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“Dar-lhes-ei coração para que Me conheçam que Eu sou o Senhor; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus; porque se voltarão para Mim de todo o seu coração” (v.7).
A visão dos dois cestos de figo representava a situação dos filhos de Judá no período do início do exílio babilônico. O fato de os figos terem sido recolhidos em cestos, indica que o Senhor mesmo separaria os frutos bons dos frutos ruins. A rendição daqueles que foram levados como exilados os favoreceu em terra estranha, de forma que Deus os conservou e os conduziu à verdadeira adoração. Já os que insistiram em permanecer em Jerusalém ou em fugir para as terras do Egito, sofreram as consequências da desobediência, sendo privados da bênção do Senhor.
Diferente da atitude do grande patriarca de Israel, a maioria escolheu não dar ouvidos ao Senhor e permanecer na terra natal ou voltar à terra onde outrora havia sido liberta da escravidão. Quando Deus disse a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn.12:1), o resultado foi obediência. Abraão não questionou a ordem de Deus, mas prontamente obedeceu. Simplesmente porque ele fez uma coisa: ele confiou nas palavras de Deus.
A descrença dos filhos de Judá os levou à triste realidade de frutos “ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer” (v.2). Ou seja, que não prestavam para mais nada, senão para serem lançados fora. E essa mesma realidade incrédula pode ser percebida em nossos dias. Notem bem que as advertências que temos estudado não foram dadas a povos pagãos, mas ao povo escolhido de Deus. Judá tornou-se uma nação arrogante e, cheios de si, seus líderes transmitiam “ao restante de Jerusalém” (v.8) uma religião repleta de rituais, mas vazia de Deus.
Nossa geração de cristãos, chamada por Deus de Laodiceia, nos coloca diante da mesma visão dada a Jeremias centenas de anos atrás. Estamos no cesto dos frutos bons ou no cesto dos frutos ruins? Os laodiceanos são aqueles que não rejeitam a Deus totalmente, mas que também não O servem por completo. Ou seja, se intitulam cristãos, vivem como cristãos, se orgulham de ser chamados cristãos, mas não se gloriam em conhecer a Deus e sim em seus próprios méritos: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”, porém, não sabem que são figos “muito ruins” (v.3), infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17).
O fato de fazermos parte desta geração não nos condiciona a vivermos a realidade de Laodiceia. Podemos, pela graça maravilhosa de Jesus Cristo, fazer parte da cesta dos “figos temporãos” (v.2), se tão-somente buscarmos nEle tudo o que precisamos para a nossa subsistência espiritual: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18). Ou seja, Jesus nos oferece o Seu caráter.
A declaração de Cristo “Venho sem demora” (Ap.3:11) nunca esteve tão perto de seu cumprimento. O mundo geme e grita as dores de parto de um planeta que não suportará mais tanto tempo as consequências advindas das ações dos “que destroem a Terra” (Ap.11:18). O Senhor está separando os frutos bons dos frutos ruins e tem clamado com a linguagem da súplica e das lágrimas de amor para que todos tenham a oportunidade de ouvir o Seu último convite.
Volte-se para o Senhor “de todo o seu coração” (v.7)! Permita que Deus lhe conceda um coração que O conheça e que seja completamente conduzido por Ele. Então, recolhido no cesto divino dos bons frutos, terás o olhar do Pai a seu favor e Ele lhe conduzirá ao “Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13), onde Jesus verá “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11).
Oh, Deus amado, queremos ser Teus frutos bons, que Te amam, Te conhecem e Te seguem! Para isso, necessitamos do lavar renovador e regenerador do Teu Espírito. Enche-nos de Ti até que possamos dizer de todo o nosso coração: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive e mim”. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, figos muito bons!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias24 #RPSP
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“Não é a Minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (v.29).
Todas as manhãs eu olho para o céu e contemplo um cenário diferente. O formato, tamanho e disposição das nuvens fazem do firmamento uma tela em constante mudança. Nunca conseguiremos contemplar o céu exatamente igual ao que já vimos, mas isso não muda o fato de que estamos olhando para o mesmo céu que no princípio foi criado. Assim também o mundo está em constante transformação. Cada dia é uma caixinha de surpresas. Olhe para o contexto mundial há apenas dez anos e você perceberá a grande diferença para o contexto atual. Mas apesar das diferenças entre as gerações, o mundo continua sendo o alvo do imutável amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Munido com a arma forjada, que é a Palavra de Deus, Jeremias teve que lidar com pastores que dispersavam e destruíam as ovelhas do Senhor (v.1) e profetas que cometiam adultérios, andavam com falsidade e fortaleciam as mãos dos malfeitores (v.14). Cada dia, o profeta de Deus contemplava um cenário diferente de degradação enquanto tentava desesperadamente advertir o povo sobre os resultados de sua maldade. Mas apesar da corrupção nacional, e mundial, porque “a Terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina” (v.10), como o Seu amor, a fidelidade de Deus também é imutável. Em um tempo sobremodo escuro, Deus cumpriu as “Suas santas palavras” (v.9), e levantou “a Davi um Renovo Justo” (v.5).
