Filed under: Sem categoria
“Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (v.10).
Isaías foi privilegiado ao receber do Céu várias promessas referentes à vinda do Messias. Seus escritos foram entregues a Israel como um mapa de um tesouro a ser compartilhado com todas as nações. “Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência” (v.4) entregou a Israel “as chaves do reino dos céus” (Mt.16:19) a fim de que cumprissem o propósito de sua eleição: “Os países do mar viram isto e temeram, os fins da Terra tremeram, aproximaram-se e vieram. Um ao outro ajudou e ao seu próximo disse: Sê forte” (v.5-6).
Apesar das recorrentes fases de rebeldia do povo de Deus e das disciplinas aplicadas através de nações inimigas, também era sempre recorrente a manifestação da misericórdia divina. A peregrinação no deserto durou 40 anos. O cativeiro babilônico durou 70 anos. Ou seja, a correção é necessária, mas é temporária. O calendário de Deus é infalível e perfeito. Para nós, talvez seja fácil pensar que Isaías foi privilegiado pelas verdades que recebeu, mas é provável que para ele não tenha sido fácil lidar com a realidade de que o seu Redentor não viria em seus dias. E para o povo, a expectativa de um futuro cativeiro não era nada animadora.
O Senhor desejava ensinar ao Seu profeta e ao Seu povo que a fonte da renovação das forças está em não largar de Sua mão. A confiança em Deus nos liberta de nossas ansiedades e emoções má administradas e abre os nossos ouvidos às palavras de ânimo e consolo: “Porque Eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que Eu te ajudo” (v.13). Imagino o profeta com os olhos marejados e o coração repleto de ternura ao receber e escrever estas palavras. Assim como Isaías conhecia as profecias e sinais, mas não conhecia o tempo da primeira visitação de Cristo, também conhecemos as profecias e sinais que apontam para o Seu segundo advento, mas também não sabemos quando Ele virá.
Até lá, como Isaías, temos uma missão a cumprir: Relatar “as profecias anteriores” (v.22), de como elas se cumpriram conforme a Palavra do Senhor e então anunciar “as coisas que ainda hão de vir” (v.23). Que momentos difíceis estamos vivendo, amados! Eu confesso que estou exausta! Exausta de mim mesma e “de todas as abominações que se cometem” (Ez.9:4). Creio estarmos experimentando as primeiras gotas do tempo de angústia. Mas nós servimos ao Santo de Israel, que tem todo o poder sobre o curso da história e que deseja fazer de mim e de você “um mensageiro de boas-novas” (v.27).
Consolemos uns aos outros com as palavras do Senhor: “Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; Eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel” (v.14) […] “tu te alegrarás no Senhor e te gloriarás no Santo de Israel” (v.16) […] “Eu, o Senhor, os ouvirei, Eu, o Deus de Israel, não os desampararei” (v.17) […] “tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais” (v.18) […] “para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou” (v.20).
O nosso Redentor e Criador logo virá! Ele prometeu e Ele não mente! Que o cumprimento das profecias e sinais adventistas provoquem em nós a reação descrita por Jesus: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Santo de Israel, como agradecer por Tua graça e bondade, que constantemente nos chamam ao arrependimento e nos oferecem uma vida renovada? Concede-nos o Espírito Santo para que sejamos como Abraão, Teu amigo (v.8)! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amparados pelo Deus de Israel!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías41 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (v.31).
A vinda do Messias era o evento mais aguardado pelos judeus. Eles almejavam um Libertador. Alguém que os livrasse do jugo romano e estabelecesse um reino inabalável. Mas a esperança que lhes enchia o coração estava assentada sobre alicerce terreno e exclusivista. Falando ao coração do Seu povo (v.2), o Senhor o livraria do cativeiro babilônico e o conduziria ao cumprimento da promessa: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (v.3).
João Batista não foi somente esta voz, como também “muito mais que profeta” (Mt.11:9). Aquele homem que, em sua época, era visto como um “lunático” do deserto, foi considerado pelo próprio Jesus como o maior ser humano que já pisou nesta terra: “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (Mt.11:11). Sua vida foi uma manifestação completa da vontade de Deus. Ele comia diferente do mundo, se vestia diferente do mundo (Mt.3:4), falava diferente do mundo e tinha uma mensagem urgente para pregar aos seus contemporâneos (Mt.3:11). Mas a profecia do verso 3 vai muito além de João Batista e alcança os nossos dias.
Dentro de pouco tempo, “a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse” (v.5). Você compreende esta verdade futura? Mas, antes de qualquer coisa, você precisa compreender a verdade presente. A missão do povo de Deus era a de ser um canal de bênçãos para difundir “a palavra de nosso Deus” (v.8) a todos. No entanto, a missão de apregoar a verdade da primeira vinda do Messias foi desprezada devido a visão egoísta e limitada pela ambição de um reino terreno que subjugasse as demais nações.
