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“Não se humilharam até ao dia de hoje, não temeram, não andaram na Minha lei nem nos Meus estatutos, que pus diante de vós e diante de vossos pais” (v.10).
Refugiados no Egito, os restantes de Judá foram governados novamente pela regência de seus corações malignos. Começando de madrugada, o Senhor continuava enviando os Seus servos, os profetas, para adverti-los quanto ao caminho tortuoso pelo qual estavam seguindo (v.4). Continuamente, porém, faziam mal a si mesmos (v.7) e prosseguiam irritando ao Senhor com as obras de suas mãos (v.8). Não houve arrependimento, nem tampouco conversão, e ali, diante de Jeremias, estava “grande multidão” (v.15) decidida a seguir “toda a palavra que” lhes saía da própria boca (v.17).
Contrariando o “assim diz o Senhor”, o povo deu as costas a “toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) para seguir as palavras que lhes traria a própria condenação (Mt.12:37). Desviaram os olhos do Rei dos reis para se inclinar perante a “Rainha dos céus” (v.18) e a esta atribuir a prosperidade de tempos passados. O pecado da idolatria era uma constante no meio de Israel, e a ida ao Egito só aflorou esta prática. Mediante a rebeldia, o castigo era inevitável e, ao cumprir-se “o sinal” (v.30) predito pelo Senhor, o povo colheria o fruto de suas más ações.
As palavras divinas são palavras de salvação. Delas provém livramento e vida; e obedecê-las é sinal de sabedoria e fidelidade. “Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos Teus testemunhos” (Sl.119:99). Mas aqueles que as ouvem e não as praticam recebem o mal que buscam, ainda que a intenção não fosse recebê-lo. As consequências surgem não porque Deus as impôs, mas “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). E, dando as costas ao Senhor, vem o inimigo das almas e assume as rédeas da situação, fazendo o que ele sabe fazer: “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10).
Desde o princípio até hoje, as palavras do Senhor ecoam nos quatro cantos da Terra e, assim como muitos se escandalizaram com a afirmação de Jesus: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo.6:48), milhares têm se escandalizado com as verdades das Escrituras, já que obedecê-las requer a renúncia do próprio eu. As palavras ditas por Cristo com tanto amor à mulher adúltera, são as mesmas que Ele repete a cada dia, a cada pecador que se arrepende: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11). Estas foram palavras cheias de amor proferidas pelo nosso Salvador! Não se trata apenas de perdão e de palavras de ordem, mas da essência de Seu sacrifício: salvar o pecador.
Jesus entregou a Sua vida para que não sejamos condenados e a única coisa que Ele nos pede é que nos afastemos do que O pendurou naquela cruz. Tudo o que Ele nos pede é o nosso enganoso coração para que então, transformados pelo Espírito Santo, possamos nos agradar dos Seus caminhos, das Suas palavras (Pv.23:26) e, então, obedecermos à voz do Senhor, assim como Ele, por amor, obedeceu aos mandamentos de Seu Pai e em Seu amor permaneceu (Jo.15:10).
Escolha, hoje, fazer parte dos que hão de herdar a salvação: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Como o salmista, seja esta a sincera declaração de nosso coração ao Senhor: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Sl.119:97).
Pai amado, a Tua lei é perfeita e restaura a alma! Colocamos em Tuas mãos o nosso coração para que nos agrademos de Teus caminhos e sejamos guiados segundo os Teus propósitos. Batiza-nos com Teu Espírito e ilumina a nossa jornada, de forma que sigamos nas pegadas de Jesus, tendo alegria em fazer a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente fiel!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias44 #RPSP
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“Então, falou Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo: É mentira isso que dizes; o Senhor, nosso Deus, não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para morar” (v.2).
O argumento utilizado pelos líderes do restante de Judá é que Jeremias profetizou uma mentira. Quando, na verdade, eles só queriam que Jeremias profetizasse o que eles já estavam decididos a fazer. A soberba fez com que colocassem a vontade deles acima da vontade de Deus e, diante das pedras encaixadas, veriam os resultados de sua tola decisão.
Em toda a história da humanidade, o homem tem revelado a sua inquietação pela verdade. Ninguém gosta de ser enganado. Porém, diante de uma inconstante relação entre busca e desejo próprio, surge um termo neutro: relativismo. Ou seja, o que você acredita ser verdade não pode ser absoluto se o que é verdade para mim é diferente. Embasados nesta teoria, muitos têm professado crer em Deus, mas não em toda a Bíblia. Como “os homens soberbos”, invocam a Deus como “o Senhor, nosso Deus” (v.2), mas não estão dispostos a aceitar toda a Sua vontade. Alegam que Jesus veio e cancelou a aliança do Pai, quando Ele foi o maior exemplo de submissão ao concerto divino. Ele foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
A verdade é que a nossa natureza pecaminosa nos afasta de tudo o que provém de Deus, e, quando não permitimos que o Espírito Santo nos conduza, somos guiados pelos impulsos e desejos da carne, permitindo que o amor ao mundo ocupe o lugar que deveria pertencer a Deus. “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1Jo.2:15-16).
