Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 47 – Comentado por Rosana Barros
11 de maio de 2024, 0:45
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Ainda em visão, Ezequiel foi levado a contemplar algo que vinha “debaixo do limiar do templo” (v.1) e se estendia para além dos seus limites. Era como se houvesse uma nascente que saía à direita do santuário e formava um rio caudaloso. Às margens deste rio “havia grande abundância de árvores” (v.7), cujos frutos e folhas serviam de alimento e “de remédio” (v.12). O profeta entrou nas águas até ao ponto de perceber que tratava-se de um “rio pelo qual não se podia passar” (v.5).

Quando João descreveu a cidade santa, em determinado momento ele viu “o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Percebam que as águas do rio vinham do lado direito do templo (v.2). Jesus mesmo afirmou: “Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus” (Lc.22:69). O que Ezequiel viu, portanto, foi o que Jesus afirmou à mulher samaritana: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).

Cristo, a água da vida, deseja nos lavar, purificar e reavivar. Direto do trono da graça emana um rio cujas águas promovem fartura e cura espirituais. Pois o justo “é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl.1:3). Comparado a uma árvore frutífera, todo justo tem uma coisa em comum: a Fonte. “Viste isto, filho do homem?” (v.6). Estamos no limiar de entrar “em herança” (v.14) na terra onde gozaremos de eterna felicidade. Bem como na visão de Ezequiel, João também viu “de uma e outra margem do rio […] a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap.22:2).

Preparem-se, amados, pois eis que Jesus está prestes a reunir os Seus filhos e a dizer “ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e Minhas filhas, das extremidades da terra” (Is.43:6). Permitamos que o Espírito Santo nos purifique com o lavar regenerador de Cristo, pois que “tudo viverá por onde quer que passe este rio” (v.9).

Senhor, lava-nos e ficaremos limpos. Alveja as nossas vestes no sangue do Cordeiro. Oh, Senhor, volta logo! E, até lá, guarda-nos como a menina dos Teus olhos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, lavados e saciados pela água da vida!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel47 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 46 – Comentado por Rosana Barros
10 de maio de 2024, 0:45
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As orientações dadas por Deus ao profeta não eram inéditas, mas a descrição dos procedimentos que envolviam o funcionamento do santuário, conforme descreve o pastor Alberto R. Timm: “No cerimonial religioso hebreu, a Festa da Lua Nova ocorria no início de cada mês, sendo celebrada ‘todos os meses do ano’ (Nm.28:11 e 14). Como ocasião especial de adoração (Ez.46:1-8), nesse dia tocavam-se as trombetas sagradas e ofereciam-se holocaustos e ofertas de manjares ao Senhor (Nm.10:10; 28:11-15; Sl.81:3); o povo abstinha-se de atividades comerciais e seculares (Am.8:5); realizavam-se também banquetes especiais (1Sm.20:5, 18, 24, 27 e 34); e pelo menos algumas pessoas costumavam visitar os profetas (2Rs.4:22 e 23)”.

Diante de Ezequiel foi apresentada a importância da contínua adoração. Mês a mês, sábado a sábado e “manhã após manhã” (v.13, 14 e 15), o povo deveria preparar a sua oferta e “holocausto ao Senhor” (v.13). E isto “é estatuto perpétuo e contínuo” (v.14). A perpetuidade não está no ritual, já que não há mais necessidade de sacrifícios desde que “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) realizou o sacrifício único e perfeito (Hb.10:14). A perpetuidade está na adoração, como revelado ao profeta Isaías, referindo-se aos remidos na Nova Terra: “E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:23).

A verdadeira adoração deve ser o constante caminhar do cristão. Todos os meses, todos os sábados e todos os dias do ano representam um contínuo processo de avanço para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6). Corremos o sério risco de perder este privilégio quando negligenciamos o processo “manhã após manhã”. Vivemos no tempo em que ser cristão virou moda. Não obstante, temos estudado e aprendido nas Escrituras que apenas o título de cristão não basta. Mas, “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23).

Percebam que Jesus utilizou a expressão “Pai” para Se referir a Deus nesta passagem. Porque todo verdadeiro adorador torna-se um filho de Deus. E, “a seus filhos, somente a eles, pertencerá a herança” (v.17). “Manhã após manhã” o Pai procura os filhos que O buscam com inteireza de coração, e renova as suas forças na abundância diária de Suas misericórdias (Lm.3:23). São estes que herdarão “os novos céus e a nova terra” (Is.66:22; Ap.21:1), porque, à semelhança de Elias, restauraram “o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30).