Jesus veio, “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml.4:2) e sendo o “Senhor, Justiça Nossa” (v.6). Desde a Sua concepção até à Sua morte e ressurreição, tudo aconteceu conforme estava escrito sobre Ele por intermédio dos profetas. A indiferença de Seu povo, os dias de duras provas e a rejeição final da nação eleita não mudou o fiel cumprimento de cada sagrada palavra escrita a Seu respeito. Por preceito e por exemplo Jesus executou “o juízo e a justiça na Terra” (v.5). E, como bom Pastor, tem recolhido o restante das Suas ovelhas, “de todas as terras” e as feito “voltar aos seus apriscos” (v.3). Ele tem provado o Seu amor para com a humanidade caída ainda que a condição do mundo se mostre cada vez pior.
“Eis a tempestade do Senhor!” (v.19). “Eis que vêm dias” (v.5) em que este mundo estará completamente envolto por grossas e densas nuvens de corrupção. E, como Sodoma e Gomorra (v.14), quase todos andarão “segundo a dureza do seu coração”, dando ouvidos aos falsos profetas que os enchem de “vãs esperanças” (v.16), dizendo: “Não virá mal sobre vós” (v.17). Como profetizou Daniel, assim sucederá: “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Se buscarmos a verdadeira sabedoria, que só há nas Escrituras; se a Palavra de Deus estiver em nós e a falarmos “com verdade” (v.28), então, “nos últimos dias, entendereis isso claramente” (v.20).
Amados, assim como Jesus foi fiel aos reclamos da Palavra do Senhor, mesmo em um cenário completamente desfavorável, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), Ele venceu para que sejamos vitoriosos com Ele. Ser obediente e puro em meio a um mundo cada vez mais desobediente e corrupto é possível se estivermos dispostos a ouvir e praticar as “santas palavras” (v.9) do nosso Senhor. Qual casa edificada sobre a rocha, em que “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mt.7:25), olhemos para Cristo, nosso supremo Modelo, e tomemos também “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10).
Há uma palavra de forte advertência aos pastores e líderes no capítulo de hoje. Palavra esta que deve levar cada um a questionar: “Que respondeu o Senhor? Que falou o Senhor?” (v.35). Leiamos com atenção alguns dos conselhos dados aos pastores pelo pastor Charles Finney:
“Cuide em ter o revestimento especial de poder do alto, pelo batismo do Espírito Santo. Seja cordial e intensamente inclinado a buscar a salvação de almas como a grande missão da sua vida. […] Mantenha constantemente a comunhão íntima com Deus. Faça da Bíblia o seu Livro dos livros. Estude-a muito, de joelhos, esperando iluminação divina. […] Guarde-se puro – em propósito, em pensamento, em sentimento, em palavras e ações. […] Creia na afirmação de Cristo, de que Ele está com você nessa obra sempre e em todo lugar, para dar-lhe todo o auxílio necessário. […] Evite toda a afetação e fingimento. Seja aquilo que professa ser, e não será tentado a ‘fazer de conta’. […] Não deixe nunca que a sua popularidade com o povo tenha influência sobre a sua pregação. […] Evite toda aparência de vaidade. […] Jamais bajule os ricos. […] Seja o exemplo do rebanho, e que a sua vida ilustre o seu ensino. […] Cuide em conhecer pessoalmente e viver diariamente a pessoa de Cristo” (Uma Vida Cheia do Espírito, p.66 a 71).
Que a Bíblia seja para nós qual fogo que nos purifica de nossos pecados, e qual martelo, que nos quebra e nos refaz como um vaso novo. Que façamos parte do “restante” (v.3) que o Senhor recolherá e muito em breve levará para a casa do Pai.
Nosso bom Pastor, guia-nos pelas veredas da justiça por amor do Teu nome! Livra-nos de uma religião superficial e de sermos enganados por doutrinas e teorias que diferem da Tua Palavra. Como Tuas últimas testemunhas, queremos Te servir movidos e guiados pelo Teu Santo Espírito. Em Tuas mãos entregamos os pastores e líderes da Tua igreja, a fim de que tenham o temor do Senhor, conduzindo o Teu rebanho para o encontro de Cristo nos ares. Enche-nos do Teu amor, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, praticantes das “santas palavras” do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias23 #RPSP
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“Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-Me? – diz o Senhor” (v.16).
Digamos que eu saiba o seu nome, a sua profissão e onde você mora. Isso significa que eu lhe conheço intimamente? Não. É apenas um conhecimento superficial. Era esta a situação do povo e, principalmente, de seus governantes. As profecias agora são dirigidas a uma sucessão dos reis de Judá. De uma forma reiterada, um rei após o outro buscava apenas seus próprios interesses egoístas e ignorava as palavras do Senhor por intermédio de Seu servo Jeremias.
A coroa real não representava uma posição privilegiada apenas, mas deveria ser o peso da responsabilidade que sobre cada monarca repousava de governar sob o esteio do direito e da justiça. Abaixo do rei estava o povo, mas acima dele deveria estar Deus. Quando o Rei dos reis e Senhor dos senhores governava o coração de um rei terreno, sob Sua administração havia justiça prática e “tudo lhe ia bem” (v.16). No entanto, os reis citados no capítulo de hoje buscaram seu próprio infortúnio e, servindo a outros deuses, edificaram para si patrimônio para destruição.
