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“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na Terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o Meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?” (v.30-31).
Um dos capítulos que considero mais difíceis de se ler na Bíblia é o capítulo dezenove do livro de Juízes. A narrativa ali contida é extremamente trágica e forte. É como se fosse uma “amostra” da condição terrível e degradante do ser humano sem Deus. Ao Jeremias comparar os povos inimigos com animais (v.6), além da aplicação profética em alguns casos, creio que também seja pelo fato de que quando o homem dá as costas para o Seu Criador, assemelha-se a irracionais, e coisas espantosas e hediondas acontecem. “Deixaria Eu de castigar estas coisas, diz o Senhor, ou não Me vingaria de nação como esta?” (v.9).
O profeta foi desafiado a percorrer as ruas e as praças de Jerusalém e achar um só homem que praticasse a justiça ou buscasse a verdade (v.1). Mas a realidade que gritava das ruas e praças era que todos “endureceram o rosto mais do que uma rocha; não quiseram voltar” (v.3). A população estava completamente indiferente ao Senhor e todos juravam por Deus falsamente (v.2). Diante desta triste realidade, Jeremias ponderou (parafraseando): – Bem, a população é insensata porque não conhece o Senhor. Então, irei falar com os grandes, os profetas e os sacerdotes, pois eles certamente conhecem a Deus (v.4 e 5).
Contudo, as expectativas de Jeremias logo foram frustradas ao perceber que os líderes do povo agiam pior. Aqueles que deveriam ser representantes do Senhor na Terra, proclamando a Sua Palavra e “o direito do seu Deus” (v.5), falavam mentiras e “de comum acordo” ultrapassavam “até os feitos dos malignos”, pois não defendiam “a causa dos órfãos”, nem tampouco julgavam “o direito dos necessitados” (v.28).
De linhagem sacerdotal, Jeremias enfrentava o triste dilema de repreender até os seus próprios parentes. De maneira insistente e tomado de compaixão, ele proclamava as palavras do Senhor a um povo cujo coração era “rebelde e contumaz” (v.23). Aparentemente, o povo vivia uma falsa segurança. “Se tornaram poderosos e enriqueceram” (v.27), e para eles não fazia sentido algum dar atenção e nem dar ouvidos às palavras de repreensão do profeta (v.21). Enquanto Jeremias os advertia: “os vossos pecados afastam de vós o bem” (v.25), eles diziam: “Nenhum mal nos sobrevirá; não veremos espada nem fome” (v.12).
Jesus nos advertiu que nos últimos dias surgiriam muitos falsos cristos e falsos profetas declarando mentiras e realizando sinais e prodígios “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). E Paulo também nos alertou acerca de um tempo de falsa paz: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto a que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Mas, assim como o Senhor prometeu ao antigo Israel: “não vos destruirei de todo” (v.18), o mesmo sucederá nos dias que antecedem a Sua volta.
As palavras do Senhor serão qual fogo consumidor para os ímpios que, qual lenha, “serão consumidos” (v.14). Porque “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (2Pe.3:7). Contudo, pela fidelidade e confiança na mesma Palavra, o Senhor terá um restante para chamar de Seu: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Diferente de como o povo interpretou a mensagem profética como muito dura, devemos encarar os avisos de Deus como um Pai que não quer que nenhum de Seus filhos pereça, mas que todos se arrependam (2Pe.3:9). Não permita que o seu coração se torne insensível às advertências divinas, mas que sejamos instrumentos do Senhor, levando o Seu evangelho eterno e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva. A corrupção pode até atingir a igreja de Deus, mas podemos, pelo poder e pela graça de Cristo, manter o nosso coração puro e em constante santificação, confiando que o Senhor não permitirá que a Sua Igreja caia.
Ainda que perseguidos e humilhados, nos apeguemos com confiança às palavras de consolo e esperança de nosso Redentor: “Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.5:11-12).
Senhor, estamos vivendo dias difíceis, mas também dias áureos, pois antecedem a breve volta do nosso Salvador pessoal, Jesus Cristo! Confiamos na promessa do Consolador que nos foi enviado e nos anjos que exercem uma maravilhosa obra em nosso favor. Diante desta verdade de que temos um exército do alto ao nosso redor, não temos o que temer. Mas, qual Jeremias, às vezes nos entristecemos diante da dureza de coração dos que amamos. Ajuda-nos a amar como Cristo amou e ter a inteligência emocional que Ele teve ao lidar com a rejeição de Seu próprio povo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias5 #RPSP
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“Deveras, o Meu povo está louco, já não Me conhece; são filhos néscios e não inteligentes; são sábios para o mal e não sabem fazer o bem” (v.22).
Ao proferir a parábola das dez virgens, Jesus foi bem claro ao afirmar que seria uma alegoria para o tempo do fim. Apesar de todas serem virgens, haverá uma diferença que as separará em dois grupos: as prudentes e as néscias. Munido de azeite dobrado, o primeiro grupo entrará para as bodas do Noivo. Porém, o grupo das néscias, com suas lâmpadas apagadas, ouvirá a triste sentença: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12). No sermão da montanha, Jesus proferiu a mesma sentença referindo-se aos falsos religiosos: “Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci” (Mt.7:23). O conhecimento de Deus vai muito além de teorias e de práticas religiosas. Apenas o verdadeiro conhecimento conduz à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Os habitantes de Jerusalém haviam perdido o Senhor de vista. Continuavam com seus rituais vazios, mas seus corações estavam longe do verdadeiro conhecimento de Deus. A circuncisão como um sinal da aliança feita com Abraão e sua descendência não cumpriria o seu propósito, se antes o povo não circuncidasse o coração (v.4). Ao contrário da dureza e da malícia do coração de seus irmãos, Jeremias mostrou profunda piedade e sensibilidade ao contemplar a destruição que sobreviria à Judá por meio de Babilônia: “Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita!” (v.19). O Senhor descortinou ao profeta os acontecimentos futuros não só com relação a Judá, mas a “toda a Terra” (v.27) por ocasião da segunda vinda de Cristo.