Hoje, temos uma verdade presente “para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Como João Batista, temos em nossas mãos uma mensagem de juízo e de arrependimento. E, como ele, somos chamados a nos vestir diferente, a comer diferente, a falar diferente, dando testemunho de Jesus, assim como fez o profeta messiânico, “para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17).
O mundo não precisa de um povo que vive uma hipocrisia e que despreza quem não faz parte de seu conceito farisaico de religião, porque os judeus fizeram isso muito bem, rejeitando o que verdadeiramente importava: anunciar as boas-novas da salvação (v.9). O mundo precisa de homens e mulheres que se levantem revestidos pelo poder do Espírito Santo e que clamem com a voz e com a vida: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2). O mundo necessita de um povo que vive por preceito e por exemplo a Palavra que “permanece eternamente” (v.8). De cristãos genuínos, que façam jus ao seu nome, assim como em Antioquia ficaram conhecidos por sua experiência (At.11:26). Cristãos que vivam intensamente o evangelho que dizem acreditar, recebendo do Senhor toda a instrução, sabedoria e entendimento (v.14), sendo guiados pelo bom Pastor (v.11) de forma segura até à recompensa prometida (v.10).
“Levantai ao alto os olhos e vede” (v.26). Eis que a nossa redenção se aproxima! “Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus” (v.1). Anunciemos as boas-novas! Ergamos a “voz fortemente”! (v.9). Esperemos no Senhor, servos do Altíssimo, e nossas forças continuarão sendo renovadas (v.29) e como águias voaremos (v.31) espalhando pela “redondeza da Terra” (v.22) a mensagem de esperança, na certeza de que em breve, pela graça de Cristo Jesus, subiremos para Casa do Pai!
Senhor, não queremos ser cristãos apenas de nome, nem tampouco legalistas. Queremos ter uma experiência real e diária Contigo, crescendo em graça e sabedoria mediante o poder renovador e restaurador do Espírito Santo! Enche-nos do Teu amor até que este transborde através de uma vida de voluntária obediência! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros da verdade presente!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Isaías40 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Então, disse Ezequias a Isaías: Boa é a palavra do Senhor que disseste. Pois pensava: Haverá paz e segurança em meus dias” (v.8).
Em um curto período de tempo, Ezequias atravessou um mar de turbulências e experimentou a calmaria através da intervenção do Senhor na segurança do reino e em sua saúde. “Nesse tempo” (v.1), Ezequias recebeu não mais uma carta de ameaças, mas “cartas e um presente” (v.1) de um suposto aliado de “uma terra longínqua” (v.3). Tendo notícias de que Ezequias “estivera doente e já tinha convalescido” (v.1), o rei da Babilônia enviou seus mensageiros a fim de se inteirar da situação. A Bíblia diz que “Ezequias se agradou disso e mostrou aos mensageiros a casa do seu tesouro”, e que “nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse” (v.2).
Aquela agradável visita, porém, sinalizou a terrível crise que se daria no futuro. Percebam que a intenção de Merodaque-Baladã não era de obter relatório real dos tesouros de Judá, mas obter conhecimento da fonte da cura. Como se deu a cura de Ezequias? Era muito provável que aquela enfermidade já tivesse atingido muitos em Babilônia e que nenhuma das poções e tratamentos fomentados pelos magos e curandeiros caldeus houvesse obtido êxito. Quem sabe Ezequias até tenha mencionado aos mensageiros sobre o emplasto de pasta de figos, e pensado que bastava mostrar um reino próspero e bem ordenado para se subentender que tudo aquilo provinha das mãos do Criador. Aquele que antes havia se humilhado diante do Senhor foi tomado pelo orgulho e pelo egoísmo que o impediram de iluminar aqueles mensageiros com a glória de Deus.
A pergunta do profeta é dirigida hoje a cada crente: “Que viram em tua casa?” (v.4). Conforme as profecias apocalípticas, existe uma Babilônia espiritual, uma condição de decadência espiritual dada a atual conjuntura. O mundo está enfermo e padece diante das inúmeras mazelas de milênios de pecado. E o Senhor concedeu ao Seu povo dos últimos dias uma mensagem de esperança e salvação a fim de que muitos possam ouvir o Seu apelo: “Caiu, caiu a grande Babilônia… Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:2 e 4). Mas o que o mundo tem visto em nossas casas e em nossas igrejas? Apenas prosperidade física e material, ou a irrefutável manifestação do poder do Espírito Santo?
Diante de uma geração prestes a enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), parece que, como Ezequias, estamos tranquilos pensando: “Haverá paz e segurança em meus dias” (v.8) e prosseguimos divulgando e nos agradando do que é terreno e passageiro. Mas a boa Palavra do Senhor é aquela que nos adverte e desperta: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3).
A luz de que o mundo necessita não é a que se reflete nos mármores de igrejas e de casas bem ornadas. A luz de que o mundo necessita é a que provém do “assim diz o Senhor”, pois que o cumprimento da profecia está bem diante dos nossos olhos: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am.8:11).
