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“[…] Haverá fim! O fim vem sobre os quatro cantos da terra” (v.2).
Ao estudarmos a Bíblia, percebemos que existe um limite até mesmo para a paciência divina; que há um prazo definido à beneficência da graça de Deus. Foi assim com os antediluvianos. Foi assim com os moradores de Sodoma e Gomorra. Foi assim com as nações de Canaã. E esta mesma mensagem de juízo foi anunciada à terra de Israel: “Ó tu, filho do homem, assim diz o Senhor Deus acerca da terra de Israel: Haverá fim!”; um juízo anunciado à nação eleita e prenunciado a todas as nações: “O fim vem sobre os quatro cantos da terra” (v.2).
Em Apocalipse 11:18 encontramos um dos prognósticos de Deus à humanidade acerca do julgamento dos justos e dos ímpios: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o Teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a Terra”. Em um tempo em que nunca se falou tanto em preservação ambiental, mudanças climáticas e sustentabilidade, o mundo caminha a passos largos para uma crise jamais vista. Enquanto governantes e pessoas de influência se unem em prol do que afirmam ser para um “bem comum”, em busca da paz, a Bíblia é bem clara em afirmar que as nações se enfurecerão.
“Vem a destruição; eles buscarão paz, mas não há nenhuma” (v.25). O cumprimento das profecias como as palavras do Senhor dadas aos Seus profetas revela a eterna verdade de que o Senhor é Deus: “Sabereis que Eu sou o Senhor” (v.4). A preservação dos recursos naturais de nosso planeta não é mais importante do que a prática da justiça e da misericórdia. Contudo, como mordomos de Deus na Terra, devemos agir conforme o princípio estabelecido pelo Senhor: “devíeis, porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas” (Mt.23:23).
Estamos diante do tempo “da turbação, e não da alegria” (v.7). “Assim diz o Senhor Deus: Mal após mal, eis que vêm” (v.5). O que temos testemunhado, contudo, é uma geração alheia à vontade de Deus e aos apelos do Espírito Santo. Uma geração que protesta em favor das suas abominações e que rejeita toda forma de piedade e de disciplina. Uma geração que despreza os ensinos dos pais e o “assim diz o Senhor”, enquanto supervaloriza o que sai da boca dos influencers. Mas “ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade” (v.13). E logo, os que não se arrependerem dos seus maus caminhos, terão de experimentar a “ira do Cordeiro” (Ap.6:16).
Como nos dias de Noé, assim têm sido os dias que antecedem o retorno de Cristo, quando “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt.24:38). Como a luxúria, a avareza e a glutonaria foi “o tropeço para cair em iniquidade” (v.19), os pecados contra o corpo têm sido a principal causa do porquê a “Terra está cheia de crimes de sangue” (v.23). Pois não comem, bebem ou casam para dar glórias a Deus (1Co.10:31), mas para a satisfação própria dos desejos carnais e egoístas.
Quando Noé e sua família entraram na arca e o Senhor fechou a porta (Gn.7:16), o destino de cada pessoa foi selado. De que serviram, pois, as riquezas e os prazeres desprezíveis daqueles que por tantos anos zombaram do fiel pregador da justiça? Da mesma sorte, quando Jesus sair do lugar santíssimo do santuário celestial e declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), os ímpios “buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho” (v.26), e “nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor” (v.19).
“Vem o tempo, é chegado o dia” (v.12), e o que temos feito dos preciosos momentos finais? Alertado ao perverso sobre o salário do pecado: “Certamente morrerás” e advertindo-o “para lhe salvar a vida” (Ez.3:18)? Ou o nosso tempo, talento e recursos têm sido gastos para satisfação pessoal e egoísta? Amados, não seja esta a nossa condição! Não caminhemos para o destino dos ímpios. “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp.3:19).
Olhemos para Jesus e nossa vida refletirá o cuidado que Ele tinha com a criação, o amor que Ele revelava pelo Pai, a comunhão que Ele mantinha com o Espírito Santo e a compaixão que manifestava a todos. Então, nos momentos finais desta Terra, em meio a uma crise de proporções incomparáveis, ou estaremos no sepulcro aguardando a primeira e bendita ressurreição (1Ts.4:16), ou estaremos em pé suportando todas as coisas com fé inabalável. “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20).
Senhor, nosso Deus, estamos tão perto do fim! E precisamos manter nossos olhos fixos em Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé. A doce e preciosa comunhão Contigo é a autorização diária que damos ao Espírito Santo de transformar o nosso caráter e torná-lo semelhante ao de Cristo. Oh, santo Deus, nos ensina, por Tua Palavra, a andarmos Contigo, em harmonia com a Tua vontade! Retira do nosso coração toda raiz de incredulidade, para que vivamos pela fé de que ao obedecê-Lo, o Senhor cuidará de nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fieis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel7 #RPSP
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“Mas deixarei um resto, porquanto alguns de vós escapareis da espada entre as nações, quando fordes espalhados pelas terras” (v.8).