Não tem nada mais ofensivo a Deus do que a injustiça. Como também não tem nada mais agradável ao Senhor do que a prática da justiça. Os reis de Judá também atuavam como juízes do povo. Sua jurisdição compreendia toda a nação e, diante de tal encargo, com que demasiado interesse deveriam pedir a Deus o mesmo que pediu Salomão: “Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (1Rs.3:9).
A prática da justiça segundo o coração de Deus é a prova mais contundente de que verdadeiramente O conhecemos: “Julgou a causa do aflito e do necessitado […] Porventura, não é isso conhecer-Me?, diz o Senhor”. O discípulo amado, em sua primeira epístola, disse o seguinte: “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nEle não está a verdade” (1Jo.2:4). Ao ser indagado sobre qual seria “o grande mandamento na Lei”, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” e, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:36-39). Cristo não criou algo novo, mas repetiu as palavras de Deuteronômio 6:5 e de Levítico 19:18, declarando que a essência da lei de Deus é o amor. O apóstolo Paulo, igualmente inspirado por Deus, declarou: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei”, ou seja, a prática da justiça, “é o amor” (Rm.13:10).
No grande Dia da volta de Jesus, Ele fará a separação entre dois grupos, que podem ser identificados da seguinte forma: os justos e os injustos; os que amam e os que não amam; os que O conhecem e os que não O conhecem. E a descrição feita por Ele em Mateus 25:31-46 comprova a veracidade do título perfeitamente apropriado de uma das obras do pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo”, que diz o seguinte na página 60: “Se não existir um relacionamento de amor entre Cristo e nós, a vida se torna vazia, oca. O cristianismo vira um fardo, uma pesada carga de proibições e deveres. Podemos carregá-lo um ou dois ou vinte anos, mas um dia chegamos ao limite e o largamos, ou nos tornamos zumbis, homens [e mulheres] sem vida.”.
Precisamos, amados, desfrutar de um relacionamento íntimo com o nosso Salvador e não viver um cristianismo de formalidades. Jesus deseja ter uma relação de amizade conosco. “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (v.29), é um clamor dAquele que pagou o preço do nosso resgate com Seu próprio sangue para que possamos morar com Ele para sempre (Jo.14:1-3). Saber o nome de Jesus, professar uma crença e frequentar uma igreja não faz de ninguém um cristão. Ser cristão é calçar as “sandálias” de Cristo e desgastá-las por amor a Deus e ao próximo. Conhecer Jesus é amar como Ele amou e buscar uma vida de piedade e obediência, pela graça e misericórdia de Deus. Está você disposto a isso? Então, oremos juntos neste momento:
Nosso amado Deus, que responsabilidade pesa sobre nós como Teus representantes na Terra! Podemos não estar em tronos, nem possuir patentes humanas, mas fomos chamados como Teus atalaias no tempo do fim, e isso, por si só, já é uma tremenda responsabilidade. Mas ela deixa de ser um peso angustioso quando seguimos o Teu chamado: “Vinde a Mim e aprendei de Mim”. Então, é quando experimentamos o Teu jugo suave e o Teu fardo leve. Ajuda-nos, Senhor! Ajuda-nos a compreender qual seja o posto de nosso dever e a colocar-nos inteiramente em Tuas mãos como santuário do Espírito Santo! Assim, Te conheceremos e perceberemos que nossa vida não tem sentido se não for vivida para amar o Senhor e ao nosso próximo. Oramos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias22 #RPSP
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“A este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (v.8).
As profecias dadas a Jeremias começaram a mostrar a sua veracidade. De uma forma persistente e muito clara, o profeta havia predito a futura destruição caso o povo não se arrependesse dos seus maus caminhos. Porém, obstinados e insubmissos, os líderes do povo tinham sido os primeiros a negar-se a ouvir as palavras proféticas, e encaminharam a nação rumo a uma guerra já vencida.
Nabucodonosor foi escolhido por Deus como um vingador e o momento de isso cumprir-se era chegado. Durante muito tempo o profeta havia erguido o último chamado de Deus, sendo por isso ridicularizado e escarnecido. Então, ao ver os exércitos de Babilônia cercar a cidade, o rei Zedequias reconheceu, pela primeira vez, a autenticidade das palavras de Jeremias: “Pergunta agora por nós ao Senhor” (v.2). Contudo, era tarde demais!
A invasão era inevitável e o cerco estava estabelecido. O que o Senhor havia dito que faria estava diante dos olhos de todo o povo. Contudo, novamente, Ele colocou diante de todos a possibilidade de escolherem “o caminho da vida” (v.8). Dentro dos portões de Jerusalém, a corrupção e a idolatria prevaleciam e, fora deles, o Senhor lhes estendeu uma nova chance: “mas o que sair e render-se aos caldeus, que vos cercam, viverá, e a vida lhe será como despojo” (v.9). A mensagem central era: Entreguem-se à Babilônia, e vocês não irão participar dos juízos que recairão sobre Jerusalém e sobre toda a Judá.
A história comprova que Babilônia assumiu o governo do mundo da época e, com cetro de ferro, Nabucodonosor ergueu um império que teve grande êxito por quase 70 anos. Porém, após esse período, Deus faria o Seu povo sair de Babilônia e regressar para Jerusalém. O que nos mostra que, para cada fase da história, Ele tem um chamado especial para o Seu povo, que se resume na seguinte ordem: “Ouvi a palavra do Senhor!” (v.11).