Amados, o mesmo amor que o Senhor tem colocado em meu coração por Sua Palavra é o que eu desejo e oro que vocês também estejam desfrutando. O Reavivados e todos os recursos disponíveis têm o objetivo de nos auxiliar neste processo, mas não pode e não deve, de maneira alguma, substituir o nosso encontro pessoal com Deus através das Escrituras. “Manhã após manhã”, o Senhor nos chama para uma audiência particular com Ele. Se O buscarmos “em espírito e em verdade”, Ele falará direto ao nosso coração por Seu Espírito a partir do momento em que os nossos olhos repousarem sobre a Sua Palavra.

Há, portanto, um apelo pessoal a cada manhã: Não perca as bênçãos deste privilégio contínuo. Clame ao Espírito Santo que te conduza à verdadeira adoração e, como filho(a) de Deus, muito em breve, pela graça de Deus, você receberá a possessão eterna.

Pai de amor, que privilégio o nosso de chamá-Lo assim! Um privilégio que não merecemos, mas que pelos méritos de Cristo possuímos. Sabemos que tens um lugar preparado para nós, que não será mais como o santuário terrestre, pois não mais haverá espaços separados, mas um único grande banquete junto a Cristo. Queremos estar lá, Senhor, e Te adorar para sempre de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro! Batiza-nos com Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, filhos do Pai Celeste!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel46 #RPSP

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EZEQUIEL 45 – Comentado por Rosana Barros
9 de maio de 2024, 0:45
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Na condição de que houvesse um reavivamento e reforma no meio de Israel, Ezequiel transmitiria ao povo a planta do templo que o Senhor havia lhe revelado. Da mesma sorte, Israel receberia o direito à distribuição das terras, “segundo as suas tribos” (v.8). A primeira parte seria “uma porção santa da terra” (v.1), destinada ao santuário e à morada dos levitas. E as demais seriam divididas, em justa medida, entre as demais tribos. Aos magistrados foi dada solene e firme advertência quanto à prática da justiça e o abandono da corrupção. Era desejo do Senhor suscitar a ordem e a obediência; que o Seu povo fosse purificado e santificado pelo fiel cumprimento de Sua Palavra.

Não eram os rituais do santuário em si que promoviam a boa obra da expiação, mas o significado que neles havia. A festa da Páscoa, por exemplo, era um símbolo de libertação, instituída no Egito quando o Senhor ordenou ao povo que o sangue de um cordeiro, uma representação do sangue de Cristo, fosse passado nos umbrais de suas portas, livrando-os da morte dos primogênitos. Na Páscoa, foi-lhes ordenado: “pão asmo se comerá” (v.21), representando outro símbolo que Cristo mesmo enfatizou: “Isto é o Meu corpo oferecido por vós” (Lc.22:19). Tanto os sacrifícios quanto as festas de Israel apontavam para o plano da salvação de Deus em Cristo Jesus e eram claros e constantes lembretes da fiel promessa divina: “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a Terra o opróbrio do Seu povo, porque o Senhor falou” (Is.25:8).

O Senhor Deus jamais deixaria o Seu último povo sem semelhante luz. Como o tempo do fim foi inaugurado com o cumprimento de profecias históricas, e sinais que confirmam a veracidade da Bíblia, Deus também suscitou um movimento profético a fim de proclamar ao mundo que “o Dia do Senhor está perto, pois o Senhor preparou o sacrifício e santificou os Seus convidados” (Sf.1:7). Há um limite para o pecado, amados. Há uma medida que não será ultrapassada antes que Deus derrame sobre este mundo o cálice de Sua ira, “preparado, sem mistura” de misericórdia, para os ímpios (Ap.14:10). Há um justo Juiz que julgará com “balanças justas” (v.10), vindo recolher aqueles que aceitaram o Seu convite de graça e viveram piedosamente em Cristo Jesus.

O Senhor tem sido longânimo (2Pe.3:9), aguardando um povo que esteja preparado para encontrá-Lo. Diante das admoestações e exposições da Palavra de Deus por intermédio de Seus derradeiros atalaias, é necessário que haja um genuíno despertamento e vivo interesse pela salvação: “Que faremos, irmãos?” (At.2:37). O Espírito Santo, em Sua obra de reavivar a última igreja de Deus na Terra, tem apelado a cada coração: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At.3:19). Esta é a boa obra que Ele começou e que deseja completar em nossa vida. Para isso, precisamos permitir que o nosso eu seja subjugado e Cristo assuma o lugar de primazia em nossa existência.

