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“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2).
Apesar de não haver a citação específica da autoria deste livro, ele próprio contribui para atribuir a Salomão o título de autor: “filho de Davi, rei de Jerusalém” (v.1). O título hebraico do livro significa “O Pregador” e define bem o seu objetivo: uma pregação que não possui prazo de validade. Salomão iniciou a sua tese pela conclusão da experiência de sua vida: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2). Por mais que avancemos no tempo e que a história nos confirme de que a cada geração o mundo se torna palco de novas descobertas e de novas conquistas, o sábio rei afirmou que “geração vai e geração vem” (v.4) e “nada há, pois, novo debaixo do sol” (v.9). Ou seja, o homem pode criar inovações tecnológicas, pode avançar em descobertas científicas, pode até inventar coisas que as gerações passadas nunca imaginaram que pudessem existir, porém, como o vento, tudo isso um dia passa.
A palavra hebraica usada para vaidade é “hebel” que quer dizer “vapor ou sopro”. O que tanto valorizamos ontem, amanhã pode não ter mais utilidade e assim sucessivamente. Um dia, quando o meu filho mais velho tinha por volta dos sete anos de idade, eu estava fazendo uma arrumação em meu guarda-roupas e encontrei uma fita cassete. Imediatamente ele começou a puxar a fita enquanto perguntava: “Mãe, o que é isso?” Eu ri muito na hora e percebi que aquele “estranho” objeto que já havia sido uma sensação na minha infância, agora não passa de uma peça de museu sem serventia.
A nossa vida não tem sentido se for resumida apenas aos louros desta Terra. Como a fita K7, “Já não há lembrança das coisas que precederam” (v.11). Tudo aqui passa. E com o passado foram as conquistas, as derrotas e todas as vaidades que fizeram de algumas pessoas nomes que marcaram a história. Famosos se vão e outros ocupam suas cadeiras. O que era novidade hoje, amanhã já será ultrapassado. Enquanto as “novidades” desta Terra ocuparem o espaço que só Deus pode preencher, as pessoas continuarão enfadadas e iludidas por algo cujos resultados só faz aumentar a tristeza (v.18). Quem entende que a “novidade de vida” (Rm.6:4) só pode vir por meio de Cristo, viverá aplicando “o coração a esquadrinhar” (v.13) como caminhar até encontrá-Lo face a face.
Creio que jamais houve uma geração tão sedenta por novidades e exposição como essa; tão consumista, mas ao mesmo tempo tão vazia; tão aplicada na tentativa de ser feliz, mas tão frustrada e depressiva. Portanto, amados, não apliquemos o coração em coisas que têm prazo de vencimento, “onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu […] porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21). Cristo em breve voltará! Seja esta bendita esperança a riqueza que, todos os dias, ocupe o nosso coração!
Senhor, queremos estar prontos para o Dia do Senhor! Não permita que as distrações deste século nos tire a atenção do que realmente importa, que é olhar fixamente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus Cristo. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes1 #RPSP
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“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias” (v.10).
Quando pensamos em Provérbios 31, rapidamente lembramos do louvor da mulher virtuosa. Em forma poética e ao mesmo tempo em linguagem acessível, este acróstico tornou-se o padrão que toda mulher piedosa deseja alcançar. Porém, há outra mulher neste capítulo, que mesmo não sendo protagonista, deveria igualmente ser admirada. Observem com cuidado o que diz o versículo 1: “Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe”. As palavras deste capítulo derivaram do ensinamento de uma mãe; uma mulher que compreendeu o seu papel no lar e cujas palavras excederam a excelência de tronos.
O primeiro conselho dado por aquela sábia mãe a seu filho estabeleceu um contraste com a mulher virtuosa: “Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos às que destroem os reis” (v.3). Foi quando os filhos de Deus olharam e tomaram para si as filhas dos homens (Gn.6:2), que o mundo entrou numa corrupção tão terrível cujo desfecho foi a destruição pelo dilúvio (Gn.6:5-7). Não deve ser passado por alto um conselho tão antigo e ao mesmo tempo tão contemporâneo. Relacionamentos sem a aprovação de Deus são fadados ao fracasso e geram sérios problemas, seja qual for a época.