A escatologia bíblica nos revela, de uma maneira evidente e, historicamente contundente, que as profecias para o tempo do fim iniciaram suas aplicações no ano de 1798, segundo o livro de Daniel e o livro de Apocalipse (Profecias que estudaremos mais adiante). Desde 1798, não estamos diante de uma guerra entre nações apenas, mas de um conflito cósmico que revela seus últimos resultados. E, semelhante ao término do jugo babilônico, o chamado do Senhor é que o Seus filhos saiam da Babilônia contemporânea: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
A situação dos seres humanos nos últimos dias é descrita por Paulo em sua segunda epistola a Timóteo 3:1-5. E a sua advertência para todo filho de Deus é: “Foge também destes”, porque “estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé” (2Tm.3:5 e 8). Da mesma forma que os que seguiram os falsos profetas e líderes foram punidos juntamente com eles na época de Jeremias, o mesmo se dará nestes últimos dias. O Espírito Santo tem apelado a cada coração: “Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2Tm.2:22). Coração puro não significa ouvir a voz do nosso coração enganoso, e sim a voz dAquele que é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6).
Jesus mesmo foi enfático ao declarar: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). A vontade do Pai está contida em Sua Palavra, e, conhecendo-a, passamos a conhecer também o caminho da vida eterna (Jo.17:3). Não há meio termo no fato de que estamos diante do mesmo dilema: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte”. E, como nunca antes, a profecia de Joel é um clamor urgente de um Deus que deseja nos salvar: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Invoquemos o nome do Senhor e Ele nos guiará pelo caminho da vida.
Senhor, nosso Deus misericordioso, olha para nós e concede-nos o Teu Santo Espírito! Seja a Tua Palavra como espada segura em nossas mãos e esteja ela em nossos lábios e em nosso coração. Fala ao coração do Teu povo que ainda está em Babilônia e reúne todas as Tuas ovelhas em Teu aprisco seguro. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, chamados para a salvação!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias21 #RPSP
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“Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro […]” (v.11).
Pela primeira vez, o livro de Jeremias relata uma violência física contra o profeta. Pasur, “presidente na Casa do Senhor” (v.1), feriu o homem de Deus “e o meteu no tronco” (v.2). Atentem bem para dois detalhes muito importantes: Pasur era líder religioso e feriu e prendeu o profeta “na Casa do Senhor” (v.2). Ou seja, a mensagem de advertência que deveria ser aceita em primeiro lugar pelos líderes da igreja, além de ter sido rejeitada, ainda foi motivo de uma violência contra Jeremias com o propósito de que em algum momento ele se deixasse persuadir (v.10). Só que existe uma coisa que ímpio algum consegue entender, e é esta:
Quando um cristão assume um compromisso genuíno de fidelidade a Deus e nEle confia de todo o coração, um “tronco” não o impede de avançar, mas o impulsiona para o alvo!
Pasur receberia exatamente o preço de seu ato maligno. Ele, bem como todos os seus amigos que seguiram as suas falsas profecias, receberiam a mesma punição e, pela primeira vez, algo na sua vida seria uma profecia verdadeira: o seu novo nome, “Terror-Por-Todos-Os-Lados” (v.3). A saga do mal teria fim com Jeremias ainda em vida. O profeta seria testemunha ocular da destruição de seus inimigos pelos exércitos de Babilônia (v.5). E em meio a este completo caos, “todo o dia” (v.8), Jeremias tinha que enfrentar escárnios e zombarias (v.7) do povo pelo qual tinha “de gritar e clamar: Violência e destruição!” (v.8). Era uma mensagem de juízo, mas também de redenção. Contudo, até os “íntimos amigos” (v.10) do profeta planejavam a sua queda. Que cenário desesperador! Jeremias não podia contar com absolutamente ninguém! Sua família o perseguia, seus amigos conspiravam contra ele e os líderes religiosos desejavam matá-lo. O que fazer diante de tão aterradora realidade?
“Ó Senhor” (v.7), manifesta o nome do único em quem o profeta podia confiar. E foi a Ele a quem Jeremias recorreu. Fazer a vontade de Deus estava muito além de suas forças. E negar fazer a vontade de Deus, muito aquém do desejo ardente de seu coração. O Poderoso Guerreiro estava a postos em favor de Seu profeta e o livraria “das mãos dos malfeitores” (v.13). O mesmo Deus que disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mt.10:34), também estava com seu servo Jeremias a lhe confortar pelo desprezo dos “da sua própria casa” (Mt.10:36).
Ao aceitar o desafio de caminhar na contramão do mundo e na direção de Deus, todo discípulo de Cristo assume o compromisso de andar nas pisaduras de seu Mestre. E este compromisso tanto requer fidelidade quanto exige humildade. Humildade para reconhecer que a sua natureza pecaminosa precisa constantemente do toque restaurador e purificador de Cristo; que como uma criança de colo, depende totalmente dos cuidados do Pai; e que, como Filipe, deve obedecer prontamente à voz do Espírito Santo (At.8:29).
