Reavivados por Sua Palavra


JEREMIAS 34 – Comentado por Rosana Barros
2 de março de 2024, 0:45
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Após os seis dias da criação do mundo, a conclusão do conjunto harmônico de todas as coisas revelava uma verdade inquestionável: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn.1:31). Tudo o que Deus havia criado era perfeito, mas veio o inimigo e semeou o mal (Mt.13:28). Cobiça, medo, acusação, homicídio, inauguraram os primeiros dias de pecado no planeta recém-criado. E o homem se tornou escravo da maldade, com uma natureza má e depravada.

A Israel foram dadas leis diversas a fim de educar o povo num caminho de retidão, ensinando-o a maneira correta de viver em santificação diante de Deus e diante das demais nações. Algumas dessas leis eram pré-existentes e são imutáveis e eternas, como a Lei moral dos dez mandamentos e as leis de saúde. Mas o Senhor também estabeleceu leis civis conforme a realidade cultural da época, onde a escravidão estava arraigada até mesmo entre o professo povo de Deus. Ao exigir dos filhos de Israel que tratassem seus servos com justiça e os deixassem livres após um período de seis anos, Deus declarou o Seu desejo pelo tempo em que não haveria mais escravos na nação que havia tirado “da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2).

Jeremias viveu no meio de uma apostasia sem limites, e, dentre os pecados dos quais eram culpados, os habitantes de Jerusalém praticavam a escravidão desconsiderando por completo as leis estabelecidas por Deus. Além de escravizar os “hebreus, seus irmãos” (v.9), sua atitude assemelhou-se a de Faraó quando deixou ir o povo, de forma que “se arrependeram, e fizeram voltar os servos e as servas que haviam despedido forros, e os sujeitaram por servos e servas” (v.11). A inclinação do coração de todos “os príncipes e todo o povo” (v.10) de Jerusalém pendia para o mal, de forma que sofreriam as consequências de suas próprias ações, sendo eles mesmos levados como escravos à Babilônia.

Satanás é o maior comerciante de escravos de todos os tempos. Usando a mesma estratégia que no princípio fez cair nossos primeiros pais, ele “tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8), aprisionando multidões no cativeiro da Babilônia espiritual. E pior: ele tem feito tudo isso apontando para Deus como o causador de toda a maldade e sofrimento. Levando o homem a esquecer de seu Criador e a rejeitar a verdade de que Deus só criou o que era muito bom, Satanás avança em sua obra maligna de conquistar o máximo possível de escravos do pecado, enquanto os faz pensar que estão vivendo a liberdade.

Só há liberdade em Cristo Jesus! Ele mesmo afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6), “e, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Em Cristo encontramos a liberdade que nos tira “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Em Cristo compreendemos que o serviço para Deus é nobre e justo e nos guia para a vida eterna, onde seremos príncipes e princesas no reino dos céus. Este planeta cativeiro está prestes a ser o palco do livramento dos servos de Deus e da destruição de Satanás e de seus escravos. “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm.8:23).

Deus nos chamou para apregoarmos “a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo” (v.17), rompendo de muitas vidas as cadeias da iniquidade. E esta missão está em seu estágio final. Não deveríamos nós, como os primeiros discípulos, estar unidos em oração e súplicas pela derradeira chuva do Espírito, a fim de recebermos poder para testemunhar a um mundo que caminha a passos largos para a destruição? Eia, servos do Deus Altíssimo! Despertai, nação de verdadeiros adoradores! “Veio, pois, a palavra do Senhor a Jeremias, da parte do Senhor” (v.12) não apenas para o antigo Israel, mas também como uma mensagem de advertência e reavivamento para os nossos dias.

Em breve, os filhos de Deus não lamentarão mais diante da morte de seus queridos, “dizendo: Ah, Senhor!” (v.5). Mas romperão em brados de triunfo ao verem seus amados sendo ressuscitados “para a vida eterna” (Dn.12:2). Quer você estar pronto para este dia? Escolha a verdade. Escolha a liberdade. Escolha Jesus.

Pai de amor, a Tua longanimidade tem estendido para nós o tempo da graça e da oportunidade, mas a Tua justiça e misericórdia, que não mais suporta o sofrimento dos Teus filhinhos, logo abreviará este tempo a fim de levá-los para casa. Queremos estar prontos, Senhor! Batiza-nos com Teu Espírito e nos habilita com sabedoria e amor a dar o alto clamor a um mundo prestes a perecer! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, livres em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias34 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 33 – Comentado por Rosana Barros
1 de março de 2024, 0:45
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As revelações de Deus dadas a Seus profetas compõem uma estrutura bem estabelecida de palavras dadas à humanidade visando a salvação em resposta ao resultado positivo das decisões humanas. Como criaturas inteligentes e livres, temos a possibilidade de fazer escolhas, quer sejam boas quer sejam ruins. E são elas que definem a nossa posição e influenciam a nossa participação no grande conflito.