O segundo conselho requer abstinência do álcool e de tudo o que possa entorpecer a mente. Sabemos que naquele tempo não existiam as drogas atuais, mas o vinho fermentado ou as bebidas misturadas, além de serem usadas para bebedices, também o eram para torpor de doentes e condenados à morte. O verso 6 não se trata de uma autorização especial, mas de um contexto histórico. A Cristo mesmo, em Sua profunda agonia na cruz, foi-Lhe oferecida uma bebida entorpecente, uma espécie de mistura de vinagre e fel (Jo.19:29).
O terceiro conselho trata-se mais de uma ordem, que poderia resumir-se a isto: “Abre a boca” (v.8 e 9) tão somente se for para fazer justiça. Isto é, cuidado com as tuas palavras para que da tua boca só proceda bênção. E, por fim, lemos sobre o “Bê a bá” da mulher segundo o coração de Deus. Geralmente é um texto muito admirado por mulheres, mas que deveria fazer parte do acervo de leituras de todo homem, principalmente daqueles cujos propósitos ainda não se uniram em matrimônio com uma mulher.
Em forma de acróstico com as 22 letras do alfabeto hebraico, o louvado texto apresenta uma mulher: virtuosa e valorosa (v.10), confiável (v.11), bondosa (v.12), trabalhadora graciosa (v.13), diligente, disposta e organizada (v.15), empreendedora (v.16), forte (v.17), amante de seu marido (v.18), piedosa (v.20), zelosa (v.21), de boa reputação (v.23), digna (v.25), sábia (v.26), boa esposa e mãe (v.28), inconfundível (v.29), temente a Deus (v.30) e admirável (v.31). Era exatamente o tipo de mulher que deveria ocupar a posição de rainha, ao lado de Lemuel e é o perfil idealizado por Deus para toda mulher desde a criação de Eva.
Como mãe, desejo e peço ao Senhor que desde já prepare para meus filhos mulheres virtuosas que antes de serem rainhas do lar, sejam servas do Rei dos reis. As palavras de uma mãe temente a Deus acompanham seus filhos na jornada da vida e produzem resultados que somente o Céu revelará com exatidão. Independentemente de quem tenha sido Lemuel, com certeza foi alguém que reconheceu na sabedoria de sua mãe, a voz de ordem de Deus: “Agora, pois, filho, dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7). Certamente, aquele que possui uma mãe e uma esposa tementes a Deus possui um tesouro maior do que o dos reis da Terra.
Não existem mulheres naturalmente virtuosas, e sim mulheres que buscam viver essas virtudes. Busquemos, pois, mulheres do Senhor, viver com humildade a Palavra de Deus, permitindo que Ele opere em nós o fruto do Espírito com todas as suas virtudes (Gl.5:22-23), lembrando que a verdadeira beleza não está no exterior, mas naquela que procede do alto (v.30). Mães, busquemos a sabedoria do Céu, conduzindo nossos filhos para uma vida sábia aqui e para o tempo que se chama eternidade. Filhos, deem ouvidos aos conselhos de sua mãe, pois são “como maçãs de ouro em salvas de prata” (Pv.25:11). “Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis” (Pv.8:33).
Nosso Deus e Pai, Te louvamos e agradecemos pelo estudo de mais este livro e por tantos sábios ensinamentos. Necessitamos do Teu Espírito para colocar a Tua sabedoria em prática. Ajuda-nos, Senhor! Batiza-nos com o Espírito Santo e faz-nos virtuosos e sábios para a salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, mulheres virtuosas e homens sábios!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios31 #RPSP
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“Toda palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que nEle confiam” (v.5).
Os provérbios de Agur expressam a humildade de quem reconhece a própria limitação até mesmo nas questões mais simples da vida. Sua declaração inicial não significa que se tratava de alguém sem instrução, mas de alguém que extraindo lições da natureza, percebeu o quanto a sabedoria humana não é nada comparada ao poder do Criador e à grandeza de Seu conhecimento. O desabafo de alguém que reconhece a sua condição pecaminosa e a sua total dependência do Todo-Poderoso nunca será por Ele rejeitado. Agur descobriu que melhor do que a riqueza ou do que qualquer vantagem terrena é possuir “o conhecimento do Santo” (v.3): “Qual é o Seu nome, e qual é o nome de Seu Filho, se é que o sabes?” (v.4).