Os sofrimentos do profeta eram muitos, porém, passageiros. Semelhante a Jó, considerou mais vantajoso o não nascer do que prosseguir contemplando a dureza do coração humano e os resultados de tal mal. Ainda assim, conseguia encontrar forças para erguer louvores ao Deus que, certamente, lhe faria justiça (v.13). A Bíblia não é um conto de fadas com fábulas que te iludem e te levam a suspirar por coisas banais. A Bíblia é a Palavra do Senhor Deus Todo-Poderoso, que te fala a verdade, ainda que esta verdade não reflita o que você deseja ouvir. Erguer a bandeira da verdade, portanto, é estar envolvido em uma batalha e, onde há batalha, há inimigos. Mas Jesus nos orienta com as seguintes palavras: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28).
Assim como Jeremias confiou no Senhor, confie a sua causa a Ele (v.12), e diga, “todo o dia” (v.8): “Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro”! “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6:12). Sigamos os passos de Jesus e sempre poderemos desfrutar da tão preciosa promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Ó, Senhor, não tem sido fácil viver a Tua vontade e declarar a Tua verdade. Isso implica andar na contramão do mundo e sofrer perseguição e rejeição, muitas vezes, por parte de familiares e amigos. Sabemos que tempos mais difíceis ainda estão diante de nós. Fortalece-nos, pelo poder do Teu Espírito, para sermos Tuas testemunhas com fidelidade e humildade, entregando por completo nossa vida em Tuas mãos e confiando plenamente de que o Senhor está conosco como um poderoso guerreiro! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias20 #RPSP
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“Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo” (v.10).
A tolerância do Senhor para com a maldade dos moradores de Jerusalém e de Judá estava prestes a encerrar. O Seu terno convite de torná-los um vaso novo foi rejeitado e, confiantes em “outros deuses, que nunca conheceram” (v.4), terminariam da mesma forma como suas imagens: despedaçados. Ao comprar “uma botija de oleiro” na presença de “alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1), e dirigindo-se “ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro” (v.2), de forma didática e significativa Jeremias proclamou as palavras do Senhor aos habitantes de Jerusalém e a sentença que sobre eles recairia “porque endureceram a cerviz, para não ouvirem” (v.15) as palavras do Senhor por intermédio do Seu profeta.
A descrição dos resultados da desobediência é de uma nação completamente destruída e destituída de amor ou piedade, onde cada um comeria “a carne do seu próximo” (v.9). A ilustração realizada sob o olhar “dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1) foi mais um apelo de Deus para que aqueles líderes caíssem em si e dirigissem o povo a um genuíno arrependimento. Só que, ao invés de encontrar nos experientes líderes compreensão e contrição, Jeremias se deparou com corações endurecidos que se negavam a ouvir a voz de Deus (v.15). Diante de um quadro tão desanimador, cumpria ao profeta mostrar a alegoria do resultado de suas ações: uma botija quebrada.
Enquanto Jeremias ia “para onde o Senhor o enviara a profetizar” (v.14), o povo insistia em praticar as abominações que Deus nunca lhes ordenou, nem falou e muito menos pensou (v.5). Tofete era um lugar de sacrifícios humanos e de abomináveis cultos pagãos. Era como “o vale da Matança” (v.6) das famílias. A “herança do Senhor” (Sl.127:3) era sacrificada e, à semelhança daquele lugar, “as casas de Jerusalém e as casas de Judá” tornaram-se imundas (v.13) por suas práticas perversas. Foi com lágrimas nos olhos e com voz embargada que Jeremias proferiu a triste sentença da parte do Senhor: “Eis que trarei sobre esta cidade e sobre todas as suas vilas todo o mal que pronunciei contra ela, porque endureceram a cerviz, para não ouvirem as Minhas palavras” (v.15).
O pior inimigo do homem tem sido o próprio homem. E quanto mais o tempo passa, mais comprovado fica que esta triste realidade começa dentro de casa. A maioria esmagadora das famílias têm sido verdadeiras bombas-relógio prestes a explodir. Os filhos são entregues no altar do “deus” internet e abandonados à própria sorte, enquanto os pais “queimam incenso” perante suas ocupações. Hoje, amados, o Senhor conclama a cada pai: “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gn.18:19). E a cada mãe é dito: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15).
Pois, “eis que vêm dias” (v.6), meus irmãos, em que o mundo se fechará completamente para ouvir os reclamos do Espírito Santo. Estamos caminhando a passos largos para que isso finalmente aconteça e, como Tofete, as piores atrocidades têm sido realizadas enchendo a terra “de sangue de inocentes” (v.4). Mas por mais que a maldade humana se multiplique, chegará o Grande Dia do Senhor que quebrará todos os vasos que não foram por Ele moldados. O povo de Deus tem uma sagrada obra a cumprir e ela deve começar em casa. E todo aquele que, à semelhança de Caim, negligenciar essa obra sob o maligno pensamento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9), colherá os terríveis resultados de sua insensatez.
“Ouvi a palavra do Senhor” (v.3), amados! Restaure o altar da família em sua casa “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4). Não permita que a imundície do pecado invada o lugar onde, primariamente, Deus nos chama a proclamar e praticar as Escrituras. Deus nos molde e capacite para esta grande e sagrada obra!