Desde Abel e Caim, o Senhor tem se alegrado com o justo e revelado ao ímpio o Seu desejo de redimi-lo. A casa de Judá e a casa de Israel escolheram dar as costas ao Senhor e rejeitar os Seus profetas. Mas a fidelidade divina às Suas promessas seria concretizada na pessoa de Jesus Cristo, o “Senhor, Justiça Nossa” (v.16).

Trazendo “saúde e cura” (v.6), Cristo nos deixou o perfeito exemplo sobre a grande e sagrada obra da temperança. Olhemos para Jesus em seu jejum intermitente e derrotando Satanás pela vitória sobre o apetite. Olhemos Jesus retirando as enfermidades daqueles que criou para a Sua glória. Olhemos Jesus distribuindo alimento simples ao povo. Olhemos Jesus em Suas caminhadas evangelísticas, enquanto movido pela energia da luz solar enchia o peito do mais puro ar da manhã. Olhemos Jesus dormindo em paz em meio à tempestade. Olhemos Jesus fortalecendo a Sua confiança no Pai em Sua comunhão matinal diária. Olhemos Jesus rejeitando o fel que Lhe entorpeceria os sentidos. Em toda a Sua vida nesta Terra, Jesus obedeceu às leis físicas que Ele mesmo estabeleceu para o bem e a felicidade do homem.

Deus deseja restabelecer em Seu povo “saúde e cura”, “paz e segurança” (v.6), “como no princípio” (v.7 e 11), “porque Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v.11). Temos uma verdade presente para ser vivida e uma palavra profética a ser considerada e obedecida: “Curto é o tempo de que dispomos. Não podemos passar por este mundo mais de uma vez; tiremos, pois, ao fazê-lo, o melhor proveito de nossa vida […] Se abrirmos o coração e o lar aos divinos princípios da vida, poderemos ser condutos que levem correntes de força vivificante. De nosso lar fluirão rios de vida e de saúde, de beleza e fecundidade numa época como esta, em que tudo é desolação e esterilidade” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, CPB, p.355).

Como a família de Israel e a família de Judá não foram rejeitadas por Deus (v.24), Ele também não rejeitou a Sua última família na Terra. Pelo contrário, Sua Palavra contém a essência de Seu maior desejo: restaurar no homem a Sua imagem. É olhando para Jesus que esta obra é realizada pelo Seu Espírito, como está escrito: “Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:17-18).

É o nosso relacionamento com o Senhor e a conversão que permitimos Ele opere em nós que nos impulsiona e fortalece na obra de dar-Lhe glória (Ap.14:7): “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). A revelação da face de Jesus Cristo em nós é o que dará ao mundo o último clamor. E lembre-se: esta obra não admite o orgulho, mas a humildade em reconhecer a nossa própria indignidade e necessidade de constante aperfeiçoamento; e é uma obra individual para ser uma bênção ao corpo de Cristo, e não um fardo.

Querido Pai Celestial, o Senhor deseja nos curar das mazelas deste mundo e, através de nós, levar Tua cura a outros também. Purifica o nosso coração e nos ensina a olhar para Jesus, nosso perfeito Modelo. Que a Tua Palavra seja o nosso tesouro mais precioso e tenhamos uma mente transformada e renovada para compreender e experimentar a cada dia a Tua boa, agradável e perfeita vontade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias33 #RPSP

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JEREMIAS 32 – Comentado por Rosana Barros
29 de fevereiro de 2024, 0:45
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Certamente não há obra mais desafiadora do que a educação de filhos. Cada dia, pais e filhos entram em uma sala de aulas imprevisível, repleta de provas e de novos aprendizados. Há dias de aprovação e vitórias, mas há também aqueles de frustração e derrotas. Têm dias em que parece que tudo começa errado, mas, no fim, percebemos as oportunidades que nos foram dadas para o aperfeiçoamento de nosso caráter; assim como aqueles em que parece estar dando tudo certo, mas não deixam de ser provas a testar a nossa capacidade de reconhecer a mão de Deus em todas as coisas. O desejo constante do Senhor para o Seu povo sempre foi o de nos unir num só propósito, num só pensamento, e isto inclui, principalmente, a educação doméstica.

Encarcerado pela acusação de falar o que o rei e o povo não queriam ouvir, Jeremias ainda enfrentou o dilema de seguir uma estranha ordem de Deus. Ele teria de comprar uma propriedade campestre nas imediações de Jerusalém. Ora, para quem pregava que logo toda aquela terra seria invadida, destruída e desabitada, aquela seria uma atitude imprudente e até incoerente diante daqueles que o ouviam. Jeremias deve ter pensado que aquele negócio poderia causar ainda mais a invalidação de sua pregação. Pois como o profeta estaria adquirindo uma propriedade no lugar em que constantemente gritava e clamava: “Violência e destruição!” (Jr.20:8)? Não fazia sentido algum!