A Bíblia compara a idolatria com a prostituição e com o adultério. O povo de Israel havia se corrompido com os deuses das nações pagãs, quebrando, portanto, a aliança do Senhor. A expressão “montes de Israel” (v.2) se refere aos lugares onde eram erguidos altares pagãos e onde eram oferecidos sacrifícios aos ídolos, inclusive sacrifícios humanos. Israel continuava a adorar no templo do Senhor, mas, ao mesmo tempo, servia aos seus ídolos, praticando abominações.
Não há como servir a Deus e aos ídolos deste mundo. Acerca disso, advertiu-nos Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores […]” (Mt.6:24). E ainda disse: “São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt.6:22). Israel entrou em completa corrupção “por causa dos seus olhos, que se prostituíram” (v.9). Permitiram que Satanás lhes aguçasse a curiosidade e foram ver a “formosa” estratégia que o maligno arquitetou. Foi através da visão que Eva caiu: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos […] tomou-lhe do fruto e comeu […]” (Gn.3:6). Foi pela visão que os antediluvianos tornaram-se de todo corruptos: “[…] vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradavam” (Gn.6:2).
Nunca houve um tempo tão solene como este. Eu ouso afirmar que já superamos em grande escala a corrupção dos antediluvianos. As advertências da santa Palavra de Deus têm sido negligenciadas e passadas por alto. As pessoas se contentam com belos sermões enlatados que pregam uma falsa piedade. A humanidade é movida pelo que vê, pelo que é “agradável aos olhos” e acaba caindo em terrível ruína. Ao contrário da vitória de Cristo no deserto, muitos têm sido derrotados ao contemplar a oferta demoníaca: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:9). Adormecidos, têm ignorado que “terríveis provas e aflições aguardam ao povo de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v.9, p. 17).
O povo de Israel aceitou a oferta do maligno e caiu em profunda desgraça. Contudo, o Senhor separou um resto que escaparia e voltaria a lembrar-se dEle. Uns restantes que se voltariam para Deus e que teriam “nojo de si mesmos, por causa dos males que fizeram em todas as suas abominações” (v.9). Quando é dada liberdade ao Espírito Santo de fazer a Sua obra de transformação, o homem passa a ter aversão ao pecado. E a maior luta que acontece não é travada fora das fronteiras da mente, mas dentro dela.
Creio que a melhor descrição acerca desta batalha interna foi relatada por Paulo, com base em sua própria experiência: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço […] Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”, e a resposta vem logo em seguida: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:18-19, 24-25).
Jesus já pagou o “salário do pecado” (Rm.6:23) por nós, amados. Precisamos nos achegar a Ele todos os dias, constantemente, com fome e sede de Sua presença. E para isto, necessitamos do Espírito Santo: “É por meio do Espírito”, diz Ellen White, “que Cristo habita em nós; e o Espírito de Deus, recebido no coração pela fé, é o princípio da vida eterna” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p. 288). Que o mesmo Espírito que erguia, fortalecia e guiava Ezequiel, seja a nossa constante companhia nos conduzindo ao breve encontro com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Santo Deus, como necessitamos do poder do Teu Espírito! Faze do nosso coração morada do Espírito Santo, para a Tua glória; operando em nós o Teu querer e efetuar. Somos pecadores, Senhor, e por Teu poder e graça, precisamos nos arrepender dos nossos pecados e permitir a ação do Espírito, nos purificando e santificando para Ti. “Oh, Senhor, ouve! Oh, Senhor, perdoa! Oh, Senhor, atende-nos e age! Não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:19)! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, restante do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel6 #RPSP
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“Assim diz o Senhor Deus: Esta é Jerusalém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela” (v.5).
O final da profecia acerca do cerco de Jerusalém envolveu mais uma representação por parte de Ezequiel. Seus cabelos e barba foram cortados, o que culturalmente era vergonhoso, e divididos em três partes, cada qual com a finalidade de representar um juízo diferente. Os resultados da rebeldia do povo de Deus seriam devastadores “à vista das nações” (v.8). Todas ficariam espantadas com a desolação de Jerusalém.
O povo de Israel tinha uma missão muito bem definida. E a sua fidelidade à lei e aos estatutos do Senhor a deixaria bem evidente diante dos povos vizinhos, como está escrito: “Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6).
Porém, o relato de hoje nos diz que a nação de Israel foi desobediente e insana, praticando coisas piores do que as outras nações e transgredindo a Lei do Senhor mais do que os povos vizinhos (v.6). Israel e Judá apossaram-se de um orgulho patriota que os fez cair na desgraça da soberba. Ostentavam ser povo de Deus, quando nem conheciam mais a Deus. Trocaram a luz pelas trevas. Odiaram a verdade, quando esta era apresentada com rogos e clamores com o fim de salvá-los de seus pecados. Mas não quiseram ouvir!