Agur condenou qualquer tentativa humana de acrescentar uma palavra que seja ao texto sagrado. Além de reconhecer a sua incapacidade, ele exaltou o Criador e ergueu em plataforma insuperável a santa e pura Palavra de Deus. O seu pedido, semelhante ao de Salomão (1Rs.3:9), também não envolveu benefícios materiais, muito pelo contrário, ele pediu fuga contra “a falsidade e a mentira” (v.8) e uma vida de simplicidade e contentamento, de forma que as circunstâncias de fartura ou escassez não lhe ocupassem a mente a ponto de afastá-lo de Deus.
A corrupção humana está atingindo o seu limite. Até a vida, que é o bem mais precioso que temos, está perdendo o seu valor. Pessoas morrem por muito pouco ou por quase nada. Muitos têm tirado a própria vida por razões banais. O ser humano perdeu a noção de que há diferença entre o certo e o errado. E ignorando a distinção entre o bem e o mal, cai na cilada maligna de preencher a vida com coisas que promovem prazeres momentâneos, desprezando a sabedoria da Palavra Divina. Que terrível engano! Rejeitando o escudo protetor de Deus, os homens tornam-se vulneráveis às consequências de seus próprios procedimentos insensatos (v.32).
Cuidado, amados! O que ocorre hoje no meio cristão, em muitos lugares, é uma busca por êxtase emocional e por milagres instantâneos. A Bíblia torna-se uma espécie de amuleto que só tem serventia se for aberta onde possa atender as necessidades particulares de cada um. Ou seja, muitos têm “acrescentado” às Escrituras a sua própria interpretação. Não a buscam no sentido de ouvir a voz de Deus, mas de favorecer as suas próprias vontades. Como sanguessugas, suas orações se resumem em: “Dá, Dá” (v.15). E se não são atendidos ou se as provações lhe batem a porta, simplesmente dão as costas e com o coração endurecido dizem: “Não conheço o Senhor” (Êx.5:2).
Meus amados, todos os que almejam a vida eterna precisam buscar “o conhecimento do Santo” (v.3): “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). E como podemos conhecê-Lo? Através da Sua pura Palavra! Por isso, não desistam de buscá-la e por ela serem santificados (Jo.17:17). Como Agur, clamemos ao Senhor que nos livre de ensinos mentirosos que têm levado multidões à destruição. Cristo mesmo nos advertiu para termos cuidado, principalmente agora, nos últimos dias (Mt.24:24). Satanás bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e tem feito de tudo para “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) todos os que têm dado as costas às profecias e aos mandamentos de Deus. Estes serão achados mentirosos, pois “jamais foram lavados da sua imundícia” (v.12) e não poderão ter parte na Cidade Santa (Ap.21:27).
Como está escrito, “muitos serão purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), “os que lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14): “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12). Que pela graça de Deus, você e eu façamos parte do seleto remanescente que irá perseverar até o fim ao lado do Senhor e de Sua eterna Palavra (Sl.119:160)!
Nosso bom Pai, no livro da Natureza podemos ler sobre o Teu poder e a Tua sabedoria e na Tua Palavra lemos sobre o Teu caráter que é todo amor e justiça. Como Agur, que saibamos reconhecer nossas limitações e necessidade do Teu conhecimento, que liberta e que salva. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios30 #RPSP
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“Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (v.18).
A diversidade dos provérbios atribuídos a Salomão termina com palavras acertadas acerca das escolhas que fazemos. “O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai” (v.3) terreno, mas também é motivo de alegria ao seu Pai do Céu. Um caráter íntegro e reto é resultado da humildade de espírito (v.23) e pode gerar duas reações: acolhimento ou rejeição. Da mesma forma as mesmas reações podem ser geradas a partir de um procedimento contrário: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz” (v.1).
Existe uma estratégia maligna atual que tem alcançado milhares de adeptos: o egocentrismo. De forma sorrateira, Satanás iniciou a sua obra no coração de nossos pais a fim de quebrantar a presente geração “sem que haja cura” (v.1). Seu plano de tornar o homem o centro de todas as coisas tem avançado e, apelando à realidade (também provocada por seus meios sórdidos) da fragilidade emocional, a maioria, até mesmo cristã, tem trocado a ajuda do Alto pela autoajuda. Gostar de si mesmo é diferente de tentar encontrar em si mesmo a fonte do contentamento. E por ser impossível achar o que se busca em fonte tão rasa, “não haverá fim” (v.9) nessa procura a menos que aceite o convite do Salvador: “Vinde a Mim” (Mt.11:28).
