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“Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos” (v.16).
Após negar-lhe a intercessão pela terceira vez, Deus deu conforto e alento ao Seu profeta. Jeremias enfrentou uma grande angústia depois de receber a revelação das “quatro sortes de castigo” (v.3) com as quais Deus puniria o Seu povo. Ele reconheceu a sua natureza pecaminosa, mas ao mesmo tempo expôs a sua vida íntegra diante de Deus enquanto era duramente perseguido e afrontado por seus inimigos. A longanimidade de Deus era uma prova de amor para com a rebeldia do povo, entretanto, também era um risco de morte para Jeremias (v.15). Pois quanto mais falava as palavras do Senhor, mais era perseguido e mais tinha a sua vida ameaçada.
Levantar a bandeira da causa de Deus nunca foi tarefa fácil. Milhares de homens e mulheres já deram a vida em defesa da verdade. E quanto mais a luta entre o bem e o mal avança para o fim, maior se torna a necessidade de clamarmos pelo auxílio divino. Desde que o pecado entrou no mundo, o medo passou a fazer parte de nossa essência. E uma de nossas maiores necessidades passou a ser a segurança. Deus tornou a repetir ao profeta a mesma promessa que havia feito no início de seu ministério: “Eu te porei contra este povo como forte muro de bronze; eles pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque Eu sou contigo para te salvar, para te livrar deles, diz o Senhor” (v.20). As ameaças dos inimigos não teriam poder algum sobre Jeremias, pois o Senhor dos Exércitos estava com ele.
O que fez a diferença na vida do profeta, é a fórmula contra o medo e contra a dúvida: o amor pela Palavra de Deus. Da mesma forma com que Cristo conquistou a vitória no deserto (Mt.4:4), Jeremias experimentou ao “comer” o maná do Céu. Ele achou nas palavras do Senhor “gozo e alegria para o coração” (v.16), mas, ainda assim, sofria com duras aflições. Como entender tamanha contradição? Jesus nos explica: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Por mais angustiante que seja a nossa situação aqui. Por mais que a nossa dor nos aflija. Por mais que a solidão nos maltrate. Há um Deus que já venceu o mundo e que deseja nos blindar como muros de bronze e nos fortalecer “para o bem” (v.11), até que Ele volte.
Basta estudarmos os testemunhos dos patriarcas e profetas, ou até mesmo dos reformadores protestantes, para entendermos que andar com Deus não é sinônimo de vida sem dificuldades. Na verdade, as dificuldades e provações são meios utilizados por Deus para forjar o nosso caráter e torná-lo semelhante ao Seu. É no forno das aflições que a nossa fé é confirmada e nossa visão do Senhor iluminada. É ali onde se aparta “o precioso do vil” (v.19), capacitando-nos a falar o que a nossa vida deve revelar através da ação do Espírito Santo em nós.
Assim como o Senhor disse a Jeremias: “Se tu te arrependeres” (v.19), o Seu evangelho apela ao nosso coração a cada dia: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Antes de ler meus comentários diários ou qualquer outra fonte humana, vá primeiro à fonte vital e infalível, que é a Palavra do Senhor. Que a Bíblia seja sempre o nosso primeiro e principal alimento diário e, então, no lugar do medo haverá amor e no lugar da dúvida, fé inabalável.
Querido Pai, necessitamos do Espírito Santo em nossa vida a fim de que nossas obras revelem a Tua glória. Batiza-nos com Teu Espírito! Ilumina a nossa mente com a Tua Palavra e firma os nossos pés em caminho seguro. Livra-nos do medo e da incredulidade e fortalece a nossa fé. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortalecidos pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias15 #RPSP
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“Disse-me o Senhor: Os profetas profetizam mentiras e em Meu nome, nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, adivinhação, vaidade e o engano do seu íntimo são o que eles vos profetizam” (v.14).
Jeremias passou pela terrível experiência que profeta algum havia passado. Por três vezes consecutivas, teve suas preces rejeitadas em favor do povo pelo qual intercedia. Já não bastasse a solidão do profeta, suas orações também não seriam respondidas. Sua primeira oração contém palavras de clamor em apelo a um povo que não correspondia à santidade do nome do Deus pelo qual eram chamados. Na segunda, o profeta acusou os falsos profetas e o poder de persuasão deles de fazer com que o povo acreditasse em uma falsa paz. Já a terceira, é uma súplica pela ação divina em resposta à incapacidade dos ídolos dos gentios de realizar qualquer obra. Porém, todas as três orações foram rejeitadas.
Fico imaginando o que Jeremias sentiu. Afinal, ele não estava pedindo somente por ele, mas pelo povo. Ele poderia ter desistido na primeira negativa de Deus, mas continuou insistindo. De todas as formas possíveis tentou colocar diante do Senhor tudo o que estava destruindo o povo, apelando por Suas misericórdias, não por amor de Jerusalém, mas por amor do nome do Senhor que estava sendo profanado. Só que a conexão de Jeremias com Deus, não era a mesma dos habitantes de Jerusalém. As pessoas haviam se tornado completamente indiferentes aos apelos divinos e, enquanto o profeta de Deus erguia suas súplicas, elas davam ouvidos às palavras dos falsos profetas, porque eles falavam exatamente o que elas desejavam ouvir.
A seca que Judá enfrentou não se tratava apenas de falta de água. Ia muito além disso. A escassez era espiritual. Não havia quem buscasse o Senhor. À semelhança dos líderes judeus que rejeitariam o Messias, aquela geração tornou-se totalmente seca e desprovida de qualquer chance de mudança. “[Voltavam] com seus cântaros vazios e, decepcionados e confusos, [cobriam] a cabeça” (v.4). Choravam, se curvavam e clamavam, mas não ao Deus do Céu. Não para um lavar regenerador da Água da vida. Não estavam dispostos a se entregar a Deus em detrimento do próprio eu. Era mais agradável ouvir as “doces” palavras dos falsos profetas do que as “amargas” palavras de Jeremias.