O tempo da escuridão deste mundo está chegando ao fim e o evangelho do reino tem sido pregado com lentidão e negligência. Estamos nos dedos dos pés da estátua de Daniel 2, e parece que isso não faz mais diferença para muitos. Mas o Espírito Santo tem feito uma santa convocação. Ele não cessa a Sua maravilhosa obra. E só ouvirá o Seu chamado quem já estava ouvindo a Sua voz através da comunhão diária. A igreja do Senhor está sendo sacudida e Babilônia, despovoada. Muito em breve será revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Amados, a perseverança dos santos dos últimos dias está em guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap.14:12), e isto na prática. Não há nada mais danoso à obra do Senhor do que um mau testemunho. Observe que Deus abre a Sua fala acerca das causas do cerco, dizendo: “Esta é Jerusalém” (v.5). Aquela que deveria ter sido a cura das nações, transmitia a enfermidade mortal do pecado, profanando o santuário de Deus (v.11). Nós somos “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), amados! E precisamos, em nome de Jesus, glorificar a Deus no nosso corpo (1Co.6:20)!
Assim como Deus falou e tudo aconteceu (v.17), falta pouco para vermos cumprida a promessa do segundo advento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E o que tens feito para apressar este Dia? A Terra está gemendo. Almas aflitas clamam por alívio. E quão poucos estão dispostos a levar as cargas uns dos outros (Gl.6:2). Enquanto o planeta está por um fio, a grande massa dos que dizem adorar a Deus vivem como se esta terra fosse durar para sempre. “Despertai! Despertai! Despertai!”, é o clamor do Senhor ao Seu povo! Como Noé e sua família, é chegado o tempo de buscarmos a proteção na arca da salvação. Então, o Senhor mesmo fechará a porta que ninguém poderá abrir e selará os filhos que Satanás não mais poderá Lhe roubar.
Eis que a porta ainda está aberta. Aceite, AGORA, o amável e urgente convite de Jesus: “Entrai pela porta estreita” (Mt.7:13) e “sê tu uma bênção!” (Gn.12:2).
Deus Eterno e Bendito, nós Te louvamos pelas preciosas e fieis promessas da Tua Palavra! Nós Te louvamos porque estamos tão perto do retorno do nosso Redentor! Olha para o sofrimento dos Teus filhinhos, Senhor, e volta logo! Olha para a imoralidade, a violência, a injustiça, a crueldade que tem acontecido em graus alarmantes, e volta logo, Senhor! Até lá, queremos ser testemunhas de Teu amor em um mundo em que a iniquidade impera. Até lá, desejamos andar Contigo como andou Noé, de forma que toda a nossa casa esteja segura em Ti e preparada para Te encontrar. Grava a Tua santa lei em nossa mente e coração. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, bênçãos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel5 #RPSP
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“Disse o Senhor: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre as nações para onde os lançarei” (v.13).
O início do ministério profético de Ezequiel não foi fácil. Além de porta-voz de Deus, também recebeu a incumbência de representar tudo aquilo que o povo sofreria no cerco de Jerusalém. Sua vida foi um recado ambulante sobre os juízos que estavam por vir. Até o seu deitar e o seu comer foram orientados por Deus como forma de advertência ao povo. A situação seria tão terrível, que os filhos de Israel teriam de cozinhar “sobre esterco de homem” (v.12). Mas foi neste momento que Ezequiel, com muita humildade, protestou: “ah! Senhor Deus!” (v.14). E, prontamente, ele teve sua oração respondida (v.15).
Deus conduziu o Seu povo a uma terra que manava leite e mel, mas o povo escolheu consumir-se “nas suas iniquidades” (v.17), e ao invés de incenso de aroma suave, havia o fétido odor do excremento humano. A podridão dos sentimentos do povo era, literalmente, sentida de longe. “À vista do povo” (v.12), estava um profeta de Deus relatando e dramatizando todas as consequências do cerco. Porém, “a iniquidade da casa de Israel” (v.5) e “a iniquidade da casa de Judá” (v.6), tornavam surdos os seus ouvidos e seus corações, insensíveis, às palavras do mensageiro de Deus.
A porta da graça está prestes a ser fechada e o tempo qual nunca houve (Dn.12:1) está mais próximo do que imaginamos. Está chegando o tempo em que tudo estará definido: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Muitos há que já estão selando a sua sentença de morte, permitindo que seus corações se endureçam a ponto de não mais retroceder. E em rejeição aberta à graça divina, conhecerão que “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb.10:31).
Ezequiel clamou para que o Senhor o livrasse de tornar-se imundo. Os que assim têm invocado ao Senhor, estarão protegidos e se sentirão tão amparados que, pela fé, suportarão qualquer prova com firmeza de caráter e singeleza de coração. Todo o universo está na expectativa do desfecho da história deste mundo. Os ventos ainda estão sendo contidos, até que sejam selados os servos do Deus vivo (Ap.7:3), mas quando o Senhor ordenar que sejam soltos, somente os eleitos serão poupados e, por causa deles, “tais dias serão abreviados” (Mt.24:22).