Os grandes homens do passado tiveram de negar o próprio eu e suas vontades a fim de viver para Deus e de caminhar em Suas veredas. Muitos deles foram perseguidos, oprimidos e até mortos em defesa da verdade que amaram mais do que a própria vida. Isso mesmo. Refiro-me aos profetas, homens e mulheres de Deus que, pelo testemunho das Escrituras, sabemos não terem vivido experiências fáceis. A escolha que fizeram em andar com Deus e fazer disso a razão de sua existência, lhes custou o desprezo da maioria, o descaso dos da própria família e constantes ameaças e perseguições. Foram incompreendidos pelas gerações que deveriam acolhê-los e ouvi-los, “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38); peregrinos que aspiravam “a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Semelhantemente, pelo infeliz testemunho de seus antepassados, a geração que mais deveria propagar a glória de Deus, foi a mais resistente à divina luz que lhe foi dada. Pois Cristo “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). “O povo que andava em trevas viu grande luz” (Is.9:2), mas os corações estavam duros demais para aceitá-la. E, despertados pelo mesmo ódio com que seus pais feriram aos profetas de Deus, aborreceram a Jesus e procuraram tirar-Lhe a vida (v.10). Como João Batista foi chamado “para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17), como remanescente dos últimos dias, fomos chamados para a mesma missão nas vésperas do segundo advento de Cristo.
Nossa vida, e não apenas nossas palavras, devem proclamar com intrepidez e santa convicção “as palavras dos profetas, como está escrito” (At.15:15). Assim como Deus enviou os Seus profetas em tempos remotos, podemos confiar de que não fomos deixados sem testemunho. Os escritos de Ellen G. White aliados à sua vida de profunda dedicação à obra de Deus e leal fidelidade ao “assim diz o Senhor”, confirmam o seu chamado profético. Eu lhes peço, meus irmãos, que deixem de lado os preconceitos e as críticas infundadas e provem por si mesmos deste manancial de conhecimento que nos leva para mais perto de Cristo e de Sua Palavra.
Lembrem-se, amados: “Não havendo profecia o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (v.18).
Querido Pai Celestial, humildemente Te pedimos um coração puro e um espírito inabalável, a fim de que façamos parte do Teu último remanescente, proclamando a todo o mundo o Teu evangelho eterno. Oh, Senhor, volta logo! Cumpre a Tua Palavra que diz que esse tempo será abreviado. Dá-nos o poder do Espírito Santo a fim de que a Tua obra seja completada! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios29 #RPSP
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“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (v.13).
Os provérbios antitéticos são aqueles que trabalham com a ideia do contraditório. Através da comparação, o sábio deixa claro que há uma linha de separação entre justos e perversos, não havendo a possibilidade de misturar a luz com as trevas. “O que guarda a lei” é considerado “filho prudente” (v.7), mas “os que desamparam a lei” (v.4) e “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei” (v.9) são tidos por perversos e “até a sua oração será abominável” (v.9). Assim como o criminoso é fruto do descaso para com as leis estabelecidas pelo homem, o perverso é resultado do descaso para com a Lei de Deus.
“Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal” (v.14). Há uma forte resistência por parte de muitos que alegam ter sido a Lei de Deus revogada. Com discursos convincentes, semeiam a dúvida e promovem uma religião eclética e parcial à vontade do homem. Os mandamentos que exaltam a imutabilidade do caráter divino são ignorados sob o arenoso fundamento da sabedoria humana. E cada vez mais afastados de Deus, não conseguem se dar conta de que aquele “que confia no seu próprio coração é insensato” (v.26). Pois “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9).
Ninguém que busque a Deus com sinceridade e procure compreender a Sua justiça é deixado em trevas. Ao diligente e humilde estudante das Escrituras são abertos os tesouros da sabedoria e do conhecimento em proporções incalculáveis. Gozo, paz e contentamento adornam a sua vida. À medida em que cresce na graça e no conhecimento de Deus, os fardos do pecado são removidos e a certeza do perdão o fortalece. Ao reconhecer que até mesmo a confissão e o arrependimento provém do amor e da bondade de Deus, suas orações se tornam nos momentos mais especiais do dia e ascendem ao Santíssimo como aroma agradável ao Senhor (Ap.5:8).