Meus irmãos, será que estamos diferentes daquela realidade? Não é muito mais fácil dar ouvidos àqueles que pregam palavras agradáveis do que àqueles que pregam tão-somente o “assim diz o Senhor”? Não é confortável permanecer no lugar onde o nosso ego é massageado e onde não somos desafiados a passar por um doloroso processo de transformação? Todos querem a Cristo como Salvador, mas quase todos O rejeitam como Senhor. É fácil ser um cristão de aparência. É muito fácil fingir ser o que não é. Difícil é ser o que Deus pede que sejamos: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16).
A jornada é difícil, mas é simples. É tão simples que muitos têm confundido o papel da graça. Ora, o que é de graça é gratuito. Você e eu não precisamos fazer nada para obtê-la, simplesmente porque nunca poderíamos pagar por ela. Ela nos é dada como um presente. Um presente que já foi pago por Cristo na cruz. Basta aceitá-la! Mas, quando a aceitamos, consequentemente, vivemos por ela e somos transformados por ela. E é essa nova vida que devemos buscar seguindo o nosso único Exemplo: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (1Pe.2:21).
Muito em breve cessarão as intercessões. Como aquela geração de Judá, estamos diante de uma geração que prefere ouvir mentiras a aceitar a verdade. E a situação é tão agravante, que esta realidade tem sido vista inclusive no meio daqueles que se chamam pelo nome de Deus. Como Cristo mesmo nos advertiu, muitos falsos profetas têm se levantado para confundir e enganar, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). E nós, amados, que escolha temos refletido em nossa vida?
O projeto Reavivados Por Sua Palavra não surgiu do acaso, mas do coração do nosso Sumo Sacerdote que têm derramado as Suas últimas lágrimas por amor a mim e a você. Na verdade, creio que não foram as orações de Jeremias que foram rejeitadas, mas o coração endurecido de um povo que não mais conhecia o seu Deus. Não permita que isto aconteça com você! Há uma batalha muito grande acontecendo e é o seu destino eterno que está em jogo. Permita, hoje, que a Água da Vida opere um lavar regenerador em seu coração. Não rejeite o chamado da salvação: “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas” (Is.55:1).
Senhor, não permite que nosso coração endureça a ponto de que as orações a nosso respeito sejam rejeitadas. Louvado seja o Senhor pelos Teus servos que têm intercedido e dedicado tempo proveitoso à oração fervorosa de fé! Concede-nos também uma vida de oração! Porque o tempo que dedicamos a este ministério sagrado, antes de tudo, é uma bênção para nós mesmos, pois assim estreitamos cada vez mais o nosso relacionamento Contigo. Logo Jesus dirá: “Feito está!”, e teremos de viver à presença de um Deus santo sem intercessão. Prepara-nos para este tempo, escondendo-nos em Tuas asas, Pai de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, lavados e purificados pela Água da Vida!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias14 #RPSP
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“Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (v.23).
Os pedidos incomuns feitos por Deus ao profeta ilustravam a terrível situação de Jerusalém: “povo maligno […] que para nada presta” (v.10). Recusaram se esvaziar do vinho de sua devassidão e por meio dele tornaram-se ébrios para a sua própria destruição. A fidelidade de Jeremias era totalmente contrastante com a dureza de coração daquele povo. Mas enquanto prosseguiam alegrando-se com suas luxúrias e adultérios (v.27), Jeremias chorava copiosamente por eles:
“Mas, se isto não ouvirdes, a Minha alma chorará em segredo por causa da vossa soberba; chorarão os Meus olhos amargamente e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do Senhor foi levado cativo” (v.17).
Apesar de todas as afrontas e perseguições, o profeta de Deus conservava amor por seus irmãos. Não poderia deixar de se compadecer de um povo que insistia em permanecer surdo aos reclamos divinos. Jeremias sabia que ou se arrependiam, ou teriam de sofrer os resultados da multidão de suas maldades (v.22). E que a mudança precisava começar de cima: “Dize ao rei e à rainha-mãe: Humilhai-vos, assentai-vos no chão; porque caiu da vossa cabeça a coroa da vossa glória” (v.18).
Dotados de um coração enganoso (Jr.17:9), como Davi, precisamos nos derramar aos pés do Único que pode criar em nós “um coração puro” (Sl.51:10). E como Paulo, admitirmos: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm.7:18). As nossas “boas” intenções sem a aprovação de Deus não passam de um cinto podre (v.7) e de um jarro quebrado (v.14). “Até quando ainda não te purificarás?” (v.27), tem sido a pergunta do Senhor a cada geração do Seu povo. A pureza requerida por Deus implica em, todos os dias, estarmos imersos na Água da vida. Somente mediante o lavar purificador do Espírito Santo e do sangue do Cordeiro podemos ser libertos “do corpo desta morte” (Rm.7:24).
Assim como Deus pacientemente esperou pelo Seu povo, e insistentemente lhe apresentou o caminho da salvação, Ele tem estendido a Sua destra e oferecido a todos a oportunidade de aceitar o Seu chamado de amor. Ele nos chama para que nos revistamos de Sua armadura, cingindo-nos com o cinto que não perece, o cinto da verdade (Ef.6:14). Só assim seremos libertos do mal que nos assola: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).
Como barro, devemos nos colocar nas mãos do Oleiro para que sejamos Seus vasos de honra. Mas a decisão é nossa: “Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.” (2Tm.2:20). “Ouvi e atentai” (v.15), amados! “Dai glória ao Senhor, vosso Deus, antes que Ele faça vir as trevas” (v.16).