Senhor, nosso Deus, nós necessitamos da Tua presença e atuação em nosso lar! Sabemos que cada um terá de responder de forma individual no juízo, mas o Senhor confiou a responsabilidade aos pais de ensinar seus filhos no caminho em que devem andar. Dá-nos a sabedoria do alto, Pai, para que mesmo em meio a uma geração tão distante dos Teus propósitos, possamos ter a alegria de ver a nossa casa servindo ao Senhor até que Cristo volte. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias moldadas pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias19 #RPSP
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“Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19).
A arte de transformar barro ou argila em objetos é um dos mais antigos ofícios e um método utilizado para diversos fins desde então. Tijolos, cerâmicas, vasos e esculturas são cuidadosamente modelados pelas mãos do oleiro e uma série de etapas precisam ser realizadas a fim de se obter um bom resultado final, incluindo o cozimento da peça em forno. Enquanto observava o trabalho do oleiro, Jeremias ouvia as palavras do Senhor e percebia em cada processo o cumprimento dessas palavras no contexto em que estava vivendo.
Como o barro que havia se estragado na mão daquele artesão foi reaproveitado para “fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (v.4), diz o Senhor: “eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (v.6). Todos os esforços do Senhor e tudo o que permitia acontecer “a uma nação ou […] um reino” (v.7) possuía a finalidade não de os destruir, mas de salvá-los, como a peça que o oleiro cozinha em alta temperatura para torná-la forte e preparada para o uso. Na mensagem profética “aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém” (v.11) isso fica bem claro: “se a tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu Me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8). “Convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (v.11).
Um coração endurecido é aquele que rejeita os planos de Deus a fim de andar consoante os próprios projetos (v.12). Sua ambição, egoísmo e orgulho não permitem a modelagem das mãos do supremo Oleiro. Como “a virgem de Israel” (v.13), cometem a vileza de esquecer-se do Senhor e apegar-se aos ídolos deste mundo. Enquanto isso, também cometem o desatino de perseguir e ferir aqueles que intercedem “pelo seu bem-estar, para desviar deles” a indignação de Deus (v.20). “Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19), foi o clamor de Jeremias diante da profunda tristeza de ser maltratado pelo seu próprio povo.
Exposta a fraqueza do profeta através de suas lágrimas e rogos, seus inimigos descobriram a forma mais eficaz de atingi-lo: “firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras” (v.18). Certamente, Jeremias era constantemente afrontado e humilhado com palavras de maldição e com o descaso daqueles que o ouviam. “Coisa sobremaneira horrenda cometeu” (v.13) aquele povo, bem como tem cometido a geração atual. Notem que o Senhor chamava os Seus profetas em tempos críticos; quando as pessoas haviam rejeitado os Seus ensinos. Ou seja, se tão-somente a humanidade houvesse dado ouvidos às leis estabelecidas por Deus para reger o mundo não haveria necessidade de levantar profetas para corrigi-la.
Mas por Sua bondade e misericórdia, o Senhor abençoou o mundo com homens e mulheres que permitiram ser vasos de honra e suportar o calor das perseguições e sofrimentos. No momento mais crítico da história deste mundo, Deus não nos deixou sem a orientação profética. Através de uma mulher frágil e humanamente incapaz de suportar os revezes de um chamado tão grandioso, as palavras de Paulo se cumpriram: “Deus escolheu […] as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes […] a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co.1:27 e 29).
Faça um estudo sério e sincero sobre a vida e os escritos de Ellen G. White e você vai descobrir que há uma orientação profética para o povo de Deus hoje; há um processo a ser obedecido para que sejamos vasos de honra. Rogo que deixe de lado qualquer discriminação ou opinião humana e perceba, por si mesmo, que os escritos da irmã White não se tratam de um acréscimo à Bíblia, e sim de palavras que apontam para a Bíblia como a nossa única regra de fé e prática e que nos ajudam a compreendê-la e amá-la como a Palavra viva e eficaz do nosso Deus.
Lembremos que a última Igreja de Deus na Terra é aquela que tem “o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), e “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja profética e com uma mensagem profética. Em nome de Jesus, não rejeite as verdades do Senhor, “porque é chegada a ceifa” (Mc.4:29).
Pai de amor, de bondade e de misericórdia, nós louvamos o Teu nome por Teu cuidado e proteção! Como barro nas mãos do oleiro, assim nos colocamos em Tuas santas mãos e clamamos para que o Teu Espírito nos refaça segundo o molde divino! Livra-nos do pecado da língua e de rejeitar a Tua Palavra através dos Teus profetas! Santifica-nos na verdade, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, barro nas mãos do supremo Oleiro!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias18 #RPSP
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“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (v.9).
A ilustração acerca do “pecado de Judá” (v.1) revela a dimensão da rebelião daquele povo. E a diferença entre os versos 5 e 7, o motivo de sua destruição. Escolheram a maldição (v.5) e rejeitaram a bênção (v.7). Atentem para os resultados da maldição contidos no verso 6 e para os resultados da bênção no verso 8. O conteúdo deste último verso como uma continuação do verso 7, é praticamente uma repetição do Salmo inaugural: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios […] Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl.1:1 e 3).