Não permita ser contaminado pelas imundícies deste mundo. Como Ezequiel, clamemos ao Senhor por auxílio. A oração é o leme que nos conduz na direção de Deus.
Santo Deus, Tu tens o controle de todas as coisas e sabes o que é melhor para nós. As Tuas orientações para estes últimos dias foram dadas para o nosso bem, para vivermos nesta Terra em integridade na Tua presença. O Senhor entende nossas lutas, nossas provações, nossas tristezas e, mais do que isso, o Senhor nos promete forças para vencer como Cristo venceu. Que neste grande conflito entre o bem e o mal, sejamos vitoriosos pelo poder e graça de Cristo. Entregamos nossa vida em Tuas santas mãos, Pai de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel4 #RPSP
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“Mas a casa de Israel não te dará ouvidos, porque não Me quer dar ouvidos a Mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (v.7).
O chamamento de Ezequiel seria repleto de desafios. E diante disso, o Senhor preservou o Seu profeta até que estivesse preparado para a missão: “Vai e encerra-te dentro da tua casa” (v.24). A Bíblia relata uma série de momentos em que Ezequiel perdeu as suas forças e as várias intervenções do Espírito Santo a fim de fortalecê-lo. Sentiu-se tão impressionado quanto ao que havia visto e ouvido, que, “por sete dias” permaneceu atônito no meio dos exilados (v.15). Sua missão consistia em anunciar as palavras do Senhor a um povo de coração obstinado. Não “a um povo de estranho falar nem de língua difícil, mas à casa de Israel” (v.5).
No meio do Seu próprio povo, Ezequiel teria que erguer as mais duras repreensões e as mais severas advertências. O objetivo de sua pregação, contudo, não visava acusar, mas salvar, como está escrito: “para lhe salvar a vida” (v.18). Diante daquele homem já tão maltratado e tão consternado pelas mazelas do exílio, estava a grande e solene responsabilidade de ser um atalaia em Israel, conduzindo seus irmãos ao arrependimento e à salvação. Era propósito de Deus que a mensagem profética partisse do individual para alcançar o coletivo. Tanto “o perverso” em sua maldade (v.19) quanto “o justo” que se desviasse “da sua justiça” (v.20) deveriam ser avisados quanto aos juízos de Deus.
É necessário um reavivamento da verdadeira piedade na vida de cada crente. A comunhão pessoal eleva a alma e nos leva a um profundo e crescente conhecimento de Deus e de Jesus Cristo. Creio que o confinamento domiciliar de Ezequiel contribuiu para que o seu relacionamento com o Senhor fosse fortalecido e subjugado todo o medo que lhe consumia o espírito. Como povo de Deus e atalaias dos últimos dias, acredito que o isolamento, a aflição e as tantas restrições sociais durante a pandemia foi um tempo de aproveitamento espiritual, fortalecimento da fé e de estreitarmos o nosso relacionamento com Deus, ou, pelo menos, deveria ter sido.
A maior dificuldade de Ezequiel seria lidar com uma “casa rebelde” (v.27) que estava cega pela murmuração e pela incredulidade. Nas horas finais deste mundo, podemos dizer que estamos terminando como Ezequiel ou como membros ativos de uma casa rebelde? Precisamos urgentemente permitir que o Espírito Santo nos coloque em pé. E a nossa atitude deve ser de contrição, arrependimento e humilhação diante do Senhor dos Exércitos. Ezequiel era de linhagem sacerdotal, o que nos diz que Deus deseja usar Seus filhos em posição de liderança a fim de transmitir a Seu povo Sua vontade. Mas quando estes falham, outros são levantados para o cumprimento da obra. De uma forma ou de outra, Deus sempre cumpre Seus desígnios.
Amados, despertai a cada manhã olhando para Jesus! Ele que é a fonte de toda a alegria, esperança, amor e coragem. Ele que suportou todas as mazelas deste mundo e carregou sobre Si o peso de nossas iniquidades para nos salvar. Despertai, atalaias de Deus, para proclamar o evangelho eterno, movidos pelo Espírito Santo! Desviai os olhos das dificuldades. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).
Confessemos os nossos pecados diante dAquele que “é rico em perdoar” (Is.55:7). Preparemo-nos e preparemos outras pessoas para a manhã gloriosa de nossa redenção, quando poderemos exclamar com incontida e perfeita alegria: “Bendita seja a glória do Senhor” (v.12)! Logo, Cristo voltará! Não virá mais como um bebê indefeso e servo sofredor, mas como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Creia, pois “Assim diz o Senhor Deus” (v.11).
Pai de misericórdias, bendizemos o Teu nome por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento e por Tua longanimidade que espera por nossa entrega completa a Ti! Pai, não queremos incorrer no erro da nação rebelde, que por não dar ouvidos aos Teus profetas, foi desolada e levada de volta à escravidão! Queremos fazer parte da geração que revelará e verá a Tua glória, e que entrará na Canaã Celestial pelas portas. Queremos fazer parte da geração que, como Teu atalaia, dará o último clamor, convidando toda nação, tribo, língua e povo a adorar ao Criador. Enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, atalaia do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel3 #RPSP
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“Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; Eu te envio a eles e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus” (v.4).