Senhor, nosso Deus, o nosso coração é enganoso e precisamos do Espírito Santo para purificá-lo. Dá-nos Teu Espírito, para que nosso caráter seja moldado pela chuva temporã um dia de cada vez. Queremos ser encharcados pela chuva serôdia, como vasos de honra cheios do Espírito. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, vasos de honra!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias13 #RPSP
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“Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas” (v.6).
Jeremias não foi o primeiro e nem o último na Terra a questionar a prosperidade dos ímpios. O famoso Salmo de Asafe sobre o problema da “prosperidade dos perversos” (Sl.73:3) também ilustra esta queixa e o perigo de torná-la em pedra de tropeço espiritual: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos” (Sl.73:2). Em sua missão solitária e mal compreendida, Jeremias ainda tinha de lidar com pessoas que faziam questão de tornar evidente a sua prosperidade em contraste com a vida difícil do profeta. Tornou-se alvo constante de insultos e desprezo e nem a sua própria família era digna de confiança. Jeremias viveu um prenúncio do que assegurou o apóstolo Paulo: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).
De forma respeitosa, mas sincera, Jeremias abriu o coração a Deus: “Justo és, ó Senhor, quando entro Contigo num pleito; contudo, falarei Contigo dos Teus juízos. Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?” (v.1). A realidade era a de um povo que tinha Deus nos lábios, “mas longe do coração” (v.2); que não tinha consideração pela criação de Deus, de forma que, por causa de sua maldade, pereciam “os animais e as aves” (v.4). A resposta do Senhor, contudo, abriu os olhos do profeta para um futuro ainda mais difícil. Aquele sofrimento não era nada comparado ao que estava por vir, com a invasão de Jerusalém pelos babilônios.
Creio que estamos vivendo momentos decisivos da história deste mundo. Os acontecimentos dos últimos anos têm intensificado os sinais que apontam para o advento de Cristo, “como a mulher grávida, quando se lhe aproxima a hora de dar à luz, se contorce e dá gritos nas suas dores” (Is.26:17). Temos vivido dias de tensão econômica, política e sanitária ao mesmo tempo em que líderes mundiais discutem maneiras de congregar o mundo em um sistema unificado, alegando ser a solução para a paz mundial e para os problemas ambientais e climáticos.
Enquanto isso, Satanás trabalha com afinco através de seus agentes na obra de destruir a humanidade. Nada disso, porém, pode ser comparado ao que está por vir, como descreveu o próprio Jeremias: “Perguntai, pois, e vede se, acaso, um homem tem dores de parto. Por que vejo, pois, a cada homem com as mãos na cintura, como a que está dando à luz? E por que se tornaram pálidos todos os rostos? Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela” (Jr.30:6-7).
Se como Jeremias, estamos fatigados “correndo com homens que vão a pé”; “Se em terra de paz não te sentes seguro” (v.5), que dirá quando chegar o tempo de “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt.24:21)! Por mais que estejamos enfrentando dias difíceis, em que “não há paz para ninguém” (v.12), é agora o tempo de fortalecermos a nossa fé no firme fundamento da Palavra de Deus, crendo que Jesus estará conosco “até à consumação do século” (Mt.28:20).
Pois está chegando o tempo em que se cumprirá na Terra o que foi predito pelo profeta Ezequiel: “tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida” (Ez.14:20). Será um tempo em que cada um responderá apenas por si mesmo, conforme o que buscou viver. Sobre isso, reforça Ellen White: “Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberam o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo de prova. Pela cirandagem da tentação, revelar-se-ão os verdadeiros crentes” (O Grande Conflito, CPB, p.630).
Amados, se como Jeremias somos incompreendidos até pelos que mais amamos, devemos, como o apóstolo João, nos achegar ao peito de nosso Salvador (Jo.13:25) e nEle descansar de nossa lida diária. A nossa segurança e fortaleza está em obedecermos ao Seu áureo conselho: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt.26:41). “Mal compreendem os que pecam contra Deus”, continua a irmã White, “que devem sua própria vida aos poucos fiéis a quem se deleitam em ridicularizar e oprimir” (O Grande Conflito, CPB, p.636).
Portanto, meus irmãos, não percamos o foco de olhar para Cristo e cumprir a missão que Ele nos confiou. Lembremos que antes de nós e de uma maneira incomparável foi Ele perseguido, maltratado e ferido. Em nosso sofrimento, olhemos para a cruz e lembremos que assim como ela não foi o fim, mas a solução, se confiarmos na perfeita justiça do nosso Senhor e Salvador, logo participaremos de Sua vitória. Assim, amados, “nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Testemunhos Seletos, v.3, CPB, p.443).
Senhor, não é fácil lidar com perseguições e rejeições, principalmente quando estas procedem dos mais próximos. Tu bem o sabes. O Senhor nos criou para o relacionamento Contigo e uns com os outros. Tão-somente ajuda-nos a ficar satisfeitos com a Tua companhia, crendo que, muito em breve, estaremos para sempre com o Senhor e com a família do Céu, que viverá em paz pelos séculos eternos. Prepara o nosso caráter para habitar com o Santo e com os santos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação , fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias12 #RPSP
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“Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque não os ouvirei quando eles clamarem a Mim, por causa do seu mal” (v.14).
A maior parte do ministério dos profetas foi em favor de Israel. Com duras reprovações e emergentes mensagens de advertência, a voz profética percorria as ruas das cidades da nação rebelde com a verdade presente. Nenhum dos profetas, porém, pôde ver seus esforços recompensados de forma tão rápida e eficaz quanto o profeta Jonas. Ao contrário dos demais, este profeta foi enviado a um povo pagão, inimigo de Israel e extremamente cruel. Em seu senso de justiça, Jonas desejava que o Senhor dizimasse os ninivitas, mas em seu conhecimento de Deus, o profeta sabia que Ele é “Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade” (Jn.4:2).