Mas o profeta reconhecia a voz de Deus e o que dEle procedia, e, entendendo “que isto era a Palavra do Senhor” (v.8), comprou o campo em Anatote conforme todos os trâmites legais da época. Por mais que fosse inicialmente absurda, aquela compra representava a promessa do Senhor de que traria o Seu povo de volta para casa. E não somente o traria de volta, como também trabalharia para o bem dos pais e dos filhos, colocando em seus corações o temor do Senhor (v.40). Aqueles que antes foram a causa da ira e da tristeza de Deus, se tornariam o motivo de Sua alegria (v.41). Aquele campo, portanto, significava a promessa de amor de um Pai que não desiste de Seus filhinhos.

Existem momentos em que parece que a vontade de Deus não faz muito sentido dentro do contexto em que vivemos. Como Jeremias, desejamos que o Senhor nos esclareça o que para nós parece obscuro. Mas assim como o profeta reconheceu e cumpriu a vontade divina e só depois questionou, nesse sentido, a ordem dos fatores pode alterar o resultado. O nosso relacionamento pessoal com Deus define as nossas ações diante dos dilemas da vida. Jeremias estava preso inocentemente e não fazia o menor sentido comprar um lugar condenado à destruição, mas apesar de suas limitações, apesar de suas dúvidas, ele obedeceu simplesmente porque aquela era a vontade do Deus a quem amava e servia e cuja voz lhe era bem familiar.

A nós foram deixadas orientações bem claras a respeito de como vivermos nesses últimos dias, e a melhor forma e lugar de educarmos os nossos filhos e de mantê-los o mais longe possível das influências deste século. Mas à vista da sociedade e da cultura em que vivemos, não parece lógico e nem razoável fazer a vontade de Deus. Então, tentamos aplacar a consciência da mesma forma que o rei Zedequias fez: encarcerando a palavra profética em lugar onde possa ser vista, enquanto a relativizamos, afirmando: “Veja, não é bem assim”. O que acontece conosco é que temos medo de sair de nossa zona de conforto e de sermos ridicularizados tal qual foi o profeta do Senhor.

Meus amados irmãos, tenho percebido a mão de Deus em cada decisão tomada na direção de obedecer a verdade presente. E com um profundo sentimento de gratidão eu me incluo entre aqueles que clamam de dia e de noite para que a vontade de Deus seja soberana em minha vida; para que eu e minha casa possamos viver os planos de Deus independente da opinião ou da rejeição alheia; ainda que nós mesmos não compreendamos os propósitos do Senhor, confiando de que, cada um deles, possui um objetivo, e é este: “assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (v.42), diz o Senhor.

Para o “seu bem e bem de seus filhos” (v.39): “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Pai de amor, o Senhor não deixaria o Teu último povo, nos últimos instantes desta Terra e diante da última grande crise sem orientação profética. A Tua Palavra diz que o testemunho de Jesus, presente na vida do Teu remanescente é o espírito da profecia. Necessitamos tomar decisões acertadas quanto à nossa vida e o nosso lar, mas o Senhor nos deixou orientações inspiradas quanto a isto. E creio que estamos em tempo de preparo. Que possamos reconhecer a Tua voz e a Tua vontade através da Tua Palavra e do espírito de profecia e colocá-la em prática, pelo poder do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias32 #RPSP

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JEREMIAS 31 – Comentado por Rosana Barros
28 de fevereiro de 2024, 0:45
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Quanto amor em apenas um capítulo! Após o exílio, Israel desfrutaria de um período de bonança ao retornar com a bênção de Deus à sua terra. Nem mesmo as limitações físicas ou as dores de parto impediriam o povo de voltar ao seu lar original. “Com choro, e com súplicas”, o Senhor os guiaria “aos ribeiros de águas” (v.9) e transformaria “em regozijo a sua tristeza” (v.13). Seria um tempo memorável para aquela geração onde muitos, nascidos em Babilônia, não conheciam a terra natal de seus pais. Em cada caravana havia um sagrado senso de temor a Deus e confiança de que a mão do Senhor estava sobre eles.

O retorno dos filhos de Israel para sua terra ilustra o retorno do Israel de Deus para o lar edênico. “Ouvi a palavra do Senhor, ó nações” (v.10) tem sido o clamor divino a ecoar a todas as gerações. Chegará o tempo em que o Senhor será “o Deus de todas as tribos de Israel” (v.1), como revelado a João em seu exílio: “Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (Ap.7:4).

Este número, que ainda hoje é motivo de muitos questionamentos, representa aqueles que estarão selados para a eternidade. Alguns acreditam que se trata dos salvos que estarão vivos no dia da volta de Cristo. Outros, que se trata de uma representação simbólica dos salvos de todos os tempos. Contudo, seja qual for o significado deste número, o nosso foco deve estar em nosso preparo pessoal: “converte-me, e serei convertido, porque Tu és o Senhor, meu Deus” (v.18).

Haverá um período de angústia que trará sobre os filhos de Deus grande sofrimento. Impulsionados por sentimentos de temor e tristeza, pensarão ter falhado em seus esforços. Como “Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles” (v.15), haverá para os pais piedosos um tempo sobremodo escuro onde Satanás os tentará com o pessimismo e o desânimo em sua obra do lar. Mas há uma poderosa promessa para aqueles que não desistem e perseveram, ainda que debaixo das malignas e desleais estratégias do inimigo: “Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro e as lágrimas dos teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo” (v.16).