Como no princípio, a Terra voltará a ficar “sem forma e vazia” (v.23; Gn.1:2). A cena de completo horror causou no profeta palpitações cardíacas, e sacudido por tamanho impacto, sua timidez inicial foi transformada em uma ansiedade urgente de falar: “Não posso calar-me” (v.19). O que o povo de Deus estava vivendo era uma verdadeira loucura! E o profeta sentiu a imediata necessidade de alertar o seu povo enquanto ainda havia tempo, pois Deus confirmou a Sua Palavra e não Se retrataria de Sua justa punição (v.28).
No livro Conhecer Jesus é Tudo, o pastor Alejandro Bullón enfatiza o imprescindível relacionamento que devemos ter com Jesus todos os dias:
“Não podemos, porém, amar uma pessoa sem conhecê-la; por isso o inimigo fará todo o possível para nos distanciar mais e mais de Deus, ou então para nos aproximar de uma ideia errada do Pai. O inimigo não quer que conheçamos Jesus ou, na pior das hipóteses, quer que O conheçamos com a imagem de um Deus tirano, ditador, preocupado mais com Suas normas do que com Seus filhos. Essa imagem de Deus não inspira amor, inspira medo; não inspira desejo de servi-Lo, gera obrigação de servi-Lo. A consequência é uma religião triste, um cristianismo formal” (Conhecer Jesus é tudo, p.91).
Você entende em que contexto Israel estava inserida? Eu passei muito tempo inserida no mesmo contexto. Vivia uma religião vazia e sem sentido. Até que Jesus me encontrou e me mostrou que em conhecê-Lo está a vida eterna. Hoje Ele é meu melhor Amigo. É Aquele em Quem me apoio quando não tenho coragem de conversar nem com a minha própria família. Jesus é Aquele que me faz viver cada dia na expectativa de que em breve O verei face a face. É o Deus da minha salvação e a Rocha em que me escondo. Em andar com Ele – e nEle – a cada passo de minha jornada, está a minha verdadeira alegria.
Um dia sei que, como Jeremias, verei os resultados que o pecado causou a este mundo, mas o meu coração pulsa na direção de um novo amanhã com o meu Jesus e que, no Céu, por Sua graça e por Sua justiça, poderei compartilhar com a família de Deus da mesma emoção: “Olhei” e vi o Meu Jesus! “Olhei” e eis que o meu anjo veio me levar ao encontro dEle! “Olhei” e vi os salvos mais numerosos do que a areia do mar! “Olhei” e diante de mim estava a Casa de meu Pai, o meu Lar, doce Lar!
Seja esta a canção que expressa o mais profundo desejo de nossa alma:
“Quanto almejo ver a Cristo, ver-Lhe o rosto, que prazer!
Quando, enfim, no Lar eterno, poderei pra sempre O ver!
Face a face eu hei de vê-Lo, quando vier em glória e luz!
Face a face lá na glória, hei de ver meu bom Jesus!”
Novo HASD, no 477
Deus Todo-Poderoso, sabemos que o Senhor tem data marcada para dar um basta no mal e levar o Seu povo para casa. Também sabemos que as profecias nos alertam, e temos visto com clareza, que não falta muito tempo. A Tua Palavra diz que o Teu povo é conhecedor do tempo, mas antes de conhecermos as profecias, precisamos conhecer o Autor das profecias. Ajuda-nos a reconhecermos o quão perto Teu Espírito de nós está e termos ouvidos sensíveis para ouvi-Lo e coração submisso para obedecê-Lo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de coração circuncidado!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias4 #RPSP
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“Voltai, ó filhos rebeldes, Eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos ter Contigo; porque Tu és o Senhor, nosso Deus” (v.22).
De todos os casamentos que terminam em divórcio, certamente uma das maiores causas tem sido a infidelidade conjugal. Não somente pela consumação do ato, mas a facilidade com que a pornografia é encontrada na Internet e a forma com que as redes sociais têm motivado a insatisfação pessoal, não só o número de divórcios se multiplicam, como também as estatísticas apontam para um número cada vez maior de pessoas que permanecem casadas, “mas fingidamente” (v.10). A ilustração de um casamento entre Deus e o Seu povo é pertinente e eficaz para compreendermos a dureza do coração humano e a grande benevolência divina.
Deus foi tratado por Seu povo como um marido que é deixado em casa e é procurado apenas por conveniência. Invocavam ao Senhor por piedade, enquanto cometiam “maldade a mais não poder” (v.5). A “pérfida Israel” (v.6) havia poluído a terra com suas devassidões e malícias (v.2), mas “a sua pérfida irmã Judá” (v.7), reconhecida como o restante de Israel, “ela mesma se foi e se deu à prostituição” (v.8). Ao praticar as abominações das nações vizinhas, Judá “adulterou, adorando pedras e árvores” (v.9). Seu relacionamento com Deus tornou-se apenas de aparência e mesmo em face da disciplina aplicada a Israel, “a falsa Judá, sua irmã, não temeu” (v.8). Mediante esta terrível separação do Senhor, “foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia” (v.3).