Como Israel no passado foi orientado e advertido pelo ministério profético, possuímos hoje um rico acervo de Testemunhos inspirados, os escritos de Ellen G. White, que abrem os nossos olhos e ouvidos para ver e ouvir com riqueza de detalhes os preciosos tesouros da Bíblia. Foi-nos revelado que os restantes fiéis dos últimos dias são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). E que “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Deus levantou a Sua última igreja na Terra não como um grupo fechado e exclusivista, mas como um movimento profético a fim de revelar ao mundo o caráter de Cristo e a brevidade de Seu retorno.

Precisamos assumir o posto de nosso dever, dando um “Basta!” (v.9) a tudo aquilo que tem nos afastado de cumprir com fidelidade a nossa missão. Precisamos almejar estar no lugar onde Deus habitará conosco e onde estaremos para sempre com o Senhor, “porque o tempo está próximo” (Ap.22:10). É hora de abandonarmos nossos gostos pessoais, egoísmo e vaidades, e erguermos o estandarte da cruz de Cristo perante um mundo que jaz em densas trevas. Que renúncias precisamos fazer e até quando durará a paciência de Deus diante de tanto sofrimento e de tantas tragédias? Enquanto você e eu podemos estar desfrutando da liberdade de professar a nossa fé, muitos estão sendo perseguidos e até mortos pela opressão de homens maus, agentes do Maligno. Desperta, igreja do Deus vivo! Podemos não saber o dia nem a hora que virá o nosso Senhor, mas é nosso dever saber quão perto estamos do grande Dia de Deus.

Logo, do santuário, Jesus dirá: “Feito está” (Ap.16:17) e cessará a expiação “pela casa de Israel” (v.8) e por todo o mundo. A pergunta é: Estamos, de fato, vigiando e orando, nos preparando para este momento? Agora é o tempo de obedecermos à palavra profética: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis” (Am.5:14).

Oh, Senhor, nosso Deus, desperta-nos! Reveste-nos da Tua poderosa armadura, que é inabalável nas batalhas, porque a Tua armadura é Cristo! Necessitamos do caráter do nosso Salvador em nós e isso só será possível mediante a ação purificadora do Espírito Santo em nosso coração. Tem misericórdia, Pai, dos que têm sofrido diante das cenas finais e conflitantes deste mundo! Lava as nossas vestes no sangue precioso do Cordeiro e capacita-nos a dar a toda nação, tribo, língua e povo o alto clamor, a chamada final! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, último Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel45 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 44 – Comentado por Rosana Barros
8 de maio de 2024, 0:45
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De todos os evangelhos, o evangelho segundo João relata várias situações da vida de Cristo em que não há registro nos demais. Já em sua introdução, o apóstolo destacou o fundamento de seu livro: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo.1:1). Sendo agente ativo da criação, Jesus, o Verbo, “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14), é revelado por João como sendo o próprio Deus. Há uma celeuma crescente entre ateus e até mesmo entre cristãos dissidentes semeando dúvidas quanto à divindade de Cristo. Como a casa rebelde de Israel, se desviam de Deus “para irem atrás dos seus ídolos” (v.10), “como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:16).

No capítulo 17 do livro de João encontramos a oração sacerdotal de Jesus. Foram as últimas palavras relatadas pelo apóstolo antes do início da agonia do Salvador. Como “a glória do Senhor enchia a Casa do Senhor” (v.4), Jesus iluminou o mundo com a glória do Pai: “Eu Te glorifiquei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-Me, ó Pai, Contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (Jo.17:4-5). Apesar de ter sido vedado o acesso comum do povo pela porta do oriente, “porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela” (v.2), Jesus veio ao mundo como a Porta por onde podemos entrar e encontrar a salvação (Jo.10:9). Quando nós nos extraviamos, o nosso Sacerdote e Sumo Sacerdote (Hb.8:1), que cumpriu as prescrições celestiais, comprou-nos o direito de acesso ao Pai, de onde intercede por nós pelos méritos de Sua única e perfeita oferta de sacrifício (v.15).