Após prostrar-se rosto em terra, Ezequiel foi animado a colocar-se “em pé” (v.1). Ele foi revestido pelo Espírito Santo e Este o fortaleceu para que pudesse ouvir com clareza as orientações divinas (v.2). As palavras do Senhor através de Ezequiel deveriam ser ditas a qualquer custo: Ainda que o povo a rejeitasse (v.5) e ainda que o profeta tivesse que passar por maus bocados (v.6). Os filhos de Israel haviam se tornado rebeldes à Palavra de Deus, mas a missão do profeta consistia em adverti-los, ainda que não lhe dessem ouvidos.
Contudo, foi dada a Ezequiel a certeza da provisão divina. Prestem atenção na sequência do verso 2:
1. O profeta ficou cheio do Espírito Santo;
2. O profeta recebeu forças para levantar;
3. O profeta ouviu a voz de Deus.
Esta é a ordem dos fatores espirituais! Foi assim com os discípulos (At.1:8), e foi assim com o próprio Jesus (Mt.3:16). O grande problema é que muitos têm invertido os fatores. E, nesta inversão, contrária ao ensinamento bíblico, assumem o risco de ficar como os filhos de Israel: “de duro semblante e obstinados de coração” (v.4). Ir para a missão sem o Espírito Santo e, consequentemente, sem ouvir a voz de Deus, torna a obra ineficaz e sem propósito.
O Senhor nos chama para uma obra tão sagrada qual foi a de Ezequiel. E, assim como ele, ao proclamarmos verdades que por séculos têm sido lançadas por terra (Dn.8:12), ficamos sujeitos a rejeição e perseguição, até mesmo por parte de irmãos que estejam com o coração endurecido. Mas o Senhor também nos diz, hoje, em linguagem contemporânea e bem compreensível:
– Não tenham medo de cara feia! (v.6) Porque “eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mt.10:16).
Não somos chamados para nos envolver em dissensões ou nos revoltar contra “a casa rebelde”, mas para desfrutar do alimento que Deus nos dá a comer (v.8) por meio do Seu Espírito. Portanto, mensageiro(a) do Altíssimo, “abre a boca” (v.9) e fica satisfeito(a) com a provisão de Deus. Ainda que muitas vezes tenhamos de suportar “lamentações, suspiros e ais” (v.10), só um pouco mais, e estaremos desfrutando do maná do Céu!
Encerro hoje com as seguintes palavras de motivação e apelo da mensageira de Deus, Ellen G. White: “Levaremos avante a obra segundo a vontade do Senhor? Estamos dispostos a ser ensinados por Deus? Lutaremos com Deus em oração? Receberemos o batismo do Espírito Santo? Isso é o que necessitamos e podemos ter neste tempo. Sairemos então com uma mensagem do Senhor, e a luz da verdade brilhará como uma lâmpada que arde, estendendo-se a todas as partes do mundo. Se andarmos humildemente com Deus, Ele andará conosco. Humilhemos a alma diante dEle, e veremos a Sua salvação” (Fundamentos da Educação Cristã, p.532).
Pai nosso que está nos Céus, santificado seja o Teu nome! A mensagem dada a Ezequiel não foi dada apenas ao antigo Israel, mas tem claras aplicações para o Teu povo hoje. Oh, Deus amado, não permite que nosso coração se torne obstinado a ponto de nosso semblante refletir indignação contra os Teus mensageiros da verdade! Dá-nos um coração contrito e humilde, para que vazios de nós mesmos e cheios do Espírito Santo possamos ouvir a Tua voz e estarmos dispostos a obedecê-la. Que a nossa face resplandeça a esperança da glória que nos foi outorgada! E dá-nos coragem e ousadia, Senhor, para declarar a Tua verdade presente e permanecer fieis e inabaláveis, ainda que caiam os céus! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros do Altíssimo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel2 #RPSP
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“Para onde o espírito queria ir, iam, pois o espírito os impelia; e as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes” (v.20).
O chamado profético de Ezequiel foi tão intenso e dentro de um cenário tão marcante: a desolação de Jerusalém, que o profeta deixou registrado com precisão a data em que teve as “visões de Deus” (v.1). Os céus foram abertos diante de seus olhos e ele viu o que a tristeza e o abatimento de uma nação assolada impedia seus compatriotas de enxergar: a glória do Senhor e Sua perfeita regência. Contemplando quatro seres enigmáticos, Ezequiel procurou descrevê-los da forma mais compreensível que pôde. E mesmo que a Bíblia não revele o significado dos detalhes desta profecia, há uma mensagem central muito clara: Deus está no controle da História.