Estamos vivendo em dias semelhantes a estes. Onde há uma crescente apostasia entre aqueles que aparentam ser do Senhor, enquanto cometem “maldade a mais não poder” (v.5). Andam “segundo a dureza do seu coração maligno” (v.17), enquanto ostentam uma religião vã e sem o poder do Espírito. Sinto meu coração tremer ao pensar que posso estar incorrendo na mesma perfídia e engano. Será que, como Paulo, podemos declarar de todo o nosso coração: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8)? Os ídolos modernos têm corrompido o coração do povo de Deus e o pior perigo não está no pecado em si, mas na ausência de confissão e arrependimento genuínos.
O pecado só é rejeitado quando o pecador permanece em constante união com Aquele que odeia o pecado e que Se “fez pecado por nós” (2Co.5:21). Por Cristo, foi-nos concedido o “ministério da reconciliação” (2Co.5:18). E na experiência de Israel e de Judá podemos perceber que este ministério tem atuado sobre o homem através “do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). A cada pecador, o apelo continua sendo o mesmo: “Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor […] Eu curarei as vossas rebeliões” (v.14 e 22). Uma vida que se volta para Deus de todo o coração, “com efeito” reconhecerá que só no Senhor “está a salvação” (v.23) e que não há maior alegria do que ser do Senhor.
Deus anseia derramar sobre nós a derradeira chuva do Seu Espírito; “mas isso não ocorrerá”, escreveu Ellen White, “enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de Deus. Ele não pode conceder o Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência pessoal são manifestados; quando prevalece o espírito que, se transformado em palavras, corresponda às palavras de Caim: ‘Sou eu guardador do meu irmão?’” (Gn.4:9; E Recebereis Poder, CPB, p.310).
Portanto, amados, aceitemos o clemente convite do Senhor que nos apela com urgência: “Voltai, ó, filhos rebeldes”! E que a nossa resposta seja coerente com a nossa vida: “Eis-nos aqui, vimos ter Contigo; porque Tu és o Senhor, nosso Deus” (v.22). “E acontecerá, depois”, diz o Senhor, “que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne” (Jl.2:28). Hoje, agora, é tempo de abrirmos bem os nossos ouvidos à voz do Senhor e termos o nosso coração santificado por Sua Palavra. Não temos mais tempo a perder, meus amigos e irmãos, mas precisamos nos aprofundar no conhecimento do Senhor, pois como o nascer do sol deste dia, a vinda do Senhor é certa, “e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3).
Senhor, a infidelidade espiritual é uma realidade que está ao nosso redor e que pode até estar corrompendo a nossa vida e nos afastando de Ti e dos Teus propósitos. Pai, tem misericórdia da Tua igreja! Sabemos que há um inimigo irado contra nós e que age com muita astúcia, até mesmo empregando meios e agentes com aparência de piedade no meio do Teu povo. Não queremos incorrer no erro do antigo Israel de não dar ouvidos à Tua voz. Mas desejamos e suplicamos pelo batismo do Espírito Santo, pelo derramamento da chuva serôdia, plenitude de Teu poder e graça! Converte-nos a Ti, Senhor, e seremos convertidos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, convertidos ao Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias3 #RPSP
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“Porque dois males cometeu o Meu povo: a Mim Me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém as águas” (v.13).
Perante uma geração corrompida pela idolatria e decadência moral, Jeremias declarou as palavras do Senhor. Deus relembrou o Seu povo do primeiro amor e de quando a Ele era consagrado (v.3). Apesar das dificuldades do deserto, foi naquela peregrinação que Israel aprendeu as maiores lições espirituais que o introduziu “numa terra fértil” (v.7) e o tornou o povo cujo procedimento seria um testemunho do poder de Deus perante às demais nações (Dt.4:6). Porém, ao entrarem na terra prometida e começarem a desfrutar das maravilhas daquele lugar, trocaram “a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito” (v.11), de forma que nem os líderes espirituais conheciam mais ao Senhor (v.8). Estavam em completa apostasia.
Uma das maiores dificuldades do homem é compreender acerca do castigo divino, e acabamos por interpretá-lo de forma equivocada. Não podemos comparar o castigo ou a vingança humana à disciplina de Deus. O Senhor não aplica a Sua disciplina simplesmente como uma retribuição por nossa teimosia, mas como uma espécie de apelação, concedendo ao indisciplinado a chance de cair em si e voltar-se para Ele. Eram nos momentos de maior angústia que Israel tornava para Deus: “Levanta-Te e livra-nos” (v.27). E eram nos momentos de tranquilidade que Lhe viravam as costas para adorar “a um pedaço de madeira” ou de “pedra” (v.27).
A maior tristeza para o coração de Deus é quando o Seu povo O ignora. Você já passou por isso? Já chegou em algum lugar e foi completamente ignorado? Eu já, e é horrível. Imagine então ser ignorado todos os dias por aqueles que mais ama. Foi isso o que aconteceu com o Senhor: “O Meu povo se esqueceu de Mim por dias sem conta” (v.32). A missão do profeta era a de dizer aos habitantes de Jerusalém que Deus estava disposto a perdoá-los e aceitá-los de volta. O povo trocou a adoração ao verdadeiro Deus para confiar nos povos vizinhos e em seus ídolos, tornando a herança do Senhor em abominação (v.7). Trocou “o manancial de águas vivas” por “cisternas rotas” (v.13). Sobre isso comenta o pastor Frank Hasel:
“Os filhos de Israel precisavam desesperadamente da presença de Deus, Seu amor e Sua aceitação, representados pela água viva. Mas, em vez disso, eles acabaram com sede e descontentes após tentarem ter suas necessidades satisfeitas de outras maneiras. Nossas tentativas de receber amor e aprovação por meio do orgulho, da riqueza, da popularidade, do sucesso e de outras medidas humanas são como ‘cisternas rachadas’ que nos deixam com sede e secos. Mas Jesus nos oferece algo muito melhor” (Viver Para Deus, CPB, p.24).