Ele, que é a Palavra, nos deixou escrito tudo o que precisamos notar bem, ver e ouvir (v.5) a fim de que possamos “entrar no templo” (v.5) com as “vestes de linho” (v.17) de Sua justiça e dignidade. As vestiduras de Cristo não devem nos causar desconforto (v.18) e nem servir de meio de acepção ou inclusão alheia (v.19). Trata-se, contudo, de um traje de uso pessoal e intransferível. Ou seja, a salvação é individual, amados. Cada um é chamado a fazer parte do “sacerdócio real” (1Pe.2:9), como cooperadores de Cristo na obra de salvar vidas, não com a missão de constranger, mas de ensinar outros “a distinguir entre o santo e o profano e […] discernir entre o imundo e o limpo” (v.23).

A vida de Jesus nos deixou o perfeito exemplo do que seja santo e limpo e se tratava da mais clara advertência aos impenitentes de sua condição profana e imunda. Comovia-Lhe o coração cada vez que contemplava “a oferta pelo pecado” (v.29), o símbolo de Sua salvífica missão. Porém, “O melhor de todos os primeiros frutos de toda espécie e toda oferta” (v.30), entregues aos sacerdotes, não foram dados Aquele que era a fonte de toda a bênção. Israel fechou a porta do coração e rejeitou “a sua herança” e “a sua possessão” (v.28).

Aproxima-se o tempo de outra porta ser fechada: a porta da graça. Mas enquanto ela está aberta, precisamos abrir a porta do nosso coração ao nosso longânimo Sacerdote: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Abra o coração a Jesus, “para que [Ele] faça repousar a bênção sobre a vossa casa” (v.30) e lhe dê o direito de entrar “na cidade pelas portas” (Ap.22:14). Vigiemos e oremos!

Santo Deus, assim como és santo na Tua esfera, ajuda-nos a sermos santos na nossa! Há verdades preciosas e um caminho sobremodo excelente na doutrina do santuário. Que o nosso coração esteja aberto aos ensinos do Espírito Santo para que cada aspecto de nossa vida seja santificado pela Palavra. Purifica o nosso coração, pois queremos Te ver. Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, sacerdócio real!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel44 #RPSP

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EZEQUIEL 43 – Comentado por Rosana Barros
7 de maio de 2024, 0:45
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O tema do santuário é um estudo revelado em toda a Bíblia como um monumento do plano da salvação. As cerimônias ali realizadas, os objetos sagrados e todas as leis que regiam aquele santo lugar eram sombra do verdadeiro. A manifestação da glória de Deus certamente era algo que provocava a reverência e o temor, de forma que cada pecador que entrasse no pátio do santuário deveria sentir o impacto de seus pecados em contraste com a gloriosa presença do Senhor. Novamente, Deus revelou a Sua glória a Ezequiel. E, prostrado “rosto em terra” (v.3), o profeta foi levantado pelo Espírito Santo (v.5) e acompanhado pelo próprio Jesus.

A visão do templo deveria promover o arrependimento da nação, vergonha “das suas iniquidades” (v.10). A presença do santuário e a sua estrutura arquitetônica não faria sentido se não houvesse a “lei do templo” (v.12). Nenhum lugar, por mais simples que seja, prospera sobre o fundamento arenoso da desobediência. Tudo no santuário velava pela obediência e pelo respeito. Cada ato sacerdotal, cada palavra ali proferida, cada cerimônia realizada, em idoneidade com as palavras do Senhor, eram uma evidência do caráter fidedigno do Deus que não muda (Ml.3:6).

A obediência à lei de Deus não é sinônimo de salvação, mas, certamente, é o resultado dela. Foi assim na vida de Noé, Abraão, José, dentre tantos outros homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor e à Sua Palavra. Foi assim na vida de Jesus, que nos deixou exemplo “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fl.2:8). Foi assim na vida dos apóstolos, que nos deixaram um legado de fé prática e confiança plena no poder de Deus. Foi assim na vida dos reformadores e pioneiros que dedicaram a vida em resgate das verdades que haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12). E deve ser assim na vida de todos os que buscam a plenitude do Espírito, pois Deus outorgou o Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (At.5:32).