Amados pais, se assumirmos, com fidelidade e perseverança, um compromisso com o Senhor, Ele certamente firmará a Sua “nova aliança” (v.31) conosco: “Na mente, lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei; Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (v.33). Com a Lei de Deus em nossos corações e mentes, estaremos prontos para testemunhar do “amor eterno” (v.3) de Deus em nosso lar e de nosso lar para o mundo. Um dia fala a outro dia, dizendo: “presta atenção na vereda, no caminho por onde passaste” (v.21), a fim de que permaneças alicerçado no inabalável fundamento da Palavra de Cristo. É a Palavra de Deus o firme fundamento “para edificar” e a boa semente “para plantar” (v.28).

Infelizmente, haverá perdas no grande Dia do Senhor. Mas o Senhor há de consolar os Seus valentes guerreiros, cujos familiares preferiram “comer uvas verdes”, pois “Cada um […] será morto pela sua iniquidade” (v.30). Oremos, com jejuns e com súplicas, a fim de que se cumpra em nossa casa a palavra profética: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Que a respeito de nossa família seja anunciado pelo Céu: “todos Me conhecerão […] Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v.34).

Logo o Senhor livrará o Seu povo do inimigo que é “mais forte do que ele” (v.11). Seja o nosso clamor hoje e a cada dia:

“Salva, Senhor, o Teu povo, o restante de Israel” (v.7)! Perdoa as nossas iniquidades e, qual Calebe e Josué, que foram fieis a Ti e por confiarem em Tua promessa entraram na terra prometida, dá-nos a perseverança dos santos, os que guardam os Teus mandamentos e a fé em Jesus, a fim de que logo, por Tua graça, entremos na Cidade pelas portas! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, pais preparados e filhos vencedores!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 30 – Comentado por Rosana Barros
27 de fevereiro de 2024, 0:45
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Como diligente estudante das Escrituras, o profeta Daniel entendeu “que o número de anos, de que falara o profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn.9:2). Já em idade avançada, Daniel percebeu que chegado era o momento do cumprimento da promessa divina e, com jejum e oração, suplicou a fim de que o Senhor perdoasse os pecados de Seu povo e o levasse de volta a Canaã.

Ainda orava Daniel quando lhe apareceu o anjo Gabriel com revelações de Deus a respeito de eventos futuros. A ele foi revelada a profecia das setenta semanas, ou quatrocentos e noventa anos. Da mesma forma, enquanto Jeremias era inspirado a escrever profecias para curto prazo, também nos deixou revelações que seriam compreendidas “nos últimos dias” (v.24).

Sobre este “tempo de angústia para Jacó” (v.7), comenta o pastor Rafael Rossi: “No auge da perseguição, os fiéis viverão essa angústia que tem suas razões:

1. Medo de serem mortos.
2. Medo de que seus pecados não foram perdoados. Assim como Satanás acusou Jacó, acusará o povo de Deus.
3. Estarão perfeitamente conscientes de sua fraqueza e indignidade. Satanás se esforçará por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos não dão margem à esperança.
4. Medo de não terem se arrependido de todos os pecados.
5. Medo de desonrar o nome de Deus” (Você pode ler o artigo “O tempo de angústia”, na íntegra, no site adventistas.org).

Mas a mensagem de Deus para o Seu remanescente é: “Não temas, pois, servo Meu […] diz o Senhor, nem te espantes […] Porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te” (v.10 e 11). Os tempos turbulentos em que estamos vivendo e toda a pressão mental exercida, certamente tem sido um período preparatório para o que ainda há de vir. Diante da ameaça de ser morto pelo próprio irmão e de uma mente perturbada pela culpa, Jacó não reconheceu que estava lutando com o próprio Senhor e que seu refúgio estava nAquele com quem mediu forças uma noite inteira. Essa noite será reproduzida quando o povo de Deus, ameaçado de morte e afligido pelas constantes acusações de Satanás, passar por este momento de trevas lutando com Deus em perseverante súplica.

Esse último período de angústia será seguido pelo segundo advento de Cristo, que virá para livramento eterno de Seu povo. Como descreveu Ellen White: “Foi uma hora de angústia assustadora, terrível, para os santos. Dia e noite clamavam a Deus, pedindo livramento […] Como Jacó, estavam lutando com Deus […] Aqueles que haviam zombado da ideia de os santos ascenderem para o Céu, serão testemunhas do cuidado de Deus para com o Seu povo, e contemplarão seu glorioso libertamento” (História da Redenção, CPB, p.407, 408).

“Eis a tempestade do Senhor!” (v.23). Eis que se aproxima o tempo em que serão derramadas “pela Terra as sete taças da cólera de Deus” (Ap.16:1); quando, do Céu, será declarado: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Aceitemos o chamado de Deus enquanto há tempo: “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2).