Sendo advertido por Deus, Jeremias descobriu que a sua vida estava em risco. Aqueles pelos quais orava e os quais advertia, “tramavam projetos” (v.19) contra ele com a intenção de matá-lo. “Por quarenta anos Jeremias devia estar diante da nação como testemunha da verdade e da justiça. Num tempo de apostasia sem paralelo, devia ele exemplificar na vida e no caráter a adoração do verdadeiro Deus” (Ellen G. White, Profetas e Reis, CPB, p.408). Mas quanto mais avançava em sua missão, quanto mais suas palavras e suas ações revelavam sincera devoção e sincero interesse pelo bem-estar de seu povo, mais evidente se tornava a dureza de coração de seus ouvintes.
Ao contrário de Jonas, Jeremias viu suas palavras sendo desprezadas. Jonas pediu para morrer, enquanto Jeremias era constantemente ameaçado de morte. Jonas se entristeceu com o arrependimento dos ninivitas. Jeremias se entristeceu com a dureza do coração maligno (v.8) de seus conterrâneos. Esperando vingança, Jonas contemplou a misericórdia, de forma que todos foram salvos. Clamando pela justa vingança do Senhor, que prova “o mais íntimo do coração” (v.20), Jeremias veria o fim de seus perseguidores, de forma que não haveria “deles resto nenhum” (v.23).
Na experiência destes profetas podemos contemplar a grandeza da sabedoria divina e as diferentes formas pelas quais o Senhor atua por meio do homem e em favor do homem. Era de Seu agrado e vontade salvar Israel e estabelecê-la como a nação que iluminaria a Terra com a Sua glória. Mas assim como perseguiram e mataram aos profetas, rejeitaram a Cristo e O entregaram à morte, “como manso cordeiro, que é levado ao matadouro” (v.19). Com uma verdade presente a revelar ao mundo, precisamos nos colocar a serviço de Deus independentemente dos resultados e ainda que não compreendamos os Seus propósitos. Jonas e Jeremias viram as suas expectativas sendo frustradas, mas ambos declararam as palavras de Deus e testemunharam o que tinham de testemunhar, conforme a vontade de Deus.
De igual modo, nossas palavras e nossa vida devem corresponder ao chamado de Deus. É melhor ser perseguido do que ser perseguidor. Jeremias sofreu muito diante da rebelião e retaliação de seu próprio povo, mas ele sabia que a sua recompensa não era terrena. Que à semelhança dos fiéis profetas de Deus, nosso coração seja fortalecido na certeza de que ainda não estamos em casa. Que o Espírito Santo abra os nossos ouvidos para ouvir “desde cedo cada dia […]: dai ouvidos à Minha voz” (v.7), diz o Senhor. E que O obedeçamos confiando em Seus infalíveis propósitos.
Pai da Eternidade, Tu conheces o fim desde o princípio. Quem somos nós para duvidar dos Teus propósitos? Mas ainda que qual Jonas nos neguemos a realizá-los, se tivermos o coração firme em Ti e os ouvidos bem atentos à voz do Teu Espírito, sabemos que farás até o impossível para nos colocar de volta no posto de nosso dever. Ajuda-nos para que, como Jeremias, mesmo perseguidos e odiados por muitos, sigamos em fazer a Tua vontade, confiantes na Tua forte destra, pois a Ti é que revelamos a nossa causa. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias11 #RPSP
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“Ninguém há semelhante a Ti, ó Senhor; Tu és grande, e grande é o poder do Teu nome” (v.6).
O contraste apresentado pelo profeta entre Deus e as imagens de escultura poderia ser facilmente aplicado aos povos pagãos, mas foi uma dura repreensão à “casa de Israel” (v.1). Israel se envolveu com a cultura e os costumes religiosos das nações vizinhas, de modo que “todos se tornaram estúpidos e loucos” (v.8). Trocaram “o Deus vivo e o Rei eterno” (v.10) pelos ídolos que “são como um espantalho no pepinal e não podem falar” (v.5). Trocaram “o Criador de todas as coisas” (v.16) pela “obra ridícula” que, “no tempo do seu castigo”, virá “a perecer” (v.15).
Somada à idolatria nacional havia o descaso daqueles que deveriam promover o reavivamento e a reforma tão necessários. “Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos” (v.21). A liderança religiosa frouxa e insensata conduzia a nação para uma condição cada vez mais baixa, fortalecendo assim a sua perda de identidade. “Todo homem se tornou estúpido” (v.14), aprendendo “o caminho dos gentios” (v.2) e praticando “os costumes dos povos” (v.3). Jeremias parecia ser o único a reconhecer a limitação humana (v.23), sua necessidade de correção e completa dependência de Deus.
Esquecendo-se do Senhor e de Sua Palavra, os filhos de Israel viviam uma religião apenas nominal. Dirigindo-Se “aos judeus que haviam crido nEle”, Jesus disse: “Se vós permanecerdes na Minha Palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos” (Jo.8:31). Enquanto Jeremias teve de lidar com uma geração idólatra, Jesus experimentou lidar com uma geração hipócrita. Uma, de moral rebaixada, outra, advogada da moral. Ambas, porém, incorreram em dois extremos: intemperança e legalismo. Mas o princípio que teria transformado essas duas gerações de Israel em filhos da luz era o mesmo: “Ouvi a Palavra que o Senhor vos fala a vós outros, ó casa de Israel” (v.1).
Uma sociedade sem leis é passível de desordem e toda sorte de hediondos resultados. É do intuito de Satanás promover tamanha ruína sobre o mundo, lançando sobre a Terra as sementes do engano e do desprezo pela verdade com o mesmo afinco com que maculou terça parte dos anjos no princípio do grande conflito. Ao seus agentes humanos apontarem para a Palavra de Deus como uma obra retrógrada e passível de mudanças, a autoridade e a Lei de Deus são negadas e rebaixadas à condição de um mero livro de aleatória consulta. Deus não nos chamou a viver uma religião de conveniência ou de aparência. Ele nos oferece uma fé viva que é alimentada pelas Escrituras e fortalecida no crisol de nossas lutas diárias, a fim de que possamos conhecê-Lo.