A verdade das Sagradas Escrituras está à sua disposição se você está disposto a, com humildade, aceitá-la e praticá-la. Lembre-se do que o próprio Jesus nos advertiu: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21). Não basta apenas dizer que crê em Deus. Acreditar que beber de 2 a 3 litros de água por dia é o ideal para se ter uma boa saúde não vai me trazer benefícios até que eu pratique esta verdade. Entendem, amados?
Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Quer conhecer a verdade? Conheça a pessoa de Jesus Cristo! Ele mesmo nos mostrou a fonte: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo.5:39). Toda a Bíblia aponta para Cristo. Toda! O profeta Jeremias foi um instrumento de Deus para preservar o povo do qual descenderia o Messias. E suas palavras continuam nos falando para que o povo de Deus dos últimos dias seja preservado para o segundo advento de Cristo.
Não permita que a soberba ou qualquer outro sentimento maligno se apodere de seu coração, mas que, semelhante a Jeremias, você escolha obedecer à voz do Senhor e declará-la, ainda que perseguido e humilhado. “Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.5:11-12).
Deus Eterno e Bendito, nós Te louvamos por Tua Palavra, o nosso mapa da verdade! Te louvamos por ter-nos enviado Teu Filho amado, que, por Seu exemplo, nos ensinou a como viver em amor, ainda que maltratados e perseguidos! Dá-nos força e coragem para perseverar proclamando a Tua verdade! Dá-nos os olhos de Jesus, para prosseguirmos amando nossos irmãos, mesmo aqueles que deliberadamente rejeitam a Tua vontade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias43 #RPSP
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“Então, eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor testemunha verdadeira e fiel contra nós, se não fizermos segundo toda a palavra com que o Senhor, teu Deus, te enviar a nós outros” (v.5).
Livres das mãos de Ismael, Joanã e o resto de Judá procuraram a Jeremias a fim de apresentar a sua súplica. Pareciam dispostos a finalmente dar ouvidos às palavras do Senhor por intermédio de Seu profeta. No entanto, esta suposta sinceridade logo revelaria ser nada mais do que o desejo humano de receber o aval de Deus em seus planos falíveis. Eles não queriam ouvir o “assim diz o Senhor”, e sim que o “assim diz o Senhor” estivesse de comum acordo com o que já haviam decidido fazer.
Jeremias atendeu ao pedido do povo e, após “dez dias” (v.7), munido da resposta divina, a tornou conhecida. Porém, sua experiência como mensageiro de Deus no meio de um povo incrédulo e rebelde o fez perceber que nada do que falasse seria recebido como a soberana vontade de Deus: “mas, tendo-vos declarado isso hoje, não destes ouvidos à voz do Senhor, vosso Deus, em coisa alguma pela qual Ele me enviou a vós outros” (v.21). Aqueles mesmos que haviam jurado solenemente obedecer à Palavra de Deus, fosse ela boa ou má (v.6), deram as costas à sua última oportunidade de salvação.
Da mesma forma, muitos têm se apresentado como sinceros cristãos em busca do conhecimento das Escrituras. Reconhecem nos fieis servos de Deus pessoas que podem ensiná-los as veredas da vida. Desejam ouvir as verdades do Senhor, mas percebendo o abismo existente entre a vontade de Deus e suas próprias vontades e inclinações, logo revelam seu verdadeiro caráter tão incrédulo e rebelde quanto o do antigo Israel. Ignoram as advertências do Senhor e aos Seus mensageiros declaram: “É mentira isso que dizes” (Jr.43:2).
O Espírito Santo, porém, vê aqueles que, com o coração contrito e humilde, têm buscado o verdadeiro conhecimento de Deus. E assim como enviou Filipe ao encontro do etíope eunuco (At.8:29) a fim de anunciar-lhe a Jesus (At.8:35), Ele tem enviado Seus atalaias ao encontro dos verdadeiros adoradores, que constrangidos pelo amor dAquele que os encontrou e salvou, estão dispostos a ouvir a Sua voz: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21), e estão dispostos a obedecê-la.
Não sabemos em que dia virá o nosso Senhor. Mas Ele nos confiou uma obra sagrada que necessita ser cumprida com diligência e urgência. “Bem-aventurado aquele servo a quem seu Senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mt.24:46). O Senhor, nosso Deus, nos deixou claras e solenes advertências: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1Ts.5:19-20). “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15).