Pai que está nos Céus, que semelhante a Daniel, examinemos as profecias com diligente cuidado, com oração e jejum, pois aproxima-se o tempo de nossa redenção. Pode ser que muitos de nós tenhamos que dormir o sono da morte antes que venha o fim, mas também podemos a qualquer momento nos deparar com a última grande crise da Terra. Quer vivamos, quer morramos, só queremos estar preparados, Senhor! Ajuda-nos! Concede-nos Teu Santo e Bom Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias30 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 29 – Comentado por Rosana Barros
26 de fevereiro de 2024, 0:45
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Quando Jesus esteve na Terra, Ele encontrou a humanidade extremamente ferida pelo pecado e assediada pelo diabo. As feições de sofrimento, as marcas das enfermidades e a indiferença dos líderes religiosos estavam diariamente diante do Salvador. Jesus ouvia dos lares de Seu povo as vozes da impaciência e da ira. Ele via a forma desumana que os pobres eram tratados. Via os olhares de condenação daqueles que deveriam acolher e instruir, repelindo os pecadores. Jesus percebia a reprovação de Sua obra de salvação por parte daqueles que buscavam justificar os próprios pecados enquanto alegavam piedade. Jesus via tudo isso, mas nada podia superar a contemplação que realizava em cada coração.

Naqueles que os olhos humanos não podiam enxergar nada de bom, Jesus viu o potencial de Sua graça. Na mulher adúltera, no publicano corrupto, no pescador irascível, no endemoniado incontrolável, Jesus ouviu o grito de corações desesperados por perdão e misericórdia. Jesus sabia que, por meios humanos, nenhum deles encontraria a paz tão desejada. A carta que o profeta Jeremias enviou aos exilados com as palavras do Senhor estava envolvida com muito amor, misericórdia e esperança. Havia uma promessa escrita ali e orientações bem claras em como sobreviver em Babilônia até que pudessem retornar para casa:

  1. Não fiquem ociosos. Sejam prósperos e influenciem a sociedade (v.5);
  2. Fortaleçam o núcleo familiar (v.6);
  3. Sejam bons cidadãos (v.7);
  4. Não deem ouvidos aos falsos profetas (v.9);
  5. Até que se cumpra a promessa de libertação, busquem a Deus de todo o coração (v.10-13).

No contexto do grande conflito, estamos todos exilados em um mundo de pecado. Estamos cercados pela corrupção, imoralidade e costumes que têm feito deste tempo um período tão ruim quanto o que Cristo presenciou em Seu ministério terrestre ou o que Jeremias teve de suportar. Como era verdadeira a carta de Jeremias aos exilados de seu povo, também podemos comprovar em nossos dias a veracidade do que Paulo escreveu em uma de suas cartas ao jovem Timóteo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2Tm.3:1-5).

Diante desta realidade que não poucas vezes temos visto dentro da igreja e até de nossa própria casa, só nos resta uma estratégia, que está contida no capítulo de hoje: “Então, Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu os ouvirei. Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (v.12-13). Era essa a estratégia espiritual de Cristo. O sol nunca aparecia no horizonte sem encontrar o nosso Salvador de joelhos em comunhão com Seu Pai. Jesus foi a perfeita carta de Deus à humanidade. Mas aos cristãos foi dada a missão global de serem a “carta de Cristo […] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:3).

Em meio à Babilônia espiritual atual, todos precisam ler em nossa vida que Jesus Cristo é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6); que Ele não rejeita ninguém que vá a Ele em humildade (Jo.6:37); que os cansados e sobrecarregados com os fardos deste mundo podem encontrar alívio em Jesus (Mt.11:28); que a vida eterna consiste em conhecer o Pai e o Filho (Jo.17:3); que Ele é “a ressurreição e a vida” e todo aquele que nEle crê, “ainda que morra, viverá” (Jo.11:25); que Ele voltará e nos levará para morar com Ele na casa de Seu Pai (Jo.14:1-3), onde “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Jesus não nos prometeu facilidades nesta missão, amados. Por vezes, nos sentiremos como que prestes a desfalecer. Contudo, ainda que duramente provados, consideremos os nossos sofrimentos como o fizeram os primeiros discípulos do Senhor: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At.5:41). Seguindo o conselho da divina Carta original: Vigiemos e oremos!

Pai de amor, confiamos em Tua graça e auxílio constantes e clamamos pelo poder do Espírito Santo em nossa vida, a fim de que, enquanto o Senhor não vem, nossas obras Te glorifiquem. Mesmo em meio a tanta corrupção e infidelidade, dá-nos a sabedoria do alto, a fim de que nosso lar testemunhe do Teu evangelho eterno. Ensina-nos a Te buscar de todo o nosso coração! Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, cartas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias29 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 28 – Comentado por Rosana Barros
25 de fevereiro de 2024, 0:45
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Perante os líderes religiosos e todo o povo, Jeremias foi afrontado por um falso profeta. De forma desafiadora, Hananias distorceu a verdadeira palavra profética alegando também ser um enviado de Deus. Com um sonoro e convincente “assim fala o Senhor dos Exércitos” (v.2), o falsário lançou a verdade por terra e, infelizmente, semelhante ao período de apostasia revelado pelo profeta Daniel, “o que fez prosperou” (Dn.8:12). Imaginem a situação de Jeremias, solitário em sua missão de proclamar a verdade, um fato que deveria nos fazer refletir que Deus não precisa de quantidade, mas requer qualidade.