Se Jeremias vivesse em nosso tempo, certamente, sob inspiração divina exclamaria: “Oh! Que geração! Considerai vós a palavra do Senhor” (v.31). Outro dia cheguei em casa e ouvi uma música cristã vindo do salão de festas. Mas, ao passar pela frente em caminho do elevador, pude ver uma espécie de culto em meio a mesas repletas de garrafas com bebidas alcoólicas. Daí percebo porque uma das maiores preocupações do Senhor ao instituir as Suas leis e os Seus estatutos foi de deixar bem claro ao Seu povo que existe sim “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv.10:10). Que somente mediante um relacionamento íntimo com o Senhor através da Sua Palavra não andaremos “ziguezagueando pelo caminho” (v.23), mas, pela graça de Deus, os nossos pés estarão sempre calçados “com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15).
Se temos a Bíblia como a nossa regra de fé e prática, “que mudar leviano é esse dos teus caminhos?” (v.36). Israel pecava contra Deus e ainda assim dizia: “Não pequei” (v.35). Ignorar o pecado não o torna inexistente, o torna imperdoável. Porque sem confissão e arrependimento, como haver perdão e restauração? Israel confiava em suas próprias obras para justificar-se, porém, por mais que se lavasse com o produto de limpeza mais eficiente da época, continuaria manchado por sua iniquidade (v.22). Porque assim diz o Senhor: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is.1:18). Não fosse a bondade de Deus que nos “conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), e estaríamos todos perdidos para sempre, porque “todos vós transgredistes contra Mim, diz o Senhor” (v.29).
Necessitamos desesperadamente da maravilhosa graça de Jesus! A cada dia Suas misericórdias são renovadas e uma nova oportunidade é concedida a “todo ser que respira”, de louvar o nome do Senhor (Sl.150:6). Deus não envia Seus mensageiros para aborrecer Seus filhos, mas para conduzi-los de volta ao “caminho eterno” (Sl.139:24). Nem tampouco permite as provações para nos destruir, mas para nos salvar. Por isso, “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). E, disse Jesus: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).
Portanto, o nosso maior desafio como cristãos é permanecer em Cristo sendo fiéis à Sua Palavra, tanto no “deserto” quanto na “terra fértil”. Que a bondade do Senhor nos ajude!
Nosso Pai do Céu, a Tua Palavra é tão clara quanto ao que o Senhor espera de nós. Os Teus mandamentos são puros, justos e bons. Ainda assim, muitas vezes somos tão teimosos quanto o antigo Israel! Que o Teu Espírito grave a Tua lei em nosso coração, pois não faz sentido dizer que O amamos sendo desobedientes à Tua vontade. Coloca em nosso coração o temor do Senhor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai que ama e corrige!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias2 #RPSP
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“Disse o Senhor: Viste bem, porque Eu velo sobre a Minha Palavra para a cumprir” (v.12).
Jeremias, mais conhecido como “profeta chorão”, foi constituído como “profeta às nações” antes mesmo de ser formado no ventre materno (v.5). Deus o escolheu antes que ele existisse e não poupou esforços para que Jeremias entendesse que a sua vida tinha um propósito específico e que nunca, jamais, o abandonaria. Apesar de seu emocional sensível e do fato de não ter constituído uma família, o profeta foi desafiado a superar seus medos e incertezas, confiante na constante presença de Deus: “porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar” (v.19).
Mesmo sem saber, a humildade do profeta seria o seu ponto mais forte. Ao reconhecer a sua condição incapaz: “Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (v.6), Jeremias estava “assinando” um contrato de completa dependência de Deus. Mas, assim como usou Isaías para proclamar: “a boca do Senhor o disse” (Is.58:14), na sua boca, Deus colocaria as Suas palavras (v.9). À semelhança do profeta anterior, sua boca foi tocada e purificada pelo toque do poder divino. E a sua missão seria a de ir aonde Deus o enviasse e falar o que Deus o mandasse falar (v.7). Uma dura mensagem de juízo deveria ser transmitida ao povo de Judá, mas também uma mensagem de esperança ao restante que permanecesse fiel às palavras do Senhor, ditas por intermédio de Seu profeta (v.10).
A primeira visão de Jeremias indica a primazia e a fidelidade da Palavra de Deus. “Do heb. shaqed, do radical shaqad, ‘estar desperto’, a amendoeira é a primeira árvore a ‘despertar’ na primavera, fato que possivelmente marcou a grafia de seu nome. Ela floresce na Palestina logo em janeiro” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 378). O que significa que o Senhor sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para as cumprir (v.12).
Já a visão da panela ao fogo indicava o mal que sobreviria ao povo exatamente como os profetas de Deus haviam predito. Judá sofreria os resultados de sua resistência ao “assim diz o Senhor”, mas Jeremias, como Seu fiel sentinela, não deveria se espantar perante a oposição de seus compatriotas. Apesar de seu quadro de timidez, o profeta foi encorajado com a promessa de Deus de torná-lo uma barreira instransponível (v.18). Por mais que pelejassem contra ele, seus inimigos não prevaleceriam, porque o próprio Deus seria com ele para o livrar (v.19).