Creio que uma das maiores provas de que a observância da lei deve ser o resultado da salvação está nos rituais de sacrifício. Se o cumprimento da lei fosse o suficiente, não precisaria haver “holocausto ao Senhor” (v.24). A função principal da lei é a de revelar os nossos pecados e a necessidade que temos de um Salvador que faça “a purificação e a expiação” (v.20) das nossas iniquidades. Anule a lei, e, consequentemente, você estará afirmando que não há pecado (Leia 1Jo.3:4). E, se não existe pecado, não precisamos da graça. E, sem a graça, para que um Salvador? Percebem, amados?

Assim como o Senhor revelou as medidas do altar do holocausto (v.14-16), objeto que representa o sacrifício de amor de Cristo por nós, necessitamos aceitar a Jesus como nosso Salvador pessoal, “a fim de [podermos] compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que [sejamos] tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef.3:18-19). Em outras palavras, amados, a plenitude de vida em Deus, uma vida de fidelidade e obediência, provém do conhecimento do amor de Cristo, e este, manifestado na cruz.

Muito em breve toda a Terra resplandecerá por causa da glória do Senhor (v.2), e os que insistiram na prática do pecado serão consumidos por Sua ira (v.8). Mas os que creram em Jesus e seguiram os Seus passos, confiantes nos méritos do Salvador, não farão parte da turba do desamor (Mt.24:12), mas irão amar como Ele amou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

Senhor, nosso Deus misericordioso, nos envergonhamos das nossas iniquidades e de tudo quanto praticamos em desacordo com a Tua Palavra. Nós Te louvamos por Tua paciência em nos esperar, por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento, por Tua graça que nos salva e por Teu amor que nos transforma! Este conhecimento de Ti é libertador e queremos prosseguir em Te conhecer até alcançarmos a Tua plenitude. Que ao contemplarmos a glória do caráter de Cristo, possamos com o rosto em terra reconhecer, todos os dias, que Ele é o nosso Salvador pessoal e apresentá-Lo a outros pelo poder do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel43 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 42 – Comentado por Rosana Barros
6 de maio de 2024, 0:45
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Havia no templo salas especiais em ambos os lados do santuário como uma espécie de salas pastorais, a fim de servir de apoio aos sacerdotes. Ali eles depositavam “as coisas santíssimas” (v.13) e servia-lhes também como um vestiário, onde ficavam as roupas separadas exclusivamente para o ofício do santuário. Todas as vezes que os sacerdotes iam ao “lugar destinado ao povo” (v.14), suas vestes sagradas eram veladas nas “câmaras santas” (v.13). De modo que, no meio da congregação, os sacerdotes eram reconhecidos por sua função, e não por uma aparência superior ou privilegiada.

As vestes dos sacerdotes tinham um traço distintivo em Israel. Principalmente na vestimenta do sumo sacerdote, encontramos símbolos que apontam para a responsabilidade pública de sua função e para o ministério sacerdotal de Cristo. “O sumo sacerdote, em sua posição oficial”, diz M. L. Andreasen, “não era simplesmente um homem. Era uma instituição; era um símbolo, não representava meramente a Israel, era sua própria encarnação. Levava o nome de Israel, nas duas pedras sardônicas ‘nas ombreiras do éfode, por pedras de memória’; levava-as nas doze pedras preciosas ‘no peitoral do juízo sobre o seu coração’; levava ‘o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente’. Êx.28:30. Assim, levava Israel tanto sobre os ombros, como sobre o coração. […] O caráter representativo do sumo sacerdote deve ser salientado. Adão era o representante do homem. Quando ele pecou, pecou o mundo, e a morte passou a todos os homens. […] Semelhantemente, Cristo, sendo o segundo homem e o último Adão, era o representante do homem” (O Ritual do Santuário, p.64, 65).

Deixando as vestiduras santas de Sua morada celeste, Jesus veio aos átrios deste mundo como nosso semelhante. Não era Sua aparência ou as roupas que vestia que O caracterizava como o Desejado de todas as nações, e sim a natureza de Sua missão. Era “do lugar destinado ao povo” (v.14) que irradiava a luz de Suas palavras, iluminando a todos quantos a Ele se achegavam com a santa convicção de que estavam perante o seu Redentor. As madrugadas eram as “câmaras santas” (v.13) de Seu encontro com o Pai, e os montes e jardins, o lugar santo de Sua comunhão diária com Ele. Jesus, porém, não saía dali a fim de fazer notória a Sua santidade, mas buscava conquistar a afeição dos pecadores apontando-lhes o caminho através de Sua submissão ao Pai, vestindo o “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Hoje, conforme a profecia, Jesus atua como o nosso Sumo Sacerdote no lugar Santíssimo do santuário celestial (Hb.8:1-2), de onde em breve sairá para buscar “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).

