Seu nome, porque é agradável” (v.3).
O Salmo de hoje é um convite ao louvor e adoração a Deus. Mas como é difícil dar graças a Deus na crise! Como é difícil acreditar que nas tempestades Jesus está conosco na embarcação! Foi em meio a uma terrível tempestade de ventos, onde as ondas batiam com violência no barco e tudo dava a entender que naufragariam e morreriam, que os discípulos viram uma das cenas mais estranhas: “Jesus dormia” (Mt.8:24). Como entender que seu Mestre dormia justamente no momento de tão grande necessidade?
Confusos e amedrontados, os discípulos despertaram Jesus, “clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos!” (Mt.8:25). Então Jesus os censurou por sua tímida confiança e, “levantando-Se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança” (Mt.8:26). O questionamento posterior dos discípulos explica a reação destes: “Quem é este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?” (Mt.8:27). Aqueles homens aceitaram o convite de andar com Jesus, mas ainda não O conheciam. Contemplaram, porém, com admiração, Aquele que mais tarde reconheceriam como o Filho do Deus vivo.
Os filhos de Israel foram testemunhas oculares dos maravilhosos prodígios de Deus no Egito e como desbaratou reis e exércitos para dar-lhes a herança prometida. Contudo, como foi dura e penosa a sua jornada por causa de sua incredulidade. Quantos rejeitaram a obra de lapidação simplesmente porque seus caprichos e vontades ocuparam o lugar de Deus em seu coração! Como na embarcação os discípulos viram a manifestação do poder de Deus, a Israel foram dadas inúmeras provas do poder e do cuidado do Senhor. Contudo, enquanto os discípulos se admiraram, os filhos de Israel murmuraram.
Qual tem sido a nossa decisão diante das dificuldades da vida? Clamar ou murmurar? Apesar da fé deficiente, os discípulos recorreram à Fonte correta e foram agraciados com grande bonança. Mas quão maior teria sido aquela experiência se, como Paulo e Silas, mesmo com seus corpos feridos por açoites e presos de forma desumana, louvaram e adoraram a Deus (At.16:25), quão diferente seria o relato daquela experiência. Porque “assim diz o Senhor, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15).
Jesus nos deixou claro recado, amados: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Portanto, diante das provas e dificuldades, declare: “eu sei que o Senhor é grande” (v.5). “Louvai ao nome do Senhor; louvai-O, servos do Senhor” (v.1)! Perto como estamos do “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), “vós que temeis ao Senhor, bendizei ao Senhor” (v.20) e muito em breve Ele nos concederá eterna bonança.
Pai, bendizemos o Teu nome porque o Senhor é bom! Confirma a nossa fé e dá-nos a perseverança dos santos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vós que temeis ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos135 #RPSP
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“Bendizei ao Senhor, vós todos, servos do Senhor, que assistis na Casa do Senhor, nas horas da noite” (v.1).
Em sua carta aos Hebreus, o apóstolo Paulo escreveu um conselho um tanto contraditório, considerando quem eram os destinatários. Àqueles que possuíam um forte sentimento de orgulho nacional e religioso, ainda que fossem convertidos ao cristianismo, foram endereçadas as seguintes palavras: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). Não foi sem razão que Paulo escreveu este apelo.
O Salmo de hoje se trata de uma convocação ao culto vespertino. Todos os servos do Senhor são convidados à adoração ao Criador “nas horas da noite” (v.1). Trazendo para a nossa realidade como adventistas do sétimo dia, poderíamos complementar o verso da seguinte forma: “nas horas da noite” das quartas-feiras e dos domingos. Ou ainda poderíamos ir além, considerando que cada lar seja uma casa de oração: “nas horas da noite” do culto familiar vespertino.
Amados, no tempo sobremodo oportuno para vermos cumprida a profecia: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml.4:6), está sendo travado um dos piores conflitos de todos os tempos, aquele que envolve a salvação de nossa casa. O índice de divórcios, violência doméstica e filhos desobedientes aos pais é alarmante. Despertadas as baixas paixões, o mundo protesta pela liberdade de fazer o que deseja enquanto Satanás aprisiona em grilhões disfarçados uma “geração má e adúltera” (Mt.16:4).
A promessa é fiel e verdadeira: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Como Jacó, lutemos em oração “nas horas da noite”, agarrando-nos às vestes da justiça de Cristo e Lhe suplicando: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26). Porque a promessa é fiel: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mt.7:7).
Aproxima-se o grande Dia do Senhor! Pelo poder que há no nome do “Senhor, Criador do céu e da terra” (v.3), não desista! Faça do seu lar uma casa de oração. Jejue e ore pelos seus. E que o seu lar desperte e adormeça, a cada dia, erguendo “as mãos para o santuário” (v.2), onde está Jesus, o nosso Deus vitorioso.
Senhor, Criador dos céus e da terra, abençoa o nosso lar e desperta a Tua igreja! Estamos vivendo nas últimas horas da noite deste mundo. Que Jesus nos encontre com nossas mãos erguidas para o santuário, bendizendo o Senhor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, vós todos, servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos134 #RPSP
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