Diante de uma introdução tão linda e tão cheia de promessas edificantes, há uma mensagem de cunho urgente: Deus está prestes a derramar a Sua ira justa sobre esta terra injusta. E Ele tem levantado “Jeremias” atuais que, como “muros de bronze”, têm sido enviados aos quatro cantos deste mundo para falar as Suas palavras. Assim como Jesus veio “a este mundo para juízo” (Jo.9:39), o Senhor não nos chama para falar o que o mundo queira ouvir, mas o que precisa ouvir. Eu não gosto de ser repreendida e sei que você também não. Mas uma das maiores provas do amor de Deus para com a humanidade tem sido a Sua longanimidade em esperar por aqueles que ainda não O conhecem, enquanto apela a cada coração: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo! Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19).
Deus não está esperando que simplesmente abandonemos costumes mundanos, amados. Deus está esperando que Lhe entreguemos o nosso coração. Então, quando O amarmos de todo o nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos, abandonaremos os velhos hábitos como resultado do que permitimos que Deus operasse em nós, uma obra que é realizada de dentro para fora. O Senhor não chamou Jeremias porque ele era o mais capacitado para a obra, mas porque ele permitiu que o Senhor lhe abrisse os olhos da fé. E a primeira coisa que Deus faz depois de nos constituir Suas testemunhas, é colocar diante de nós a Sua Palavra como fonte de toda sabedoria e conhecimento.
Que nossa boca seja tocada por Deus, que os nossos olhos se abram e do Céu possamos reconhecer a voz do Senhor a nos dizer: “Viste bem” (v.12).
Pai de amor, sabemos que há tanto em nós para ser mudado. A santificação é o processo de toda uma vida. E queremos andar Contigo, Senhor. Coloca as Tuas palavras em nossa boca e batiza-nos com o Teu Espírito, a fim de que nossa vida seja transformada, de glória em glória, na Tua própria imagem! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para um propósito divino!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias1 #RPSP
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“Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (v.22).
O livro de Isaías revela o caráter de Deus de uma forma extraordinária. Um Pai que ama, que repreende, que corrige e que “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Um Pai que não tolera o pecado, mas que ama e que chama o pecador. Um Pai que aguarda com paciência o retorno do pródigo com uma recompensa que ele não merece. Um Pai que tem o céu como trono e a terra como estrado de Seus pés (v.1), mas que Se inclina para ouvir a oração do “aflito e abatido de espírito” (v.2). A questão não é quando Ele dará um basta no pecado, porque, no tempo determinado, isso irá acontecer. A questão é: Estamos prontos para esse momento?
O capítulo de hoje descreve o destino final dos que praticam uma falsa religião e a felicidade eterna dos que temem a Deus e são fiéis à Sua Palavra. É por ainda existir negligência na devoção diária que muitos têm vivido uma religião de aparências mesmo que completamente envolvidos em ministérios evangélicos. A não ser que experimentem a cruz e a ressurreição todos os dias, continuarão oferecendo ao Senhor sacrifícios os quais Ele abomina e não tem prazer (v.3). Um dia de cada vez podemos morrer para o eu e renascer em Cristo, até que o Espírito Santo complete a boa obra que começou (Fp.1:6). É um processo contínuo e difícil, mas que Theodore Monroe bem ilustrou em seu poema, que diz:
“Jamais cheguei a sentir
Tamanha dor e tanta tristeza
Como ao dizer para Jesus, com orgulho:
‘Todo o meu eu, e nada de Ti’.
Apesar disso, Ele me achou. Pude vê-Lo
Naquela rude cruz, todo ensanguentado;
E o meu desolado coração murmurou:
‘Um pouco do meu eu, e um pouco de Ti’.
Dia após dia, Sua terna misericórdia,
Tão curadora, generosa, completa e totalmente gratuita,
Tornou-me mais humilde, e me fez murmurar:
‘Menos do meu eu, e mais de Ti’.
Mais alto do que o mais alto céu,
Mais profundo do que o profundo mar;
O Teu amor, Senhor, venceu finalmente:
‘Nada do meu eu, e tudo de Ti’”.
Muitos julgam que ao seguir as orientações bíblicas, deixando de comer certos tipos de alimentos, de vestir certos tipos de roupas, sendo fiel nos dízimos e nas ofertas, enfim, se adequando à cartilha religiosa, já estão preenchendo o formulário de entrada no paraíso. Mas, amados, nada disso, por mais importante e necessário que seja, tem o poder de transformar a nossa vida. Jesus disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt.22:29). Se tudo isso não acontece porque primeiro houve uma mudança em nosso coração, pelo poder santificador da Palavra (Jo.17:17), acabamos caindo no mesmo erro do antigo Israel: “O que imola um boi é como o que comete homicídio; o que sacrifica um cordeiro, como o que quebra o pescoço a um cão; o que oferece uma oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que bendiz a um ídolo” (v.3).
Mas “o homem para quem olharei é este”, diz o Senhor: “o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha Palavra” (v.2). “Ouvi a Palavra do Senhor, vós que a temeis” (v.5). Os que temem e tremem da Palavra do Senhor são aqueles que entendem que antes do fazer, está o ouvir. Que Deus não está preocupado com o que fazemos, mas porque fazemos. Se estivermos escondidos em Cristo, nossas obras serão tão somente a exata expressão da obra do Espírito em nossa vida. Um processo que requer contínua entrega, renúncia e humildade. Então, vazios de nós mesmos e cheios de Jesus Cristo, faremos parte do grupo seleto enviado aos lugares mais remotos, “que jamais ouviram falar” do Senhor, “nem viram a [Sua] glória” (v.19), levando a Deus a oferta que Lhe é aceitável: “Trarão todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao Senhor” (v.20).