Quando impressionados diante da beleza do templo de Jerusalém, os discípulos declararam: “Mestre! Que pedras, que construções!” (Mc.13:1). Mas Jesus lhes respondeu: “Vês estas construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada” (Mc.13:2). E foi este diálogo que precedeu o Seu sermão profético. Se a prosperidade nesta Terra tem precedido o lugar que só é devido a Deus e tem ocupado o tempo que deveria ser investido em pregar o evangelho eterno, o Senhor nos convida hoje a rever as nossas prioridades e seguir a Sua ordem: “prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm.4:2).
Façamos parte da geração que pregará “este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Senhor, neste novo ano que se inicia, queremos ser Teus instrumentos pregando o evangelho como nunca antes. Mas para que isso seja real e poderoso, necessitamos do Teu Espírito Santo. Dá-nos Teu Espírito, Pai! Capacita-nos para apressar o segundo advento do nosso Redentor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia e feliz Ano Novo, atalaias de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor” (v.2).
Após a ameaça de inimigos do povo, Ezequias teve de lidar com uma ameaça pessoal. Uma “enfermidade mortal” (v.1) desenganava a sua vida e o anúncio do profeta confirmou a sua sorte. A morte é uma intrusa neste mundo. O medo e a tristeza que permeiam este assunto provam que a morte não é natural, mas algo que surgiu após o pecado de nossos primeiros pais, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Não foi diferente com Ezequias, pois ele não queria morrer. Recusando-se a receber qualquer tentativa de conforto humano, o rei enfermo virou “o rosto para a parede e orou ao Senhor” (v.2). Novamente Ezequias buscou auxílio em Deus.
Como um servo que apresenta ao seu senhor o relatório de um trabalho bem feito, Ezequias trouxe à memória a sua fidelidade e sinceridade diante de Deus. Ele não pediu pela cura ou a exigiu. Não havia orgulho em suas palavras. Era tão somente a súplica sincera de um rei que temia pelo bem-estar do povo frente à crise vivida naqueles dias e pela conservação espiritual da nação. O grande movimento de reavivamento e reforma liderado por Ezequias e sua vida dedicada ao firme propósito de fazer a vontade de Deus, despertou a ira de Satanás, que desejava destrui-lo a qualquer custo.
O choro do rei logo foi substituído por ações de graças ao Deus que ouve as orações e vê as lágrimas de Seus filhos. O acréscimo de quinze anos de vida e um reino de paz encheram o coração de Ezequias de uma profunda gratidão, concluindo o seu cântico com as palavras que os remidos de todos os tempos logo hão de declarar: “O Senhor veio salvar-me” (v.20). Sejam inimigos ou até mesmo uma doença que nos ameacem a vida, há um Deus no Céu que deseja ouvir as nossas orações e que não despreza as nossas lágrimas. Movido de compaixão, Jesus olha para cada enfermo com o mesmo desejo de declarar: “Eu irei curá-lo” (Mt.8:7).
Como o Senhor enviou o profeta Isaías com palavras de ânimo e um tratamento natural com emplasto de “pasta de figos” (v.21), Ele não deixaria a geração mais doente a padecer com tantas enfermidades sem orientação profética. Temos em mãos uma mensagem de ânimo e de cura e o testemunho de Ezequias aponta para esta mensagem. Foi através da mensagem de saúde que minha família foi alcançada pelo evangelho do Reino. Uma mensagem que aponta para Cristo e que nos auxilia a viver na Terra com um corpo que melhor possa adorar ao Criador não deve ser negligenciada ou ignorada.
Como Ezequias, porém, não estamos livres das mazelas do inimigo. A prática dos oito remédios naturais apenas como tentativa de prolongar a vida e não adoecer não é fiel à essência da mensagem de saúde, que é glorificar a Deus, como está escrito: “Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:20). Como fiéis sentinelas, precisamos estar sempre cientes de que há um inimigo ao nosso redor querendo nos destruir. E quanto mais firme a nossa decisão em servir ao Senhor, maior a ira daquele que nos odeia. Mas Deus é fiel e podemos ir a Ele com nossas dores e fraquezas: “Ó Senhor, ando oprimido, responde Tu por mim” (v.14). Pois é Ele mesmo que nos diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28).
Ezequias orou e Deus o curou. O apóstolo Paulo orou três vezes para se ver livre de sua enfermidade, mas tudo o que pôde ouvir foi: “A Minha graça te basta” (2Co.12:9). Deus tem o modo certo de agir na vida de cada um de Seus filhos. Se a sua oração não tem sido respondida da maneira que você deseja; se o seu corpo foi atingido por enfermidade mortal, ouça, agora, pela fé, Jesus a lhe dizer: “Vinde a Mim, porque a Minha graça te basta”. E ainda que não venha a cura nesta Terra, ainda que a sepultura seja o nosso destino iminente, prossigamos olhando firmemente para o nosso Redentor. Pois, muito em breve, a morte não mais existirá e estaremos reunidos a todas as gerações de santos, olhando para o céu e proclamando com arrebatadora alegria: “O Senhor veio salvar-me” (v.20)!