Sabemos que os símbolos proféticos nem sempre correspondem à realidade. A visão de Ezequiel não significa que os anjos que estão diante do trono de Deus possuem aquela aparência. Mas, na hipótese que considero mais coerente, a aparência daqueles seres viventes simbolizam a inteligência (homem), o poder (leão), a soberania (boi) e a majestade de Deus (águia). Ou seja, era um recado a Ezequiel e ao restante de Judá que o exílio não era o fim, mas um meio que o Senhor usaria para cumprir os Seus propósitos. Aqueles seres e as rodas que tinham como instrumento de locomoção também nos revelam uma preciosa verdade que, se seguida, é poder e é vitória. Todos os seus movimentos eram impelidos pelo espírito que os governava (v.21).
O cenário em que estamos vivendo não tem sido nada animador. Pandemias, desastres naturais, instabilidade política e econômica, guerras e rumores de guerras e fomes têm consumido a humanidade e criado uma sociedade ansiosa, depressiva e com dificuldades de relacionamento. Enquanto os governantes acionam o botão de emergência global, com planos que prometem solucionar este caos, milhares perecem todos os dias sem esperança. Ezequiel e os exilados estavam em situação bem parecida. A mente estava obscurecida pela tristeza e pelo medo. Mas Deus fez brilhar a Sua luz na mente de um homem que estava disposto a ser guiado por Ele, assim como os seres viventes eram movidos pelo espírito que neles estava (v.12).
Hoje, o Senhor deseja iluminar a nossa mente com a plenitude do Seu Espírito. Hoje, Ele procura homens e mulheres dispostos a ir onde o Espírito Santo os impelir. Como no passado, o Senhor não está alheio ao nosso sofrimento, e permanece tendo o controle de todas as coisas em Suas mãos. Pela fé, Ele deseja que contemplemos o Seu trono e o arco da promessa como símbolo da fidelidade de Sua Palavra. Somos chamados para ouvir “expressamente a Palavra do Senhor” (v.3). Como a mensagem foi dada primeiro para benefício do próprio Ezequiel e só depois, proclamada ao povo, as Escrituras precisam fazer a diferença em nossa vida para que então possamos transmiti-las a outros.
Talvez nunca tenhamos uma visão de Deus tão espetacular como teve Ezequiel, mas se permitirmos que o Espírito Santo governe a nossa vida da mesma forma como os seres viventes se moviam, então podemos confiar que, no Dia do Senhor, contemplaremos a Sua gloriosa aparição não mais para apenas olhar, mas com Ele subir e sermos com Ele glorificados (Rm.8:17). “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos […] mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5:15-18).
Lembremos da parábola das dez virgens, amados. Que nossas lâmpadas estejam cheias e acesas em meio à escuridão dos últimos dias!
Deus glorioso e poderoso, que está acima dos querubins, louvado seja o Teu santo nome! Senhor, como Ezequiel, estamos no meio dos exilados no cárcere deste mundo de pecado. Mas assim como o Senhor falou com o Seu profeta, cuidou dele e o usou para a Sua glória, queremos que o Teu Espírito esteja nos guiando neste mesmo sentido. O Senhor prometeu que derramaria o Teu Espírito sobre toda a carne e jovens e velhos profetizariam em Teu nome. Cumpre em nós a Tua promessa! Que o Espírito Santo nos conceda a humildade de cairmos diante da Tua presença com o rosto em terra todos os dias, pois queremos ouvir a Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel1 #RPSP
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“Tu, Senhor, reinas eternamente, o Teu trono subsiste de geração em geração” (v.19).
No final de 2020 tive de lidar com o que supunha ser uma gravidez de risco, até descobrir que se tratava de uma gravidez ectópica, que estava colocando a minha vida em perigo. Decepcionado, meu filho mais novo escutava a minha explicação sobre a gravidez e a cirurgia de emergência, quando desabafou em lágrimas: “Mas porque tinha que acontecer com você?” Respondi ao seu questionamento falando sobre o grande conflito em que todos estamos envolvidos e que, ainda que não tenhamos as respostas para tudo o que acontece em nossa vida, podemos confiar nAquele que Se submeteu à morte mais injusta para em Sua justiça nos conceder a vida eterna, quando não haverá mais tristeza, dor ou morte.
Grande era a tristeza e aflição daqueles que, semelhante a Jeremias, ainda conservavam o temor do Senhor em seus corações. Sua nação foi arrasada, suas casas destruídas, suas famílias enlutadas e suas necessidades mais básicas eram escassas e a custo do que mal podiam pagar. Constantemente humilhados pelas nações inimigas, o opróbrio foi o que lhes restou diante de tanto sofrimento. Mas foi nesse momento sobremodo escuro que, de Seu trono que “subsiste de geração em geração” (v.19), Deus ouviu a súplica que há tanto aguardava. A confissão daqueles que restaram e seu sincero desejo de conversão são provas inequívocas de que a dor também pode ser um meio bastante eficaz de transformação.