Diante de um mundo em contagem regressiva, escolha ser um instrumento de resgate nas mãos de Deus, sabendo “que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg.5:20).
Pai Celestial, muitos têm se rebelado contra a Tua vontade e buscado a realização de suas próprias concupiscências. Não possuem a fé para crer em Tua Palavra e obedecê-la. Há uma luta acontecendo no meio do professo povo de Deus, mas a nossa luta não é contra pessoas, Senhor. A nossa luta é contra os principados e potestades que estão à nossa volta tentando nos destruir. Por isso que, diante de inimigos que são mais fortes do que nós, pela fé, nós clamamos: Senhor dos Exércitos, luta por nós, pois só Tu podes vencer esta batalha! Livra-nos de dar as costas à Tua vontade, ainda que esta não faça sentido para as demais pessoas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fieis atalaias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias42 #RPSP
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“Saindo-lhes ao encontro Ismael, filho de Netanias, de Mispa, ia chorando […]” (v.6).
Dissimulado, Ismael arquitetou a sua trama maligna sem qualquer empecilho. Gedalias conheceria os resultados de sua imprudência. Passado algum tempo, o algoz voltou levando consigo mais “dez homens, capitães do rei” ao encontro de Gedalias e “comeram pão juntos” (v.1). Ao que tudo indica, ali mesmo, “sem ninguém o saber” (v.4), Ismael e seus companheiros mataram não somente Gedalias, mas “a todos os judeus que estavam com Gedalias, em Mispa, como também aos caldeus, homens de guerra, que se achavam ali” (v.3). E, não bastasse tudo isso, oitenta homens que peregrinavam para as terras de Judá a fim de cumprir algum tipo de voto sagrado, também foram vítimas de Ismael, que terrivelmente fingido, “ia chorando” (v.6) ao encontro deles.
Como um antítipo de salvador, Joanã, acompanhado dos príncipes dos exércitos e seus homens, “foram pelejar contra Ismael” (v.12). Ao avistarem a Joanã, “todo o povo que estava com Ismael se alegrou” (v.13), “virou as costas, voltou e foi para Joanã” (v.14). Ismael, porém, conseguiu fugir. “Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno” (Pv.26:23). O caráter de Ismael se encaixa perfeitamente neste provérbio. Comia e bebia, se alegrava e chorava, mas depois descobria a sua maldade deixando o seu rastro de vítimas. Era o típico caso de alguém que se deixa ser guiado pelo governo do próprio coração maligno.
O Senhor mesmo falou por intermédio de Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem” (Jr.17:5). Isto não significa que devemos desconfiar de tudo e de todos, mas que precisamos ser cuidadosos em nossos relacionamentos e não nos precipitarmos em nossas relações de amizade. Ismael cobiçou a posição de Gedalias e aproveitou-se de sua boa vontade e ingenuidade. E não é preciso ser um assassino para isso. Basta permitir que a cobiça e o descontentamento dominem o coração e, à semelhança de Lúcifer quando se rebelou contra o governo divino, os maus sentimentos provocam divisões destrutivas entre os homens assim como houve divisão entre os anjos.
Já vimos que Jesus, o nosso divino Mestre, nos deixou a lição da cautela. Lição que foi reforçada pelo apóstolo Paulo: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1Co.5:11). Cuidado, amados! Ser cauteloso não é ser juiz, porque “aos corações prova o Senhor” (Pv.17:3). Peça a Deus sabedoria nos relacionamentos. Se você for amigo de Jesus, certamente as suas amizades também refletirão isso e serás um verdadeiro amigo para os teus semelhantes.
Querido Pai Celestial, que antes de qualquer outro relacionamento, sejamos Teus amigos. Perdoe-nos se temos negligenciado pedir o Teu auxílio nesse sentido! Dá-nos o discernimento necessário para sermos prudentes e para, no que depender de nós, sermos amigos verdadeiros e leais que buscam viver a atmosfera do Céu na Terra. Dá-nos Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias41 #RPSP
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“Mas disse Gedalias, filho de Aicão, a Joanã, filho de Careá: Não faças tal coisa, porque isso que falas contra Ismael é falso” (v.16).
Encontrando graça diante dos olhos de Nabucodonosor, Jeremias foi entregue aos cuidados de Gedalias. “No meio de todos os do cativeiro de Jerusalém e de Judá, que foram levados para a Babilônia” (v.1), o profeta foi posto em liberdade e recebeu a oportunidade de escolher para onde ir. Jeremias escolheu habitar “no meio do povo que havia ficado na terra” (v.6), ou seja, “os homens, as mulheres, os meninos e os mais pobres da terra” (v.7), “um resto de Judá” (v.11).