Portanto, era dever do sumo sacerdote estabelecer o mesmo contato, aproximação e afeição com os filhos de Israel. Como líder espiritual da nação, sua missão consistia em apresentar ao povo a perspectiva futura de um Salvador que Se despiria de Suas vestes celestiais para Se vestir da ignominiosa humanidade. Quão tremenda e sagrada é a obra de todos aqueles que se dedicam ao ministério de Deus! Aos pastores e obreiros cabe responder por seus liderados seguindo a ordem do Mestre: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo.21:17). É seu dever ensinar a igreja de Deus a fazer “separação entre o santo e o profano” (v.20), apontando-lhes o Salvador crucificado e ressurrecto, mas também O mesmo que breve voltará como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16).

Assim, sobre a responsabilidade dos ministros do evangelho como aqueles que devem revelar o caráter de Cristo, encerro com as pontuais palavras de Andreasen: “Deve ser pronto a discernir a vontade de Deus no clarão fugaz ou na sombra de Sua aprovação ou desaprovação; o ouro do valor e da obediência deve-se achar entremeado na própria estrutura de seu caráter; no semblante, no vestuário e no coração cumpre-lhe refletir a pureza, a paz e amor de Deus. Ele tem de ser submisso e pronto a deixar que Deus faça como Lhe apraz; e esquecer o próprio eu e pensar nos outros, não se eximindo a pesadas cargas. Cumpre-lhe ter de contínuo em mente que o bem-estar e a felicidade de outros dele depende, que cada ato seu, em virtude de seu caráter público e oficial, é de vasta significação. Ao contemplar o verdadeiro ministro a responsabilidade que sobre ele impende, bem como as consequências que adviriam de um fracasso ou falta sua, pode bem exclamar: Para essas coisas, quem é idôneo?” (O Ritual do Santuário, p.71).

Pai Celestial, que o Espírito Santo revista os pastores do Teu povo com as vestes do puro caráter de Cristo. Necessitamos de líderes espirituais que saibam fazer distinção entre o santo e o profano e que, dia a dia, busquem um coração manso e humilde como o de Jesus. Sabemos que estamos vivendo dentro de um contexto profético difícil nesse sentido. Mas ainda que eles falhem, pois são pecadores como nós, que nossos olhos estejam fitos em Cristo e Sua Palavra. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia a todos, especialmente aos ministros do evangelho! Que o Espírito Santo os ilumine e guie!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel42 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 41 – Comentado por Rosana Barros
5 de maio de 2024, 0:45
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EZEQUIEL 40 – Comentado por Rosana Barros
4 de maio de 2024, 0:45
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Diante de um capítulo tão rico em detalhes e de uma visão sobre algo que para Israel era tão familiar, a descrição do templo parece soar para nós como uma interminável repetição de compartimentos e medidas. Ezequiel viu uma figura peculiar que tinha nas mãos instrumentos para medição de curtas e longas distâncias. O profeta pôde visualizar o templo com a precisão exata de suas dimensões, seguindo a orientação daquele ser luminoso: “Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo” (v.4).

Como João no livro de Apocalipse, logo após a destruição definitiva dos ímpios, Gogue e Magogue, teve a visão de um lugar planejado (Ap.21:10), assim também Ezequiel, após a profecia contra Gogue, viu o templo do Senhor. Meticulosamente, cada parte do templo lhe foi apresentada conforme media o homem com “um cordel de linho e uma cana de medir” (v.3). Era o “Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10) colocando em cada parte daquele lugar as Suas perfeitas medidas. “Cada câmara” (v.7), cada “espaço em frente das câmaras” (v.12) e cada detalhe do templo apontava para a aliança eterna do Senhor com o Seu povo. Mas, enquanto Ezequiel viu a figura, João viu o verdadeiro, “a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Ap.21:10).