Cada experiência vivida torna-se uma marca na trajetória da existência. Mas nada, seja bom ou seja ruim, pode mudar o fato de que Deus reina soberano em Seu trono e é de lá que procede toda ordem e toda permissão. Na proclamação das vozes angélicas há a descrição não somente da verdade presente para os últimos dias, mas também há um vislumbre do tempo difícil em que estamos vivendo. É certo que Jesus já havia nos advertido sobre os acontecimentos escatológicos, e que a Bíblia está repleta de advertências sobre a importância de nos mantermos vigilantes. Contudo, nunca estamos totalmente preparados para enfrentar as dificuldades do mesmo modo com que Jesus dormia no barco em meio a uma tempestade. A nossa tendência é a de agirmos como os discípulos, com desespero e desânimo. Mas graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, que a Seu tempo, ouve o nosso clamor e faz cessar a tormenta.
Estamos terminando o livro de Lamentações com uma súplica. Penso que devemos viver esses últimos dias em fervorosa súplica. Clamemos pela “santificação, sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb.12:14)! Clamemos pela maravilhosa promessa da plenitude do Espírito Santo! Clamemos pelo reavivamento e reforma que iluminará a nossa vida “do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co.4:6)! Clamemos por um coração manso e humilde como o de Jesus! Clamemos em genuína contrição: “Converte-nos a Ti, Senhor, e seremos convertidos” (v.21)! Clamemos para que, mesmo em meio à dor e à exaustão, perseveremos “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2), confiando em Sua fiel promessa: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7), e sendo Suas testemunhas (At.1:8)!
Então, de Seu trono eterno, o Senhor ouvirá e atenderá ao nosso mais sincero desejo e urgente clamor: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Senhor, Tu que reinas em Teu trono eternamente, ouve a nossa súplica! Ai de nós, porque pecamos! Suplicamos a Ti por perdão e restauração! Suplicamos por uma nova vida em Cristo, por Seu caráter em nós! Como desejamos ser a última geração, Pai! Faze resplandecer o Teu rosto sobre nós para que sejas glorificado em toda a Terra! Converte-nos a Ti, Senhor, e seremos convertidos! A partir de amanhã estudaremos outro livro profético sobremodo importante e impactante. Que o Teu Espírito fale diretamente conosco e possamos compreender e aceitar as aplicações proféticas para os nossos dias. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10)!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Foi por causa dos pecados dos seus profetas, das maldades dos seus sacerdotes que se derramou no meio dela o sangue dos justos” (v.13).
A desmoralização e ruína que caiu sobre os habitantes de Jerusalém foi tão terrível que ultrapassou “o pecado de Sodoma” (v.6). Em vindo a tribulação e o cumprimento das palavras da profecia, ao invés de se arrependerem, suas ações confirmaram a maldade extrema que governava seus corações, a ponto de mães praticarem o canibalismo contra os próprios filhos (v.10). A que ponto o ser humano sem Deus é capaz de chegar! “Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém” (v.12). A advertência foi dada, mas não acreditaram.
Os príncipes mais belos e de porte varonil, que “tinham a formosura de safira” (v.7), definharam até ficarem irreconhecíveis (v.8). Negando-se obedecer à voz do Senhor, o povo permanecia dentro de Jerusalém enquanto os exércitos de Babilônia cercavam a cidade. Incansavelmente, padecendo de perseguições, açoites, prisões e ameaças de morte, Jeremias anunciava ao povo a solução para o fim de seu sofrimento. Semelhante ao período de Israel no êxodo, durante um período estimado de 40 anos, o profeta foi um instrumento de Deus em favor de seu povo. Contudo, suas palavras foram desprezadas. E enquanto uns devoravam os outros, o Senhor cuidou de Jeremias, de modo que nem o pão lhe faltou (Jr.37:21).
Tentar compreender a maldade humana e a injustiça que se segue neste mundo é como quem pensa que sobe uma escada enquanto está descendo a um abismo. O salmista confirmou isto ao declarar: “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim” (Sl.73:16). Porém, na esmagadora maioria das vezes, nós mesmos buscamos o mal que dizemos detestar. E, por não darmos ouvidos ao que Deus nos deixou escrito em Sua Palavra, acabamos sofrendo as consequências de nossas más escolhas.
Mas também há o caso de darmos mais ouvidos a pessoas ou líderes religiosos sem buscar as respostas na Palavra de Deus. Percebam que foi a maldade dos líderes de Judá que conduziu o povo àquela desgraça (v.13). Muitos têm sido apascentados por falsos mestres que, pela operação de sinais e prodígios ou promessas de prosperidade, encantam aqueles que ainda não entenderam que a Bíblia deve ser a nossa única regra de fé e prática. À semelhança daqueles líderes do passado, todos os que insistirem em seguir a “carreira” da falsidade, escutarão da boca do Senhor naquele grande Dia: “Apartai-vos, imundos!” (v.15), “Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:23).