Escolhido pelo próprio rei da Babilônia, Gedalias foi posto como governador do restante do povo que continuaria na terra para cultivá-la. Ao saber do ocorrido, “todos os judeus que estavam em Moabe, entre os filhos de Amom e em Edom e os que haviam em todas aquelas terras” (v.11), “voltaram […] e vieram à terra de Judá” (v.12). Da mesma forma, também vieram “os capitães dos exércitos que estavam no campo” (v.7). E, como recebeu todos os do povo, assim Gedalias recebeu aqueles capitães, com cortesia e benevolência. Porém, desprovido de malícia, ignorando o aviso dado por Joanã e pelos príncipes dos exércitos, Gedalias estava estendendo a mão ao seu futuro assassino. Diante da possibilidade de uma tragédia maior, Joanã se dispôs a ser uma espécie de justiceiro. Negando-se a acreditar na advertência dos príncipes, Gedalias colocou-se à mercê do inimigo.
Uma das admoestações dadas por Cristo aos Seus discípulos foi esta: “Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. E continuou dizendo: “E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). Antes de ser escolhido por Nabucodonosor, Gedalias foi escolhido por Deus para cuidar do restante de Seu povo. E, diante de tamanha responsabilidade, e da atmosfera de guerra que o rodeava, poderia ter sido mais cauteloso e prudente.
Ser cristão não significa ser tolo, amados. Todo seguidor de Cristo precisa estar consciente da guerra em que está envolvido. Há um conflito cósmico onde a minha e a sua vida estão em jogo. É claro que não devemos temer aqueles que podem matar o corpo, mas não podem nos tirar a salvação em Jesus. Todavia, não podemos ignorar o fato de que para preservar a sua integridade física, Davi precisou fugir de Saul. Saul foi tremendamente articulado em seus planos e, por vezes, demonstrava arrependimento, mas tudo falso. Da mesma forma, necessitamos da sabedoria divina a fim de não colocar a nossa integridade física e até mesmo a nossa vida em risco em prol da política da boa vizinhança. Limites precisam ser estabelecidos e se formos guiados pelo Espírito Santo, certamente, como o foi com Neemias, que reconheceu a trama de seus inimigos e não lhes permitiu convivência no meio do povo (Ne. 2:20), também saberemos como agir da forma certa e no momento certo.
Dissimulado, Ismael arquitetou a sua trama maligna sem qualquer empecilho. E, infelizmente, Gedalias conheceria os resultados de sua imprudência. Amanhã continuamos […]
Oh, Deus de amor, só Tu és Onisciente e só Tu sabes o que vai no coração do homem! Muitas vezes somos decepcionados por aqueles que menos esperávamos, mas se depositarmos a nossa confiança em Ti, certamente o Senhor nos dará discernimento acerca dos nossos relacionamentos. A Tua Palavra diz: “Maldito o homem que confia no homem”. Mas também diz: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”! Ajuda-nos a termos uma amizade tão íntima com o Espírito Santo a ponto de reconhecermos o perigo quando este estiver diante de nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, prudentes e símplices de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias40 #RPSP
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“Pois certamente te salvarei; e não cairás à espada, porque a tua vida te será como despojo; porquanto confiaste em Mim” (v.18).
Como predito pela boca do profeta, Jerusalém foi invadida pelos babilônios “quando se fez uma brecha na cidade” (v.2). “Então, entraram todos os príncipes do rei da Babilônia e se assentaram” (v.3) no lugar dos magistrados de Judá, vindicando para si a posse e a autoridade daquele reino. A fuga noturna de Zedequias e seus homens de guerra parecia a melhor forma de escapar do juízo que trouxeram sobre si mesmos ao ignorar as palavras do Senhor. “Mas o exército dos caldeus os perseguiu e alcançou” (v.5), deixando um rastro de morte, dor e humilhação. Com seus olhos vazados e preso com cadeias, Zedequias foi levado à Babilônia como espetáculo do horror que poderia ter sido evitado.
Por outro lado, a ira de Nabucodonosor contra os impenitentes se tornou em misericórdia para com os fiéis servos de Deus. Jeremias e Ebede-Meleque foram poupados das mazelas acometidas ao povo e bem podem representar os justos dos últimos dias. Ao contemplar a firmeza de caráter e fé inabalável dos santos, muitos atenderão ao último sonido do clamor que tem sido fortemente erguido: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). E estendendo a mão para ajudar os mensageiros de Deus, se unirão a eles como os trabalhadores “da hora undécima” (Mt.20:6).
Enquanto seu povo o rejeitou, Jeremias foi reconhecido e protegido por Nabucodonosor como um homem de Deus. Da mesma forma, Ellen White descreve quem serão os piores inimigos dos seguidores de Cristo: “Quando for invalidada a lei de Deus e a igreja for joeirada pelas ardentes provações que sobrevirão a todos os que vivem sobre a Terra, uma grande proporção dos que parecem genuínos darão ouvido a espíritos enganadores e tornar-se-ão traidores, traindo depósitos sagrados. Demonstrar-se-ão os nossos piores perseguidores. “Dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles;” (At.20:30) e muitos darão ouvido a espíritos enganadores” (Maranata, CPB, p.198).