O texto de hoje também aponta para um juízo sobre a casa de Israel, mais precisamente sobre os sacerdotes. Os instrumentos de medir simbolizam isso. Haveria um juízo e ele havia de começar pelos líderes do povo. Quando Jesus esteve na Terra, deixou bem claro, em Sua própria experiência, qual seria o dever e a responsabilidade dos líderes religiosos. Encontrou, contudo, em sua maioria, homens cheios de si, orgulhosos e com fortes motivações de ganância e de poder. Por fora, eram impecavelmente polidos. Mas, por dentro, estavam “cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt.23:28). O apóstolo Pedro também fez referência ao juízo como sendo algo preliminar de um grupo específico: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Amados, um dia, todos compareceremos “perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (1Co.5:10). Entretanto, há um julgamento em andamento hoje. Há um cordão de linho e uma vara de medir sendo utilizados no meio do povo de Deus, do maior para o menor. Nada fica velado diante dAquele que sonda os corações. E todos nós, ministros e leigos, precisamos reavaliar a nossa vida, as nossas prioridades e guardar no coração tudo quanto o Senhor nos tem revelado em Sua Palavra.

Há uma necessidade urgente de homens e mulheres que sejam tão fiéis ao Senhor quanto as medidas do templo. Um povo que, com uma visão espiritual crescente, revele ao mundo a face do genuíno amor: “do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co.4:6). Com insistente e perseverante súplica, oremos pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa vida e para que façamos parte do povo que se esconde na perfeita estatura de Cristo Jesus.

Pai, como necessitamos do Espírito Santo, com Seu cordel de linho e vara de medir, nos exortando, disciplinando e purificando! A Tua Palavra diz que “muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Queremos a sabedoria que vem de Ti e a pedimos pela fé e no nome de Jesus Cristo! Senhor, ajusta a nossa vida conforme a perfeita medida do caráter de Teu Primogênito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, casa de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel40 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 39 – Comentado por Rosana Barros
3 de maio de 2024, 0:45
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A manifestação da ira de Deus contra Gogue declara o tamanho do zelo por Seu nome e do amor por Seu povo. Uma promessa foi feita, e Ele a cumprirá de forma “sete” (v.9, 12 e 14), ou seja, de forma perfeita e definitiva. Representando todas as nações inimigas do povo de Deus de todos os tempos, como vimos ontem, Gogue e Magogue receberão uma “viagem” só de ida ao “lugar de sepultura” (v.11). Perante “todo o povo da terra” (v.13), as forças de Gogue serão reduzidas a nada “para limpar a terra” (v.12) da escravidão do pecado, que há tanto tempo tem manifestado os seus terríveis resultados.

A última fúria do inimigo para com a humanidade caminha para um trágico clímax, onde a fé de cada um será provada ainda com maior intensidade do que o foi com os cristãos de Roma perante o coliseu e com os cristãos da Idade Média perante à inquisição. Pois que o profeta Daniel descreveu um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). E o próprio Jesus declarou: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt.24:21). Acusados como hereges e fundamentalistas, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), experimentarão os reveses de uma perseguição sem precedentes.

Semelhante ao período que Jesus enfrentou a dor da separação do Pai, grande angústia aguarda os filhos de Deus, que, como Jesus o fez, repetirão as palavras do salmista Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl.22:1; Mt.27:46). Porém, o Espírito Santo que “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3), será derramado (v.29) sobre cada coração que por Ele clamou e por Ele desejou ser preenchido. Quando Satanás manifestar o seu último grande engano, Miguel, “o grande príncipe, o defensor dos filhos do Seu povo” (Dn.12:1) Se levantará e dirá: “Basta! Já chega!”. Então, o Senhor tornará “a ajuntar para voltarem à sua terra” (v.28) e lá estará para sempre com Seus fiéis.

O juízo final acontecerá quer o mundo acredite, quer não. E nenhum dos salvos irá declarar: “Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir” (Dt.9:4). Mas, com o coração compungido, cheio de gratidão e santa consagração, clamarão “em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap.7:10). O Senhor fez uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó, e, por Sua fidelidade a cumprirá. Pois que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js.23:14).

Jesus mesmo prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Muito em breve, Cristo virá buscar um povo que, cheio do Espírito Santo, abandonou “as obras da carne” (Gl.5:19) e manifestou na vida “o fruto do Espírito” (Gl.5:22). Que possamos orar, a cada dia, como Davi orou: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (Sl.54:1). E aguardar, andando no Espírito, a bendita e gloriosa promessa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).