Apesar do trágico fim de Hananias e de sua fala mentirosa, o povo preferiu dar ouvidos a essa mensagem, pois soava mais agradável aos ouvidos. Os canzis simbólicos foram quebrados e junto com eles a possibilidade de haver algum tipo de paz. Judá, portanto, escolheu tomar sobre si “canzis de ferro” (v.13). “E Jeremias, o profeta, se foi, tomando o seu caminho” (v.11), triste pela realidade de seu povo, mas em paz na certeza de estar cumprindo o verdadeiro “assim diz o Senhor”.

Desde o Gênesis, temos estudado a Bíblia um capítulo após o outro e descobrimos que, mesmo aqueles textos que já havíamos lido, trouxeram para nós uma nova luz. A Palavra que se renova a cada dia nos oferece o maravilhoso privilégio de ouvirmos a voz de Deus. Mas nem todos estão realmente dispostos a ouvi-la. Como filhos rebeldes, desejam ouvir apenas o que lhes convém; a correção, porém, é descartada assim como um filho insensato se recusa a aceitar a repreensão do pai.

As palavras dadas pelo Senhor a Jeremias não eram palavras fáceis de se ouvir. Elas atingiam diretamente os pecados do povo e de seus líderes. E temos visto que muitos dos conceitos apresentados neste livro têm uma ligação direta com os eventos dos últimos dias relatados em Apocalipse; além da história de hoje se encaixar perfeitamente com um dos sinais que antecedem a volta de Cristo: o surgimento de falsos profetas (Mt.24:24). Insistentemente, Jesus nos advertiu de que ficássemos atentos:

“Vede que ninguém vos engane”; “Vede que vo-lo tenho predito”; “[…] ficai também vós apercebidos”. (Mt.24:4, 25 e 44).

O engano é sutil, amados. Ninguém é enganado com uma nota de trinta reais, simplesmente porque ela não existe. Mas pode ser facilmente enganado com uma nota falsa de cinquenta reais, a menos que conheça muito bem a nota legítima. Somente quando pedimos a direção do Espírito Santo e assumimos uma postura de submissão à vontade de Deus, podemos extrair da Sua Palavra a verdade que liberta. Que o meu e o seu desejo diário seja o de ouvir a voz do Senhor. Ainda que não seja bem aquilo que desejamos, certamente, sempre será o que precisamos ouvir.

Querido Pai que habita nos Céus, como Jeremias podemos estar nos sentindo tristes e sozinhos na obra de proclamar a Tua verdade presente. Ajuda-nos a olhar para as veredas antigas e lembrar-nos de Elias, que em sua queixa obteve do Senhor a feliz revelação de mais sete mil verdadeiros adoradores que não haviam se curvado ao deus deste mundo. Enche-nos do Espírito Santo, concedendo-nos a fé, força e coragem que tanto precisamos! E que nossa vida diária revele ao mundo a nossa comunhão Contigo, de forma que tudo o que façamos glorifique a Ti somente. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 27 – Comentado por Rosana Barros
24 de fevereiro de 2024, 0:45
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O canzil é um símbolo de jugo, de submissão. São dois pedaços de madeira unidos a uma parte central, usado geralmente no boi, amarrado com cordas. Mais uma vez, de uma forma ilustrativa, Deus enviou Jeremias com outro apelo ao Seu povo. Ou eles se entregavam ao rei de Babilônia, ou teriam de sofrer as consequências da desobediência. E a prova do amor de Deus para com as demais nações, ainda que inimigas declaradas de Israel, é que Ele também enviou mensageiros a Moabe, Amom, Tiro e Sidom (v.3).

Imagine a cena: O rei Zedequias poderia estar em um de seus banquetes, comendo e bebendo e pensando em como tudo estava tranquilo. De repente, entra em sua presença Jeremias preso a um canzil, como um animal de carga, e declarando que aquela paz que os falsos profetas haviam declarado não era real e que ele precisava conduzir o povo a entregar-se ao jugo de Nabucodonosor. Zedequias deve ter pensado: Mas este homem só pode estar louco! Quando é que ele vai desistir?

Vocês percebem o intenso desejo de Deus em salvar o Seu povo? Ele estava implorando para que Lhe dessem ouvidos. E ninguém em sã consciência faria o que Jeremias fez se antes não amasse a Deus e ao próximo. Era muito amor envolvido em cada mensagem. O Criador de todas as coisas (v.5) desejava simplesmente que a obra-prima de Suas mãos compreendesse que Ele a formou e fez para um propósito grandioso. Ele criou todas as coisas para o nosso deleite e deseja nos dar o melhor da terra. A nossa obediência é a resposta de que aceitamos a Sua oferta gratuita.