Semelhante ao livramento de Noé e sua família quando o mundo era afogado em água; a Ló, poupado das chamas de Sodoma; a Elias, sustentado no deserto; aos três jovens hebreus, salvos de uma fornalha sete vezes aquecida; ou a Daniel, seguro entre os leões; Deus não abandonará aqueles que nEle confiam. A estes, Ele diz: “A ti, porém, Eu livrarei naquele dia, diz o Senhor, e não serás entregue nas mãos dos homens a quem temes” (v.17). É intuito de Satanás infundir terror na mente dos filhos de Deus e fazê-los pensar que seus casos não têm solução. Mas, fechadas as brechas aos prazeres mundanos, ele sabe que a única forma de os atingir é, qual foi com Daniel, buscar algo contra eles “na lei do seu Deus” (Dn.6:5).
Hoje é o tempo dado para “que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo” (Fp.1:9-10). Que no tempo da “grande tribulação” (Mt.24:21), o Senhor declare a nosso respeito: “Pois certamente te salvarei […], porquanto confiaste em Mim” (v.18).
Pai de amor e misericórdia, as Tuas profecias nos foram dadas não para nos infundir terror, mas para nos alertar o quão perto estamos da concretização da nossa fé, da nossa bendita esperança. O inimigo tem tentado nos afastar da Tua Palavra e da oração através do desânimo provocado pelas aflições. Mas o nosso Senhor e Salvador já havia nos advertido sobre isso também: “No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo”. A vitória de Cristo é a nossa se nEle depositarmos a nossa confiança. Mesmo que o inimigo nos lance na lama, confiamos de que o Senhor vai nos tirar de lá para as ruas de ouro da Tua santa cidade. Nós Te amamos, Pai! Não nos desampare, por Tua graça e bondade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias39 #RPSP
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“Disse Jeremias: Não te entregarão; ouve, te peço, a palavra do Senhor, segundo a qual eu te falo; e bem te irá, e será poupada a tua vida” (v.20).
Resoluto em sua missão profética, Jeremias “anunciava a todo o povo” (v.1) as palavras da parte do Senhor, quando percebeu que seu discurso havia despertado a ira dos príncipes de Judá. Lançado em uma cisterna enlameada pela covardia de um rei de autoridade frouxa, o profeta de Deus novamente passou pela experiência de ser um recado vivo do que aconteceria com as famílias de Judá (v.22). Ao contrário de seus irmãos, Jeremias não estava entregue à própria sorte, sendo resgatado por intermédio de um estrangeiro eunuco sob a autorização do mesmo rei que antes foi conivente com a insensatez de seus subordinados.
Havia uma trama de interesses políticos por trás da inconstância de Zedequias. Como ele desejava que Jeremias declarasse o que ele gostaria de ouvir! Como rei, não aceitava a ideia de ter de submeter-se à autoridade de um rei estrangeiro, e seu orgulho o levaria à ruína juntamente com toda a nação. A Zedequias foi dada a oportunidade de usar a sua influência para salvar a sua casa e o seu povo. Mas ela foi desperdiçada, apesar dos sinceros rogos do piedoso profeta. Um rei que necessita enviar trinta homens a fim de garantir o cumprimento de uma ordem sua (v.10), certamente não teria coragem de defender o que era certo e Jeremias sabia disso: “Se eu te aconselhar, não me atenderás” (v.15).
Chega a ser constrangedora a forma como Deus pacientemente espera pelo ser humano e estende a Sua misericórdia até o último momento. Mas reconhecer que uma mensagem é de Deus não é o bastante para que ela produza os seus efeitos. Existem condições que precisamos cumprir a partir do instante em que compreendemos estar diante da vontade do Senhor. Não se trata de uma barganha, mas do conhecimento de que a obediência é a resposta do homem em correspondência ao amor divino. E disse Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).
Há diante de nós uma verdade presente a ser pregada e vivida: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12). E aproxima-se o tempo em que as prisões e as cisternas se tornarão em lugares de oração pelos filhos de Deus, condenados pela defesa desta verdade. Mas assim como Deus usou um estrangeiro e um rei ímpio para proteger Jeremias, os seus fieis servos estarão seguros “até ao dia” (v.28) de seu livramento. A respeito dos piedosos atalaias dos últimos dias recairá a sentença: “Morra este homem” (v.4). E como se convictos do destino fatal que os espera, os ímpios ordenarão aos perseverantes pregadores da justiça: “Ninguém saiba estas palavras” (v.24).