Se “não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (v.23), muito menos tem o homem autoridade sobre a Palavra do “Senhor dos Exércitos” (v.16). Se a lei de um rei não poupou Ester e seus conterrâneos de um dia de lutas e aflição (Ester 8:11); se o decreto de Dario não pôde ser revogado em favor do fiel Daniel (Dn.6:14-15); se a palavra de Herodes não pôde ser mudada diante do escabroso pedido da execução de João Batista (Mt.14:9); o que nos faz pensar que a imutável Palavra do Senhor pode ser “atualizada” conforme os padrões deste mundo, e que o mandamento que é santo, justo e bom é passível de mudanças jamais autorizadas (Rm.7:12; Ap.22:18-19)?
Neste tempo em que “Satanás está exercendo o seu poder”, com suas malignas visitações “mais e mais frequentes e desastrosas” (O Grande Conflito, CPB, p.594), o maior perigo para a nossa vida e para a nossa família está em afastar-nos das verdades que por sua eficácia, e fidelidade e graça de Seu Autor, são a nossa única salvaguarda. Aproxima-se o momento em que pela lealdade e obediência dos filhos de Deus, estes receberão sobre si a acusação de serem a causa das calamidades finais. Quando for assinado o decreto que nos obriga a honrar um sábado ilegítimo, que nossa vida assinale o testemunho da “perseverança dos santos” (Ap.14:12).
Pai nosso que está nos céus, santificado seja o Teu nome! Reconhecemos que só o Senhor é Deus e não há outro. Nesse tempo em que a história se repete, em meio a uma guerra religiosa entre liberais e legalistas, queremos fazer parte do remanescente fiel que Te conhece e que ama a Tua vinda. Livra-nos de nós mesmos, de nossas tendências carnais e egoístas e capacita-nos, pelo poder do Espírito do Senhor, a cuidar de nossos semelhantes e indicar-lhes o caminho da salvação. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias10 #RPSP
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“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (v. 23-24).
No início do texto de hoje encontramos a razão do por que Jeremias ficou conhecido como o “profeta chorão”. Tomado de grande compaixão, sua vontade era de chorar “de dia e de noite” (v.1) os mortos da casa de Judá. Pois todos eles já estavam mortos e nem se davam conta disso. A situação era tão terrível, que o profeta desejou ir ao deserto, a um lugar onde pudesse estar longe daquele povo (v.2). Avançavam “de malícia em malícia” e não conheciam a Deus (v.3). E um dos piores pecados que assolava aquela nação estava na língua: “Flecha mortífera é a língua deles” (v.8).
Jeremias não podia confiar em ninguém, a não ser em Deus. Além de não ter constituído família, também não tinha amigo ou irmão algum em quem pudesse se apoiar, “porque todo irmão não faz mais do que enganar, e todo amigo anda caluniando” (v.4). Ou seja, a nação que deveria ser uma luz às demais nações, havia se transformado em um antro de fofoqueiros. Entravam tranquilamente no templo do Senhor com aparência de piedade enquanto viviam “no meio da falsidade” (v.6). Agora prestem muita atenção na continuação do verso, que diz: “pela falsidade RECUSAM CONHECER-ME, diz o Senhor” (v.6, grifo meu).
Zombar dos irmãos e caluniar a vida do próximo são atitudes que resultam em abominação aos olhos de Deus: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma ABOMINA: […] O QUE SEMEIA CONTENDA ENTRE IRMÃOS” (Pv.6:16 e 19, grifo meu). Umas das piores desgraças que tem destruído a humanidade se chama língua maliciosa e a própria Bíblia deixa isso bem claro: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, E CONTAMINA O CORPO INTEIRO, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tg.3:6, grifo meu).
Não há como ignorarmos um assunto tão sério, amados! Falar da vida alheia é pecado! Como Jeremias poderia ter agido diferente se habitava no meio de caluniadores? Como não sentiria vontade de fugir dali? Em sua sinceridade e profundo desejo de salvar o seu povo, o profeta não conseguia encontrar uma pessoa sequer para compartilhar a sua angústia; nenhum pecador arrependido com quem pudesse se alegrar. “Toda a casa de Israel” (v.26) não compreendia as palavras do Senhor porque estava ocupada demais com sua língua mentirosa, quebrando o mandamento do Senhor: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16).
Um coração endurecido não consegue ouvir a voz de Deus, nem tampouco pensar no bem de seu semelhante. Tudo o que faz pode até aparentar alguma bondade, mas não passa de uma farsa: “com a boca fala cada um de paz com o seu companheiro, mas no seu interior lhe arma ciladas” (v.8). Deus é Santo! A Sua Casa é santa! E o Céu que Ele tem preparado são para os Seus santos! Portanto, entrar na presença do Santo, no Seu lugar santo e falar mal dos Seus santos, é, no mínimo, suicídio espiritual. Entendem agora a expressão “mortos”, no versículo um?
A nossa língua “é mal incontido”, amados (Tg.3:8)! Precisamos desesperadamente da ação do Espírito Santo para contê-la e para nos conceder sabedoria! Porém, “se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca” (Tg.3:14-15). Se a vida eterna é conhecer a Deus (Jo.17:3) e se a língua maliciosa nos impede de conhecê-Lo (v.3), isto não explica o fato de Satanás investir tanto em causar intrigas entre irmãos?
Se almejamos habitar nas moradas do Pai, precisamos buscar viver aqui como se lá estivéssemos. Davi bem entendeu isso ao escrever o Salmo 15: “Quem, Senhor, habitará no Teu tabernáculo? Quem há de morar no Teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; O QUE NÃO DIFAMA COM SUA LÍNGUA, não faz mal ao próximo, NEM LANÇA INJÚRIA CONTRA O SEU VIZINHO” (Sl.15:1-3).