Jesus não veio para revogar a Lei de Seu Pai, mas veio para cumpri-la (Mt.5:17), nos deixando o perfeito exemplo de como devemos observá-la. “Foi do agrado do Senhor, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). Não existe embasamento bíblico para a revogação da Lei de Deus assim como não há um único versículo que aprove a mudança do sábado para o domingo. Aquele que declarou ser pecado roubar, matar e adulterar (Êx.20:3-17), é O mesmo que, na criação, instituiu o sábado como um dia santo (Gn.2:1-3) e, esculpindo-o em pedra, o confirmou como um mandamento e memorial eterno (Is.66:22-23).
Leiam Tiago 2:10-12 e vocês entenderão que os dez mandamentos também serão o fundamento da justiça de Deus no dia do Seu juízo. Somos todos testemunhas oculares do cumprimento profético dos últimos dias. O que Paulo advertiu ao jovem Timóteo está acontecendo bem diante dos nossos olhos: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm.4:3-4). Lembrem-se, amados: “Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o Senhor entendem tudo” (v.5).
Nosso Deus Todo-Poderoso, bendito seja o Teu santo nome! Oh, Pai, tem misericórdia de nós e livra-nos dos enganos desses últimos dias! Nós Te amamos porque o Senhor nos amou primeiro e apesar de tão falhos que somos, clamamos pelo poder do Espírito Santo a fim de que nos resgate de nossa miserável condição e nos ajude a andar em integridade Contigo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que buscam a Deus!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios28 #RPSP
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“Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe” (v.21).
Há uma frase atribuída a Abraham Lincoln que diz: “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. No contexto do verso acima, poderíamos criar a seguinte versão: “Quer conhecer alguém? Elogie-o”. A Bíblia adverte sobre o autoelogio e aconselha que o louvor por nossas ações não saia de nossos próprios lábios, mas da boca do estranho (v.2). Na era do coaching motivacional, este conselho parece mais um balde de água fria.
Hoje, a autoestima tem sido evocada como uma ferramenta imprescindível e até curativa. Só que o verso que lemos, longe de ser um “bullying” ao amor próprio, é uma reflexão sobre o limite da autoestima. Gostar de si mesmo é até imprescindível para que possamos praticar o segundo maior mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:39). Mas existe um limite, um princípio apresentado por Jesus: “o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12).
A provação não se trata apenas de algo externo, mas principalmente interno. Quando o nosso ego é massageado, há o grande perigo de trocarmos a glória de Deus pelo orgulho próprio. Por isso que é bem melhor “a repreensão franca do que o amor encoberto” (v.5). Pois “leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos” (v.6). Receber conselhos cordiais é como “o óleo e o perfume” que “alegram o coração” (v.9). Contudo, entramos numa zona de iminente risco quando buscamos os holofotes para nós mesmos.
Precisamos buscar a prudência para nos esconder do mal (v.12) e isto inclui até a exagerada exposição da vida pessoal que vemos hoje. Use suas redes sociais com sabedoria, e se elas lhe têm sido uma pedra de tropeço, se desfaça delas. Há algum tempo parte de minhas redes sociais são administradas por meu marido, com o objetivo de pregar o evangelho. Não me arrependo e sou muito feliz com o que Deus tem realizado em minha vida desde então. Pois o que muitos imaginam ser apenas uma exposição inocente, pode despertar sentimento pior do que a ira impetuosa: a inveja (v.4).
Quando fazemos o possível para fugir do mal, Deus faz o impossível para que ele não nos alcance. Como peregrinos, estamos a caminho da pátria celestial; de um lugar onde não haverá inconveniência (v.14) e nem fingimento (v.6); um lugar onde todos estarão perfeitamente satisfeitos e felizes com o que Deus lhes preparou. “Não te glories do dia de amanhã” (v.1), mas escolha, hoje, atentar para os sábios conselhos da Palavra de Deus. Aceite o terno convite do Pai: “Sê sábio, filho Meu, e alegra o Meu coração” (v.11). Que tudo o que façamos seja com o real desejo de filhos que querem alegrar o coração de seu Pai!
Santo Deus, necessitamos da Tua força para tomar decisões e atitudes que podem, inicialmente, nos causar algum tipo de desconforto. Ajuda-nos a agir com sabedoria e prudência! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos sábios do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios27 #RPSP
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“Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno” (v.23).