Assim, porém, como nem a prisão, nem a cisterna e nem os açoites fizeram perecer a Jeremias, Aquele que nem a sepultura pôde conter, “por fim, Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25). Não seremos salvos da cisterna deste mundo de pecado com cordas e em segredo, mas o Senhor “enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos […] de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31). Não seremos vestidos “com roupas usadas e trapos” (v.11), mas “vestiduras brancas” (v.5) tecidas no tear da pureza e justiça de Cristo. Não seremos levados para o “átrio da guarda” (v.13) de um reino condenado à destruição, mas para “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44).
Oh, amados, é tempo de preparação e santa consagração! Olhemos para Jesus até que do alto encontremos o Seu olhar de aprovação!
Pai amado, ainda não experimentamos nem o início da angústia que virá e mesmo assim já estamos tão cansados. Na nossa fraqueza, aperfeiçoa o Teu poder! Oh, Deus amado, fortalece a nossa fé e renova o nosso ânimo! Lê as nossas lágrimas e recolhe-as em Teu odre! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pregadores da justiça!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias38 #RPSP
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“Assim diz o Senhor: Não vos enganeis a vós mesmos, dizendo: Sem dúvida, se irão os caldeus de nós; pois, de fato, não se retirarão” (v.9).
O relato de hoje revela a condição mental em que se encontrava os líderes e o povo de Judá: em completa confusão. A pregação de Jeremias era ignorada, mas a sua vida, a sua experiência, deixava bem claro diante de todos que ele era um homem de Deus. Nem o rei, nem seus subordinados, nem o povo, “deram ouvidos às palavras do Senhor que falou por intermédio de Jeremias, o profeta” (v.2). Contudo, vendo-se em apuros, o rei mandou dizer ao profeta rejeitado: “Rogai por nós ao Senhor, nosso Deus” (v.3). Isto não é, no mínimo, estranho?
Novamente, o profeta ergueu a voz e proclamou em alto e bom som a mesma mensagem de juízo. E ele foi além (parafraseando): — Suponhamos que o teu exército, ó rei Zedequias, vencesse o exército dos caldeus e destes sobrassem apenas poucos “homens mortalmente feridos”, estes mesmos homens seriam fortes o suficiente para se levantar de seus leitos e queimar esta cidade inteirinha (v.10). O que Jeremias quis dizer da parte do Senhor foi que não importava o que fizessem, não importava se o exército egípcio afugentasse o exército de Babilônia, a profecia iria se cumprir exatamente como Deus lhe havia revelado, nem que Ele tivesse apenas alguns homens inválidos como Seus instrumentos de vingança.
Acendeu-se grande ira contra o profeta de Deus, que foi covardemente açoitado e levado à prisão. Enquanto ali estava, após muitos dias, Jeremias foi levado à presença do rei Zedequias, “em secreto”, de quem ouviu a estranha pergunta: “Há alguma palavra do Senhor?” (v.17). Mas que interesse tão grande era esse da parte de alguém que não dava ouvidos à palavra profética? Porque saber de algo que ele não estava disposto a obedecer? Interessante foi a resposta do profeta: – Há sim uma palavra do Senhor, e é a mesma: “Nas mãos do rei da Babilônia serás entregue” (v.17).
O caráter do rei Zedequias lembra muito o de outro personagem bíblico: o governador Pilatos. Ambos temiam a reação do povo, caso descobrissem a sua inclinação em conhecer a verdade. E esquivaram-se de serem por ela libertos do cárcere de seus pecados. Muitos há que conhecem as verdades da Palavra de Deus, reconhecem nos cristãos genuínos pessoas que possuem intimidade com o Senhor e até desejam ouvi-los, mas não estão dispostos a seguir pelo mesmo caminho. Porque, como Jesus mesmo afirmou, é um caminho estreito (Mt.7:14), é uma jornada que requer renúncia e completa confiança em Deus; por isso, abrindo mão do poder do alto, muitos preferem permanecer na comodidade da aprovação em massa.
Se Zedequias tivesse dado ouvidos a Jeremias, e se Pilatos tivesse obedecido ao pedido de sua esposa, que em sonho foi advertida (Mt.27:19), quão diferentes teriam sido os registros de suas vidas! Hoje, o Senhor bate à porta de nosso coração e clama! Todo aquele que abre e recebe o banquete do Céu, não consegue guardar este presente somente para si, mas é motivado, pela graça de Jesus, a cumprir a missão que Ele nos confiou (Leia Mt.28:19-20).
“Não vos enganeis a vós mesmos” (v.9), amados, tendo apenas curiosidade em saber a Palavra do Senhor. Mas que possamos permitir ser por ela “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). Então, nos momentos finais deste mundo escuro, assim como não faltou pão a Jeremias (v.21), cumprir-se-á em nossa vida a palavra profética: “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is.33:16).