Salva-nos, Senhor! Livra-nos de nós mesmos, para que o nosso eu morra e Cristo viva em nós! Queremos prosseguir em Te conhecer. Batiza-nos com Teu Espírito e volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Ó Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, Tu somente és o Deus de todos os reinos da Terra; Tu fizeste os céus e a terra” (v.16).
Afligido pela ameaça inimiga, Ezequias “rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na Casa do Senhor” (v.1). Em profunda angústia, o rei de Judá confiou no cumprimento da promessa divina: “se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). Com o sacrifício do Cordeiro de Deus e rasgado o véu do santuário “de alto a baixo” (Mt.27:51), “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1) e acesso, por meio dEle, ao santuário celestial.
Como Ezequias, temos acesso ao santuário e podemos confiar na mesma promessa. Quando o inimigo de Deus lançar em nossa face suas “cartas” de ameaça e acusação, lembremos das palavras de Jesus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Não podemos estimar os resultados da oração secreta e fervorosa. Deus anseia por ouvir as preces de corações quebrantados, e nenhuma dor é rejeitada, nenhuma lágrima é perdida, nenhuma expressão de gratidão deixa de ter seu registro no memorial do Céu.
Ezequias buscou em primeiro lugar a ajuda do alto, e depois reconheceu em Isaías um homem de oração. Em Sua angústia final, Jesus também Se dirigiu ao Seu lugar de oração e pediu a três de Seus discípulos que intercedessem naquele momento, deixando-nos exemplo. Nossos sofrimentos e aflições não devem ser compartilhados com ninguém sem que antes tenhamos entregue todos eles em oração a Deus. Só então, podemos, com discernimento do Espírito, pedir a ajuda daqueles os quais reconhecemos como homens e mulheres de oração. Infelizmente a experiência de Jesus com os três discípulos sonolentos não foi tão positiva quanto a de Ezequias com o profeta que o confortou. Mas, ainda que aqueles nos quais mais confiamos nos decepcionem, Deus envia o Seu anjo para nos confortar (Lc.22:43).
“Inclina, ó Senhor, os ouvidos e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras” que Satanás e seus agentes enviam “para afrontar o Deus vivo” (v.17). Ouve, Pai, as orações dos Teus filhinhos que estão sendo perseguidos e afligidos por amor do Teu nome! A nossa natureza carnal nos assedia dia após dia! Na luta contra o eu, fortalece os nossos joelhos vacilantes e livra-nos do mal! “Agora, pois, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos” das mãos do inimigo das almas, “para que todos […] saibam que só Tu és o Senhor” (v.20). Não é tempo, amados, de rasgar as nossas vestes, mas o nosso coração e nos convertermos ao Senhor, “porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:13).
“[Faze], pois, tuas orações pelos que ainda subsistem” (v.4). Perseveremos em oração “e súplica por todos os santos” (Ef.6:18). “Não temas por causa das palavras” (v.6) dos que não temem ao Senhor, mas apegue-se à Palavra de Deus, “certos da verdade já presente convosco e nela confirmados” (2Pe.1:12). Creia que o Senhor fará com que os inimigos voltem pelo mesmo caminho por onde vieram (v.34) e que, dentro em breve, Ele virá para realizar a Sua justiça. “O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (v.32). Até lá, que mesmo cercados por lábios maldosos, façamos como Davi: “eu, porém, oro” (Sl.109:4). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, homens e mulheres de oração!
Rosana Garcia Barros
#Isaías37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Eles, porém, se calaram e não lhe responderam palavra; porque assim lhes havia ordenado o rei, dizendo: Não lhe respondereis” (v.21).
O rei Ezequias foi o primeiro rei de Judá cuja fidelidade foi comparada à de Davi. O que os seus antecessores não fizeram, fez Ezequias: “Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo” (2Rs.18:4), removendo do meio de Judá tudo aquilo que fosse abominável ao Senhor. Ezequias confiou em Deus de forma que não houve nem antes e nem depois dele rei semelhante em Judá. Ele “se apegou ao Senhor” (2Rs.18:6) seguindo Seus passos e observando os Seus mandamentos. Então, para onde quer que fosse, Deus o acompanhava e o fazia lograr êxito.
Confiança e relacionamento. Eis dois princípios fundamentais para uma vida cristã vitoriosa. Ezequias confiou em Deus e se apegou a Ele. Ou seja, quando confiamos, nos apegamos. Nas primeiras horas de cada manhã, Deus Se apresenta a cada filho Seu e aguarda pacientemente pelo convite de fazer morada no coração e de conduzi-lo pelo caminho da verdade. Ele nos aguarda para desfrutarmos de um tempo de qualidade com Ele e dEle recebermos forças e sabedoria para as batalhas do dia.