Deixar de confiar em Deus para confiar em palavras humanas não é somente uma escolha errada, mas uma maldição. Deixar de seguir a voz de Deus para seguir a voz de nosso enganoso coração é, no mínimo, “insensato” (v.11). “Ouça a voz do seu coração” tornou-se uma frase ovacionada em um mundo cada vez mais destituído de princípios. E a vida é transformada em uma “roleta-russa” cujo desfecho termina em tragédia, trocando o vital pelo fatal. Pelo menos três princípios fundamentais estão contidos neste capítulo. Primeiro deles: “Bendito o homem que confia no Senhor” (v.7). Esta bem-aventurança é a garantia da vitória sobre o mal: “e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). A confiança nos leva a ter um relacionamento pessoal com o nosso Salvador e, nEle, somos justificados.
O segundo princípio está contido no verso 10: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, Eu provo os pensamentos”. Deus sonda cada coração humano. Jesus revelou a importância deste princípio ao colocar uma “lupa” sobre os mandamentos no sermão da montanha. Ele ampliou a observância da lei e a tornou gloriosa (Is.42:21) ao deixar bem claro as obras que o Senhor leva em conta: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura NO CORAÇÃO, já adulterou com ela” (Mt.5:28, grifo nosso). Quando Ele voltar, todos “conhecerão”, diz Jesus, “que Eu sou Aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras” (Ap.2:23). Ou seja, Deus não olha para o que fazemos, mas se o que fazemos é obra do Espírito Santo em nós, ou não.
E o terceiro e último princípio que gostaria de destacar está no versículo 21: “Assim diz o Senhor: Guardai-vos por amor da vossa alma”. A santificação do sábado, quarto mandamento do Decálogo, faz parte não apenas de um conjunto de regras estabelecidas por Deus, mas da “lei da liberdade” (Tg.2:12) que nos guarda pelo amor de um Pai que criou o sétimo dia (Gn.2:1-3) para o nosso próprio bem (Mc.2:27). A obediência aos mandamentos do Senhor não consiste em uma fé cega, mas em uma confiança pré-estabelecida através de um relacionamento de amor com o Senhor dos mandamentos.
Pois “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Bem observa George Knight: “É normal para o cristão guardar a lei, pois o próprio princípio da lei, que é amor a Deus e ao próximo, se acha escrito nas ‘tábuas de carne’ do coração (2Co.3:3). Assim, o cristão está mais próximo da lei de Deus do que o legalista, pois os verdadeiros cristãos ‘nasceram do alto’ (Jo.3:3,7) e tiveram a mente e o coração transformados (Rm.8:4-7)” (Pecado e Salvação, CPB, p.70-71).
“Ouvi a palavra do Senhor” (v.20), amados! Ele nos chama com grande urgência para uma entrega completa e genuína do coração. Aqueles que ouvem à voz angélica: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), certamente têm compreendido que é impossível crer nesta mensagem sem associá-la com a observância do quarto mandamento: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:11).
Os sinais mostram o cumprimento das profecias para o tempo do fim, e a nossa maior necessidade hoje é do batismo do Espírito Santo nos conduzindo “a toda a verdade” (Jo.16:13), tornando-nos “santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Que à semelhança de Jeremias, possamos clamar a cada dia, de todo o nosso coração: “Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque Tu és o meu louvor” (v.14). Seja esta a nossa oração neste dia, amados. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles cuja esperança é o Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias17 #RPSP
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“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que farei cessar neste lugar, perante vós e em vossos dias, a voz de regozijo e a voz de alegria, o canto do noivo e o da noiva” (v.9).
Em uma terra desprovida do temor do Senhor e cercado de pessoas que constantemente o desprezavam, Jeremias teve de enfrentar a dura realidade de que não poderia constituir uma família. Sua vida solitária também era um recado vivo da condição de Israel: entregue à própria sorte. De maneira insistente e resoluta, a nação eleita abandonou o Senhor e desprezou a Sua Lei. Nada do que o profeta falasse era levado em consideração. Pelo contrário, suas palavras e sua vida eram-lhes uma constante advertência que lhes causava desconforto e lhes despertava o desejo de fazê-lo calar.
Assim como o celibato de Jeremias, Jerusalém se tornaria em terra estéril e desolada. Os pecados da nação e “a dureza do seu coração maligno” (v.12) estavam diante dos olhos do Senhor (v.17). Através do ministério profético de Jeremias, Deus buscou o Seu povo e revelou que a religião que viviam era falsa e destituída de poder. O templo do Senhor não era sinônimo de salvação e seus rituais eram vazios e inúteis. Mas a incoerência em que viviam logo se tornaria em terrível ruína e sofrimento. Além de ser um recado vivo da condição de seu povo, Jeremias também foi poupado de formar uma família em meio a uma geração condenada à destruição.
Amados, se nossos pais enfrentaram tempos difíceis, nós vivemos em tempos ainda piores que já começam a revelar os sinais que se avolumam para os dias finais. De forma insistente e urgente o Espírito Santo continua apelando a cada coração. Assim como cessaria a misericórdia de Deus para com os filhos de Israel (v.13), logo se encerrará o tempo de graça estabelecido para todas as nações da Terra. Pois “o Meu Espírito não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3) e “ninguém se esconde diante Mim, nem se encobre a sua iniquidade aos Meus olhos” (v.17), diz o Senhor.