Deus quer que você O conheça! Não troque este privilégio pelo prazer demoníaco de soltar veneno pela boca! Agarre-se à maravilhosa promessa de que há um Deus que não desiste de você. Hoje é dia de fechar a boca e de abrir o coração. Todos nós estamos vulneráveis a este pecado que tanto ameaça a igreja de Deus de não receber o refrigério do Espírito, a chuva serôdia. Temos orientação profética quanto a isso. Aconselho que leiam o capítulo 33 do livro “Conselhos Para a Igreja”, com o título “A crítica e seus efeitos”. E aqui termino com uma pequena porção deste capítulo:
“Não haja discórdia, nem suspeitas ou maledicência, para não ofendermos a Deus. Meu irmão, se abrir seu coração à inveja e às vis suspeitas, o Espírito Santo não poderá habitar em você. Busque a plenitude que há em Cristo. Trabalhe da forma por Ele indicada. Que todo pensamento, palavra e ato O revele. Tem de haver um diário batismo do amor que nos dias dos apóstolos os unificava. Esse amor trará saúde ao corpo, espírito e mente. Circunde seu espírito com uma atmosfera que fortaleça a vida espiritual. Cultive a fé, a esperança, o ânimo e o amor. Que a paz de Deus reine no seu coração” (Conselhos para a Igreja, CPB, p.179).
Oremos com as palavras do mavioso salmista de Israel:
Senhor, “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma. Livra-me, Senhor, dos meus inimigos; pois em Ti é que me refugio. Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus; guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano. Vivifica-me, Senhor, por amor do Teu nome; por amor da Tua justiça, tira da tribulação a minha alma” (Sl.143:8-11). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
Dir. Ministério da Oração
IASD Farol – Maceió/AL
#Jeremias9 #RPSP
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“Oh! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim” (v.18).
Infelizmente, o castigo era inevitável. Jeremias foi impedido de interceder pelo povo. Lembrando que além de profeta, Jeremias era sacerdote. Portanto, era sua função fazer essa mediação entre o povo e Deus. Mas a religião de Jerusalém havia se transformado em uma verdadeira loucura. Ostentando sabedoria, “Somos sábios e a lei do Senhor está conosco” (v.8), menosprezavam a palavra profética, “apostatando continuamente” (v.5), “porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha” (v.12). Uma exata ilustração do povo de Laodiceia: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17).
Meus irmãos, ao estudar o livro de Jeremias comparando com o que tem acontecido em nossos dias no meio religioso, lembro-me das palavras do sábio Salomão: “nada há, pois, novo debaixo do sol” (Ec.1:9). O Senhor disse que a Sua igreja nos últimos dias guarda os Seus mandamentos e tem o testemunho de Jesus (Ap.12:17). E “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja que obedece aos mandamentos de Deus e tem o espírito de profecia.
Eu pergunto: Você sabe que igreja é essa? Que observa TODOS os mandamentos de Deus e possui o dom profético? Fazer parte dela é uma bênção e o Senhor a escolheu nestes últimos dias como Seu atalaia para proclamar o evangelho eterno por todo o mundo, “fazendo discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). Mas assim como fazer parte do povo de Judá não era sinônimo de ser um verdadeiro adorador, hoje também não é diferente. Aquele povo era a raça eleita de Deus e eram constantemente orientados e advertidos pelos profetas. Contudo, quantas foram as gerações que sofreram as consequências de sua rebeldia, pois não queriam dar ouvidos ao “assim diz o Senhor”.
Amados, temos um tesouro inigualável em nossas mãos que se chama Bíblia Sagrada e um compêndio profético que ilumina o nosso entendimento acerca da Bíblia, pois, inspirada por Deus, Ellen White escreveu mais de 100 mil páginas como uma orientação especial do Céu para o remanescente dos últimos dias. E o que estamos fazendo hoje? Como o fez Israel, rejeitando as profecias para viver uma religião superficial? Ou, alegando sabedoria e conhecimento da lei, vivendo uma religião legalista e destituída de amor?
A verdade é que nenhuma dessas opções representa o reino dos céus. Nenhum dos lados possui a aprovação de Cristo. No desabafo do profeta encontramos as palavras que bem descrevem a realidade da igreja de Deus hoje: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou quebrantado pela ferida da filha do meu povo; estou de luto; o espanto se apoderou de mim” (v.20-21). Será que não conseguimos enxergar nem que seja um palmo à nossa frente do quão perto estamos do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1)? Que Jesus está às portas e é em conhecê-Lo que temos a vida eterna (Jo.17:3)?
Por favor, meus irmãos, estamos vivendo em tempo decisivo! Dias ainda mais difíceis virão e precisamos de uma fé viva e inabalável, que resista mesmo que tudo ao nosso redor nos seja desfavorável. Temos pouco tempo para pregar e muitos a alcançar. Não adianta, porém, ir avante sem a armadura de Deus. Somente pelo poder do Espírito somos habilitados e devidamente preparados para a obra que o Senhor nos confiou. Não adianta marchar em desacordo com as orientações do Príncipe do exército do Senhor. Assim como Jeremias tinha uma verdade presente para proclamar naquele tempo, Deus nos deixou uma verdade presente para os nossos dias, que inclui um reavivamento e reforma físico, mental e espiritual, que, se buscados e vividos, nos proporcionam a maior e melhor bênção que podemos receber nesta terra: um relacionamento íntimo com Deus.
Um dia, a mesma ruína e desolação que aconteceu pela teimosia de Israel, quando esta foi invadida por Babilônia, voltará a acontecer em escala mundial. Todos os que não se arrependeram, “os que não conhecem a Deus e […] os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8), serão mortos e “não serão recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a Terra” (v.2). “Se o homem não se converter, afiará Deus a Sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou Suas setas inflamadas” (Sl.7:12-13).