Os moradores de Jerusalém foram surpreendidos naquele dia com uma voz desconhecida falando em linguagem nacional. A pergunta feita pelo rei da Assíria ao povo de Judá, por intermédio de Rabsaqué, foi desafiadora: “Que confiança é essa em que te estribas?” (v.4). Em outras palavras: Que confiança é essa em que você se apoia? A fé de Ezequias e do povo foi provada através de palavras de desânimo e de maldição. E o “assim diz o Senhor” foi desafiado pelo “Assim diz o sumo rei” (v.4).
“Eles, porém, se calaram” (v.36), obedecendo às ordens do rei Ezequias. Nem sempre falar é a melhor solução. Bater de frente com quem testa a nossa fé pode ser a resposta da nossa falta de confiança no agir de Deus. Calar-se diante da afronta é sábio: “o homem prudente, este se cala” (Pv.11:12) e também é cristão: “e, como ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele não abriu a boca” (Is.53:7). O nosso desafio diário é que nossas palavras e ações estejam em conformidade com Aquele em Quem dizemos confiar.
O inimigo que nos cerca e tenta nos destruir conhece bem o idioma do nosso coração (v.13). Ele deseja que nos alimentemos dos dejetos do pecado (v.12) e que acreditemos numa falsa paz (v.16), como se o Senhor aprovasse o seu propósito maligno (v.10). Muitos estão como o povo que estava sobre os muros (v.11), ouvindo palavras desencorajadoras. A oferta de Senaqueribe era tentadora (v.16-17), mas mentirosa, assim como as ofertas deste mundo. Se Ezequias não tivesse demonstrado com a sua vida que valia a pena confiar em Deus e manter um relacionamento íntimo com Ele, o povo não teria obedecido as suas ordens (v.21).
Deus deseja fazer da nossa vida um testemunho diário de confiança e de intimidade com Ele. Nos últimos dias, como Rabsaqué, “virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as suas próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3-4). Precisamos descer dos muros da desconfiança e subir em nossa torre de vigia! Aproxima-se o tempo em que, diante da fúria final de Satanás, Deus terá na Terra um povo que nEle confia, mesmo que severamente provado. Confie e apegue-se ao Senhor, e Ele fará de você um instrumento incomparável em Sua derradeira obra!
Pai, não tem sido fácil passar por este tempo tão turbulento sem entristecer ou sem desanimar. Cada dia mais aumenta a nossa convicção de que o nosso lar não é aqui. Como almejamos ir para casa, Senhor! Como almejamos o Teu abraço paternal! Ajuda-nos a não esmorecer, ainda que severamente afrontados pelo inimigo! E concede-nos, sempre que preciso, a sabedoria do silêncio. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, apegados ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías36 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (v.4).
Criados para um propósito eterno, o homem e a mulher desfrutavam de uma atmosfera santa e perfeita no Éden. Tudo ali declarava que Deus é amor. Rodeados de toda espécie de plantas e animais, o tempo era preenchido com trabalho útil e agradável e momentos ímpares de comunhão com o Criador. Detentores de uma mente em sua integral capacidade, tendo como professor o próprio Deus e os anjos celestiais como mentores, o jardim era uma grande sala de aulas. A alegria, harmonia e paz que pairavam sobre o recém-criado mundo ecoavam pelo Universo em louvor e adoração ao supremo Criador.
Mas porque em um mundo tão belo, criado com propósitos eternos, Deus plantou uma árvore proibida? Não seria mais fácil envolver a Terra com uma blindagem contra o mal? Há quem pense também que nada disso seria necessário se tão somente Deus tivesse resolvido o problema do pecado logo que este surgiu, destruindo Lúcifer e os demais anjos rebeldes. Porque Deus permitiu que Satanás tentasse nossos primeiros pais e prosseguisse em seu plano maligno? Permita-me apresentar a seguinte ilustração:
João conheceu a bela e jovem Maria. Seu coração disparou e ele percebeu que havia se apaixonado. Felizmente o seu amor foi correspondido e logo começaram a namorar. João então começou a fazer planos para que logo pudessem casar. Comprou uma linda casa, as mais belas mobílias e fez todos os arranjos para que tudo ficasse perfeito para a sua amada noiva. Finalmente chegou o dia tão esperado: o casamento. Todos estavam felizes e João ficou extasiado ao ver Maria vestida como uma princesa vindo ao seu encontro. Ao chegarem em casa, tudo estava perfeitamente organizado e limpo. Tudo era de muito bom gosto. Mas, no dia seguinte, Maria foi surpreendida quando ao despedir-se para o trabalho, João lhe deu um beijo, trancou a porta de casa e levou a chave com ele. Ao retornar, Maria o questionou, e ele simplesmente respondeu: “Ah, minha amada esposa, eu a amo tanto que não posso lhe expor aos perigos que existem lá fora. Mas não se preocupe, pois nunca lhe faltará nada em casa”.