Dentro em breve, o Senhor vai aparecer nas nuvens do céu “com poder e grande glória” (Mt.24:30) para reclamar “o sangue dos justos” (v.13). Assim como bradou da cruz, Jesus irá declarar ao ímpio: “O castigo da tua maldade está consumado” (v.22). “Feito está!” (Ap.16:17). E todos aqueles que rejeitaram os constantes apelos do Espírito Santo reconhecerão: É “chegado o nosso fim” (v.18)! Todo aquele, porém, que, como Jeremias, permanecer perseverante no caminho eterno, ainda que não entenda a princípio os planos de Deus em sua vida, seguirá confiante ouvindo a voz do Seu bom Pastor, pois “as ovelhas ouvem a Sua voz, Ele chama pelo nome as Suas próprias ovelhas e as conduz para fora […] vai adiante delas, e elas O seguem, porque lhe reconhecem a voz” (Jo.10:3, 4).
A que voz estamos seguindo? Que a Bíblia seja em nossa vida a vara e o bordão de Jesus que nos conduz aos eternos pastos verdejantes!
Senhor, nosso bom Pastor, muitos homens têm se levantado para pregar enganos, e, muitos destes, revestidos com a aparência da verdade. Como diz a Tua mensageira, Ellen White: “Lisonjeiam-se alguns homens de que Deus é bom demais para punir o transgressor”1. E assim, vão simplesmente afagando as pessoas com um discurso adocicado, que não as conduz ao arrependimento. Oh, Pai, que nós estejamos tão alicerçados em Tua Palavra e que a Tua voz se torne tão familiar para nós, que saibamos reconhecer o erro quando nos depararmos com ele. Queremos ir para casa, Senhor! Enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, ovelhas do bom Pastor!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações4 #RPSP
1 Patriarcas e Profetas, CPB, p.420
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim” (v.22).
O primeiro sentimento negativo experimentado pelo casal edênico, pelo menos aquele que ficou mais evidente após o pecado, foi o medo. Vestidos em roupas descartáveis e camufladas, Adão e sua mulher escutaram a voz de Deus, pela primeira vez, sob a ótica do mal. Até então, em cada entardecer, a chegada do Criador em Seu mundo recém-criado era um momento de grande alegria e expectativa. O pecado, porém, despertou no homem a percepção da separação de Deus causada pela queda. Foi ali, entre as maravilhas do Éden, que nossos primeiros pais começaram a experimentar os resultados da desobediência e, no chamado da misericórdia, “Onde estás?” (Gn.3:9), a maravilhosa graça de um Deus que desceu para cobrir nossa nudez com vestes de justiça (Gn.3:21).
Jeremias e todo o Judá sentiram na pele as consequências advindas da desobediência. O profeta tornou-se um recado vivo para o povo e seu sofrimento aumentava à medida em que os juízos eram derramados. Mas foi ao trazer à memória o que lhe dava esperança, que o profeta declarou: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nEle” (v.24). As misericórdias de Deus “renovam-se cada manhã” (v.23) independente de nós mesmos. Eu penso que não estamos distantes da realidade de Jeremias, das aflições que nos abatem o espírito, mas o Senhor “não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (v.33). Não se trata apenas de disciplina ou de castigo, mas há motivos de aperfeiçoamento de caráter envolvidos em cada provação e em cada momento de aflição.
Nossas queixas não devem nos fazer apontar na direção alheia, mas ser direcionadas para uma transformação pessoal: “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor” (v.39-40). Que dias difíceis estamos vivendo, amados! Mas é tempo de ficarmos nos queixando uns dos outros e questionando a Deus? Não! É tempo de lembrarmos do grande sacrifício feito pelo nosso Redentor, de tudo o que Ele suportou e da morte ignominiosa que enfrentou por mim e por você. É tempo de aguardarmos “a salvação do Senhor, e isso, em silêncio” (v.26). É tempo de usarmos a nossa voz e a nossa vida somente para orar e indicar aos nossos semelhantes Aquele que é o caminho, a verdade e a vida (Jo.14:6).
Enquanto estamos aqui, os nossos “olhos choram, não cessam, e não há descanso, até que o Senhor atenda e veja do Céu” (v.49-50). O Espírito Santo, porém, está amadurecendo o Seu povo, e ainda que em meio aos açoites de um mundo em decadência, Ele nos diz: “Não temas” (v.57). Ao vermos todas as coisas se cumprindo como nos advertiu o nosso bom Salvador, como Jó em seu terrível sofrimento, saiam de nossos lábios e de nosso coração as palavras da bendita esperança: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27).
Ainda que humilhados e perseguidos, como objetos de acusações e escárnios, façamos como Jeremias: confiemos tudo ao Senhor em oração, porque “Bom é o Senhor para os que esperam por Ele, para a alma que O busca” (v.25). Então, naquele grande Dia, não nos esconderemos dEle, mas, revestidos das vestes da justiça de Cristo, contemplaremos a Sua linda face e viveremos para sempre com o Senhor. Aleluia! “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Senhor, Tu és a nossa porção! Ajuda-nos a termos sempre esta verdade em nosso coração e sermos guiados por Teu Espírito. Dá-nos o domínio próprio e a mansidão de Cristo, para não respondermos afronta com afronta, mas aguardarmos “a salvação do Senhor, e isso, em silêncio” (v.26). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos das infinitas misericórdias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100