Logo “o Senhor virá em fogo” (v.15) e entrará “em juízo com toda a carne” (v.16). “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse [será] lançado para dentro do lago de fogo” (Ap.20:15). Mas aos que amam ao Senhor buscando viver a Sua vontade, que entenderam, à semelhança do eunuco etíope, que crer em Jesus “de todo o coração” (At.8:37) é o passo decisivo para uma vida que produz “bons frutos” (Mt.7:17), “de um sábado a outro” (v.23) adorarão o Senhor, pois “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14).
Vá agora a Jesus sem reservas! Pela Palavra e pela oração, permita que o Espírito Santo faça crescer em seu coração o desejo de estar onde Jesus está. E, dentro em breve, reinaremos com Cristo “pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5).
Senhor, nosso Deus, nós Te agradecemos pelo estudo de mais um livro da Tua Palavra! Queremos prosseguir em Te conhecer. Abre o nosso entendimento para compreender a Tua verdade e sermos por ela santificados. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Isaías66 #RPSP
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“E será que, antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei” (v.24).
A resposta de Deus à oração de Seu servo anuncia verdades nas quais precisamos nos debruçar e buscar entender com todo o nosso coração. Existe uma batalha sendo travada em nossa vida. Uma guerra cujo propósito é definido por nossas escolhas. Os que são guiados por “seus próprios pensamentos” (v.2) são classificados como rebeldes. Sua vontade, seus gostos e apetite regem-lhes a conduta e, mortos em seus pecados, são como o “que mora entre as sepulturas” (v.4). Ostentando aparência de santidade (v.5), andam “por caminho que não é bom” (v.2) acrescendo maldição à hipocrisia que insistem em manter.
Em cada período da história deste mundo, ninguém desceu à sepultura sem ter ouvido as palavras da vida: “Eis-Me aqui, eis-Me aqui” (v.1). Como um eco que atravessa as cortinas do tempo, o Espírito do Senhor apela a cada coração a fim de reunir os Seus eleitos (v.9). Por outro lado, através de interpretações distorcidas das Escrituras, Satanás tem prosperado no intento de reforçar no professo mundo cristão teorias que fortaleçam os desejos carnais. Desprovido de humildade e espírito de oração, o estudo da Bíblia torna-se mais um meio satânico de interpretá-la de modo a obter sobre o homem o que não conseguiu de Cristo no deserto da tentação. Pois “os que estão indispostos a aceitar as verdades claras e incisivas da Bíblia”, diz Ellen White, “procuram continuamente fábulas agradáveis, que acalmem a consciência” (CPB, O Grande Conflito, p.528).
Por mais que o inimigo aflija a Terra com terríveis maldições enquanto tenta mascarar a sua atuação como uma fantasia da mente humana, ainda que seus planos pareçam prosperar, não passam de tentativas desesperadas de quem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Ao povo de Deus cumpre avançar na oração e no exame das Escrituras com sinceridade e singeleza de coração, e em cada passo clamar: “Não nos deixes cair em tentação”. O “Deus da verdade” (v.16) anseia nos levar para Sua casa! Aos Seus servos, Ele diz: “os Meus servos comerão […], os Meus servos beberão […], os Meus servos se alegrarão […], os Meus servos cantarão por terem o coração alegre” (v.13 e 14). “Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto” (v.21). “A longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos […], porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles” (v.22 e 23). Amém! Louvado seja o nome do Senhor, nosso Deus misericordioso!
O discípulo amado teve o privilégio de contemplar a Nova Terra, e diante da vislumbrante visão, escreveu: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe” (Ap.21:1). Naquela ilha, o mar que separava João da liberdade e do convívio com os irmãos, representava o seu sofrimento na Terra. Qual tem sido o “mar” que tem lhe afligido? Saiba que por imenso que pareça, maior é o amor do Pai por você e o Seu desejo de te levar para casa. Por isso, busque ao Senhor (v.10). Abandone as “suas obras antigas” (v.7) e procure abster-se de tudo aquilo que corrompe o seu corpo e, consequentemente, a sua mente, que é o canal para que possas ouvir a voz do Espírito Santo. E muito em breve, entrarás nos átrios do Senhor cantando “por [teres] o coração alegre” (v.14). Aleluia!
Pai Santo e Bendito, como agradecer por tão preciosa e fiel promessa? A promessa de que muito em breve o Senhor nos levará para habitar Contigo nas moradas celestiais e fará para nós novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça! Só podemos nos prostrar diante da Tua face e entregar a Ti o nosso enganoso coração para que o Espírito Santo o transforme em um coração segundo o Teu! Somos Teus, Senhor! Salva-nos! Concede-nos um sábado deleitoso em Tua doce presença. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos do Deus da verdade!
Rosana Garcia Barros
#Isaías65 #RPSP
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“Mas agora, Senhor, Tu és o nosso Pai, nós somos o barro, e Tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das Tuas mãos” (v.8).
A conclusão da oração de Isaías reflete duas vertentes: a natureza humana e a natureza divina. A nossa natureza revela a nossa condição, que “todos nós somos como o imundo” (v.6); sem esquecer da nossa origem, pois que “nós somos o barro”, obra das mãos de Deus (v.8); e o sublime objetivo do plano da salvação na afirmação do profeta: “todos nós somos o Teu povo” (v.9). Oh, amados, se todos nos submetêssemos ao perfeito plano de Deus e confiássemos sem reservas em Seu poder salvador! Se cada manhã nosso coração fosse aberto aos oráculos do Céu e nossa vida depositada nos lugares celestiais! Então, como Isaías, nossos lábios se abririam para exclamar com profundo e real desejo: “Oh! Se fendesses os céus e descesses!” (v.1).