Deus Eterno e Bendito, em breve muitos dos Teus fieis atalaias terão de passar por experiências semelhantes às de Jeremias, sendo lançados nas prisões e calabouços desta terra. A sua fé será provada como o foi com os Teus servos, os profetas. Só pedimos que o Teu Espírito nos ensine a andar dia a dia Contigo, fortalecendo a nossa fé. Dá-nos ânimo na jornada, Senhor! E a alegria em saber que a nossa eterna redenção se aproxima! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fieis atalaias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias37 #RPSP
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“Toma um rolo, um livro, e escreve nele todas as palavras que te falei contra Israel, contra Judá e contra todas as nações, desde o dia em que te falei, desde os dias de Josias até hoje” (v.2).
O pastor Alejandro Bullón conta uma experiência em que foi chamado para falar com dependentes químicos, que usavam as folhas da Bíblia para fumar maconha. Ao abordar aqueles jovens, um deles se manifestou com palavras desafiadoras de que se Deus realmente existisse, que lhe tirasse a vida naquele momento, mas nada aconteceu. Então, concluiu mais ou menos com as seguintes palavras: “Está vendo, pastor? O seu Deus não existe!”
De uma forma não menos desafiadora, o rei Jeoaquim queimou as páginas que continham as palavras do Senhor. Obstinadamente, sem dar ouvidos aos rogos dos príncipes (v.25), lançou no fogo o que seria a sua carta de alforria. Aquelas palavras representavam a sua última chance de “talvez” (v.3) ouvir e se converter de seus maus caminhos. Contudo, lançou no braseiro aceso não somente o rolo, mas a sua própria vida!
Era incansável a maneira pela qual Deus usava os Seus servos para falar ao Seu povo. Vez após outra, a Sua voz era reproduzida através de Seus profetas mesmo sabendo que a maioria esmagadora não Lhe daria ouvidos. “Humildes súplicas” (v.7) eram alçadas aos Céus incessantemente, com a esperança de desviar do povo a ira do Senhor. Porém, não havia mudança. Manifestavam ser religiosos apregoando “jejum diante do Senhor” (v.9), mas não conheciam o Senhor.
Ao ouvirem as palavras do rolo, que Baruque leu diante deles, os príncipes de Judá “entreolharam-se atemorizados” (v.16). Eles bem sabiam que aquelas palavras eram verdadeiras e que cabalmente seriam cumpridas, quer eles as aceitassem quer não. Reconheceram a mensagem. E também reconheceram o mensageiro: “Acaso, te ditou o profeta todas estas palavras?” (v.17). Mas, infelizmente, não reconheceram o Titular da obra!
Com a mesma intensidade, e creio que como em tempo algum houve, Deus tem advertido o Seu povo hoje. E o que estamos fazendo com estas santas advertências? Dando ouvidos ou tentando destruí-las? Ao nos depararmos com histórias como a dos drogados usando as páginas da Bíblia de forma tão espúria, geralmente nos armamos de um sentimento de zelo e julgamos aquela atitude como sendo abominável. E realmente é! Porém, muitos há que estão fazendo a mesma coisa de forma disfarçada. Com aparência de santidade e coração endurecido, lançam as santas verdades da Palavra do Senhor em “braseiro aceso” (v.22) trazendo ruína eterna não somente para si, mas para sua família e para muitos que, sob sua influência, têm trilhado pelo mesmo caminho de destruição.
Mais uma vez eu reforço, amados: aquelas palavras não foram escritas em livro para serem lidas ao rei da Babilônia e às nações vizinhas, mas “diante do povo” de Deus, “na Casa do Senhor, no dia de jejum” (v.6). Vocês percebem a gravidade do que acontecia, e do que acontece em nossos dias? Como naquele tempo, Deus está para derramar a Sua ira sobre este mundo, e qual tem sido a nossa atitude diante de Sua Palavra? Sendo por ela reavivados, ou usando-a como nos convém, como o jejum fajuto dos filhos de Judá?
O Senhor tem levantado os Seus atalaias que com poder do alto têm pregado as Suas verdades com intrepidez e ousadia. E, da mesma forma que fez a Baruque e Jeremias, Ele os esconderá da cólera dos ímpios nos últimos dias (v.26). Mas a estes, que escolheram, pela dura cerviz, esquivar-se do “assim diz o Senhor”, e sem o temor do Senhor, extravasar a sua ira contra os santos do Altíssimo, a estes aguarda a mesma sorte lançada sobre Jeoaquim (v.31).
“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Não devemos temer pregar o evangelho! Sejamos, pois, Jeremias e Baruques contemporâneos, e sempre estaremos seguros “no esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1).