Logo Jesus voltará para “julgar a Terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a Sua fidelidade” (Sl.96:13). Essa notícia não deve nos causar medo, mas a bendita esperança de um futuro glorioso e eterno. Aqueles que andam com Cristo e desfrutam, pela fé, de Sua constante companhia; que, reconhecem sua incapacidade de santificar-se por si mesmos, senão pela ação purificadora do Espírito Santo; que, qual crianças, possuem uma fé simples, que depende constantemente do auxílio do Pai, sabem que não estão vivendo dias comuns, mas dias solenes e previamente definidos na agenda profética de Deus.
E nós? Será que fazemos parte deste grupo seleto, cujo coração dói e estremece por causa da ruína do povo de Deus e ao mesmo tempo exulta e se alegra pela proximidade da vinda de seu Senhor e Salvador? Logo a fornalha ardente provará de que material somos feitos. Que o Espírito Santo nos purifique e nos santifique em tudo, a fim de que sejamos “um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt.2:14). Aceitemos, pois, de bom grado, a disciplina do Senhor para arrependimento e salvação, “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb.12:6). Como fez Jacó, apeguemo-nos a Deus com toda perseverança e súplica: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26).
Pai de amor, Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, Tu és o mesmo ontem, hoje e eternamente! O Senhor não deixaria o Seu último povo sem orientação e advertência profética. Louvado seja o Senhor por Sua Palavra e pelo espírito de profecia! E através dessas palavras escritas temos acesso ao conhecimento de Deus e de quão perto estamos da volta de Jesus. O Senhor disse que os sábios entenderão e aqui estamos para Te pedir pela sabedoria do alto. Qual Moisés, Te pedimos: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias8 #RPSP
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“Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (v.4).
Você já ouviu a frase: “Placa de igreja não salva ninguém”? Pois é, ela está certa. Não salva mesmo. Porém, pode indicar o caminho. Eu explico: É como no trânsito. Quando estamos em uma estrada, as placas que indicam a velocidade máxima, as curvas sinuosas ou a possibilidade de haver animais na estrada não podem nos livrar de acidentes, mas podem nos indicar a forma mais segura de trafegar pelo caminho a fim de evitá-los.
O templo de Jerusalém era o orgulho da nação judaica. Sua magnífica estrutura denotava imponência e enchia o coração do povo de uma falsa segurança. Eles haviam perdido o foco. O templo indicava a salvação, mas ele não era a salvação. Trocaram o Senhor do templo pelo “templo do Senhor”. Seus corações se tornaram endurecidos por uma religião formal enquanto continuavam a praticar abominações (v.10). Seus delitos, porém, estavam diante dos olhos da Onisciência: “Eis que Eu, Eu mesmo, vi isto, diz o Senhor” (v.11).
Após censurar energicamente os escribas e os fariseus, “tendo Jesus saído do templo” (Mt.24:1), Seus discípulos aproximaram-se para mostrar-Lhe não somente a beleza do templo visto de fora, mas também que ainda não haviam compreendido o que Ele acabara de declarar aos líderes judeus. Deslumbrados com as construções do templo, receberam um verdadeiro “balde de água fria” com a resposta de Jesus: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2).
Quando depositamos a nossa confiança em fazer parte de uma igreja e em participarmos ativamente de seus serviços, pensando: “Estamos salvos” (v.10), direcionamos a nossa adoração para a edificação, e não para “o Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10). A igreja deve ser um instrumento que liga o pecador a Deus e nos aponta para o que Ele deseja que façamos: “Dai ouvidos à Minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo; andai em todo o caminho que Eu vos ordeno, para que vos vá bem” (v.23).
Mas “Que é isso” (v.9) que acontece? Entrar em um lugar onde deveria reinar a verdadeira adoração, o amor e a união e transformá-lo num “covil de salteadores” (v.11) que não se preocupam com a presença de Deus, nem tampouco uns com os outros é, no mínimo, incoerente. Porque a vida de Jesus e Suas palavras incomodaram tanto os líderes religiosos da época? Porque Ele não veio com a missão de adulá-los, mas de salvá-los. E a maior barreira que impede a ação do Espírito Santo na vida de alguém não é apenas uma vida de pecados declarados, mas uma vida de pecados não confessados.
Acredite: quem está fora da igreja e admite estar errado está em melhor condição do que o “crente” que está dentro da igreja com pecados acariciados. Como escreveu Ellen White: “Desprezamos o alcoólatra, e dizemos-lhe que o seu vício vai excluí-lo do Céu, enquanto o orgulho, o egoísmo e a cobiça geralmente não são condenados” (Caminho a Cristo, CPB, p.21).
O Senhor não foi insensível ao dizer ao profeta para não interceder pelo povo (v.16), nem tampouco estava desmerecendo a importância da oração intercessora. Ele estava apenas revelando, por Sua onisciência, a dureza do coração dos filhos de Judá. Enquanto continuassem confiando “em palavras falsas” (v.8), ao invés de confiar na palavra do Senhor por intermédio do Seu profeta, continuariam a transgredir a Sua lei “tranquilamente” sem sentir a sua urgente necessidade de atender “à voz do Senhor” (v.28).
Hoje, corremos o perigo de cair na mesma cilada maligna, vivendo uma religião de “faz de conta”, negando o chamado de Deus de andar “em todo o caminho” que Ele nos ordena para o nosso próprio bem (v.23). Oh, amados, é hora de despertarmos do “vale encantado” da sonolência e clamarmos pelo poder do Espírito Santo! Em conhecer a Deus e andar com Ele está a vida eterna!