No dia 22 de outubro deste ano, completarão 180 anos do desapontamento daqueles que doaram tudo o que eram e tinham para proclamar com alegria celeste o que acreditavam ser o dia da volta de Jesus. Seus corações estavam repletos de amor a Deus e uns pelos outros. Ainda que perseguidos e zombados pelos céticos e descrentes, e severamente provados pela apatia e ira daqueles que não souberam lidar com a decepção e tiveram seus corações endurecidos pela resistência à obra do Espírito Santo, os fiéis servos de Deus perseveraram em oração e no estudo das Escrituras a fim de obter resposta divina à sua frustração.
O livro de Daniel foi aberto e reveladas as verdades que haviam sido seladas “até ao tempo do fim” (Dn.12:4). Aquela geração de cristãos foi iluminada pela esperança que na “boca, era doce como mel” (Ap.10:10). O retorno do Salvador se tornou o tema de suas mais fervorosas orações e de seus estudos mais diligentes. Tudo foi empregado na obra de anunciar tão doce e maravilhosa notícia. Mas o findar do dia tão aguardado revelou mui amarga decepção. O Senhor, porém, saiu “ao encontro daquele que com alegria” (v.5) buscou a prática da justiça independente das circunstâncias adversas e iluminou a mente dos pioneiros com a luz de verdades que ainda precisavam profetizar “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11).
Temos a necessidade ainda maior de firmar a nossa vida no fundamento que é eterno e todo-suficiente. Tão perto como estamos do segundo advento do nosso Senhor e Salvador, mais do que nunca precisamos reconhecer a nossa real condição, “todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (v.6), e confiar na justiça de Deus, “que trabalha para aquele que nEle espera” (v.4). Como adventistas do sétimo dia, há mais de 170 anos anunciamos que Jesus vai voltar. Semelhante a Noé, que aparelhou uma arca e alertou o mundo antigo por 120 anos acerca da destruição da Terra pelo dilúvio, devemos trabalhar com vistas ao que declarou o apóstolo Paulo: “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1Co.9:22).
Como o profeta, podemos indagar: “por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos?” (v.5). Mas, se, de fato, nos colocarmos nas mãos do Pai como barro, para que Ele seja o nosso Oleiro (v.8), somos alcançados pela consoladora e fiel promessa: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Louvado seja o Senhor Jesus Cristo que nos ama com amor eterno e que tem preparado para nós o que “nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu” (v.4)!
Não sabemos o dia e nem a hora de nossa redenção, mas esta data está marcada no calendário do Céu com a precisão de um Deus que “é longânimo […] não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Temos, porém, o dever de saber o quão perto estamos do grande Dia de Deus. Que nossas orações, nossa vida e nossa pregação revelem o maior desejo de nosso coração: estar para sempre com o nosso Redentor e Amigo Jesus!
Querido Pai que habita no mais alto dos Céus, nós Te louvamos por Tua graça e bondade, que nos conduz ao arrependimento! Não podemos ser justos e nem praticar atos de justiça por nós mesmos. Dependemos completamente da graça do nosso Redentor. Por isso, clamamos a Ti pelo batismo do Espírito Santo! Batiza-nos com Teu Espírito e faz-nos Te conhecer, pois só contemplando a Tua face podemos ter o nosso coração transformado e ser atraídos a Ti, em obediência pela fé que atua pelo amor. Oh, Senhor, ensina-nos a Te amar! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, barro nas mãos do Oleiro!
Rosana Garcia Barros
#Isaías64 #RPSP
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“Porque o dia da vingança Me estava no coração, e o ano dos Meus redimidos é chegado” (v.4).
Irmão gêmeo de Jacó, Esaú tomou um caminho totalmente contrário ao de seu irmão. Ainda que igualmente amado por Deus e tendo como direito a primogenitura, Esaú escolheu o caminho da desobediência unindo-se aos impenitentes e dando origem a um povo (Edom) que simboliza a inimizade para com Deus e Seus redimidos. Numa linguagem simbólica e cheia de significado, o capítulo de hoje oferece um vislumbre do juízo final: dia de destruição para os ímpios e dia de salvação para os remidos do Senhor. Mas também nos dá a exata compreensão acerca de como Jesus espera encontrar o Seu povo: em constante oração e vigilância.
A figura do Senhor com vestes tingidas de vermelho pisando “uvas no lagar” (v.2) era bastante familiar para Israel. Comparada a uma videira bem cuidada e amada por Deus, tudo cooperava para que Israel “desse uvas boas, mas deu uvas bravas” (Is.5:2). A história de Israel simboliza a história da humanidade e o desejo do Criador em salvar Suas criaturas. Mas onde a Sua Lei é pisada não pode haver salvação. Enquanto há relutante oposição ao santo regimento que revela o Seu caráter e amor imaculados, há uma inevitável repetição dos dias da antiguidade: “Mas eles foram rebeldes e contristaram o Seu Espírito Santo” (v.10).
A figura do Senhor pisando sozinho o lagar (v.3) é tão única em direito adquirido quanto o ato da cruz. Assim como o plano da redenção é “sem auxílio de mãos” (Dn.2:45), “o dia da vingança” (v.4) também será exercido somente por Cristo, “no grande lagar da cólera de Deus” (Ap.14:19). Como a Bíblia relata a última oração de Isaías, haverá na Terra a última oração do remanescente de Deus, a última intercessão e o último apelo. Diante de um mundo em ebulição, pelo desprezo aberto à vontade divina e ao apelo final do Espírito Santo, os redimidos pelo sangue do Cordeiro, assaltados pela derradeira fúria de um inimigo derrotado, erguerão o seu último clamor: “Volta, por amor dos Teus servos e das tribos da Tua herança” (v.17).