Que mulher viveria feliz com um amor que a aprisiona? Deus criou os anjos e o ser humano com o livre arbítrio. Ele não criou máquinas programadas para obedecê-Lo e amá-Lo, e sim criaturas com liberdade de escolha. Por isso que Ele tem permitido que o pecado atinja as suas piores consequências a fim de não restarem dúvidas quanto ao Seu amor, fidelidade e justiça. Ele poderia ter destruído Satanás e deletado da mente dos anjos essa mancha escura, mas então todos seríamos marionetes e não adoradores que O adoram “em espírito e em verdade” (Jo.4:23). Compreendem, amados?
Podemos estar cansados de viver neste mundo escuro e sombrio. Podemos estar nos sentindo desalentados e vulneráveis. Mas assim como “no princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1), Ele prometeu que criará “novo céu e nova terra” (Ap.21:1), onde veremos “a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus” (v.2). “Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará” (v.5-6). Jesus mesmo estará conosco! Pois “ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo” (v.8) e “os remidos andarão por ele” (v.9).
Jesus, o nosso Criador e Redentor está voltando para estabelecer para sempre o Seu reino eterno. Você deseja estar lá? Você aceita o Seu convite de resgate? “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (v.10). Eu creio com todo o meu coração que a letra da canção nunca foi tão real: “Breve virá, breve virá, breve Jesus voltará!”.
Oh, Senhor, nosso lar é junto de Ti! Volta logo! E que até lá, nosso coração continue sendo transformado e confortado pelo Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, resgatados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías35 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós, povos, escutai; ouça a Terra e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz” (v.1).
Como um assunto pouco admirado e até temido, o juízo divino tem sido mal compreendido e mesmo dispensado por muitos, ou supervalorizado por outros que julgam ser este tema o principal foco da pregação cristã. É certo que o juízo tem fundamental importância e, no texto de hoje, fica claro que ele deve ser pregado a todos, mas da forma correta dentro do imutável contexto da misericórdia. Antes de fazer conhecidos os resultados do pecado precisamos apresentar Aquele que perdoa os pecados. É revelando Jesus ao pecador que o livramos da “indignação do Senhor” (v.2). Desta forma, o tema do juízo, ao invés de causar medo se torna mais um motivo de louvor a Deus pela confiança em Sua perfeita justiça.
Enquanto a voz profética cumpre sua função de convidar, admoestar, corrigir e educar, “a Terra e a sua plenitude” (v.1) são o alvo de um amor que constrange (2Co.5:14). De diversas formas, todo o Céu trabalha “a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). “Buscai no livro do Senhor e lede” (v.16). Lede como a obra da criação foi executada já com vistas à obra da redenção. Lede como Deus, mesmo sabendo que a raça humana cairia em pecado, a criou e a amou “de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Lede que Jesus deixou a glória do Céu e Se tornou em semelhança de homem, nascendo da maneira mais humilde, vivendo do modo mais simples e entregando a Sua vida à morte mais cruel. Lede que Ele, o único Digno da herança incorruptível e da vida eterna, venceu a morte para compartilhar a Sua herança e vida conosco. Lede que Ele voltará e levará para a casa de Seu Pai todos os que “lavaram as suas vestiduras e as alvejaram” em Seu sangue (Ap.7:14).
Dentro em breve, “as estrelas do céu” cairão do firmamento (Ap.6:13) “e os céus se enrolarão como um pergaminho” (v.4). “Porque será o dia da vingança do Senhor” (v.8), mas Ele salvará os Seus eleitos, os Seus filhinhos, aqueles que O buscaram com inteireza de coração e confiaram em Seu cuidado e provisão. Diante dos sinais que se intensificam como nunca antes e das alianças humanas contrárias à Lei de Deus como laços que se unem na direção do abismo, nossa fé será provada com a força da resistência final. Como Cristo, precisamos subir ao jardim de oração para de lá descer ainda que seja para nos deparar com uma turba de inimigos. Não fomos criados para enfrentar as consequências eternas do pecado. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm.8:1-2).
O Senhor virá “para exercer juízo” (v.5) “contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8). Jesus é Deus pessoal. Ele deseja que O conheçamos, e conheçamos o Pai em Seu perfeito amor. Jesus não está diante do Pai implorando que Ele nos ame. Não, amados! Foi por nos amar primeiro que o Pai nos deu o Seu bem mais valioso. Pai, Filho e Espírito Santo são Um em essência e em propósito. O Deus triúno luta pela nossa salvação. “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?” (Lc.18:8).
Precisamos “orar sempre e nunca esmorecer” (Lc.18:1). Necessitamos reviver a experiência de Elias no Carmelo e orar até que avistemos no céu “uma nuvem pequena como a palma da mão do homem” (1Rs.18:44). Então, o juízo será para nós libertação, e não condenação; vida eterna, e não destruição. Ore como jamais orou, leia as Escrituras como jamais leu. Passe tempo diário com Deus até que, pela fé, possa ouvir: “Este é o meu filho amado, em quem me agrado!” (Mt.3:17). “Buscai no livro do Senhor e lede” (v.16) a verdade presente, principalmente Apocalipse 14:6-12. Estamos vivendo os momentos finais desta Terra, amados. Aproveitemos este tempo de oportunidade para preencher a nossa mente com o “assim diz o Senhor”, e Ele mesmo nos guardará do dia de Sua vingança (v.8).