Querido Pai Celestial, não foi fácil para Teu servo Jeremias passar pelo que passou, sendo tratado com violência e desprezo pelo seu próprio povo. Aonde ele chegava, encontrava olhares atravessados e a indiferença daqueles por quem intercedia e advertia para livramento. Mas ainda que reconhecessem ser Jeremias um enviado de Deus, não reconheceram, porém, sua própria culpa. Oh, Senhor, livra-nos de fazer o mesmo com a voz profética para o nosso tempo! Dá-nos humildade para reconhecer a nossa necessidade de mudança e coragem para viver os Teus propósitos ainda que sejamos rejeitados e até odiados por isso. Esconde-nos em Ti, pois Tu és o nosso refúgio seguro! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias36 #RPSP
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“Por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na Minha presença” (v. 19).
O legado deixado através da educação familiar de fato é, de toda a ciência da educação, o maior formador de valores que existe. Diversas culturas e religiões têm sido preservadas até hoje pelo antigo método “de pai para filho”. O ensino do lar sempre foi o mais eficaz em seus efeitos e o mais terrível quando mal estabelecido. De uma forma bem clara e didática, o Senhor nos deixou o passo a passo da educação cristã quando Moisés recitou as seguintes palavras:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:4-9).
Jonadabe, filho de Recabe, compreendeu bem esta ordem e com diligência a cumpriu. Em meio a uma geração corrompida de falsos adoradores, permaneceu fiel a Deus entre os “sete mil joelhos” que não se prostraram diante de Baal (1Reis 19:18). E, cheio de zelo pela causa do Senhor, teve participação ativa na destruição da casa de Baal (2Reis 10:23). A Bíblia não relata como ele fez para que, muitos anos depois seus descendentes ainda permanecessem fiéis aos princípios que ele estabeleceu, porém, certamente, ele utilizou o método divino de ensino que vimos no livro de Deuteronômio. E este é infalível!
O pedido feito por Deus a Jeremias testaria os princípios dos recabitas, que, mediante a sua fidelidade, seriam um testemunho vivo de que o método divino, quando diligente e humildemente aplicado, produz gerações que cultura alguma consegue corromper. Jonadabe teve a difícil missão de educar a sua família no reinado de Acabe e de Jezabel. Inseridos em uma sociedade de moral corrompida e de valores distorcidos, procurou ensinar seus filhos a sábia lição da abstinência. O não consumo do vinho os manteria longe de confusões e livres de uma mente entorpecida pelo álcool. A peregrinação os livraria das más associações e da contemplação do mal entre seus conterrâneos idólatras e imorais. Mas, acima de tudo, seu patriarca os ensinou a serem fiéis às palavras do Senhor, amando-Lhe e obedecendo-Lhe. O que, infelizmente, não era feito pelos filhos de Deus com relação aos Seus mandamentos (v.14).
Será que estamos distantes da realidade que viveu Jonadabe? Vivemos em uma geração que chama o amargo de doce e o doce de amargo. Que não sabe mais fazer diferença entre o certo e o errado, muito menos entre o santo e o profano. Que, à semelhança dos dias do profeta Elias, vive coxeando entre dois senhores. Que diz adorar a Deus, mas que não está disposta a fazer como os recabitas e renunciar tudo aquilo que possa corromper os princípios bíblicos. Com a mente entorpecida pelos encantos de Babilônia e “com o vinho de sua devassidão” (Apocalipse 17:2), multidões têm construído casas já condenadas a ruir. E, terrivelmente, o povo de Deus não está livre desta desgraça espiritual.
Oh, quão triunfante seria a vitória da igreja e quão grande seria a derrota do maligno se cada família despertasse para o tempo solene no qual estamos inseridos! Se cada pai e cada mãe compreendesse a responsabilidade que lhes pesa na educação do lar! Os princípios estabelecidos por Deus seriam difundidos, o evangelho seria pregado com a eficácia dos tempos apostólicos e veríamos todos, ainda em vida, o cumprimento da grandiosa promessa do retorno do nosso Senhor Jesus Cristo!
Eis o chamado de Deus para o Seu povo, agora: “Convertei-vos, agora, cada um do seu mau caminho, fazei boas as vossas ações e não sigais a outros deuses para servi-los” (v.15). Que de nossa casa proceda a geração de verdadeiros adoradores, e, em verdade, “nunca faltará” descendência a todo filho obediente do Altíssimo, que esteja na Sua presença para sempre (v.19)!
Pai, precisamos do Teu Espírito a fim de educar nossos filhos no temor do Senhor. Dá-nos sabedoria e discernimento, para que mesmo em meio às trevas morais deste mundo, nossa família bem Te represente. Ilumina a nossa mente com a Tua Palavra. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, recabitas atuais!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias35 #RPSP
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