Antes, porém, que Deus faça cessar “a voz de regozijo e a voz de alegria” (v.9) na Terra, há três mensagens sendo proclamadas “em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. “Caiu, caiu a grande Babilônia, que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. “Se alguém adora a besta e a sua imagem, e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira. […] Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:7-10, 12).
Semelhante a Jeremias que tinha um relacionamento pessoal com Deus a ponto de exclamar com propriedade: “Ó Senhor, força minha, e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia” (v.19), seja esta a nossa oração diária, rendendo sempre graças a Deus por Sua suficiente provisão. Encaremos esses dias difíceis em que estamos vivendo como um alerta divino e oportunidade que Ele nos concede para moldar o nosso caráter e preparar-nos como membros da família celestial.
Como foi com Jeremias, pode ser que a solidão seja algo que lhe aflige. Que o Espírito Santo lhe ilumine os olhos da fé para que você possa ver Jesus agora ao seu lado e o futuro eterno e glorioso que Ele tem preparado para os que O amam, um lar onde você terá uma família tão grande “que ninguém podia enumerar” (Ap.7:9).
Pai nosso, sabemos que o Senhor anseia nos salvar e nos libertar de uma vez por todas do cativeiro do inimigo. Livra-nos, Senhor, de uma religião hipócrita e de um coração endurecido que não reconhece a sua completa necessidade de Cristo! Como Jeremias, nós Te declaramos: “Ó Senhor, força minha, e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia”! Ainda que todos nos abandonem, que estejamos felizes e satisfeitos com a Tua companhia. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, membros da família celestial!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias16 #RPSP
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“Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos” (v.16).
Após negar-lhe a intercessão pela terceira vez, Deus deu conforto e alento ao Seu profeta. Jeremias enfrentou uma grande angústia depois de receber a revelação das “quatro sortes de castigo” (v.3) com as quais Deus puniria o Seu povo. Ele reconheceu a sua natureza pecaminosa, mas ao mesmo tempo expôs a sua vida íntegra diante de Deus enquanto era duramente perseguido e afrontado por seus inimigos. A longanimidade de Deus era uma prova de amor para com a rebeldia do povo, entretanto, também era um risco de morte para Jeremias (v.15). Pois quanto mais falava as palavras do Senhor, mais era perseguido e mais tinha a sua vida ameaçada.
Levantar a bandeira da causa de Deus nunca foi tarefa fácil. Milhares de homens e mulheres já deram a vida em defesa da verdade. E quanto mais a luta entre o bem e o mal avança para o fim, maior se torna a necessidade de clamarmos pelo auxílio divino. Desde que o pecado entrou no mundo, o medo passou a fazer parte de nossa essência. E uma de nossas maiores necessidades passou a ser a segurança. Deus tornou a repetir ao profeta a mesma promessa que havia feito no início de seu ministério: “Eu te porei contra este povo como forte muro de bronze; eles pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque Eu sou contigo para te salvar, para te livrar deles, diz o Senhor” (v.20). As ameaças dos inimigos não teriam poder algum sobre Jeremias, pois o Senhor dos Exércitos estava com ele.
O que fez a diferença na vida do profeta, é a fórmula contra o medo e contra a dúvida: o amor pela Palavra de Deus. Da mesma forma com que Cristo conquistou a vitória no deserto (Mt.4:4), Jeremias experimentou ao “comer” o maná do Céu. Ele achou nas palavras do Senhor “gozo e alegria para o coração” (v.16), mas, ainda assim, sofria com duras aflições. Como entender tamanha contradição? Jesus nos explica: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Por mais angustiante que seja a nossa situação aqui. Por mais que a nossa dor nos aflija. Por mais que a solidão nos maltrate. Há um Deus que já venceu o mundo e que deseja nos blindar como muros de bronze e nos fortalecer “para o bem” (v.11), até que Ele volte.
Basta estudarmos os testemunhos dos patriarcas e profetas, ou até mesmo dos reformadores protestantes, para entendermos que andar com Deus não é sinônimo de vida sem dificuldades. Na verdade, as dificuldades e provações são meios utilizados por Deus para forjar o nosso caráter e torná-lo semelhante ao Seu. É no forno das aflições que a nossa fé é confirmada e nossa visão do Senhor iluminada. É ali onde se aparta “o precioso do vil” (v.19), capacitando-nos a falar o que a nossa vida deve revelar através da ação do Espírito Santo em nós.
Assim como o Senhor disse a Jeremias: “Se tu te arrependeres” (v.19), o Seu evangelho apela ao nosso coração a cada dia: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Antes de ler meus comentários diários ou qualquer outra fonte humana, vá primeiro à fonte vital e infalível, que é a Palavra do Senhor. Que a Bíblia seja sempre o nosso primeiro e principal alimento diário e, então, no lugar do medo haverá amor e no lugar da dúvida, fé inabalável.
Querido Pai, necessitamos do Espírito Santo em nossa vida a fim de que nossas obras revelem a Tua glória. Batiza-nos com Teu Espírito! Ilumina a nossa mente com a Tua Palavra e firma os nossos pés em caminho seguro. Livra-nos do medo e da incredulidade e fortalece a nossa fé. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortalecidos pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias15 #RPSP
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