Pai querido, Tu nos amas com amor eterno, e não temos capacidade alguma de retribuir esse amor. Mas, pelos méritos e justiça de Teu Filho, podemos ser receptores do amor que é fruto do Espírito Santo. Não queremos mais que Jesus fique do lado de fora batendo para entrar em nossa vida, mas, como Paulo, desejamos que Ele habite em nós. Então, e só então, poderemos glorificar o Teu nome pelas obras do Teu amor. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías34 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor será o teu tesouro” (v.6).
Diante da ameaça de uma invasão inimiga vindoura, um clamor foi erguido a Deus em busca de auxílio e salvação aos moradores de Jerusalém. A aflição causada pelo “destruidor” (v.1) resultou em súplica e em busca pelo Único capaz de livrá-los. A inimizade e a corrupção não eram apenas problemas externos, mas havia infiltrado as fileiras do povo de Deus pelos “pecadores em Sião” (v.14). Todo aquele, porém, que se refugiasse no Alto e Sublime, preservando no coração o precioso tesouro do temor do Senhor, alcançaria “salvação no tempo da angústia” (v.2).
Repleto de mensagens escatológicas, o livro de Isaías nos remete a um futuro glorioso e eterno em um lar de paz e de perfeita provisão. Mas também não nos abstém de conhecer o tempo de provação e de angústia que o povo de Deus terá de passar e que antecede o segundo advento do nosso Salvador. Certamente, o alarido do atalaia tem se intensificado nestas horas de tão densas trevas: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). “A Terra geme e desfalece” (v.9) diante de um mundo que exala o fétido odor do pecado em suas mais terríveis manifestações. E ao encher-se o cálice da ira de Deus, “os povos serão queimados como se queima a cal; como espinhos cortados, arderão no fogo” (v.12).
Ao profeta Daniel foi revelado que “haverá tempo de angústia, qual nunca houve […] mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:1-3). Deus tem o controle da História em Suas mãos e logo manifestará a Sua justiça de uma vez por todas. O Espírito Santo tem clamado a cada coração e oferecido todas as oportunidades a fim de que a humanidade conheça o Senhor. Porém, o futuro de cada pessoa dependerá de sua própria escolha.
Eis que o braço do Senhor está estendido a todos, “manhã após manhã” (v.2), oferecendo Sua graça e misericórdia aos que as aceitam e desejam habitar “nas alturas” (v.5). Mas “quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Que dentre nós habitará com chamas eternas?” (v.14). Assim diz o Senhor: “O que anda em justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho de opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno; o que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal, este habitará nas alturas” (v.15-16). Somente pela fé em Cristo Jesus e fiados em Seus méritos seremos encontrados preparados para ascender aos lugares celestiais e ter morada junto aos santos anjos e a Deus, que “é fogo consumidor” (Hb.12:29).
“Ouvi, vós, os que estais longe […] e vós, os que estais perto” (v.13), logo o Senhor Se levantará de Seu trono (v.10) para encher a Terra “de direito e de justiça” (v.5). Até lá, Ele promete ao Seu remanescente: “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (v.16). “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei, e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1, 3).
Espera um pouco mais e “os teus olhos verão o Rei na Sua formosura, verão a terra que se estende até longe” (v.17). “Já não verás aquele povo atrevido” (v.19). Já não serás mais perseguido e nem afligido, pois “os teus olhos verão a Jerusalém, habitação tranquila, tenda que não será removida” (v.20). “Porque o Senhor é o nosso Juiz, o Senhor é o nosso Legislador, o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (v.22). E para sempre estaremos com Aquele que nos resgatou com Seu sangue e, com ele, nos limpou de nossas iniquidades.
“Senhor, tem misericórdia de nós; em Ti temos esperado; sê Tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia” (v.2). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros habitantes de Sião!
Rosana Garcia Barros
#Isaías33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Levantai-vos, mulheres que viveis despreocupadamente, e ouvi a Minha voz; vós, filhas que estais confiantes, inclinai os ouvidos às Minhas palavras” (v.9).
Apesar do tempo de paz que sobreveio a Jerusalém com o reinado de Ezequias, a situação política do reino não permaneceria assim por muito tempo. Na bonança, ao invés de buscarem ainda mais a Deus e nEle se refugiarem, levavam uma vida despreocupada, regalada e movida a festas e bebedeiras (v.13). A advertência de forma direta às mulheres de Jerusalém deixa bem clara a importância do papel da mulher no lar, na igreja e diante de Deus. Mas aquelas mulheres estavam vivendo de maneira despreocupada, confiantes na paz terrena e provisória, esquecendo-se dos deveres que como mães e esposas lhes cabiam executar.