A justiça de Cristo nos concede o privilégio imerecido de, pela Sua graça, nos tornarmos justos com Ele. Em todo o tempo, desde que o pecado entrou no mundo, o conceito de graça iniciou os seus efeitos: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Esta foi a primeira profecia messiânica, dada aos nossos primeiros pais. A partir dali, o homem deveria aprender a viver pela fé nAquele que pagou o preço para nos libertar do jugo do pecado.

Desde então, todos nós estamos presos a um canzil que se chama pecado. E a única forma de nos vermos livres dele é conhecendo Aquele que é a verdade: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). O povo de Judá não conhecia mais o Senhor, por isso que também não reconheceram a Jeremias como um mensageiro enviado de Deus. Limitaram-se a uma vida de aparatos religiosos, enquanto a verdadeira religião era ignorada. Preocupavam-se mais com “os utensílios da Casa do Senhor” (v.16), do que em cultivar uma vida de oração (v.18) e confiança em Deus.

Coisas vêm e coisas vão, mas fé, amor e fidelidade são legados que ficam para a posteridade como testemunho do poder de Deus na vida daqueles que são “chamados segundo o Seu propósito” (Rm.8:28). Creia que o Senhor te criou com o propósito específico de glorificar o Seu nome (Is.43:7), e, ainda que você não entenda a princípio os planos dEle para a sua vida, “[ore] ao Senhor dos Exércitos” (v.18) e Ele te conduzirá ao conhecimento que liberta.

Senhor dos Exércitos, dá-nos coração compreensivo, para quando falares conosco, não rejeitarmos o Teu apelo e nem menosprezarmos os Teus atalaias. Concede-nos o Teu Santo Espírito, a fim de que não sejamos enganados por profecias mentirosas. Liberta-nos e santifica-nos na verdade, a Tua Palavra é a verdade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, libertos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 26 – Comentado por Rosana Barros
23 de fevereiro de 2024, 0:45
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O ministério profético dado a Jeremias não foi apenas desafiador, mas um risco de morte. Não, o profeta não foi mandado a pregar dentro de um presídio perante os piores assassinos. Ele foi enviado a pregar na igreja! E, ainda que a sua integridade física estivesse em jogo, a ordem de Deus era de que ele não omitisse “nem uma palavra sequer” (v.2). Enquanto sua voz ecoava pelas paredes do templo, chocava-se com os corações endurecidos do povo. Mas o Senhor não desistia deles, pois a Sua essência não permitia. O Seu amor para com aquela nação fazia com que colocasse na boca de Jeremias um apelo após o outro. Mas eles consideravam a sua situação muito confortável para dar ouvidos à mensagem de juízo.

O inimigo tem usado seus agentes na luta contra o povo de Deus e tem levantado dentre o próprio povo pessoas que, enfermas espiritualmente, vivem apenas um cristianismo superficial. Essa foi a realidade não somente nos dias de Jeremias, mas também nos tempos de Cristo e da igreja apostólica. Jesus foi condenado e morto pela dureza de coração de Seu próprio povo. Paulo e seus companheiros de missão foram duramente perseguidos, açoitados e muitos foram mortos por seus patrícios. E nem o fato do rosto de Estêvão ter brilhado como o rosto de um anjo (At.6:15) impediu os líderes judeus de apedrejá-lo até à morte (At.7:59).

A Bíblia está repleta de testemunhos de pessoas que deram a vida por amor ao evangelho, simplesmente porque aceitaram transmitir as palavras do Senhor. Alguns são mais conhecidos e notórios como no caso do profeta Jeremias. Outros, possuem um tímido registro nas Escrituras, como no caso do profeta Urias. Mas ambos profetizaram “em nome do Senhor” (v.20). Falando aos gálatas, Paulo escreveu: “Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” (Gl.4:16). Jeremias tornou-se um inimigo nacional porque declarava as palavras que de Deus recebia, e Urias perdeu a vida por exercer o ministério profético. A acusação contra Jeremias era de que ele falava o que não era agradável de se ouvir. Porque, aos olhos dos habitantes de Jerusalém, estava tudo bem, quando, na verdade, suas ações eram más continuamente.

Amados, Deus tem pressa em nos salvar e, “começando de madrugada” (v.5), tem nos falado a mesma mensagem com um tom ainda mais urgente do que o foi nos dias de Jeremias ou nos dias da igreja primitiva. Precisamos depositar o nosso coração no cofre celestial e clamar pelo poder transformador do Espírito Santo. Lembremos que o homicídio não só acontece fisicamente, mas também ocorre dentro do coração rancoroso e vingativo (Mt.5:22), que derrama sangue inocente com palavras e sentimentos maliciosos. “E traríamos nós tão grande mal sobre a nossa alma?” (v.19). Odiaríamos aqueles que sabemos ser usados por Deus para nos alertar, só para podermos mascarar os pecados que precisamos abandonar?

Que o Senhor nos livre de derramar “sangue inocente” (v.15) e nos faça influentes para o bem assim como foi Aicão, que “protegeu a Jeremias” (v.24). Disse Jesus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt.5:7).