De uma forma insistente e persuasiva, o Senhor dá o Seu recado sobre o perigo da insensatez. O mau uso da língua é veneno que mortifica tanto quem o destila quanto quem o recebe. E só para não restar dúvidas, até aquele que diz: “Fiz isso por brincadeira” (v.19), não é tido por inocente. Como cristãos, nossas palavras e atitudes devem corresponder ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). O mundo tem despertado para os malefícios do consumo da carne animal e uma das maiores motivações tem sido o amor pelos animais. Sem desmerecer um motivo tão nobre, e até bíblico (Pv.12:10), a abstinência do alimento cárneo não deve sobrepor a abstinência do falar injurioso. Não adianta ser vegano enquanto se “devora” os semelhantes. Pois “as palavras do maldizente são comida fina, que desce para o mais interior do ventre” (v.22).
Os pecados da língua são tão graves e tão malignos diante de Deus, que são comparados à insanidade. Quem, em sã consciência, pegaria um cachorro de rua pelas orelhas? Mas essa atitude é semelhante a “quem se mete em questão alheia” (v.17). Intromissões, fofocas e contendas são atos detestáveis diante de um Deus que é amor, paz e bondade. Todo aquele que deseja desfrutar da eternidade na Nova Terra enfrentará essas questões com a devida seriedade e discernimento espiritual, buscando preencher a mente com o que é lícito diante de Deus: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8).
Mas, e quando a malícia vem de forma sutil? E quando o insensato age dissimuladamente? Sobre isso, declarou Ellen White: “Intimamente ligada à bisbilhotice está a insinuação encoberta, esquiva, pela qual o coração impuro procura insinuar o mal que não ousa exprimir abertamente. Os jovens devem ser ensinados a evitar toda aproximação de tal prática como evitariam a lepra” (Educação, CPB, p.236). A triste realidade é que pais têm ensinado aos filhos que não há problema algum em “comentar” sobre a vida alheia e fazer disso o principal assunto nas refeições à mesa. Prejudicar a vida de outros com palavras, ainda que por “brincadeira”, é pecado, amados. E, um dia, teremos de responder por isso (Mt.12:37).
Não é fácil ficar em silêncio quando muitas vezes é a sua imagem que está em jogo. Em nosso desejo por justiça própria, abrimos nossos lábios para tentar resolver à própria maneira o que só Deus pode resolver. Então, o Senhor nos diz: “Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele” (v.4). Ou seja, revidar não é uma opção. Palavras e atitudes más não devem resultar na mesma coisa. Deus nos chamou para sermos reparadores de brechas e não escavadores de covas (v.27).
Que Cristo em nós seja a água viva lançada sobre a fogueira do mal, e a contenda cessará. É claro que “a língua falsa aborrece a quem feriu” (v.28), mas, no devido tempo, “a sua malícia se descobrirá publicamente” (v.26). Se “a maldição sem causa não se cumpre” (v.2), devemos confiar na misericordiosa justiça divina e procurar viver um procedimento santo e digno do nosso chamado: “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (1Pe.2:15).
Senhor, nosso Deus, são tantos os desafios que enfrentamos no quesito relacionamento. E o inimigo bem sabe como nos atingir. Mas confiamos no Senhor e na força do Seu poder para nos capacitar a amar e perdoar. Ainda que perseguidos e injustiçados, ajuda-nos a confiar em Tua provisão. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios26 #RPSP
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“Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber, porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o Senhor lhe retribuirá” (v. 21-22).
Você já se olhou no espelho hoje? O espelho revela a descrição física de cada pecador condenado à morte, “porque o salário do pecado é a morte”. E estaríamos todos condenados, não fosse a recompensa paga: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). Cristo veio e assumiu o nosso lugar naquela cruz. Ele veio alimentar (Jo.6:48) e dar de beber a quem não merecia (Jo.4:14), com a promessa de um galardão eterno (Jo.14:1-3). Vocês compreendem a grandiosidade da misericórdia divina? Ela é estendida a imerecedores! A respeito disso, escreveu Ellen White: “Nosso único direito à Sua misericórdia é nossa grande necessidade” (A Ciência do Bom Viver, CPB, p.161).
O amor que levou o Criador à cruz deve ser o mesmo que leva o pecador à luz, que refletida na vida, faz com que ele mesmo perceba que não há melhor forma de dar destaque à luz do que nas trevas. Os inimigos e perseguidores tornam-se oportunidades de exercitar o amor que Cristo imprimiu em nosso coração. E em meio às trevas de perseguições e de injustiças, recebemos a oportunidade de iluminar. Sabemos que alimento e água são as necessidades básicas de sobrevivência. Portanto, se nossos adversários estão passando por situação de vida ou morte, e está ao nosso alcance ajudar, então é exatamente isso o que devemos fazer. Disse Jesus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt.5:44).