É exatamente assim que o mundo de hoje está. É assim que a maioria se comporta. E este mal não se limita apenas ao cenário geral, mas tem adentrado com força às portas da igreja. De forma sutil, Satanás tem desviado a atenção do povo de Deus do que realmente importa para que vivamos da mesma forma que aquelas mulheres: despreocupadamente. Os pais estão ocupados demais em seus labores diários para exercer como deveriam a sua função de sacerdotes do lar. De igual forma, as mães estão sobrecarregadas demais para perceber que os filhos estão crescendo sem a sua imprescindível vigilância. E os defeitos de caráter dos filhos são negligenciados e tolerados simplesmente porque, ou os pais não têm mais paciência para corrigi-los, ou pensem que não seja tão grave a conduta ruim dos filhos, pois, afinal, a maioria age da mesma forma.
Oh, meus irmãos, que tempos terríveis estamos vivendo! Onde cada membro da família, por não compreender o seu papel dentro do lar, tem cooperado para a triste condição das famílias atuais: desestruturadas e confusas. Abra o seu coração a Deus neste momento, clamando por Seu auxílio! A verdadeira purificação do coração revelará no lar os seus maiores e melhores resultados. Mas não atormente a sua alma com pensamentos negativos por erros passados. Nem se culpe se a sua condição atual não lhe permite estar em casa em tempo integral. O objetivo do Senhor em nos advertir é o de nos alertar quanto ao que realmente importa, colocando em nossas mãos um livro em branco para ser escrito com a tinta do alto. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5).
Estamos vivendo em momentos decisivos e Jesus nos chama: “Levantai-vos” e vencei da mesma forma que Eu venci no deserto da tentação: mediante oração, jejum e pelo poder do “está escrito” (Mt.4)! O chamado de Deus requer atitude! Homens e mulheres que se submetam à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Precisamos despertar com urgência! A voz de comando do Senhor nunca é para amanhã, e sim para agora. Cristo não disse “Ide” (Mt.28:19) quando vocês virem que as profecias estão se cumprindo. Mas Ele disse “Ide”, agora! “Vigiai e orai”, agora! “Inclinai os ouvidos à Minha Palavra” (v.1) e escutem a Minha voz, hoje!
O Senhor deseja falar com os Seus filhos, mas nós só O ouviremos se estivermos dispostos a aceitar a Sua vontade. Ele não nos fala o que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir. E é aqui que entra a importância da comunhão diária. Somente mantendo um relacionamento diário com Deus é que podemos ouvir com clareza a Sua voz, que é mansa e suave.
Dentro em pouco, amados, a porta da graça fechará “e não haverá mais colheita” (v.10). Toda a confiança depositada em coisas vãs fará tremer (v.10) quem não procurou se preparar. Esta não é uma mensagem sensacionalista, mas a realidade para o tempo solene em que estamos vivendo. Porém, pode ser que estejamos permitindo que as coisas deste mundo ofusquem o brilho e a urgência da mensagem que um dia abraçamos. Deus não suporta mais o odor do pecado que exala desta terra! Jesus está prestes a voltar! E nos momentos que antecedem a Sua volta, este mundo entrará em um colapso jamais visto. O pavor tomará conta dos corações que tremerão diante de uma expectativa que não sabem discernir. Especulações, fanatismo e ceticismo se levantarão para explicar com fábulas humanas, ignorando ou distorcendo o “assim diz o Senhor”.
Desde que Cristo entrou no lugar Santíssimo do Santuário Celeste (Hb.8:1-2; Ap.11:19), é tempo de profundo exame do coração, entrega total e sincero arrependimento: “[…] turbai-vos, vós que estais confiantes. Despi-vos, e ponde-vos [nus], e cingi com panos de saco os lombos” (v.11). Ou seja, não brinquem de ser cristãos! De Deus não se zomba! (Gl.6:7). Precisamos nos despir das vestes do pecado e nos apresentar diante do Senhor com inteireza de coração e completo arrependimento, permitindo que Cristo nos revista de Suas vestes de justiça, “até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto” (v.15). Então, pode vir o que vier (v.19), meus irmãos. Cumprir-se-á a palavra profética: “O Meu povo habitará em moradas de paz” (v.18), ainda que caiam os céus (v.19)!
Que possamos cumprir a missão que nos foi confiada semeando “junto a todas as águas” (v.20), pregando o “evangelho eterno […] a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). E “o efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre” (v. 17), onde “reinará um Rei com justiça” (v.1). Chegou a hora, amados! “Levantai-vos”, homens e mulheres de Deus! Que este despertar comece na minha e na sua vida!
Pai nosso que está nos céus, santificado seja o Teu nome! Ensina-nos a vigiar e orar e assim perseverar até que do alto recebamos a plenitude do Teu Espírito e estejamos prontos com muitos que o Senhor nos der, para o Teu glorioso Dia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros do Reino de paz!
Rosana Garcia Barros
#Isaías32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100