Ó Deus bendito, como o salmista, Te pedimos: salva-nos pelo Teu nome e faz-nos justiça pelo Teu poder! Batiza-nos com o Espírito Santo, purificando o nosso coração e nos ensinando a viver pela fé. Olhar para Cristo é o que necessitamos fazer a cada instante. Abre os nossos olhos para contemplar o Teu caráter, tendo as Escrituras como fonte de toda a verdade, fonte pura e santa, na qual podemos contemplar a beleza da Tua santidade, Senhor. Pai, coloca em nossa fronte o Teu selo e cumpre a Tua fiel promessa: “por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Pedimos também, que cessem as chuvas no Sul e que haja auxílio para os desabrigados. Volta logo, Senhor, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, povo do advento!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel39 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 38 – Comentado por Rosana Barros
2 de maio de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Com origem e identidade desconhecidas, Gogue e Magogue aparecem nas profecias como um símbolo de inimigos que viriam contra Israel em sua restauração após o cativeiro. No entanto, “Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs” (v.2) foi apresentado como um inimigo antigo que voltaria com o objetivo de assolar o povo de Deus. Considerando a condição pacífica de Israel como uma terra desprotegida, “sem muros” (v.11), era seu “mau desígnio” (v.10) tomar para si a possessão do povo. Acompanhado de “muitos povos”, compondo uma “grande multidão e poderoso exército”, Gogue subiria contra Israel, “como nuvem, para cobrir a terra” (v.16).

O que eles não esperavam é que teriam de se deparar com o invencível Comandante de Israel, que logo deixou claro o Seu direito de posse sobre o povo e sobre a terra: “subirás contra o Meu povo de Israel […] contra a Minha terra” (v.16). A grande indignação do Senhor frente a esta ameaça contra os filhos do Seu povo e considerando o mistério sobre a origem desta milícia inimiga, dá a impressão de que, rasgadas as cortinas do tempo, estamos diante de uma profecia apocalíptica. Após o milênio, por pouco tempo “solto da sua prisão” (Ap.20:7), Satanás “sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar” (Ap.20:8).

O numeroso exército de ímpios que serão ressuscitados para a condenação, sob o comando do príncipe das trevas, tentará invadir a cidade santa que descerá “do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:10). Mas, semelhante a descrição de Ezequiel, descerá fogo do céu que os consumirá (Ap.20:9): “fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (v.22). Logo o Senhor vindicará a Sua santidade perante todo o Universo, quando todos terão de reconhecer a Sua fidelidade e justiça.

“Nos últimos dias” (v.16) Deus tem um povo para chamar de Seu. “Sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e vendo a atuação do Espírito Santo na vida do povo de Deus, Satanás fará de tudo para destruir-lhes a fé. Mas ainda que em meio às terríveis condições de “um tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), e assediados pela consciência de sua própria condição indigna, por sua perseverança serão salvos. Sobre este tempo, escreveu Ellen White: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna” (O Grande Conflito, p.621).

Precisamos olhar para os eventos finais com os olhos fixos no Autor e Consumador de nossa fé. Olhar para Jesus e nEle buscar refúgio deve ser a razão de nossa vida. Ele prometeu que voltará para nos levar para casa, e isso já deve nos bastar. Não desperdicemos nosso tempo e desgastemos o nosso emocional nos preocupando com o que há de vir. Desde o princípio o Senhor tem revelado à humanidade o Seu plano salvífico e que, se aceitarmos o Seu convite de graça, sairemos com Ele “vencendo para vencer” (Ap.6:2). As profecias nos foram dadas não como uma fonte de medo, mas de esperança a jorrar para a vida eterna.

Nós “possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1), e Ele é o nosso Intercessor. Vá até Cristo a cada dia. Olhe para Ele! Pois “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Olhemos para o cumprimento das profecias não como indicativos de uma iminente destruição, mas como sinais de que logo veremos a linda face do nosso Salvador. E seguindo a ordem do Mestre: Vigiemos e oremos!

Pai Celestial, nós Te louvamos porque a Tua última promessa está prestes a se cumprir! Queremos estar prontos e preparando outros enquanto há graça. Ajuda-nos a aproveitarmos este tempo oportuno buscando ao Senhor com todo o nosso coração. Ensina-nos a vigiar e orar mediante o Teu Espírito em nós. Venha o que vier, dá-nos a fé e a coragem de que necessitamos. Não queremos temer, mas olhar para o futuro com esperança e na feliz expectativa de que logo estaremos em casa. Nós Te amamos, Senhor da nossa vida! Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Ezequiel38 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100