Não cabe a nós devolver mal por mal. Muito menos ter “língua fingida” (v.23). Nossos atos devem refletir o amor de Cristo e nossas palavras devem ser “como maçãs de ouro em salvas de prata” (v.11). O sentido sobre a expressão “brasas vivas” (v.22) é incerto, mas, a respeito dela, há o seguinte comentário: “A bondade a um inimigo, procurando-o, quando, na verdade, ele deveria tomar a iniciativa para se reconciliar, pode trazer sobre a cabeça dele brasas vivas de arrependimento e tristeza pelo pecado, que queimarão a má vontade e o tornarão um amigo e servo do Senhor” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p.1168).
Isso é real e pode ser experimentado por cada pessoa que encontrou em Cristo a verdadeira felicidade. Esse tipo de pessoa não se alegra com a queda do inimigo (Pv.24:17), mas faz o que for preciso para amortecê-la. Escolha ser um “mensageiro fiel” (v.13) da paz, iluminando até o caminho dos teus perseguidores, e, certamente, “o Senhor te retribuirá” (v.22).
Nosso Pai celeste, não é fácil reprimir nossa língua e nosso coração diante de injustiças e perseguições, mas Contigo é possível. Como os homens de Ezequias transcreveram esses provérbios, queremos que eles sejam escritos pelo Teu Espírito na tábua do nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios25 #RPSP
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“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma” (v.3).
A descrição dos últimos dias feita por Paulo a Timóteo, apresenta uma lista da degradação humana provocada pelo pecado. Ao apóstolo foi dada a visão exata dos “tempos difíceis” que temos vivido (2Tm.3:1). Partindo do egoísmo, Satanás induz o pecador no caminho da decadência até que este atinja o seu objetivo final: a inimizade para com Deus. Pela contemplação, a antiga serpente tem usado a mesma estratégia que no Éden obteve êxito, colocando diante dos olhos de cada ser humano os variados frutos da tentação sob o encantado disfarce do engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4).
Creio que mesmo em sua mais alta concepção, o apóstolo Paulo foi poupado de vislumbrar o que de fato ocorreria em nossos dias. Com a crescente ascendência das redes sociais e a criatividade para tornar o ser humano cada vez mais dependente da tecnologia, estamos em meio a uma geração “bomba-relógio”; a geração mais conectada com o digital e a mais desconectada com o espiritual; a geração mais informada sobre a vida alheia e a mais alheia à vida de Cristo; uma geração guiada pela inveja, pela injustiça e pelo ócio; uma geração “que cuida em fazer o mal” (v.8).
A pergunta é: Aonde nós estamos em meio a essa completa confusão? A resposta depende de para onde estamos olhando. Disse Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt.6:22). Se gastamos horas contemplando as distrações da internet enquanto a Palavra de Deus é lida de forma rápida e negligente, como poderemos vencer as tentações que constantemente estão diante dos nossos olhos? Milhares “estão sendo levados para a morte” (v.11) enquanto aqueles que foram chamados para salvar vidas, em sua letargia, alegam: “Não o soubemos” (v.12). Ignorando sua responsabilidade, estão prestes a ouvir a sentença dAquele “que pesa os corações” (v.12): “Servo mau e negligente […] lançai-o para fora, nas trevas” (Mt.25:26 e 30).
“Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso” (v.33). A geração da sonolência precisa ser despertada e avisada! Assim diz o Senhor: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou acerca dos que nEle creem: “Eles não são do mundo” (Jo.17:16). Ou seja, eles estão no mundo, mas, definitivamente, eles não vivem como o mundo vive.
“Não te aflijas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos perversos, porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará” (v.19-20); “no juízo, a sua boca não terá palavra” (v.7). Este mundo está em contagem regressiva e com ele todos “os perversos” (v.16). Façamos parte da “multidão de conselheiros” (v.6) do tempo do fim que “salva os que cambaleiam indo para serem mortos” (v.11). “Teme ao Senhor” (v.21) e persevera nisso, pois “sete vezes cairá o justo e se levantará” (v.16) pelo onipotente braço que o sustém.