Assim como Asafe olhou para o santuário e viu o perfeito exercício do juízo de Deus (Sl.73:17), com fé viva, olhemos para o Santíssimo e contemplemos Aquele que “pelo Seu amor e pela Sua compaixão” (v.9) nos remiu e nos prometeu a vida eterna. Foi olhando o resultado final da obra do santuário, que Isaías ergueu ao Céu uma oração de adoração e louvor, confissão e súplica. É no momento mais escuro da Terra, que ficará evidente a luz do conhecimento de Deus e de Jesus na vida dos redimidos.
“A dispensação em que vivemos”, reforça Ellen White, “deve ser, para os que pedem, a dispensação do Espírito Santo. Pedi-Lhe a bênção. É tempo de sermos mais dedicados em nossa devoção. É-nos confiado o trabalho árduo, mas feliz e glorioso, de revelar Cristo aos que se acham em trevas. Somos chamados para proclamar as verdades especiais para este tempo. Para tudo isto, é essencial o derramamento do Espírito Santo” (CPB, E Recebereis Poder, p.304).
Clamemos pelo batismo do Espírito Santo! Façamos disso um compromisso diário e indispensável, confiando nas fiéis e infalíveis promessas de Deus. Pois, “Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc.18:7). “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc.21:36).
Senhor, sustém-nos em Tuas bondosas mãos e volta logo! Até quando, Pai, continuaremos neste mundo tão escuro? Ilumina a nossa mente para que pela fé possamos Te ver e reconhecer o quão perto estamos de vê-Lo voltar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, redimidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Isaías63 #RPSP
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“Eis que o Senhor fez ouvir até às extremidades da Terra estas palavras: Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador; vem com Ele a sua recompensa, e diante dEle, o seu galardão” (v.11).
Ao longo dos anos, inúmeras peregrinações e excursões têm sido realizadas a Jerusalém. Conhecida como “terra santa”, é aclamada pelos judeus, reclamada pelos muçulmanos e reverenciada por cristãos de todo o mundo, que almejam pôr os pés sobre as estradas que acreditam ter Jesus caminhado. A atmosfera local e os principais pontos históricos remontam as cenas dos evangelhos, levando-os a uma experiência única e inesquecível.
Nunca pisei em Jerusalém. Nunca senti essa emoção que tantos declaram ter vivido. Mas foi sozinha em meu quarto que pude começar a viver a maior e melhor peregrinação de minha vida; a experiência que, certamente, mudou a minha história de uma forma única e inesquecível. Com muito amor e paciência, o Espírito do Senhor me conduziu ao lugar de minha primeira lição:
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Como um Apocalipse do Antigo Testamento, o livro de Isaías apresenta em seus últimos capítulos cenas do glorioso triunfo dos filhos de Deus. A Bíblia apresenta o casamento como uma ilustração da união entre Cristo e “a noiva, a esposa do Cordeiro […] a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:9 e 10). Há um profundo e genuíno amor nesta relação. E, como Noivo que conquistou todos os méritos de Sua possessão, Jesus compartilha a Sua vitória e conquista com “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is.53:11). E a cidade que é dEle por direito nos é prometida como sendo também nossa recompensa e galardão (v.11). Não mais a cidade terrena de Jerusalém, mas aquela cidade que “tem a glória de Deus” (Ap.21:11).
Como aqueles que amam a vinda do Senhor e desejam estar em Sua santa morada, nos átrios do Seu santuário (v.9), “vós, os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na Terra” (v.6-7). O Céu começa aqui, quando Cristo reina soberano em nossa vida. Podemos viver, pela fé, a santa peregrinação através de uma relação de amizade com Ele. Mediante a oração e a intimidade com as Escrituras, abrimos caminho para que o Espírito Santo nivele a estrada de nosso coração e limpe-a “das pedras” (v.10) que nos serviriam de tropeço. “Vigiai e orai” (Mt.26:41) foi o apelo de quem sabia que somente por este meio o povo de Deus se mantém forte nas batalhas.
É mediante um jornadear com Deus que adquirimos ouvidos sensíveis à voz do Seu Espírito. Foi porque Enoque andou com Deus que “Deus o tomou para Si” (Gn.5:24). Da mesma forma, no glorioso Dia do Senhor, Ele tomará para Si “aos que O aguardam para a salvação” (Hb.9:28). Sobre esta maravilhosa experiência, a irmã White contribuiu com as seguintes palavras de esperança:
“Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar de Seus fiéis seguidores. Eles viveram em contato íntimo, em comunhão constante com Deus. A glória de Deus resplandeceu sobre eles. Refletiu-se neles a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. Agora se regozijam nos raios não ofuscados do resplendor e glória do Rei em Sua majestade. Estão preparados para a comunhão do Céu; pois têm o Céu no coração” (CPB, Visões do Céu, p.23).
Oh, Deus do Universo, queremos estar preparados para a comunhão do Céu! Salva-nos, por Teu amor e compaixão, e faz-nos Teu “Povo Santo, Remidos-Do-Senhor” (v.12)! Queremos fazer parte da geração de fieis que verá Cristo voltar. Dá-nos Teu Espírito a fim de pregarmos o Teu evangelho “até às extremidades da Terra” (v.11). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Povo Santo, Remidos-Do-Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías62 #RPSP
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