Hoje, o templo do Senhor somos nós (1Co.6:19); e se a nossa segurança estiver nesse corpo mortal e corruptível; se resistirmos à obra modeladora do Espírito de Deus; se o nosso eu toma o lugar do Único que deve ser adorado, corremos o perigo de ostentar um status de salvo enquanto estamos completamente perdidos. “Começando de madrugada” (v.13) Deus nos fala e nos chama para praticarmos a Sua justiça (v.5), que se resume em amá-Lo e amar o nosso próximo (v.6). Se nós O ouvirmos e atendermos ao Seu chamado, certamente não seremos “igrejeiros”, mas voluntários na obra de salvar vidas. E, dentro em breve, Ele nos levará para habitar em Sua Casa, “para sempre” (v.7).
Nosso Deus e Pai, não estamos vivendo uma realidade diferente daquele tempo, pois eis que o Teu povo tem permitido tantas coisas comuns serem misturadas ao que deveria ser santo em Tua casa e neles mesmos. Perdemos a noção do que seja santidade ao Senhor, e ainda assim não reconhecemos o nosso pecado! Oh, Deus Eterno, começando de madrugada, fala conosco através da Tua Palavra para que não façamos parte da “geração objeto do Seu furor” (v.29), e sim do Teu restante fiel que, pela graça de Cristo, pratica a justiça, “cada um com o seu próximo” (v.5). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias7 #RPSP
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“Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (v.16).
Uma das piores coisas que pode acontecer ao homem é o afastamento de Deus. Quem propositadamente se recusa a ouvir a voz do Senhor e a seguir os Seus mandamentos (v.19), corre o sério risco de entrar em estado de coma espiritual. Assim como um paciente em coma clínico fica incapaz de manifestar algum tipo de reação, quem escolhe estar longe de Deus não reage ao tratamento oferecido pelo Médico dos médicos, pois “que a Palavra do Senhor é para eles coisa vergonhosa; não gostam dela” (v.10).
Mesmo diante de um povo onde eram “todos corruptores” (v.28), Deus enviou o Seu profeta com um apelo após o outro. Cometiam “abominação sem sentir por isso vergonha” (v.15). Fechavam os olhos para o bem, enquanto praticavam o mal como se fosse algo natural. Se não se envergonhavam de seus atos, não havia arrependimento; e se não havia arrependimento, não poderia haver perdão; e, sem perdão, não há salvação. Deus enviou o Seu atalaia, mas, ainda assim, qual rebeldes insistiam: “Não escutaremos” (v.17).
A terrível obra de Satanás tem amortizado os sentidos da humanidade através da teoria de que não existe nada absoluto, tudo é relativo. Vivemos em uma geração onde tudo é considerado “normal” e tolerável. Casados que vivem uma vida de solteiro; mídia que incita o sexo livre e a violência ao alcance de crianças; meninas que querem ser meninos e vice e versa, são apenas alguns exemplos da triste realidade em nossos dias. Enquanto isso, líderes religiosos passam a mão na cabeça dos inconstantes, confundindo abominação com inclusão, e dizendo: “Paz, paz; quando não há paz” (v.14).
Eis que a Palavra do Senhor é a mesma e não muda! Porque “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is.40:8). Ela nos chama a atenção para os abusos que muitos têm feito em nome de Deus. É muito bom e agradável aos ouvidos ouvir de paz, amor e prosperidade. E estas são bênçãos que o Senhor deseja dar a Seus filhos. Mas Deus muitas vezes não nos fala o que queremos ouvir, e sim o que precisamos ouvir.
Se tão-somente nos colocarmos nem que seja à margem de ouvir a verdade sobre o “bom caminho” (v.16) e demonstrarmos algum interesse por ele, o nosso bom Pastor nos fará achar descanso. Ele nos convida a dEle aprender e nEle descansar: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:29). Jesus Cristo é o bom Caminho (Jo.14:6). Andai por Ele, é o apelo do Espírito Santo a todos nós (Is.30:21).
Os atalaias de Deus continuam falando. E “a Palavra de Deus é viva, e eficaz” (Hb.4:12). Cada vez que abrimos a Bíblia com o objetivo de conhecer a Deus, a visão de que Ele é um Deus tirano e pronto a castigar é mudada para um Deus que é amor e pronto a salvar. O procedimento da nação que Ele escolheu como “a menina dos olhos” (Sl.17:8), não merecia qualquer tipo de piedade, porém o Senhor estava disposto a perdoá-la caso se voltasse para Ele.
O Senhor não deseja sacrifícios e holocaustos vazios (v.20), mas a oferta de corações sinceros e convertidos. “Dá-Me, filho Meu, o teu coração […]”, é um texto que tem sido extremamente distorcido pela teologia da graça barata. De fato, o Senhor só pede o nosso coração, mas para que aconteça o que está escrito na conclusão do verso: “[…] e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26).
“Portanto, ouvi, ó nações […] Ouve, tu, ó terra!” Não insistam em dizer: “Não andaremos” (v.16) e “Não escutaremos” (v.17). Porque o Dia do Senhor está chegando, onde “cairão pais e filhos juntamente” e onde “o vizinho e o seu companheiro perecerão” (v.21). Mas também será o tempo em que, “ao som da trombeta” (v.17) de Deus, “ouvida a voz do arcanjo”, o Senhor “descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).
“Informa-te, ó congregação” (v.18)! Estude a Palavra de Deus, “aceita a disciplina” (v.8) do Senhor e, “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), “achareis descanso para a vossa alma” (v.16)!
Pai de amor, muito em breve o Senhor virá trazendo o Seu juízo e estaremos todos à vista de um Deus que é Santo, Santo, Santo! Desperta o Teu povo, Senhor! Reúne as Tuas ovelhinhas! Ajuda-nos a entender que não temos o que temer acerca do Teu juízo se conhecermos o nosso Advogado, Jesus Cristo, o Justo. Ensina-nos a andar com Ele! Purifica o nosso coração e firma-o em Tua Palavra para que nossos olhos só se agradem dos Teus caminhos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, os que amam a Palavra do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias6 #RPSP
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