Clamemos por sabedoria, inteligência e conhecimento, amados! E o Senhor tornará a nossa vida e a nossa casa o mais firme e poderoso canal do evangelho eterno ao mundo (Ap.14:6). “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:3).
Oh, Senhor, abre os nossos olhos com o colírio celestial! Seja a nossa visão santificada pela contemplação diária do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, a fim de que sejamos sábios e inteligentes para a Tua glória. Em nome de Jesus, nós oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, contempladores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios24 #RPSP
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“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (v.26).
Guerras, fome, terremotos, enchentes, são causadores de muitas mortes. Mas há outra causa que a todas aquelas supera: o apetite descontrolado. Gula não se trata apenas de comer muito, mas de comer mal. Milhares morrem todos os dias devido as consequências causadas pela má alimentação aliada ao estilo de vida abusivo e sedentário. Além dos efeitos nocivos à saúde física, o mau uso da alimentação também tem total influência sobre os aspectos mental e espiritual. Um estômago pesado por causa de uma refeição desregrada ou uma corrente sanguínea tomada pelo álcool são torpor para a mente, e, consequentemente, um bloqueio à voz de Deus (v.19).
É engano pensar que o Senhor não se importa com o que nós comemos ou bebemos. O apóstolo Paulo confirmou a sabedoria destes provérbios quando, inspirado por Deus, declarou: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Além de nos ter deixado regras acerca dos alimentos limpos e imundos (Lev.11), Deus foi além. A nossa comida e a nossa bebida devem glorificá-Lo. Não como um meio de salvação, mas como resultado dela.
Eu não conseguia compreender esta mensagem até que o meu corpo começou a apresentar as consequências de minha indisciplina: pedras nos rins, endometriose e vesícula comprometida. A má administração do “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19, 20) me trouxe marcas que poderiam ter sido evitadas se eu tão somente tivesse dado ouvidos à sabedoria de Deus (v.19) e aos meus pais que tanto haviam me orientado no sentido correto (v.22). Quantas doenças e mazelas não poderiam ser evitadas se o homem entregasse a Deus a única coisa que Ele nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (v.26). Precisamos primeiro educar nossos olhos, então, nosso paladar. Foi quando Eva olhou para onde não devia, que acabou comendo o fruto da morte (Gn.3:6).
A descrição feita dos versos 29 ao 35 nos dá uma visão exata da degradação de uma pessoa entorpecida pelo álcool, que, aliado à gula, completa o quadro da tragédia humana. O que bebemos e o que comemos têm grande influência sobre o que pensamos e fazemos. E famílias inteiras têm sido destruídas como resultado da desobediência quanto ao apetite, tornando a intemperança um fator decisivo para as práticas nocivas que prejudicam a comunicação do Espírito Santo com a mente humana. Fator este que fará diferença nesses últimos dias, como nos advertiu Jesus: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam […], até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será a vinda do Filho do Homem” (Mt.24:38, 39).
Amados, o apelo do Senhor para nós é que, a partir de hoje, possamos tomar a irrevogável decisão de Daniel: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Dn.1:8). E o resultado da firme decisão de Daniel e de seus três amigos, comparado aos que comiam das iguarias do rei, foi: melhor aparência e maior força (Dn.1:15), discernimento espiritual (Dn.1:17) e uma inteligência dez vezes superior à dos sábios de Babilônia (Dn.1:20). Querem prova maior do que essa de que a comida e a bebida que o Criador nos deixou compõe a fonte da saúde e da inteligência?
Não sejamos insensatos desprezando a sabedoria das palavras do Senhor (v.9)! Mas que possamos aplicar o nosso “coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento” (v.12). Não é uma caminhada fácil, amados, mas com Deus, a vitória é garantida. “Ouve, filho Meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração” (v.19). Lembre-se de que a mensagem de saúde é, antes de qualquer coisa, uma mensagem de esperança, e não de cobrança. Portanto, seja um vigia da sua própria vida e um sábio médico missionário para a vida dos seus semelhantes.
Senhor, Eva caiu pelo apetite, Sansão foi dominado pelo apetite, Esaú trocou sua bênção para satisfazer seu apetite. Mas Jesus venceu no deserto e nos convida a sermos vencedores com Ele. Não é fácil, Pai. Mas Contigo é possível. Ajuda-nos a glorificá-Lo também com o que comemos e bebemos, sendo Tuas testemunhas e não acusadores de nossos irmãos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Provérbios23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100