Nosso querido Deus, nós suplicamos que crie em nós um coração puro que ame a verdade; um coração disposto a ser corrigido e transformado pelo modelar de Tuas santas mãos! Livra-nos de sermos perseguidores de nossos irmãos! Que sejamos sábios para reconhecer os Teus avisos e humildes para aceitar a Tua repreensão! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, alvos da misericórdia divina!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias26 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JEREMIAS 25 – Comentado por Rosana Barros
22 de fevereiro de 2024, 0:45
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O ministério de “Jeremias, o profeta” (v.2), consistia em anunciar palavras de juízo a um povo obstinado e rebelde. Durante muitos anos, sua vida foi considerada um estorvo nacional e, sua pregação, odiada de todos, principalmente dos líderes judeus que se recusavam a dar-lhe ouvidos. Em nenhum momento, porém, houve o registro de que o profeta houvesse rejeitado o seu chamado ou desistido de declarar as palavras da parte do Senhor. Apesar de sua condição emocionalmente frágil, Deus o tornou em muro intransponível preservando-lhe a vida e fortalecendo-lhe mediante Sua constante e consoladora presença.

Ao profeta foi revelado o tempo do cativeiro babilônico: setenta anos. Seria esse o período em que os judeus estariam sob o jugo de Babilônia, quando, cumprindo-se o seu término, poderiam retornar à sua terra natal. “Também, começando de madrugada” (v.4), Jeremias despertava a nação anunciando a palavra do Senhor, bem como os demais profetas, antes e depois dele, serviram a Deus declarando a mesma mensagem: “Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho e da maldade das suas ações, e habitai na terra que o Senhor vos deu e a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre. Não andeis após outros deuses para os servirdes e para os adorardes, nem Me provoqueis à ira com as obras de vossas mãos; não vos farei mal algum” (v.5-6).

Não era desejo do Senhor aplicar nenhum de Seus juízos sobre qualquer povo ou nação, mas conduzi-los ao arrependimento e abençoá-los com toda sorte de bênçãos. No capítulo de hoje, Jeremias declarou o tempo em que profetizava em nome de Deus: “vinte e três anos” (v.3). Portanto, a nação estava cheia do conhecimento dos acontecimentos futuros, mas vazia do conhecimento que salva (Jo.17:3). Conhecer a Deus e fazer a Sua vontade não se trata de um conhecimento teórico de sinais e profecias, e sim do que fazemos com relação ao que nos é revelado.

Jesus foi obediente em tudo porque, “começando de madrugada” (v.3), buscava o poder do alto enquanto estreitava o Seu íntimo relacionamento com o Pai. A Bíblia relata que Ele “Se retirava para lugares solitários e orava” (v.16), o que geralmente fazia “alta madrugada” (Mc.1:35). Sua vida de obediência e altruísmo, portanto, era o resultado de sua comunhão com Deus. Assim também deseja Deus estabelecer este vínculo pessoal e diário com Seus filhos. Disse Jesus: “o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo.6:37). Assim como os profetas do Senhor eram enviados aos povos e nações para conduzi-los ao arrependimento e confirmá-los em seu reino terrestre, Jesus nos foi enviado com a mesma mensagem de salvação a fim de nos conduzir ao Seu reino celeste: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17).

A mensagem da salvação em Cristo Jesus é dirigida “a todos os reinos do mundo sobre a face da Terra” (v.26), como está escrito: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Mas para que essa mensagem seja eficaz, a mensagem de juízo deve ser igualmente aceita e obedecida: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Há um clamor sendo erguido, não por apenas vinte e três anos, mas por quase dois mil anos. Há um cálice de ira que está prestes a cumprir o seu propósito não por apenas setenta anos, mas com consequências eternas. O cálice que Israel e as nações pagãs não queriam beber, mas logo será derramado “sobre todos os moradores da Terra” (v.29), foi o objeto da grande angústia de Cristo, ao suplicar: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (Mt.26:39). Entretanto Aquele que não tinha pecado algum teve de aceitar a vontade do Pai: “Tereis de bebê-lo” (v.28). Jesus tomou do cálice da cólera de Deus para que você e eu não tenhamos de bebê-lo. Oh, precioso Redentor!

Amados, “o Senhor tem contenda com as nações” e logo “entrará em juízo contra toda carne” (v.31). Não faça como Judá e as nações pagãs, rejeitando ouvir as palavras do Senhor e O provocando à ira com obras de corrupção, mas que, ao findar dos “tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (At.1:7), que Ele nos encontre como Suas testemunhas, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Hoje, agora, é o tempo da minha e da sua oportunidade.

Pai nosso que habita no mais alto e santo lugar, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, louvado seja o Teu nome por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que tomou o cálice para a nossa salvação! Como Daniel, estudando as profecias de Jeremias, entendeu que estava no fim do cativeiro babilônico, desperta o Teu povo para compreender quão perto estamos do desfecho do grande conflito. E como Teu servo Daniel, clamamos neste momento: “Oh, Senhor, ouve! Oh, Senhor, perdoa! Oh, Senhor, atende-nos e age! Não Te retardes por amor de Ti mesmo, ó Deus meu. Porque a Tua [igreja] e o Teu povo são chamados pelo Teu nome”. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Jeremias25 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100